Cartilha Substituicao Tributaria

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Substituio Tributria ICMS-SC

Conceito de Substituio Tributria

sada da mercadoria, deduzindo o que foi pago na operao anterior pelo remetente (Crdito x Dbito). Exemplo: Empresa A de SC vende R$ 100,00 de chocolate branco para a Empresa B de SC. B vende para C o mesmo chocolate por R$ 132,00. A carga tributria total de ICMS ser de R$ 22,44. Pela ST carga total tambm ser de R$ 22,44. Se a empresa (A ou B) fosse do Simples aplicaria o percentual previsto na tabela do Simples sobre o valor da sada (1,25% a 3,95%). Assim, ter tributao igual empresa normal, perdendo o efeito da tabela do Simples quando substitudo.

Pela regra geral, sem ST, cada Contribuinte paga o ICMS na

Na Substituio Tributria o ICMS todo recolhido na

primeira operao. O 1 Contribuinte (A), denominado SUBSITUTO recolhe o ICMS que seria devido pelos Contribuintes destinatrios nas operaes subseqentes (B, C, D, etc.), denominados SUBSITUDOS. Para calcular o ICMS das operaes subseqentes (ICMSST) efetuada pesquisa de preo mdio de mercado. Assim, se saiu de A por R$ 100,00 e chegou ao Consumidor Final por R$ 132,00, significa que a Margem de Valor Agregado (MVA) foi de 32%. ICMS-ST = {[(Valor da operao + seguro + frete + outros encargos) + MVA] x alquota interna} ICMS destacado na nota fiscal. ICMS-ST = {[(100,00 + 32%) x 17%] 17,00} = 5,44.

ICMS-ST = [(100,00 + 32%) x 17%] 17,00 = 5,44

ICMS NORMAL = CONTA GRFICA (Crdito x Dbito):1 DBITO 17,00 CRDITO DBITO B 2 C

A

CRDITO

10,0 17,00 0 Saldo a pagar: 7,00

22,44

Saldo a pagar: 5,44

Necessria operao subsequente tributada ou ter DIFA

A 1 B 2

C

DICAS PRTICAS SOBRE ST. PASSOS

1 passo: Para estar sujeita a Substituio Tributria necessrio que a mercadoria esteja relacionada no Regulamento do Estado de destino (no basta estar em Convnio ou Protocolo). Assim, identificar os produtos sujeitos substituio tributria na legislao do Estado de destino, pois o ICMS-ST sempre recolhido para o Estado de destino das mercadorias: No caso de SC: RICMS, Anexo 3, art. 11 e artigos especficos no captulo IV do Anexo 3. Alguns remetem para lista no Anexo 1. Para pesquisar quais os Estados que aderiram entre em: www.sef.sc.gov.br legislao tributria CONFAZ legislao protocolos ICMS.

destinadas ao uso e consumo ou ao ativo permanente do destinatrio). No basta que a mercadoria esteja relacionada na legislao do Estado de destino, preciso tambm que haja operao subseqente ou DIFA a ser recolhido. Assim, se o Fabricante

2 passo: Verificar se h operao subseqente tributada ou DIFA (Diferencial de Alquota nas operaes interestaduais

(A) vende diretamente para o Consumidor Final, mesmo que a mercadoria esteja relacionada no Regulamento do ICMS, no h ICMS-ST a ser recolhido. S h (ICMS-ST do DIFA, sem MVA)

se a mercadoria for destinada ao consumo ou ativo permanente de Contribuinte de outro Estado (No esquecer de verificar os casos de dispensa de recolhimento do DIFA).

determinados tipos de operaes, no se aplica a substituio tributria. No caso de SC deve ser pesquisado no RICMS, Anexo 3, art. 12 (regra geral), mas, principalmente, em cada seo especfica do captulo IV (a partir do artigo 41). Por exemplo, para os produtos que foram includos na ST em SC a partir de 1 de maio de 2010, no se aplica a ST quando o destinatrio (dentro ou fora do Estado) for indstria e utilizar como matria-prima, produto intermedirio ou material de embalagens.

3 passo: Existem produtos que mesmo relacionados e com operao subseqente, para os quais, em

do PIS/PASEP e COFINS. Neste caso o artigo especfico, do captulo IV do Anexo 3 (a partir do art.41), traz margem de valor agregado diferenciado para clculo da substituio tributria. E h tambm, no Anexo 2, art. 103, alguns produtos com reduo na base de clculo da operao prpria nas operaes interestaduais para ajuste da margem (Medicamentos e pneumticos).

4 passo: H produtos sujeitos cobrana monofsica

para outra UF (Ver captulo IV do Anexo 3, artigos 149 a 205). No necessrio reter novamente e sim informar a refinaria atravs de formulrios oficiais. Com exceo daqueles no destinados comercializao ou industrializao pelo destinatrio. Anexo 3, art. 149 e ss. 6 passo: Crdito pelo Substitudo (destinatrio): Anexo 3, art. 22: poder creditar-se do imposto retido e do referente operao prpria do substituto quando as mercadorias se destinarem: - a emprego como matria-prima ou material secundrio e o adquirente for estabelecimento industrial exportao ou a sada com fim especfico de exportao integrao ao ativo permanente aplicao no servio de transporte interestadual e intermunicipal. Poder tambm creditar-se apenas do retido nos casos de furto, roubo, extravio ou deteriorao das mercadorias, observado o Anexo 5, art. 180.

5 passo: Combustveis: tm tratamento diferenciado na revenda

Problemas operacionais

MVA pesquisada em SP; NCM x descrio; Mercadoria da Lista do RICMS x Destinao; Pagamento na entrada interestadual; Listas, margens e procedimentos diferentes nas UFs; Desrespeito ordem jurdica: sem protocolo; Ineficincia profissional; Falta de empatia (MVAs sem arredondamento, mltiplas); Regras desiguais (cimento, tintas, art.12, novos produtos); Burocracia x sistemtica de ST x evaso.

Exemplos que merecem ateno:

Sada de MOSTRURIO para Representante Comercial: no h operao subseqente, assim no h ST. Pode haver ICMS-ST do DIFA em sada interestadual quando o Representante tem inscrio como contribuinte do ICMS; Sada em DEMONSTRAO: no h operao subseqente, assim no h ST; Cimento destinado indstria x tinta destinada indstria: lembrar que tinta como matria-prima para a indstria no se aplica ST, diferentemente do cimento; Cimento destinado a empreiteira de construo civil: A operao 2 (subseqente) sujeita ao ISS, assim no h ST; Material de construo x destinao: estando na LISTA e conferindo NCM com descrio, estar sujeita ST, independentemente da aplicao (COPAT de autopeas neste sentido). Esta regra se estende para os demais produtos;

A MVA AJUSTADA calculada na Apostila refere-se ao destino SC. Lembrar

que a alquota interna ser sempre a do Estado de destino; Prazo para apresentar o INVENTRIO (DISE = Declarao de Informao Sobre o Estoque) no aplicativo do S@T: at o dia 20 do 4 ms subseqente (dia 20 de setembro para as mercadorias includas em maio);

Importador com Pr-Emprego x Indstria Cermica de SC x Substituto

(Anexo 3, art.11, 4, art.12, art.228): quando o IMPORTADOR vende para empresa de SC que seja substituto tributrio do mesmo produto ou de outro da mesma lista, no se aplica a ST. (Dever ser excludo ou de outro assim que alterar os protocolos); NCM x DESCRIO DO PRODUTO: na lista de produtos alimentcios sujeitos ST, no item 3.8, consta como DESCRIO: Requeijo e similares em recipiente de contedo inferior ou igual a 1kg. A NCM respectiva mais abrangente, contempla tambm QUEIJO. Neste caso QUEIJO no est sujeito ST em SC. Para estar sujeita a ST em SC necessrio que esteja na NCM e na DESCRIO; Xarope classificado na NCM 2106.90.10. A NCM est na lista de Produtos Alimentcios sujeitos a ST no item 2.2 com a DESCRIO: preparaes em p para a elaborao de bebidas. Assim, Xarope no est sujeito a ST em SC;

Erva Mate classificada na NCM 0903.00. A NCM est na lista de

Produtos Alimentcios sujeitos a ST no item 11.6 com a DESCRIO mate. A DIAT (GESUT) entende que erva mate est sujeita a ST em SC; Material de construo, item 32 da Lista: Embora constem da DESCRIO, no entram na ST em SC o TIJOLO e a TELHA comum, pois tm outra NCM;

Parafusos que esto na Lista de Materiais de Construo, item 56. Se for utilizado com finalidade automotiva: tem ST, desde que

esteja na Lista no importa o uso que for dado. Se tiver em duas Listas utilizar a MVA menor; Polenta de Fub Congelada (farinha de milho, gua, sal e aromatizante): Est sujeita a ST em SC. Item 7.1 da lista de Produtos Alimentcios. Idem Pizza; Mandioca descascada, embalada e congelada: est sujeita a ST em SC. Item 10.5 da Lista de Produtos Alimentcios;

Destinatrio Hotel: no h ST naquilo que for sujeito ao ISS; Destinatrio Restaurante: a Fazenda Catarinense passou a admitir

que na remessa pelo SUBSTITUTO de produtos que o Restaurante ir transformar, este seja considerado consumidor final no se aplicando a ST; Destinatrio Contribuinte para fornecimento aos funcionrios: segundo o Anexo 2 a operao isenta, inclusive a antecedente, ento no h ST quando a Cozinha industrial vende para o Contribuinte fornecer aos seus funcionrios. Tambm no tem ST em relao ao Fornecedor para a Cozinha (tem o ICMS normal do fornecedor, da operao prpria); Venda para Zona Franca de Manaus: atendidos os requisitos legais, no tem ICMS prprio, mas se o Estado de destino tem ST, e protocolo com SC, caber a ST na remessa (verificar no Estado de destino); Venda de impressos grficos de Grfica para papelaria: independentemente da tributao pelo ICMS ou ISS da grfica para a papelaria, desta para o consumidor h tributao e assim ICMS-ST da operao 2 quando vendido pela Grfica; Venda interna para USO E CONSUMO de contribuinte: no tem operao 2, assim no tem ST (s ocorre na interestadual em relao ao DIFA);

Sugesto para contribuintes e Contabilidades:

Criar Planilha eletrnica que sirva para todas as situaes, para SC e outros Estados.

1. Identificar o produto:Bombons com NCM 1704.90.20 RS SC RICMS, Anexo 3, arts. 209 a 211 e Anexo 1, Seo XLI

2. Identificar o Estado de origem da mercadoria:

3. Identificar o Estado de destino da mercadoria:

4. Verificar se est na ST no Estado de destino:

5. Verificar se h protocolo ou convnio entre os www.fazenda.gov.br/ Estados obrigando o remetente a mandar com ICMS-ST confaz/ 6. Identificar a MVA ORIGINAL 51%12% 17% 60,10%

7.