AEE PARA DEFICIÊNCIA VISUAL: BAIXA VISÃO E CEGUEIRA ava. ?· material didÁtico aee para deficiÊncia…

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  • MATERIAL DIDTICO

    AEE PARA DEFICINCIA VISUAL:

    BAIXA VISO E CEGUEIRA

    U N I V E R S I DA D E

    CANDIDO MENDES

    CREDENCIADA JUNTO AO MEC PELA PORTARIA N 1.282 DO DIA 26/10/2010

    Impresso e

    Editorao

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    e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400

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    SUMRIO

    UNIDADE 1 INTRODUO ................................................................................. 03

    UNIDADE 2 O FUNCIONAMENTO DA VISO ................................................... 05

    UNIDADE 3 A DEFICINCIA VISUAL ................................................................ 07

    3.1 Conceito e classificao .................................................................................... 09

    3.2 Causas .............................................................................................................. 12

    3.3 Sintomas ........................................................................................................... 15

    UNIDADE 4 AVALIAO FUNCIONAL DA VISO ........................................... 17

    4.1 Sua importncia ................................................................................................ 18

    4.2 Instrumentos para avaliar .................................................................................. 19

    UNIDADE 5 ORIENTAO E MOBILIDADE (OM) ............................................. 22

    5.1 Conceitos bsicos para trabalhar com OM ........................................................ 22

    5.2 Da colher bengala, do prato rua tcnicas aplicadas em orientao e

    mobilidade ............................................................................................................... 26

    UNIDADE 6 ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO ..................... 34

    6.1 Conceito e definio .......................................................................................... 36

    6.2 As salas de recursos ......................................................................................... 39

    6.3 A sala de recurso para deficincia visual .......................................................... 42

    6.4 Atribuies do professor no AEE ....................................................................... 43

    6.5 A importncia da reviso do PPP e do currculo escolar ................................... 44

    UNIDADE 7 SISTEMA BRAILLE E CDIGO MATEMTICO UNIFICADO ....... 46

    7.1 A teoria do sistema Braille conceitos e definies .......................................... 46

    7.2 Braille aplicado matemtica Cdigo Matemtico Unificado ......................... 49

    7.3 Soroban ............................................................................................................. 50

    UNIDADE 8 RECURSOS DIDTICOS ................................................................ 53

    8.1 Modelo, maquete, mapa .................................................................................... 54

    8.2 Recursos tecnolgicos o mundo da informtica ............................................. 55

    8.3 Livros ................................................................................................................. 56

    8.4 Outros recursos didticos .................................................................................. 57

    8.5 Recursos pticos e no-pticos ........................................................................ 58

    REFERNCIAS ....................................................................................................... 61

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    UNIDADE 1 INTRODUO

    Um primeiro contato com uma pessoa cega, geralmente, suficiente para

    que ela retenha na memria a sua voz, reconhea-lhe pelo toque ou talvez pelo seu

    perfume. No que ela seja um ser extraordinrio, mas por necessidade esses

    sentidos lhe so estimulados e favorecem sua interao com o meio.

    Em relao s pessoas com baixa viso, aquelas com viso reduzida e cuja

    deficincia corrigvel por lentes, cirurgias ou tratamento, inmeras pesquisas

    comprovam que a estimulao da viso residual favorece o ganho de eficincia na

    utilizao da viso preservada.

    A deficincia visual uma situao irreversvel de diminuio da resposta

    visual, em virtude de causas congnitas ou hereditrias, mesmo aps tratamento

    clnico e/ou cirrgico e uso de culos convencionais. A deficincia visual inclui dois

    grupos: cegueira, viso subnormal (FIOCRUZ, 2009).

    A cegueira total a completa falta de percepo visual de forma e luz. Em

    muitos casos clnicos observa-se que a cegueira pode ocorrer diante de algumas

    condies, tais como retardo mental, espectro autista, paralisia cerebral, surdez e

    epilepsia.

    Pois bem, para atingirmos o objetivo proposto neste curso que levar

    conhecimentos tericos e prticos para o atendimento educacional especializado

    AEE na deficincia visual (baixa viso e cegueira), percorreremos o seguinte

    caminho: noes bsicas do funcionamento da viso; causas, sintomas,

    classificao das dificuldades visuais; avaliao funcional da viso; orientao e

    mobilidade; o AEE propriamente dito que envolve conceitos, definies, papel do

    educador e da escola nas salas de recursos; o sistema Braille e sua aplicao

    matemtica, bem como veremos tambm recursos didticos aplicados educao

    de pessoas com deficincia visual.

    Ressaltamos em primeiro lugar que embora a escrita acadmica tenha como

    premissa ser cientfica, baseada em normas e padres da academia, fugiremos um

    pouco s regras para nos aproximarmos de vocs e para que os temas abordados

    cheguem de maneira clara e objetiva, mas no menos cientficos. Em segundo lugar,

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    deixamos claro que este mdulo uma compilao das ideias de vrios autores,

    incluindo aqueles que consideramos clssicos, no se tratando, portanto, de uma

    redao original e tendo em vista o carter didtico da obra, no sero expressas

    opinies pessoais.

    Ao final do mdulo, alm da lista de referncias bsicas, encontram-se

    outras que foram ora utilizadas, ora somente consultadas, mas que, de todo modo,

    podem servir para sanar lacunas que por ventura venham a surgir ao longo dos

    estudos.

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    UNIDADE 2 O FUNCIONAMENTO DA VISO

    A funo do sistema visual converter energia luminosa em atividade neural

    que tenha significado para ns.

    A viso a nossa principal experincia sensorial. O crebro humano muito

    mais usado para a viso do que para qualquer outro sentido. atravs da viso que

    adquirimos mais da metade dos conhecimentos a respeito do mundo que nos cerca.

    Estudos recentes revelam que enxergar no uma habilidade inata, ou seja,

    quando nascemos ainda no sabemos enxergar: preciso aprender, e uma das

    formas como isso acontece, inconscientemente, quando chamamos a ateno do

    beb, dizendo: Olha a bola do Pedro ou Chama o gatinho (HONORA;

    FRIZANCO, 2008).

    A luz a energia eletromagntica que vemos. Essa energia vem tanto

    diretamente de algo que a produz (como uma lmpada ou o sol), quanto

    indiretamente de uma fonte luminosa, aps ser refletida por um ou mais objetos. Em

    qualquer um dos casos, a energia luminosa vem do mundo exterior, atravessa a

    pupila e entra no olho, onde atinge uma superfcie sensvel luz denominada retina.

    Depois da estimulao dos receptores na retina, comeamos o processo de criao

    de um mundo visual.

    O olho tem vrias partes funcionalmente distintas, mostradas na ilustrao

    abaixo.

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    Dentre as partes do olho, encontramos a esclera (a parte branca que forma

    o globo ocular), a crnea (o revestimento externo e claro do olho), a ris (que abre e

    fecha para controlar a entrada de luz), o cristalino (que focaliza a luz) e a retina

    (onde a energia luminosa inicia a atividade neural). Quando a luz entra no olho, ao

    atravessar o orifcio da ris denominado pupila, ela levemente desviada pela

    crnea, depois mais um pouco pelo cristalino. A forma do cristalino se ajusta para

    desviar a luz a graus maiores ou menores, de modo que imagens de perto ou de

    longe possam ser focalizadas na retina.

    Em outras palavras: quando olhamos na direo de algum objeto, a imagem

    atravessa a crnea e chega ris, que regula a quantidade de luz recebida por meio

    de uma abertura chamada pupila. Quanto maior a pupila, mais luz entra