Cdigo de Organizao e Diviso Judicirias Do Estado Do Paran

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CDIGO DE ORGANIZAO E DIVISO JUDICIRIAS DO ESTADO DO PARAN LEI N 14.277 DE 30/12/2003 DOE N 6636 DE 30/12/2003

Dispe sobre a Organizao e Diviso Judicirias do Estado do Paran e adota outras providncias. A Assemblia Legislativa do Estado do Paran decretou e eu sanciono a seguinte lei: CDIGO DE ORGANIZAO E DIVISO JUDICIRIAS DO ESTADO DO PARAN DISPOSIO PRELIMINAR Art. 1. Este Cdigo dispe sobre a Organizao e Diviso Judicirias do Estado do Paran e disciplina a constituio, a estrutura, as atribuies e a competncia do Tribunal de Justia, de Juzes e dos Servios Auxiliares, observados os princpios constitucionais que os regem (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). 1. So regentes do presente cdigo, dentre outros os seguintes princpios constitucionais: I II III IV V legalidade: impessoalidade; moralidade; publicidade; eficincia.

2. Alm dos princpios (LIMPE) referidos no pargrafo anterior, tambm se aplicam presente lei, os seguintes: I II III IV V VI probidade; motivao; finalidade; razoabilidade; proporcionalidade; ...Vetado...;

VII VIII

interesse pblico; modicidade das custas e emolumentos. SEMPRE CAI!!!

3. Na constituio e alterao das atribuies e competncia dos Tribunal de Justia, de Juzes e dos Servios Auxiliares, devero ser observados, alm dos princpios previstos nos pargrafos anteriores, os critrios de democratizao da gesto e do acesso Justia, qualificao permanente, efetividade e celeridade (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). 4. Os aludidos princpios e critrios so condies de aplicao e hermenutica, vedada a sua afastabilidade, sob pena de nulidade absoluta, decretvel de ofcio. 5 . Ficam estatizadas as serventias do foro judicial, inclusive as criadas por esta lei, respeitados os direitos dos atuais titulares. 6. O Poder Judicirio, observadas as suas disponibilidades financeiras e oramentrias, encaminhar mensagem Assemblia Legislativa dispondo sobre o Quadro de Servidores e respectivos vencimentos, para cumprimento do disposto no pargrafo anterior. 7. A administrao da Justia exercida pelo Poder Judicirio. LIVRO I ORGANIZAO JUDICIRIA TTULO I ORGANIZAO JUDICIRIA CAPTULO NICO RGOS DO PODER JUDICIRIO Art. 2. So rgos do Poder Judicirio do Estado: SEMPRE CAI!!! I- o Tribunal de Justia; II - Revogado; (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). III - os Tribunais do Jri; IV - os Juzes de Direito; V - os Juzes de Direito Substitutos de entrncia final; VI - os Juzes Substitutos; VII - os Juizados Especiais; VIII - os Juzes de Paz. Pargrafo nico. Para executar decises ou diligncias que ordenarem, podero os tribunais e Juzes requisitar o auxlio da fora pblica.

Art. 3. vedada a convocao ou a designao de Juiz de primeiro grau para exercer cargo ou funo no Tribunal de Justia, ressalvada a substituio de seus integrantes e o auxlio direto ao Presidente do Tribunal de Justia, dos Vice-Presidentes, do CorregedorGeral da Justia e do Corregedor-Adjunto, em matria administrativa, jurisdicional e correcional, pelo prazo de dois (2) anos, permitida uma reconduo (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). 1. O Presidente do Tribunal de Justia poder designar Juzes de Direito da Comarca da Regio Metropolitana de Curitiba para atuarem junto aos rgos superiores do Tribunal de Justia, nos termos do caput deste artigo. 2. As designaes a que se refere o pargrafo anterior no implicaro vantagem pecuniria aos Juzes designados, salvo o ressarcimento de despesas de transporte e o pagamento de dirias, sempre que estes tiverem que se deslocar da sede. TTULO II TRIBUNAL DE JUSTIA CAPTULO I COMPOSIO Art. 4. O Tribunal de Justia, rgo mximo do Poder Judicirio estadual, composto por cento e vinte (120) Desembargadores, tem sede na Capital e jurisdio em todo o territrio do Estado (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). Art. 5. Os Juzes de ltima entrncia sero promovido ao cargo de Desembargador pelo Presidente do Tribunal de Justia nas vagas correspondentes respectiva classe, por antigidade e merecimento, alternadamente, observado o disposto no artigo 6 deste Cdigo (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). 1. No caso de antigidade, apurada na ltima entrncia, o Tribunal de Justia somente poder recusar o Juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois teros (2/3) de seus membros, conforme procedimento prprio e assegurada ampla defesa, repetindo-se a votao at fixar-se a indicao (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). 2. Tratando-se de vaga a ser provida pelo critrio de merecimento, a promoo recair no Juiz que for includo na lista trplice organizada pelo Tribunal de Justia e com o maior nmero de votos, sem prejuzo dos remanescentes mantidos em lista e observado o disposto no art.93, II, letras "a" e "b", da Constituio Federal. 3. No ser promovido o Juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder alm

do prazo legal, no podendo devolv-lo ao cartrio sem o devido despacho ou deciso (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). Art. 6. Um quinto (1/5) (24) dos lugares do Tribunal de Justia ser composto de membros do Ministrio Pblico, com mais de dez (10) anos de carreira, e de advogados de notrio saber jurdico e de reputao ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sxtupla pelos rgos de representao das respectivas classes (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). 1. Sendo mpar o nmero de vagas destinadas ao quinto constitucional, uma delas ser alternada e sucessivamente preenchida por membro do Ministrio Pblico e por advogados, de tal forma que, tambm sucessiva e alternadamente, os representantes de uma dessas classes superem os da outra em uma unidade (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). 2. Quando resultar em frao o nmero de vagas destinadas ao quinto constitucional, corresponder ela ao nmero inteiro seguinte (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). 3. Recebidas as indicaes, o Tribunal de Justia formar lista trplice, enviando-a ao Poder Executivo, que, nos vinte (20) dias subseqentes, escolher um de seus integrantes para nomeao (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). Art. 7. Verificada vaga de Desembargador, a ser preenchida por magistrado de carreira, o Presidente do Tribunal de Justia convocar o rgo competente para o preenchimento do respectivo cargo (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). Pargrafo nico. Se a vaga de Desembargador destinar-se ao quinto constitucional, o Presidente do Tribunal de Justia oficiar ao rgo de classe a que couber a vaga para os fins do artigo 6 (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). CAPTULO II FUNCIONAMENTO Art. 8. O Tribunal de Justia dirigido pelo Presidente, pelos Vice-Presidentes, Corregedor-Geral da Justia e Corregedor Adjunto. 1. Vetado (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). 2. No figurar mais entre os elegveis quem tiver exercido o cargo de Presidente ou quaisquer outros cargos de direo, pelo perodo de quatro (4) anos, at que se esgotem

todos os nomes na ordem de antigidade, salvo quando houver recusa manifestada por um elegvel e aceita antes da eleio. 3. O disposto no pargrafo anterior no se aplica aos Desembargadores eleitos para qualquer dos cargos da cpula diretiva, com a finalidade de completar perodo de mandato inferior a um (1) ano. Art. 9. Vagando a Presidncia, o 1 Vice-Presidente a exercer pelo perodo restante, se inferior a seis (6) meses. 1. Caracterizada a hiptese supra, tratando-se da 1 Vice-Presidncia ou da Corregedoria-Geral da Justia, o cargo ser exercido, respectivamente, pelo 2 VicePresidente e pelo Corregedor Adjunto, para perodo restante, quando inferior a seis (6) meses. 2. Se, entretanto, a vacncia de quaisquer cargos descritos se der em razo de o eleito no ter assumido o correspondente cargo diretivo na oportunidade prevista pelo Regimento Interno do Tribunal de Justia, nova eleio dever ser realizada, para o preenchimento daquela funo, observando-se o que dispuserem as normas regimentais. Art. 10. O Tribunal de Justia funcionar em Tribunal Pleno, rgo Especial, Conselho da Magistratura e em rgos fracionrios, na forma que dispuserem a lei e o Regimento Interno (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). Pargrafo nico. O Presidente, os Vice-Presidentes, o Corregedor-Geral da Justia e o Corregedor Adjunto no integraro Cmaras ou Grupos de Cmaras. Art. 11. O Tribunal de Justia constituir comisses internas, permanentes ou no, cuja composio, atribuies e funcionamento sero disciplinados no Regimento Interno. CAPTULO III TRIBUNAL PLENO E RGO ESPECIAL Art. 12. O Tribunal Pleno e o rgo Especial tero sua competncia estabelecida no Regimento Interno. CAPTULO IV CONSELHO DA MAGISTRATURA Art. 13. O Conselho da Magistratura, do qual so membros natos o Presidente do Tribunal de Justia, o 1 Vice-Presidente e o Corregedor-Geral da Justia, compe-se de

mais quatro (4) Desembargadores eleitos (redao alterada pela Lei n 14.925 de 24/11/2005 DOE n 7109 de 25/11/2005). 1. A eleio ser realizada na mesma sesso em que for eleito o corpo diretivo do Tribunal de Justia, com mandato coincidente com o deste. 2. O Conselho da Magistratura ter suas atribuies estabelecidas no Regimento Interno. CAPTULO V CORREGEDORIA-GERAL DA JUSTIA Art. 14. A Corregedoria-Geral da Justia, que tem como incumbncia a inspeo permanente dos Magistrados, das serventias do foro judicial e dos servios do foro extrajudicial, ter sua competncia e atribuies estabelecidas no Regimento Interno. TTULO III ATRIBUIES E COMPETNCIA DOS DIRIGENTES DO TRIBUNAL DE JUSTIA