78º ENCONTRO CIEE DO TERCEIRO SETOR

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78 ENCONTRO CIEE DO TERCEIRO SETOR. AS PARCERIAS ENTRE ESTADO E TERCEIRO SETOR Alberto Higa. As parcerias entre Estado e Terceiro Setor. Curriculum Vitae do Expositor Doutorando em Direito do Estado - Faculdade de Direito da Universidade de So Paulo. - PowerPoint PPT Presentation

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  • 78 ENCONTRO CIEE DO TERCEIRO SETORAS PARCERIAS ENTRE ESTADO E TERCEIRO SETOR

    Alberto Higa

  • As parcerias entre Estado e Terceiro Setor Curriculum Vitae do Expositor

    Doutorando em Direito do Estado - Faculdade de Direito da Universidade de So Paulo.

    Mestre em Direito do Estado e Especialista em Direito Tributrio Faculdade de Direito da PUC-SP.

    Bacharel em Direito e Especialista em Direito Empresarial Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie.

    Ex-advogado do Escritrio Rubens Naves, Santos Jr. e Hesketh Advogados.

    Ex-assessor de Subprocurador-Geral da Repblica (MPF).

    Procurador Jurdico do Municpio de Jundia e Professor Universitrio.

    Autor do livro: Terceiro Setor: Da responsabilidade civil do Estado e do agente fomentado. Editora Frum. Belo Horizonte. 2010.

  • As parcerias entre Estado e Terceiro Setor

    E-mail:

    alberto-higa@hotmail.com

  • As parcerias entre Estado e Terceiro SetorQUAL O PAPEL DO ESTADO?

    QUAL O PAPEL DA SOCIEDADE?

    QUAL O PAPEL DO TERCEIRO SETOR?

  • As parcerias entre Estado e Terceiro SetorEvoluo Histrica: Do Estado Liberal ao Estado Social e Democrtico de Direito

    ESTADO LIBERAL:

    O Estado de Direito como reao ao Estado Absolutista (The King can do not wrong e Le roi ne peut mal faire - sistema de privilgios calcado na ideia de soberania);

    Caracterstica central: submisso do Estado ao Direito (inspirado nos ideiais de Rousseau (igualdade e soberania popular) e Montesquieu (separao dos poderes) e no intervencionismo na esfera poltica, jurdica e econmica dos cidados.

  • As parcerias entre Estado e Terceiro SetorCampo Poltico garantia dos valores liberdade e propriedade, com a restrio dos poderes do Estado em face da consolidao da democracia representativa e da separao dos poderes;

    Campo Econmico livre iniciativa e livre concorrncia, cabendo ao Estado apenas proteger e estimular esse sistema de liberdades;

    Campo Jurdico prestgio legalidade e aos direitos humanos, ante o temor do Estado opressor verificado no perodo precedente (Luciana de Medeiros Fernandes).

  • As parcerias entre Estado e Terceiro SetorConsequncias:

    Estado mnimo: relegava sociedade a propriedade privada dos meios de produo, limitando-se a proteger o curso da economia, que deveria ser dirigada pelas leis de mercado;

    Aumento da dicotomia entre pblico e privado. Inibio do Estado no mbito econmico e social.

    Estabelecimento de profundas desigualdades entre os atores sociais, exigindo-se a interveno do Estado na ordem econmica e social.

  • As parcerias entre Estado e Terceiro SetorESTADO DO BEM ESTAR SOCIAL

    Constituio do Mxico e da Alemanh 1917 e 1919

    Interveno do Estado na ordem econmica e social

    Estado: prestador de servios pblicos.

    Algumas atividades econmicas exercidas pelo Estado a ttulo de interveno no domnio econmico

    Crtica: Excessiva atuao do Estado. Ineficincia?

  • As parcerias entre Estado e Terceiro SetorESTADO SOCIAL DEMOCRTICO DE DIREITO

    Prof. Jos Afonso da Silva: Estado de legitimidade justa ou Estado de justia material (e no meramente formal) real participao do povo no controle das decises e nos rendimentos da produo.

    Estado Liberal (direitos civis e polticos); Estado Social (direitos econmicos e sociais) e Estado Democrtico (direitos relacionados solidariedade direitos difusos)

    Substituio ou Revitalizao do Estado de Direito?

  • As parcerias entre Estado e Terceiro SetorAs Constituies de 1824 e 1891 carter eminentemente liberal. A partir da Constituio de 1934 progressiva incorporao dos direitos sociais.

    Constituio Federal de 1988 Estado Social e Democrtico de Direito?

    Estado de Direito: a) separao dos Poderes Legislativo, Executivo e Judicirio, independentes e harmnicos entre si (art. 2); b) rol de garantias individuais, dentre outros, a observncia aos princpios da legalidade e da inafastabilidade da apreciao do Poder Judicirio de leso ou ameaa a direito (art. 5) e; c) supremacia da norma constitucional ao prever procedimentos mais rigorosos para a alterao do Texto Constitucional, alm de proibir proposta de emenda tendente a abolir a separao dos Poderes e os direitos e garantias individuais (art. 60, 4).

  • As parcerias entre Estado e Terceiro Setor

    Estado Democrtico: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituio (art. 1, pargrafo nico, CF/88). Democracia indireta ou representativa nas normas constitucionais previstas nos arts. 14 a 17, cabendo destacar o sufrgio universal e o mandato poltico representativo. Aponta-se ainda como formas semidiretas de participao popular a iniciativa popular; o referendo e a ao popular, a teor do previsto nos arts. 14, incisos II e III, 49, inciso XV, 61, 2, e 5, LXXIII. Por fim, cita-se a participao popular em rgos colegiados incumbidos de formulao de polticas pblicas no mbito da Seguridade Social, assim como os dispositivos constitucionais que facultam e/ou impem a participao da sociedade civil na consecuo dos objetivos do Estado brasileiro.

  • As parcerias entre Estado e Terceiro SetorEstado Social: A Repblica Federativa do Brasil tem como fundamento a dignidade da pessoa humana (art. 1, III) e como objetivos fundamentais a construo de uma sociedade livre, justa e solidria e a erradicao da pobreza e a reduo das desigualdades sociais e regionais (art. 3, I e III). So direitos sociais, a educao, a alimentao, a sade, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurana, a previdncia social, a proteo maternidade e infncia, a assistncia aos desamparados (art. 6). Direitos dos trabalhadores urbanos e rurais (art. 7). Princpios da ordem econmica, fundada na valorizao do trabalho humano: reduo das desigualdades regionais e sociais, busca do pleno emprego (art. 170) etc.

  • As parcerias entre Estado e Terceiro Setor

  • As parcerias entre Estado e Terceiro SetorDE ACORDO COM PESQUISA IBGE IPEA FEITA PARA O PROGRAMA BRASIL SEM MISRIA

    EXISTEM 16,27 MILHES DE BRASILEIROS EM SITUAO DE EXTREMA POBREZA

    4,8 MILHES TM RENDA MENSAL NOMINAL DOMICILIAR IGUAL A ZERO

    11,70 MILHES POSSUEM RENDA DE R$ 1,00 A R$ 70,00

    FONTE: http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/05/brasil-tem-1627-milhoes-de-pessoas-em-situacao-de-extrema-pobreza.html

  • As parcerias entre Estado e Terceiro SetorCF/88: Servio Pblico x Atividade Econmica

    Noo de Servio Pblico: Toda atividade de oferecimento de utilidade ou comodidade material destinada satisfao da coletividade em geral, mas fruvel singularmente pelos administrados, que o Estado assume como pertinente a seus deveres e presta por si mesmo ou por quem lhe faa as vezes, sob um regime de Direito Pblico portanto, consagrador de prerrogativas de supremacia e de restries especiais , institudo em favor dos interesses definidos como pblicos no sistema normativo. Prof. Celso Antnio Bandeira de Mello.

  • As parcerias entre Estado e Terceiro SetorDisciplina constitucional dos servios pblicos

    a) A Constituio de 1988 ao dispor no caput do art. 175 que Incumbe ao Poder Pblico, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concesso ou permisso, sempre atravs de licitao, a prestao de servios pblicos, confere ao Estado a titularidade do servio pblico, embora a sua execuo possa ser delegada aos particulares.

    b) A Lei Maior j arrola alguns servios como servios pblicos (vide art. 21, art. 25, 1 e 2 e art. 30, V e VII ex. Servio postal, servios de transportes coletivos, servios de sade, servios de gs canalizado etc).

    c) Os servios de sade, educao, previdncia social e assistncia social (arts. 196, 197, 201 a 205, 208, 211, 213). A CF atribui o dever do Estado de prestar, porm, dado a revelncia, admite o exerccio de tais atividades por particulares. Quando o Estado presta, so servios pblicos no exclusivos (regime de Direito Pblico) e quando os particulares prestam, atividade econmica (regime de Direito Privado).

  • As parcerias entre Estado e Terceiro Setor

    Disciplina constitucional da atividade econmica

    Destaque para os arts. 170, 173, 1, 174 e 177, da CF

    A atividade econmica informada, dentre outros, pelo princpio da livre iniciativa, que assegura o seu exerccio pelos particulares, independentemente de autorizao de rgos pblicos, salvo nos casos previstos em lei (regime de direito privado).

    O Estado atua apenas em duas hipteses: a) quando necessria aos imperativos da segurana nacional; b) ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.

    Produo de bens e produtos com o objetivo de circulao de riquezas. Classificao proposta pelo Prof. Paulo Modesto.

  • As parcerias entre Estado e Terceiro Setor

    Servio PblicoServios de relevncia pblica (Servios Pblicos no exclusivos)Servios de explorao econmicaAtividades de Titularidade Pblica (art. 175, CF)Atividades sem reserva de titularidade pblica ou privadaAtividade de titularidade privada (art. 170, CF), mas passvel de atuao pelo Poder Pblico em situaes especiais previstas na lei ou na CF (art. 173 e 177)Pessoas privadas atuam por delegaoPessoas privadas e Estado atuam de forma ordinria, sem delegao ou exceoEstado atua por exceo: ressalvados os casos previstos na Constituio, apenas atuar quando necessrio para atender a imperativos de segurana nacional ou a relevantes interesses coletivos previstos em lei

  • As parcerias entre Estado e Terceiro Setor

    Atividade submetida a reserva de direito pblico, independentemente do prestadorAtividade submetida a regime varivel, parcialmente dependente do regime jurdico predominante do prestador, mas sempre vinculada a obrigaes de regularidade, modicidade, acessibilidade e impessoalidadeAtividade submetida a reserva de