Ano XXXIII - Nآ؛ 151 - Maio de 2016 2 Editorial ANO XXXIII nآ° 151 – Maio de 2016 ANO XXXIII nآ° 151

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  • Ano XXXIII - Nº 151 - Maio de 2016

    Zootecnia: 50 anos de estudos

    no Brasil

    Goiás contra a carne

    clandestina

  • Editorial2 ANO XXXIII n° 151 – Maio de 2016ANO XXXIII n° 151 – Maio de 2016

    No dia 13 de maio comemoramos o Dia do Zootecnista, profi ssio- nal das ciências agrárias fundamental para o agronegócio brasileiro. Nesta edição do Quirão falamos da primeira escola de Zootecnia do Centro-Oeste, a então Escola Superior de Ciências Agrárias de Rio Verde (ESUCARV), que era mantida pela Fundação de Ensino Supe- rior de Rio Verde (FESURV), atual Universidade de Rio Verde (UniRV). Mostramos depoimentos de profi ssionais que participaram deste

    momento histórico no sudoeste goiano, em 1985, e desbravaram os caminhos para esta grande profi ssão em Goiás.

    A zootecnia surgiu na França em 1948, quando o conde Gasperin propôs a divisão do ensino das plantas (agronomia), do estudo das técnicas de criação dos animais. Também foi ele quem sugeriu o nome Zootecnia, aceito em quase todos os países, exceto os da lín- gua inglesa que preferiram o termo “Animal Science”.

    Para tanto, foi criada no Instituto Agronômico de Versailles em Paris a “cátedra” Zoo- tecnia e escolhido para lecionar, sob concurso, o jovem naturalista Emile Beaudment, que, aliás, com sua tese revolucionária para época, considerou os “animais como verdadeiras máquinas vivas, transformadoras e valorizadoras dos alimentos”, tese essa que continua até hoje como o fundamento teórico da Zootecnia em todo mundo, pois o jovem Emile já previa aí a relação: máquina animal x fazenda empresa.

    No Brasil a zootecnia surgiu por meio da luta do Engenheiro Agrônomo Otávio Domin- gues, considerado o pai da Zootecnia no país, mas que infelizmente não viveu para ver seu sonho realizado, pois faleceu em 1965. O professor Domingues deixou um excelente lega- do para as gerações futuras com sua abnegação para conseguir realizar o sonho de criar um curso nessa área do conhecimento agrário. Contribuiu ainda com uma das defi nições mais completas e objetivas do segmento quando considerou a Zootecnia “uma ciência aplicada que estuda e aperfeiçoa os meios de promover a adaptação econômica do animal ao ambiente criatório e deste ambiente ao animal”. O primeiro curso de Zootecnia do Brasil foi criado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), na cidade de Uruguaiana-RS, em 13 de maio de 1966, portanto, há 50 anos.

    Os Zootecnistas goianos têm motivos para comemorar. Hoje, o Estado de Goiás, cuja economia é movida pelo agronegócio, possui sete instituições de ensino que oferecem o curso. Aproveitamos o momento para parabenizar os profi ssionais que conseguem alavan- car os números do agronegócio brasileiro, setor que em 2015 foi responsável por 23% da fatia no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, um crescimento de 1,8% no ano passado em relação ao ano anterior. Com certeza precisamos de mais profi ssionais capazes de enxergar o agronegócio como elemento fundamental na economia brasileira. Para isso, esses profi s- sionais precisam estar atentos às novas tecnologias, assim como serem capazes de desen- volver principalmente habilidades humanísticas e de gestão. O conhecimento técnico já não é mais sufi ciente. O profi ssional precisa ser múltiplo e atento.

    Outra questão discutida mundialmente é o desafi o de reduzir a fome e a miséria no mundo, por meio da produção racional de alimentos. O Brasil, com seu destaque na agri- cultura e pecuária, tem grande responsabilidade no contexto de formar profi ssionais com- prometidos com esses grandes temas atuais e tão necessários para a sobrevivência de ani- mais, humanos e meio ambiente.

    Parabéns a todos os Zootecnistas de Goiás!

    “Foi esclarecedor, sanando várias dúvidas e mostrando caminhos para exercer bem a profi ssão”.

    Med. Vet. Altino de Deus Filho, sobre Seminário Básico, dia 18 de março.

    “O conteúdo foi muito bom e os apresentadores conhecem o assunto.” Méd. Vet. Ricardo Ribeiro Alves, sobre Seminário Avançado, dia 4 de março.

    Conselho Regional de Medicina Veterinária de Goiás

    Goiânia: Avenida Universitária, n° 2169 Setor Leste Universitário. Cep: 74610-100. Goiânia-GO. Fone/Fax: (62) 3269-6500.

    E-mail: crmvgo@crmvgo.org.br

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    Presidente Méd. Vet. Benedito Dias de Oliveira Filho CRMV-GO 0438

    Vice-presidente Méd. Vet. Wanderson Alves Ferreira – CRMV-GO 0524

    Secretária-geral Méd. Vet. Rosângela de O. Alves Carvalho – CRMV-GO 2316

    Tesoureiro Méd. Vet. Rafael Costa Vieira – CRMV-GO 5255

    Conselheiros Efetivos Méd. Vet. Edward Robinson Lacerda – CRMV-GO – 1232

    Zoot. Elis Aparecido Bento – CRMV-GO 0254/Z Méd. Vet. Marcius Ribeiro de Freiras – CRMV-GO 0973

    Méd. Vet. Mércia de Oliveira Silva – CRMV-GO 1136 Méd. Vet. Olízio Claudino da Silva – CRMV-GO 0547

    Méd. Vet. Ronaldo Medeiros de Azevedo – CRMV-GO 1193

    Conselheiros Suplentes Méd. Vet. Arthur Francisco Júnior – CRMV-GO – 1751

    Méd. Vet. Cidervane Rabelo da Pascoa – CRMV-GO – 2004 Méd. Vet. Ingrid Bueno Atayde – CRMV-GO 2738

    Méd. Vet. Luciano Schneider da Silva – CRMV-GO 2765 Méd. Vet. Stiwens Roberto T. Orpinelli – CRMV-GO 4308

    Méd. Vet. Valdir Cardoso Martins – CRMV-GO 0949

    Jornalista Responsável: Denise Duarte Reg. Prof. GO 917-JP Fotos: Denise Duarte

    Contato com a Redação Assessoria de Comunicação do CRMV-GO

    (62) 3269-6531/8102-5680 ascom@crmvgo.org.br

    Programação Visual Darts Comunição & Marketing

    (62) 3932-2249 | 3646-5028 Tiragem: 10 mil exemplares

    Periodicidade: bimestral Impressão: Cir Gráfi ca

    (62) 3202-1150

    Mensagens

    Zootecnia e sua importância para o agronegócio brasileiro

    Quirão A mitologia grega relata que a medicina dos animais

    teria sido descoberta pelo Centauro Quirão (Chiron),

    fi gura metade homem, metade animal, fi lho de Saturno

    e da ninfa Fílira. Em sua mão direita conduz a serpente e

    o bastão, atributos de Esculápio, seu discípulo, símbolo

    da arte de curar.

    Zoot. Elis Aparecido Bento

    Conselheiro efetivo do CRMV-GO

  • Vet Giro 3ANO XXXIII n° 151 – Maio de 2016ANO XXXIII n° 151 – Maio de 2016

    O Laboratório de Análise e Diagnóstico

    Veterinário (Labvet) da Agência Goiana de

    Defesa Agropecuária (Agrodefesa) foi acre-

    ditado pelo Inmetro, no último dia 28 de

    abril, para os seguintes escopos: Imunodi-

    fusão em Gel de Ágar (IDGA) para o diag-

    nóstico de Anemia Infecciosa Equina; Fixa-

    ção de Complemento para o diagnóstico de

    Mormo; Teste do Antígeno Acidificado Tam-

    ponado (AAT), Teste do Anel do Leite (TAL)

    e 2- Mercaptoetanol para o diagnóstico de

    Brucelose. Todos os resultados dos ensaios

    referentes a esses escopos já estão sendo

    emitidos com o símbolo da acreditação.

    Acreditação significa outorgar a uma or-

    ganização um certificado de avaliação que

    expressa a conformidade com um conjunto

    de requisitos previamente estabelecidos.

    Portanto, a acreditação de laboratórios,

    segundo os requisitos estabelecidos na

    norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005, é re-

    alizada pela Divisão de Acreditação de La-

    boratórios do Inmetro e representa o reco-

    nhecimento formal da competência técnica

    do laboratório, sendo uma maneira segura

    de identificar que a instituição oferece a

    máxima confiança em seus serviços.

    Para isso, o Labvet foi avaliado, confor-

    me requisitos fundamentados na NBR ISO/

    IEC 17025:2005, e foi constatado que o la-

    boratório de diagnóstico animal da Agro-

    defesa atende à legislação vigente, preza

    pelo bom atendimento ao cliente, cumpre

    boas práticas para realização de ensaios,

    garante a validade dos reagentes e produ-

    tos utilizados, realiza calibração de apare-

    lhos e equipamentos, faz capacitação da

    sua equipe de trabalhadores e permite toda

    a rastreabilidade do processo.

    Neste contexto, a acreditação do Labvet

    traz vantagens como melhoria da transfe-

    rência interna de conhecimento, melhoria

    da organização, aumento da competitivida-

    de, aumento da satisfação e fidelidade dos

    clientes, exigência de mercado, redução

    de custos, motivação da equipe e, espe-

    cialmente, a confiabilidade nos resultados,

    como ressaltou o Méd. Vet. Rafael Costa

    Vieira, gerente do Labvet e também tesou-

    reiro do CRMV-GO.

    Para alcançar o status de laboratório

    Acreditado, o Labvet percorreu um longo

    caminho durante o processo, sendo rele-

    vante destacar o comprometimento de

    toda a equipe (foto) na manutenção e me-

    lhoria contínua do Sistema de Gestão da

    Qualidade, o compromisso da Direção da

    Agrodefesa e o investimento financeiro do

    Governo do Estado e do Fundo para o De-

    senvolvimento da Agropecuária do Estado