Agenda Cultural Março Abril

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Agenda Cultural dos meses de março e abril de 2013

Text of Agenda Cultural Março Abril

  • 1A G E N D AC U LT U R A L

    MaroAbril2013

  • 2M A R O E A B R I L D E 2 013

    Todas as artes contribuem para a maior de todas as artes, a arte de viver.

    Bertold Brecht

    Quando pensamos em UFRGS, a imagem que nos vem de alunos circulando por uma Universidade reconhecida nacional e internacionalmente. Prova-velmente o ambiente de ensino, pesquisa e extenso povoaria a construo desta imagem de exceln-cia. So poucos os que relacionam a UFRGS com uma vida cultural a ser vivida e compartilhada por meio de suas diferentes ferramentas culturais, de seu complexo arquitetnico aqui includos o seu patrimnio histrico, museus e espaos de lazer ao ar livre.

    A UFRGS uma cidade universitria apresenta-se de diversas formas para quem chega, e essa cidade oferece, a quem desejar, a possibilidade de trilhar di-versos itinerrios, estabelecendo diferentes relaes de afinidades e a sensao de estar indo, levando e sendo levado a descobrir, a ousar e a experimentar.

    No livro As cidades invisveis*, o escritor Italo Calvi-no fala sobre uma cidade que igual a um sonho: tudo o que pode ser imaginado pode ser sonhado, mas mesmo o mais inesperado dos sonhos um quebra-cabea que esconde um desejo, ou ento o seu oposto, um medo. Fala tambm que as cida-des, como os sonhos, so construdas por desejos e medos, ainda que o fio condutor de seu discurso seja secreto, que as suas regras sejam absurdas, as suas perspectivas enganosas, e que todas as coisas escondam uma outra coisa.

    Com as aes culturais criadas e promovidas por este Departamento, esperamos que todos sonhem li-vremente e que concretizem estes sonhos, utilizando um possvel fio, o fio das descobertas (das artes) at chegarmos a maior de todas as artes, a arte de viver.

    Claudia Boettcher

    Diretora

    * CALVINO, Italo. As cidades invisveis. So Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 44.

  • 3

  • 4P R O G R A M A O E S P E C I A L

    R EC E P O A O S A L U N O S 2 013

    O que significa estar na UFRGS?

    Ao receber a tarefa de responder o que significa estar na UFRGS, tentei formular uma resposta con-sistente e precisa logicamente, no meu ponto de vista. Porm, ao buscar tal resposta dentro de mim, descobri que no h preciso. Os significados so infinitos e mudam no s de pessoa para pessoa, mas, tambm, para cada indivduo ao longo do tem-po. Estar na UFRGS para mim, h pouco, significava uma coisa. S o fato de ter passado no vestibular e estar destinado a quase meia dcada de estudos qualificados j valia muito. As experincias dentro da Universidade, no entanto, modificaram a minha percepo. Conviver com pessoas de diferentes realidades, estilos e pensamentos (uma das carac-tersticas mais marcantes da UFRGS) fez com que o mundo em que eu vivia se ampliasse de forma signi-ficativa. Essa condio me possibilitou a abertura de novos horizontes onde cada aula, cada conversa e cada evento servem como uma forma de aprendiza-gem diria. Revemos conceitos e aprendemos ainda mais a importncia do respeito e da conscincia cidad; ficamos mais independentes na busca de um caminho prprio, no qual as opes multiplicam--se. Na UFRGS possvel construir uma posio crtica frente a todas as mudanas que ocorrem na cidade, no Estado, no pas e no mundo. Mais que

    Legenda ttulo / fonte

    isso: passamos a defender ideias. Para tanto, basta querer. E, acredite, a UFRGS faz isso com quem pas-sa por ela de forma bastante natural. Porm, assim como nossa viso da UFRGS muda com o tempo, nossas ideias mudam tambm: fazemos cursos de extenso, cadeiras eletivas de outros cursos e assim ampliamos ainda mais nosso conhecimento. Esse, alis, que se alimenta no s com aulas e conv-vios: os projetos culturais nos oferecem mundos totalmente novos. Nunca a Universidade do Rio Grande do Sul foi to bombardeada com projetos e aes culturais como agora. A agenda que voc est lendo neste momento, por exemplo, resultado dos novos investimentos culturais. Estar vivendo e trabalhando com os responsveis por esse novo projeto (e consequentemente tornar-se um deles) uma honra e, ao mesmo tempo, traz uma imensa responsabilidade. Aqui (aonde cheguei justamente por ser estudante da UFRGS) pude divulgar diversos trabalhos, ter reconhecimento e, de quebra, aumen-tar meu repertrio cultural. Isso at agora, pois h muito para aprender e vivenciar ainda. Enfim, essa minha viso atual da UFRGS. Amanh vai ser outra. E vai continuar mudando, sempre em busca das melhores direes.

    Maurcio Lobo

    divulgao / Guia dos Calouros

  • 5C I R C O H I B R ID O

    Circo Hibrido apresenta o espetculo Variett

    Em maro, a Praa Central do Campus do Vale d espao a uma programao especial de boas-vindas aos alunos da UFRGS. No lugar do palco tradicional dos shows musicais ser montado o picadeiro do Circo Hbrido. O grupo apresenta o espetculo Va-riett, inspirado nos espetculos clssicos de circo, no qual os mestres-de-cerimnias interagem com o pblico enquanto os artistas realizam nmeros circenses. Variett apresenta nmeros de malabaris-mo, comicidade, equilbrio e acrobacias de solo. O espetculo conta ainda com a participao especial de um grupo musical para encerrar o espetculo.

    O Circo Hbrido surgiu em 2004 e trabalha com a criao e apresentao de nmeros, espetculos e performances artsticas, alm de ministrar oficinas de tcnicas circenses. Seguindo as referncias do circo contemporneo, o grupo mistura tcnicas do teatro, dana msica arte circense, criando assim novas composies cnicas.

    Desde o ano da sua criao, o grupo realiza a cria-o, produo e direo do evento de variedades Cabar Valentin - Teatro Bar Espetculo. O grupo realizou 15 edies do evento, que teve nos seus palcos aproximadamente 180 grupos e/ou artistas convidados, e nas ltimas edies contou com pbli-co de 600 pessoas em cada espetculo em mdia.

    CIRCO HBRIDO APRESENTA O ESPETCULO VARIETT RECEPO AOS CALOUROSData: 12 de maro, tera-feiraHorrio: 12h30minLocal: Praa central Campus do Vale UFRGS Av. Bento Gonalves, 9.500 Entrada francaEm caso de chuva, o show ser transferido para o dia 13 de maro, no mesmo horrio.

    Circo Hibrido / Andrea Cocolichio

    Alm deste espetculo, o Circo Hbrido cria nme-ros e performances circenses, como H malas que vem de trem..., Ora bolas, Flores, Aquatiquess e Experimentos; e os espetculos Variett, Ora Bolas! e Etc..., que foram apresentados em praas, feiras, escolas e eventos, para os mais variados pblicos. No ano de 2010, o grupo participou da organizao e produo da 12 Conveno Brasileira de Malabaris-mo e Circo, que aconteceu em So Leopoldo, no Rio Grande do Sul, e contou com o Prmio Funarte Festi-vais de Artes Cnicas 2010. Em 2012, o Circo Hbrido ganhou o Prmio Funarte/Petrobrs Carequinha de Estmulo ao Circo, do Governo Federal, e o financia-mento do Governo Estadual FAC - RS.

    Juliana Mota

  • 6SALO DE ATOS O Salo de Atos acompanha toda a nossa vida na universidade. Espetculos, aulas magnas, con-gressos, seminrios, e formaturas. Desde sua inaugurao tem a sua histria inscrita na vida cultural porto-alegrense: um ponto de encontro no caminho entre o Bom Fim e a Cidade Baixa.

    RDIOSintonizada pela AM 1080kHz pioneira das emissoras universi-trias no pas. Tambm foi uma das primeiras a ter a programao ao vivo pela internet em 1998. Na Rdio podemos ouvir sobre a pro-duo intelectual da Universidade, msicas clssicas, regionais e programas de jornalismo cultural.

    PINACOTECAA Pinacoteca Baro de Santo ngelo um rgo auxiliar do Instituto de Artes, responsvel pela conservao, restaurao, ampliao e divulgao do pa-trimnio artstico e documental do Instituto. A Pinacoteca produz e apoia exposies e eventos ligados ao ensino, pesquisa e ex-tenso na rea das Artes Visuais.

    MUSEUDesde 1984, seu acervo foto--documental representa a trajetria histrica da Universidade e da cidade de Porto Alegre. Recebe e produz exposies temporrias, estabelecendo mediaes entre a produo tcnica, cientfica e cultural e os seus frequentadores. O Museu faz parte do conjunto de prdios tombados como Patri-mnio Histrico da Universidade.

    SALA REDENODentre as universidades brasileiras, a UFRGS uma das poucas que possui uma sala de cinema em funcionamento. Apresenta ciclos te-mticos, que combinam reflexo e debate com cinema e cultura. um espao de interao das diferentes reas do conhecimento, desafiando o gosto esttico do pblico e pro-movendo o enriquecimento cultural.

    SALO DE FESTASAinda est na memria de muitos ufrguianos os Bailes da Reitoria no Salo de Festas. Mas hoje ele abriga exposies, seminrios e os Sales de Ensino, Extenso e Pesquisa. As-sim como a Sala Fahrion, o Salo de Festas tombado como patrimnio

    histrico da Universidade.

    P O N T O S C U L T U R A I S

    SALA FAHRIONJoo Fahrion foi um pintor, ilustra-dor e desenhista porto-alegrense. A sala que recebe seu nome tam-bm abriga afrescos de sua autoria, e recebe exposies temporrias de professores-artistas. Alm de sua funo expositiva, se constituiu numa sala verstil pela diversidade de atividades que nela acontecem: sala de recital, durante o Projeto Interldio; vira espao de debates durante as Conferncias UFRGS. A Sala Fahrion tombada como pa-trimnio histrico da universidade.

    OBSERVATRIOO Observatrio tambm faz parte do conjunto de prdios histricos da UFRGS. Na sua cpula est instalada a Luneta Equatorial de Gautier, trazida de Paris em 1908. Atravs dela, ainda hoje possvel observar o cu de Porto Alegre. Localizado no Campus Central, o Observatrio chama a ateno pelos detalhes da fachada e pelos afrescos de seu interior.

    SALA QORPO SANTOInaugurada em 1987 com o espet-culo Artaud de Rubens Corra, a Sala Qorpo Santo tem 163 lugares e destina-se principalmente s atividades acadmicas e artsticas do Departamento de Arte Dramtica do Instituto de Artes da UFRGS. A sala