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DOCUMENTO PROTEGIDO PELA LEI DE DIREITO · PDF file TRANSPORTES: OS CUSTOS LOGÍSTICOS NO BRASIL ... altos custos dos transportes no Brasil, custos estes causados por anos de abandono

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  • UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

    PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”

    AVM FACULDADE INTEGRADA

    TRANSPORTES

    Por: EDUARDO CERQUEIRA FERRARO

    Orientador

    Prof. Jorge Tadeu Vieira Lourenço

    Rio de Janeiro

    2015

    DO CU

    ME NT

    O PR

    OT EG

    ID O

    PE LA

    LE I D

    E DI

    RE ITO

    A UT

    OR AL

  • 2

    UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

    PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”

    AVM FACULDADE INTEGRADA

    TRANSPORTES: OS CUSTOS LOGÍSTICOS NO BRASIL

    Apresentação de monografia à AVM Faculdade Integrada

    como requisito parcial para obtenção do grau de especialista

    em Logística Empresarial.

    Por: Eduardo Cerqueira Ferraro.

  • 3

    AGRADECIMENTOS

    ....aos amigos da graduação Ana Maria

    Firmino, Ana Mara, David Andrade, Elizabeth

    Queiróz, Joyce Mara, Thaísse Palma, João

    Luiz, Luciana Vittola, Rogério, Meire Ellen e

    todos os integrantes do grupo de estudo, à

    bibliotecária Elaine, à minha mãe, à Jaqueline

    pela compreensão, à extinta empresa EP

    Energy do Brasil Ltda por todo o apoio

    acadêmico e financeiro, ao motorista Alexandre

    Odimar pelos suportes, ao Yago Luan e Jorge

    Lucas.

  • 4

    DEDICATÓRIA

    .....dedica-se a Deus primeiramente, aos mestres

    da AVM Cândido Mendes, que me ajudaram à

    enriquecer mais o meu capital intelectual e aos

    mestres da graduação Mancildo Moreira, Pedro

    Paulo, Sônia, Davi Terezino, Renato Souza,

    Adriana Amadeu e Carlos Soares, que iniciaram

    este processo.

  • 5

    RESUMO

    O presente trabalha tem por finalidade apresentar os impactos causados pelos

    altos custos dos transportes no Brasil, custos estes causados por anos de abandono e

    falta de investimentos nas malhas de transporte do país por parte das autoridades,

    sobretudo nas malhas mais importantes como às rodovias e ferrovias, além de sinalizar

    o quão estes custos influem na economia do país e principalmente no preço final que é

    pago pelo consumidor.

  • 6

    METODOLOGIA

    A metodologia utilizada para o desenvolvimento deste trabalho acadêmico foi

    composto por pesquisas bibliográficas, pesquisas em jornais, em revistas, pesquisa de

    campo, em sites, revistas eletrônicas e artigos.

  • 7

    SUMÁRIO

    INTRODUÇÃO 09

    CAPÍTULO I - CUSTO BRASIL 10

    CAPÍTULO II - TRANSPORTE 16

    CAPÍTULO III - OS MODAIS DE TRANSPORTE 20

    3.1 Transporte rodoviário 21 3.2 Transporte ferroviário 25 3.3 Transporte aquaviário 29 3.3.1 Cabotagem 34 3.3.2 Fluvial 36 3.3.3 Os portos 37 3.3.4 Regulação dos portos – lei dos portos 41 3.4 Transporte dutoviário 46 3.5 Transporte aéreo 47 3.6 Transporte multimodal e intermodal 52 CAPÍTULO IV - AS CONCESSÕES E OS IMPACTOS NOS MODAIS 55 4.1 As concessões e os impactos no modal rodoviário 56 4.2 As concessões e os impactos no modal ferroviário 61 4.3 As concessões e os impactos no modal aquaviário 70 ANEXO I 74 ANEXO II 78

  • 8

    ANEXO III 83 QUSTIONÁRIO 87 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 88 ÍNDICE 90 LISTA DAS TABELAS 92

  • 9

    INTRODUÇÃO

    O tema do presente trabalho está relacionado ao transporte de cargas em geral

    no Brasil e os custos à eles pertencentes. Como é do conhecimento de todos os

    brasileiros, conhecimento tácito e explícito, onde em sua grande maioria, caminhões

    cruzam nossas caras e perigosas estradas de norte à sul do país, diariamente, 24

    horas por dia, levando e trazendo tudo o que é consumido e utilizado pelas

    comunidades, sobretudo os de natureza alimentícia, “perecíveis” como os legumes e as

    verduras, as frutas ainda verdes, pois se maduras saírem do destino inicial, chegarão

    sem condições de comercialização ao destino final, animais ainda na fase adolescente,

    sem atingirem à idade adulta como é caso dos frangos; ou seja; produtos classificados

    como de baixo valor comercial, porém, entendo que são de alto valor e, os produtos de

    alto valor comercial tais como jóias e eletrônicos, vão por aviões, correndo risco

    apenas nos pequenos trechos das estradas.

    Assim sendo, o transporte de cargas mais utilizado no país, o transporte

    terrestre, é visto pelas empresas como careiro devido aos altos preços que são

    ofertados aos fretes e, os operadores logísticos acabam se tornando vilões, pois

    precisam repassar esses custos as empresas, clientes e consequentemente ao

    consumidor final, cobrando um determinado valor, de modo que atenda as suas

    necessidades internas tais como o pagamento de taxas, impostos, salários dos

    funcionários, pedágios, seguro da carga e manutenção de seus veículos por exemplo

    e, por fim, garantirem o objetivo de seu dono e/ou investidor, o lucro. Todos estes ítens

    listados, alinhados em sua grande maioria as péssimas condições das estradas

    brasileiras, aos altos e extensos encargos trabalhistas e a cadeia logística não muito

    confiável por ainda não ser 100% eficiente devido aos gargalos, fizeram surgir um

    fenômeno denominado Custo Brasil.

  • 10

    CAPÍTULO I

    O CUSTO BRASIL

    Segundo o Portal dos Administradores, “Freqüentemente calculado, este custo

    geralmente dá origem às despesas com fretes que a empresa vê na nota fiscal ou que

    já está incluído no preço. Todas as despesas relacionadas à movimentação de

    materiais fora da empresa podem ser consideradas custos com Transportes.

    Enquadram-se aqui os custos com a depreciação dos veículos, pneus, combustíveis,

    custo de oportunidade dos veículos, manutenção, etc. Uma vez identificado quais são

    os custos logísticos, as empresas devem atentar para aqueles que geralmente não são

    computados por serem quase imperceptíveis. Há décadas, o transporte de cargas em

    nosso país depende basicamente do modo rodoviário, fato que causa um grave

    desequilíbrio na matriz de transporte brasileira, visto que a fatia de mercado desse

    modal está acima de 60%”.

    Curiosamente, vivemos num país rodoviarista que quase não possui rodovias,

    uma vez que apenas 10% de nossas estradas são pavimentadas, ou seja, irrisórios 165

    mil km. Os EUA possuem 5,2 milhões de km de rodovias pavimentadas, 31,5 vezes

    mais que o Brasil. Além disso, apenas 20% das rodovias brasileiras podem ser

    consideradas boas ou ótimas. As estradas restantes apresentam precariedade

    contundente, com pavimentos em notória decomposição, sinalizações inexistentes e

    traçados perigosos, onde ocorrem, anualmente, mais de 20 mil mortes por acidentes.

    Para piorar a situação, não há policiamento adequado e nossas rodovias são palcos de

    emboscadas, assaltos, e roubos de cargas. Além de não contarmos com rodovias

    decentes, quase não possuímos ferrovias. Nossa rede ferroviária, responsável por 20%

    da matriz de transporte, possui apenas 29 mil km de extensão, contra 245 mil dos EUA

    e 73 mil do Canadá, países do mesmo porte territorial do Brasil. A Argentina, três vezes

    menor que o Brasil, possui 34 mil km de ferrovias. Já vimos que não temos rodovias