Paixões no oeste vol 2 (prova)

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  • 1. Paixes no Oeste Vol. II
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  • 3. Paixes no Oeste Vol. II Janice GhisleriPaixes no Oeste Vol. II 1 Edio - 2011 3
  • 4. Paixes no Oeste Vol. II Copyright 2011 Todos os direitos reservados a: Janice Ghisleri 1 Edio - 2011 www.janiceghisleri.wordpress.com Design da Capa: Gracilene Chaves Todos os direitos reservados. Nenhuma parte do contedo deste livropoder ser utilizada ou reproduzida em qualquer meio ou forma, seja eleimpresso, digital, udio ou visual sem a expressa autorizao da editora sob penas criminais e aes civis. 4
  • 5. Paixes no Oeste Vol. II H aviam se passado quatro anos desde o casamento deIan e Jayne. Estavam to apaixonados como quando se conheceram,viviam harmoniosamente e contemplavam dos mais felizes anos desuas vidas, tudo estava bem e perfeito. Josh com quatro anos de idade estava um esplendor demenino, feliz e sorridente, ficava enlouquecido quando via os cavalos.Ian, era um pai muito atencioso, adorava coloc-lo consigo no cavaloe andar com ele pelos pastos, lhe mostrava tudo e conversava com eledizendo que quando crescesse, o ajudaria na fazenda, que seria umgrande homem. Encantado, o pequeno Josh o olhava como se todasas suas palavras lhe fizessem sentido. Angel, que estava com onzeanos j montava muito bem os cavalos de porte grande. Jayne e Ian aincentivavam a galopar e ela passava horas com os cavalos e sempresaiam para fazer piqueniques, passeios, curtiam o mximo de tempoque podiam os quatro juntos. A fazenda e o trabalho estavam s maravilhas, conseguiramdesenvolver-se nos negcios de reproduo de cavalos. Por poucasvezes neste perodo tiveram dificuldades ou problemas, obtiveramsucesso e os lucros vinham facilmente os recompensando peloesforo e empenho que dedicavam fazenda. Eles trabalhavamincansavelmente, ampliaram e reformaram a casa grande deixando-amagnfica e melhoraram muito a fazenda. O casal Buller fez nome entre os criadores de cavalos pormaior parte dos Estados Unidos. Seus cavalos eram da mais altaestirpe, o smen de seus garanhes custava uma considervel quantia.Contrataram vrios empregados para auxiliar nos trabalhos e homensarmados que ficavam sempre de prontido para segurana da fazenda,pois o aumento de roubo de cavalos aumentara consideravelmente naregio e se tratando de reprodutores, um nico cavalo custava umapequena fortuna. Ian era muito atencioso e protetor, tinha medo quebandidos tentassem invadir a fazenda e pudesse no somente roubarseus cavalos, mas pr em risco a vida de Jayne e das crianas. Ambos 5
  • 6. Paixes no Oeste Vol. IIestavam orgulhosos um do outro, conseguiram o que qualquer serhumano gostaria de ter, amor, felicidade, uma famlia maravilhosa,dinheiro e reputao. Willian e Emily estavam felizes juntos, cuidando atentamentede se amado filho Ethan, assim como David e Mary, que encantadosviam sua pequenina Samantha que inocentemente comeava desfrutardas alegrias da vida. Mitchel e Julia estavam bem, mas ainda nohaviam sido agraciados com um filho, o que lhes trazia um certodesconforto, mas se amavam e levavam suas vidas tranquilamente. A vida dos quatro amigos que traaram seus destinos unidoscom suas famlias andava a passos largos. Nos quatro anos que sepassaram, viveram momentos de paz e harmonia. Seus laos deamizade continuavam fortes como rochas, sempre que podiamestavam juntos, ajudavam uns aos outros, compartilhavam todos osmomentos de alegria e se ajudavam nas adversidades. Naquele ano o inverno fora rigoroso, a neve caiu impiedosatornando os pastos brancos. Os fazendeiros tinham trabalhodobrado, pois como no havia pastagem para os cavalos nem o gado,tinham que trat-los com rao e feno e ter cuidados redobrados, poistinham mais riscos de adoecerem. O trabalho ao ar livre tambm erapenoso, levantar cedo como de costume era rduo, mas necessrio.As crianas pouco saiam de dentro de casa, a no ser pelo fim damanh e incio da tarde se o sol fosse generoso, a diverso era brincarcom a neve. A paisagem esbranquiada dava s montanhas umabeleza descomunal. Com a chegada da primavera a paisagem comeava a mudar,o verde dava o ar de sua graa, os pastos esverdeavam possibilitandoque as criaes se divertissem com seu pasto ralo. O sol resplandeciacom mais fora e o vento j no era cortante. Os picos das colinasmais altas eram as ltimas a perder seu branco pela neve. Mas pelasmanhs ainda era frio e acordavam com os intensos nevoeiros quecobriam as montanhas e a noite ainda era mais longa. Flores exticase coloridas comeavam a florescer dando uma beleza peculiar quelelugar. Os grandes cactos pareciam imponentes no meio da relva rala eas imensas rvores enchiam-se de folhas verdes. Era a vida respirandopelos vales de West Side. ** Na tarde de sexta-feira j estavam exaustos pela semana que 6
  • 7. Paixes no Oeste Vol. IIhavia sido rdua e lotada de atividades. Findando seus afazeres, Jaynefoi orientar o jantar. Ian demorou mais tempo nas coxias at que foipara casa. -Pensei que ia dormir com os cavalos. - Jayne disse sorrindopara ele e lhe dando um copo de refresco. -Quase. Mas amanh estarei livre para ficar com voc e meusfilhotes. - disse sorrindo e bebendo um gole do refresco. Ian sentou-se na cadeira de balano na varanda e suspirouprofundamente. -Meu querido, o que tem para fazer agora? - Jayne perguntousentando no seu colo e abraando-o. -Bem... Eu pretendia descansar, estou exausto. -Est cansado para mim tambm? -Para voc, nunca. -O que voc acha de ns termos um momento a ss hoje? -Acho timo. O que tem em mente? -Voc vai saber se vier comigo. Confia em mim? -Sempre... - disse sorrindo e dando um beijo na aliana deJayne. -Ento pegue os cavalos que eu j volto. Ela foi para a cozinha e Ian ao estbulo, pegou seu cavalo e odela, que ainda estavam encilhados. Ela saiu com uma pequena cestana mo, os dois subiram nos cavalos e comearam a galopar devagar. -Aonde a senhora vai me levar? - Ian perguntou curioso. -H tempos no vamos mais ao lago para olhar o pr-do-soljuntos e sozinhos. Hoje o horizonte vai ficar vermelho, acho quemerecemos isso, no acha? -No poderia ser melhor! -O que seria de voc sem mim? - disse sorrindo. -Provavelmente eu seria uma criatura chata e triste. -Chata e triste eu no sei se seria, mas pelo menos no terianingum para bater voc na corrida. Jayne atiou o cavalo e saiu em disparada forando Ian a daruma gargalhada e sair correndo atrs dela, ela adorava bater corridacom ele, e muitas vezes ela o vencia. Os dois correram pelos pastosalegremente at chegarem ao lago que tinha uma vista maravilhosapara contemplar o pr-do-sol. A gua estava translcida e refrescante,adoravam tomar banho no lago, era isolado e tranquilo. 7
  • 8. Paixes no Oeste Vol. II Quando chegaram, Jayne rindo desceu do cavalo, Ian chegoulogo atrs. -Ian, eu acho que voc me deixa ganhar quando batemoscorrida, seu cavalo corre mais que isso. -Ah! Acho que no, voc muito boa nisso e eu j ganhei devoc. Alis, voc sempre sai na minha frente. -Hum... Eu acho que est me enganando. -Acho que minto bem, no ? -No. - os dois riram. -O que est pensando agora? -No consegue adivinhar? -No. -Ento acho que vou ter que lhe mostrar. - Ian pegou Jayneno colo e foi at a beira do lago e a jogou nele fazendo-a gritar eafundar na gua, quando subiu ela comeou a rir. -Ian... Est gelada! Voc me paga. -Pago o que voc quiser. - disse rindo e pulou na gua indoencontrar-se com ela, abraaram-se e beijaram-se apaixonadamente. -Nunca pensei que pudesse ser to feliz. - disse ajeitando oscabelos de Ian que lhe caiam nos olhos. -Eu tambm, querida. - ele a beijou docemente. - O que voctrouxe naquela cesta? -Hum, o que voc gosta... Vinho, queijo, algumas frutas. -Espero que nossa vida seja sempre assim, sempre cuidandoum do outro. -Sempre vou cuidar de voc. Eu no quero que seu amor pormim morra nunca. -Jayne, isso impossvel. -O mesmo acontece comigo, voc maravilhoso. -Mesmo quando judio de voc e a jogo na gua gelada? -perguntou rindo. -Ah sim, s vezes voc me judia demais. -Ento, vamos beber o vinho? Esta gua est gelada demais. Saram do lago e Jayne tirou sua saia e a torceu. -Minha nossa, isto pesa uma tonelada! -No sei por que vocs mulheres usam tanta roupa. -s vezes eu me pergunto a mesma coisa, eu acho que voucomear a usar calas. - disse rindo.