DOV - Conhecimentos T©cnicos 15 a 19 - Gilbert

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Text of DOV - Conhecimentos T©cnicos 15 a 19 - Gilbert

  • Conhecimentos Tcnicos Gilbert S Botelho

  • Conhecimentos Tcnicos Roteiro

    Captulo 15 Sistema de lubrificao

    Captulo 16 Sistema de resfriamento

    Captulo 17 Sistema eltrico

    Captulo 18 Sistema de ignio

    Captulo 19 Hlices

  • Fontes de Estudo

    RBHA 65 Agncia Nacional de Aviao Civil (ANAC)

    RBAC 121 ANAC

    Aeronaves e Motores Conhecimentos Tcnicos Jorge M. Homa

    Aircraft Systems Chapter 6 U.S. Department of Transportation FAA Flight Standards Service Federal Aviation Administration (FAA)

    FAA-H-8083-32 - Aviation Maintenance Technician Handbook Powerplant

    Volume 1 & 2 U.S. Department of Transportation FAA Flight Standards Service

  • 15. Sistema de lubrificao

    Princpio da Lubrificao Duas superfcies metlicas em contato atrito, mesmo quando polidas. impossvel eliminar as asperezas microscpicas das mesmas.

    Quando utilizamos um leo lubrificante entre essas superfcies, como no mancal, forma-se uma fina pelcula de leo que mantm as peas separadas (atua como uma almofada). Isso elimina o desgaste e o

    funcionamento torna-se mais fcil porque o atrito interno do leo pequeno.

    Funes lubrificantes do leo Lubrificao das peas mveis + resfriar o motor

  • Sistema de lubrificao Principais propriedades do leo lubrificante

    Viscosidade

    - a resistncia que o leo oferece ao escoamento. Frio > viscosidade Calor < viscosidade Por isso a temperatura do leo deve ser mantida dentro de determinados limites. - O leo selecionado para lubrificao do motor da aeronave deve ser leve o suficiente para circular livremente em temperaturas frias, mas pesado o suficiente para proporcionar a pelcula de leo apropriado em funcionamento do motor. - Classificao SAE (Society of Automotive Engineers) um mtodo muito utilizado, que classifica os leos em sete grupos: SAE1O, SAE2O, SAE3O, SAE4O, SAE5O, SAE6O e SAE7O, na ordem crescente de viscosidade. Classificao para Aviao Tem uma classificao comercial prpria, indicada atravs de nmeros: 65, 80, 100, 120 e 140. - Qual tipo de leo se usa no inverso da Rssia a -18C?

  • Sistema de lubrificao Principais propriedades do leo lubrificante

    Ponto de congelamento

    a temperatura em que o leo deixa de escoar. Um bom leo tem baixo ponto de congelamento permitindo que o motor possa partir e funcionar em baixas temperaturas.

    Ponto de fulgor

    a temperatura em que o leo inflama-se momentaneamente quando em contato com uma chama. Um bom leo tem alto ponto de fulgor, para tornar possvel a lubrificao em temperatura elevada.

    Fluidez Indica a facilidade em fluir. O leo lubrificante deve ter elevada fluidez, para circular facilmente pelo motor

    Estabilidade O leo deve ser estvel, isto , no deve sofrer alteraes qumicas e fsicas durante o uso. Na realidade, como as alteraes so inevitveis so estabelecidas tolerncias atravs de normas (padres ASTM, MIL, etc).

    Neutralidade Indica a ausncia de acidez no leo. Os cidos, se presentes, atacam quimicamente as peas do motor, causando corroso.

    Oleosidade Indica a capacidade do leo aderir superfcie. Um leo com boa viscosidade e boa formao de filme lubrificante seria intil se no for capaz de aderir bem s superfcies das pea.

  • Sistema de lubrificao Aditivos

    So substncias qumicas adicionadas ao leo para melhorar as suas qualidades.

    Anti-oxidantes Detergentes Anti-espumantes

    Melhoram a estabilidade qumica do leo, reduzindo a oxidao, que a combinao do leo com o oxignio do ar, formando substncias corrosivas, borras e outras substncias nocivas.

    Servem para dissolver as impurezas que se depositam nas partes internas do motor.

    Servem para evitar a formao de espuma, que provoca falta de leo nas peas a serem lubrificadas.

    Os aditivos e o prprio leo perdem suas propriedades com o uso, e por isso precisam ser trocados periodicamente.

  • Sistema de lubrificao Sistemas de lubrificao

    Por Salpique

    O leo espalhadado dentro do motor pelo movimento das peas. A vantagem da lubrificao por salpique a simplicidade. Em muitos motores, porm, h peas de difcil acesso, que s podem ser lubrificadas por um sistema mais complexo.

    Por Presso

    O lubrificante impulsionado sob presso para as diversas partes do motor, atravs de uma bomba de leo. Todas as partes do motor no trajeto do leo so lubrificadas. Este um sistema eficiente, porm, demasiadamente complexo.

    Lubrificao mista

    Este o sistema empregado na prtica, e consiste em lubrificar algumas partes por salpique (cilindros, pinos de pistes, etc) e outras por presso (eixo de manivelas, eixo de comando de vlvulas, etc).

    Lubrificao dos cilindros O leo atinge as paredes internas do cilindro, abaixo do pisto, por salpique. O excesso de leo no cilindro durante a combusto prejudicial, sendo por isso eliminado pelo anel de lubrificao.

  • Sistema de lubrificao Componentes do sistema de lubrificao

    Reservatrio

    Crter molhado Crter seco

    Radiador de leo Quando a temperatura do leo sobe acima de um determinado limite, abre-se um termostato (vlvula que funciona com o calor), fazendo o leo passar por um radiador. O radiador recebe o vento da hlice. O leo entra no radiador com baixa viscosidade e alta temperatura e, ao sair, estar mais frio e mais viscoso.

  • Sistema de lubrificao Componentes do sistema de lubrificao

    Bomba de leo So geralmente do tipo de engrenagens. Elas recebem diferentes nomes, conforme suas finalidades. Os tipos principais so: bomba de Presso ou (de Recalque) retira o leo do reservatrio e o envia sob presso para o motor; e, bomba de Recuperao (ou de Retorno) retira o leo que circulou no motor e leva-o para o reservatrio.

    Filtro Serve para reter as impurezas do leo, atravs de uma fina tela metlica, discos rachurados ou papelo especial corrugado. O filtro deve ser periodicamente limpo ou substitudo antes que o seu elemento filtrante fique obstrudo. O tipo de filtro mais utilizado nos avies leves o descartvel, de formato semelhante ao dos automveis.

  • Sistema de lubrificao Componentes do sistema de lubrificao

    Decantador Em alguns avies, o leo que circulou pelo motor escoa por gravidade at um pequeno tanque chamado decantador ou colhedor. A seguir, o leo passa por um filtro e uma bomba o envia ao reservatrio. Em muitos avies no existe decantador, pois o prprio reservatrio desempenha sua funo.

    Vvulas No sistema de lubrificao existem muitos tipos de vlvulas que controlam o fluxo do leo. a) Vlvula reguladora de presso colocada na linha para evitar que a presso do leo ultrapasse um determinado valor; b) Vlvula unidirecional esta vlvula d livre passagem ao leo num sentido e impede o fluxo no sentido contrrio; c) Vlvula de contorno ou by-pass uma vlvula que abre-se acima de uma determinada presso, com a finalidade de oferecer um caminho alternativo para o leo.

  • Sistema de lubrificao Instrumentos do sistema de lubrificao

    Servem para verificar o bom funcionamento do sistema de lubrificao e detetar anormalidades.

    Manmetro de leo Este o primeiro instrumento a ser observado durante a partida do motor.

    Na partida com o motor frio a presso poder ultrapassar o limite de presso porque o leo est muito mais viscoso do que na temperatura normal de funcionamento. Se isso no acontecer dentro de 30 segundos de funcionamento (ou 60 segundos em tempo muito frio), deve-se parar imediatamente o motor, pois isso indica uma possvel falha no sistema de lubrificao.

    Termmetro do leo O aquecimento gradual ao leo pode ser observado no termmetro de leo. O piloto s deve acelerar o motor para decolar se o termmetro estiver indicando um valor mnimo recomendado pelo fabricante do motor.

  • 16. Sistema de resfriamento

    A eficincia do motor trmico tanto maior quanto maior a temperatura da combusto. Mas o calor produzido aquece os cilindros do motor, podendo prejudicar o funcionamento e causar danos. Da surge a necessidade do resfriamento ou arrefecimento do motor.

    Danos em consequncia do superaquecimento

  • Sistema de resfriamento

    Resfriamento a lquido Os cilindros so resfriados por um lquido (gua ou etileno-glicol) O resfriamento a lquido proporciona melhor transferncia de calor e melhor controle e estabilizao da temperatura Os motores podem ter tolerncias (folgas) menores Desvantagens: maior custo, complexidade e peso.

    Resfriamento a ar Sistema de arrefecimento mais utilizado simples, leve e barato Desvantagens : maior dificuldade de controle de temperatura e a tendncia ao superaquecimento Folgas maiores entre as peas Os cilindros e suas cabeas possuem alhetas de resfriamento para facilitar a transferncia de calor Podem ser usados ainda os defletores e flapes de arrefecimento.

  • Sistema de resfriamento Controle de temperatura

    Para reduzir a temperatura, o piloto pode lanar mo dos seguintes recursos:

    a) Abrir flapes de arrefecimento, se houver, para aumentar o fluxo do ar de arrefecimento; b) Reduzir potncia, para diminuir o calor produzido nos cilindros; c) Aumentar a velocidade de voo, a fim de aumentar o fluxo de ar sobre o motor (todavia sem aumentar a potncia, isto , o avio deve iniciar uma descida ou deixar de subir); e, d) Usar mistura rica, se for possvel. O excesso de combustvel resfriar o motor, apesar de aumentar o consumo.

  • 17. Sistema de eltrico

    A maioria das aeronaves esto equipadas com um sistema de corente eltrica contnua.

    Um sistema eltrico bsico de aeronaves consiste nos seguintes componentes:

    Bateria / Diodo / Dis