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PROJETO VEREDAS PARA O GRANDE SERTÃO desenvolvimento tecnológico e agrícola para produção de oleaginosa de alta produtividade e óleo vegetal destinado à indústria de biodiesel Uma alternativa para investimentos socialmente responsáveis

Biovale Project Overview

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  • 1. PROJETO VEREDAS PARA O GRANDE SERTO desenvolvimento tecnolgico e agrcola paraproduo de oleaginosa de alta produtividade e leo vegetal destinado indstria de biodieselUma alternativa para investimentossocialmente responsveis

2. Biosfera da energia socialA gente tem de sair do serto! Mas s se sai do serto tomando conta dele a dentro... (Guimares Rosa) 3. reunio de agentesBIOVALE ENERGY empresa mineira de produo, comercializao e consultoria na cadeia produtiva do biodieselMINASINVEST ALIANA DE DESENVOLVIMENTO Organizao Social Civil de Interesse Pblico OSCIP de fomento do desenvolvimento sustentvel de Minas GeraisUNIVERSIDADE FEDERAL DE VIOSA BIOAGRO/FUNARBEEPAMIG EMPRESA DE PESQUISA DE AGROPECURIA DE MGCONAB COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTOOCEMG Organizao das Cooperativas do Estado de MG Por que que todos no se renem, para sofrer evencer juntos, de uma vez?(Guimares Rosa) 4. Objetivo e princpios Formar um pool das melhores competncias naelaborao e implementao de projetos turn-key na cadeia produtiva do biodiesel:FROM SOIL TO OIL Promover o desenvolvimento scio-econmico includente e sustentvel , criando a oportunidade e modelo para o uso intensivo e extensivo do potencial de biomassa energtica no Brasil.FOCO: Mercado interno: para atender as exigncias legais de mistura obrigatriaMercado externo: exportao para pases com alto consumo de diesel, e de leos vegetais para transformao em biocombustvel; 5. Biocombustveis: perspectivas para as comunidades ruraisUm dos principais benefcios dos bio-combustveis o seu potencial de aumentar a receita agrcola e fortalecer as economias rurais. Relatrio do Banco Mundial atesta que as indstrias de biocombustveis precisam de cerca de 100 vezes a mais de trabalhadores por unidade de energia produzida do que a indstria de petrleo.O setor de cana de acar no Brasil responsvel por mais de 1 milho de empregos diretos e 4 milhes indiretos.A natureza dispersa da agricultura faz com que, provavelmente, a produo de biocombustveis no se torne to centralizada quando a indstria de leo fssil.Os projetos a serem focados pela BIOVALE ENERGY devem priorizar as regies mais pobres do pas (principalmente, o semi-rido) onde o acesso a formas modernas de energias limitado ou inexistente.Um pool de competncias que integram a cadeia produtiva do biodiesel pode ser instrumental para promover renda e energia limpa e acessvel fundamental no desenvolvimento rural e alvio da pobreza. 6. Responsabilidade social corporativaO Lado de Venda ( Sell Side) de importantes mercados financeiros reconhece a materialidade da responsabilidade social corporativa.As questes sociais e de meio ambiente afetam materialmente os preos da bolsa de valores, principalmente a longo-prazo e, at mesmo, no curto prazo.O negcio faz parte da sociedade, e no est fora dela. Quando falamos de responsabilidade social corporativa, no a enxergamos como algo que o negcio faz para a sociedade , mas como algo fundamental integrado a tudo que fazemos no como filantropia ou investimento comunitrio, mas o impacto que exerce sobre nossas operaes e produtos assim como a interao que temos com as sociedades que servimos. Responsabilidade social corporativa no tema banal ou favor que prestamos por conta dos resultados do negcio. central no ato empresarial. Seu gerenciamento desafiador e difcil. (expresso pela gigante Unilever na London business School) 7. Princpios e compromissoNa condio de empreendedores socialmente responsveis, temos o dever de priorizar e defender os interesses de longo prazo de nossos parceiros e scios.No exerccio deste papel, acreditamos que temas como meio ambiente, desenvolvimento social e governana corporativa (MDSG) podem afetar o desempenho de nossa gesto e capacidade de atrao de investimento.Tambm reconhecemos que a aplicao desses Princpios pode melhor alinhar nossos parceiros aos objetivos mais amplos da sociedade. Ao aderir aos Princpios, na condio de empreendedores socialmente responsveis, comprometemo-nos publicamente a adot-los e implement-los.Tambm nos comprometemos a avaliar sua eficcia e aprimorar seu contedo ao longo do tempo.Acreditamos que isto ir melhorar nossa habilidade de cumprir nossos compromissos com nossos scios e parceiros, bem como melhor alinhar nossas atividades com os mais amplos interesses da sociedade, na crena de que no pode haver empreendimento de xito em uma sociedade falida. 8. Cluster de competncias A estratgia do Projeto BioVale congregar capacitaes dos vrios agentes envolvidos na cadeia produtiva do bio-diesel,ESTRATGIA alinhando-os de forma empresarial. PRODUTIVIDADE INOVAOA grande oportunidade consiste em congregar as melhores competncias e recursos - na COMPOSIOCLUSTER DODESEMPENHO frente.ECONMICA BIODIESELPortanto, a inovao e o capital intelectual consiste em seu maiorAMBIENTE DE ativo, detendo a capacidade de ESPECIALIZAO NEGCIOSelaborar e implementar projetos turn-key com suas TEIAS. COLABORAO Teia de Empreendedores/Executivos com Impacto Ambiental e Social 9. o desafioA organizao atual dos produtores no suficiente para viabilizar um negcio do porte necessrio ao suprimento da demanda de usinas de processamento de biodiesel.Agentes demaisna cadeiaprodutiva. 10. Desenvolvimento do arranjo produtivo No desenvolvimento do arranjo produtivo, um conjunto de fatores facilitadores vo representar oconceito de eficincia coletiva que envolve a proviso de servios, infra-estrutura, treinamento etecnologia, de acordo com as atividades e atribuies das instituies participantes do arranjo nasdivises das tarefas, tais como: Pesquisa: melhorar o desempenho do sistema produtivo com a pesquisa e desenvolvimento depacote tecnolgico, voltado a variedades adaptadas s condies locais, utilizao de insumos,processo de produo; Gesto Agrcola e Assistncia Tcnica : difuso de insumos e tecnologia para o produtor rural,introduzindo processos sustentveis de produo. Sistema Financeiro: disponibilizar recursos financeiros necessrios execuo das atividades,observados os mecanismos governamentais e de entidades privadas envolvidas e com interesse nodesenvolvimento das aes especficas. Organizao No Governamental: contribuir com aes que resultem na sustentabilidade ediversificao da produo nas comunidades envolvidas Empresa de Comercializao: atuar como catalisadora das aes inerentes aos processos deidentificao, recebimento e distribuio dos produtos, para que a atividade obtenha resultadoeconmico. Logstica: executar as atividades de movimentao dos produtos das zonas de produo para aszonas de armazenamento e/ou processamento. Armazenagem: executar as atividades intermediria entre o setor produtivo e o processador ouconsumidor final, principalmente em ocasies de oferta abundante ou de necessidade demanuteno de estoques estratgicos para a continuidade da atividade, minimizando o risco defalta do produto. 11. justificativa PRODUTIVASTECNOLGICASDe um lado, h um grandeAlm de afetar negativamente as interesse por parte de produtores culturas de oleaginosas destinadas ao no cultivo do pinho-manso. Por consumo humano, o preo dessas outro lado, as informaes de commodities para produo de pesquisa e extenso esto biodiesel (como a soja) tem se basicamente limitadas quelas mostrado economicamente invivel. feitas pelos Centros experimentais da EPAMIG e UFV. As indstrias recentemente implantadas de biodiesel esto Do que se conclui que h forte sofrendo srias dificuldades em ter o presso por resultados de insumo para industrializao. pesquisa que suportem a inteno de plantio em escala comercial.A obrigatoriedade legal de uso mnimo de biodiesel e presses ambientais para reduo na emisso As sementes e/ou mudas dos de carbono foraro os preos do leo escassos plantios existentes so de procedncia e constituio para cima. gentica desconhecidas. 12. Modelo de gestoPreparao dos agricultores familiares . Esta preparao consiste em informar sobre todas as etapas do Projeto, objetivos e os resultados esperados usando tcnicas de empreendedorismo, motivao, conscientizao. Desse grupo sero selecionados os lderes comunitriosOrganizao em formas associativas/cooperativas de produo e comercializao. Todo o processo ser desenvolvido em sistema de co- gesto, para que os produtores rurais/grupo familiar assumam o processo medida que os trabalhos forem sendo implantadosOs associados e cooperados participam na elaborao do plano de desenvolvimento localO plantio e produo do leo observa um projeto de conservao ambientalTodos os passos do Projeto so apoiados pela educao para a convivncia com o semi-ridoCriar condies para que os agricultores familiares participem da cadeia produtiva do pinho manso at fase da produo do leo 13. Objetivo estratgicoInvestir o desprovido produtor rural de tecnologia e capacitao para produo de oleaginosas produtivas com vistas produo de leo vegetal para comercializao no mercado nacional e Internacional.PARA ALCANAR ESTE OBJETIVO, O PROJETO BIOVALE SE PROPE AAumentar o seu acesso s tecnologias avanadas de sementes e mudas de alta qualidade, tcnicas agrcolas avanadas e sistema industrial eficiente, intermediando o fortalecimento de suas capacidades e suas organizaes e acesso justo aos recursos naturais produtivos. 14. Benefcios gerais Os resultados a serem obtidos com a consecuo deste arrojado projeto s vm a reforar as expectativas que o mercado est demonstrando em relao ao biodiesel, em especial ao proveniente do leo extrado do pinho-manso. Ou seja, a atividade economicamente vivel alm de ser socialmente e ambientalmente correta.A implantao de unidades descentralizadas de produo de Biodiesel, deve orientar-se pelos novos paradigmas do desenvolvimento econmico e social que privilegiam uma forte articulao entre a comunidade e os mais diferentes agentes locais de desenvolvimento.A compra de matria prima da agricultura familiar possibilita ainda o acesso ao selo combustvel social que d acesso ao produtor de biodiesel de redues em impostos federais e a melhores condies de financiamento junto ao BNDES.Outras potencialidades na implementao do projeto o mercado de crdito de carbono, comercializando bnus de sequestro de carbono por tratar-se de planta perene e quantificao mensurvel.Comercializao dos subprodutos do biodiesel, tais como a torta de pinho manso para ser usada como fertilizante de qualidade e como rao animal de alto teor protico quando destoxificada. A glicerina pode ser usada na fabricao de vrios produtos como drogas, cosmticos, txteis entre outros. 15. METAS PRODUTIVAS TECNOLGICAS TECNOLGICAS Comercializao de mudas Comercializao de mudas Adensamento tecnolgicode pinho-manso dede pinho-manso de de variedades de oleaginosa procedncia e difuso procedncia e difuso tecnolgicas de alta-produtividade tecnolgicas (pinho-manso- jatrophaPlantio de 29000 hectares de Plantio de 29000 hectares de curcas)pinho-manso e produo depinho-manso e produo de para produo de biodiesel44.000 ts/ano de leo vegetal44.000 ts/ano de leo vegetal resduosagrcolaindstria pesquisa 16. METAS DESCRIO SUMRIAagrcola pesquisaresduosindstriaA multiplicao das mudas por cultura de tecidos garante a produo de mudas uniformes. A inoculao das mudas com fungos micorrzicos arbusculares, assegura o afloramento emat 7 meses. Alm da acelerao do crescimento, essa tcnica in vitro de produo de mudasde pinho manso micorrizado conduz uma produtividade e biomassa mais elevadas, da ordemde 30%. A associao de mudas com fungos micorrzicos arbusculares (FMAs) contribui para odesenvolvimento vegetal, refletindo no apenas no aumento da biomassa e na morfogneseradicular, mas tambm no controle biolgico s pragas e doenas. 17. novas tecnologias: novos ganhosA produo debiocombustvel tem setornadosubstancialmentemais eficiente nosltimos 25 anos com aescala crescente dasindstrias Americanase BrasileirasOs ganhosincrementaispossivelmente vocontinuar pelosprximos anos. Entretanto, o maior potencial para os biocombustveis est no desenvolvimento de novas tecnologias que vo expandir significativamente a gama de insumos de biomassa, aumentar as eficincias de converso e baratear os custos de produo. 18. Vantagens do pinho-manso micorrizadoDesenvolvimento mais rpido e uniforme das lavouras;Possibilidade de controle de eventuais ataques inesperados de pragas e doenas;Facilitar futuras pesquisas e atividades tcnicas, cuja finalidade sejam aprimorar ainda mais a atividade.Solo doente e fraco torna-se frtil e saudvel95% taxa de sucesso de germinao da sementes versus 50% com sementes no micorrizadasFruio e florescimento precocea partir do stimo ms contra um ano com a plantao clonadaProdutividade mais elevada (20%30%) com inoculacao micorrizal em relacao a plantacao nao inoculada amplamente testada em diferentes terras degradas 19. METAS DESCRIO SUMRIAagrcolapesquisa resduos indstriaUtilizao de torta do pinho-manso para produo de composto, cogumelos e rao animal. Estudar os processos de compostagem da torta de pinho manso e avaliar o potencial da utilizao de fungos de podrido-branca na destoxificao de resduos de torta de pinho manso para posterior utilizao como rao animal ou produo de cogumelos comestveis. A bioconverso transformaria o resduo, hoje considerado txico e somente aplicado diretamente no solo e, potencialmente poluentes, em produtos com alto valor agregado.Utilizao de glicerina para produo de produtos de interesse industrial 20. o desafio O grande desafio assegurar a produo em grande escala, cumprindo requisitos mnimos de qualidade e exigncia regulamentares.Organizar a base da cadeia produtiva, a fim de assegurar a competitividade da pequena produo e consequente acesso a condies tributrias e financeiras favorveis e aproveitamento e agregao de valor aos resduos. As dimenses do mercado consumidor, impostas por Lei, tornam imperativa a articulao com diversos atores no Brasil e no exterior.O principal caminho para a sua viabilizao econmica e sua produo em grandes volumes est na descoberta de matrias-primas oleaginosas mais baratas e de maior rendimento fsico por unidade de rea, com maior percentual de leo.Ponto crtico a necessidade de compatibilizar os ganhos de produtividade em todas as etapas da cadeia produtiva. Como a participao dos custos industriais de processamento relativamente pequena (estimada em 15 a 20%),deve-se dar nfase pesquisa agronmica, aportando precocidade de produo agrcola, qualidade e uniformidade das oleaginosas, produtividade e aproveitamento de resduos. AQUI RESIDE O DIFERENCIAL MARCANTE DO PROJETO BIOVALEBR 21. METAS DESCRIO SUMRIAAgrcolapesquisaresduos indstria1 faseImplantao de 29.400 mil hectares de lavoura de pinho- manso em 35 municpios do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha Produo de 44.000 toneladas/ao ano de leo vegetal de pinho-manso para a produo de biodisel Educao de 14.620 mil famlias sobre mtodos alternativos de convivncia com o semi-rido (2 hec por famlia) produo de feijo consorciado para subsistncia e comercializao do excedente 22. Pinhao manso: a oleaginosa do biodieselParte significativa do Nordeste semi-rida, com evaporao mdia anual superior a 2.000mm, temperatura mdia elevada (23 a 27 C), grande insolao (mdia de 2.880 h/ano) e precipitaes pluviais bastante irregulares, em torno de 500 a 600 mm/ano, tendo assim poucas opes agrcolas rentveis, que sustentem os produtores nas reas rurais (SUDENE, 1996).O Pinhomanso (Jatropha curcas L.) est sendo considerado uma opo agrcola para esta regio por ser uma espcie nativa, exigente em insolao e com forte resistncia a seca.Atualmente, essa espcie no est sendo explorada comercialmente no Brasil,mas segundo Carnielli (2003) uma planta oleaginosa vivel para a obteno do biodiesel, pois produz, no mnimo, duas toneladas de leo por hectare, levando de trs a quatro anos para atingir a idade produtiva, que pode se estender por 40 anos.Segundo Corteso (1956) e Peixoto (1973), sua distribuio geogrfica bastante vasta devido a sua rusticidade, resistncia a longas estiagens, bem como s pragas e doenas, sendo adaptvel a condies edafoclimticas muito variveis 23. Pinhao manso: a oleaginosa do biodieselPara Purcino e Drummond (1986) o pinho manso uma planta produtora de leo com todas as qualidades necessrias para ser transformado em leo diesel.Alm de perene e de fcil cultivo, apresenta boa conservao da semente colhida.esta uma cultura que pode se desenvolver nas pequenas propriedades, com a mo-de-obra familiar disponvel, sendo mais uma fonte de renda para as propriedades rurais do semi-arido.como uma cultura perene, segundo Peixoto (1973), pode ser utilizado na conservao do solo, pois o cobre com uma camada de matria seca, reduzindo,dessa forma, a eroso e a perda de gua por evaporao, evitando enxurradas e enriquecendo o solo com matria orgnica decomposta.O plantio do pinho j tradicionalmente utilizado como cerca viva para pastos no Norte de Minas Gerais, coma vantagem de no ocupar reas importantes para outras culturas e pastagens e favorecer o consrcio nos primeiros anos, pois o espaamento entre plantas grande (PURCINO e DRUMMOND, 1986). 24. dimensionamentoPartindo das premissas baseadas nos coeficientes de ndice de produtividade das lavouras, da produo de leo, etc., chegou-se ao tamanho necessrio das lavouras de pinho manso, como sendo de 29 mil hectares. Desta forma, foram utilizados os principais fundamentos como base do clculo sobre estimativa de rea necessria a ser plantada com pinho manso, com o objetivo de atingir a meta de produo de 44 mil toneladas de leo vegetal at janeiro de 2010 .Estabeleceu-se que o tamanho da lavoura por propriedade a ser disponibilizada para o plantio de pinho manso dever ser de 2 hectares, tamanho adequado para que um casal de agricultores familiar possa administrar o sistema produtivo. Desta forma, para atender a demanda de leo bruto para a produo de 44.000 toneladas de biodiesel, ser necessria a seleo de 14.620 produtores que devero produzir em mdia 117 mil toneladas de bagas que, quando transformadas em leo, iro gerar um volume de 44.000 toneladas de leo bruto para ser destinado planta de transesterificao.Levando em considerao que uma famlia de produtor rural composta de dois adultos e duas crianas (filhos), pode-se afirmar que sero beneficiados, na primeira fase do projeto, 58.480 pessoas, correspondente a cerca de 12% dos 487,7 mil indivduos que residem no meio rural da regio do norte de Minas Gerais. 25. Custo estimativo do mdulo agrcolaEm ReaisESPECIFICAESUnid.Quant.V.Unitrio por ha V.Total por ha V.Total/29.240haa - INSUMOS Mudas Und 1.100,000,25 275,008.041.000,00 Adubo plantio Kg720,000,15 108,003.157.920,00 InseticidaL 1,00 40,0040,001.169.600,00 Fungicida Kg2,00 50,00 100,002.924.000,00 Formicida Kg1,008,00 8,00233.920,00 SUB-TOTAL (a)531,00 15.526.440,00b - MO DE OBRA Preparo do Solo h/tr5,00 25,00 125,003.655.000,00 Coveamento/plantioH/d 4,00 10,0040,001.169.600,00 Capinas H/d16,00 10,00 160,004.678.400,00 Adubao coberturaH/d 0,000,00 0,000,00 Combate pragas/doe. H/d 1,00 10,0010,00292.400,00 ColheitaDiria1,00 20,0020,00584.800,00 Operao de mquina 2H/ha 2,00 45,0090,002.631.600,00 SUB-TOTAL (b)445,00 13.011.800,00 TOTAL GERAL (a+b)976,00 28.538.240,00Assistncia tcnica e outros custos no esto includos 26. METAS DESCRIO SUMRIA agrcola pesquisa resduos indstria Instalao de unidades descentralizadas de extrao de leo vegetal e sub-produtos mediante processos de extruso e extrao mecnicos.Comercializao do leo bruto para indstrias de produo de biodiesel e/ou investimentos em planta de transesterificao. 27. Sistema de extruso e extrao do leo 28. Localizao das extrusoras A indstria de esmagamentos responsvel pela transformao do pinho manso em leo bruto para ser utilizado como matria-prima para a planta de transesterificao. O pinho manso um produto de baixssimo valor agregado, fazendo com que a despesa para o seu deslocamento seja muito representativo em relao ao preo do fruto. Neste contexto, importante que a indstria de esmagamento esteja prxima ao centro produtor.Para definio da localizao das seis indstrias de esmagamento, levou-se em considerao a concentrao do nmero de produtores nos municpios. Com base neste critrio, foram selecionados os municpios segundo o nmero de propriedades. Porteirinha, seguido de Montes Claros,Januria,So Francisco,Corao de Jesus, Bocaiva e So Joo da Ponte destacam-se como as que possuem maior nmero de propriedades rurais de agricultores familiares no arranjo produtivo.Alm de considerar os municpios com maior nmero de propriedades rurais, preciso considerar as localizaes que oferecem melhores condies de infra-estrutura, alm de fcil acessibilidade para instalao da planta de esmagamento. 29. Localizao das extrusorasA planta de esmagamento de Porteirinha vai atender, alm dos produtores do prprio municpio ,os de Janaba,Jaba, Verdelndia,Nova Porteirinha,Riacho dos Machados,Serranpolis de Minas,Pai Pedro, Catuti e Mato Verde no total de 7.363 propriedades rurais.A planta de esmagamento de Montes Claros vai atender os prprios produtores do municpio, os de Francisco S, Glaucilndia,Juramento,Bocaiva e Capito Enas no total de 6.195 propriedades rurais.A planta de esmagamento de Januria vai atender, alm dos produtores do prprio municpio ,os de Matias Cardoso, Manga, So Joo das Misses,Itacarambi e Pedras de Maria da Cruz no total de 3.766 propriedades rurais.A planta de esmagamento de So Francisco vai atender os prprios produtores do municpio, os de Luislndia e Braslia de Minas no total de 3.495 propriedades rurais.A planta de esmagamento de Corao de Jesus vai atender, alm dos produtores do prprio municpio ,os de Claro dos Poes, So Joo da Lagoa e So Joo do Pacu no total de 2.236 propriedades rurais.A planta de esmagamento de So Joo da Ponte vai atender os prprios produtores do municpio, os de Varzelndia, Lontra,Japonvar,Patis e Mirabela no total de 3.308 propriedades rurais. 30. Vantagens do pinho-mansoO cultivo de pinho-manso rene diversas vantagens comparativas para a produo de biodiesel:Trata-se de planta perene, rstica, de fcil manejo, com leo de qualidade para biodiesel em alto teor nas sementes (38%)Adequada ao consrcio com cultivos alimentares (feijo, por exemplo) ou outro cultivo agro-energtico (amendoim, por exemplo) por ser arbustiva e plantada em espaamentos largos. O consrcio com amendoim aumentaria a produo de leo por reaTais vantagens credenciam o pinho-manso como espcie apropriada para cultivo em pequenas propriedades com mo-de- obra familiar, gerando renda e fixando o homem no campoPortanto, antes que o plantio emprico, com o uso de sementes de origem desconhecida, ganhe escala, fundamental que a pesquisa se inicie com aes de pr-melhoramento gentico visando ofertar sementes de gentipos superiores em produo de leo por rea. 31. Impacto ambientalA implantao de florestamento de pinho-manso, que tem um ciclo de vida maior do que 50 anos, com razes profundas e que podem ser cultivadas no semi-rido. Pode ser usada em aes de conteno de processos de eroso, atuar contra a desertificao, alm de fertilizar o solo com hmus produzidos a partir das folhas que caem.O cultivo de pinho-manso pode gerar alteraes microclimticas, sendo que o seu cultivo como cultura permanente lucrativa serve para uma revitalizao sustentvel e o reflorestamento em terrenos degradados.A utilizao de energia renovvel poder diminui a renovao de CO2 (Protocolo de Quioto).O uso de biodiesel e biolubrificantes aumenta a durabilidade dos motores e os biolubrificantes uma vez que so biodegradveis sero destrudos rapidamente por bactrias.A qualidade do biodiesel faz aumentar a vida til de filtros de partculas de carbono bem como os catalisadores. O uso de biodiesel com design ecolgico nos grandes centros urbanos diminuir sensivelmente os problemas de sade de origem respiratria. 32. IMPACTO SOCIALImplantao de lavouras familiares de alta produtividade de pinhao manso micorrizado nas regies do semi-rido brasileiro, com nfase nos Vales do Jequitinhonha e MucuriEducao dos agricultores familiares sobre mtodos alternativos de convivncia com o semi-rido disponibilizao de insumos necessrios para a Instalao de parques industriais de extrao de leo vegetal e sub-produtos Melhoraria dos nveis de segurana alimentar, promovendo a adoo de tecnologias dirigidas ao manejo sustentvel dos cultivos no modelo agroflorestalReforo s organizaes comunitrias para sua autogesto sobre a base do processo participativo, de autodiagnose e priorizao das necessidades e potencialidades locais 33. FOCO: SEMI-RIDO BRASILEIROSua rea, que de 1.219.021,50 Km2, equivale a aproximadamente um quinto de superfcie total do Brasil e abrange nove Estados (Maranho, Piau, Cear, Rio Grande do Norte, Paraba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia e Minas Gerais). Populao de 1/3 do Brasil.As condies geo-ambientais contriburam de modo decisivo para a estruturao precria dos quadros regionais, limitando as atividades econmicas.Principais condicionantes e limitaes de recursos:grande extenso de rea submetida ao clima semi-rido; pequena proporo e disperso relativa das reas dotadas de solos e topografia favorveis; pequena proporo de manchas de terra favorveis, ao mesmo tempo por condies climticas e edficas; escassez de potencial hidro-energtico. 34. RESULTADOSPRODUTIV0S TECNOLGICOS TECNOLGICOS PARTICIPAO EMPARTICIPAO EM OBTENO DE PROTEOEMPREENDIMENTOS AGRCOLAS EMPREENDIMENTOS AGRCOLAS E INDUSTRIAIS DE CULTIVARES E INDUSTRIAIS COMERCIALIZAO DE COMERCIALIZAO DE COMERCIALIZAO SEMENTES E MUDAS DE SEMENTES E MUDAS DE DE RESDUOS QUALIDADE QUALIDADE SERVIOS DE MEIO AMBIENTEMERCADO DE CARBONOMERCADO DE CARBONO resduos agrcolaindstria pesquisa 35. RESULTADOS DESCRIO SUMRIAagrcola pesquisa resduosindstriaPesquisa e desenvolvimento de semente e muda de qualidade de pinho-manso (jatropha-curcas) micorrizado . Resultados esperados: 1) obteno de Proteo de Cultivares nos termos da Lei 9.456/1977 epatente de criao de cultivar derivada de desenvolvimento tecnolgico,nos termos da Lei da Inovao (no. 10.973/2004)2) Aplicaes ambientais como recuperao de reas degradas e afluentesde destilaria. 36. RESULTADOS DESCRIO SUMRIA agrcolapesquisa resduos indstria Comercializao dos subprodutos do biodiesel: torta de pinho manso como fertilizante e rao animal de alto teor proticoglicerol para aplicaes na indstria farmacutica, alimentcia etcAproveitamento de leo vegetal reciclado 37. RESULTADOS DESCRIO SUMRIAagrcola pesquisa resduos indstria Implantao de empreendimento agrcola no Norte de Minas com aporte integral de agricultura familiar, viabilizando as vantagens tributrias e de financiamento para Grupos industriais no cumprimento de exigncias regulamentares (50% de agricultura familiar).Mercado de crdito de carbono, comercializando bnus de sequestro de carbono ( planta perene e quantificao mensurvel) 38. RESULTADOS DESCRIO SUMRIAagrcolamicorrizaresduosindstria Implantao de unidades descentralizadas de produo de leo vegetal de alta qualidade e produo de biodiesel (por meio do mtodo de processos de transesterificao).Clientes potenciais: PETROBRAS, Montes Claros (usina a ser inaugurada em janeiro de 2008) e exportao para Europa e EUA, 39. Municpios selecionados 1. FASE2. FASE N deN deMUNICPIOSMUNICPIOS Proprieda Propriedes dades Porteirinha 3074Berilo 2.124 Montes Claros 2459Salinas2.110 Januria2185Gro Mogol 2.028 So Francisco 2120 Minas Novas Corao de Jesus1848 Espinosa 1980 Bocaiuva1728 Monte Azul 1854 So Joo da Ponte 1446 Chapada do Norte 1613 Francisco S1163 Araua1512 Braslia de Minas 1147 Rio Pardo de Minas 1497 Janaba 1106 So Joo do Paraso1493 Mato Verde948 Virgem da Lapa 1202 Varzelndia 905 Francisco Badar 896 Riacho dos Machados 709 Rubelita 828 Manga 689 Jos Gonalves de Minas728 Matias Cardoso495 Taiobeiras 553 Jaba 494 Coronel Murta454 Juramento 458 Mamonas406 Mirabela367 40. Municpios selecionados1. FASE2. FASE N deMUNICPIOSPropri Claro das Poes 354edades Japonvar 336Indaiabira 405 Catuti 290Fruta do Leite 388 Itacarambi 258Josenpolis356 Capito neas233Cristlia322 Luislndia 228Vargem Grande do Rio Serranpolis de Minas198261Pardo Nova Porteirinha 193Novo Horizonte 237 Verdelndia190Padre Carvalho 224 Patis167Santo A. do Retiro 170 Pai Pedro161Gameleiras 116 Glaucilndia 154 So Joo das Misses 102 Botumirim, Lontra87Jenipapo de Minas Pedras de Maria da Cruz 37Leme do Prado, So Joo da Lagoa 22Montezuma So Joo do Pacu 12Turmalina TOTAL 26.363 41. Investimento socialmente responsvelO projeto pode trazer substantivo fortalecimento econmico criando renda e oportunidades de emprego tanto s comunidades rurais como aos empreendedores.O projeto pode ser utilizado como um elemento crucial para estimular um sistema circular combinando efeitos ecolgicos, econmicos e de gerao de renda (HEN. 1994), principalmente as comunidades rurais susceptveis a seca nas regies semi-ridas do Brasil.O projeto promove osprincipais aspectos dodesenvolvimento com vistas a alcancar um modo de vida sustentvel para os pequenos agricultores em termos deenergia renovvel, controle daeroso, fortalecimento e desenvolvimento socio- econmico. Trata-se, portanto, de projeto com todos os ingredientes (ESG) para atrao de investimentos socialmente responsveis. 42. cenrio e perspectivas O mundo est prestes a ter um crescimento sem precedente na produo e uso de bio-combustveis. RAZES:Os preos do petrleo em alta vertiginosa traz preocupaes nacionais de segurana, interesses agrcolas e uma srie de novas tecnologias.Os dois bio-combustveis mais prevalecentes so o etanol e o biodiesel.A produo do etanol mais do que dobrou entre 2000 e 2005, enquanto a produo do biodiesel quadruplicou. 43. cenrio e perspectivas O preo do petrleo triplicou entre 2002 e 2005 enquanto o gs natural atinge um nvel seis vezes maior do que os ltimos dez anosFonte: GTZ/WorldWatch Institute 44. a lacuna crescenteas companhias de energia no investiram em construir As companhias refinarias o suficiente para atender o nvel crescente da no conseguiram demanda mundial achar reservas de A produo de leo fssil cresceu 40% nos ltimos 20 anos petrleo e gs enquanto a capacidade de refinaria cresceu apenas 15%. para substituir as que se exauriram.O petrleo est sendo extrado do slo trs vezes mais rpido do que est sendo substitudo por novos poos. As reservas de petrleo descobertas entre 1950 e 1980 esto esgotando!Fonte: GTZ/WorldWatch Institute 45. tendncia de alta dos preosquot;No existem projetos em larga escala em desenvolvimento no momento suficientes para contrapor a produo decrescente em poos de petrleo maduros e atender o crescimento da demanda global alm de 2007quot;. (Chris Skrebowski, editor do Petroleum Review ) A quantidade total deenergia que o mundoobtm do petrleo e dogs comear adeclinar depois de 2010Fonte: GTZ/WorldWatch Institute 46. alternativas para preencher a lacuna A demanda global por leo cresce mais de 2% ao ano.Este aumento da demanda, somado lacuna sendo criada pelo declnio do fornecimento, implica em novas fontes de energia a cada ano equivalente a 4-5% da produo mundial atual de petrleo:cerca de 1.800 milhes de barris por ano!Em 2015, quando cessa a produo de gs capaz de atender a demanda crescente , as novas fontes de energia teriam de aumentar a taxa anual que vinha crescendo em mais 900 milhes de barris!Source: GTZ/WorldWatch Institute 47. Alternativas para preencher a lacunaAs nicas fontes de energia genuinamente sustentvel so aquelas baseadas no fluxo de energia do sol: solar, hdrica, aelica, onda, biomassa. Portanto, fontes renovveis podem atender todas as necessidades de energia do mundo, agora e no futuro.A quantidade de energia fornecida por fontes renovveis poderiam ser 120 vezes o nvel atualEstima-se que o mercado por tecnologias limpas chegue a valer US$1.9 trilhes at 2020 O problema desenvolver estas fontes o rpido suficiente para preencher a lacuna medida que se abre.Fonte: GTZ/WorldWatch Institute 48. PROJEO DO MERCADO BRASILEIROA lei 11 097/2005 estabelece o uso obrigatrio de misturade biodiesel ao diesel fssil , com demanda atual de 43bilhes de litros ao ano!! 2020 202020122% 2%5%20%Autorizado obrigatrioobrigatrio 5% Autorizativo Projeo:5% autorizado Projeo: Mercado potencial: Mercado firme ( base12,4 12,4860 milhes demanda atual):Mercado firme: bilhesbilhes litros/ano 2.2 bilhes 860 milhes litros/anoLitros/anoLitros/ano litros/ano Mercado Potencial:1.3 bilhes/ano FONTE: MME 49. novas tecnologias: novos ganhosA produo debiocombustvel tem setornadosubstancialmentemais eficiente nosltimos 25 anos com aescala crescente dasindstrias Americanase BrasileirasOs ganhosincrementaispossivelmente vocontinuar pelosprximos anos. Entretanto, o maior potencial para os biocombustveis est no desenvolvimento de novas tecnologias que vo expandir significativamente a gama de insumos de biomassa, aumentar as eficincias de converso e baratear os custos de produo. 50. Viabilidade do empreendimento Estrutura eAlianas Viso de RECURSOSCapacitaesEstratgicas mercado GESTO EFICIENTE Inovao PlanejamentoEstratgias e tecnolgica Viso a longoMetodologias prazo Competitividade e Sustentabilidade