Talento - Ano XII, nº2

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Revista do Núcleo de Jornalismo Impresso do curso de Jornalismo da UVV (ES).

Text of Talento - Ano XII, nº2

  • EXPEDIENTE

    Centro Universitrio Vila Velha - ESRua Comissrio Jos Dantas de Mello, 15, Boa Vista - Vila Velha -ES-CEP: 29102-770

    ReitorManoel Ceciliano Salles de Almeida

    Vice-ReitoraLuciana Dantas da Silva Pinheiro

    Pr-Reitor AcadmicoPaulo Rgis Vescovi

    Pr-Reitor AdministrativoEdson Franco Immaginario

    Pr-Reitora de Ps-Graduao, Pesquisa e Extenso

    Danielle BrescianiDiretor de GraduaoNilton Dessaune Filho

    Coordenador de Jornalismo Rodrigo Cerqueira

    Professora OrientadoraFlvia Arruda Rodrigues

    O Talento uma produo do NCLEO EDITORIAL DA UVVMonitores do Laboratrio Gabriel Borges e Mrio AzevedoEstagirios do LaboratrioGisele Porto Ribeiro, Lauro Assis e Mariana Cicilioti Textos Alunos da turma J3MEnsaioAlunos das turmas J5M e J5NProf Orientadora de FotojornalismoElizabeth NaderCapaArte do professor Marcos Spinass sobre foto do aluno de fotojornalismo Rafael ReisSuperviso de Design GrficoMarcos SpinassTiragem 500 exemplares

    Uma arte novaNa traduo literal, a expresso francesa art nou-

    veau equivale, em portugus, a arte nova. O nome caracterizou uma importante escola de design do s-culo XX. Influenciou os mais diferentes artistas, do cartazista Henri de Toulouse-Lautrec ao designer de joias Ren Lalique, entre tantos outros. A proposta dos alunos de Comunicao Social para este nmero da revista-laboratrio Talento tambm foi, de certa forma, um tipo de arte nova.

    Todas as pginas foram desenhadas de forma a re-produzir as linhas-mestras e a tipologia art nouveau, to comuns nas dcadas de 1900 a 1920. O desafio foi casar textos e fotos atuais com padronagens anti-gas, proporcionando uma leitura agradvel ao leitor. Um exerccio proposto pelos professores que inte-gram o Ncleo Editorial do Curso de Comunicao Social do Centro Universitrio Vila Velha (UVV), que contou com a adeso imediata de alunos das ha-bilitaes Jornalismo e Publicidade e Propaganda de diferentes perodos.

    O cotidiano do bairro da Glria, em Vila Velha, um dos principais temas desta revista-laboratrio Ta-lento que chega s suas mos. Nela, o leitor tambm encontra diferentes entrevistas e um ensaio fotogrfi-co. Tudo produzido pelos estudantes.

    O Ncleo Editorial d, portanto, continuidade ao projeto iniciado no nmero anterior, que circulou em abril deste ano. Nele, os alunos trabalharam os conceitos do Psicodelismo, tendncia que esteve em voga nos anos 1960. A atividade ter sequencia no prximo semestre, com outras escolas de design a se-rem escolhidas pelos prprios alunos.

    Flvia Arruda RodriguesProfessora Orientadora

    A professora Elizabeth Nader ( esquerda) e os alunos de fotojornalismo Junnia Cunha (no centro), Rafael Reis, Marcieli Bizi e Aubrey Effgen se protegem da chuva que, repentina-mente, cai sobre o bairro da Glria. Parte do resultado desta atividade pode ser conferida nas pginas centrais desta edio da revista-laboratrio Talento.

    Flvia Arruda Rodrigues

  • O vdeo que mostra a reao de um menino australia-no frente s provocaes que vinha sofrendo na esco-la pelos seus "colegas" ficou mundialmente famoso e comentado. Desde ento, o bullying ganhou destaque na mdia e vem sendo tema de palestras, debates e re-portagens. Na entrevista a seguir, a psicloga Larissa Ambrsio, especialista em comportamento e dist-bios da mente, esclarece dvidas sobre essa prtica intimidadora que o bullying.

    Primeiramente, o que bullying?LARISSA AMBRSIO: Bullying tem um significa-do muito vasto mas, dentro dessa totalidade, podemos resumir que todo tipo de tortura fsica e psicolgica de que so vtimas as crianas e jovens que tm como agressores seus prprios colegas.Qual o perfil de um bullie?LARISSA: J comprovado por pesquisas que os praticantes do bullying tem uma personalidade au-toritria e uma forte necessidade de sentir que esto no controle da situ-ao. Eles querem ser populares, se sentirem poderosos e ter uma boa imagem deles mesmos. Os bullies so pessoas que no aprenderam a transformar sua raiva em dilogo e para quem o sofrimento do outro no motivo para ele deixar de agir. Uma curiosidade interessante que o bullying s aconte-ce se a criana que o pratica tem plateia. Ela precisa mostrar para as outras pessoas que superior, muitas das vezes por ela mesma se sentir inferior.E essa plateia, pode-se dizer que tambm pratica bullying?LARISSA: De certa forma, sim. Mesmo sem partici-par, quem assiste cena e quem usa os meios digitais para divulg-la legitima a agresso e d fora para que ela acontea. Como eu disse, a plateia funda-mental no bullying. comum pensar que s haja dois envolvidos: o autor e o alvo. Mas h terceiros. No caso, o espectador. Ele se torna uma testemunha do fato, pois no sai em defesa da vtima e nem se junta aos autores. Isso pode acontecer por medo de tam-bm ser alvo de ataques dos bullies. O praticante de bullying, pode ter esse comporta-mento por causa de problemas familiares?LARISSA: Sim, com certeza. Normalmente, ele tem uma relao familiar na qual tudo se resolve atravs da violncia verbal ou fsica e ele reproduz isso no ambiente escolar, por exemplo.

    E qual o perfil de uma pessoa que sofre o bullying?LARISSA: Geralmente, as vtimas de bullying so crianas com baixa autoestima e retradas, tanto na escola quanto no lar. Elas tambm tendem a se isolar de todos, at da famlia. E devido a essas caracters-ticas que se torna difcil a reao por parte de quem sofre a agresso.No caso do garoto australiano, o que voc acha que o levou a reagir?LARISSA: Como em todas as histrias de bullying, acredito que a reao do garoto o resultado de um processo de humilhao que comeou anos antes. Em seu depoimento, ele conta que sofria agresses havia mais de trs anos e explica que todo o medo e a raiva que sentia o levaram a uma exploso de agressivi-dade. Reagir ao bullying um passo importante no combate ao problema. Indignar-se e reagir so aes fundamentais para que a criana aprenda a lidar com

    os medos e consiga se impor.O caso de Wellington Mene-zes, o atirador que assassinou 12 crianas no Rio de Janeiro, foi relacionado ao bullying. O transtorno pode levar a atos extremos como esse?LARISSA: O caso do Wellington um pouco diferente. Ele sofria

    de esquizofrenia, uma doena na qual o paciente cria um mundo paralelo para si. Mas ele tambm era uma vtima do bullying. Isso s agravou mais o quadro de esquizofrenia dele e o ajudou, sim, a chegar ao ponto de assassinar aquelas crianas. Como as escolas, que so os locais onde a incidn-cia de bullying maior, podem tratar desse assun-to com os alunos?LARISSA: Primeiramente, importante analisar a questo pelos dois lados. Ou seja, pelo lado do agres-sor e do agredido. Levar os alunos a refletirem sobre como a situao chegou a tal ponto. Tambm ne-cessrio mostrar aos alunos a gravidade do problema e lev-los a pensar sobre as consequncias de "brin-cadeiras" e humilhaes que se repetem no dia-a-dia da escola. Tomando por exemplo o caso do menino na Austrlia, o professor pode refletir com os seus alunos sobre a histria, a fim de evitar justificar o que foi feito. Fazer com que a turma entenda que o bullying leva a atitudes extremas e que algo que precisa ser levado a srio.

    Bullying todo tipo de tortura fsica e psicolgica de que so vtimas as crianas ou jovens que tm como agressores seus prprios colegas

    O bullying tem de ser levado a srio

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  • Antigamente, os profissionais dermatologistas traba-lhavam basicamente tratando doenas. Isso mudou. Hoje em dia, o cuidado esttico est em alta e a procu-ra por tratamentos dermatolgicos aumentou drastica-mente. Foram criados tratamentos que podem ajudar a melhorar casos de pessoas que, durante a juventude, no souberam cuidar da pele. A dermatologista Yara Santos Rosetti esclarece, nesta entrevista, algumas dvidas a respeito desses tratamentos. Explica, ainda, os cuidados que devem ser tomados no dia-a-dia.Dra. Yara, quais so as preocupaes mais fre-quentes de seus pacientes?YARA SANTOS ROSETTI: So referentes beleza. Do total, 70% deles me procuram para tratar proble-mas de acne. Geralmente so adolescentes que, por razes estticas, querem cuidar da pele. A segunda maior preocupao a queda de cabelo.Se uma jovem de 18 anos chegasse em seu consul-trio dizendo que precisa de produto para a pele, mas que s tem dinheiro para comprar um, qual voc recomendaria?YARA: O filtro solar. Hoje em dia, ele no tem s a funo de proteger a pele contra os danos do sol. Em sua composio, existem produtos que ajudam no re-juvenescimento da pele. um produto extremamente necessrio. Deve ser usado todos os dias.Hoje em dia, o mercado dermatolgico est em alta. Quais foram os fatores levaram a isso?

    YARA: Antigamente, a dermatologia tratava doen-as. Quando os problemas causados pelos danos do sol tornaram-se aparentes, a dermatologia desenvol-veu tratamentos. Com as pesquisas sobre os danos que o sol causava na pele, foram estudados vrios medicamentos dermocosmticos. Produtos que po-diam amenizar as linhas de expresso, laseres de rejuvenescimento e depilao a laser, por exemplo. Mas o progresso no foi s esttico. Tratamentos para doenas tambm foram melhorados. O laser passou a ser usado para tratar vitiligo. Na verdade, os trata-mentos a laser foram inicialmente criados para |tratar questes estticas.E quais so os prs e contras desse boom der-matolgico?YARA: Entre os contras, esto a busca frentica pela beleza exterior. Para mim, a beleza precisa vir de dentro. O que acontece que profissionais no-quali-ficados realizam procedimentos deformando ou quei-mando o rosto de pacientes. O mercado dermatolgi-co visto como uma galinha dos ovos de ouro. Um profissional consciente tem que fazer o que entende. Fazer usando o tempo que for preciso para que o tra-tamento seja bem feito. A obrigao do profissional o bem-estar do paciente. Houve uma ban