of 70 /70
ABRIR E ENQUADRAR

Caderno TGI

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Caderno TGI

Citation preview

Page 1: Caderno TGI

ABRIRE ENQUADRAR

Page 2: Caderno TGI
Page 3: Caderno TGI

ABRIRE ENQUADRAR

TGI_I

Arquitetura e Urbanismo - IAU USP

Luis Fernando Martins de Godoi5909194

Page 4: Caderno TGI
Page 5: Caderno TGI

“A realidade, mesmo sem interesse, quando enquadrada com convicção pode adquirir um status de escolha”.

Eduardo Souto de Moura

Page 6: Caderno TGI
Page 7: Caderno TGI

ÍNDICE

Formulação Teórica 05 Pré-TGI 06 Revisão Conceitual 08 Referências 09 Conclusões 15

Especulação Formal 16 Exploração Volumétrica 17 Estudo de Interação 18 Fragmentação Volumétrica 20 Contextualização Hipotética 21

Inserção do Programa 22 Fundamentação do programa 23 Referências 25

Estudo de Área 27 DefiniçãodaÁrea 28 Mapeamento 29 Demanda de Atendimento Psicossocial 32 UsoAtualdaÁrea 33 Leitura do Entorno 34 Dimensionamento do Programa 38

Desenvolvimento 40 Estudos de Implantação 41 Produção Atual 47

Bibliografia 55

Page 8: Caderno TGI
Page 9: Caderno TGI

FORMULAÇÃO TEÓRICA

Page 10: Caderno TGI

10

A síntese conceitual desenvolvida por mim, no Pré-TGI, partiu de um estudo que tomava o objeto como uma ferramenta de leitura do espaço no qual é/está inserido.

Seguiu-se a isso, a proposição de um objeto que não de-veria ser espelhamento do seu contexto, mas que também não deveria ser totalmente indiferente a ele. Sua forma e suas características deveriam surgir en-tão, como ferramentas de leitura, e não como consequência dessa leitura, ou tãopouco serem arbitrárias. A luz foi incorporada ao estudo, como mecanismo de re-presentação das relações entre objeto e ambiente, como uma for-ma de leitura dessas relações. Suas variações de tipo, intensidade e incidência alteram consigo a percepção do objeto. A inserção da luz objetivou potencializar as alterações do objeto em relação ao meio, e as mudanças de característica deste meio. A escolha dos materiais do objeto se deu também neste sentido, buscando tornar nítidas as mudanças de característica con-forme a ambiência imposta, e conforme a aceitação destas caracte-rísticas pelo objeto. Avariaçãodesteobjetofinal,conformemudançadeinten-sidade e incidência da luz, retratou uma gradação que engloba alguns conceitos importantes ao meu processo projetual.

FORMULAÇÃO TEÓRICAPRÉ - TGI

Descriçãodoprodutofinal:caixadevidrocomCDscoma facereflexiva

voltada para cima, cobrindo sua base, e estes cobertos por cacos de vidro

transparentes e incolores.

Page 11: Caderno TGI

11

São perceptíveis, pela ação da luz neste objeto, a incorpo-ração,areflexão,aevidenciaçãoeaomissão. Há ainda, ocorrências da produção de novas caracterís-ticas que não foram inseridas mas se tornaram consequência, re-metendo a um certo grau de imprevisibilidade. Exemplo disso, é a obtenção de cor, visto que todos os materiais empregados tinham certa neutralidade. Isso ocorreu a partir da incorporação da luz, pelassuperfíciesreflexivas,gerandoumterceiroelemento,queen-riqueceu o objeto. Essa geração de cor deu uma dinâmica ao objeto, que foi estabelecida pelo local. Quando exposto a um ambiente de muita luz, o objeto se destacava, adquirindo cores e refletindo imagens.Por outro lado, quando colocado na penumbra, acentuava-se a sua transparência,reduçãodareflexãodeimagenseextinçãodecores,assumindo um papel de neutralidade. A reflexão era gerada com distorção (CD) que se acen-tuavapela fragmentação (cacosdevidro), transmitindoa idéiadeuma apropriação particular do ambiente, com uma leitura própria do espaço que o continha. Neste ponto, a evidenciação e a omissão são perceptí-veis, a medida que o objeto, mesmo que aleatóriamente, seleciona imagensaseremrefletidas,ecriaemsipróprio,pontosdemaioratração e pontos de menor interesse. Além das alterações sofridas pela troca do contexto, o objeto em si também não era constante, apresentandopontosdemaiorluz,corereflexibilidade,quegeravammaior atração, e pontos neutros, menos destacados. A ortogonalidade da caixa de vidro, tem também uma fun-damentação conceitual, indicando a rigidez da limitação espacial, que gera uma profusão de eventos contida. O objeto gera eventos que pressupõem uma expansão, que por sua vez esbarra nos limites es-paciais.

Pré - TGI FORMULAÇÃO TEÓRICA

Page 12: Caderno TGI
Page 13: Caderno TGI

13

A revisão e rearticulação conceitual no primeiro momento do TGI I, consolidou as principais questões pensadas em Pré-TGI, e avançou em alguns pontos, trazendo conclusões.

O tensionamento entre o limite espacial e a expansão pres-suposta pela sucessão de eventos, é consequência do incontável nú-mero de leituras e relações que se pode estabelecer entre o objeto e o seu contexto. Asrelaçõesaseremestabelecidassãoinfinítas,dependen-do exclusivamente do modo como se enxerga a realidade. O excesso destas no discurso pode enfraquecer o objeto resultante, pela su-perficialidadedasabordagens.Cabeaesseobjeto,nãoserresultado,masserfiltrodestasrelações,alterando,deformando,evidenciando,incorporando e omitindo, de forma consciente, visando a tridimen-sionalização de relações selecionadas, com base sólida e análise profunda, transformando assim o conceito em espaço. Portanto, a forma deste produto não é um resultado do processo, mas o elemento que o orienta, que faz as leituras da reali-dade, que seleciona o que é relevante enquanto espacialidade e o que é apenas discurso. Orientando o processo, a forma se mostra presente desde o primeiro momento, como uma concepção mutável, que vai sendo moldada a medida que o estudo evolui.

REVISÃO CONCEITUAL

Objetoapresentadonarevisão:aformadevenascercomaleitura.Imposiçãode um forma posterior deforma o conceito.

FORMULAÇÃO TEÓRICA

Page 14: Caderno TGI
Page 15: Caderno TGI

15

Tendo estabelecido algumas questões, e reforçado outras, o passo seguinte foi, então, o estudo mais aprofundado de referên-cias que de alguma forma trabalhassem algumas das teorias levan-tadas. O objetivo desta investigação das referências era encon-trar fundamentação, que no objeto de Pré-TGI ainda era dispensável, mas que no projeto de arquitetura seria um guia permanente. Estava clara a intenção de não se fazer uma forma posterior, mas era nes-cessário encontrar qual a motivação que guiaria a forma e a leitura desde o início. Neste processo, a referência mais constante, e que acabou por constituir a base teórica deste momento em diante foi o arquite-to português Eduardo Souto de Moura. Desenvolvi então um mapeamento de sua lógica projetual. Este mapeamento nasceu de um olhar seletivo, no qual dei maior des-taque ao que se aproximava da minha teoria prescedente.

FORMULAÇÃO TEÓRICAREFERÊNCIAS

Page 16: Caderno TGI

16

A aproximação com a obra de Souto de Moura ocorreu, ini-cialmente, pelo trabalho desenvolvido em boa parte de seus projetos, nos quais se fez e faz arquitetura a partir das aberturas. Entendendo as aberturas como meio pelo qual se pode regular o grau de interação entre objeto e contexto, e com isso se-lecionar o interesse das várias questões que o entorno propõe, en-xerguei uma aproximação com a teoria aqui anteriormente descrita. Souto de Moura, a sua maneira, faz o que aqui se propõe, uma leitura a partir da implantação do seu edifício. Sendo a abertura o elemento de integração com o local de implantação,pode-seafirmarqueaaberturaétãooumaisimpor-tante que as paredes e elementos de estrutura; que estas não devem ser decorrência de uma forma, ou de uma lógica estrutural, mas que deve precedê-las. A abertura deixa de ser um elemento da compo-sição para ser um elemento de composição, que enquanto agrega valor aos ambientes externos, determina o quanto o espaço interno é devassável, vai desenhando a fachada e dando forma ao edifício. A abertura que incorpora a paisagem é paisagem. Uma pai-sagem controlada, a medida que se regula, autoriza ou não a interio-rização e/ou exteriorização. Há grande importância nesta relação do quanto se interioriza e quanto se exterioriza, que engloba ques-tões a respeito do ver e ser visto, e em que momentos isso interessa ou não. Aceitando então a abertura como este elemento determi-nante de relações interno-externo, torna-se claro, que estas abertu-ras em hipótese alguma devem ser casuais.

O papel do arquiteto é olhar o lugar de forma a extrair suas potencialidades, assim como um fotógrafo em busca do me-lhor enquadramento. O projeto é o olho humano sobre a paisagem. Oacréscimodeumelementoartificialdeveevidenciarasqualidadesdo natural ou pré-existente, dispondo sobre o espaço, experiências sensíveis que podem ser intensificadas pelas dimensões, forma ematéria. O projeto não deve se restringir a evocar caracteríticas do lugar, mas deve responder a estas características. Estas respostas ocorrem através da tridimensionalização, e não por conceituação teóricacodificada. A leitura do lugar já deve ser uma interferência atribuindo autenticidade ao projeto. Porém, essa autenticidade, não deve ser literal, vinculada a realidade pré-ocupação, mas como em Souto de Moura, deve ser uma autenticidade projetada, produzida, adequan-do projeto e lugar, até o momento em que ambos dependam um do outro, e que se possa dizer que um não deveria existir sem o outro. Nesteponto,SoutodeMouraafirmaqueaarquiteturanãoprecisaser autêntica, mas deve parecer. Há uma aproximação entre Barragan e Souto de Moura que,senãocorrespondeaoprodutofinal,traçaestratégiascomumaintenção projetual em comum. Nem pelo método, nem pelo resulta-do, mas pela compreensão de que a arquitetura está no espaço, na ambiência, pois o grande mérito de Barragan não está nas cores e nos materiais, mas na atmosfera que ele cria a partir destas ferra-mentas, quando incorpora a luz.

FORMULAÇÃO TEÓRICAREFERÊNCIAS

Page 17: Caderno TGI

17

A Casa do Cinema Manoel de Oliveira implantada na cidade do Porto, tornou-se no decorrer do processo, minha principal refe-rência,nãocomoformafinal,mascomoentradanoprojeto.Interes-sa-memaisseusobjetivosesuaaçãoqueseuprodutofinal. Souto Moura observa a paisagem como um fotógrafo, sele-ciona, focaliza e recorta uma parte da paisagem. Sendo a abertura o seu olho, ela orienta a organização de todo o projeto. O arquiteto evidencia a necessidade de se fazer as aber-turas com consciencia, não bastando abrir, mas sabendo para onde orientá-las. Ele rompe com a ortogonalidade, mas não por formalis-mo gratuíto, e sim para desviar os “olhos da casa”, de duas torres que surgem como obstáculos a frente do terreno. A fuga do ângulo reto lhe permite voltar um olho para o rio Douro, e o outro para o oceano Atlântico, encontrando brechas na paisagem obstruída. Neste projeto, a janela ganha profundidade, e apesar des-tas duas aberturas não se constituírem em passagem física, elas deixam de ser recorte para ser espaço. Ressalta-se também, a elevação destes olhos ao segundo piso, buscando a paisagem distante, que tem maior interesse que o entorno imediato caótico. No térreo, o desinteresse pela integração o fez murar todo o terreno e abrir o edifício de forma ampla para uma paisagem particular, interiorizada. Seu projeto remete a produ-ção da França feudal, onde criava-se um mirante indevassável no 2º piso, enquanto o primeiro piso abria-se ao pátio interno.

FORMULAÇÃO TEÓRICAREFERÊNCIAS

Page 18: Caderno TGI

18

CasanaSerradaArrábida:rompecomaortogonalidadeembuscadasmelho-res vistas na paisagem.

EstádioMunicipaldeBraga:relaçãoartificial-natural.Aobranascecomoumaextensãodapedreira(queSoutodeMouraressaltanãosernatural–jáhaviaintervençãohumana-masqueparecianatural).Oconcretobuscadarcon-tinuidade a pedra, que já havia sido cortata e portanto teria um caráter tão natural quanto o concreto.

CasaemMaia:abreemumúnicopontoparaenquadramentodapaisagemdis-tante, e desconecta a casa do entorno murando-a, ensimesmando-a. As demais aberturas são para uma paisagem interior.

EdifícionaBoaVista:fragmentaovolumeparatermaiorliberdadedeorien-tação para o parque que o envolve.

CasanoDouro:encontraduasáreasdeinteressenapaisagemeoedifíciosurge como duas lentes focalizando-as.

FORMULAÇÃO TEÓRICAREFERÊNCIAS

Page 19: Caderno TGI

19

CasadeMoledo,noMinho:amanipulaçãodoterrenopro-duz a paisagem. A autenticidade do lugar é relativa. Não segue a pré--existência mas faz parecer que seguiu. O objeto parece uma extensão do terreno, mas na verdade o terreno é uma extensão do objeto; foram adequados entre si. Ocorreumanaturalizaçãodoprojetoeumaartificializaçãodo terreno, que geram o equilíbrio. Os arrimos passaram de 1 em 1 metro para 3 em 3, para que o projeto se inserisse no terreno evitando se tornar um obstá-culo na paisagem exuberante. Outra característica importante desta casa é a contrapo-sição entre mirante e refúgio, sendo ao mesmo tempo um ponto de observação da paisagem, e um esconderijo desta.

FORMULAÇÃO TEÓRICAREFERÊNCIAS

Page 20: Caderno TGI

20

Mantendo-me focado na questão das aberturas estudada em Eduardo Souto de Moura, o passo seguinte do processo foi o estudo do livro “O desenho da janela” de Luis Antonio Jorge, e simul-tâneabuscaporafirmaçãodeconceitos. A análise de Jorge é compatível com o emprego das aber-turas na obra de Souto de Moura, a medida que ele avalia a janela como o olho do edifício. A partir do livro, passei a enxergar mais claramente algumas distinções a respeito das aberturas. A gradação do nível de interação interno-externo deve ser consideradaparaadefiniçãodaformacomoseabre,dotamanhodesta abertura, e da localização desta abertura. Nem sempre a abertura a passagem física tem maior peso. A porta deixa que corpos passem, mas esta função não lhe torna mais importante, pois essa passagem é uma atitude única, enquanto a abertura ao visual é constante. Em um paralelo usado por Jorge com o corpo humano, a porta seria a boca, que apesar de imprescindível a vida humana, age em alguns momentos do dia. Já a janela seria o olho, que em um caso extremo poderia ser dispensá-vel, mas que atua constantemente, durante todo o tempo em que o “sistema” funciona. Por onde se entra é importante, mas o que se vê é o que determina a qualidade da estadia. Evidencia-se assim, a necessidade de se estudar por com-pleto qual a consequência de cada abertura no ambiente, e trabalhar conscientemente o nível de abertura a ser implantado, permitindo a integração, a contemplação, ou ambas. Essa escolha é a represen-tação do olhar do arquiteto. Dofuroaoedifíciomiesiano:apartequeviratodo

FORMULAÇÃO TEÓRICAREFERÊNCIAS

Page 21: Caderno TGI

21

Após a análise de referências, busquei uma síntese de con-ceitos, a partir do confrontamento das teorias desenvolvidas ante-riormente e o produto destas análises. Deste confrontamento, extraí chaves de entrada no projeto queserviriamdeguiaparaacontinuaçãodoprocesso:

-Aformacomofiltro:projetonãoédecorrênciadafunção,oudoterreno, mas o elemento que seleciona as relações entre ambos;

-Arquiteturaquenasceapartirdasaberturas:trabalhoem3níveis(integração,visualefechamento)

-Projetarprimeirooespaço:caracterizadopelasaberturas,epelograu de integração o espaço origina a forma;

- Entender a abertura como regulador de interiorização e exteriori-zação(vereservisto)-incorporarpaisageminterior.

Tendo como pano de fundo as dicussões aqui explicitadas, estes quatro tópicos passaram a servir de guia para o restante do processo.

FORMULAÇÃO TEÓRICACONCLUSÕES

Page 22: Caderno TGI
Page 23: Caderno TGI

ESPECULAÇÃO FORMAL

Page 24: Caderno TGI
Page 25: Caderno TGI

25

Establecida uma base teórica, o passo seguinte foi o início de especulações formais, levando em consideração os conceitos dis-cutidos. Nesse novo estágio, o foco do estudo passou a ser a experi-mentação livre.

O primeiro momento destas especulações consistiu na exploração formal das possibilidades de abertura sem nenhum li-mitante. Uma composição de formas, livre, evidenciando as várias possibilidades de abertura de sólidos e as relações do volume com o exterior e outros volumes.

Explosão do cubo para exploração do seu potencial de abertura.

Jogo de cheios e vazios

Aberturas que rompem com o corredor(dinâmicaespaço-temporal)

Fragmentação e espaçamento - criação de ambiências

ESPECULAÇÃO FORMALEXPLORAÇÃO VOLUMÉTRICA

Page 26: Caderno TGI

26

No passo seguinte, a orientação foi observada, para que seentendessearelaçãocomoentorno,reafirmandoanoçãodeabertura consciente.

Abrir conscientemente não significafugir de todos obstáculos, mas prever a relação a ser estabelecida com eles.

Aorientaçãodasaberturasjustificaorompimentocomaortogonalidadeeosvolumes puros.

O que parece um obstáculo, se bem enquadrado pode se transformar em pai-sagem.

O próprio objeto pode alternar entre opacidade e transparência, de acordo com o contexto.

ESPECULAÇÃO FORMALESTUDO DE INTERAÇÃO

Page 27: Caderno TGI

27

Especulação das possibilidades de abertura em situações hipotéticas. Trabalhos com interação de edfícios, incorporação de paisagem, e paisagem interior.

ESPECULAÇÃO FORMALESTUDO DE INTERAÇÃO

Page 28: Caderno TGI

28

Especulação formal trabalhando aberturas e frag-mentação, no plano e em áreas inclinadas.

ESPECULAÇÃO FORMALFRAGMENTAÇÃO DO VOLUME

Page 29: Caderno TGI

29

Hipóteses de implantação volumétrica no contexto urbano.Estudos de contato visual, integração e fechamento voluntário.

ESPECULAÇÃO FORMALCONTEXTUALIZAÇÃO HIPOTÉTICA

Page 30: Caderno TGI
Page 31: Caderno TGI

INSERÇÃO DO PROGRAMA

Page 32: Caderno TGI

32

Após o estudo livre dos potenciais de abertura nas varias situações explicitadas, fez-se necessário encontrar um programa, para que a exploração deixasse o campo puramente hipotético.

O programa escolhido foi o de um equipamento de saúde pública. Essa escolha fundamenta-se na oposição entre a teoria elaborada, e a forma como frequentemente estes equipamentos são projetados. A intenção é gerar um tensionamento entre as aberturas e o conteúdo programático. Permitindo-se assim, uma nova forma de propor estes equipamentos. Desde os primeiros hospitais, que consistiam em lugares de exclusão, lugares de doença e não de cura, a principal caracte-rística destes equipamentos foi o fechamento, uma espécie de caixa fechada voltada para as práticas médicas. Uma pura tridimensiona-lização de um programa que é denso em restrições. Oobjetivotraçado,foiodealcançarumprodutofinalqueapresente todas as possibilidades ao bom exercício da função a ser desenvolvida no equipamento, e simultâneamente gerar ambiências e trabalhar com a teoria de abertura, fechamento e orientação dos volumes. O programa de saúde escolhido foi o de uma Unidade de ProntoAtendimento(UPA).Aescolhaocorreupeloseuporte.Apósavaliação de outros programas, constatei que a UPA teria um nível de complexidade e dimensões interessantes ao exercício do TGI. O primeiro passo deste processo, foi o levantamento das áreas mínimas exigidas pelo programa, e avaliação destas áreas quanto ao potencial de abertura.

Unidade de Pronto AtendimentoÁreamínima:700m²

Passível de abertura ampla

Passível de abertura moderada

Passível de abertura restrita

INSERÇÃO DO PROGRAMAFUNDAMENTAÇÃO DO PROGRAMA

Page 33: Caderno TGI

33

Essa avaliação do potencial de abertura me permitiu per-ceber que as áreas de circulação, de espera e de descando dos funcionários, assim como os setores de administração seguiam desnecessariamente a mesma lógica que os ambientes mais rígidos impunham. Notei então, que estas áreas acima descritas ofereciam maior liberdade de trabalho. Porém, notei também que em outros ambientes, essa liberdade praticamente inexiste, seja pela obrigato-riedadedofechamento(comoasaladeRaioX),sejapelaexigênciadeproximidade(atendimentodeurgência).

Fluxograma base do Ministério da Saúde.

Fluxograma proposto - é possível abrir e fragmentar sem comprometer o funcioonamento.

INSERÇÃO DO PROGRAMAFUNDAMENTAÇÃO DO PROGRAMA

Page 34: Caderno TGI

34

Comadefiniçãodeumequipamentodesaúdecomopro-grama, busquei referências que por algum motivo se destacassem das demais, neste âmbito.

Nessa investigação estudei algumas das obras de João FilgueirasLima(Lelé),eseumododeatuaçãonosprojetosdaRedeSarah. Lelé, em seu discurso, encara o hospital como um local de reabilitação, que para tal não pode ser recorrência do programa. Os hospitais de Lelé seriam monumentos de vida. Seus projetos se apoiamnaidéiadequeoambienteinfluencianotratamento,reduzin-do o stress. Como estratégia projetual, Lelé incorpora a natureza quan-do possível, e faz uso de cores e painéis artísticos para promover conforto visual. Comoprodutofinal,aobradeLelésedistanciadosobjeti-vos do estudo aqui desenvolvido, a medida que enfatiza a monumen-talidadeeestabeleceumformalismoquasequegratuito(Leléafirmaquesuaformatemfunção,poisabelezaéumafunção). Porém, como estratégia projetual algumas chaves aproxi-maram a obra de Lelé desta elaboração teórica. Essas chaves consistem na ampliação dos espaços cole-tivos e na produção de ambientes dinâmicos. Essa dinâmica resulta da composição formal, e da incorporação da luz e ventilação natural, que promovem a oscilação climática cotidiana, permitindo a percep-ção temporal,

Rede Sarah - Rio de Janeiro

Rede Sarah - Salvador

Rede Sarah - Fortaleza

INSERÇÃO DO PROGRAMAREFERÊNCIAS

Page 35: Caderno TGI

35

Outra referência analisada foi o Hospital de Veneza proje-tado por Le Corbusier em 1963. O projeto não chegou a ser realizado, devido a sua carga quase utópica. Trata-se do projeto de uma mega-estrutura que foi cha-mada de objeto-cidade. Essa estrutura gera interesse pela grande quantidade de pátios, que tem área quase equivalente aos espaços cobertos. Corbusier objetivava neste projeto uma nova forma de concepção dos hospitais. A circulação também gera interesse, devido a formação de estares no decorrer dos corredores, rompendo com a monotonia destes. Como Lelé, Corbusier também trabalha muito com a ilumi-nação natural.

Planta do projeto do Hospital de Veneza

Perspectiva do projeto do Hospital de VenezaIndicação da iluminação natural no projeto do Hospital de Veneza

INSERÇÃO DO PROGRAMAREFERÊNCIAS

Page 36: Caderno TGI
Page 37: Caderno TGI

ESTUDO DA ÁREA

Page 38: Caderno TGI

38

Um equipamento de saúde pública, seja qual for o seu por-te, sempre está integrado a um sistema, e sua implantação só se justificasehouverdemandaparaseusserviços. No caso de uma Unidade de Pronto Atendimento, os servi-çosprestadoscorrespondemaatendimentodeurgência(preferen-cialmente vinculado ao SAMU, pronto atendimento, exames básicos e eventuais necessidades particulares a cada área como atendimento psicológico e odontológico. As UPAs são subdivididas em 3 níveis, de acordo com a populaçãodesuaáreadecobertura:PorteI(50a100milhabitan-tes),PorteII(100a200milhabitantes)ePorteIII(acimade200milhabitantes). Para determinar qual o porte da UPA a ser desenvolvida, e quais os atendimentos a serem incorporados, fez-se necessária a definiçãodeumaárea. Entrando em contato com as Secretárias da Saúde de vá-rias cidades, e com o Ministério da Saúde, encontrei uma demanda bastante grande na cidade de Ribeirão Preto. A cidade não conta com nenhum equipamento deste tipo. No planejamento da cidade existe a previsão de implantação de três unidades nos próximos anos. A primeira delas na região Central, e as outras duas seriam na região Sul, e na região Norte. Apenas a da área central já tem terreno destinado. A área escolhida para o desenvolvimento deste estudo, foiaregiãoNorte,maisespecificamenteoBairroQuintinoFacci II.Apreferênciaporestaregiãoocorreupelasuamaiordefiêncianopronto atendimento, e distância dos hospitais que se concentram na região centro-sul. A região é ocupada em sua maioria pela classe média-bai-xa, e é afastada do centro e das demais regiões da cidade. A ligação entre esta área e o restante do município se dá por uma via rápida, a Via Expressa Norte.

Essa região abriga aproximadamente 130 mil pessoas, e tem seus serviços de Pronto Atendimento concentrados na Unidade BasicaDistritaldeSaúde(UBDS)que,comoressaltouorepresen-tante da secretaria de saúde local, Bruno Cobra, não tem estrutura para tal. O equipamento proposto atenderia toda a região, enqua-drando-se, então, como Unidade de Pronto Atendimento de porte II (100a200milpessoas). Quanto a incorporação de outros serviços, em meu estudo sobre a região encontrei a necessidade de unidades de atenção psi-cossocial. Neste sentido, comprovei uma demanda bastante grande, e constatei que um único consultório de psicologia dentro da UPA não seria suficiente para a área a ser atendida. Incorporei entãoà proposta, a coexistência de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Além do CAPS, incorporei também uma área para admi-nistração de saúde distrital, para coordenar os serviços da CAPS, da UPA e da UBDS, que, de acordo com a Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto, se transformará em um Ambulatório Médico de Es-pecialidades(AME),assimqueaUPAforimplantada. Além da ala administrativa, o projeto incorpora também umauditório, queficaria sobgerênciadaadministraçãodesaúdedistrital. As atividades ali desenvolvidas não se restringiriam a área da saúde, exigindo um acesso independente do equipamento. A escolha do terreno seguiu alguns critérios pré-estabele-cidos, como facilidade de acesso aos habitantes de toda a região, e ligação com pelo menos uma das vias estruturadoras da Zona Norte, facilitando uma eventual necessidade de locomoção aos hospitais da Zona Sul, e o acesso a ala de urgência da própria UPA. A área encontrada não demanda nenhuma desapropriação. Ela se situa no cruzamento de duas vias de distribuição da região e tem9,8milm².

ESTUDO DA ÁREADEFINIÇÃODAÁREA

Page 39: Caderno TGI

39

Apropostaédequeoequipamentoatendatodaaregiãonorte(aprox.130milpessoas).

ESTUDO DA ÁREAMAPEAMENTO

Page 40: Caderno TGI

40

Via Expressa Norte

AnelViário(ligadoaRodoviaAnhanguera)

Vias de estruturação do bairro

UBDS

Áreadoprojeto

ESTUDO DA ÁREAMAPEAMENTO

Page 41: Caderno TGI

41

ÁreasVerdes(Praça/Canteiro/Rotatória)

Habitação

Unidade Básica Distrital de Saúde

Áreadoprojeto

Escola de Ensino Fundamental

ESTUDO DA ÁREAMAPEAMENTO

Page 42: Caderno TGI

42

Incorporação da CAPS - Atualmente, os habitantes da região norte utilizam o atendimento pasicossocial da zona oeste, sobrecarregando-o.

ESTUDO DA ÁREADEMANDA DE ATENDIMENTO PSICOSSOCIAL

Page 43: Caderno TGI

43

Atualmente, a área é utilizada apenas como passagem .A imagem indica os caminhos mais comuns.

ESTUDO DA ÁREAUSOATUALDAÁREA

Page 44: Caderno TGI

44

Áreasdeinteresse(visualeintegração).

ESTUDO DA ÁREALEITURA DO ENTORNO

Page 45: Caderno TGI

45

Reconhecimento das barreiras visuais geradas pelos muros das re-sidênciasedaescola.A indicaçãodofluxo intensocomobarreiranão corresponde a existência de uma, mas a sua necessidade, para queseeviteocontatoimediatocomumaáreadefluxoautomotivointenso.

ESTUDO DA ÁREALEITURA DO ENTORNO

Page 46: Caderno TGI

46 ESTUDO DA ÁREALEITURA DO ENTORNO

Page 47: Caderno TGI

47 ESTUDO DA ÁREALEITURA DO ENTORNO

Page 48: Caderno TGI

48

Pronto atendimentoRecepção/EsperaSanitáriosTriagemSalas de consultaDepósito

UrgênciaDesembarque AmbulânciaSalas de UrgênciaSala de macas

Diagnóstico e TerapiaSuturaInalaçãoMedicaçãoCurativoRaio XColeta

ObservaçãoPosto de enfermagemSala de observaçãoQuarto individualSanitários

Apoio Técnico/LogísticoFarmáciaEquipamentosExpurgoEsterilizaçãoCaféCopa(funcionários)DepósitoLixo HospitalarNecrotérioAlmoxarifadoRoupariaGeradorGasesEmbarque funerárioQuarto(descanso)Estar(funcionários)Vestiário(funcionários)Sanitários

AdministraçãoDireçãoReuniãoCoordenaçãoArquivo Médico

-------48-------18--------9-------40-------2,2

-------21-------60-------4,3

------10,8------14,4-------30------10,8-------23-------8

-------10------102-------28------14,4

- - - - - - -4-------15-------8-------5,4-- - - - - -4-------14-------2,2-------5,4-------14-------10-------10-----23,8------8,6-------21-------40------- 1 1-------30-------6,4

-------12-------16-------20-------12

Descriçãodosrequisitosbásicos(áreasmínimas)paraaimplanta-çãodeumaUnidadedeProntoAtendimentodeNívelII(100a200milhabitantes).Definiçãodoporteapósanálisedaárea.

ESTUDO DA ÁREADIMENSIONAMENTO DO PROGRAMA

Page 49: Caderno TGI

49

Descriçãodosrequisitosbásicos(áreasmínimas)paraaimplanta-çãodeumCentrodeAtençãoPsicossocialdeNívelII(70a200milhabitantes).

Recepção/EsperaEstar(coberto)Estar(arlivre)RefeitórioCozinha(opcional)Salas multiusoSanitáriosDepósito/FarmáciaAtendimento Individual

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 2 5- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 2 0- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - l i v r e- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 3 0- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 2 0- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 8 0- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 1 2- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 4- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 3 0

Assistênciaprestada:- Atendimento individual- Atendimento em grupos-Atividadesemoficinasterapêuticas- Visitas domiciliares- Atendimento à família- Atividades comunitárias- 1 refeição para pacientes assistidos em 1 turno e 2 refeições para pacientes assistidos em 2 turnos.

ESTUDO DA ÁREADIMENSIONAMENTO DO PROGRAMA

Page 50: Caderno TGI
Page 51: Caderno TGI

DESENVOLVIMENTO

Page 52: Caderno TGI

52

As primeiras tentativas de implantação ainda estavam muito presas a questões técnicas, como acesso da ambulância, e a disposição mantinha-se muito restrita a lógica do programa.

DESENVOLVIMENTOESTUDOS DE IMPLANTAÇÃO

Page 53: Caderno TGI

53

A disposição do programa passa a ser estudada a partir das áreas de interesse obtidas no levantamento.

DESENVOLVIMENTOESTUDOS DE IMPLANTAÇÃO

Page 54: Caderno TGI

54

O trabalho com tridimensionalização buscou gerar o todo apartir dos espaços criados.

DESENVOLVIMENTOESTUDOS DE IMPLANTAÇÃO

Page 55: Caderno TGI

55

Primeira planta completa gerada pelo processo.

DESENVOLVIMENTOESTUDOS DE IMPLANTAÇÃO

Page 56: Caderno TGI
Page 57: Caderno TGI

57

Após alguns estudos, passei a trabalhar com maquete eletrônica, para obter maior precisão nas dimensões e melhor visualização dos espaços criados.

DESENVOLVIMENTOESTUDOS DE IMPLANTAÇÃO

Page 58: Caderno TGI

58

As tentaivas desta etapa do desenvolvimento acabaram ficandomuitopresasaumamalhaortogonal, queaofinal,mesmocriando ambiências, gerava um produto com fraca relação com o entorno, opondo-se ao que se pretendia a partir do desenvolvimento conceitual. Percebendo isso, o passo seguinte foi uma reformulação da entrada no projeto.

DESENVOLVIMENTOESTUDOS DE IMPLANTAÇÃO

Page 59: Caderno TGI

59

Buscando aproximar o objeto da sua área, e tornar mais nítida a leitura que o projeto faz do local, tridimensionalizei as bar-reirasdefinidasnolevantamento,ecrieiumvolumecomaberturaspara as áreas de interesse.

Elevação das barreiras visuais e de integração.

Criação de uma cobertura partindo da tridimensionalização das barreiras

Aberturafrontaldovolume-orientadaparaoBoulevard(áreadeinteresse)

DESENVOLVIMENTOPRODUÇÃO ATUAL

Page 60: Caderno TGI

60

Após a produção deste grande volume, busquei dispor volumesmenores,comáreasuficienteparaa implantaçãodopro-grama. Passei a trabalhar também com as possibilidades de abrir a cobertura do volume maior.

Dispostos os volumes, passei então a moldá-los conforme o interesse gerado pela leitura da área. A orientação para uma das praçasjustificouorompimentocomoânguloreto(remetendoaSou-todeMoura).

DESENVOLVIMENTOPRODUÇÃO ATUAL

Page 61: Caderno TGI

61

O objeto não se transforma em obstáculo, mantendo a pas-sagem de pedestres, que fazem uso da área, por esta ser o meio mais rápido de acesso as principais vias da região, e aos serviços e comércio dispostos nestas.

A passagem que liga os cu-de-sac ao boulevard também é mantida, e integrada ao caminho localizado atrás da escola. Estas passagens se tornam vias peatonais de acesso ao auditório, sem a necessidade de atravessar o equipamento.

DESENVOLVIMENTOPRODUÇÃO ATUAL

Page 62: Caderno TGI

62

A movimentação de uma das 3 barreiras iniciais, per-mitiu a abertura de áreas de estar entre o objeto e as laterais de residência. Essas áreas auxiliam no rompimento com o corredor que havia se formado entre o objeto e os muros das residências. Somando-seaisso,oauditórioficadeslocadodorestan-te do volume, ganhando maior liberdade para o desenvolvimento de seu acesso.

DESENVOLVIMENTOPRODUÇÃO ATUAL

Page 63: Caderno TGI

63

Seguindoestalógicademodificarosvolumesetambémasbarreiras, acabei por incorporá-las aos volumes. Mantenho a praça gerada pela torção da barreira, e crio uma outra para romper de vez com o corredor. Trabalho a mesma lógica na parte interna, resguardando os serviços de Urgência em um bloco mais sólido de forma pura, e trabalhando com torções no volume no restante das áreas, gerando estares a serem incorporados pelo programa como salas de espera, café, e repouso dos funcionários na UPA; e como oficinas e salasmultiuso no CAPS. O auditório, assim como a administração ainda demandam algum esforço no sentido de organizá-los, e ainda são representados por blocos. O edifício, mesmo exposto a torções e deformações gera-dos pela busca de enqudramentos da paisagem, mantém os requisi-tos de funcionalidade do equipamento de saúde que o ocupa. Essa movimentação dos volumes gera uma terceira praça (considerando-seosdoisestarespróximosaosmurosderesidên-cia).Essapraçaéenglobadapeloobjeto,transformando-seemumaespécie de paisagem interior. Junto a escola, ao lado do passeio que leva ao auditório, um outro cu-de-sac é implantado, para o estacionamento de automóveis.

DESENVOLVIMENTOPRODUÇÃO ATUAL

Page 64: Caderno TGI

64

As três praças geradas pela deformação do volume.

DESENVOLVIMENTOPRODUÇÃO ATUAL

Page 65: Caderno TGI

65

Principais vistas do projeto.

Page 66: Caderno TGI
Page 67: Caderno TGI

67 DESENVOLVIMENTOPRODUÇÃO ATUAL

A área de estar dos funcionários se abre para a praça pré-existente.

Asaladeespera(áreademaiorpermanência)temaber-turas para integração com as 3 praças criadas pela deformação do volume, gerando a opção de uma espécie de espera a céu aberto. Asaladeesperaparaexames(partesuperiordaimagem),eorefeitóriodoCAPS(parteinferior)abrem-separaapraçain-terna.

AsaladeesperadoCAPS,esuasoficinastemaberturavoltada para o passeio situado atrás da escola.

Page 68: Caderno TGI

Oprojetoencontra-seemumestágioderefinamentodasaberturasestabelecidas, e de organização da área da administração e do audi-tório. A guia para este desenvolvimento continua sendo as relações geradas pelas aberturas. O dimensionamento mais preciso destas aberturas também insere-se nesta etapa do processo.

Page 69: Caderno TGI

69 BIBLIOGRAFIA

JORGE, Luis Antônio. O desenho da janela.SãoPaulo:Annablume,1995.

MOURA, E. S. Eduardo Souto de Moura : conversas com estudantes.Barcelona:GustavoGili,c2008.

_________. Eduardo Souto de Moura : temi di progetti.Milano:Skira,c1999.

ElCroquisnº146:SoutodeMoura.Madrid,ElCroquisEditorial,2005-2009.

PRINCIPAIS REFERÊNCIAS.

Page 70: Caderno TGI

70