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Alepa junto com o povo do oeste Comércio passa por fiscalização Técnicos do BID visitam Bragança Alepa realiza mais uma ação itinerante com Sessão Especial do projeto ”Assembleia Junto com o Povo”, desta vez, no oeste paraense, de onde os deputados conheceram mais de perto a realidade da região, que não é diferente do restante do Estado. Além das lideranças de Santarém e Oriximiná, os parlamentares dialogaram com representantes de outros municípios da Calha Norte, como Óbidos e Terra Santa. Pag 03. Estabelecimentos comerciais são fis- calizados pelo Procon durante a pri- meira quinzena de agosto, em Bragan- ça. As visitas dos fiscais ocorreram em diversos segmentos do comércio, tais como postos de combustíveis, lojas de confecções, supermercados, panifica- doras, restaurantes. O coordenador da operação, Leandro Pina, explicou que o trabalho de fiscalização itinerante é uma prática do órgão em municípios, em todo o Estado, onde não há escri- tórios do Procon, como é o caso de Bragança. Pag 04. Técnicos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) visitam Bragança na manhã de quinta-feira, 08, quando foram conhecer as insta- lações do Mercado de Peixe, além do potencial turístico do municí- pio, acompanhados por secretários municipais e técnicos das pastas de Pesca e de Tributos. Pag 04. ALEPA NO OESTE PROCON INVESTIMENTOS OS DEPUTADOS NA CÂMARA municipal de Santarém para produção musical mar- cam a passagem do projeto Conexão Bragança, para celebrar os 400 anos de fundação do município, com dois dias de arte, quando artistas paraenses agitaram a Estação Cultural Armando Bordallo. Pag 02. entre os times de futsal, Bra- gança se prepara para assistir aos 45º Jogos da Semana da Pátria, o maior evento cívico e desportivo da região bragantina, que reúne equipes de instituição de ensino e clubes em várias modalidades e categorias, de 1º a 6 de setembro. Pag 05. Folha do Atlântico SHOWS E OFICINAS DIRECIONADAS ENCERRADAS AS ELIMINATÓRIAS MORADORES DA REGIÃO BRAGANTINA INTERDITAM BR 308, ÀS 07H DA TERÇA-FEIRA, 20, NA PONTE DO SAPUCAIA, EM BRAGANÇA, ONDE PASSARAM À NOITE, E PERMANECERÃO ATÉ QUE TENHAM UMA POSIÇÃO DEFINIDA ACERCA DE SUAS REIVINDICAÇÕES: A RECUPERAÇÃO DA PA 462, QUE LIGA AS COMUNIDADES DO PATAL A ARAÍ, E TAMBÉM DA BR 308, NO TRECHO QUE VAI DO ENGENHO, ATÉ VISEU. PARÁ - ANO V - Nº 123 - 1ª QUINZENA DE AGOSTO/2013 R$ 2,00 População cobra melhorias nas estradas GATA DA CAPA TARSILA MENDONÇA GOSTA DA CALMA DO CHAVASCAL promoção da Câmara de Di- rigentes Lojistas de Bragança (CDL), que anualmente aquece o movimento no comercio com grandes promoções. Este ano, a li- quidação será dias 04, 05 e 06 de setembro, e sorteará uma moto Fan KS 125. Pag 04. VEM AÍ MAIS UM QUEIMA GERAL,

Folha 123

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Alepa junto com o povo do oeste

Comércio passa por fiscalização

Técnicos do BID visitam Bragança

Alepa realiza mais uma ação itinerante com Sessão Especial do projeto ”Assembleia Junto com o Povo”, desta vez, no oeste paraense, de onde os deputados conheceram mais de perto a realidade da região, que não é diferente do restante do Estado. Além das lideranças de Santarém e Oriximiná, os parlamentares dialogaram com representantes de outros municípios da Calha Norte, como Óbidos e Terra Santa. Pag 03.

Estabelecimentos comerciais são fis-calizados pelo Procon durante a pri-meira quinzena de agosto, em Bragan-ça. As visitas dos fiscais ocorreram em diversos segmentos do comércio, tais como postos de combustíveis, lojas de confecções, supermercados, panifica-doras, restaurantes. O coordenador da operação, Leandro Pina, explicou que o trabalho de fiscalização itinerante é uma prática do órgão em municípios, em todo o Estado, onde não há escri-tórios do Procon, como é o caso de Bragança. Pag 04.

Técnicos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) visitam Bragança na manhã de quinta-feira, 08, quando foram conhecer as insta-lações do Mercado de Peixe, além do potencial turístico do municí-pio, acompanhados por secretários municipais e técnicos das pastas de Pesca e de Tributos. Pag 04.

ALEPA NO OESTE PROCON

INVESTIMENTOS OS DEPUTADOS NA CÂMARA municipal de Santarém

para produção musical mar-cam a passagem do projeto Conexão Bragança, para celebrar os 400 anos de fundação do município, com dois dias de arte, quando artistas paraenses agitaram a Estação Cultural Armando Bordallo. Pag 02.

entre os times de futsal, Bra-gança se prepara para assistir aos 45º Jogos da Semana da Pátria, o maior evento cívico e desportivo da região bragantina, que reúne equipes de instituição de ensino e clubes em várias modalidades e categorias, de 1º a 6 de setembro. Pag 05.

Folha do Atlântico

SHOWS E OFICINAS DIRECIONADAS ENCERRADAS AS ELIMINATÓRIAS

MORADORES DA REGIÃO BRAGANTINA INTERDITAM BR 308, ÀS 07H DA TERÇA-FEIRA, 20, NA PONTE DO SAPUCAIA, EM BRAGANÇA, ONDE PASSARAM À NOITE, E PERMANECERÃO ATÉ QUE TENHAM UMA POSIÇÃO DEFINIDA ACERCA DE SUAS REIVINDICAÇÕES: A RECUPERAÇÃO DA PA 462, QUE LIGA AS COMUNIDADES DO PATAL A ARAÍ, E TAMBÉM DA BR 308, NO TRECHO QUE VAI DO ENGENHO, ATÉ VISEU.

PARÁ - ANO V - Nº 123 - 1ª QUINZENA DE AGOSTO/2013 R$ 2,00

População cobra melhorias nas estradas

GATA DA CAPA

TARSILA MENDONÇA GOSTA DA CALMA DO CHAVASCAL

promoção da Câmara de Di-rigentes Lojistas de Bragança (CDL), que anualmente aquece o movimento no comercio com grandes promoções. Este ano, a li-quidação será dias 04, 05 e 06 de setembro, e sorteará uma moto Fan KS 125. Pag 04.

VEM AÍ MAIS UM QUEIMA GERAL,

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Tiragem: 5.000 exemplares

Diretor-Editor responsável: José Clemente Schwartz (DRT 1456)Reportagens: José Clemente Schwartz Fotografia: Guilherme Thorres

Editoração eletrônica: Jonas Borges

Expediente: Colaboradores: Antônio MouraEndereço: Rua João Alfredo, 1501 – Centro – Bragança- Pará – Cep: 68.600.000Emails: [email protected]

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BRAGANÇA2

Em total conexão cultural SHOWS E OFICINAS DIRECIONADAS PARA PRODUÇÃO MUSICAL MARCAM A PASSAGEM DO PROJETO CONEXÃO BRAGANÇA, PARA CELEBRAR OS 400 ANOS DE FUNDAÇÃO DO MUNICÍPIO, COM DOIS DIAS DE ARTE, QUANDO ARTISTAS PARAENSES AGITARAM A ESTAÇÃO CULTURAL ARMANDO BORDALLO.

A proposta da Se Ras-gum Produções foi para celebrar os 400 anos de fundação de Bragança, levando à

cidade aquilo que mais remete à lembrança, quando se fala no município: cultura. Para os or-ganizadores do evento, a manei-ra mais adequada de brindar o município pelos quatro séculos de história, seria através da arte. “Bragança é uma cidade dife-renciada por sua cultura, tanto pelas tradições, como a maruja-da, o xote bragantino, o casario colonial e tantos outros elemen-tos históricos que deram a esta cidade particularidades que só encontramos aqui. Entretanto, há ainda a efervescência con-temporânea, uma vez que em Bragança, além da tradicional Furiosa, há bandas de rock com repertório autoral, há os Soares: Toni, Junior e Luê, há várias ban-das de baile de qualidade, há um movimento de artistas plásticos e tive a oportunidade de visitar uma exposição fantástica produ-zida por eles em homenagem aos 400 anos. Enfim, trata-se de um lugar muito especial, do ponto de vista cultural”, justificou o jornalista Marcelo Damaso, pro-dutor da Se Rasgum Produções.

A programação começou no sábado, 10, com o show do grupo bragantino Tribo de Mani e se-guiu com a apresentação de Iva Rothe. Depois, entrou em cena o experimentalismo instrumen-tal do Projeto Secreto Macacos. A noite finaliza com a festa promovida pelas Metaleiras da Amazônia com Juca Culatra e MC Atalaia e convidados.

BRAGANTINOS - A Orques-tra de Rabecas Sons do Caeté abriu a noite de domingo, 11, para em seguida, subir ao palco da Estação Armando Bordallo o rock da Codex, banda bra-gantina. Na sequência veio o conceituado instrumentista Ma-noel Cordeiro, que tem grande afinidade com Bragança, onde seu pai residiu durante quatro décadas, promovendo assim longas temporadas do músico em terras caeteuaras, onde cul-tivou grandes amizades e afini-dade. “Bragança mora no meu coração. Aqui me sinto em casa, meu pai morou aqui até o fim, tenho irmãos que ainda moram aqui e principalmente, tenho uma afinidade enorme com esta terra, que me inspira e me faz muito feliz”, disse Manoel Cordeiro, antes de subir ao pal-co, em entrevista à FOLHA DO ATLÂNTICO.

A Gang do Eletro, que já veio a Bragança se apresentar várias vezes, voltou nesta programação após ter conquistado reconheci-mento no eixo Rio-São Paulo, onde tocou em espaços onde se apresentam grandes nomes e participaram de programas nas principais redes de televi-são. Para o grupo, é uma grande satisfação receber o carinho do

público que vibra com o suces-so deles, comentando sobre os terem assistido na mídia nacio-nal. “Temos amigos em vários interiores do Pará, por onde to-camos desde o início da carreira, e a alegria dessas pessoas pelo nosso avanço, nos deixa mais dispostos a correr atrás e acre-ditar que vale à pena investir na nossa carreira”, disse a vocalista Keila Gentil.

PROGRAMA - Passados 13 anos de sua implantação, o Co-nexão criou e fortaleceu uma sólida rede de artistas, projetos, agentes e iniciativas diversas no setor cultural brasileiro. Desde a sua criação, o Conexão abriga em seu guarda-chuva iniciativas de circulação de shows, festi-vais, produção de CDs e DVDs individuais e coletivos, video-clipes e atividades de qualifica-ção e profissionalização, entre outras, numa ação continua ao longo do ano que se revela ao público de forma concentrada e contundente quando acontecem os festivais, como o de Belém, entre os dias 21 e 23 de junho.

Rebatizado de Conexão, esse coletivo já envolvia, de forma pioneira, músicos, pro-dutores, jornalistas, técnicos, ra-dialistas, donos de lojas de disco e casas de espetáculo, numa das primeiras iniciativas coletivas da cadeia produtiva da música. Juntos tentavam construir novos caminhos para a música produ-zida em Minas, já antevendo as transformações que viriam na próxima década.

Em 2001, o discurso foi co-locado em prática por meio do patrocínio da Telemig Celular a um projeto aprovado na Lei Es- MANOEL CORDEIRO revelou-se um bragantino de coração

O GRUPO METALEIRAS DO PARÁ levantou a plateia com seu ritmo quente, à base de músicas com suingue caribenho e muito balanço

sileiros no ano de 2011.Em 2013, a Rede Conexão

passa por uma profunda refor-mulação. Dentre elas, a conso-lidação de uma rede nacional de trabalho e a reafirmação de seus princípios: respeito à di-versidade estética, valorização da singularidade criativa, opção pela capilaridade das ações e o desenvolvimento de um cam-po cada vez mais fértil para a sustentabilidade dos negócios musicais.

Esta é a principal necessi-dade de uma imensa geração de criadores e produtores oriundos dos novos tempos da música (a música que não toca na rádio, a música que está na web, a música que é autoproduzida), o chamado “mercado médio” da música brasileira, que tem difi-culdade de se sustentar e expan-dir com as iniciativas públicas e privadas existentes.

TEM MAIS - No Pará, a rea-lização se deu através do Co-nexão Bragança, com shows na Estação Cultural Armando Bordallo e oficinas gratuitas. O evento tem patrocínio da telefo-nia Vivo, através da Lei Semear, Fundação Cultural Presidente Tancredo Neves e Governo do Estado do Pará. O Conexão Bra-gança se une aos projetos Rede Motiva e Percurso Guará Ver-melho para começar o segun-do semestre em Bragança com ações voltadas à formação de plateia e na capacitação de pro-fissionais envolvidos no meio cultural. As ações começaram no dia 7 de agosto, na Secreta-ria de Cultura de Bragança e na Vacaria Club, com as oficinas da Rede Motiva em parceria com o projeto do Metaleiras.

tadual de Incentivo à Cultura. Entre os anos de 2008 e 2009, a iniciativa teve sua exemplarida-de transformada em plataforma nacional de desenvolvimento cultural, expandida para boa parte do Brasil com o patrocí-nio da Vivo, que reconheceu na iniciativa uma das mais contun-dentes para o desenvolvimento e projeção de conteúdos musi-cais de todo o país, chegando a envolver mais de 160 projetos distintos em nove estados bra-

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CASA DE LEIS REALIZA MAIS UMA AÇÃO ITINERANTE COM SESSÃO ESPECIAL DO PROJETO ”ASSEMBLEIA JUNTO COM O POVO”, DESTA VEZ, NO OESTE PARAENSE, ONDE OS DEPUTADOS CONHECERAM MAIS DE PERTO A REALIDADE DA REGIÃO, QUE NÃO É DIFERENTE DO RESTANTE DO ESTADO.

ALEPA

REPÓRTER FOLHA

O que era para ser uma solenidade comemorativa para o Estado acabou

se tornando um evento constrangedor para o governador Simão Jatene. Durante a cerimônia de assinatura da portaria ministerial de reconhecimento nacional do Pará como zona livre da febre aftosa, na manhã de domingo, 18, em Paragominas, um grupo de funcionários da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) com nariz de palhaço, faixas e cartazes, cobraram do governador e na presença do Ministro da Agricultura, Antônio Andrade, a aprovação do Plano de Cargo, Carreiras e Remunerações (PCCR). Os trabalhadores querem a aprovação imediata do plano com a tabela de vencimentos para todas as carreiras da agência.

ManifestoO evento iniciou por volta das 10h30 no auditório do

Sindicato dos Produtores Rurais de Paragominas. Aos poucos, cerca de 30 manifestantes se levantaram, ergue-ram cartazes e faixas e começaram a gritar palavras de ordem cobrando o PCCR de Simão Jatene. O constran-gimento foi imediato. Alguns militantes presentes che-garam a partir para cima dos servidores, mas não houve desforço físico e todos permaneceram no auditório.

VaiasOs manifestantes permaneceram no local durante todo

o evento e alternavam vaias e palavras de ordem nas falas do governador e das autoridades do Estado que falaram na solenidade. Nas faixas, os servidores afirmavam que cumpriram a sua parte no combate à febre aftosa mas o governador não. “Ministro, se o Pará está livre da Aftosa deve-se aos servidores da Adepará. Exigimos PCCR jus-to já!” ou “Queremos um salário digno da zona livre!”, escreveram os manifestantes. Jatene não respondeu aos apelos e nem tratou sobre o PCCR, afirmando em seguida que só trataria do assunto ao final da cerimônia.

EncurraladoA solenidade encerrou por volta das 12h30 e os mani-

festantes não deixaram o governador sair do local. Simão Jatene se viu obrigado a reunir para ouvir as reivindica-ções dos manifestantes. A comitiva ministerial e as de-mais autoridades seguiram para almoço, onde o gover-nador não apareceu.

EstradasAlém das vaias, o governador teve que enfrentar outro

constrangimento: em sua fala no evento, Mário Lúcio Costa, presidente do Sindicato Rural de Paragominas, disse que a questão ambiental não era o principal en-trave à pecuária e ao agronegócio no Pará, mas sim a péssima condição das estradas do Estado e a falta de titu-lação de terras, o que obriga os produtores a trabalharem às margens das rodovias. Carlos Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa) também apoiou publicamente a reivindicação dos servidores da Adepará.

PAsNa região Bragantina, a situação das PAs não é dife-

rente das demais áreas do Estado. A mais recente inter-dição da BR 308, iniciada na manhã de 20 de agosto, a poucos metros da ponte do Sapucaia, em Bragança, não foi para reivindicar a melhoria apenas da rodovia federal, mas também a PA 462, que liga o Patal ao Araí, onde os moradores amargam para se locomover.

ColôniasEntretanto, não é somente as comunidades de Viseu

e Augusto Corrêa que enfrentam o descaso do Governo perante as péssimas situações das rodovias estaduais. Os colonos da área do Cacoal do Peritoró, que dependem da PA 108, e os do Montenegro, cujo acesso é através da PA 112, também passam pelas mesmas dificuldades para chegar até a cidade. Se até por ocasião dos quatro séculos de fundação, quando se aguardava um “presen-te” à altura das circunstâncias, Bragança recebeu do governador Simão Jetene dois km de asfalto, ligando a BR 308 à comunidade do Camutá. O que mais se pode esperar desse governo?

ALEPA

Os deputados ou-viram na tarde de terça-feira, 13, na sessão especial re-alizada nas depen-

dências do Centro Recreativo de Santarém, que se encontra-va completamente lotado, com mais de 300 pessoas presentes, as principais reivindicações dos segmentos organizados dos municípios do Oeste do Pará. A sessão itinerante em Santarém inaugurou a transmissão ao vivo pela internet, da rádio web Ale-pa, fora de Belém.

Foram pontuados itens rela-cionados com o direito do povo da região querer se emancipar do Estado do Pará, e outros re-lacionados a melhorais da situa-ção da saúde pública, educação, transporte e infra-estrutura. Dos direitos da mulher, da necessi-dade da qualidade nos serviços de abastecimento de água e luz, do acesso a internet, e até recla-mações e melhorias no sistema penal.

Na sessão aberta ao público os 28 deputados presentes pu-deram acompanhar os diversos discursos e receber demandas escritas, de representantes de índios; de garimpeiros; da liga

esportiva local; de prefeitos; de portadores de deficiências – lo-comoção e visuais do Tapajós; de moto-taxistas; do Fórum de entidades representativas do Oeste do Pará e ainda de mora-dores organizados; de vereado-res; da representação da OAB; e de tantos outros. Foram mais de 40 inscrições em mais de cinco horas de sessão pública.

“Estamos, com a ‘Assem-bleia itinerante’, ouvindo sem censura, e aprendendo a con-viver com as demandas e com as diferenças regionais, para com isso discutir e votar um orçamento mais justo” avaliou o deputado Márcio Miranda (DEM), presidente da ALEPA, que coordena o projeto de inte-riorização do Poder Legislativo, que já esteve instalado em Mara-bá e Bragança. A próxima região a ser visitada será a do Marajó.

Pelo projeto, os deputados se deslocam ainda em comitiva para outros municípios próxi-mos da cidade pólo. Em San-tarém, os deputados realizaram atividades ainda em Almerim, Mojuí dos Campos e Belterra. Para o deputado Miranda, as sessões especiais em Santarém e Almerim foram positivas. “Es-

cutar da comunidade que foi a primeira vez que se viu tantos deputados juntos ouvindo as de-mandas da sociedade foi muito significativo”, disse.

SANTARÉM - O prefeito de Santarém, Alexandre Von, em um discurso de saudação, no entanto contundente pontuou as principais demandas exigi-das pelos municípios da região, exigiu mais investimentos pú-blicos federais e estaduais em água e esgoto nos municípios. Na educação, investimentos em construção de mais escolas estaduais de ensino médio nas áreas rurais.

“Na saúde, pedir que entre em funcionamento o mais rá-pido possível do novo Hospital Regional de média e alta com-plexidade de Itaituba, que está sendo implantado, para atender a população dos municípios do pólo Tapajós”, disse o Prefeito. Ele aguarda ainda mais investi-mentos públicos na construção e pavimentação de rodovias esta-duais, e citou a PA 370, que liga Santarém a Uruará.

Olavo das Neves, presiden-te do Fórum de Entidades re-presentativas do Oeste do Pará,

exigiu equilíbrio nas distribui-ções dos investimentos do Es-tado tendo por base proporcio-nalmente a população residente nos municípios, e transparência com publicação dos dados do uso dos recursos públicos no site do governo.

O presidente da OAB de Santarém, Ubirajara Bentes, por sua vez, pediu mais investimen-tos em segurança pública, de-nunciou as precárias condições de trabalho dado aos Policiais Civis e Militares, da péssima atenção ao sistema penitenciá-rio, adjetivando-o de “camburão de lixo”, e ainda da qualidade do sinal da internet na região, que dificulta a atuação de advogados e da justiça, dificultando o ‘peti-cionamento eletrônico’.

Os índios representados pelos caciques Roquenaldo Oliveira, dos Wai Wai de lín-gua Tupi-Guarani, da Aldeia Mapuera, localizada em Ori-ximiná e de Enoque da etnia Arapyú, em Santarém, ambos exigiram a retomada e a per-manência do projeto do en-sino modular em suas tribos, respectivamente.

CONTINUA NA PAG 04

vai ao oeste

Domingo, 18, a comunidade

católica de Tracuateua celebrou mais um Círio de Nossa Senhora de Nazaré, percorrendo as principais ruas da cidade. Durante toda a semana, até o dia 25, haverá programação religiosa e cultural, na Igreja Matriz e no salão paroquial, contando com intensa participação das comunidades da área rural. Na foto, a tradicional romaria que marcou a manhã de domingo.

OS DEPUTADOS na Câmara Municipal de Santarém, durante a ação itinerante

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4 ALEPA

Wilson Dias da Fonseca nasceu em Santarém foi um grande maestro, compo-sitor e escritor brasileiro. Grande incenti-vador para difundir a cultura do folclore da história da Amazônia, atuou também como fundador da Academia Paraense de Música e membro da Academia Paraense de Letras.

Compôs mais de mil e seiscentas mú-sicas, muitas delas inspiradas em temas fol-clóricos e nas belezas naturais da terra natal. Em Santarém, desde 1994, existe uma es-cola de música que leva o seu nome, assim como o aeroporto de sua cidade natal.

BIOGRAFIAWilson Fonseca, carinhosamente co-

nhecido por Maestro Isoca, foi um com-positor praticamente autodidata. Musicis-ta com reconhecimento em todo Brasil, também e no exterior, foi herdeiro de uma tradição musical que começou com o seu pai, o maestro José Agostinho da Fonseca (1886-1945), e chegou à geração atual.

Foi membro da Academia Paraense de Música (cadeira nº 24, que tem como patrono seu pai e atual ocupante Vicente José Malheiros da Fonseca, seu filho) e

da Academia Paraense de Letras (cadeira nº 7).

Funcionário aposentado do Banco do Brasil, jamais se afastou de sua terra. Ao fa-lecer, deixou viúva a Srª Rosilda Malheiros da Fonseca e 06 filhos, além de netos, quase todos dedicados à música.

Wilson Fonseca faleceu em Belém, no dia 24 de março de 2002, aos 89 anos, e foi sepultado em Santarém, quando re-cebeu homenagem do povo de sua terra, tendo a Prefeitura Municipal decretado luto oficial pela sua perda. O fato mereceu registros na imprensa, em diversos órgãos privados e públicos, inclusive no Congres-so Nacional, em Brasília.

OBRASA obra musical de Wilson Fonseca,

considerado um compositor prolífico e eclético, vai do popular ao erudito, e está reunida em 20 volumes (04 apenas publi-cados), com mais de 1.600 produções ca-talogadas, grande parte ainda inédita. Esse acervo inclui peças para canto e diversas combinações de instrumentos, para banda, composições orquestrais e líricas, além de arranjos e transcrições

PRINCIPAIS OBRAS• Hino de Santarém”- “Canção de Minha Saudade.• “Um Poema de Amor”.• “Terra Querida”.• “Lenda do Boto”.• Abertura Sinfônica Centenário de Santarém” (1948).• América 500 Anos” poema sinfônico (1992).• “Cantata Nazarena” (deceto, 1993). Esta obra tem texto de José Wilson• “Amazônia” - suíte em 3 movimentos, para jazz-band de 1996.• “Vitória-Régia, O Amor Cabano - ópera. Esta obra tem libreto de seu filho José Wilson• Tapajós Azul” - valsa para orquestra sinfônica de 1997.• “As Pastorinhas - peça de teatro popular.Há, ainda, 2 noturnos, 1 sonatina, dança coreográfica do Tipiti, inúmeras peças para coral a 2, 3 e 4 vozes, diversos números para piano solo, piano a 4 mãos, canto e piano, e várias peças de câmara, dobrados para banda, além de músicas sacras, inclusive missas, inteiramente musicais.

Ao começar seu pronun-ciamento, a deputada Simone Morgado logo pediu licença aos parla-mentares que represen-

tam o oeste paraense na Alepa, para entrar numa seara que, segundo ela, mais compete às lideranças tapajô-nicas, principalmente, as santare-nas, que a uma militante do nordes-te do Estado, e então solicitou que houvesse ainda mais investimentos em torno da preservação e divulga-ção da vida e obra do músico Wilson Malheiros da Fonseca, o maestro Isoca, o qual, através de lei federal, o Aeroporto de Santarém passou a ter o nome do compositor. Entretanto, de imediato, justificou o motivo que lhe levou a fazer tal interferência. “Eu sou amiga do doutor Vicente Malheiros da Fonseca, desembar-gador, filho do maestro Isoca, e de seu filho Vicentinho, que é casado com uma bragantina, e são os pais do Vicente Neto, portanto, o bisneto do artista, uma criança já com miscige-nação tapajônica e caeteuara, o que me sensibilizou diante de tamanho valor histórico e cultural do nosso Estado”, disse a parlamentar, cuja carreira política está muito ligada às questões culturais, e que já viabili-zou o status de Patrimônio Artístico e Cultural para a marujada de Bra-gança, para o xote bragantino e para o carimbó de Marapanim, através de leis de sua autoria, sancionadas pelo Governo do Pará. A partir de então, fez a explanação sobre suas propostas em relação à memória do saudoso Maestro Isoca, pedindo ao presidente da Alepa, que o mesmo fosse feito através de lei estadual, para tornar Patrimônio Histórico e Cultural do Estado toda a obra mu-sical e literária do santareno. Ao pre-feito de Santarém, Alexandre Von, Simone lembrou que já existe uma proposta de lei municipal solicitan-do a mudança da via onde nasceu o artista para Rua Maestro Wilson Malheiros da Fonseca, e falou so-bre a vontade da família em fazer um museu biográfico sobre ele. Para isso, a deputada sugeriu que, através de lei municipal, seja desapropriada a residência onde nasceu o artista, para lá ser montado o memorial.

Em seguida, Simone Morgado, que estava visitando o oeste paraen-se, disse ter ficado maravilhada com as belezas naturais e com as tradi-ções da região, entretanto, em rela-ção à estrutura, não encontrou nada diferente dos demais municípios, onde costuma frequentar. “As re-clamações do povo são as mesmas: falta de professores nas escolas, que estão em péssimo estado, os povos indígenas à mingua, as condições para atendimento na área da saúde estão em péssimas condições. O go-vernador tem responsabilidades por esses resultados. O governo tem uma equipe de planejamento para

DEPUTADA SIMONE SOLICITA MAIS INVESTIMENTOS EM TORNO DA PRESERVAÇÃO DA VIDA E OBRA DO MAESTRO ISOCA E, APESAR DE ELOGIAR AS BELEZAS NATURAIS E AS TRADIÇÕES TAPAJÔNICAS, LAMENTA AS CONDIÇÕES DE ESTRUTURA DO OESTE PARAENSE.

Oeste também sofre o abandono

SIMONE MORGADO em ação itinerante da Alepa

Maestro Isoca, patrimônio santarenoMAESTRO ISOCA e seu piano: tesouro cultural

cuidar desses casos, entretanto, a situação está cada vez mais grave em todo o Estado”, argumentou a parlamentar.

TÍTULOS - Ao final da sessão foram entregues títulos honoríficos a perso-nalidades locais. A presidência dos

trabalhos da sessão especial foi reve-zada entre o deputado Márcio Miran-da, e os deputados com atuação na região, Nélio Aguiar(DEM); Antônio Rocha (PMDB) e Zé Maria (PT). A mesa dos trabalhos contou ainda com as presenças dos prefeitos Dilma Ser-rão, de Belterra; Sérgio Monteiro, de

Monte Alegre; e dos vereadores Fran-civaldo Feijó, presidente da Câmara Municipal de Faro e do presidente da Câmara Municipal de Santarém, vereador Henderson Pinto.

O endereço para acompanhar as sessões é www.alepa.pa.gov.br/radio web.

DISCOGRAFIA• Série “Nos Originais” – Vol. 3 (UFPA) (LP)• “Rapsódia Amazônica” (Madrigal da Universidade Federal do Pará); (LP)• “Memorial” (Tynnôko Costa);• “Projeto Uirapuru - O Canto da Amazônia” – Vol. 1 através da Secretaria Estadual de Cultura do Pará);• “A Música e o Pará” - Duo Pianístico da UFPA• “Projeto Pará Instrumental” – Vol. 3 com a Amazônia Jazz Band.• Série “Música Brasileira”- Estúdio GLB - Brasília, Vol. 1 (violino e piano);• “Encontro com Maestro Isoca” - lançado na 2ª Bienal Internacional de

Música de Belém,PMB, em setembro de 2002);• “Solos do Nosso Solo 2 – Bob Freitas & Nego Nelson.• “Prá início de conversa” - Grupo Vocal Vox Brasilis.• “Andréa in Concert” - violino e piano, gravado, ao vivo, em 1997, no EE.UU.• “As Pastorinhas 5 anos – Trilhas D’Água 3” – Coro Cênico da Universidade da Amazônia – UNAMA)• “Sinfonia Amazônica”, (em 2 volumes)- gravados pela Orquestra Jovem “Wilson Fonseca”, de Santarém, regência de José Agostinho Fonseca Neto

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População cobra melhorias nas estradas

5BRAGANÇA

MORADORES DA REGIÃO BRAGANTINA INTERDITAM BR 308, ÀS 07H DA TERÇA-FEIRA, 20, NA PONTE DO SAPUCAIA, EM BRAGANÇA, ONDE PASSARAM À NOITE, E PERMANECERÃO ATÉ QUE TENHAM UMA POSIÇÃO DEFINIDA ACERCA DE SUAS REIVINDICAÇÕES: A RECUPERAÇÃO DA PA 462, QUE LIGA AS

COMUNIDADES DO PATAL A ARAÍ, E TAMBÉM DA BR 308, NO TRECHO QUE VAI DO ENGENHO, ATÉ VISEU.

Os manifestantes impediram a passa-gem de veículos du-rante o dia inteiro, queimando pneus

e galhos de árvores, sem que houvesse qualquer resposta dos órgãos competentes, até às 18h, quando uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o comandante da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar (5ª CIPM), major Rui Miranda, chegaram ao local para dialogar sobre as reivindicações. O major Rui Miranda orientou para que manifestação se mantivesse pa-cífica como fora ao longo do dia e também que não queimassem mais pneus, para não estragar o asfalto. “A pista pode ser inter-ditada sem causar danos”, argu-mentou o capitão.

O agente da PRF, Douglas, foi o responsável em encami-nhar as reivindicações da comi-tiva organizadora da manifesta-ção composta por moradores de Viseu e Augusto Corrêa, que, enquanto explanavam o descon-tentamento com as condições das estradas, enumeravam da-nos sofridos em consequência da falta de manutenção das vias, tais como: assaltos e acidentes que resultaram em mortes, pre-juízos para a produção agrícola, dificuldades de acesso à escola, além do estrago que causa aos veículos. “Tem cabimento eu pagar mais de 600 reais de IPVA e ter minha moto acabada por causa dessa estrada? Quem quer comprar uma moto ou um car-ro de um morador de Viseu?”, questionou o agricultor Sousa-nor Maia Filho, morador da co-munidade de Açaiteua.

ESTADO - José Américo é técnico de uma companhia de telefonia celular, mora em Bra-gança, presta assistência na re-gião e ontem foi impedido de

chegar ao Araí, por conta da manifestação. Ele falou a repor-tagem sobre as dificuldades que enfrenta. “A cada dia se torna mais difícil trafegar na PA 462, onde os buracos e as chamadas costelas de vaca tomaram conta de toda a estrada. Precisamos que essas estradas sejam recu-peradas com urgência”, disse José Américo.

Para Carlos Fernando Gou-veia, comerciante, morador

de Fernandes Belo, distrito de Viseu, além das dificuldades enfrentadas ao longo de anos, o dia inteiro de manifestação sem receber qualquer posicio-namento do Estado, deixou os mais 80 mil habitantes preju-dicados pela situação das vias ainda mais insatisfeitos com o atual governo do Pará, referin-do-se à população de Açaiteua, Aturiaí, Itapixuna, Nova Olin-da, Fernandes Belo e Curu-

paiti, dentre outras. “Não veio um representante da secretaria de Estado de Transportes para dialogar com a gente. Não que-remos políticos e sim, técnicos. Para falar a verdade, o certo, numa situação extrema dessa seria que o próprio secretário Sidney Rosa viesse até aqui. Ele é o representante do povo paraense quando o assunto é as nossas estradas”, concluiu Car-los Frenando.

Estabelecimentos comer-ciais são fiscalizados pelo Pro-con durante a primeira quinze-na de agosto, em Bragança. As visitas dos fiscais ocorreram em diversos segmentos do comér-cio, tais como postos de com-bustíveis, lojas de confecções, supermercados, panificadoras, restaurantes.

O coordenador a operação, Leandro Pina, explicou que o trabalho de fiscalização itine-rante é uma prática do órgão em municípios, em todo o Es-

tado, onde não há escritórios do Procon, como é o caso de Bragança, onde as fiscaliza-ções são permanentes e que, neste ano, esta é terceira. “Essas fiscalizações ajudam a manter o padrão de qualidade dos produtos e serviços ofere-cidos. E felizmente, em Bra-gança, não encontramos nada além que fuja à rotina”, disse Leandro Pina.

A ação foi realizada com o apoio do Departamento de Vi-gilância Sanitária da Secretaria

de Saúde do município.Procon é a sigla que se

tornou usual para designar os órgãos públicos municipais e estaduais de defesa do consu-midor, funcionando como au-xiliar do Poder Judiciário, na tentativa de solucionar previa-mente os conflitos entre o con-sumidor e a empresa que vende um produto ou presta um servi-ço. E quando não há acordo, en-caminha o caso para o Juizado Especial Civil com jurisdição sobre o local.

A MANIFESTAÇÃO que iniciou pela manhã, virou a madrugada, a poucos metros da ponte do Sapucaia

SOMENTE quando caiu a noite, com a chegada da PRF, os manifestantes tiveram o primeiro diálogo

Essa promoção é fogo

Comércio passa por fiscalização

QUEIMA GERAL

PROCON

Vai começar mais um Quei-ma Geral, promoção da Câmara de Dirigentes Lojistas de Bra-gança (CDL), que anualmente aquece o movimento no comer-cio com grandes promoções. Este ano, a liquidação será dias 04, 05 e 06 de setembro, e sor-teará uma moto Fan KS 125.

A mudança da promoção, antes realizada em outubro, veio bem a calhar no período da Semana da Pátria, quando Bra-gança por si só já se torna mais movimentada, por conta dos tradicionais jogos, bem como pela praia de Ajuruteua. Duran-te os três dias de Queima Geral, produtos e serviços dos mais variados segmentos estarão em promoção nos mais de 10 esta-belecimentos que já aderiram à

promoção, que inclui descontos de até 50% de descontos. “É um momento muito esperado não somente pela população de Bragança, mas também pelos moradores de Tracuateua e Au-gusto Corrêa, que aproveitam o Queima Geral para comprar mais barato”, disse a presiden-te da CDL, Marcely Castanho, que enumerou a diversidade de estabelecimentos que estão par-ticipando da promoção: “postos de combustíveis, cabeleireiros, lojas em geral, açougues, até bancos aderiram e darão des-contos em juros durante o Quei-ma Geral”, concluiu Marcely.

A tradicional carreata no início da noite, quando os co-merciantes fecham seus esta-belecimentos, véspera do iní-

cio do Queima Geral, será na terça-feira, 03, quando o grande cortejo percorrerá as principais ruas da cidade, anunciando o evento.

Durante os dias 04, 05 e 06, o comércio de Bragança passará pelo aquecimento típico do pe-ríodo de Queima Geral, quando as lojas não fecham para o al-moço, e o movimento se expan-de também para os restaurantes do Centro, onde a clientela tri-plica, tanto pelos pedidos das lojas como pelo grande público que vem das cidades vizinhas.

O XVII Queima Geral en-cerrará na sexta-feira, 06, às 19h, quando será realizado o sorteio de uma moto FAN KS 125, 0 km, na Praça das Ban-deiras.

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Sagrado Coração em festividade

CATÓLICA

BRAGANÇA6

Assim como tantas outras manifestações realiza-das em 2013, este ano, os 45º Jogos da Semana da Pátria também cele-

brarão os quatro séculos da funda-ção do município, tendo como tema “400 anos de história e tradição esportiva”. A programação inicia com a corrida dos atletas pelas ruas da cidade, trazendo a tocha olímpi-ca, cortejo que chega à Praça das Bandeiras à meia-noite, quando é acesa a pira com o fogo simbólico dos jogos, durante os seis dias de competição.

Os jogos serão disputados por equipes representantes de clubes e de instituições de ensino. O tor-neio de clube reunirá 180 equipes, que disputarão 73 jogos, nas se-guintes modalidades: futsal, fu-tebol de campo, futebol society, vôlei, handebol e basquete, além das competições individuais: tê-nis de mesa e xadrez. Já, o torneio entre escolas e colégios, contará com 319 equipes, entre masculi-no e feminino, nas disputas das mesmas modalidades do outro torneio, além de atletismo, nata-ção e judô.

Durante os cinco dias, de 02 a 06 de setembro, as competições serão realizadas no Complexo Es-portivo Dom Eliseu Maria Coro-li, Senai, Escolas Julia Quadros e Maricotinha, além da praça Rosa Blanco e na AABB.

ECONOMIA – Além da mobili-zação em torno da prática saudá-vel, os Jogos da Semana da Pátria também movimentam o comércio de Bragança, onde é grande a pro-cura por material esportivo. O en-torno da quadra, desde o período inicial, quando são realizadas as eliminatórias para o torneio de

BRAGANÇA SE PREPARA PARA OS 45ª JOGOS DA SEMANA DA PÁTRIA, QUE ESTE ANO REUNIRÁ QUASE DOIS MIL ATLETAS NO MAIOR EVENTO CÍVICO DESPORTIVO NA REGIÃO. COMO OCORREM ANUALMENTE, AS DISPUTAS ENTRE AS EQUIPES DE FUTSAL SÃO AS MAIS ACIRRADAS, DESDE AS ELIMINATÓRIAS, QUE REUNIU 184 TIMES.

História e tradição no esporte

Av. Marechal Floriano Peixoto, 1713 - Centro - Ao lado do Banpará

6

futsal entre os clubes, reflete o aspecto positivo que os jogos pro-porcionam para os autônomos, que ganham o pão de cada dia com a venda nas portas de eventos e praças. Desde meados do mês de

agosto, diariamente, dezenas de pais e mães de famílias venderam churrasquinho, refrigerante, cer-veja, bombons, pipoca e outros produtos consumidos pelos torce-dores, o que representa mais um

ganho para Bragança com a rea-lização desse evento, implantado por iniciativa do Tiro de Guerra de Bragança, em 1968, para sau-dar a Semana da Pátria, através da prática esportiva.

Começou na sexta-feira, 16, mais uma Festividade do Sagrado Coração de Jesus, programação que se estende até domingo, 25, quando a procissão sairá do Senai até a paróquia, às 17h30.

A alvorada marcou a abertura da festividade que começou com café da manhã, servido no salão paroquial. Diariamente, a partir das 18h30, começam as novenas, seguidas de missa iniciadas às 19h. Após a missa, começa pro-

gramação festiva com o momento musical, com a apresentação de show.

A programação conta ainda com um show de calouros que teve duas eliminatórias e a final será na sexta-feira, 23.

Domingo, 25, a missa será às 09h, para em seguida haver o al-moço festivo a partir das 10h30, no salão paroquial e, após a procissão, às 19h, o tradicional leilão será o principal atrativo.

DURANTE AS ELIMINATÓRIAS, 184 equipes se inscreveram para participar dos jogos

A MOVIMENTAÇÃO também é grande do lado de fora da quadra

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BRAGANÇA 7

Ninguém é roqueiro porque prefereELES ACREDITAM QUE FAZER O BOM E VELHO ROCK NÃO É PRIVILÉGIO DA JUVENTUDE, E SIM UM MODO DE VIVER, QUE PODE SER LEVADO EM FAMÍLIA, COM MATURIDADE, E POR TODA A VIDA.

E para expandir a pro-posta que a banda já coloca em prática, os quatro integrantes es-tão organizando o pro-

jeto Codexzar para formar mais plateia apreciadora do estilo e motivar a apresentação de novas bandas que já tem pequenos sho-ws ensaiados e ainda não tiveram oportunidade de mostrar seus tra-balhos.

CODEXZAR – O Festival Co-dexzar será realizado no Institu-to AMA, dia 24 de agosto, du-rante à tarde, quando as bandas inscritas se apresentarão dispu-tando os 1º, 2º e 3º lugares, que receberão os seguintes prêmios respectivamente: a gravação da música campeã e um kit musical (jogo de corda para baixo e gui-tarra, palhetas e duas baquetas), cinco horas de ensaio num es-túdio e um kit musical, e para o terceiro um kit musical. À noite, haverá show das bandas Codex e Molho Negro, esta última, da capital. “Neste projeto queremos fazer com que os roqueiros que tem bandas tomem consciência de que a música que fazemos não é somente para a juventude, nem para ser feita somente por jovens, mas principalmente, para que seja curtida pelas famílias, como se vê nos grandes festivais de rock. O rock não pode mais ter aquela conotação de quando explodiu no mundo há mais de meio século. O rock é um gêne-ro com mais de 60 anos de tra-dição em todo o mundo, jamais um delírio adolescente. É onde está tudo de mais top em matéria de produção. Por isso, buscamos qualificação e isso requer tempo e dedicação”, argumentou o vo-calista Igor Cordeiro, que é Po-licial Militar, casado e tem duas filhas. “A vida de adulto não fez com que a gente deixasse de gos-

tar de tocar. O Siderlei é casado e vai ser pai ainda este ano. Eu sou comerciante, casado e pai de duas filhas. O único solteiro na banda é o Leo, mas é um cara adulto, que trabalha no ramo de pescado. A gente não está de brincadeira, não”, completou. Berg Bass, entrou em seguida. “Nossa afinidade com o rock é muito maior que as dificuldades que encontramos e superamos para entrar no estúdio e gravar, para se inscrever nos festivais e conseguir participar. Amamos isso que fazemos, independen-te se já estamos mais velhos do que quando nos envolvemos com o rock. Isso é paixão pra toda vida”, arrematou o baixista.

CLÁSSICO - O começo da Co-

dex é um típico enredo de milha-res de bandas de rock que fize-ram sucesso em todo o mundo: dois amigos, no caso Igor Cor-deiro (voz) e Berg Bass (baixo), se encontram nos corredores de uma escola de Ensino Médio, aí entra a Rio Caeté, onde deram início à ideia que logo contou com a adesão de Léo Gaspe-rin (bateria) e Siderley Oliveira (guitarra). Os primeiro caminhos que trilharam também segue o mesmo roteiro: percorreram os pátios das principais escolas da cidade. “Foi uma maneira que encontramos de tocar. Nós nos informávamos em que escola ha-veria Feira de Ciências e dáva-mos um jeito de ser atração. Com o tem começaram a aparecer os convites e então tocamos pela

primeira vez points noturnos como os extintos Nove Balões e a Unique. Daí em diante, passa-mos a participar de projetos em âmbito estadual e fomos gravar nossas primeiras composições próprias”, contou Igor.

Foi então que lançaram o primeiro EP, em 2010, com sete músicas autorais: “SOS”, “En-tardecer”, “Prisão sem muros”, “Recomeço”, “Fim de julho”, “Rotulado”, “Longe de tudo”, das quais, a primeira, “SOS”, tocou bastante nas rádios de Bra-gança, se estabelecendo entre as mais pedidas pela plateia durante os shows, por conta da execução.

NA ESTRADA - As excursões pelo interior do Estado iniciaram em 2011, quando os quatro par-

ticiparam do Grito Rock (Capa-nema), internacional, o Ecorock (primavera), Invasão Caipira (Capanema), Punk Rock Festi-val (Capanema). “Esses festivais são muito bacanas, porque além de músico e produtores de todo o Estado, também reúne pessoas do Rio, de São Paulo, do Ceará, enfim, dos mais variados luga-res. Essa variedade gera um in-tercâmbio maravilhoso. A gente troca CD uns entre os outros. E esse escambo de informações é muito interessante e produtivo. Essa é uma atividade que sempre prezamos muito”, avaliou Berg, que juntamante com seus compa-nheiros da Codex participou em 2012 do CCAA Fest (Belém), da Invasão Caipira (em Peixe Boi), e em Bragança Música na Estra-

da. Em 2013, esteve no Conexão Bragança, e no Rock na Praça, organizado pela própria banda, na Praça Rosa Blanco, na Aldeia, onde também se apresentaram Madame Saatan (Belém), a Ha-vana (Castanhal) e o bragantino Jenilson Jhos.

PRODUÇÃO – Atualmente, a banda está finalizando o segundo EP da banda, com quatro faixas “A saga”, “Fantoche”, “Olhos de Morcego” e “Sociedade Pirata”. “Agora estamos indo a Belém para tocar no Café Taverna, um lugar descolado da noite da capi-tal, onde tocam outras bandas de rock. Quem sabe essa investida não é uma nova etapa na vida da Codex?”, vislumbrou o vocalis-ta, muitíssimo bem humorado.

End: Rodovia Dom Eliseu, S/N - Bairro: Alto Paraíso

Farmácia em anexo

ELES PREPARAM O MELHOR DO ROCK para levar aos palcos, onde apresentam repertório de composições próprias e clássicos do gênero

É NOS ENSAIOS realizados numa câmera frigorífica desativada que surgem as grandes inspirações

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8 ATUAL José Clemente Schwartz

FOI ASSIM

Em 1974, os Jogos da Semana da Pátria ainda eram realizados na quadra da Escola Mâncio Ribeiro, onde a equipe de vôlei do extinto Colégio Professor Paixão sagrou-se campeã, com este

time que ilustra a sessão nesta edição: Geraldo Lima, Dedé Nunes, Osvaldinho Gardunho, Paulo Roberto Monteiro, Cristiano Rosa (in memorian), Fabiano Cardoso (in memorian) e Joãozinho Mota. O mascote ao lado, é Carlinhos Monteiro, o Toyota, ainda criança, que anos depois viria a ser um craque de sucesso neste tradicional certame desportivo. Recordar é viver.

Celpa EquatorialApós a sessão ordinária de quarta feira, 07, os parlamentares

reuniram na Alepa com os representantes da Celpa Equatorial, Pre-sidente Nonato Castro e o Diretor de Relações Institucionais, Mauro Chaves. Na ocasião, além de fazer um pequeno balanço dos nove me-ses que estão à frente da empresa, foram apresentadas as providencias tomadas no sentido de melhorar cada vez mais os serviços prestados à população paraense. O presidente apresentou os principais pontos para reestruturação da prestadora de serviço e, reconhecendo que há muito que se fazer, comprometeu-se com a execução das melhorias necessárias.

AS DEPUTADAS ANA CUNHA, Simone Morgado e Josefina do Carmo em frente à Prefeitura Municipal de Belterra

A diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas de Bragança (foto) está com tudo pronto para o XVII Queima Geral, que será realizada dias

04, 05 e 06 de setembro, quando o comércio fará, além das grandes promoções, ainda o sorteio de uma moto Fun KS 125, 0 Km

Bragantino ganha Prêmio InventorParabéns ao amigo Celso Araújo, que assina no facebook com o pseu-

dônimo Las Pimbas, por mais uma conquista em sua carreira acadêmica. Celso recebeu o Prêmio Inventor 2013, da PETROBRAS, terça-feira, 13, no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), cidade universitária, que fica na Ilha do Governador - Rio de Janeiro. Embora o coração ainda esteja em Bragança, Celso, que é doutor em Eletrônica, mora em Joinville, onde é professor universitário, atividade exercida por ele há mais de duas décadas, em diversas cidades do Sul. Para os amigos do Celso que o conhecem realmente, esta notícia, apesar de grandiosa, não causará tanta surpresa, vinda de quem vem. Aliás, o brilhantismo deste bragantino não se restringe à Ciência, mas ainda à poesia, e, sobretudo à sin-cera amizade, seu dom mais notório e, certamente, também, o mais arrojado.

Valeu, Las.

ArtesanatoGrupo composto por 19 arte-

sãos da zona rural de Bragança par-ticipa da Feira Estadual de Artesa-nato, realizada de 02 a 12 de agosto, no Hangar Centro de Convenções em Belém. Esta é a segunda vez que um grupo de artesãos representa o município em eventos intermuni-cipais. A primeira, em maio deste ano, o grupo esteve participando da Feira Internacional de Artesana-to em Belém, onde puderam trocar ideias e experiências com artistas de outros países.

RomariaAs reuniões para tratar acerca

dos preparativos para Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Bragança, já começaram e a novidade deste ano é a inclusão de mais uma romaria, a dos motociclistas, outra classe que faz questão de prestar homenagem à Padroeira dos Paraenses.

OS REPRESENTANTES garantiram que haverá melhoria nos serviços da emprsa

DEPUTADA SIMONE MORGADO, com o presidente da ALEPA, Deputado Márcio Miranda, o presidente da CELPA, Nonato Castro, e o diretor Mauro Chaves.

Alepa visita o oeste

Dando continuação ao projeto “Assembleia Junto com o Povo”, a Alepa realizou ação itinerante no oeste do Pará, onde os deputados visitaram os mu-nicípios de Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém. A Atual não poderia deixar de publicar estes registros.

SIMONE MORGADO com os deputados Antônio Rocha, Josefina do Carmo e os vereadores do PMDB de Santarém, Júnior Tapajós e Ronan Liberal Jr

Na AlepaDe volta para mais um semestre le-

gislativo, Simone Morgado recebeu muitas visitas em seu gabinete, na Alepa, onde li-deranças de vários municípios vão ao en-contro da parlamentar para buscar soluções e apresentar propostas em prol de melho-rias para suas respectivas comunidades. Confira quem esteve por lá neste mês de agosto. As fotos são de Guilherme Thorres.

SIMONE MORGADO com o os amigos de Maracanã, o vereadores Sérgio Barbudo, Guto Santos e Wesley ‘Lindo’ Lobo

ENCONTRO DE AMIGOS: Vereador Wanderley Quaresma (Belém), junto com Gabriel Mendes e Pedro Freitas, respectivamente presidente e vice-presidente da COMAAS- Cooperativa Mista Agrícola e Agroindustrial de Salvaterra, e a vereadora Inês Rosa (Marapanim)

SIMONE com o Secretário de Cultura e Turismo de Bragança, Fagner Ramos

SIMONE com o peemedebista e ex prefeito de Curionópolis, João Chamon

Eliminatórias a milFazemos uma ideia como não será o campeonato, pelo entusiasmo das eliminatórias para o futsal dos Jogos da Semana da Pátria. O

colunista foi conferir a noite da decisão, sábado, 17, quando as equipes tiveram a última chance para participar ou não do certame cívico--desportivo mais importante da região bragantina, e, claro, fez uns clics da torcida, especialmente para este nosso espaço.

O PREFEITO Nelson Magalhães no Corolão

NATÁLIA GONÇALVES e Rodrigo Araújo

ADELANO Gonçalves O ARTISTA PLÁSTICO Mário Celio marcando presença

PAULO ROBERTO, Giovana Sousa e Marcelo Caeté EBER ALENCAR, Cássio Blanco Maciel e Bodeco não perderam um dia das eliminatórias

ANGÉLICA e Gabriel Gonçalves com Nenê Oliveira, durante almoço na ilha da Gigoia

ANGÉLICA e Gabriel Gonçalves, após pegarem os kits para participar da meia maratona

Meia maratona

O casal Angélica e Gabriel Gonçalves, bragantinos da gema, participaram da Meia Maratona do Rio de Janeiro, domingo, 18, saindo de São Conrado, sem per-der o pique jamais, até o Aterro do Flamengo, final do cortejo desportivo. Na Cidade Maravi-lhosa, é claro que encontraram com o embaixador oficial dos caeteuaras em plagas cariocas: o produtor Carlos Augusto, nosso querido Nenê Oliveira, que ci-ceroneou os conterrâneos como de costume, indicando sempre o melhor a se fazer.

CELSO com esposa Jamile Julião, em momento relax, após a premiação, no Rio de Janeiro

CELSO ARAÚJO, o primeiro da esquerda, recebendo o Prêmio Inventor, com os demais cinco cientistas condecorados em outras categorias do academicismo