Dialogos - Platão - Foton

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Dialogo de Platão chamado Foton

Text of Dialogos - Platão - Foton

  • PLATO

    DILOGOS

    O BANQUETE FDON

    SOFISTA POLTICO

    Seleo de textos de Jos Amrico Motta Pessanha

    Traduo e notas de Jos Cavalcante de Souza, Jorge Paleikat e Joo Cruz Costa

    NOVA CULTURAL

    1991

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    Em Flionte ou Flio, no Peloponeso, um discpulo de Filolau, Eurito de Tarento, havia estabelecido um crculo de pitagricos, em cuja sede Fdon foi recebido por Equcrates e associados (58d, 102a). (N. doE.)

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    A peregrinao a Delos um simples culto ao deus Apoio e deusa rtemis. A lenda a seguinte: Androgeu, filho do afamado rei Minos de Creta, visitara Atenas e tomara parte nos jogos ginsticos; fora superior a todos, despertando assim a inveja dos atenienses, que' o mataram. Seu pai, ento, para vingar a morte do filho, declarou guerra aos atenienses, vencendo-os, e estabelecendo como condio de paz que os vencidos enviassem periodicamente 7 moos e 7 moas a Creta. Estes jovens iriam servir de alimento ao monstro Minotauro que vivia no Labirinto de Creta, palcio fabuloso cuja sada ningum conseguira encontrar. Por muito tempo os atenienses continuaram a enviar novas vtimas para Creta, at que o heri Teseu, herdeiro do trono, voluntariamente entrou no nmero das vtimas sorteadas, a fim de pr termo a esse sacrifcio peridico. Teseu conquistou em Creta o amor da princesa Ariadne, que lhe deu um novelo de l vermelha e, assim, entrando no Labirinto, atou ele uma ponta do novelo numa pedra da entrada e, enquanto avanava, o desenrolava, ficando desta forma com o caminho de regresso assegurado. Conseguiu assim matar o Minotauro e retornar com seus companheiros salvos para a ptria. (N. do T.)

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    Apolodoro j nosso conhecido do Banquete: no era o mais inteligente, mas, por certo, o mais entusiasta dos discpulos de Scrates. (N. do T.)4

    De todas estas pessoas, os nicos importantes so Antstenes, Euclides e Aristipo, fundadores de escolas filosficas. Antstenes, na poca em que foi escrito o presente dilogo, j grande adversrio da metafsica de Plato, mas o autor o considera boa pessoa e lhe permite, no drama, assistir morte de Scrates, embora como personagem muda. Mas Aristipo, o filsofo dos gozadores, unicamente objeto de desprezo, e por isso Plato o afasta. (N. do T.)

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    Egina: ilha perto de Atenas. Plato quer significar que estes homens fizeram tal viagem para se recrearem, no se tratando de uma viagem longa, necessria e intransfervel; logo, que ambos no sentiam interesse pela sorte de Scrates nem por sua grandiosa filosofia. (N. do T.)

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    Filolau: filsofo pitagrico. Plato o conhecia pessoalmente, e muito o estimou. (N. do T.)

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    Plato refere-se s tradies religiosas do pensamento grego, no centro das quais se encontra, tambm, a crena de uma boa sorte no Alm. Os mistrios mais afamados eram os de Elusis, cujos adeptos esperavam ter melhor sorte do que os demais mortos. Cf. De-charme, La Critique des Traditions Religieuses ches les grecs e E. Rohde, Psych. (N. do T.)

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    Aluso ao que diz Aristfanes nas Nuvens. F. 65 e 67 deste texto. (N.doT.)

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