Laudo Ambiental UFSCar

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MODELO DE LAUDO AMBIENTAL

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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE SO CARLOS PR-REITORIA DE GESTO DE PESSOAS

    Diviso de Sade e Segurana no Trabalho

    Seo de Segurana no Trabalho

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    LTCAT

    LAUDO TCNICO DAS CONDIES AMBIENTAIS DE TRABALHO

    AVALIAO DE INSALUBRIDADE E DE PERICULOSIDADE

    LOCAL: DEPARTAMENTO DE FSICA DF

    CCET - CENTRO DE CINCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA

    CAMPUS DE SO CARLOS UFSCar

    PR-REITORIA DE GESTO DE PESSOAS - PROGPE

    DIVISO DE SADE E SEGURANA NO TRABALHO DISST

    SEO DE SEGURANA NO TRABALHO SEST

    JUNHO / 2014

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    SUMRIO

    Pg.

    1. INTRODUO........................................................................................................... 2. FUNDAMENTAO LEGAL..................................................................................... 3. METODOLOGIA UTILIZADA NA AVALIAO E ANLISE......................................

    3.1- Mtodos Qualitativos.............................................................................................. 3.2- Mtodos Quantitativos............................................................................................

    4. ALGUMAS DEFINIES.......................................................................................... 5. DESCRIO DO LOCAL.......................................................................................... 6. ESTRUTURA FUNCIONAL....................................................................................... 7. RECONHECIMENTO, DESCRIO E AVALIAO TCNICA DOS RISCOS

    AMBIENTAIS.................................................................................................................. 7.1. ANLISE QUALITATIVA................................................................................... 7.2. ANLISE QUANTITATIVA................................................................................

    8. CONCLUSO............................................................................................................ 9. CONSIDERAES FINAIS.......................................................................................

    3 3 4 4 4 5 8 8 10 10 112 112 113

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    LAUDO TCNICO DAS CONDIES AMBIENTAIS DE TRABALHO

    LOCAL ANALISADO: Departamento de Fsica - DF Campus So Carlos

    1. INTRODUO O presente laudo visa reconhecer e avaliar os agentes de riscos ambientais existentes nas

    instalaes do Departamento de Fsica - DF do campus So Carlos. Alm disto, este laudo servir como referncia nos processos de anlise de solicitaes de adicionais ocupacionais (insalubridade, periculosidade, irradiao ionizante e gratificao por trabalhos com Raios-X ou substncias radioativas). A Seo de Segurana no Trabalho SeST da Diviso de Sade e Segurana no Trabalho - DiSST, realizou o levantamento das atividades tpicas desenvolvidas e dos agentes ambientais presentes nos locais de trabalho, visando emisso do referido laudo.

    2. FUNDAMENTAO LEGAL Embora os servidores da UFSCar sejam regidos pela Lei n

    o 8112/90 (RJU - Regime Jurdico

    nico dos Servidores Civis da Unio, das Autarquias e das Fundaes Pblicas Federais), na Orientao Normativa MPOG-SGP n

    o 06 de 18 de maro de 2013 (estabelece orientao

    sobre a concesso dos adicionais de insalubridade, periculosidade, irradiao ionizante e gratificao por trabalhos com Raios-X ou substncias radioativas, e d outras providncias), em seus artigos 2

    o, 3

    o e 10

    o, prevista a utilizao da legislao de natureza

    celetista para fundamentar matria pertinente segurana e medicina do trabalho: - Normas Regulamentadoras n

    o 15 e n

    o 16 da Portaria MTB n

    o 3214/78 (regulamenta a Lei

    no 6514/77, que rege a matria de Segurana e Medicina do Trabalho, aplicada pela

    Consolidao das Leis do Trabalho).

    Demais Legislaes Correlatas

    ART. 68 a 70 DA LEI No 8112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 - RJU - Regime

    Jurdico nico dos Servidores Civis da Unio, das Autarquias e das Fundaes Pblicas Federais;

    ART. 12, DA LEI N 8.270, DE 17 DE DEZEMBRO DE 1991 Dispe sobre reajuste da remunerao dos servidores pblicos, corrige e reestrutura tabelas de vencimentos, e d outras providncias;

    LEI N 1.234, DE 14 DE NOVEMBRO DE 1950 Confere direitos e vantagens a servidores que operam com Raios X e substncias radioativas;

    DECRETO No 81.384, DE 22 DE FEVEREIRO DE 1978 - Dispe sobre a concesso

    de gratificao por atividades com raios-x ou substncia radioativas e outras vantagens, previstas na Lei n 1.234 de 14 de novembro de 1950, e d outras providncias;

    DECRETO N 97.458, DE 11 DE JANEIRO DE 1989 Regulamenta a concesso dos Adicionais de Periculosidade e de Insalubridade;

    DECRETO N 877, DE 20 DE JULHO DE 1993 Regulamenta a concesso do adicional de irradiao ionizante de que trata o 1 do art. 12 da Lei n 8.270, de 17 de dezembro de 1991.

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    3. METODOLOGIA UTILIZADA NA AVALIAO E ANLISE A metodologia adotada para a realizao das avaliaes segue o recomendado pela Norma Regulamentadora N

    o 15 (NR-15) e Normas de Higiene Ocupacional (NHO) da

    FUNDACENTRO. Quando necessrio ou recomendado, so utilizadas tambm as normas pertinentes da ABNT Associao Brasileira de Normas Tcnicas ou de entidades internacionais reconhecidas, como NIOSH - National Institute for Occupational Safety and Health (EUA) e ACGIH - American Conference of Governmental Industrial Hygienists (EUA). Para a presente anlise, foram observadas as NR-15 e a Orientao Normativa MPOG-SGP n

    o 06 de 18 de maro de 2013.

    3.1- Mtodos Qualitativos Informaes obtidas atravs de inspeo do local de trabalho por profissional habilitado para radiaes no-ionizantes, frio, umidade, alguns produtos qumicos e para agentes biolgicos (NR-15 Anexos 7, 9, 10, 13 e 14).

    3.2- Mtodos Quantitativos Informaes obtidas atravs da dosagem e medio dos agentes fsicos e agentes qumicos que constam na NR-15 Anexos 1, 2, 3, 5, 6, 8, 11 e 12, comparando os resultados obtidos com os Limites de Tolerncia expressos na NR-15 ou, na falta destes, publicados por entidades internacionais reconhecidas (p.ex. NIOSH e ACGIH):

    a) Rudos A avaliao da exposio ocupacional ao rudo contnuo ou intermitente deve ser feita por meio da determinao da dose diria de rudo ou do nvel de exposio, parmetros representativos da exposio diria do trabalhador. O critrio de referncia que embasa os limites de exposio diria adotados para rudo contnuo ou intermitente corresponde a uma dose de 100% para exposio de 8 horas ao nvel de 85 dB(A). O critrio de avaliao considera, alm do critrio de referncia, o incremento de duplicao de dose (q) igual a 5 e o nvel limiar de integrao igual a 80 dB(A). Normalmente utilizado um Dosmetro de Rudos, com medidas em decibis (dB); Para Rudo Contnuo e Intermitente, instrumento de nvel de presso sonora operando no circuito de compensao A e circuito de resposta lenta (SLOW), com Limite de Tolerncia de 85 dB (A) para 8 horas de exposio diria NR-15 Anexo 1. Para Rudo de Impacto (aquele que apresenta picos de energia acstica de durao inferior a 1 segundo, a intervalos superiores a 1 segundo), avaliado em decibis como medida de nvel de presso sonora, leitura feita no circuito linear e circuito de resposta rpida (FAST). Neste caso o Limite de Tolerncia ser de 120 dB (C) NR-15 Anexo 2. Nas avaliaes utilizado um dosmetro marca INSTRUTHERM, modelo DOS-500, patrimnio no. 18939, ajustado com nvel de critrio (Lc) de 85 dB, nvel limiar (Lt) de 80 dB e o incremento de duplicao de dose (q) igual a 5, equivalente a EA de 5 dB.

    b) Temperatura A exposio ao calor deve ser avaliada atravs do "ndice de Bulbo mido Termmetro de Globo" IBUTG, que considera a temperatura de bulbo seco (tbs), a temperatura de bulbo mido natural (tbn) e a temperatura de globo (tg), de acordo com as equaes que se seguem:

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    Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg

    Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg Nas avaliaes utilizado um Medidor de Stress Trmico da marca INSTRUTHERM, modelo TGD-400, patrimnio no. 136272, que calcula o IBUTG automaticamente, de acordo com NR-15 Anexo 3.

    c) Radiaes

    c.1) Ionizantes: avaliao deve ser feita de acordo com norma CNEN-NE-3.01 Diretrizes Bsicas de Radioproteo NR-15 Anexo 5. Nas avaliaes utilizado um detector de radiaes ionizantes (radiaes Alfa, Beta, Gama e Raios-X) modelo Radalert 100, marca Iospectra, patrimnio no. 18880, ajustado com escala em microSievert por hora (Sv/h).

    c.2) No Ionizantes: ultravioleta, radiao visvel e infravermelha, laser, microondas e ultra-sons, etc., empregando mtodos especficos e prprios para cada um deles e/ou inspeo no local de trabalho NR-15 Anexo 7.

    d) Agentes Qumicos: avaliao quantitativa de acordo com o produto qumico a ser avaliado; resultados quantitativos podem ser obtidos atravs de anlise por diferentes mtodos, com equipamentos e processos especficos para cada agente qumico.

    4. ALGUMAS DEFINIES

    Agentes ambientais Em nosso ambiente de trabalho, estamos expostos a uma grande diversidade de agentes ambientais. A maioria destes faz p