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SomosRevista nº5 Escola Secundária do Castêlo da Maia março 2012

Revista ESCM - nº5 - Março de 2012

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SomosRevista, Revista da Escola Secundária do Castêlo da Maia

Text of Revista ESCM - nº5 - Março de 2012

  • SomosRevista n5Escola Secundria do Castlo da Maiamaro 2012

  • 02

    editorial

    03

    aconteceu

    05

    palavras solta

    36

    fora de portas...

    50

    vale a pena

    58

    pontos de vista

    76

    assim fazia a m

    inha av..

    . 84

    sabias que...

    66

    galeria

    70

  • SomosRevista 03

    editorial

    Educao em 2020, que desafios nos esperam?

    Tendo em considerao o documento Schools over: Learning spaces in Europe in 2020: an Imaging exercise on the future of learning, este defende que, num futuro prximo, a escola alargar os seus horizontes, aumentando assim a sua heterogeneidade e diferena uma vez que englobar alunos mais heterogneos entre si (a nvel cultural, econmico, social) o que levar o docente e as escolas a terem a preocupao e a necessidade de atender a esta mesma diversidade. Neste sentido, este alargamento do processo formativo exige uma reformulao do papel dos objectivos, metas de aprendizagem e competncias. Actualmente o nosso sistema de ensino assenta numa matriz muito centralizadora e hierrquica, em que o Ministrio da Educao (ME) define currculos (em Portugal, segundo o PISA 2009, as escolas no tm praticamente nenhuma autonomia nos currculos dos alunos), determina as horas da componente lectiva e no lectiva dos professores e est muito presente em quase todas as decises na medida em que tudo est legislado centralmente. A avaliao das instituies e das pessoas (professores, funcionrios) no excepo; tambm ela est ancorada num modelo muito normativo, que, embora deixe margem de manobra para as escolas se apropriarem dele, moldando - o sua realidade, encontra-se ainda num formato muito centralizador, porquanto balizado por uma ampla produo legislativa. Por outro lado, emerge uma nova vaga que coloca uma parte importante da aprendizagem fora dos permetros das instituies formais de educao o que vai obrigar a repensar esta hierarquia, obrigando necessidade de formalizar a informalidade e cedendo terreno a sistemas de referncia mais heterrquicos; consideramos que provavelmente esta ser uma boa oportunidade para reforar a autonomia das escolas, deixando que elas implementem os seus projectos, sempre numa lgica de prestao de contas sobre o seu desempenho, tendo como principal objectivo formar indivduos

  • 04

    competentes, acadmica e socialmente. Nesta lgica, a avaliao dos alunos deixar de existir unicamente para testar os contedos adquiridos em contexto de sala de aula, passando a ser mais abrangente e globalizadora, tendo como principal objectivo dotar os alunos de competncias acadmicas e pessoais.Perante o exposto, na nossa opinio, devero continuar a existir objectivos e competncias gerais definidas pela tutela, bem como uma parte do currculo dever ser definida pelo ME de modo a fornecer orientaes que uniformizem as competncias bsicas em cada rea curricular e/ou disciplina, ajudando o professor na sua prtica, sem, no entanto, lhe retirar o grau de autonomia e de gesto do tempo, to importantes para uma educao bem sucedida. Este desafio tem tendncia a agravar-se com o fim de one size fits all na educao, decorrente da personalizao da aprendizagem. A crescente importncia da aprendizagem informal () assente numa aprendizagem fora dos velhos limites dos muros institucionais e a criao de redes de aprendizagem alargadas iro alterar o actual paradigma educativo, na medida em que, contrariamente ao ensino tradicional, no qual o professor era o centro do conhecimento, na aprendizagem informal, a informao no recebida, exclusivamente, pela transmisso dos conhecimentos, mas o aluno tem de construir, procurar e reflectir sobre a sua aprendizagem. Assim, o profissional de educao dever continuar a estruturar o processo formativo planeando a sua aco com o intuito de desenvolver competncias nos seus alunos, atravs de situaes-problema, tentando ir, sempre que possvel, ao encontro das suas necessidades, interesses bem como tendo sempre presente a emergncia do investimento no capital humano. Um dos maiores desafios que se vai colocar no domnio da educao nos prximos tempos a questo da equidade na medida em que sociedades menos equitativas conduzem a sistemas de ensino muito desiguais: ser que as escolas iro conseguir atenuar as diferenas da sociedade permitindo casos de sucesso em alunos que partida esto em desvantagem? Recuperar o atraso de uns e simultaneamente estimular os mais proficientes , quanto a ns, talvez o maior desafio das escolas do sc. XXI.

    Diretora da ESCM Paula Romo

  • SomosRevista 05

    O Dia da Filosofia traz a cada conscincia a facticidade do Filosofar, latente em

    cada ser que pensa e sente.Saramago tem razo quando afirma: acho que na sociedade atual nos falta

    filosofia.

    Por condio somos todos cmplices do aprender a pensar, do nascimento morte.

    E da potncia ao ato, revisitamo-nos dentro e fora de ns, ao longo dos diferentes estdios etrios, em cada vidaAqui, neste dia, nos pequenos textos, dirios de bordo, marcadores, fotografias,

    imagens, o testemunho vivo dos alunos da nossa escola. No s do ensino secundrio, mas tambm e vincadamente, dos nossos alunos do oitavo ano. este privilgio de termos em nossas mos tanto potencial, que nos ressuscita a vontade de repartir saberes, numa entrega feliz, que vai acordando e se vai revelando, na riqueza genuna do aprender a serNa verdade, dentro de ns, h uma coisa que no tem nome, essa coisa o que somos. Que o Dia da Filosofia se repita todos os anos, porquesem ideias no vamos a lado

    nenhum.

    Professora Marinela Guimares

    O Dia da Filosofia

    Se podes olhar v, se podes ver, repara

    Saramago

    aconteceu

  • aconteceu

    06

    Dia de S. Martinho Venda de plantas e hasteamento da

    bandeira verde das Eco Escolas

  • SomosRevista 07

    No dia 11/11/11, foi feita uma venda simblica de plantas dos jardins da escola, dinamizada no mbito do Projeto Jardins com Futuro e

    integrada nas atividades conjuntas de comemorao do dia de S.

    Martinho. Todas as plantas vendidas foram enriquecidas com quadras alusivas a este dia festivo, realizadas por alunos de diferentes turmas, em parceria com o Clube de Lnguas. A verba apurada ser destinada

    a apoiar alunos carenciados da nossa escola. Esta atividade permitiu sensibilizar todos para a importncia da preservao de plantas que sero alienadas no processo de construo da nova escola. Contou,

    ainda, com a prestimosa colaborao de quatro alunas do 9 B

    (Beatriz, Carlota, Catarina e Sofia).

    Aproveitando esta comemorao to alargada e na sequncia do empenhamento da comunidade educativa da nossa escola pela defesa do ambiente, nela e fora dela, foi hasteada a bandeira verde galardo - atribuda pelas Eco Escolas, pelo trabalho desenvolvido nesta temtica ao longo do ano letivo transato. Reala-se o envolvimento mais ativo dos alunos das ento turmas do 10C e 11F,

    da Chefe dos servios administrativos, D. Isabel Serdio, da agente

    operacional D. Ftima Mandim e da nossa Direo. Professores Helena Fernandes e Nuno Gomes

  • aconteceu

    08

    Na troca direta dum bem por outro no utilizado qualquer outro meio intercalar ou dinheiro, no existindo qualquer mediao monetria. Nos tempos mais remotos, com a fixao dos homens

    terra (sedentarismo), surgia a primeira manifestao de comrcio: o escambo, que consistia na troca direta de mercadorias (cada uma das partes interessadas entrega outra um bem ou servio para receber da outra parte outro bem ou servio sem que um dos bens seja moeda) como o gado, sal, gros, pele de animais, cermicas, cacau, caf, conchas, ajuda nos servios agrcolas, conserto de calado, . (moeda-mercadoria). Quando as populaes comearam a especializar-se nas suas atividades passaram a produzir mais do que aquilo que consumiam, o que lhes permitiu trocar entre si produtos diferentes. medida que a especializao aumenta surgem excedentes de produo usando o bem intermdio, a moeda, para proceder s trocas (troca indireta).Apesar da monetizao da sociedade moderna, o escambo continua a fazer parte do nosso quotidiano - quando um amigo conserta o seu computador em troca de um outro servio qualquer, como por exemplo, uma boleia ou mesmo o

    emprstimo do veculo para passear. Acresce que esta prtica, do escambo, tem vindo a revitalizar-se com a Internet, atravs de stios para troca on-

    line de mercadorias e servios. No facebook, h o aplicativo INIO (I need, i offer) que permite aos

    usurios listarem os produtos e/ou servios que oferecem e os de que necessitam e, dessa forma, verificar as coincidncias para realizar as trocas.

    O blog Escambo Fashion organiza em Campo

    Grande, frequentemente, encontros em bares

    para realizar as trocas. No site Economia Viva h outra sugesto de organizao que utiliza moedas solidrias. Outro dos exemplos de troca direta o Banco do Tempo, to presente nos nossos dias.

    um espao para troca de produtos, servios e saberes sem o uso de dinheiro, de uma forma solidria e promovendo a cooperao em vez da competio, ficando resolvidos os problemas

    das duas partes sem qualquer custo para ambos. Em diversas regies do globo, as trocas diretas de gneros, objetos e utenslios de trabalho continuam a ser prtica corrente. Historicamente, ainda

    habitual o escambo readquirir importncia em pocas de crise econmica e de inflao, quando

    o dinheiro perde grande parte do seu valor.

    Troca direta

  • SomosRevista 09

    Relacionando os objetivos do Clube Economia

    Domstica com os anos de crise que Portugal, a

    Europa e o Mundo esto a viver, as responsveis pelo projeto decidiram pr em prtica os usos

    mais antigos da nossa histria para que todos ns possamos recordar as dificuldades vividas e

    ultrapassadas, ao longo dos tempos. Impe-se

    a pergunta - por que no havemos de conseguir desta vez? agora que as sociedades esto melhor preparadas para enfrentar os desafios e

    as mudanas constantes a que ns, cidados do mundo, assistimos todos os dias. H que pensar

    global mas agir local. Foi por isso que, no mbito do Clube, realizmos, na escola, no passado dia onze

    de novembro, a feira de troca direta e planemos para o segundo perodo a atividade Banco do

    Tempo. A Feira de Troca Direta foi um espao de aprendizagem e de convivncia para os nossos alunos, visto que nela foi possvel aprender e compreender estratgias de solidariedade onde foi trabalhada e estimulada uma ideia inovadora, ldica, mas ao mesmo tempo pedaggica, com o objetivo da prtica da economia solidria como incluso social. Professora Gorete Porto

  • aconteceu

    10

    Eu e o cavalo

    Aps uma longa espera pela realizao de atividades equestres na nossa escola, no dia 28 de Novembro duas

    lindas criaturas foram recebidas com muito carinho pela comunidade escolar.Com a colaborao da escola EQUI MAIA, que

    prontamente aceitou presentear-nos com dois cavalos que vieram aquecer este dia!Foi dada a oportunidade, aos alunos, de poderem montar o Cobalt, ou darem um passeio na Charrette puxada pelo

    Russo. Para muitos o encanto passou apenas por uma festinha

    na cabea destes animais, para outros montar tornava-se j um vcio. A experincia foi, de tal modo, acolhida por todos que juntaram-se a esta no s alunos, mas tambm professores e funcionrios. Vejam bem que at a Directora Paula Romo no resistiu a uma voltinha na Charrette!

    A ideia desta atividade surge com a vontade de criar uma maior interao entre ns, seres humanos, e os animais; mais uma tentativa de mostrar que eles merecem tanto como ns. Pedem respeito, necessitam de carinho,

    precisam de algum que os ame, algum que cuide deles incondicionalmente!Fica, ento, a vontade de se repetir este dia: O animal e eu, neste caso o cavalo e eu. Joana Moreira |12E

  • SomosRevista 11

    "Blindness is when you refuse to see...

    Dumbness is when you refuse to talk...

    Deafness is when you refuse to hear...

    Physical handicap is when you refuse to move...

    Disability in life is a matter of behaviour!

    Isabel Marques (professora estagiria)

    If you saw people with the heart and not through

    their disabilities you would build the perfect world!

    Andreia Carvalho (professor estagiria)

    We shouldn't discriminate disabled people but understand and help them. Kindness is the language which the deaf can hear and the blind can see."

    Lcia Teixeira (professora da turma)

    "In our opinion, people who have disabilities are

    normal people. They don't like to be discriminated.

    They are as they are and they are happy that way!

    We must make part of that happiness by accepting

    them as they are and not discriminating them."

    Rita Freitas e Beatriz Maia|9B

    I think that one should never judge people with

    disabilities, because they see the world from a

    different perspective from ours, but they all feel the

    same way.

    Never judge people for their appearance but for what they really are!

    Gisela, Gonalo, Bruno Alves e Renata | 9B

    The real disability is the disability of giving up.

    The only obstacle in our lives is the one that makes

    us think that we can't do this or that, because we

    can do everything we want!

    We shouldn't judge people by what we see, but by

    what we feel.

    With their heart, disabled people can see the most beautiful scenery, they can listen to the most

    beautiful melody and they can speak much better

    than us about the most beautiful feeling: love!

    Sofia, Rita Marques, Rafael e Jack |9B

    ''The only deaf people are the ones who don't want

    to hear''.''Blindness is the most beautiful way to see the world.

    They see the world with their heart.''

    Ins, Gustavo, Veronika e Julio |9B

    Disabilities e Discrimination

    Na aula de Ingls do dia 14 de Novembro, dinamizada pela estagiria

    Isabel Marques e no mbito dos temas Disabilities e Discrimination,

    os alunos do 9B foram convidados a escrever algumas frases dando

    a sua opinio sobre o tema. As professoras deram o exemplo. Aqui ficam algumas delas que nos fazem refletir sobre a nossa atitude para

    com os deficientes com quem convivemos dia a dia.

    As professoras Lcia Teixeira, Isabel Marques e Andreia Carvalho

  • 12

    aconteceu

    Atividade Brao Direito - um dia no teu futuro

    Alguns dos nossos alunos tiveram a oportunidade de participar nesta atividade porque a Escola Secundria

    do Castelo da Maia uma, de entre muitas outras, que se

    inscreveu no programa empreendedorismo promovido pela Junior Achievement Portugal (JAP), associao

    sem fins lucrativos, empenhada em levar s escolas

    programas que desenvolvem o empreendedorismo, o gosto pelo risco, criatividade, responsabilidade, iniciativa e inovao. O envolvimento e a inspirao dos jovens so baseados em trs valores essenciais: respeito, integridade e excelncia. A atividade Brao direito um dia no teu futuro, lanada

    pela primeira vez este ano letivo, pela JAP, possibilitou

    o acompanhamento de um aluno em todas as tarefas de um profissional Voluntrio, no seu local de trabalho,

    durante um dia. A atividade decorreu entre os dias 14 e

    18 de Novembro. Esta experincia foi aceite com muito

    interesse por alguns alunos porque compreenderam que se iria estabelecer uma ponte entre a educao e o mundo laboral. De igual modo, esta nova experincia s pode ser vivenciada pelos alunos dada a abertura a novas e boas prticas e ao esprito de renovao e mudana das metodologias nas escolas, viso da Exma. Diretora da escola, Paula Romo, e da professora

    Gorete Porto.

    So os depoimentos de alguns alunos participantes, que

    levaro os leitores a compreender o quo importante foi, para eles, esta nova experincia.Depoimentos sobre Brao Direito

    Na segunda-feira, dia 14 de novembro,

    tive a oportunidade de ficar a conhecer

    um pouco melhor a realidade da Sonae e

    da sua atividade. O meu dia foi passado a ver exatamente o que faz uma pessoa dos Recursos Humanos. So vrias as suas

    funes, desde tratar de salrios e de outros compromissos com os trabalhadores da empresa, at contactar com pessoas exteriores mesma. Nos ltimos dias, tem sido realizado um processo de seleo devido a um programa para jovens universitrios. Foram-me mostrados todos os passos desta seleo, incluindo o contacto telefnico com o candidato para averiguar o interesse (ou no) em aceitar esta oportunidade. Alm disso, foi-me tambm explicado todo o processo de contratao de funcionrios e colocao de pessoal (j pertencente ou no empresa) nos cargos com dfice de funcionrios. Por

    outro lado, a voluntria que me acompanhou tambm me explicou em que consiste toda a atividade desta grande empresa, bem como os diferentes setores da economia em que esta est presente. Fiquei tambm a conhecer um pouco mais sobre a histria de um dos maiores grupos nacionais e todo o processo de expanso que o transformou na empresa de grande importncia que atualmente.Agradeo a esta grande empresa a disponibilidade que teve para me receber e acredito que esta atividade contribuiu imenso para a minha formao.

    Jos Miguel Soares |12E

  • SomosRevista 13

    O dia passado na empresa Sonae, com as voluntrias

    Maria Joo Ramalho e Alexandra Mendes, foi um dia

    diferente, mas muito bom, onde pude aprender mais sobre a grande empresa, sobre as funes de cada equipa do Departamento de Recursos Humanos,

    sobre como elaborar um currculo e uma carta de apresentao. Assisti de perto a um dia de trabalho de duas tcnicas do Departamento referido, podendo, assim, compreender as funes que cada uma exercia. Este dia foi muito enriquecedor, pois permitiu-me saber como tudo organizado e feito na Sonae, de modo a

    que todos os produtos cheguem ao local certo e sem falhas. Gostei muito da experincia, mesmo no sendo a rea

    que desejo seguir no futuro. Ana Carolina|12E

    Gostei bastante de ter participado na

    atividade Brao Direito, pois pude estar com

    um profissional no seu dia-a-dia. Apesar de

    acharmos que sabemos como um dia de trabalho, a verdade que s percebemos a realidade quando l estamos. Fui escolhida para estar no balco de informaes do Continente, mas a pessoa com quem estive

    fez-me uma visita guiada por toda a loja, pelo armazm e pelos escritrios, e explicou-me no s a sua funo como tambm a funo de cada trabalhador, o que foi bastante enriquecedor. Brbara Lopes|12E

  • aconteceu

    14

    A turma de Desporto do 11I, no mbito da

    disciplina de Organizao e Desenvolvimento Desportivo, em associao com o projecto Vencer o tempo nas 7 cidades, organizou uma atividade, denominada jogos tradicionais para os idosos, realizada na manh do dia 16 de dezembro de 2011.

    Para que esta atividade se realizasse, vrios

    planos foram feitos para que no dia nada faltasse.A turma foi dividida em 4 grupos, e cada um

    organizou o espao, fez o regulamento e fichas de jogo para o jogo tradicional que

    lhes correspondia.No dia da visita, os idosos foram recebidos pela turma do 11G e, de seguida,

    encaminhados para o pavilho C para

    outra atividade decorrente nesse dia, denominada Mesas de Natal. L puderam

    comer e saborear os mais tpicos doces de Natal.Mais tarde, chegou ento a hora em que foi realizada a atividade proposta pelos alunos do 11I, onde se pde constatar que

    os idosos se divertiram a jogar os jogos da sua gerao, relembraram os bons velhos tempos e conviveram entre si e com os alunos e professores presentes com muita alegria e prazer. Joo Costa e Raquel Gonalves |11I

    Vencer o tempo nas 7 cidades

  • SomosRevista 15

    No dia 16 de dezembro de 2011, recebemos

    uma visita muito agradvel de um grupo de seniores do projeto Vencer o tempo nas 7 Cidades, do qual alguns alunos da nossa

    escola fazem parte.Sabendo antecipadamente desta visita,

    os alunos do 11G decidiram prontamente

    participar na atividade. Como estvamos

    na poca natalcia decidimos criar um coro de Natal, com o objetivo de recebermos de uma forma diferente e muito mais divertida, o grupo de seniores. Com a concordncia de

    todos, a turma preparou tudo ao pormenor, incluindo roupas e acessrios, com o apoio incondicional das professoras Emlia Cabral e

    Silvina Pais, a quem agradecemos.

    Foi um momento nico para todos, principalmente para ns, alunos, pois tivemos a honra de fazer algum sorrir numa poca to especial como o Natal.E no h nada melhor do que fazer algum sorrir. Daniela Lameira e Mariana Teixeira |11G

  • aconteceu

    16

    Hoje em dia, a tarefa de cativar os alunos cada

    vez mais difcil e atribuir a uma aula algo que a diferenciao consegue, motivar os alunos para a aprendizagem, gratificante. Foi essa a estratgia

    da professora Gorete Porto ao transformar uma aula

    que, inicialmente, se figurava como mais uma aula de

    Sociologia, num momento agradvel, de convvio, de

    aprendizagem, onde o fator diferena permaneceu desde o incio at ao final.

    Uma aula diferente marcou o dia de todos os presentes. Abordando o tema cultura, a turma E do 12 ano aprendeu com colegas de outras turmas que

    cada um de ns se insere numa determinada cultura e que, por vezes, dentro da mesma cultura existem subculturas. A cultura possui, assim, um carcter temporal e espacial. Mas, afinal, o que a cultura? Esta aula comeou

    com uma pequena abordagem ao termo cultura, sendo definido como um todo complexo que inclui os

    conhecimentos, as crenas religiosas, a arte, a moral, os costumes e todas as outras capacidades e hbitos que o homem adquire enquanto membro da sociedade.Aps esta pequena introduo, assistimos a uma apresentao de vrios alunos da nossa escola provenientes de diversos pases como Brasil, frica do

    Sul, Venezuela, Equador, China, Moldvia, Ucrnia e

    Blgica. Cada um falou um pouco sobre o seu pas.

    Abordaram aspetos como a histria, a comida tpica, as festas, a msica, a educao, a religio. A maioria destes alunos considera Portugal um pas acolhedor,

    onde no encontraram grandes obstculos para se integrarem. Nem mesmo a lngua!

    Uma aula diferente

  • SomosRevista 17

    Uma aula diferente

    A turma transmitiu uma atitude interessada e participativa, querendo sempre saber mais. Por

    exemplo, no caso da Blgica, a aluna deu-nos a

    conhecer o hino do seu pas, fazendo com que todos os presentes tivessem cantado, ou pelo menos tentado. Foi uma aula muito enriquecedora e, como j referi, diferente. Diferente porque no foi a tpica aula onde o professor expe os seus conhecimentos relativos a um assunto, mas porque houve depoimentos de cidados das culturas representadas na nossa escola e tambm nesta aula e que nos apresentaram marcas to distintas de cultura para cultura.No final, tambm a turma quis deixar uma marca de

    Portugal, cantando com todo o orgulho e mo ao

    peito o Hino Nacional.

    Em nome dos restantes presentes, posso afirmar que

    foi um enorme prazer conhecer estes alunos pois, no fundo, eles so to diferentes mas to iguais a todos ns! Sinto que sou cada vez mais capaz de respeitar a

    diferena e sei que nenhuma cultura se pode sobrepor s outras. Somos todos iguais dentro de um mundo to

    diferente! Ana Rita Areosa|12E

    para quem quiser espreitar a aula: http://www.youtube.com/watch?v=Hq6VGBm9DFE

  • aconteceu

    18

    No dia 4 de novembro, os alunos da turma F do oitavo ano de escolaridade realizaram uma visita ao

    Lar Prof. Dr. Vieira de Carvalho, no mbito do projeto Velhos so os trapos, desenvolvido na disciplina

    de Formao Cvica. Esta atividade (que contou tambm com a colaborao das professoras Raquel

    Lopes e Ana M Silva do Clube de Teatro e com o apoio inexcedvel dos pais/EE da turma) foi o culminar

    de um processo longo (iniciado no ano letivo anterior), que tinha como principais objetivos a tomada de conscincia da importncia dos mais velhos na nossa vida e na construo da nossa pessoa e estimular o esprito de partilha e o gosto de fazer / construir algo para os outros. O impacto desta visita foi surpreendente e excedeu todas as expectativas, quer junto dos utentes da instituio quer junto dos alunos, tendo ficado inclusive o convite por parte da Direo do lar para que se repitam estes momentos

    de partilha e de convvio intergeracional. As Diretoras de Turma, Alice Sousa e Ana Caseiro

    Velhos so os trapos

  • SomosRevista 19

    Cano Velhos so os trapos (letra dos alunos do 8F da ESCM, msica de Antnio Variaes)

    Comea a envelhecer

    Como uma flor a renascer

    Serena e calma a contemplar

    Aps tudo vencer.

    Vencer no ter tudoNascemos pr Mundo mudarUma pequena doaoBasta pr ajudar.

    Refro:Um velho no um trapoUm velho no um fardo Um velho uma pessoa Com as marcas do passado.

    Ajudar com afectoOferecer um lar a melhor forma De acarinhar.

    Para acarinhar

    O que devemos fazer?Cantar esta cano

    Pr esperana prevalecer.

    Refro:Um velho no um trapoUm velho no um fardo Um velho uma pessoa Com as marcas do passado.

  • aconteceu

    20

    No ser muito difcil agregar a esta Lei as

    transformaes que a nossa escola est a viver. verdade que quando atravessamos os seus portes j podemos ter um pequeno vislumbre de como ser e adivinhamos que a vida da nossa comunidade vai ser alterada. O espao fsico est a ser metamorfoseado, mas o que marca a nossa identidade permanece: as nossas pessoas, as nossas convices, os nossos objetivos, as nossas metas, as nossas memrias, o nosso amadurecimento! No, isso no ser eliminado, apenas nos vai ser dada a oportunidade de trabalharmos com melhores condies, espaos mais confortveis, mais acolhedores e mais bonitos.Foi neste contexto que ns, as Professoras de

    Educao Visual, resolvemos lanar um desafio

    aos alunos do 8ano, criar um novo logtipo para

    a escola, e o incio de 2012 seria a altura ideal para

    o fazer. No pretendemos mudar por mudar, queremos que o novo logtipo espelhe e integre este momento nico: 20 anos de escola e um novo edifcio. O

    passado e o futuro de mos dadasMas criar um logtipo, renovar o BI da escola, no

    tarefa fcil, pensamos ns e surgiu a ideia: - Por que no convidar um Designer para abordar o

    tema com os alunos? E assim foi!

    No dia 06 de Janeiro, as cadeiras do auditrio

    da junta de freguesia de S.ta Maria do Avioso,

    que gentilmente nos emprestou o espao, no chegaram para sentar todos os alunos que foram falar e aprender com o Designer lvaro

    Montanha. O que significou para os nossos alunos este

    encontro pode ser lido nos seus depoimentos. A ns professoras, interessa-nos averbar o quanto foi bom e gratificante ver tantos dos nossos alunos

    interessados, com vontade de aprender, alguns a registarem notas do que se foi dizendo e, assinale-se, o comportamento exemplar com que nos brindaram. Esto de parabns!Falta dizer o quo aliciante foi a promessa, em forma de desafio e de prmio, com que o Designer lvaro

    Montanha brindou a plateia: ao autor do logtipo escolhido ser proporcionada a possibilidade de o acompanhar durante uma semana, quer no trabalho do seu atelier, quer nas visitas e reunies com os seus clientes. Quanto no vai esse aluno(a) poder aprenderResta esperar que este momento to agradvel seja inspirador e que as propostas para o novo logtipo sejam fantsticas. Estamos certas que sim! Professora Jlia Santos

    A falar tambm se aprende!

    com o Designer lvaro Montanha

    Em qualquer sistema, fsico ou qumico, nunca se cria nem se

    elimina matria, apenas possvel transform-la de uma forma em

    outra. Portanto, no se pode criar algo do nada nem transformar

    algo em nada (Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se

    transforma) - Lei de Lavoisier. wikipedia

  • 21

    Na minha opinio a conversa com o designer foi uma experincia muito interessante visto que pudemos ter a possibilidade de ouvir em primeira mo como ser designer, como o seu trabalho, alguns conselhos e explicaes sobre trabalhos que estamos e iremos produzir em Educao Visual e inclusive alguns aspectos da vida do profissional. Achei o

    designer uma pessoa muito acessvel e prestvel, o que foi possvel constatar quando este lanou o desafio sobre o

    logtipo para a nova escola, dizendo que o vencedor ter a oportunidade de passar uma semana com ele no seu escritrio e vivenciar o mundo do design, incluindo todo o processo de criao!Esta conversa para alm de informal, foi divertida e sem dvida muito til. lvaro Montanha conseguiu despertar a

    curiosidade para o mundo das artes e mais especificamente

    para o design. Foi sem dvida uma experincia que enriqueceu todos os alunos que a ela assistiram! Catarina Correia |8C

  • aconteceu

    22

    Na passada sexta-feira os alunos do oitavo ano e algumas professoras reuniram-se, para uma palestrana, na Junta de Freguesia de Santa Maria.

    Esta foi dada por lvaro Montanha, um designer

    com a sua prpria empresa, e destinava-se a introduzir um trabalho que vamos desenvolver na disciplina de Educao Visual, criar um novo logotipo para a escola.Durante a palestra, o designer deu-nos vrios conselhos, disse-nos para nunca ficarmos satisfeitos

    primeira, que devemos querer sempre mais e que se no conseguirmos um bom trabalho para no nos darmos por vencidos e voltar a tentar. O designer deu-nos tambm um prmio fantstico: quem ganhar pode, durante uma semana, observar o seu ambiente de trabalho e perceber como a vida de um designer. Gostei imenso. Penso que nos vai ajudar bastante a

    desenvolver o nosso trabalho. Sofia Ferraz|8G

    Na sexta feira passada, dia 6 de Janeiro de 2012,

    os alunos do 8ano tiveram a oportunidade de

    conviver com o designer lvaro Montanha, que

    lhes falou acerca de logotipos.Explicou que logotipo ou logtipo so palavras exactamente com o mesmo significado, sendo

    apenas diferente a forma como foram escritas e a sua pronuncia. Tambm explicou que + = - (mais

    igual a menos), ou seja, quanto mais simples formos na realizao dos nossos trabalhos mais bonitos ficam, pois muito pormenor empobrece-os.

    O designer surpreendeu todos os presentes, com a novidade de que ir propocionar ao vencedor do logotipo para a nossa escola uma semana de estgio com ele, durante as frias da Pscoa.

    Foi um momento nico e interessante em que pudemos aprender bastante com o designer lvaro

    Montanha, que nos incentivou para a execuo do logotipo! Mariana S Pinto|8F

  • SomosRevista 23

    Na ltima semana de aulas do primeiro perodo o pavilho A encheu-se de cor em forma de mensagens de Natal, escritas nas diferentes lnguas estudadas aqui na escola e tambm na eslovena, no estivesse uma das nossas turmas a participar no projeto Comenius

    Lado a lado com as mensagens podiam

    ver-se pinheiros, uns elaborados com crculos e um, maior, a lembrar as to desejadas prendinhas, formado por inmeros embrulhos de natal. Com estas instalaes natalcias a nossa

    escola ficou mais bonita!

    Esto de parabns os alunos que, como j tradio, nas aulas de Educao Visual realizaram os trabalhos que a todos agradaram. Deixamos aqui algumas imagens do resultado final para mais

    tarde recordar... Professora Jlia Santos

    Natal, Natal...

  • aconteceu

    24

    No dia 16 de Dezembro de 2011, realizou-se, na nossa

    escola, mais uma atividade Mesas da Natal organizada pelos elementos que constituem o Departamento de Cincias Sociais e Humanas.

    Com esta atividade pretende-se espalhar o esprito de

    Natal, da partilha, da alegria e da paz, promovendo a participao e o convvio entre alunos, professores, funcionrios, membros da Associao de Pais e outros

    elementos das comunidades escolar e civil. Este ano pudemos contar com a agradvel presena dos mais velhos do Projeto Vencer o Tempo em Sete Cidades que

    animaram de forma especial a nossa festa. de salientar o empenho dos membros organizadores desta atividade na decorao do espao que ganhou uma nova vida com as cores e os smbolos que marcam o Natal de todos ns e em todas as tarefas que implicam a dinamizao da atividade.As mesas decoradas para colocar as delcias trazidas pelos vrios membros da comunidade escolar estavam magnficas de cor e objetos alusivos a esta quadra natalcia

    e convidavam os presentes a saborear as iguarias expostas.No ar pairavam sons, aromas, alegria, brilhos e polvilhos de marcas do Natal como o peru, as rabanadas, os sonhos, as

    Mesas de Natal

  • SomosRevista 25

    delcias de chocolate e todas as iguarias apresentadas que deram vida manh de sexta - feira que ficou marcada

    pela grande participao de todos os que fazem parte da nossa escola e no s. Alis, esta atividade reflete na perfeio a importncia de

    abrir a escola comunidade e da participao de todos na vida da sua escola. Da escola de todos ns!Tenho a certeza que todos os que fizeram parte desta

    aventura viram reforados os laos de amor, amizade, solidariedade, alegria e paz que apregoamos nesta poca natalcia, mas que s tm sentido quando os colocamos em prtica e os partilhamos com os outros! Professora Margarida Braga

  • aconteceu

    26

    A msica est no ar

    A msica a melodia da alma, j dizia o poeta. No por acaso que frequentemente o nosso corpo embala em determinado ritmo mesmo quando no compreendemos o idioma em que determinada cano est a ser cantada ou mesmo quando desconhecemos os instrumentos que produzem tais sons. Ora s faria sentido que a msica e as diferentes lnguas invadissem os espaos da nossa escola no ltimo dia de aulas. De repente parece que os corredores e pavilhes se tinham tornado, quase que por magia, em diferentes pases e cidades, pois vozes cndidas e doces ecoavam sons de diferentes lnguas que se espalhavam por todos os cantos! No obstante as condies acsticas e climatricas no serem as mais adequadas, os nossos cantores deram o seu melhor e cantaram e encantaram a todos!

    Professora Raquel Lopes

  • SomosRevista 27

    A Magia do Natal

    Muitas coisas mgicas e surpreendentes acontecem porque estamos no ms do Natale a nossa escola como sempre no exceo. Umas mais percetivas, outras mais subtis, o que um facto que algo inexplicvel ocorreh mais sorrisos, h mais otimismo, no obstante as circunstncias exteriores no serem, por vezes, as mais favorveis, a verdade que todos ficamos imbudos

    de um esprito diferente.O dia 16 de dezembro foi precisamente de encontro a todas estas manifestaes. A escola ganhou outra coras decoraes sempre originais, fruto da imaginao e criatividade das colegas do departamento de Expresses, a par das iguarias das mesas de Natal organizadas meticulosamente pelos colegas do departamento de Cincias Sociais e Humanas, com uma pitada de boa disposio

    do coro de lnguas, comeava a dar os primeiros sinais de que estvamos a passos cada vez mais pequenos da grande festa que o Natal.E porque estamos no ms de Natal h gargalhadas que ecoam pelo ar, a harmonia e a sintonia parecem assumir os ingredientes dirios, procurando deixar para trs mgoas e ressentimentos e tudo parece quase perfeito!Para coroar as festividades, houve a ceia de Natal, na qual uma vez

    mais o departamento de Expresses primou pela autenticidade, carinho e acolhimento de todos. Foi um momento de encontros, de boa disposio, no qual o fiel amigo bacalhau esteve no

    seu melhor, muito bem acompanhado pelos discpulos de Baco

    e envolvidos pela doura natalcia partilhada por todos os presentes.Deixemos, por isso, que esta magia perdure no tempo, pois s assim vale a pena vivers assim faz sentido! Professora Raquel Lopes

  • Estvamos no 2 ano de

    organizao da Ceia de Natal.

    Se no ano passado j foi nossa

    preocupao arranjarmos um local que conseguisse conciliar a qualidade com o baixo preo (este baixo preo sempre relativo) este ano, devido contextualizao econmica que se vive no nosso pas, ainda mais pertinente se tornava esta nossa preocupao. Desde muito cedo, ainda estvamos em Outubro, e j andvamos a sondar (numa linguagem mais adequada s nossas cincias, pesquisar, investigar, analisar,) preos. Depois de muito procurar, chegmos concluso que,

    numa perspectiva economicista, era melhor voltarmos a realizar a Ceia nas nossas instalaes,

    onde todos os participantes teriam de se fazer acompanhar de uma multa (bebida, entrada ou sobremesa). Assim, no dia 16 de Dezembro, durante a tarde, os colegas do Departamento de Expresses, numa azfama entre aulas e por isso com pouco tempo disponvel, decoraram o polivalente, montaram as mesas, num corrupio entre a cozinha, no meio dos pratos/talheres/copos, e o polivalente. noite, por volta das 20h, estavam prontos a

    receber os estimados professores,

    funcionrios, representantes da Associao de Pais e da

    Assembleia Geral, num total

    de 95 pessoas. Aproveitmos

    o momento natalcio para homenagear os nossos entes queridos, j aposentados, o prof. Neto, a D. Brilhantina e o

    Sr. Evaristo. A este grupo deveria

    juntar-se a D. Maria que, por motivos de fora maior, no pde estar presente (com muita

    pena nossa).Depois da entrega da prendinha, que da praxe, em troca de uma mensagem de Natal, l fomos para o palco do polivalente dar o nosso p de dana para queimarmos as calorias do jantar.

    Ceia de Natal

    28

  • Foi mais uma Ceia de Natal da

    nossa escola, num espao de que brevemente nos iremos despedir dele para dar lugar s novas instalaes e onde o convvio marcou a sua presena bem acentuada.Deste modo, aproveito este momento para agradecer a todos os que estiveram presentes e justificando e compensando o

    nosso empenhado envolvimento nesta organizao.A todos um bem-haja pela vossa presena.

    A ooordenadora do Departamento de Expresses,

    Professora Silvina Pais

  • aconteceu

    30

    No passado dia 25 de novembro de 2011, os alunos das

    turmas do 9 ano da Escola Secundria do Castlo da Maia

    assistiram a uma worskshop sobre Trfico de Seres Humanos,

    no mbito da unidade curricular Racismo e Tolerncia. A sesso apresentou situaes em que os jovens podero ser atrados para redes de trfico, sem tomarem conscincia

    da sua gravidade e das consequncias que da podero advir.Dentro da panplia de situaes que constituem Trfico

    de Seres Humanos, foram apontadas ofertas atrativas de

    trabalho no estrangeiro, em troca da identidade das vtimas, as quais acabam, muitas vezes, exploradas sexualmente. Os jovens foram ainda alertados acerca dos perigos online, nunca devendo revelar as suas verdadeiras identidades ou aceitar encontros com estranhos. Esta sesso foi muito profcua para esclarecer algumas situaes e perigos em que a maioria dos jovens pode incorrer, assim como para despertar as conscincias para os perigos do Trfico de

    Seres Humanos, em concreto na web.

    Professora Paula Vinhais

    Human trafficking

  • SomosRevista 31

    On the 25th november, in the local council of

    Santa Maria de Avioso, we attended a workshop

    about human trafficking. We learnt that there are

    various kinds of trafficking in human beings such as:

    attractive job offers abroad that are simply fake;

    teenage girls that end up in the streets, forced to prostitution and doing drugs. These people from eastern Europe countries usually have their IDs

    taken away on arrival and are trafficked for sexual

    exploitation.We should neither accept any kind of proposals

    from strangers nor post any personal information

    online.Ana Neves, Diogo Sousa; Fbio Santos; Marisa

    Freitas; Pedro Dias|9C e Paula Vinhais

    On the 25th November, the 9th grade classes went

    to the local council of Santa Maria de Avioso to

    attend a workshop about human trafficking, which

    is a more and more frequent situation nowadays.

    We were told several real stories about teenagers

    who had been lured and attracted with the promise

    of a better and easier life. Unfortunately, these

    teenagers, mainly girls, end up sold, doped and

    forced into the world of prostitution, from which they

    hardly ever come out again. The lady, who was

    presenting this workshop, represents an association

    that has already helped many victims of human

    trafficking.

    In conclusion, we have to be careful with

    what we do, who we meet and the decisions we

    make, because these acts can influence negatively

    the ones around us.Beatriz|9E and Paula Vinhais

  • Faltava pouco para as 14:15h, quando

    os bombeiros foram alertados para um incndio que deflagrava no laboratrio de

    qumica da escola. Em simultneo, o alarme acstico sinalizador de incndio foi ativado e funcionrios, alunos e professores seguiram as instrues previstas nos planos de evacuao e emergncia da escola. Felizmente, tratava-se de um exerccio de evacuao. O alarme de incndio era falso. Este exerccio destinava-se a testar o plano de segurana da escola, a incutir na comunidade escolar sentimentos e hbitos de preveno e autoproteo, assim como a rapidez da evacuao. Procedeu-se, ainda, a uma breve reunio

    entre a direo, a encarregada operacional e os bombeiros onde se apontaram os pontos fortes e fracos relacionados com esta atividade. Professora Ins Marques

    aconteceu

    32

    Simulacro de incndio

  • SomosRevista 33

  • aconteceu

    34

    Ser Educadora Social Saber, Saber Ser,

    Saber Fazer. Acima de tudo ser mais reflexiva,

    mais questionadora, mais crtica e mais atenta s necessidades dos indivduos e dos grupos. Foi precisamente por estar atenta s necessidades dos outros que encontrei nesta comunidade escolar a oportunidade de ser um agente de mudana, contribuindo para melhorar as competncias de cada um de modo a provocar neles a vontade de transformarem a sua vida. Entendo que todos ns somos muito mais assertivos quando estamos diante de toda a informao, s assim podemos assegurar escolhas acertadas e traar caminhos bem definidos para a nossa vida.

    Os jovens de hoje, assim como os de ontem, tm necessidade de informao, preciso chegar at eles e decifrar enigmas, (des)construir preconceitos, tabus. preciso estabelecer com eles relaes de empatia, proximidade, de modo a valorizar as suas potencialidades. acreditando que eles so capazes que me entrego neste projecto de voluntariado. No incio quando comecei a dinamizar algumas sesses informativas, questionava-me muito se este

    seria o caminho. Hoje tenho plena conscincia de

    que por aqui que tinha de comear. preciso que as crianas tomem conscincia de que determinados comportamentos ou escolhas podem comprometer o seu estado de sade a vrios nveis. Se tivermos em conta que os comportamentos ou

    hbitos adquiridos determinam os comportamentos futuros, ento reforamos a importncia de aces deste tipo, que visam a preveno primria e que consciencializam os adolescentes para a adopo de comportamentos saudveis. A ausncia de informao incapacita e/ou dificulta

    a tomada de deciso. Da, a importncia da abordagem dos temas como o Tabagismo, Perigos

    Eminentes do lcool, a Droga, em meio escolar.

    O meu contributo vai no sentido de capacitar os adolescentes de avaliarem, com esprito crtico, o meio social em que esto integrados e de valorizarem a sua transformao positiva e progressiva. A experincia muito enriquecedora,

    Encarregada de educao Paula Filomena S

    Educadora social

    Educao social

    sesses informativas na escola

  • SomosRevista 35

    Concurso de leitura

    No dia 15 de dezembro, de 2011, os alunos

    da Escola Secundria do Castlo da Maia

    reuniram-se no Clube de Lnguas para assistirem

    ao Concurso de Leitura, A Voz das Lnguas.

    Participaram alunos de vrias turmas e de

    vrios anos de escolaridade, apresentando leituras em lngua portuguesa e em lnguas estrangeiras, ficando apurado, nesta 1

    eliminatria, apenas um aluno de cada ano. No final do ano, os alunos e os professores

    reunir-se-o de novo para selecionarem os melhores leitores da escola. Catarina Chaves|7E ( notcia adaptada)

    Somos um grupo de seis alunos do 12E (rea de

    Economia) e estamos a desenvolver, no mbito da disciplina de Economia, o projeto A Empresa em parceria com a empresa Transnacional Junior

    Achievement e o voluntrio, Dr. Hugo Martins, Diretor

    Comercial do Grupo Salvador Caetano. O projeto

    consiste num servio totalmente inovador, dirigido aos hipermercados, e que ir mudar a sua vida, enquanto consumidor. A nossa empresa tem como principal misso promover a qualidade de vida da populao, disponibilizando um servio revolucionrio que assenta em dois princpios fundamentais: a racionalizao dos recursos e a poupana de tempo. J imaginou o

    tempo que pouparia se no tivesse que esperar nas filas de pagamento? Com a Waterloo, AE far as suas

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    Jos Soares; Patrcia Carina |12E

    Waterloo

  • palavras solta

    36

    Criatividade manifesta

    Hoje, uma parte de ti (em mim) tem percorrido as subtis

    montanhas do meu rosto, desaguando no vale sequioso dos meus lbios. No tenho percorrido os caminhos que me levam at ti, mas penso que me queres por perto, no fosse a tua presena nas janelas da minhalma. No entendes que me tens, que sou una contigo, ontem, hoje, eternamente! H ocasies em que me observas e eu com o olhar perdido

    no teu horizonte. Outras h, que enxaguas o manto cinzento que me cobre, tornando-o um pouco mais reluzente. H

    momentos de ternura manifesta ou de agitada controvrsia. Hoje, mais do que ontem, a controvrsia est implementada

    no meu corpo de mulher. Tenho-me mantido firme, como um

    guerreiro que enfrenta a corrente do rio que flui em sobressalto.

    Cuido do canastro que alberga a minhalma, sem procurar

    pedir-lhe mais do que o simples fluir, espontaneamente, sem

    sobressaltos ou sem grandes expresses de criatividade, a mesma que manifestada em cada segundo da tua existncia. Esta que pode ser observada em cada pormenor, aparentemente insignificante, da tua delicada natureza.

    Hoje, constato que nunca te comportas conforme o meu

    querer. Quando espero que estejas calmo, aporto no teu cais e ests incrivelmente agitado. Outras h que preciso da tua fora e manifestas uma serenidade pesarosa. Ser por isso

    que no vou at ti? Ser por isso que no tenho desejado o

    nosso encontro?Hoje, mais que nenhum outro dia, sinto o meu corpo, tal

    como o teu imenso fsico em dias tempestuosos, com uma necessidade de criar e manifestar o dom criativo que abrigo ou que almejo apreciar. Que todas as minhas molculas se associem em gotculas de ternura, formando clulas de amor, num seio aquietado com sabor a flor.

    J que no caminho na tua direco, aporta no meu cais

    e permite a manifestao da criatividade no meu corpo de mulher. Professora Carla Madureira

  • SomosRevista 37

    Qualquer palavra tem uma fora, um peso, um poder. Tem a capacidade de nos fazer sorrir, sonhar, refletir, acreditar, voar, mas,

    tambm nos faz chorar, desistir, cair. Afinal, o que diferencia as

    palavras? simples: quem, quando e como as pronuncia.Tanto so mar, profundas e plenas, como autnticos desertos, vazias e desprezadas. Podem levar-nos por caminhos diversos, uns com

    sada, outros com uma enorme muralha a impedir a passagem. Podem levar-nos a reviver recordaes guardadas na enorme e

    resistente arca onde so colocadas todas as memrias ou levar-nos a uma viagem ao passado mais sombrio. Podem fazer-nos encontrar a

    felicidade ou mesmo perd-la. Podem dar-nos fora para continuar

    a lutar ou, contrariamente, fazer-nos baixar as armas e desistir.Vrios sentimentos e diversas emoes podem ser despertadas por simples palavras. So capazes de nos transportar para outros mundos,

    para novos horizontes, para novas descobertas, so capazes de provocar o renascimento do nosso ser. A razo de tudo isto acontecer? simples: qualquer palavra tem uma fora, um peso, um poder! Vnia Marques |10D

    A Fora da Palavra

  • palavras solta

    38

    L, era tudo to sereno, to calmo. Aquele

    stio escuro, iluminado por pequenos espectros distantes. Aquele infinito inconstante era arte para

    mim: como que algo to delicado poderia ter sido fruto de to brusca criao? Era impensvel, apenas uma divindade seria capaz de criar tanta perfeio!Durante anos, foi o meu porto seguro, o meu mais desejado sonho e tambm, mais tarde, a minha maldio. Nele eu via a razo e o respeito que em outros questionava.Eu, por ele, lutei, pelas certezas e incertezas que me transmitia, tudo por ele eu fiz, dei a volta minha palavra, enfrentei as maiores autoridades e tudo

    o que ele me trouxe foi uma morte incerta e o pesadelo de sem ele viver.Hoje, j no o consigo olhar nos olhos, ele j no me transmite conhecimento,

    apagou-me da sua vida mas eu jamais o afastarei da minha. Carlota Santos |9B

    Galileu personificado

  • SomosRevista

    Aprendi que ningum nasce a saber pensar, mas que nos vamos construindo por dentro com os nossos erros e as nossas experincias de vida. Aprendi que todos ns devemos ter a cabea arrumada e as gavetas organizadas e que eu devo ser um barco, e os adultos que me rodeiam devem dar-me os remos; mas no posso deixar que faam tudo por mim. Compreendi tambm que uma pessoa equilibrada sempre responsvel

    pelos seus atos, que pensa antes de falar e de agir. Que no magoa com as suas palavras mas que no tem medo de as usar.Aprendi tambm que se deve ter sempre a razo e o corao de mos dadas, pois separados criavam uma pessoa demasiado fria e cruel ou demasiado irracional.

    Aprendi ainda que uma imagem pode ter vrios significados,

    dependendo da pessoa e do contexto em que est inserida.Finalmente, j mais tarde, aprendi que nunca saberei o fim da

    minha vida. Mesmo quase a dar o toque para a sada a professora perguntou se algum ainda no sabia o que era a disciplina. Alguns ainda tinham dvidas, mas a professora esclareceu-os de imediato. Mariana Pereira |8F

    Numa aula de pensamento crtico no estudo aprendi

    39

  • palavras solta

    40

    Um ltimo respirar...

    Corro por entre as rvores tentando libertar o que vai dentro de mim.

    A raiva, a tristeza, a solido, o desespero. Grito o mais alto que posso e ouo o eco da minha voz ao longe.

    Tropeo num tronco de rvore cada e caio de joelhos em cima de uma poa de gua. Olho para o meu reflexo.

    O meu olhar est sombrio, sem vida, sem brilho. O meu sorriso brilhante desapareceu por completo.O meu cabelo est desgrenhado e sem cor.As lgrimas, que tanto querem cair, no caem. O desespero tenta ao mximo sair.A tristeza tenta ao mximo dar de si.A solido cada vez mais impera em mim.E a raiva...A raiva corre-me nas veias juntamente com o sangue a toda a velocidade.Olho uma ltima vez para o meu reflexo...

    Olho uma ltima vez para a rapariga sem vida...Olho uma ltima vez ao meu redor...Dirijo-me ao penhasco que havia a alguns metros dali.Um ltimo olhar.Uma ltima lgrima.Um ltimo sentir.E...Um ltimo respirar. Rita Garcia|10F

  • SomosRevista 41

    Requiescat in pace Descansa em paz

    Ainda estou de luto. Perdi um amigo h oito meses e as saudades

    no deixam de apertar. No era o meu melhor amigo, nem nada que se parea, mas era um companheiro fiel e presente em todas

    as horas. Na tristeza confortava-me, na alegria descontraa-me. Quando estava entediada espicaava-me e quando estava nervosa acalmava-me. Estava presente aps uma boa refeio, mas em boa verdade tambm no faltava chamada antes. Agora sinto-lhe a falta, em particular o meu crebro, coitado, que ficou mais pobre.

    A classe de neurnios responsvel pelo bom humor (do 1578 ao 234

    693) esvaiu-se em lgrimas e o apago que se deu nos neurnios

    associados criatividade (1 milho deles) foi pior que aquele que se prev devido TDT (pelo menos no que me diz respeito: sou boaZON). Como j

    referi antes, eu perdi um amigo mas, em contrapartida, ganhei uma amiga que tambm no me larga. E, se o meu crebro ficou mais pequeno, a minha

    barriga aumentou e ficou proeminente.

    Num mecanismo compensatrio fiquei

    gulosa e virei Popota. Uma Popota com

    pulmes mais saudveis, certo, mas com a perspetiva horrvel de ter de me

    inscrever na prxima srie do Peso Pesado, ou ento, de acabar a

    fazer anncios para o Continente. No me revejo muito nesta ltima

    hiptese porque me identifico muito mais com o Jumbo. Eu explico

    a associao de ideias: Jumbo elefante - trombas. A escritora Rita

    Ferro respondeu, a propsito dos desejos para o ano de 2012 : Deixar

    de fumar e emagrecer 15 quilos incompatvel? Pois era mesmo isso

    que eu queria! E com esta se conclui que no existem idades para acreditar no Pai Natal.

    Para a Rosa Cruz com carinho

    Licnia Martins

    PS: Para arranjar inspirao e conseguir escrever este artigo defumei--

    -me com lenha de azinho (como os presuntos). que h hbitos muito arreigados Professora Licnia Martins

  • palavras solta

    42

    O leo e o anjo

    A histria de um pequeno anjo que sonhava ser amigo de um leo...

    Tudo normal! Acordei e vi-me ao espelho. Parecia estar mais alto a

    cada dia que passava. Quem pensar em mim pode reter uma imagem bastante calma e sossegada, mas faltava alguma coisa... Sim! Sem

    dvida que faltava alguma coisa! Mas o que seria? No estava Sol, por

    isso no levava bon; no estava chuva por isso guarda-chuva tambm no iria precisar; mas... tinha a certeza de que me faltava alguma coisa... J sei! A minha aurola! Sim! Era mesmo isso! Tinha tudo... menos

    a aurola! Voltei a casa e fui direitinho caixinha onde guardava o meu pequeno bem, que pode no parecer nada mas era muito importante! Aquele meu pequeno crculo doirado, feito com o p celestial, era a minha grande fortuna. J pronto,

    atravessava o prado do Paraso e todos sabiam

    que era eu. -L vai o nosso menino com aqueles cabelos loiros

    e aqueles olhinhos azuis cor do cu... Parece um

    menino de cinco aninhos! Todos me achavam muito calminho e muito envergonhado, mas eu gostava era de aventuras! Sonhava eu que um dia iria ser um grande

    descobridor... Uma noite, deitei-me na relva fresca e curtinha, a olhar para o cu estrelado... Cada estrela era uma nova descoberta e eu, na minha

    inocncia, tentava cont-las, pois, se elas tivessem conta certa, eu seria um grande anjo da matemtica... E todos aqueles pontinhos no quadro negro que era o cu se tornavam para mim uma grande maravilha... Mas o meu maior sonho era ser amigo de um leo. Queria poder sentir a liberdade de ter um amigo diferente, um amigo que no fosse um anjo. Se ainda no me acham um aventureiro... vo achar com

    certeza quando vos contar como conheci o scar. Esto de certeza a questionar-se: Quem o scar?. Pois ento digo-vos que o scar

    meu amigo, mas no um anjo. um leo amvel e dcil que eu conheci. Estava eu a caminho de casa quando ouvi um gemido que me parecia vir de um animal ferido. E era! Era o scar deitado no cho,

  • SomosRevista

    ferido, a tremer de frio e a gemer de dor. E eu fiquei a noite toda com

    ele, a rezar para que melhorasse.-Por favor meu Deus, ajuda este ser a recuperar porque est ferido e

    tem frio! E foi a que desceu sobre ele uma manta feita de l que o cobriu, deixando apenas a cabea de fora. E ele parou de tremer. De manh, ajudei-o a levantar-se e levei-o para a minha casa. Preparei um espao

    no meu jardim e ele deitou-se l. Desde esse dia que o alimentei e tornmo-nos amigos. E foi assim que realizei o meu sonho. Mas a histria no acaba aqui! Os meus olhos tinham outro brilho, os meus gestos outra eficcia e eu

    voava com mais energia. Eu estava feliz! Sem sombra de dvida que era

    o anjo mais feliz no enorme Paraso. Agora, eu dava mais importncia

    a tudo: amizade entre o lobo e as ovelhas, ao som pacfico da

    gua cristalina a correr por entre ervas e pedrinhas e at mesmo ao maravilhoso chilrear dos passarinhos. Agora tudo tinha mais cor e alegria! Tudo me parecia mais vivo e nico! Tudo era bom. Foi ento que pensei para mim mesmo: Agora que cumpri o meu sonho tenho de encontrar outro!. Pensei,

    pensei e pensei at que me surgiu uma ideia: - scar, e se arranjssemos outro amigo? No sei se concordou, mas eu comecei logo a imaginar como seria o nosso novo amiguinho: uma tartaruga, um koala, uma catatua...Quem seria? Como seria? De repente ouvi uma melodia que me fazia

    lembrar...a minha campainha! Fui abrir a porta e qual no foi o meu espanto quando vi um cesto com algo dentro, mas como tinha uma manta por cima no percebi de imediato do que se tratava. O cesto tinha um bilhete, o qual me apressei a ler. O bilhete dizia: Aceita o meu presente porque dado com carinho, levas dentro desse cesto um pequeno cordeirinho Seria de imaginar que eu estava mais que contente! Eu tinha um novo

    amigo! O seu nome era...Tinha de pensar num nome para ele. Sendo

    ele um cordeiro, no havia muito por onde escolher...mas ele tinha algo de especial: tinha duas pequenas manchas pretas. Decidi chamar-lhe Malhado. Agora tinha a certeza que o meu corao estava preenchido.

    43

    Ana Sampaio|8G

  • palavras solta

    44

    Quadras vencedoras do Concurso "Quadras

    de S. Martinho" que ocorreu durante o ms

    de novembro de 2011 na escola.

    2 Prmio

    Se eu j tivesse idade

    Provava o nosso vinho

    Assim deixo para mais tardeQuando j for crescidinho. Joo Pedro|8B

    3 ciclo

    1 Prmio

    Estava um dia chuvosoQuando apareceu S. Martinho.

    E com um gesto generosoPs o dia mais quentinho!

    Joo Lopes|8C

    3 Prmio

    Nos outros pensou,Ningum o impediu,As pessoas ajudouE isso conseguiu.

    Matilde Viegas|7D

  • SomosRevista

    3 Prmio

    Num dia de tempestadeCom um mendigo a suplicar

    So Martinho partilhou a capa

    E o sol voltou a brilhar. Sara Cunha|11C

    Ensino Secundrio

    1 Prmio

    A crise mundialA Troika est em Portugal

    E as castanhas so carasPorque as poupanas so raras.

    Diana|11H

    2 Prmio

    No dia de S. Martinho

    No quebres a tradio,Compras castanhas e vinho

    Para alegrar o corao.

    Ana Cristina|11D

    45

  • Houve um tempo em que o mundo era a preto e branco. A rdio transmitia estaticamente as notcias da Grande Guerra; as pessoas fugiam dos seus lares para tentar a sorte num stio mais calmo, longe de tudo; famlias eram desfeitas pela tirania de outros; as crianas no conheciam o riso nem o futuro, apenas a obedincia e o mutismo; as colheitas no medravam, eram destrudas, e a fome crescia e crescia. Tudo estava pejado da fugaz morte. Salvao ou danao?

    Era nisto que a velha pensava enquanto contemplava a fraca luz do sol que raiava palidamente o teto do seu quarto. Tal como o estado precrio e doente do mundo, o seu aposento era pequeno e poeirento de tantos anos de desleixo. Para alm dela, apenas pirilampos deprimidos em

    frascos lascados numa das prateleiras e uma papoila sem cor, murcha, no beiral seco da janela rachada do rs-do-cho viviam naquela quietude enclausurada. O marido h muito havia partido, homem do exrcito, e os filhos, tristes e contritos, mal a visitavam. E se o fizessem,

    era apenas para lhe desejar um Feliz Natal que j ningum sentia, ou um aniversrio aptico, ou para se certificarem que ela ainda no partira,

    estando assim prostrada por tanto tempo, sozinha. Vazia.Vazia relembrava o seu amor de infncia, amor que morrera por ela, levando todo o sentido. J no tinha foras para visitar a sua campa,

    to longe que era por isso confinava-se aos seus deprimidos pirilampos

    e sua papoila sem cor, ponderando a lenta evoluo do mundo.De cada vez que fechava os olhos, tentava visionar a paz. E quando estava quase l, quando s faltava mais um pequeno passo, um piscar de olhos, acordava novamente para o cinzento do dia. E todas as manhs soltava um suspiro triste.Um dia, algo mudou. Quando a velha abriu os olhos rugosos, sentiu algo estranho no ar. Uma cadncia diferente, mais leve. O que seria?Apurando os sentidos, relatou que a luz de sempre que afagava a janela parecia mais viosa. Iluminava melhor, como se tivesse um novo

    propsito. Com espanto viu a papoila a agitar as suas plidas ptalas,

    ganhando a cor vermelha da vida enquanto endireitava o caule, jovial outra vez.Outra distino do habitual era um som - A velha susteve a respirao pesarosa para poder escutar melhor um som desafinado animal

    palavras solta

    46

    Um fim no comeo

  • SomosRevista 47

    seriam gaivotas?Levantando a cabea na direco do vidro, aguardou,

    expectante, que o cantar aumentasse. Quando veio, tudo o que distinguiu foi um som barulhento e revoltoso como as ondas do mar. Elevou-se nos cus, dando lugar verdadeira algazarra de vozes. Mas desta vez eram humanas. Canes.

    No Uma cano. Num repente que abanou o quarto da velha, o ar soprou, derrubando o frasco lascado e libertando os pirilampos para a luz, onde renasceram e pairaram por cima da velha, expectantes. As canes subiam de tom, agora berrando de felicidade mal contida. A velha distinguiu crianas aos guinchos, homens aos berros e mulheres celebrando rua fora, todos embandeirados e com as mesmas palavras nos lbios: Somos livres!

    Somos livres!

    No voltaremos atrs!

    Os portugueses continuavam nos seus cantares. Lentamente,

    tomando conscincia, a liberdade abriu caminho no mirrado corao da velha, alojando-se e tornando-o fogoso outra vez.O ar tornou-se fresco, doce para as suas narinas como h tantos anos o fora. Liberdade! Estaria finalmente livre? Olhou a papoila e os

    pirilampos, ouviu as crianas e os adultos a festejar e fechou os olhos uma derradeira vez, finalmente encontrando a paz num pequeno e

    ligeiro suspiro feliz.Muito longe dali, uma borboleta bateu as asas e levantou voo. Andreia Pimenta|10F

  • Ao longo do 10 ano, o programa de Portugus

    prev o contacto do aluno com uma grande diversidade de textos do domnio transacional/utilitrio, nomeadamente Declaraes, Contratos,

    Regulamentos, Relatrios, Requerimentos, entre outros Este ano, prosseguindo este mesmo estudo que dever sempre implicar o envolvimento direto dos alunos, e na minha qualidade de professora de Portugus a lecionar o 11 ano, decidi desafiar

    os meus alunos para a elaborao de Cartas de Reclamao, deixando-lhes liberdade de escolha do(s) motivo(s) que estaria(m) na base da sua redao.Assim, criou-se um amplo espao de crtica pessoal,

    mais ou menos pertinente, mas necessariamente importante no sentido de desenvolver nestes jovens a capacidade de observarem criticamente a sua/a nossa realidade, tantas vezes injusta e/ou desadequada s nossas necessidades! Reconhecendo em todos ns, Portugueses,

    uma tendncia quase que estrutural (!) para a resignao passiva e preguiosa, penso que se tornou ainda mais desafiante esta atividade no

    contexto da aula de Portugus!

    Difcil foi selecionar, de entre tantas, apenas uma ou duas Cartas de Reclamao, conforme as

    orientaes desta equipa que to bem constri esta Revista / Jornal!

    Aqui vo elas:

    palavras solta

    48

    Vera RosaRua da Bajouca, 1590

    4475-114, Gemunde

    Ministrio da Educao Rua da Frente, 114

    4578-190,Lisboa

    Gemunde, 5 de novembro de 2011-11-16

    Assunto: excesso de tempo passado na escola

    Exmos. Senhores,

    Venho por este meio, comunicar a V.Exas. o meu desagrado perante o excesso de tempo passado nos estabelecimentos de ensino, por parte dos alunos.Embora perceba que a escola seja importante para a nossa vida, uma vez que ela que nos prepara para o futuro, o tempo que a passamos de alguma forma excessivo, pois um aluno que entre na escola no primeiro hora da manh e saia apenas na ltima hora da tarde passa, exactamente, dez horas na escola! Juntando a essas dez horas as nove

    horas que um adolescente deve dormir, ficaramos apenas com cinco

    horas do dia para desfrutar. Como na adolescncia o ideal seria praticar

    duas horas de exerccio fsico, ficaramos ento com trs horas; mas no

    nos podemos esquecer que o jantar e a higiene pessoal tambm ocupam

    Professora Margarida Miranda

  • SomosRevista 49

    algum tempo! Suponhamos que estas duas tarefas ocupam cerca de uma hora e trinta minutos, teramos

    uma hora e meia para dedicarmos famlia e aos estudos. Mas, como normal na personalidade de um adolescente, esse tempo raramente dedicado aos estudos. Por isso, gostaria que reduzissem o tempo de aulas e de horas passadas na escola para que os adolescentes

    tenham mais tempo para estudar e para se prepararem para o futuro.Sem outro assunto, os meus melhores cumprimentos,

    Vera Rosa |11B

    Maria Vieira Santos Silva

    Rua Banda da Msica de Moreira n93 1 Dto. Tras

    4470-197 Moreira da Maia

    [email protected]

    Dr. Lara Lopes

    Presidente do Conselho Executivo

    Escola Secundria da Banda Da Msica

    Rua Mestre Clara

    4470-270

    Moreira da Maia, 17 de novembro de 2019

    Assunto: Falta de tempo para os meus amigos

    Cara Dr. Lara Lopes

    Venho, por este meio, comunicar a V. Exa. que nos ltimos dois meses no tenho tido tempo para estar com os meus amigos! Deste modo reclamo o meu direito a estar com eles. Como qualquer jovem, o convvio com eles necessrio, e tal situao tem vindo a ser-me negada pela

    escola: a carga horria excessiva e os trabalhos de casa abundantes no me permitem tempos de lazer e, como tal, nestes ltimos dois meses tenho negligenciado as minhas amizades. Devo inform-la que nenhum dos meus amigos frequenta o mesmo estabelecimento de ensino que eu frequento, o que torna ainda mais complicado estar com eles.Deste modo, venho solicitar a V. Ex. que me reduza a carga horria e, se possvel, o nmero de trabalhos

    de casa. Se tal situao no se verificar j na prxima semana, irei

    recorrer s vias legais necessrias para fazer valer os meus direitos. Considero que a minha sanidade mental e as minhas capacidades

    scio - afectivas esto a ser seriamente afetadas e no hesitarei em processar este estabelecimento de ensino, se no fizerem valer os meus

    direitos.Sem outro assunto de momento, apresento os meus melhores

    cumprimentos, e subscrevo-me, Maria Vieira Silva|11B

  • fora de portas...

    50

    A Marina Pinto aluna do 10B da

    ESCM e descobriu recentemente

    uma paixo singular: participar com os seus amigos de quatro patas em competies caninas. Em conversa com a SomosRevista,

    partilhou connosco experincias e alguns conselhos para aqueles que se interessem pela modalidade.

    SR- Quando comeou o teu

    interesse por participar em

    competies de ces?

    MP- Bem, desde que me

    conheo que gosto de ces e fui tendo alguns rafeiritos... Mas a minha grande paixo sempre foram os Retrievers (Goldens

    e Labradores). Mais ao menos

    h cinco anos comecei a ir exposio canina na Exponor, e desde a que me tenho vindo a interessar por exposies. Mais concretamente, em 2011,

    comecei a pensar em participar. Foi nessa altura que comprei a minha cadela, uma suposta Golden Retriever, que depois

    viemos a descobrir que no era pura... Mais tarde, em Setembro

    conheci uma criadora de Flat Coted Retriever em Aveiro. Fui

    descobrindo mais coisas sobre a raa e acabei por ficar com um

    dos cachorros. E a passei para a aco e inscrevi-me com o meu co na exposio canina em Braga.

    SR- uma paixo s tua ou

    partilhada pelos outros membros

    da tua famlia?

    MP- Por exposies mais minha...

    Por ces, toda a minha famlia

    materna a partilha comigo.

    SR- O que que uma participao

    desse gnero implica, em termos

    de tempo, dinheiro, preparao?

    MP- Tempo: muito tempo e muita

    pacincia... Disposio para passar um domingo ou um fim-

    de-semana inteiro por outras zonas do pas.Dinheiro: depende da idade do co e da classe em que participa. Por exemplo, se um

    co que se enquadra na classe de bebs (dos 4 aos 6 meses

    de idade), o valor da inscrio inferior de um co que participe na classe de cachorros (que vai dos 6 aos 9 meses). Se

    for uma raa nacional, os valores de inscrio so inferiores, talvez para promover a divulgao da mesma. Depois, claro, acresce o valor das deslocaes e refeies.Preparao: o co tem de

    estar tratado (banho tomado, escovagem...) e tem de ser treinado e corrigido, isto , saber como andar em ringue e como ficar em posio.

    SR- Que competies nacionais

    existem, com que frequncia e

    quantos participantes tm em

    mdia?

    MP- Todos os anos h pelo menos

    uma exposio por ms, ou seja, um mnimo de 12 por ano. O

    nmero de participantes varia bastante, dependendo se a

    conversa com a aluna mariana Pinto|10B

  • SomosRevista 51

    exposio s de beleza, ou se inclui obedincia e agility.

    SR- De que forma que os teus

    ces reagem ao momento da

    competio? E tu?

    MP- A meu ver, o meu co acha

    aquilo uma brincadeira para meninos. Ele adora o ambiente e porta-se muito bem. Eu fico

    mesmo muito nervosa, mas at agora ainda s participei numa... Por isso ainda no posso dizer

    muito.

    SR- Que conselhos darias a

    algum que gostasse de inscrever

    o seu co numa competio?

    MP- Primeiro: o co tem de ter

    toda a documentao, LOP/

    Pedigree para poder participar

    em exposies de beleza.Se quiser competir em agility

    ou em obedincia at pode ser um co rafeiro... Mas no pode participar em competies internacionais, o que acho uma injustia, visto que tanto um co rafeiro como um co de raa pode ser obediente ou ter

    ''bom corpo'' para agility. Em

    beleza os rafeiros j no podem participar visto que no h um escalo (padro definido) para

    poder ser avaliado e pontuado.Segundo: pacincia, tempo,

    persistncia e acima de tudo dedicao. Terceiro: se ainda no tem um co e este mundo apelativo, ponderar muito bem a raa a escolher, conhecer vrios criadores (e no ''criadeiros'', que pedem uma tuta e meia por um co. Isto revela que

    provavelmente a pessoa que est a vender os ces no criou as condies mnimas de sade e bem estar tanto da cadela como dos cachorros, e que estes possivelmente iro desenvolver doenas) e ver o que cada um oferece. Conhecer sempre o pai

    e a me e pedir despistes das doenas das raas em questo. Se alguma dvida permanecer,

    falar com um veterinrio ou dirigir-se ao Clube Portugus de

    Canicultura.

    A compra a ''criadeiros'' facilita

    a proliferao de doenas genticas e o estrago das raas. Um co comprado a um criador desses at pode vir a ser campeo de uma exposio de beleza, mas a sua compra fcil pode tambm resultar em abandono. Por exemplo, comprar um co a

    75 euros totalmente diferente

    de comprar um co a 1000

    euros, isto , o co de 75 euros

    fruto do cruzamento entre uma cadela e o co dum amigo do amigo pelo qual nem se pagou a monta e se sobrarem cachorros at podem ser abandonados, da cada vez se ver mais ces de raa em canis e abrigos. J o de

    1000 euros fruto duma criao

    em excelentes condies com a escolha de dois bons reprodutores. Qualquer criador eticamente correcto no permite que ces com defeitos genticos se reproduzam. equipa SomosRevista

  • fora de portas...

    52

    SR- Quando era pequena, o que queria ser quando

    fosse crescida?

    DC- Desde sempre tive um fascnio pelo desenho,

    sendo que muito do meu tempo livre, para alm das brincadeiras de grupo prprias de qualquer criana, passava muitas horas a desenhar e a criar as minhas histrias com os lpis de cor e marcadores. Enquanto adolescente, olhava com admirao as minhas professoras de Educao Visual e sempre me vi crescida a desempenhar o mesmo papel. Ensinar aquilo que mais gostava de fazer, num ambiente descontrado e propcio para o ato criativo.

    SR- Em que projetos est envolvida atualmente?

    DC- Dar aulas de Educao Visual continua a

    ser a minha profisso e por isso tambm a minha

    prioridade, e tambm ela um projeto, pois os

    desafios so constantes e com eles estamos em

    permanente enriquecimento e aprendizagem. Em paralelo, mantenho acesa a minha paixo pelo desenho e pelas artes plsticas, no seu sentido mais lato. Adoro e sempre que posso vou ao cinema, a concertos, exposies, teatro, etc. Encontrando-me no mundo das Artes, imperioso manter-me atenta aos vrios domnios que a Cultura

    nos proporciona. Como artista plstica, tenho

    o dever para comigo de estar atualizada, estar minimamente informada sobre as constantes transformaes que ocorrem nas Artes. Sempre que me possvel vou expondo os meus

    trabalhos. Recentemente, fui co-fundadora de uma associao cultural, esta de nome da casa!( www.guimaraesnocnoc.com ) e que surge no

    mbito do Guimares NocNoc, projeto anual cujo

    conversa com a Professora Dlia de Carvalho, por Alice Sousa

    Professora de Educao Visual na nossa escola; coordenadora da Somos Revista; fotgrafa;

    artista plstica

  • SomosRevista 53

    mote criar um roteiro artstico pedestre, na zona do centro histrico de Guimares, onde permitido ao pblico uma interao, um

    contato direto, no s com as obras de arte, como tambm com os seus autores, nos seus ateliers, casas particulares, associaes, lojas e ruas. A ideia foi fazer chegar a arte a todos os pblicos em ambientes no institucionais, mais descontrados, intimistas e informais e, ao mesmo tempo, conseguir no s um maior envolvimento e participao da populao local, como tambm proporcionar uma maior colaborao entre os criadores. Esta mostra de artes integra mltiplas disciplinas, como: cinema; pintura; dana; escultura; teatro; literatura; performance; fotografia; msica, enfim, todas as formas

    resultantes do ato criativo eram passveis de serem expostas. Dado o sucesso deste projeto, e tendo obtido o apoio da Capital Europeia da

    Cultura na divulgao do evento, foi necessrio criar uma associao

    cultural e assim surge a da casa!, que entretanto, tem para breve um outro evento que mais, uma vez, promete animar toda a gente. Chama-se Guimares y y e, tal como o nome sugere, ser um

    dia dedicado, desta feita, msica rock portuguesa que irrompeu nos anos sessenta, setenta e oitenta a histria do chico fininho

    contada nos dias de hoje. Esto previstos concertos de bandas da poca, tertlias com nomes sonantes da msica, como Adolfo Luxria

    Canibal, documentrios de msica, peas de teatro e os bares e

    cafs locais estaro em sintonia com o evento, tendo a msica y y

    sempre como pano de fundo. Este evento est agendado para o dia cinco de maio, no se esqueam! Um outro projeto que acabo de desenvolver chama-se A New

    Face Portrait of a diary (www.newface.eu). Este surgiu a partir de

    um convite de uma artista plstica holandesa Yolanda Bovens, que

    tendo conhecimento do evento NocNoc, aliciou-me para integrar/colaborar num projeto seu, no qual so convidados 220 artistas de

    30 pases diferentes at ao ano de 2018, tendo j iniciado em 2008.

    O projeto A New Face consiste na auto representao diria do

    artista durante uma periocidade de trs meses, num dirio que nos fornecido pela autora do projeto. Uma das finalidades deste projeto

    ser exibido em algumas das Capitais Europeias da Cultura.

    SR- O que a levou a abra-los?

    DC- mais uma forma de me manter ativa, acordada e realizada

    profissionalmente. Todos estes projetos envolvem equipas, pessoas

    com quem partilhamos ideias, conversas, companhias, sorrisos, planos.

  • fora de portas...

    54

    Aprendemos, damos e, sobretudo, recebemos. Por

    vezes, e no querendo subestimar os resultados, a participao num novo projeto o mais desafiante

    e todo o percurso descoberta e aprendizagem.

    SR- Fotografa e pinta. So duas formas diferentes de

    alcanar o mesmo fim?

    DC- Julgo que todos os processos criativos

    nascem de um mpeto, de uma vontade interior que tem necessidade de ser exteriorizada, no necessariamente, ou nem sempre, procura de atingir um fim. O fim, neste caso, dever ser se

    conseguimos fazer passar a mensagem. No que s minhas obras diz respeito, pretendo que elas falem sozinhas, e se assim no ocorrer, o meu trabalho no resultou. Para mim, essencial que trabalho

    criativo comunique com o espectador. Cumpre

    ao desenho/pintura/fotografia dar a conhecer

    ao outro novos caminhos, novos possveis, novas estrias, por isso, sim o mesmo fim.

    SR- Prefere fotografar/pintar pessoas ou outros

    elementos da realidade envolvente? Porqu?

    DC- Sem hesitar, pessoas. Talvez por as pessoas

    serem mais complexas, mais misteriosas. Interessa-me captar as emoes e sentimentos,

    especialmente, os mais escondidos, e todos Ns, somos pessoas com mais Eus. Muitas vezes, (talvez porque estejamos habituados s regras ditadas pela sociedade na qual estamos inseridos) vestimos outras capas, outras roupagens e acabamos por ocultar, algumas vezes at de ns prprios, o nosso mais verdadeiro Eu. Depois, para alm da panplia de capas/mscaras que possamos recorrer, ou

    no, somos todos em primeiro lugar seres nicos e irrepetveis. Para mim, as pessoas so o referente

    mximo para as estrias que pretendo contar atravs do meu trabalho.

    SR- Pinta quando lhe apetece, quando lhe chega

    a inspirao ou define horrios de trabalho,

    momentos do dia ou da semana que marca na

    agenda para realizar essa atividade?

    DC- Idealmente, pinto quando surge a chamada

    inspirao. Quando o dever pede que seja feito de outra forma, como por exemplo, quando tenho que levar a cabo uma encomenda e esta tem um prazo de entrega, o trabalho torna-se mais lento, menos atrativo, est em negao. No meu entender, as encomendas, por vezes, podem inibir um bom resultado, pois existe uma preocupao extra o ter de agradar a outro - e negligenciamos, deste modo, mesmo que inconscientemente, a nossa criatividade, o voo, o improviso. No entanto, gosto de pintar em qualquer hora, dia, noite, manh ou tarde, desde que tenha tempo livre e a vontade a chamar.

    SR- Quem so os seus pintores preferidos? Porqu?

    DC- Egon Shielle, Modigliani, Klint, Paula Rgo,

    Lucien Freud, Alice Neel, Soutine, Stanley Spancer

    e muitos outros. Refiro estes porque tambm eles

    so figurativos. As suas obras so para mim uma

    fonte de inspirao e admirao. So pinturas

    cujas cores e pinceladas revelam muito mais que impulsos ou gestos, transmitem sensaes e no ficamos indiferentes ao vision-las.

  • SomosRevista 55

    SR- Insere-se em alguma escola de pintura? Como

    definiria a sua pintura?

    DC- Na contemporaneidade existe uma maior

    liberdade de criao, no existe um movimento artstico especfico que vingue. So muitos os

    caminhos, as opes, as tcnicas, as temticas e tudo pode ser vlido. O importante arriscar sem medos. No meu caso, em concreto, a minha pintura figurativa e, apesar de j ter um trao

    que me caracteriza (pelo menos assim espero), tambm se denotam influncias do passado, da

    escola expressionista, sobretudo.

    SR- J fez vrias exposies. Como seleciona os

    trabalhos a apresentar ao pblico?

    DC- Preocupo-me que sejam coerentes entre si, ou

    seja, que tenham as mesmas tcnicas e materiais e que abordem o mesmo tema. De preferncia com as mesmas dimenses, mas, fundamentalmente, procuro que juntos contem uma histria. Normalmente os meus trabalhos enquadram-se por sries que datam de um determinado perodo.

    SR- Enquanto docente, considera que a arte est

    bem tratada pelo nosso sistema de ensino ou

    mudaria alguma coisa ao nvel dos currculos?

    DC- Julgo que o ensino das artes muito descurado

    no nosso pas. So muitos os pais, que ainda hoje,

    revelam grande preocupao aquando os seus filhos apontam como sonho ou carreira uma

    via artstica. Ainda no entenderam que, para ser-se um bom profissional, necessrio estar-

    se apaixonado pelo que se faz. S deste modo

    poder-se- marcar a diferena, sobretudo nos dias

    de hoje, onde a concorrncia e rivalidades so cada vez mais ferozes. As profisses da moda,

    ou que em outros tempos garantiam uma posio monetariamente mais confortvel nem sempre so sinnimo de realizao pessoal, para alm do facto que o status social, que outrora uma determinada carreira augurava h uns anos atrs, hoje j um conceito obsoleto.Relativamente aos currculos que vigoram nas escolas portuguesas denotam tambm eles uma viso a meu ver um pouco arcaica, no sentido em que as Artes so consideradas disciplinas de importncia menor. A carga horria curta e em muitas escolas secundrias to pouco existe a opo de um ensino orientado para as artes. Numa sociedade onde o poder da imagem e a comunicao visual so extremamente marcantes, seria necessrio que o ensino de disciplinas como o teatro e oficinas de expresso plstica tivessem

    uma presena mais vincada nas escolas. O ensino das artes contribui para a formao de qualquer indivduo, no s desenvolvendo o seu sentido esttico, como tambm a sua desenvoltura, socializao com os outros, o seu sentido crtico e maior capacidade de raciocnio abstrato.

    equipa SomosRevista

  • fora de portas...

    56

    conversa com o meu professor de

    Equitao Diogo Ferreira

    JM- A partir de que momento e de que forma a

    equitao surge na tua vida? E quem foram os teus

    mestres?

    D.F. Aos 14 anos, penso eu, fui com o meu pai e

    outros amigos a Silva Escura, onde tinha cavalos.

    Nessa altura os cavalos no despertavam a minha ateno, mas o meu pai montava e eu ficava a

    v-lo. At que um dia, ele decidiu comprar uma gua e a eu pedi para dar uma volta. A primeira vez tive medo e no quis mais. Depois, um dia, senti uma vontade enorme de montar; ento, pedi a uma amiga para aparelhar a gua e levei-a para o picadeiro, sem o meu pai saber. Montei sozinho, cerca de 1h30, e no entretanto o meu pai apareceu

    e foi-me dando algumas dicas. Foi, ento, a partir daqui que o meu gosto comeou a crescer pela equitao.Quanto aos meus mestres, s os tive quando fui para Alter do Cho (EPDRAC), no Alentejo, foram

    eles: Martins Abrantes, Lus Lupi e Balula Cid.

    JM- Quando te assumiste como cavaleiro federado?

    Qual a tua modalidade de eleio?

    D.F. S me inscrevi na Federao Equestre

    Portuguesa, quando fui para a Escola Profissional de

    Desenvolvimento Rural de Alter do Cho, porque

    tinha de participar em provas para as quais era uma

    condio eu ser federado. A minha modalidade de eleio salto de obstculos.

    JM- Quais foram os principais momentos do teu

    percurso at te tornares cavaleiro profissional?

    D.F. Embora j tenha um percurso na vida equestre, no me considero cavaleiro profissional,

    pois, no meu entender, esses so aqueles que conduzem a sua vida em funo das provas, e eu no fao isso.

    JM- H algum ou alguns cavalos que tenham sido

    importantes no teu caminho?

    D.F. Sim, h, a minha Lady, porque foi com ela

    que eu aprendi a montar, embora possa parecer estranho foi ela que me ensinou. E tive, tambm, um cavalo, o Bacardi, que foi emprestado por

    um colega do meu curso para eu o poder realizar.

    JM- Falando agora das competies e prmios, h

  • SomosRevista 57

    algum ou alguma que recordes com maior orgulho?

    D.F. No h nenhum que recorde com mais orgulho, sendo que dou mais importncia participao para o alcance de uma maior experincia, tanto a mim, cavaleiro, como para o cavalo.

    JM- Existem alguns cavaleiros ou cavalos, da

    atualidade, que acompanhes com interesse?

    D.F. Os nicos cavaleiros que acompanho, neste momento, com interesse, so os meus alunos visto que noto neles uma grande dedicao, tentam sempre dar o seu melhor e, por fim, so o reflexo

    do meu trabalho. V-los evoluir para mim um orgulho, pois por detrs dos cavaleiros que eles so est todo o meu esforo como professor.

    JM- Existe algum episdio ou acontecimento

    particular da tua carreira que queiras lembrar?

    D.F. Durante a realizao de uma prova, montando a minha gua, a Lady, eu atrapalhei-me, esqueci-

    me do percurso e a gua tomou a deciso por mim e saltou o obstculo sua frente. Como eu no

    esperava tal comportamento, desequilibrei-me e agarrei-me ao pescoo dela, ficando pendurado,

    sendo que ela continuou em andamento. Por fim,

    deixei-me cair e fiquei por baixo dela, entre os ps

    e as mos. Posto isto, a gua espreitou para ver

    o que se passava e, gentilmente, levantou o p direito para eu sair.

    JM- Atualmente, s professor e dono da tua prpria

    escola de equitao EQUI MAIA. Quais so os

    teus planos para o futuro? Apenas pensas continuar

    como professor?

    D.F. Sim, para j quero continuar a dar aulas e,

    talvez, quando surgir a oportunidade, competir outra vez, quem sabe quando levar algum aluno que esteja preparado para tal.

    JM- O que consideras mais importante na

    equitao?

    D.F. Para mim, o mais importante a relao

    desenvolvida entre cavalo e cavaleiro, porque o cavaleiro tem de confiar plenamente na sua

    montada para conseguir uma boa prestao com

    o cavalo. Devem atuar, portanto, como um s. Esta ligao no fcil de conseguir, no basta montar, preciso acarinhar e mimar o cavalo, tratar dele!JM- Visto que ensinas jovens a montar, quais so as

    principais caractersticas que um cavalo de ensino

    deve possuir?

    D.F. O cavalo ideal para ensinar principiantes na disciplina de equitao deve ser tranquilo, calmo e j com muito trabalho. Estas caractersticas so normalmente associadas a cavalos j com alguma idade.

    JM- Quais os princpios bsicos de um treino para

    se chegar ao sucesso?

    D.F. A experincia do cavaleiro e do cavalo so muito importantes na caminhada para o sucesso. Para que seja um treino completo, deve

    montar-se vrios cavalos e trabalhar as diferentes modalidades de forma a criar alguns obstculos ao cavaleiro para este evoluir cada vez mais.

    JM- Que conselho deixarias para os jovens

    cavaleiros que queiram optar pela equitao, e

    pelo ensino em particular, a nvel profissional?

    D.F. O conselho que eu deixo que, se, realmente, querem optar pela equitao, devem estar cientes de que um desporto dispendioso e obriga a uma vida dedicada aos cavalos, pois preciso tratar deles todos os dias