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Douro Vasco Fim

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Douro

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  • 1. Trabalho realizado por: Vasco Teixeira n 2484 Miguel Machado n 284

2. Histria do Rio Douro_________________________________ 3 Bacia Hidrogrfica____________________________________ 4 Rio Douro a montante_________________________________ 7 Rio Douro a jusante___________________________________ 8 Os principais afluentes_________________________________9 Regime Hidrolgico____________________________________10 Cheias no Douro ______________________________________15 Barragens do rio douro_________________________________20 Barragem de Bemposta_________________________________13 Parque Natural Douro Internacional_______________________25 Bibliografia___________________________________________31 Concluso____________________________________________16 3. Nasce na Espanha, nos picos da serra de Urbin, a 2080 metros de altitude e tem a sua foz na costa atlntica, na cidade do Porto. H duas verses para a origem do seu nome. Uma delas diz que, nas encostas escarpadas, um rio banhava margens secas e inspitas. Nele rolavam, noutros tempos, brilhantes pedrinhas que se descobriu serem de ouro. Da o nome dado a este rio: Douro (de + ouro). J outra verso diz que o nome do rio deriva do latimdurius , ou seja, duro, atestando bem a dureza dos seus contornos tortuosos, e das paisagens que atravessa, nomeadamente as altas escarpas das Arribas do Douro, no trecho Internacional do rio, entre Miranda do Douro e Barca d'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo). A derivao por via popular do seu nome sugere romanticamente uma ligao a "Rio de Ouro (D'ouro)", mas tal no tem aderncia histrica. Desenvolve-se ao longo de 112 km de fronteira portuguesa e espanhola e de seguida 213 km em territrio nacional. A sua altitude mdia de 700 metros. No incio do seu curso um rio largo e pouco caudaloso. De Zamora sua foz, corre entre fraguedos em canais profundos. 4. A bacia hidrogrfica do Rio Douro tem uma superfcie de aproximadamente 97,603 km, mas em territrio portugus tem apenas 18,643 km o que corresponde a 19,1% da sua rea total. A foz doDouro junto s cidades do Porto e Vila Nova de Gaia. O rio tem 927 km de comprimento. Este o segundo maior rio da Pennsula Ibrica. 5. A bacia hidrogrfica do rio Douro situa-se a Norte de Portugal e a Noroeste da Pennsula Ibrica. 6. No sector de montante o rio corre num vale encaixado e, no troo da fronteira, forma mesmo, profundas gargantas. Nesta rea planltica de altitudes que rondam os metros predominam os processos erosivos de desgaste. 7. Junto foz, o vale do rio Douro alarga-se e torna-se mais aberto e muito pouco encaixado formando um vale em V largo e com muitos sedimentos acumulados no fundo do leito 8. Um esturio a parte de um rio que se encontra em contacto com o mar. Por esta razo, um esturio sofre a influncia das mars e possui gua salobra 9. A zona arenosa do Cabedelo, no Esturio do Douro, serve de abrigo a variadas espcies de aves migratrias O Esturio do Douro,entre as margens do Porto e de Vila Nova de Gaia tem uma extenso de cerca de 20 hectares, englobando a Baia de So Paio (frente do esturio) e a zona arenosa doCabedelo (parte final do esturio). 10. 11. Os seus principais afluentes em Portugal so: Rio gueda Ribeira de Aguiar Rio Ca Ribeira de Teja Rio Sabor Rio Tua Rio Pinho Rio Torto Rio Tvora Rio Tedo Rio Corgo Rio Varosa Rio Teixeira Rio Cabrum Rio Bestana Rio Paiva Rio Arda Rio Sousa Rio Tmega Os seus principais afluentes em Espanha so: Rio Rituerto Rio Riaza Rio Duratn Rio Cega Rio Pisuerga Rio Adaja Rio Zapardiel Rio Trabancos Rio Valderaduey Rio Tormes Rio Huebra 12. O regime hidrolgico do Douro caracterizado pela irregularidade. As suas cheias, que podem ocorrer entre Novembro e Maio, mas com maior incidncia em Janeiro e Fevereiro, so muitas vezes catastrficas, sobretudo na zona ribeirinha do Porto, dado que o seu vale estreito, no permitindo o espraiamento das guas. As guas ultrapassam, por vezes, os 5 m em algumas cheias, j tendo posto em risco a ponte de D. Lus, no Porto. 13. dam 3 14. dam 3 15. Cheia do Douro na Rgua Novembro 2006 16. Cheia do Douro no Porto Janeiro 1996 Cheia do Douro no Porto Maro 2001 17. Na Madrugada de 21 de Dezembro detectou-se uma subida do rio, fora do normal. No Cais dos Guindais, no Porto, estava tudo inundado. As balanas e os guindastes para o descarregamento das mercadorias, tinham s a parte superior de fora. A medio da velocidade do caudal registava as 11 milhas horrias, o nvel do rio estava a cerca de 80 centmetros do tabuleiro inferior da ponte Lus I. 18. Cheias do Douro de Novembro 1909 - Cais da Ribeira - Cheias do Douro de Novembro 1909 - Miragaia - 19. A grande cheia de 1909 no Porto e Gaia 20. Barragens em Espanha: Cuerda del Pozo Los Rbanos San Jos Villalcampo Castro Aldeadvila Saucelle Barragens em Portugal: Miranda Picote Bemposta Pocinho Valeira Rgua (Bagaste) Carrapatelo Crestuma-Lever 21. 22. 23. Utilizao: energia hidroelctrica Localizao: Distrito -Bragana Concelho -Mogadouro Local -Gardal do Douro Bacia Hidrogrfica -DouroLinha de gua -Rio Douro Caractersticas hidrolgicas: rea da Bacia Hidrogrfica -63850 km 2 Precipitao mdia anual -582 mm Caudal integral mdio anual -3339700 x 1000 m 3 Caudal de cheia -11000 m 3 /s Perodo de retorno -1000 anos Caractersticas da barragem: Beto -Gravidade com curvatura Altura acima da fundao -87 m Cota do coroamento -408 m Comprimento do coroamento -297 m Largura do coroamento -3,5 m Fundao -Granito Volume de beto -316 x 1000 m 3 Caractersticas da albufeira: rea inundada ao NPA -4050 x 1000m 2 Capacidade total -129000x 1000m 3 Capacidade til -20000 x 1000m 3 Nvel de pleno armazenamento (NPA) -402 m 24. Barragem de Picote Barragem de Carrapatelo 25. Ocanal de navegao do Douro uma hidrovia com cerca de 200 quilmetros de extenso, que desde 1990 permite a navegao do rio Douro desde a barra at foz do rio gueda, no limite com o Douro internacional. acessvel a navios fluvio-martimos at 2500 toneladas, pelo menos at ao porto comercial de Lamego. A eclusa do Carrapatelo, construda em 1971, uma das maiores do mundo, vencendo um desnvel de 35,0 m. Os desnveis do leito do Douro so vencidos por 5 eclusas, cujas caldeiras tm comprimentos compreendidos entre 86,0 e 92,0 m e uma largura constante de 12,1 m: Eclusa n. 1: Barragem de Crestuma-Lever(1986) desnvel mximo de 13,9 mEclusa n. 2: Barragem do Carrapatelo(1971) desnvel mximo de 35,0 mEclusa n. 3: Barragem da Rgua(1973) desnvel mximo de 28,5 mEclusa n. 4: Barragem da Valeira(1976) desnvel mximo de 33,0 mEclusa n. 5: Barragem do Pocinho(1983) desnvel mximo de 22,0 m 26. Eclusas de navegao no rio Douro utilizao turstica e transporte de mercadorias 27. O Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) foi criado atravs do Decreto Regulamentar 8/98 de 11 de Maio com o objectivo de conservar o patrimnio natural promovendo ao mesmo tempo a melhoria da qualidade de vida das populaes locais em harmonia com a conservao da natureza. O PNDI, ocupa uma rea de 85 150 ha e abrange o troo fronteirio do Rio Douro (numa extenso de cerca de 1222 Km), incluindo o seu vale e superfcies planlticas confinantes, e prolonga-se para sul atravs do vale do Rio gueda. Est localizado nas regies de Trs-os-Montes e Alto-Douro e da Beira Alta, abrangendo os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada Cinta, no distrito de Bragana, e Figueira de Castelo Rodrigo no distrito da Guarda. O troo internacional do rio Douro faz a transio, atravs de um acentuado declive longitudinal (com um desnvel de cerca de 400 metros), entre a sua bacia mdia, nos vastos horizontes da meseta Ibrica, e a bacia inferior, j em territrio nacional. 28. O Parque Natural do Douro Internacional constitudo por duas zonas planlticas, uma a norte com altitudes rondando os 700-800 metros e outra a sul com altitudes rondando os 600-700 metros. Nestas duas zonas essencialmente granticas, quer o rio Douro quer o rio gueda escavaram vales muito encaixados, com encostas escarpadas que por vezes ultrapassam os 200 metros de altura, formando dois desfiladeiros monumentais de grande beleza e espectacularidade. A zona intermdia do Parque constituda por pequenas zonas planlticas intercaladas por vales de ribeiras que correm para o rio. Nesta zona essencialmente xistosa, o vale do rio Douro apresenta-se mais aberto. A maior altitude do Parque de 895 metros na Nossa Senhora da Luz, na fronteira norte com Espanha, e a mnima de 125 metros, quando o Douro sai do Parque Natural.PNDI 29. O clima da regio mediterrneo-subcontinental, de fortes amplitudes trmicas, com invernos frios mas veres muito quentes e secos. A parte Norte do PNDI corresponde zona de menor influncia atlntica de Trs-os-Montes, inserindo-sena Terra Fria Transmontana. A parte sul, onde o vale j se assemelha ao Douro vinhateiro, caracteriza-se pelo seu microclima, com escassa precipitao e temperaturas invernais amenas, fazendo parte da designada Terra Quente Transmontana. A diversidade e variabilidade das condies ecolgicas do territrio integrado no PNDI, possibilitou o desenvolvimento e estabilizao de um coberto vegetal extremamente rico e diversificado. 30. Os estudos realizados at ao momento, nesta rea, vieram a concluir que a maior parte dos elementos florsticos, mais importantes, esto localizados no leito de cheias do rio Douro ou na sua proximidade. Muitas destas plantas tm a totalidade ou a grande parte das suas populaes portuguesas neste territrio de que so exemplos: Antirrhinum lopesianum (espcie rupcola considerada como emdemismo lusitano-duriense e classificada como uma planta rara (R)), Aphyllanthes monspeliensis (uma lilicea tpica das terras de Miranda do Douro, tambm classificada como R), Coronilla minima subsp. minima (instalada nas margens do rio Douro, no seu percurso internacional), Lathyrus setifolius, Linaria coutinhoi (endemismo lusitano-duriense), Malcolmia triloba subsp. patula (caracterstica de zonas arenosas), Narci