Viagens e versos

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Text of Viagens e versos

  • 1. Em tudo haver transformao, O que nada era tudo ser.
  • 2. 2S poderemos nos iluminar com a luz oculta quando as razes da terra se unirem ao poder nico da mente.
  • 3. 3 APRESENTAO. Durante longos anos, colhendo o que as pessoas pensam e o quegostariam que acontecesse neste mundo de DEUS, depararei comverdades capazes de transformar e dominar nossos instintos selvagem. No quero aqui ser um ser diferente. Quero apenas que as pessoas mevejam como um ser normal, cheio de defeitos e sonhos, pois sonhar nopaga impostos e nos traz grandes alegrias, pois dele nasce o desejo doque h dentro de cada um de ns. Viagens e Versos nasceu em meados dos anos noventa, quando entomorava em Salvador/BA, fiquei deslumbrado com o pensar deste povoamigo que o Baiano, fiz boas amizades e dentre elas meus amigos: Gildoe Jorge, que seriam comigo os viajantes destes versos, que surgiram debate papos em bares, praias e muitas descontraes. Que esses versos, sejam como o elixir que nos amoldam a alma. AGRADECIMENTOS.Aos meus Pais por permitir estar aqui neste mundo de Deus, e aos meusamigos por acreditarem que poderamos contribuir para que a novagerao possa enxergar a direo do caminho a seguir, e sejamprovedoras do futuro. E ao nosso Mestre, obrigado pela iluminao denossos pensamentos. Que nossa misso vena nossa omisso.PRODUO:JOS SANTIAGO SOARES FERNANDES.PARTICIPAO:JORGE LUIZ ARAJO MARTINS .
  • 4. 4 NOVOS RUMOS. Na terra uma nova estao, e o velho morrer. O que novo brotar em tudo, E o bem nascer em todos, Surgir a nova gerao, Onde haver amor, no solido. Nascer um desejo infinito de sermos felizes, Participantes da sabedoria constante nos coraes. E o povo sofrido no ser mais ferido. O amor invadir os lares, E em todos os lugares estar a paz. Felizes sero aqueles que tiverem amigos, E tristes sero aqueles que permanecerem no passado.Em tudo haver transformao, o que nada era tudo ser. SUSPIROS DA ALMA. A minha face o oculto da minha prpria existncia, O mistrio de minha vida, a pureza da minha essncia. A essncia do saber, ou a essncia da vida, Est em suas prprias concepes,Naquilo que os faz sentir soberanos de sua prpria razo. Minha razo meu pensamento, a voz dos lazarentos, uma dor que no se sente. me sentir presente nesse mundo sem cor. No se deixe levar pela razo,
  • 5. 5 Mas sim pelos sentimentos vindos do fundo dalma. O amanh o presente vivido em todos os sentidos, O futuro o presente do fruto de seu trabalho. O trabalho a satisfao do saber. Ah! No me desnude o corao, Nem me roube a mais profunda sensao, Para que possamos nos entender, Pois minha razo faz parte de voc, E nossa unio faz parte do meu prprio ser, Em sintonia com o universo, Que faz de minha vida um bonito poema Cheio de puros versos que falam de sinceridadeE de vontade de entender a sede para compreender toda minha existncia. BARCOS DA VIDA. Quero a beleza mais pura da estrela que brilha no firmamento, Quero alinhar todo meu sentimento tua candura. Cansei das belezas hipcritas! Queria eu, ao menos t-las, a ss na lua, E as mostraria de l, em verdade impvida e nua, A tristeza de sermos srdidos. Ensinaria que o infinito limitadamente eterno, E que a harmonia oculta em sua simplicidade. E que os nossos sonhos, tambm so uma realidade, Dependentes da expresso da pura pureza. Pureza de sermos o princpio do sem-fim, O alm da nostalgia de toda esta magia de sermos eternos Em toda grandeza deste firmamento.
  • 6. 6 Ah! Somos o princpio de toda existncia, Que brota em todo o corao Princpio e toda paixo deste universo Sendo um s corao. Se voc acha que eu estou mesmo toa, Ento siga a tua brisa, quem sabe, mesmo, A gente no desliza e adormece na mesma proa. Reme o mesmo barco, e sonhemos os mesmos delriosLoucos em suas verdades, amveis em seus sentimentos, Reais em nossa unio. Unio de sermos frutos de toda energia Que flui entre em ns, um s desejo De sermos eternamente sbrios em nossa razo. Quem deu nome a estes barcos? Qual vento est a nosso favor? Naufragando em vo o amor? HARMONIA. Antes as coisas tinham uma harmonia perfeita, A terra se dava planta, E a planta se dava seiva. No existia um fim, e sim um novo comeo Que brotava da certeza de que a vida estava viva, Em harmonia com o seu bero. Unssono em todo comeo, presente em todo fim, E o fim era apenas imaginao da essncia infinita Do jorrar da fonte, seiva de vida. Hoje as coisas tomaram outro sentido,
  • 7. 7 Todos correm procura de um abrigo- E o nico que nos resta- escria de uma aresta, esperana, na conscincia esquecida, Do verdadeiro valor da vida, planejada pelo Divino acaso. Acaso so os valores doravantes neutros pela iluso mundana. Sejam pois, seguidores da imaginao Que os faz tocar no corao- Esta sim a verdadeira satisfao de sermos frutos-acaso, Ddiva sempre viva da essncia da vida. ESPERANA, DESEJOS. A esperana de todas as coisas benditas Fluram em nome da vida, E plantou os desejos csmicos da criao. Desejos de gente linda, mar prateado em noite de luar, Desejos de que veremos ainda Das entranhas da dor, o brotar do amor. ver nascer a semente da perfeio Constante dos desejos infinitos E a dor apenas a passagem do paraso, Talvez hoje esquecido, Mas que ser sempre paraso. O desejo o alm das fronteiras criadoras De toda energia vificaz da criao. O amor em tudo toda essa criao, E a criao apenas fruto deste amor, Que nos d o sabor da vida, o poder de voar, Sob toda a pureza da essncia
  • 8. 8 Que alimenta toda tua energia. Prepare-te, pois, um novo mundo Abrir sob os teus ps, E que o olhar da saudade, Fluir como o mundo esquecido. V toda transformao, segue teu corao, Ouve-o e segue tua jornada presente no corao, Desfruta de todo este mundo Vive toda esta riqueza santa, Pois, somente esta satisfao, De sabermos que somos seres intelectuais, No basta. preciso romper com determinados conceitos, se preocupar apenas com os prprios defeitos, Assim, ters a satisfao de saberes que s, Apenas mais um fruto que bia na beira do cais. NATUREZA ME. Descubra a natureza que h dentro de voc. Isto me entra como ar puro Sonhando no crepsculo E chorando no nascente - semente de emoo, a tocar fundo o corao. No oculte a beleza de como seria Se no fosse triste a minha viso? Ser to difcil de entender Para esses homens Que se dizem donos da verdade?
  • 9. 9 S sei que castram a liberdade E apagam a identidade At mesmo antes de nascer E amadurecer o fruto da vida. Se eles no tm a certeza do princpio, Como podem determinar o fim? VIBRAES ETREAS. Se ouvssemos, ao mesmo tempo, Todos os sons do universo Presenciaramos o que chamamos De silncio absolutoE entraramos num estado de plena satisfao.Haveria uma unanimidade entre os espritos, E de nada valeria nossos gritos Em meio a tanto silncio... Silncio que expressa a esperana Num sussurro supersnico Como a vida. Ocupa toda minhalma, Oh! Mestre dos meus caprichos! Consome-me , devora-me, alimenta-me Como a terra na planta, O ar na vida E a paz do esprito. Ocupa toda minhalma, Oh! Mestre dos meus caprichos! Eleva-me sobre os pensamentos
  • 10.