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Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Sexta Edição Carlos E. Morimoto http://www.guiadohardware.net 1

Apostilas manutençao de impressora hp01 entendendo e dominando o linux - 6ºed carlos e morimoto

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  1. 1. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Sexta Edio Carlos E. Morimoto http://www.guiadohardware.net 1
  2. 2. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Prefcio Com a rpida expanso e evoluo que estamos vendo, nunca demais falar sobre o Linux. Este livro no tem como objetivo ser um guia altamente tcnico, cheio de referncias a scripts de configurao em Perl ou qualquer outra linguagem desconhecida muito menos um monte de RTFMs :-) Este um Guia para quem est dando seus primeiros passos no Linux e deseja conhecer os recursos do sistema. Alm dos processos de instalao e configurao, voc conhecer os principais aplicativos disponveis, como configurar vdeo, som, impressora, rede e at mesmo os temveis softmodems no Linux. Veremos ainda como interligar mquinas Linux e Windows em rede usando o Samba, como criar um poderoso servidor web com o Apache ou um servidor Proxy altamente configurvel com o Squid. Voc conhecer ainda os vrios servios disponveis no Linux, como configurar os principais arquivos de configurao, como acessar mquinas Linux remotamente via Telnet, SSH e VNC e ainda como configurar terminais leves e instalar o Linux em PCs antigos. O Linux um mundo novo a ser explorado e espero que este livro possa ser um dos seus guias nesta jornada. 2
  3. 3. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net ndice geral ....................................................................................................................................1 Prefcio.........................................................................................................................2 O Linux e as distribuies................................................................................................6 "O Windows venceu, conforme-se" ..................................................................................7 Compre seus CDs do Linux no GDH.................................................................................11 Mandrake Linux, edio especial GDH.............................................................................12 Captulo 1: Instalando o Linux........................................................................................................13 Obtendo os CDs............................................................................................................13 Instalando...................................................................................................................14 Como instalar via rede ou apartir do HD..........................................................................17 Captulo 1 - Parte 2: Instalao do Mandrake.................................................................................................23 Captulo 1 - Parte 3: Instalando o Slackware.................................................................................................44 Captulo 1 - Parte 4: Instalando o Red Hat ...................................................................................................58 Captulo 1 - Parte 5: Linux sem precisar instalar: Usando o Knoppix.................................................................66 Captulo 1 - Parte 6: Kurumin Linux.............................................................................................................77 As opes de boot.........................................................................................................78 Ferramentas de configurao.........................................................................................83 Captulo 1 - Parte 7: Configurando o lilo para inicializar vrios sistemas..........................................................108 Captulo 2: Colocando a mo na massa..........................................................................................114 Interfaces do Linux.....................................................................................................139 KDE..........................................................................................................................139 Gnome......................................................................................................................154 XFCE.........................................................................................................................160 Gerenciadores leves....................................................................................................160 Comandos para chamar os aplicativos..........................................................................167 Captulo 3: Os aplicativos.............................................................................................................170 Gravao de CDs........................................................................................................171 Sutes de Escritrio ....................................................................................................184 StarOffice..................................................................................................................184 OpenOffice.................................................................................................................190 Outras opes ...........................................................................................................194 Editores de Imagens...................................................................................................196 Desenho Vetorial........................................................................................................198 Browsers ..................................................................................................................199 Editores HTML............................................................................................................209 Programao..............................................................................................................211 3
  4. 4. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Palm.........................................................................................................................211 Modelagem 3D e CAD..................................................................................................212 Corretor ortogrfico.....................................................................................................213 DVD e Divx no Linux...................................................................................................214 Captura e edio de vdeo............................................................................................215 Tirando screenshots....................................................................................................217 Programas de modo texto............................................................................................219 Captulo 3 - Parte 2: Jogos no Linux...........................................................................................................224 Jogos no Linux...........................................................................................................224 Transgaming WineX....................................................................................................224 Instalando os drivers da nVidia.....................................................................................225 Instalando os drivers da ATI.........................................................................................231 Jogos comerciais portados ..........................................................................................233 Emuladores ...............................................................................................................236 Como instalar Diablo II no Linux...................................................................................236 Instalando o WineX via CVS.........................................................................................239 LanHouse rodando Linux?............................................................................................241 Captulo 3 - Parte 3: Rodando aplicativos Windows no Linux..........................................................................246 Wine ........................................................................................................................248 Cross-over-Office, MS Office no Linux............................................................................252 Usando o VMWare ......................................................................................................254 Win4Lin.....................................................................................................................282 Captulo 4: Ferramentas de configurao e suporte a Hardware........................................................287 Ferramentas do Mandrake ...........................................................................................287 Servios ...................................................................................................................303 Configurando a Placa de Som.......................................................................................315 Como configurar seu Softmodem no Linux.....................................................................317 Usando o hdparm.......................................................................................................329 Como recompilar o Kernel............................................................................................330 Configurando teclados especiais...................................................................................337 Configurando cmeras digitais no Linux.........................................................................340 Captulo 5: Como configurar um servidor Linux ..............................................................................344 Usando o Samba........................................................................................................344 Usando o NFS.............................................................................................................365 Configurao do Apache..............................................................................................368 Squid........................................................................................................................378 FTP ..........................................................................................................................379 Captulo 6: Linux em PCs antigos..................................................................................................381 A aventura de instalar o RedHat 7.2 num 486................................................................381 Slackware 8.1 num Pentium 133...................................................................................386 Vector Linux: uma distribuio otimizada para PCs antigos .............................................393 4
  5. 5. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Captulo 7: Rodando aplicativos remotamente................................................................................398 Como ter mais terminais grficos .................................................................................398 Usando o VNC............................................................................................................400 x2vnc: Dois PCs, um nico teclado e mouse...................................................................413 Como rodar aplicativos remotamente via telnet e SSH.....................................................416 Configurando um servidor XDM....................................................................................426 Montando uma rede de terminais leves..........................................................................440 Captulo 8: Criando sua prpria distribuio Linux...........................................................................455 Parte 1: Criando uma mini-distribuio..........................................................................455 Copiando uma instalao padro..................................................................................455 Criando a instalao ...................................................................................................460 Parte 2: Criando uma distribuio baseada no Knoppix ou Kurumin...................................469 Como o Knoppix funciona ...........................................................................................471 Personalizando os arquivos do CD.................................................................................472 Captulo 9: Perguntas e respostas.................................................................................................489 Captulo 10: Mais informaes........................................................................................................529 10 Mitos sobre o Linux.................................................................................................541 Resolvendo o problema de lentido do KDE....................................................................546 Como instalar o KDE 3.0..............................................................................................548 Pirataria x custo. Que softwares usar em PCs novos? ......................................................550 Por que o Linux est avanando na sia .......................................................................554 Qual mais seguro, Windows ou Linux? .......................................................................555 Captulo 11: Como usar um 486 como gateway domstico.................................................................558 Segunda opo, Freesco..............................................................................................569 Mandrake Security (Single Firewall)..............................................................................573 Mais um Coyote..........................................................................................................580 Captulo 12: Um pouco sobre segurana..........................................................................................586 5
  6. 6. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net O Linux e as distribuies Este um tema importante quando falamos sobre Linux. Hoje em dia difcil definir o que exatamente o Linux. Antigamente o kernel era considerado como sendo o Linux em s, enquanto todo o resto eram apenas aplicativos para ele. Mas, hoje em dia temos tantas ferramentas entranhadas no sistema que fica difcil distinguir onde termina uma coisa e comea outra. Para nos poupar destas divagaes e do trabalho de montar o sistema do zero, como faziam os pioneiros, temos hoje as distribuies, que nada mais so do que grandes pacotes de software que trazem instaladores, documentao e outras facilidades, que poupam o usurio das tarefas mais espinhosas de instalao e configurao do sistema. Embora seja possvel desenvolver sua prpria distribuio Linux do zero, compilando o Kernel e adicionando um a um os programas desejados, muito mais simples simplesmente colocar um CD na bandeja, responder meia dzia de perguntas e j dar de cara com um sistema configurado e com vrios programas prontos para usar. Existe uma linha tnue entre o que podem ser consideradas deficincias do Linux e deficincias da distribuio. Se por exemplo o seu PC comea a travar, por que incluram um driver experimental para a sua placa de vdeo, ou se um programa qualquer trava por que optaram por adicionar a verso beta ao invs da verso anterior, que era estvel, ou ainda se o seu Winmodem no funciona, por que no tiveram disposio para incluir os drivers para ele, o problema no exatamente do Linux, mas sim da distribuio que voc escolheu. Hoje em dia qualquer pessoa pode construir uma distribuio Linux, escolhendo os pacotes, o instalador, as ferramentas de configurao, etc. entre os vrios softwares disponveis. Mas, fazer tudo trabalhar adequadamente j uma outra histria. Esta a vantagem em utilizar uma distribuio profissional ao invs de um Z Linux, um Morimoto Linux ou qualquer coisa do gnero :-) No geral o sistema se tornou bastante profissional, maduro o suficiente para tornar-se uma opo vivel ao Windows para empresas e usurios domsticos, no apenas no velho argumento do custo, mas por realmente ter qualidade. interessante perceber que alm de empresas como a IBM e Sun, que esto adotando o Linux em grande escala em seus produtos, tivemos a participao at mesmo da Microsoft na Linux World de 2002, mostrando que at mesmo eles esto levando o Linux a srio. Como dizia Mahatma Ghandi: "primeiro eles te ignoram, depois riem de voc, ento finalmente resolvem te enfrentar e a voc vence." Do ponto de vista de usurios domsticos, o sistema ainda perde em alguns pontos. Apesar de j ser bastante simples de utilizar, o sistema perde para o Windows XP ou o OS X da Apple em termos de amigabilidade. Aplicativos como o Photoshop, Premiere e AutoCAD no existem em verso for Linux (apesar do Corel 9 ter sido portado a algum tempo) e as alternativas gratutas nem sempre esto no mesmo nvel. O suporte a Hardware ainda deixa um pouco a desejar no caso dos softmodems, scanners e alguns outros dispositivos e a instalao dos aplicativos nem sempre to simples quanto no Windows. Porm, o Linux tem vrias qualidades. Ainda do ponto de vista de um usurio domstico, temos a vantagem da grande quantidade de aplicativos que acompanham as distribuies. Softwares de escritrio (StarOffice, Koffice, etc), tratamento de imagens (Gimp, Kontour, entre outros), Ferramentas de programao (Kdeveloper, Kylix, Emacs) e at mesmo alguns aplicativos cientficos podem ser instalados junto com o sistema ao invs de serem comprados (ou mais freqentemente pirateados...) e instalados separadamente. Existem ainda alguns aplicativos comerciais, como o Corel Draw! e o Corel Word Perfect, Varicad e a verso Enterprise do Kylix. 6
  7. 7. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Do ponto de vista dos usurios avanados e programadores, o sistema atrativo por oferecer recursos de prompt de comando muito ricos e que podem ser usados em conjunto com programas de modo grfico, sem falar que o cdigo da maioria dos aplicativos est disponvel, o que uma fonte de aprendizado quase inesgotvel para quem desenvolve software, seja proprietrio ou de cdigo aberto, livre ou comercial. Do ponto de vista de um administrador de sistema, o sistema combina uma grande confiabilidade e segurana com a disponibilidade de vrios servidores como o Apache, Samba, Perl, PHP, FTP, etc. que tambm podem ser instalados junto com o sistema e so fceis de configurar. Sob vrios aspectos, j mais fcil (e barato) configurar um servidor Linux que um servidor Windows 2000 e por ser mais estvel e robusto o custo de manuteno de servidores Linux tambm costuma ser muito menor. Enfim, o Linux tem vrios pontos fortes, mas tambm vrias deficincias. Este livro no se destina a debater qual sistema melhor, mas apenas a apresentar os principais recursos das distribuies atuais do Linux e deixar que voc decida aonde aplic-lo. Outro aviso importante que apesar de extenso, este e-book se destina a usurios iniciantes e intermedirios, apesar de abordar vrios temas supostamente complexos, como a configurao de servidores Samba e NFS, configurao do sistema, terminais magros (incluindo como rodar o Linux dentro do Windows, via rede, etc.). Enfim, este no um Guia para Dummies que ensina como usar o mouse, mas um mapa da mina para entender e utilizar todos os recursos disponveis. Este livro focado principalmente no Mandrake e Slackware, mas claro aborda tambm ferramentas disponveis nas demais distribuies. A partir da prxima verso pretendo passar a abordar com mais profundidade tambm o Red Hat, fechando o trio das distribuies mais usadas. Da pra frente a tendncia abordar cada vez mais distribuies, incluindo o Debian e o SuSe. "O Windows venceu, conforme-se" Esta entrevista do The Rasterman (o desenvolvedor do Enlightment e de outros projetos open- source, bastante famoso) publicada pelo Linux and Main em Setembro de 2002 contm vrias opinies interessantes sobre o desenvolvimento do Linux: http://www.linuxandmain.com/modules.php?name=News&file=article&sid=141 Diferente da maioria dos artigos sobre o Linux, que apenas apontam os progressos da plataforma, o autor aqui bastante categrico sobre o que espera do uso do Linux nos desktops: "No nos desktops, no nos PCs. Em nada que lembre o que voc chama de desktop. O Windows venceu, conforme-se. O mercado no governado por um Kernel superior ou por um sistema que no trava. Os usurios no se importam, eles simplesmente reiniciam e continuam com ele. Eles querem aplicativos e se os aplicativos que eles querem e gostam no esto aqui, ento perda de tempo" Para ele, o futuro do Linux est nos portteis e nos servidores, alm de alguns nichos especficos, como a edio de vdeo, onde o sistema j apresentam vantagens reais sobre outros sistemas. At certo ponto eu tambm concordo que o Windows ainda uma opo mais adequada para a 7
  8. 8. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net maioria dos usurios no desktop, pois apesar de tudo ainda mais fcil de utilizar que o Linux e conta com um nmero maior de aplicativos. Mas, por outro lado, o Linux apresenta vrios pontos fortes. Em primeiro lugar vem a disponibilidade de aplicativos. No estou falando aqui de quantidade, mas sim na facilidade de encontrar e utilizar os aplicativos desejados. O motivo simples: a maioria dos aplicativos so gratuitos, voc precisa apenas encontrar o aplicativo de que precisa e instal-lo, sem se preocupar se ele caro ou no, ou onde conseguir uma cpia "alternativa", onde achar um crack, etc. s baixar do site do desenvolvedor e instalar, rpido, prtico e honesto. O Linux tambm muito forte na rea de redes. Configurar um servidor FTP, acessar o desktop e rodar aplicativos remotamente, manter um servidor Web ou um newsgroup, so tarefas muito simples no Linux, j que basta ativar os softwares j includos nas distribuies. Em terceiro lugar, vem a segurana do sistema contra vrus, invases e outros tipos de abuso, alm da estabilidade geral e facilidade de reinstalar o sistema em qualquer emergncia. Para quem mantm seus arquivos de usurios numa partio separada e faz backups de alguns arquivos de configurao, possvel reinstalar o sistema, com todos os aplicativos e configuraes em meia hora, j que a maior parte dos aplicativos sero instalados junto com a distribuio e restaurar os backps dos arquivos de configurao uma tarefa rpida. Isso sem considerar o principal atrativo, que a possibilidade de fuar, de realmente poder entender o sistema e adapta-lo s suas necessidades. Sempre existem novos desafios e novas coisas para aprender. E, sabemos que so justamente os usurios avanados e profissionais da rea de informtica que ajudam o "average Joe" (como os Americanos gostam tanto de dizer) quando ele tem problemas com o micro, so eles que so chamados para implantar solues nas empresas ou para ministrar treinamentos. A massa acaba seguindo de uma forma ou de outra as tendncias ditadas por eles (ns? :). Afinal, por que um usurio leigo usa o Word se no utiliza nem 10% dos recursos do aplicativo? Simplesmente por que algum o ensinou a usar o Word e no outro aplicativo qualquer. Se o Linux tem hoje (final de 2002) entre 4 ou 6% dos usurios (dependendo de a quem voc perguntar) e quem geralmente utiliza o Linux hoje so justamente os usurios avanados, significa que a coisa pode no estar to feia assim :-) Alm disso, j existem alguns projetos bastante concretos sobre o uso do Linux nos desktops. Em primeiro lugar, vem o KDE 3.x, que alm do Koffice e outros aplicativos, est oferecendo algo que at agora no tnhamos no Linux, uma boa integrao entre os programas, e uma interface comum em todos. Se voc j tem alguma experincia com o uso do Linux, deve saber bem do que estou falando. Por serem baseados em bibliotecas diferentes (QT, GTK, Motif, etc.) os programas disponveis no Linux frequntemente possuem um visual completamente diferente entre s, mesmo quando usados lado a lado. Botes, decoraes das janelas, cores, funcionamento da rea de transferncia, tudo muda entre cada grupo de aplicativos. Experimente abrir o Konqueror (biblioteca QT), Netscape (biblioteca Motif), Gimp (GTK) e o Open Office (uma quarta biblioteca, prpria) e veja que cada aplicativo parece ter sado de um sistema operacional diferente :-) 8
  9. 9. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Tantas diferenas tornam o uso do sistema bem mais desconfortvel e at mesmo confuso para muitos usurios. Mas a situao mudou bastante com o KDE, pois por incluir um grande nmero de aplicativos, todos baseados na biblioteca Qt e conseqentemente com um visual comum e funes consistentes, o KDE muito mais confortvel de usar. O Gnome segue o mesmo caminho, usando a biblioteca GTK. Ter programas que mantm a mesma caracterstica visual, como no Windows e no Mac OS sem dvida tornam o sistema mais fcil e confortvel de usar, mas com a verso 3 o KDE est conseguindo chegar muito perto em termos de usabilidade e apelo visual: 9
  10. 10. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Outro problema comum encontrado no Linux so problemas com as prprias distribuies, coisas que no funcionam como deveriam. No Mandrake 8.2 por exemplo, ao tentar mapear um compartilhamento de rede usando o Mandrake Control Center, ele pede a senha do compartilhamento numa janela de terminal e no dentro da janela onde voc est. Voc no v o que acontece no terminal, j que chamou o programa usando o atalho no iniciar, acha que o programa travou e acaba tendo que montar o compartilhamento via fstab, o que muito mais complicado para um iniciante. s um exemplo, outros pequenos problemas como este existem em todas as distribuies, o que novamente dificulta a configurao do sistema. Felizmente isto tambm est melhorando. Se compararmos o nmero de problemas com um, digamos, Conectiva 6 e um Red Hat 8.0, Mandrake 9.0 ou mesmo o Conectiva 8, veremos que esto conseguindo caminhar no caminho certo. Por sinal, o Slackware uma das distribuies que se sai melhor neste aspecto: o sistema pode ser mais difcil de configurar, mas pelo menos tudo funciona como deveria ;-) Finalmente, temos o problema do suporte a hardware, basicamente aos Winmodems. O grande problema aqui um grande impasse entre os fabricantes e os desenvolvedores do Kernel e das distribuies. Os fabricantes no distribuem drivers em cdigo fonte, mas sim binrios j compilados, que no so includos no Kernel (o que faria seu PC-Tel ser automaticamente detectado durante a instalao...) e nem nas distribuies, por no serem software livre. A bomba acaba sobrando para os usurios, que precisam instalar os drivers manualmente e resolver todos os problemas de compatibilidade que deveriam ser resolvidos pelas distribuies. O problema aqui poltico. Algumas distribuies, como o Techlinux e o Demolinux, tomaram a iniciativa de passar a incluir os drivers nos pacotes. por isso que mesmo dando boot pelo CD o Demolinux 3 consegue detectar vrios Winmodems. Poderia ser assim em todas as distribuies e espero que realmente seja num futuro prximo. Afinal, mais de 80% dos usurios do mundo acessam via modem e no d para esperar que todos comprem hardmodems ou passem a acessar via banda larga de uma hora para a outra. 10
  11. 11. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Este problema no existe nos casos em que o PC j comprado com o Linux pr-instalado, j que usando softmodem ou no, quem ter que instal-lo ser o integrador e no o usurio. Vender PCs com o Linux ou sem software est se tornando cada vez mais comum, pois permite baixar o preo do PC em cerca de 80 dlares (valor de uma cpia OEM do Windows) que quase 1/4 do preo de um PC bsico. Outra questo o treinamento. Se voc simplesmente instalar o Linux no PC de um usurio domstico e o deixar prpria sorte, esperando que ele se vire para configurar o sistema encontrar programas que permitam fazer tudo o que fazia no Windows, BVIO que ele vai voltar para o Windows. uma mudana muito grande e demorada. E nem todo mundo tem tempo ou pacincia para fazer isso. irritante ver que mesmo sites especializados em Linux costumam publicar apenas pequenos guias de instalao sobre novas distribuies e avali-las superficialmente, levando em conta coisas como o nmero de perguntas feitas durante a instalao ou se o sistema instala ou no o programa xxx por default, esperando que por algum tipo de mgica o usurio iniciante consiga configurar e encontrar sozinho todos os programas e recursos necessrios para desempenhar suas atividades simplesmente por ter conseguido instal-lo. Este foi um dos motivos que me levou a comear a escrever este livro em primeiro lugar, a falta de documentao de boa qualidade voltada para iniciantes. Por outro lado, um empresa teria uma dificuldade muito menor em fazer uma migrao planejada ministrando treinamentos, pesquisando aplicativos que substituam os atuais, lanando mo de programas que rodam nas duas plataformas como o Gimp, OpenOffice, Netscape, etc. criando uma equipe de manuteno, capaz de resolver os problemas dos usurios e assim por diante. Isto claro, exige um certo investimento mas vivel se for considerada a economia de custos. O Metr fez algo assim ao migrar para o Star Office e agora esto economizando mais de um milho por ano s nas licenas do Office. Existem ainda alguns projetos que visam justamente diminuir as diferenas entre o Linux e o Windows, diminuindo o impacto da mudana. Distribuies que incluem os programas que um usurio domstico necessita, sem servidores, compiladores, programas redundantes, etc. O primeiro exemplo o Lycoris, uma distribuio baseada no KDE que adota uma organizao dos programas muito semelhante do Windows XP. O prprio painel de controle do KDE foi modificado, tornando-se parecido com o painel de controle do Windows, entre vrias outras pequenas mudanas que tornaram o sistema bem mais amigvel. Temos ainda o Lindows, que apesar de todos os problemas, tambm traz algumas idias interessantes do ponto de vista da facilidade de uso, como um servio que permite que os usurios instalem novos programas com um nico click. Voc abre o utilitrio, navega entre categorias como "editores de texto", "programas grficos", "MP3", etc. encontra o programa desejado e com um nico click do mouse ele baixado, instalado e os cones para ele j aparecem no desktop e no iniciar. uma soluo inteligente para o problema da instalao de novos programas... :-) Enfim, quem parar para olhar todas as melhorias que estamos vendo e a velocidade em que elas esto acontecendo, vai comear a encontrar muitos usos para o Linux e uma plataforma muito promissora. muito precipitado dizer que o Linux no tem chance nos desktops ou em qualquer outro lugar, afinal s agora que o sistema est amadurecendo e tornando-se realmente amigvel. Compre seus CDs do Linux no GDH 11
  12. 12. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Voc pode adquirir cpias de todas as distribuies do Linux e do FreeBSD a preos extremamente baixos no Guia do Hardware, sem ter o trabalho de baixar ISOs de 650 MB de FTPs lentos e ainda ter que grav-los em CD. Comprando conosco voc recebe seus CDs em casa. Todas as distribuies vendidas aqui podem ser ser baixadas gratuitamente no site dos desenvolvedores ou atravs do http://www.linuxiso.org. Comprando conosco voc est pagando apenas pelo trabalho de gravao dos CDs e manuseio. Os softwares so de livre distribuio e podem ser instalados em vrias mquinas, sem pagamento de licenas. Veja a tabela de preos e condies de envio em: http://www.guiadohardware.net/cd/linux/gnu.asp Mandrake Linux, edio especial GDH Voc pode comprar tambm o pacote com os trs CDs do Mandrake 9.0 (ou a ltima verso que esteja disponvel quando ler este livro) e um quarto CD com a verso mais atual deste livro, e uma coleo de textos, livros e os programas citados durante este livro, com instrues detalhadas de instalao: Esta edio especial pode ser adquirida atravs do Guia do Hardware: http://www.guiadohardware.net/ Alm dos preos serem mais baixos que o de outras lojas online, comprando seus CDs conosco voc tambm ajuda no desenvolvimento deste livro e de outras documentaes sobre o Linux. 12
  13. 13. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Captulo 1: Instalando o Linux Chegou a hora de ir ao que realmente interessa. Se esta a sua primeira vez no Linux, arrume se possvel um segundo HD e desconecte o titular. Assim, voc poder instalar e testar tudo sem medo de danificar os arquivos do HD principal. Ter um segundo HD tambm vai ser til para copiar seus arquivos caso voc precise reparticionar o principal para instalar o Linux em dual boot. Hoje em dia, este problema de salvar os arquivos bem menor pois quase todo mundo tem gravador de CDs, mas da primeira vez que tentei instalar o Linux precisei mesmo recorrer a um segundo HD, pois os gravadores ainda eram muito caros :-) Obtendo os CDs A maioria das distribuies Linux est disponvel para download gratuto. Em geral voc encontrar uma lista de mirrors disponveis na pgina oficial. Existem sites que facilitam esta tarefa, reunindo num s lugar links para os ISOs de vrias distribuies. Um dos melhores o http://www.linuxiso.org Os arquivos ISO so imagens binrias dos CDs de instalao. Ao grav-los necessrio especificar a opo "Write a ISO Image" ou "Gravar imagem ISO" no programa de gravao, caso contrrio voc ter um CD com o arquivo gravado dentro e no um CD de instalao :-) Outra dica importante verificar o cdigo md5sum do arquivo antes de gravar no CD. O md5sum uma espcie de assinatura do arquivo, um nmero de 32 bits obtido atravs da soma de todos os bits. Se um nico bit for diferente, ou se estiver faltando algum pedao o cdigo ser diferente e voc saber que o arquivo chegou incompleto ou corrompido. O md5sum tambm melhora segurana, pois garante que o arquivo que voc baixou exatamente o mesmo disponibilizado pelo desenvolvedor, eliminando a possibilidade de algum t-lo alterado de alguma forma, adicionando um trojan por exemplo. O cdigo md5sum pode tradicionalmente ser encontrado na prpria pgina de download ou ento dentro de um arquivo de texto na mesma pasta do servidor FTP. Ele um nmero como este: e682b5e0948819bc0d49367d28fc8440 kurumin-1.0.iso Do lado esquerdo temos o cdigo md5sum propriamente dito e do lado direito o nome do arquivo. No Linux (qualquer distribuio), acesse a pasta onde o arquivo foi baixado e digite: 13
  14. 14. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net md5sum kurumin-1.0.iso Se o nmero retornado for igual ao acima voc pode gravar a imagem sem medo, o arquivo est ok. Caso o nmero seja diferente ento o arquivo chegou corrompido ou incompleto. Delete e baixe novamente. No Windows baixe o programa disponvel no http://www.md5summer.org/download.html. Ele grfico, at mais fcil de usar que a verso Linux. Existe tambm uma verso que roda sobre o DOS. Outra forma popular de obter CDs do Linux atravs de revistas como a PC Master e a Revista do Linux, que costumam incluir os CDs de uma nova distribuio a cada edio. Material no falta, j que existem centenas de distribuies pelo mundo, cada um com caractersticas prprias. Por venderem vrios milhares de exemplares, as revistas so geralmente o meio mais barato, voc pode comprar uma revista com dois CDs por 13 ou 15 reais. A desvantagem que voc fica limitado distribuio do ms. A terceira opo so servios de gravao de CDs, onde voc pode obter sempre a ltima verso das distribuies no momento em que quiser. Temos por exemplo o http://www.linuxmall.com.br que um dos sites mais antigos e, claro o servio que oferecemos aqui no Guia do Hardware: http://www.guiadohardware.net/cd/linux/gnu.asp (temos sempre os melhores preos :-) Instalando A forma mais fcil de instalar qualquer distribuio Linux dar boot diretamente atravs do CD-ROM. Para isso basta configurar a opo "boot sequence" no Setup com o valor "CD- ROM, C , A". Quando passar por al, no deixe de a acessar tambm a seo "PnP/PCI Setup" e configurar a opo "PnP OS" (geralmente a primeira opo) com o valor "No". Isto obriga o BIOS a detectar e configurar os endereos a serem utilizados por todos os perifricos Plug-and-play e entregar o trabalho semi-pronto para o sistema operacional. Isto evita muitos problemas com a deteco dos perifricos no apenas no Linux, mas tambm em todas as verses do Windows. um cuidado importante antes da instalao. Se por qualquer motivo no for possvel dar boot atravs do CD, voc pode instalar o sistema tambm atravs de um disquete de boot. Neste caso, as opes so instalar atravs do CD- ROM, instalar apartir do HD ou mesmo instalar via rede. Veremos isto com mais detalhes mais adiante, neste mesmo captulo. O Linux oferece uma flexibilidade muito grande para a instalao. possvel at mesmo instalar num notebook que no tem nem CD-ROM nem placa rede usando um disquete e um cabo serial :-) Claro, quanto mais exotrico for o modo de instalao escolhido, mais complicado ser o procedimento necessrio. Por enquanto vamos ficar com a instalao via CD que a mais usada. Alm do Linux Mandrake, este captulo cobre a instalao do Slackware, Red Hat e Knoppix, uma verso mais amigvel do Debian. Independentemente da distribuio, os processos de 14
  15. 15. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net instalao so basicamente os mesmos: dar boot, particionar o HD, escolher os pacotes que sero instalados, configurar o vdeo e a rede, definir a senha de root e configurar o gerenciador de boot. Antigamente estes passos costumavam ser um pouco complicados, mas nas distribuies atuais quase tudo detectado automaticamente, fazendo com que na maior parte do tempo o usurio s precise clicar em "prximo", "prximo, "prximo"... :-) Um detalhe importante, que voc deve verificar antes de iniciar a instalao se os componentes do seu PC, principalmente a placa de vdeo e o modem so suportados. Voc pode conferir a lista de hardware oficialmente suportado do Mandrake no: http://www.mandrakelinux.com/en/hardware.php3 A lista de compatibilidade do Red Hat pode ser encontrada em: http://www.redhat.com/support/hardware/ Voc pode descobrir a marca e modelo dos dispositivos atravs do gerenciador de dispositivos do Windows. Lembre-se que como outras, a lista de hardware suportados no contm referncias para todos os dispositivos. A menos que o dispositivo aparea explicitamente como no suportado, existe uma grande possibilidade dele funcionar. Experimente fazer uma busca no http://www.google.com.br (pode ser outro, mas o google o melhor :-) por "Nome_da_distribuio Linux Modelo_da_placa" (Mandrake Linux Trident Blade), por exemplo). Esta dica serve no apenas para encontrar informaes sobre perifricos, mas sobre qualquer problema ou dvida que tenha sobre o Linux. Existe muita documentao sobre Linux, mas disponvel de forma esparsa, um problema que os mecanismos de busca ajudam a resolver. O suporte a placas de vdeo no Linux melhorou dramaticamente no Linux de dois anos pra c. Hoje em dia at mesmo placas onboard problemticas, como as SiS 630 j so suportadas. Na categoria placa 3D a dianteira das placas da nVidia, que vem fazendo um excelente trabalho de desenvolvimento de drivers para toda a sua linha de placas. Muitas vezes, os drivers for linux da nVidia trazem recursos que s estaro disponveis nas verses for Windows meses depois. Alm do desempenho 3D ser equivalente nas duas famlias, recursos adicionais como o Twin View (o suporte a dois monitores, encontrado em algumas placas GeForce) e mesmo os recursos de entrada e sada de vdeo de alguns modelos so suportados tambm na verso Linux. Claro que ainda existem modelos de placas problemticas, cujos fabricantes no desenvolvem drivers, nem liberam as especificaes para que a comunidade open source faa o trabalho. A lder da retranca at o momento justamente a SiS, convm evitar os chipsets e placas de vdeo deste fabricante at que mudem de atitude. Algumas placas da SiS, como por exemplo as com chipset SiS 6136 so suportadas mas apresentam um desempenho muito ruim (no apenas em 3D, mas tambm na atualizao de tela em 2D) e alguns modelos de chipsets apresentam vrios problemas de estabilidade, em alguns casos at impossibilitando a instalao de vrias distribuies. O ideal evitar qualquer com componentes da SiS na hora de comprar um PC, especialmente se ele for ser usado para rodar Linux. A Creative outro exemplo de fabricante que pouco colabora mas, apesar disso, todas as placas, tanto as SB ISA, quanto as SB Live e Audigy PCI so bem suportadas, graas aos esforos da comunidade. Nem o Mandrake, nem o Slackware, nem mesmo o Conectiva, Red Hat ou Debian incluem drivers para nenhum modelo de softmodem, mas a maioria dos Winmodems j so suportados 15
  16. 16. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net pelo Linux, incluindo os com chipset PC-Tel e Lucent, que so provavelmente os mais comuns por aqui. Voc encontrar instrues detalhadas de como instalar estes modems no captulo 4 deste livro. bem mais simples do que parece, basta identificar seu modem e instalar os drivers corretos. O nico modelo de softmodem que no e provavelmente nunca ser suportado so os Winmodems da US Robotics, o problema neste caso no a falta de vontade dos desenvolvedores, mas uma atitude extremamente hostil da US Robotics, que ameaa processar qualquer um que tente aplicar engenharia reversa (o primeiro passo para desenvolver um driver para qualquer hardware) em seus Winmodems, pois no querem correr o risco de que algum descubra os segredos do algoritmo de compresso usado nestes modelos e divulgue a informao para outros fabricantes. Seja a preocupao legtima ou no, o fato que um Winmodem da US Robotics absolutamente intil no Linux. Se voc tem um, o jeito vend-lo para algum amigo que s use o Windows e comprar um modem de outro fabricante. Claro, que se voc no quiser ter dor de cabea a melhor opo sempre comprar um hardmodem, que ser fcil de configurar em qualquer sistema operacional que resolva utilizar. Um bom hardmodem no deixa de ser um excelente investimento, pois tomando o cuidado de sempre desconectar a linha quando no estiver conectado, um modem de qualidade durar muitos anos, com chance de s precisar ser aposentado quando voc j tiver uma conexo de banda larga. Tudo isto sem comentar que o trabalho de correo de erros muito mais eficiente num hardmodem, o suficiente para melhorar bastante a velocidade de conexo em linhas ruidosas. Voc vai provavelmente gastar 200 ou 250 reais, mas pelo menos gastar s uma vez. Se o seu micro tiver slots ISA, uma opo comprar um hardmodem de 33.6 usado; apesar da velocidade ser um pouco mais baixa, eles so excelentes no trabalho de correo de erros e custam muito barato, em geral de 20 a 30 reais. Mas, mesmo a questo dos Winmodems aos poucos comea a melhorar. A SuSe j inclui alguns drivers no pacote oficial e nada menos que trs distribuies Brasileiras incluem suporte a alguns softmodems, a Techlinux (http://www.techlinux.com.br) a Insigne e o Kurumin (http://www.guiadohardware.net/linux/kurumin), a distribuio que desenvolvo nas horas vagas (isso mesmo, alm de escrever eu desenvolvo uma distribuio, vou falar sobre ele mais adiante). Nestes casos basta marcar o driver durante a instalao. No Kurumin por exemplo basta clicar num cone no menu de configurao do sistema: 16
  17. 17. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net As placas de rede sempre foram a categoria de perifrico melhor suportado no Linux e o cenrio no mudou. Qualquer distribuio Linux atual suporta um nmero de placas de rede maior que o do Windows 2000 ou XP, incluindo drivers para placas onboard. A chance da sua placa PCI no ser automaticamente detectada durante a instalao mnima. Incrivelmente, at mesmo os disquetes de boot para instalao via rede so capazes de detectar as placas de rede automaticamente, um grande exemplo de engenharia de software. Isto possvel pois os drivers so muito pequenos, em geral menos de 12 KB cada um e podem ser includos diretamente no Kernel ou ento compilados na forma de arquivos separados, os famosos mdulos. O suporte a placas de som, gravadores de CD e at mesmo DVD tambm no problema. Vrios programas como o XMMS (udio) e o Xine (vdeo) fazem um trabalho extremamente competente no suporte a multimdia. Para incluir suporte a vdeos em Divx;-) no Xine basta instalar o plug-in disponvel no http://www.divx.com e para assistir DVDs protegidos, basta instalar o pacote libdvdcss, no http://www.videolan.org/libdvdcss/download.html Veremos isto com mais detalhes no captulo 3, por enquanto vamos voltar a nos preocupar com a instalao do sistema em s. Como instalar via rede ou apartir do HD Apesar do modo de instalao mais rpido ser dar boot pelo CD-ROM, o Linux tambm pode ser instalado de vrias outras maneiras. Para isso voc precisar ter em mos o disco de boot adequado. Este um tema que interessa a mais gente, por isso vou aproveitar para detalhar estas formas alternativas de instalao. As instrues a seguir valem para qualquer distribuio Linux, no apenas para o Mandrake. Voc encontrar as imagens de vrios discos de boot no diretrio Images da sua distribuio Linux. Em alguns CDs de revista este diretrio excludo para economizar espao, mas geralmente voc ainda poder conseguir os arquivos no site da distribuio. Abrindo o diretrio voc encontrar vrios arquivos .IMG que precisam ser gravados nos disquetes usando um programa chamado Rawwrite. Este um programa para DOS que fica no diretrio Dosutils do CD. Voc pode baixar uma verso Windows do programa, que mais prtica de usar atravs do link abaixo: http://www.downloads-guiadohardware.net/download/rawwritewin.exe Basta apontar o arquivo da imagem a ser gravada e clicar em Write. Rawwritewin 17
  18. 18. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Para instalar o Linux apartir do CD, num PC que no suporte boot via CD-ROM voc deve usar o arquivo CDROM.IMG, que o disquete de boot que costuma ser includo nas caixas completas das distribuies. Se o micro no tiver CD-ROM, voc pode instalar o Linux apartir do HD. Basta copiar todo o contedo do CD para um diretrio do HD (pode ser inclusive para uma partio Windows FAT 16 ou 32) e usar o disco de boot HD.IMG. O disquete inicializar o micro e perguntar o diretrio onde esto os arquivos, basta dar as informaes necessrias. Lembre-se que a primeira partio do primeiro HD (o C: no Windows) hda1 no Linux, como vimos a pouco e que ao invs de barras invertidas (), usamos barras comuns (/) para indicar os diretrios no Linux. Voc pode tambm instalar via rede, atravs de um servidor HTTP, FTP ou atravs de um servidor NFS. Neste caso voc dever usar os disquetes NETWORK.IMG, PCMCIA.IMG ou USBNET.IMG. O primeiro serve para micros de mesa, com placas de rede PCI (o disquete ter dificuldades com placas ISA no plug-and-play, apesar de tambm ser possvel instalar atravs de uma se voc souber indicar os endereos usados por ela), o segundo deve ser usado em notebooks com placas de rede PCMCIA (que por incrvel que possa parecer, so quase sempre reconhecidas sem problemas) enquanto o terceiro serve para quem utiliza uma placa de rede USB. Existe ainda o disquete OTHERS.IMG, que permite instalar o Linux atravs de outras mdias suportadas, como por exemplo atravs de discos Zip. Em algumas distribuies preciso criar dois disquetes, um disquete de boot genrico e um segundo disquete com a imagem de instalao via HD, rede, etc. As opes de instalar apartir de uma partio Windows, via FTP e HTTP geralmente s funcionaro num micro com 64 MB de RAM ou mais, pois como nesta fase da instalao voc ainda no particionou o disco e ainda no possvel utilizar memria virtual, o disquete cria um Ramdisk com os arquivos necessrios e carrega vrios mdulos na memria. Os disquetes do TechLinux por exemplo exigem 56 MB de RAM para instalar via HTTP. Se for o caso de instalar num PC antigo, que no tenha tudo isso de RAM, o melhor seria instalar provisoriamente mais RAM ou ento instalar um segundo HD ou CD-ROM com os arquivos de instalao. Se no incio da instalao voc optar pelo instalador em modo texto, a quantidade de memria cair bastante e na maioria dos casos voc conseguir instalar num PC com 32 MB. Um detalhe importante que o Mandrake no pode ser instalado em micros 486, pois os pacotes so compilados com otimizaes para a plataforma Pentium, que melhoram um pouco o desempenho do sistema. Se for o seu caso, voc pode tentar outra distribuio, como o Slackware, Conectiva, Red Hat, Debian, etc. O Slackware especialmente recomendvel para PCs antigos, pois instala via rede com apenas 8 MB de RAM (no 8.1 existe at um disquete de boot para PCs com apenas 4 MB), ocupa relativamente pouco espao no HD e utiliza uma configurao default bastante leve, que roda razoavelmente bem (usando alguma interface leve, como o Window Maker) mesmo num PC com 32 MB. Resolvido o problema da memria e com o disquete escolhido, vamos instalao. Ao inicializar usando qualquer um dos trs disquetes de instalao via rede a primeira pergunta ser sobre o endereo IP da estao. Estes disquetes s funcionam em redes TCP/IP (mais um motivo para preferir o uso do TCP/IP sobre o NetBEUI, mesmo em redes pequenas). As opes aqui so Static, DHCP e ADSL. A opo DHCP pode ser usada se houver na rede um micro compartilhando a conexo atravs do ICS do Windows (ou outro programa que 18
  19. 19. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net inclua um servidor DHCP) uma mquina Linux com o servio DHCPD ativo. Apesar disso, eu recomendo que voc utilize a opo de usar um endereo IP esttico, que vai funcionar sempre. A opo ADSL no est disponvel nos disquetes de todas as distribuies e mesmo entre as que suportam ADSL nem sempre existe suporte a autenticao via PPPoE. Nestes casos a instalao funciona por exemplo no Speedy ATM (as instalaes antigas, onde basta configurar o endereo IP e o endereo do Gateway para ativar o acesso), mas no funciona nas instalaes mais recentes do Speedy. Escolhendo a opo de usar endereos IP estticos, chegamos tradicional configurao do TCP/IP, onde necessrio especificar o IP da mquina na rede, o IP do servidor DNS (caso no exista nenhum na sua rede, use o do provedor de acesso), o default Gateway e a mscara de sub-rede. Em seguida voc precisa especificar um nome para o computador e o domnio, caso a rede faa parte de algum. O nome da mquina importante caso voc tenha configurado o servidor de onde sero baixados os arquivos para dar acesso apenas a algumas mquinas. Finalmente, voc precisar especificar o endereo do servidor HTTP, FTP ou NFS e o diretrio do servidor onde esto os arquivos de instalao. Apartir da as opes da instalao so as mesmas que seriam ao instalar apartir do CD. Na verdade, para o sistema no existe muita diferena, pois os arquivos no servidor sero justamente uma cpia do contedo do CD. Apesar de j ser algo fora de moda, ainda existem alguns servidores FTP pblicos que disponibilizam arquivos de instalao de vrias distribuies. Caso voc conhea algum voc poderia colocar o micro numa rede com acesso compartilhado Internet, configurar corretamente os endereos IP e acessar o servidor. Claro que esta opo seria vivel apenas caso o FTP fosse rpido e a sua conexo fosse no mnimo de 256k. Baixar os arquivos de instalao de uma distro atual via modem demoraria dias :-) O mais prtico seria mesmo instalar apartir de algum micro da rede. Com uma rede de 100 megabits por exemplo a instalao no demorar mais do que demoraria via CD-ROM. Se as demais estaes da rede rodarem Windows voc pode usar um servidor HTTP ou de preferncia FTP qualquer para disponibilizar os arquivos. Voc pode encontrar vrios servidores gratutos no Tucows ou outro site de downloads. Outra opo seria usar o IIS da Microsoft que fcil de configurar, mas no deixe de desinstal-lo depois de terminada a instalao, j que muito perigoso mant-lo ativo sem necessidade devido s varias brechas de segurana. 19
  20. 20. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net No Linux voc tambm poder utilizar estes recursos, atravs do Apache ou do servidor FTP que acompanha a sua distribuio preferida. O Mandrake inclui o ProftFTPD, que bastante simples de configurar. No existe mistrio, basta fornecer o endereo IP do micro que est disponibilizando os arquivos, alm de login e senha de acesso. Para instalar apartir de um servidor NFS (que o modo mais prtico aqui) os passos so os seguintes: Presumindo que voc tenha marcado a opo de instalar o NFS durante a instalao do Linux (no servidor) e que o servio esteja ativo, voc precisar apenas editar o arquivo /etc/exports, adicionando os diretrios que sero compartilhados com a rede. Para verificar se o NFS est ativo (no servidor), basta dar um: /etc/rc.d/init.d/nfs status Caso no esteja, voc precisar ativa-lo atravs do Mandrake Control Center, LinuxConf, ou outro utilitrio de configurao disponvel na sua distribuio. Por padro o arquivo estar em branco. Adicione um diretrio a ser exportado por linha, gerando um arquivo como o abaixo: # Isto s um comentrio /home/morimoto/install *(ro) /mnt/cdrom *(ro) Neste caso estamos disponibilizando tanto o diretrio /home/morimoto/install quanto o CD- ROM, que naturalmente dever estar montado no momento em que o cliente for acess-lo. Para instalar apartir de uma pasta do HD voc precisa apenas copiar todos os arquivos dos CDs para ela. O parmetro (ro) indica que os compartilhamentos esto em modo somente leitura possvel definir vrios parmetros, especificando quais usurios tero acesso a cada diretrio, dar permisses de apenas leitura, etc. opes que veremos com mais detalhes adiante, no tpico sobre servidores Linux. Compartilhando os diretrios sem parmetros, como no exemplo, qualquer usurio da rede poder acess-los. Para alterar o arquivo voc precisar estar logado como root. Aps terminar, basta reiniciar o servio usando o comando abaixo para que alteraes surtam efeito: /etc/rc.d/init.d/nfs restart Na foto abaixo por exemplo habilitei o NFS no micro 192.168.0.2 e estou fazendo a instalao apartir do CD-ROM (/mnt/cdrom) que havia compartilhado. Se depois de tudo resolvido a instalao for abortada com uma mensagem como: 20
  21. 21. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net "Install exited abnormally :-( You may safely reboot your system" Provavelmente o PC no tem memria RAM suficiente para carregar o instalador. Como disse, o mais recomendvel utilizar a instalao via rede em PCs com 64 MB ou mais. Voc pode verificar as mensagens do Kernel para ver exatamente o que houve pressionando Alt + F3. Em alguns casos voc no conseguir instalar atravs de um CD-ROM compartilhado via NFS, com uma mensagem de erro ao copiar algum dos pacotes. No sei exatamente por que este problema ocorre, mas para solucion-lo basta copiar o contedo do CD de instalao para uma pasta compartilhada do HD e repetir a instalao instalando a partir desta pasta. Instalando o SuSe via FTP (sem precisar comprar o pacote) "Caro Morimoto, Estou com dois problemas relacionados ao Linux Suse: o licenciamento e os requisitos de hardware. - A distribuio do Suse custa uma pequena fortuna! Tambm no achei no site deles nenhuma "iso" para download. Todas as distribuies do Linux so livres mesmo?" O pacote do SuSe no exatamente caro, nos EUA e Europa ele custa 69 dlares, com uma opo mais simples por 39 dlares, mais barato que uma caixa do Diablo II por exemplo :-) O problema que ao chegar ao Brasil, alm da converso para reais temos impostos e o lucro do revendedor, chegando s cifras absurdas que vemos por a. Se resolvessem abrir uma filial Brasileira (no s importar os pacotes, mas confeccion-los localmente) provavelmente cairia para a casa dos 100/150 reais. Apesar do SuSe ser composto majoritariamente por softwares livres, o instalador proprietrio, por isso que eles no distribuem ISOs, apenas disponibilizam os pacotes individualmente para download, o que est em concordncia com a GPL. Porm, sem o instalador eles no so de muita valia. O SuSe um exemplo de software livre por ter o cdigo aberto e no por ser gratuto. Existe a opo de instalar o SuSe via FTP, neste caso voc teria que baixar e gravar os disquetes de boot e dispor de uma conexo de rede compartilhada, ou ADSL com IP fixo para baixar os pacotes e concluir a instalao. No complicado. Os disquetes podem ser obtidos no endereo ftp.suse.com/pub/suse/i386/current/disks/ onde esto os arquivos modules1, modules2 e modules3 (1.4 MB cada um). Voc pode grav-los usando o dd no Linux ou o RawriteWin (que comentei acima) no Windows. Existe tambm uma imagem de boot para ser gravada num CD, o boot.iso (16 MB), disponvel no mesmo diretrio. Durante o boot voc precisa configurar a rede e em seguida usar o comando "linux install=ftp://servidor_ftp/diretorio" para iniciar a instalao. O servidor FTP pode ser tanto o servidor da SuSe, caso voc pretenda mesmo instalar via internet (ftp://ftp.suse.com/pub/suse/i386/current/) ou um servidor FTP disponvel na rede local, onde voc tenha feito uma cpia dos arquivos do FTP da SuSe. Esta segunda possibilidade til para instalar o sistema em vrios PCs. De qualquer forma, alm da instalao via FTP, voc pode instalar um nico pacote do SuSe 21
  22. 22. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net em vrios micros. No caso de uma rede com 20 ou 40 PCs o custo no seria um problema. De qualquer forma, ningum necessariamente obrigado a distribuir gratuitamente sua distribuio Linux, apenas disponibilizar os fontes. mais um motivo para valorizar as distribuies gratuitas :-) Instalando em PCs com pouca memria Como vimos, a maior parte das distribuies exige um mnimo de 64 MB de memria para rodar o instalador grfico, um um mnimo de 16 MB para instalar em modo texto, via NFS. Caso voc tenha um PC com pouca memria RAM, 12 MB ou mesmo 8 MB voc ainda pode instalar o Linux via rede, ou at mesmo em modo grfico. Para isto, voc precisar particionar o HD antes de comear a instalao, criando uma partio Linux swap e mont-la antes de iniciar a instalao. Voc pode particionar o HD usando o Parted, uma ferramenta desenvolvida pela Free software Fundation que pode ser baixada em: ftp://ftp.gnu.org/gnu/parted/bootdisk/ Voc precisar baixar dois arquivos .ISO, partboot-1.4.21.img e o partroot-1.6.1.img, de aproximadamente 1.4 MB cada um. Para grav-los nos disquetes basta usar os comandos: # cp partboot.img /dev/fd0 # cp partroot-1.6.1.img /dev/fd0 No Windows, use o Rawwritewin.exe, um programa grfico que voc encontra no diretrio /DOSUTILS do CD de instalao de qualquer distribuio Linux atual. Voc pode tambm mover o HD para uma outra mquina Linux e particion-lo usando as ferramentas da distribuio que estiver disponvel. Lembre-se de que voc precisar criar pelo menos duas parties, uma partio EXT2 (ou EXT3, ReiserFS, etc. caso a distribuio a ser instalada no PC pobre j oferea suporte a estes sistemas de arquivos) montada no diretrio raiz (/) e a partio swap, que dever ter pelo menos 8 MB caso voc pretenda instalar em modo texto ou 56 MB caso voc pretenda rodar o instalador grfico. Criada a partio swap, d boot pelo disquete de instalao e, antes de iniciar a instalao ou mapear a unidade de rede, pressione Ctrl + Alt + F2 para mudar para um terminal de texto e digite o comando: # swapon /dev/hdxx Onde o "hdxx" deve ser substitudo pela localizao da partio de memria swap. Se foi criada uma partio extendida dentro do primeiro HD (o default na maioria dos particionadores) a localizao ser /dev/hda5. Se foi criada uma partio primria, ento pode ser /dev/hda1 ou /dev/hda2. Feito isto, o instalador ganhar acesso memria swap e conseguir rodar o programa de instalao. Outra opo usar outra mquina com mais recursos para instalar o Linux e devolv-lo j devidamente instalado para o primo pobre. Os Kernels usados nas grandes distribuies incluem suporte a um grande nmero de dispositivos de hardware, por isso transplantar o HD no problema. Voc precisar apenas reconfigurar a placa de vdeo e outros perifricos como mouse, modem, placa de som, etc. caso sejam diferentes nas duas mquinas. 22
  23. 23. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Captulo 1 - Parte 2: Instalao do Mandrake A instalao do Mandrake Linux bastante intuitiva, fazendo apenas perguntas bsicas sobre a linguagem de instalao, layout do teclado, programas a serem instalados etc. Mesmo o particionamento do disco, que um ponto crtico em outras distribuies bastante simples no Mandrake, como veremos com detalhes mais adiante. Ao abrir o programa de instalao, voc ter a opo de abrir o programa "default" de instalao, em modo grfico (Enter) ou escolher entre os modos de baixa resoluo (caso o seu monitor no suporte 800x600 a 56 Hz) ou instalar em modo texto, caso tenha problemas com o primeiro. Algumas placas de vdeo antigas, como por exemplo a Trident 9680 no suportam o instalador grfico, (que roda em modo VESA 2) porm so suportadas pelo sistema e conseguem rodar o Linux em modo grfico depois de terminada a instalao. Nestes casos, basta instalar o sistema em modo texto, onde voc encontrar basicamente as mesmas opes do modo grfico e configurar o vdeo corretamente no final da instalao. A primeira pergunta feita pelo instalador a linguagem que ser usada. O suporte a Portugus do Brasil nas verses 8.2 e 9.x melhorou bastante em relao ao Mandrake 8.1 e anteriores. Antes era possvel encontrar muitos termos em portugus de Portugal, ou mesmo termos em Ingls, mas agora a traduo dos menus e at mesmo do help da maior parte dos programas j est quase perfeita. Este bom trabalho de traduo, sobretudo dos aplicativos do pacote KDE pode ser visto em todas as distribuies com o KDE 3, no apenas no Mandrake. Muita gente usa o Conectiva por ter dificuldades com o Ingls, felizmente o suporte a Portugus do Brasil no exclusividade deles :-) 23
  24. 24. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net A traduo dos aplicativos no Linux feita de forma bastante descentralizada, em geral coordenada pelos prprios desenvolvedores de cada software. Quase tudo j est pronto, o que as distribuies fazem apenas perguntar ao usurio qual linguagem ele prefere e configurar os programas de acordo. A segunda pergunta sobre o modo de instalao. O modo "Recommended" voltado para usurios leigos, que querem instalar o sistema sem muitas perguntas. O layout do teclado por exemplo subentendido apartir da linguagem escolhida na sesso anterior. Escolhendo Portugus do Brasil por exemplo o teclado automaticamente configurado com o layout ABNT- 2 (os teclados com o cedilha). Eu recomendo o modo "Expert", que tambm muito simples, mas permite ter um melhor controle da instalao. Durante toda a instalao voc ter um assistente tira-dvidas para ajudar com qualquer opo que no conhea. Depois de perguntar se voc tem alguma placa SCSI instalada (essa fcil n ;-) o instalador pergunta sobre o tipo de mouse instalado. Geralmente ele detectar o mouse corretamente na primeira, mas ele pode cometer enganos como no detectar a roda do mouse ou algo parecido. Neste caso basta indicar o modelo correto. Logo depois voc ter a chance de testar o mouse e retornar caso tenha escolhido errado: 24
  25. 25. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Veja que no existe problema nenhum caso voc utilize um mouse USB, basta escolher a opo correspondente. Alguns aplicativos, como por exemplo o Phoenix (um navegador Web parente do Mozilla e do Netscape) j suportam os dois botes laterais encontrados em alguns modelos de mouse. Caso voc esteja utilizando um teclado USB, preciso habilitar a opo "USB Keyboard Support" no Setup antes de iniciar a instalao. Esta dica vale para qualquer sistema operacional, no apenas para o Linux. A prxima seleo (apenas no modo expert) o layout do teclado: ABNT-2 caso o seu teclado tenha o "" e US Keyboard Internacional caso no tenha. Logo depois voc ter a chance de configurar o nvel de segurana do sistema. O modo Medium o mais recomendado, pois no low a segurana fraca e o High pode bloquear alguns programas. Voc poder alterar essa configurao, posteriormente, atravs do Mandrake Control Center. Depois destas configuraes bsicas, chegamos parte mais crtica da instalao, o "terrvel" particionamento do disco. Felizmente o Mandrake traz uma ferramenta bastante amigvel para facilitar esta tarefa, o DiskDrake. Particionando o HD Voc pode deixar que o utilitrio redimensione uma partio Windows (FAT 16 ou FAT 32) j existente, usando o espao livre para instalar o Linux ("Usar espao livre na partio Windows"), pode utilizar uma partio Linux previamente criada ("Usar partio existente"), usar o espao no particionado do disco, caso tenha algum (opo "Usar espao livre") ou pode simplesmente apagar tudo que estiver gravado e partir para uma instalao limpa (Apagar tudo). Claro, s escolha esta ltima opo se voc tiver um gravador de CDs ou um segundo HD para fazer backup dos seus arquivos :-) 25
  26. 26. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Se voc pretende reparticionar a partio Windows, existem dois cuidados necessrios para que tudo saia bem. Em primeiro lugar, o bvio: certificar-se que existe espao em disco suficiente. Com 1 GB j possvel fazer uma instalao bsica do sistema, mas para instalar vrios programas, armazenar seus arquivos pessoais etc. seria recomendvel reservar um espao maior, pelo menos 3 GB. Quanto mais espao melhor, j que com o tempo voc sempre vai querer instalar mais alguns programas. Outro detalhe importante desfragmentar o disco atravs do Windows antes de iniciar a instalao. O DiskDrake capaz de redimensionar a partio mesmo que esteja fragmentada, porm alm do processo demorar bem mais que o normal, a possibilidade de ocorrer algum problema muito maior. Escolhendo a opo Apagar tudo disk o programa vai simplesmente limpar a tabela de partio do HD e divid-lo em duas parties: uma menor, montada no diretrio raiz (/) usada para os arquivos do sistema e outra maior, montada no diretrio /home, onde ficaro guardados seus arquivos pessoais. As duas opo automticas servem bem para os usurios leigos, que mal sabem o que uma partio de disco, mas ou escolher a opo Custom disk partitioning voc ter muito mais opes. A interface do programa bastante intuitiva, lembra bastante a do Partition Magic 6, mas mais fcil, por conter apenas os sistemas de arquivos suportados pelo Linux: No topo da tela temos a lista dos sistemas de arquivos suportados: EXT2, Journalised FS, Swap, FAT (inclui FAT 16 e FAT 32) alm de Other (outro sistema de arquivos no reconhecido) e Empty (espao no particionado). Na aba logo abaixo, voc tem uma lista dos HDs instalados. No screenshot existem dois, que aparecem como hda e hdb. 26
  27. 27. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net A barra colorida mostra um mapa do disco, com todas as parties que ele contm. No exemplo o disco j est particionado, pronto para a instalao do sistema, dividido em duas parties, montadas no diretrio raiz (/) e no diretrio /home (que aparecem em vermelho), alm de uma partio swap, em verde. O segundo HD (hdb) contm uma instalao do Windows por isso no ser alterado. Para alterar uma partio, basta clicar sobre ela e usar a opo "Redimensionar", que redimensiona, sem perda de dados. A opo "Deletar" permite apagar parties a fim de criar outras depois usando o espao livre, enquanto a opo "Formatar" formata uma partio j criada. No preciso formatar as parties que forem criadas, pois ao terminar o particionamento (clicando em "Pronto") o assistente se oferecer para formatar as parties criadas. Uma dica importante que as alteraes s so salvas no disco ao clicar no pronto. Caso voc faa alguma besteira basta dar um reset no micro e reiniciar o programa de instalao para comear de novo. Na hora de formatar as parties clique no boto "Avanado" e voc ter a opo de checar blocos defeituosos nas parties durante a formatao. Isso naturalmente vai tornar a formatao muito mais lenta (de alguns poucos segundos para vrios minutos) mas voc ter a certeza de que o HD no possui bad-blocks que possam corromper seus dados. Para criar uma nova partio voc precisar clicar sobre uma rea de espao livre (aparece em branco no mapa) e em seguida clicar no boto do sistema de arquivos que ser usado (na parte superior). Para liberar espao voc deve usar as opes anteriores, redimensionando ou deletando uma outra partio. 27
  28. 28. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Na hora de escolher o sistema de arquivos a ser utilizado as opes so basicamente duas: usar o velho sistema EXT2, que acompanha o Linux a vrios anos, ou utilizar um dos novos sistemas com journaling. Clicando em "Journalised FS" voc poder escolher entre o EXT3, RiserFS, JFS e XFS. O journaling permite que o sistema de arquivos mantenha um log (journal significa "dirio"), onde so armazenadas todas as mudanas feitas em arquivos do disco. Quando qualquer erro inesperado surge ou o sistema desligado incorretamente possvel localizar todas as operaes que no haviam sido concludas, restaurando a consistncia do sistema de arquivos em poucos segundos, sem a necessidade de vascular arquivo por arquivo. Isso bem diferente do que acontece no EXT2, onde o fsck precisa vasculhar todo o disco em busca de erros depois de cada desligamento incorreto, um processo que pode demorar mais de 10 minutos, dependendo do tamanho da partio. Alm disso, a frequncia com que so perdidos arquivos ou mesmo pastas inteiras (ou at mesmo a tabela de partio do disco se voc for realmente azarado :-) no EXT2 por causa dos desligamentos incorretos espantosamente alta, um perigo que no existe nos sistemas com suporte a journaling. O EXT2 pode ser satisfatrio num servidor que fica ligado continuamente, com no-break e gerador, mas completamente desaconselhvel para usurios domsticos sujeitos s intempries do fornecimento de energia. O EXT2 um dos sistemas de arquivos mais inseguros ainda em uso atualmente. Dentre os quatro, os mais testados so o EXT3 e o ReiserFS. O EXT3 basicamente um EXT2 com suporte a Journaling, enquanto o ReiserFS um sistema desenvolvido do zero com o objetivo de combinar confiabilidade com um bom desempenho e um gerenciamento eficiente do espao em disco. Se voc fizer uma pesquisa entre usurios avanados e administradores de sistemas sobre qual dois dois eles preferem, provavelmente o EXT3 receber mais recomendaes, j que o EXT2 era o sistema de arquivos usado at bem pouco tempo e a tendncia natural migrar para o EXT3 que seu sucessor. Por ser um sistema novo, o ReiserFS ainda visto com desconfiana. No incio eu tambm preferia o EXT3, mas com o passar do tempo alguns acidentes me fizeram mudar de opinio. Em primeiro lugar, o sistema de Journaling do EXT3 no 100% confivel. Se voc comear a desligar o sistema incorretamente com frequncia vai perceber que algumas vezes, algo como uma chance em 20, o sistema no ser capaz de verificar o journal e o sistema de arquivos ter que ser verificado usando o FSCK, fazendo com que quase sempre alguns arquivos sejam perdidos. Outro ponto que o EXT3 continua muito dependente do superbloco, por isso a possibilidade de perder toda a partio depois de um desligamento incorreto continua presente, embora o risco seja muito menor que no EXT2. J tive oportunidade de testar o EXT3 e o ReiserFS durante um tempo considervel, chegando a fazer alguns testes extremos com os dois :-) O ReiserFS sempre se mostrou mais confivel, de fato ainda no tive problemas de perda de arquivos com ele, ao contrrio do EXT3, onde j cheguei a perder uma partio com arquivos de trabalho. Por isso no posso deixar de recomendar o uso do ReiserFS. Atualmente uso o ReiserFS em todas as minhas mquinas e pretendo continuar acompanhando as prximas verses do sistema. O Reiserfs 4, que ser laado durante este ano de 2003 promete uma grande melhoria de desempenho no acesso a disco. Os desenvolvedores esto falando em ganhos de 50% em algumas reas, isto comparado com a verso atual que j mais rpida que o Ext3 e o NTFS do Windows. Se voc um administrador de sistemas que tem experincia com o uso de ferramentas de 28
  29. 29. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net recuperao voc pode usar o sistema que preferir, mas se voc apenas um usurio domstico que quer usar seu Linux sem ter um ataque do corao cada vez que faltar luz, ento prefira o ReiserFS. Embora ainda sejam experimentais, o JFS e o XFS esto se tornando populares em servidores. O XFS por exemplo suporta o redimensionamento de parties on-the-fly ou seja, sem perda de dados e sem nem mesmo precisar reinicializar o sistema. Junto com estas opes, esto vrios outros sistemas de arquivos, incluindo FAT 16, FAT 32 e at mesmo outros sistemas de que provavelmente voc nunca ouviu falar. O nico sistema importante que no consta na lista o NTFS, que ainda no completamente suportado pelo Linux (existem vrios projetos neste sentido, mas todos ainda em carter experimental). Essa fartura de sistemas de arquivos suportados permite at mesmo que este utilitrio seja usado no lugar do Partition Magic na hora de formatar HDs e redimensionar parties, mesmo que o objetivo no seja instalar o Linux. Voc precisar ainda criar uma partio swap, que armazenar a memria virtual do sistema. O Linux no permite aumentar dinmicamente o tamanho do arquivo de troca, como no Windows, ao acabar o espao da partio voc receber uma mensagem de falta de memria e ter que fechar alguns aplicativos para continuar trabalhando. Para evitar isso, crie um arquivo razoavelmente grande, de 300 ou at 500 MB, dependendo de quanto espao livre em disco tiver disponvel. Se voc tiver bastante memria (256 MB ou mais) e no desejar usar memria virtual, crie um arquivo pequeno, de 8 ou 16 MB, apenas para evitar que um ou outro aplicativo gere mensagens de erro pela falta do arquivo de memria swap. Administrando a memria swap Voc pode acompanhar o uso de memria do sistema atravs do comando "free" que exibe um relatrio de quanta memria (fsica e swap) est sendo usada e quanto ainda est disponvel. Um recurso que vem bem a calhar que voc pode criar, a qualquer momento, um arquivo de memria swap temporrio, usando o espao livre do HD. Para isso basta usar os comandos abaixo (como root): # dd if=/dev/zero of=/swap bs=1024 count=131070 # mkswap /swap # swapon /swap Substitua o nmero 131070 pela quantidade de memria swap desejada, em kbytes (131070 so 128 MB, mas no preciso usar um nmero exato, voc pode usar "250000" por exemplo). O arquivo temporrio desativado automaticamente ao reiniciar o micro, mas voc pode faz-lo a qualquer momento usando os comandos: # swapoff /swap # rmdir /swap Lembre-se que o "#" no incio das linhas apenas uma indicao de que voc deve executar os comandos como root. Durante o livro usarei sempre o "#" para indicar a necessidade de privilgios de root e um "$" quando o comando deve ser dado como um usurio normal. O Linux tem um comportamento particular ao lidar com falta de memria. Numa situao de fartura, ao ter por exemplo 256 MB de RAM onde apenas 64 MB esto ocupados, ele passa a utilizar a maior parte da memria disponvel como como cache de disco e arquivos. Isso 29
  30. 30. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net melhora MUITO o desempenho do sistema, pois tanto arquivos recentemente acessados, quanto arquivos com uma grande chance de serem requisitados pelo usurio j estaro carregados na memria e no precisaro ser lidos no HD, que dezenas de vezes mais lento. Conforme mais e mais memria fsica vai sendo ocupada, o sistema vai abrindo mo do cache de disco para liberar memria para os aplicativos. Com o passar o tempo, alguns dados relacionados a programas que esto ociosos a muito tempo comeam a lentamente serem movidos para a memria cache, fazendo com que o sistema recupere parte do espao e volte a fazer cache de disco. O desempenho volta ao topo. Esta uma tarefa que o Linux desempenha com muita competncia, pelo menos enquanto houver memria swap disponvel... Caso voc continue abrindo programas e at mesmo a memria swap comece a acabar, o sistema vai abrir mo primeiro do cache de disco e depois comear a limitar a memria utilizada pelos aplicativos. Com isto o sistema comear a ficar cada vez mais lento, pois o objetivo passa ser "sobreviver", ou seja, continuar abrindo os programas solicitados pelo usurio. Isto vai continuar at o limite extremo, quando finalmente voc receber uma mensagem de falta de memria e ter que comear a fechar programas. Tudo isso pode ser acompanhado usando o free. Por algum motivo ele consegue ser sempre bem mais apurado que os monitores grficos, mostrando com exatido a memria fsica e swap ocupadas e quanto de memria est sendo destinada ao cache de disco. No screenshot abaixo temos uma situao em que o sistema comea a ficar lento. Temos aqui 256 MB de RAM e mais 256 MB de swap e um batalho de programas abertos. Veja que a poltica de "selecionar os programas mais importantes" j ocupou toda a memria swap, deixando apenas 72 KB livres! :-) Ainda temos quase 80 MB de memria fsica que esto sendo usados pelo cache de disco, e apenas mais 5 MB realmente livres. Ou seja, estamos prximos do ponto de saturao em que o sistema desiste de fazer cache de disco e comea a restringir o uso de memria dos programas; o Athlon XP est prestes a comear a virar uma carroa. Hora de criar uma memria swap temporria com os comandos que dei acima. :-) Moral da histria, para ter um bom desempenho voc precisa ter de preferncia muita memria RAM ou, pelo menos, uma quantidade suficiente de memria swap. Prefira sempre ter uma partio swap maior do que usar o arquivo temporrio, pois a partio swap sempre mais rpida, por ser otimizada para a tarefa. As parties no Linux Voc deve ter notado que no exemplo anterior dividi o HD em duas parties ao invs de criar apenas uma. A idia a mesma de dividir o HD em C: e D: no Windows: simplesmente manter seus arquivos pessoais numa partio diferente da dos arquivos do sistema, para melhorar a segurana e permitir que voc possa tranqilamente reformatar a partio do sistema quando precisar reinstal-lo, sem correr o risco de perder junto seus arquivos pessoais. 30
  31. 31. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Mais um detalhe interessante que se depois da reinstalao voc recriar os usurios antigos, automaticamente o sistema se encarregar de utilizar as antigas configuraes de cada um, evitando que voc precisa configurar tudo manualmente. A primeira partio deve ser montada no diretrio raiz, ou "/", enquanto a segunda deve ser montada no diretrio /home, onde ficam as pastas dos usurios (/home/maria, /home/fernando, etc.). O ponto de montagem solicitado logo depois de criar a partio, mas pode ser alterado mais tarde atravs do DiskDrake ou, se preferir, editando manualmente o arquivo /etc/fstab. Voc pode criar mais parties se desejar. Se voc for montar um servidor FTP ou um servidor Web, pode criar uma partio separada para os arquivos do servidor por exemplo. Cabe aqui uma pequena explicao sobre o modo como o Linux enxerga os HDs instalados e as parties de disco. Temos num PC duas interfaces IDE, onde cada uma permite a conexo de dois HDs, configurados como master ou slave. O primeiro HD, conectado interface IDE primria e configurado como master reconhecido pelo Linux como hda, o segundo HD, slave da IDE primria reconhecido como hdb, enquanto os dois HDs conectados IDE secundria so reconhecidos como hdc e hdd. Ao mesmo tempo, cada HD pode ser dividido em vrias parties. Podemos ter um total de 4 parties primrias ou trs parties primrias e mais uma partio extendida, que pode englobar at 255 parties lgicas. justamente a partio lgica que permite a ns dividir o HD em mais de 4 parties. A primeira partio primria, do primeiro HD (hda) chamada de hda1. Caso o HD seja dividido em vrias parties, as demais parties primrias so camadas de hda2, hda3 e hda4. Porm, o mais comum ao dividir o HD em vrias parties criar apenas uma partio primria e criar as demais parties dentro de uma partio extendida. isso que o particionador faz por default. As parties extendidas recebem nmeros de 5 em diante (hda5, hda6, hda7, etc.) mesmo que as parties hda2 e hda3 no existam: Neste mapa temos a partio primria, montada no diretrio raiz (/) e uma partio extendida, que engloba tanto a partio swap quanto a partio montada em /home. Pacotes de Aplicativos Depois de particionar o disco voc dever escolher quais aplicativos sero instalados no 31
  32. 32. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net sistema. Os nomes j so bem explicativos, mas algumas categorias que voc no deve deixar de instalar so Estao de Internet (conectividade de rede e um conjunto de browsers, leitores de e-mail, ICQ, etc.) e Configurao (que instala o Mandrake Control Center e os outros utilitrios de configurao que usaremos adiante). As opes "Servidor de rede" e "Web/FTP" instalam o Apache, Samba, servidor de FTP e outros utilitrios para transformar a mquina num servidor de rede. O Samba essencial se voc pretende compartilhar arquivos e impressoras com mquinas Windows. possvel configurar o sistema para que estes servios fiquem disponvel apenas dentro da sua rede local, sem prejudicar sua segurana ao acessar a internet. Outra categoria recomendada a Desenvolvimento que instala todos os compiladores e bibliotecas necessrios para instalar programas distribudos em cdigo fonte (os famosos pacotes .tar.gz). A instalao destes programas no complicada, o problema na maioria das vezes que o usurio no tem instalados os componentes necessrios. Marcando esta categoria voc vai poupar muitas dores de cabea no futuro. No meu caso eu costumo deixar todas as opes marcadas, com excesso das opes "Servidor, Correio/Groupware/News", "Servidor, Banco de dados", "Servidor, Firewall/Roteador" e "DNS/NIS". Com isso tenho uma instalao de cerca de 2.2 GB. Entre as interfaces grficas voc pode escolher entre KDE e Gnome alm de algumas interfaces mais leves, como o BlackBox e o WindowMaker. Seja qual for a interface de sua escolha, recomendvel manter tanto o Gnome quanto o KDE instalados, pois cada uma das interfaces possui um conjunto prprio de aplicativos, que utilizam mdulos da interface e por isso necessitam que ela esteja instalada para rodar. Por exemplo, o Gnome traz o Nautilus, um gerenciador de arquivos muito mais sofisticado grficamente que o Konkeror do KDE. O KDE por sua vez traz um KOffice, uma sute de escritrio bastante elaborada e por a vai. Mantendo ambos instalados, voc ter disposio um nmero muito maior de aplicativos e poder juntar o melhor dos dois mundos. 32
  33. 33. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Um porm que se voc utilizar o KDE e abrir um aplicativo do Gnome (ou vice-versa) o sistema precisar carregar junto uma boa parte das bibliotecas do outro. Alm de tornar a inicializao do aplicativo um pouco mais lenta isso consome bastante memria RAM. Para misturar aplicativos das duas interfaces, sem perder em desempenho, o recomendvel ter pelo menos 196 MB. Caso voc esteja usando um micro antigo, com 32 MB ou menos, voc pode ter um bom desempenho utilizando o BlackBox, uma interface extremamente leve, que consome apenas 800 KB de memria RAM, que vem sendo bastante utilizada hoje em dia por possuir um visual limpo e moderno: Mas, nesse caso, evite abrir programas do KDE ou do Gnome, caso contrrio o esforo no melhorar muita coisa. Por sinal, o Blackbox possui tambm uma verso for Windows, que alm de substituir a interface default e esconder o internet Explorer, suporta os temas e arquivos de configurao do Blackbox for Linux. O link da pgina do projeto : http://desktopian.org/bb/ Alm do BlackBox, existem vrias outras boas opes leves, como o WindowMaker ou at mesmo o AfterStep, que so muito bonitos grficamente, sem abrir mo da leveza. Este um ponto forte do Linux, a liberdade de escolha, no apenas das interfaces grficas, mas tambm dos vrios programas includos nas distribuies. Voc pode instalar vrias interfaces e test-las com calma at escolher sua favorita. possvel escolher qual usar cada vez que fizer logon no sistema, ou at mesmo abrir vrios terminais grficos e utilizar vrias delas ao mesmo tempo, como veremos com detalhes mais adiante. Todas estas interfaces suportam o uso de temas, voc pode baixar alguns no: http://www.themes.org Mais um recurso que voc pode utilizar so os dockapps, pequenos programas que podem ser utilizados no Linux, no Free BSD e em outras plataformas. Estes programas podem exibir a 33
  34. 34. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net temperatura e nvel de carregamento do processador, a quantidade de memria disponvel, ou qualquer outro tipo de informao til (ou no :-). Existem at alguns dockapps que so meramente decorativos, outros que oferecem atalhos para funes de aplicativos, que indicam quando novos e-mails foram recebidos etc. Voc pode encontrar vrios no link abaixo, ou fazendo uma busca no google: http://www.bensinclair.com/dockapp Alguns dockaps A maior parte destes programas distribuda na forma de arquivos .tar.gz, ou seja, em forma de cdigo fonte. Com o arquivo em mos o primeiro passo descompactar o arquivo com o comando tar -zxvf ou simplesmente clicando sobre ele no gerenciador de dispositivos e escolhendo a opo "extrair para c". Em seguida abra um terminal e acesse a pasta que foi criada com o comando cd nome_da_pasta. Leia o arquivo install que trar as instrues de como instalar o programa. O mais comum usar os comandos: $ ./configure (para compilar o cdigo do programa) $ make (para gerar o mdulo que ser instalado) $ su (para virar root) $ make install (para instalar o programa) Depois de instalado, basta chamar o programa num terminal, quase sempre digitando seu nome como em: "bublemon &". O & no final faz com que o terminal continue disponvel depois que o programa aberto. Para instalar os dockapps distribudos em formato tar.gz voc precisa ter instalados no seu sistema os pacotes gcc e gtk, que so utilizados na compilao. Voc pode instal-los marcando a seo "desenvolvimento" durante a instalao, ou posteriormente usando o gerenciador de software do Mandrake Control Center (ou de outro utilitrio includo na distribuio utilizada). Caso o dockapp esteja disponvel tambm em formato RPM a instalao fica mais fcil. Basta clicar sobre o arquivo no gerenciador de arquivos para instal-lo e cham-lo num terminal (ou sobre o cone no iniciar) para utiliz-lo. Os dockaps podem ser utilizados tambm no KDE. Para isso, clique com o boto direito do mouse sobre a barra de tarefas e escolha Add > Extension > Dock Application Bar (o meu KDE em ingls, no sei como ficou a traduo na verso PT_BR). Aparecer uma nova barra de tarefas, onde voc poder abrir os dockapps. Esta barra pode ser posicionada em qualquer canto da tela, basta arrasta-la com o mouse. Mas, voltando instalao do sistema, depois de marcar as categorias que sero instaladas voc ter a chance de marcar os desmarcar individualmente os pacotes que sero instalados. Isso permite que voc faa um ajuste fino na instalao, marcando por exemplo aquele programa que voc utiliza diariamente mas que por algum motivo no faz parte da instalao padro do sistema. Os pacotes so as peas que formam todas as distribuies Linux e podem conter programas, bibliotecas de sistema ou mesmo coisas como papis de parede e cones. Alguns programas grandes (como o KDE por exemplo) so divididos em vrios pacotes para que voc possa 34
  35. 35. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net instalar apenas as partes que lhe interessam, ficando com um sistema mais enxuto. Alguns pacotes dependem de outros (um certo programa pode precisar de uma biblioteca que faz parte de outro pacote por exemplo), as chamadas dependncias. Para evitar que voc fique com coisas sem funcionar ou com pacotes desnecessrios, o instalador automticamente verifica as dependncias de cada pacote, adicionando ou removendo pacotes relacionados a ele. por isso que s vezes ao marcar um determinado pacote alguns outros so marcados junto. Mas voc no precisa se preocupar muito com isso, pois o instalador cuida disto sozinho: O prximo passo a cpia dos arquivos que demora em mdia 40 minutos, durante esse tempo so exibidos vrios slides que apresentam alguns programas e ferramentas includas no sistema. So dicas interessantes para quem est comeando. 35
  36. 36. Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. | Carlos E. Morimoto | http://www.guiadohardware.net Adicionando usurios Depois de copiar todos os arquivos para o HD, chegamos parte final da instalao, onde