Mecanica automotiva basica

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  • 1. De uma maneira geral, todos os veculos so constitudos pelos mesmos elementos. Tem-se,em quase todos os tipos, um chassi, que o suporte do veculo; uma cobertura paraconduzir os passageiros ou carga, que se chama carroaria; um conjunto moto-propulsorconstitudo, por um motor e transmisso de movimento, que capaz de criar a energia paradeslocar o veculo.Outros elementos com certas funes bsicas, seguem: todo veculo deve ter um sistema dedireo, que capaz de faz-lo deslocar-se para onde se deseja; deve possuir ainda umsistema de suspenso, para no transmitir aos passageiros ou carga as oscilaes do veculo,quando passar em terreno irregular.Existem mais elementos ainda, que sero apresentados medida que o assunto for sedesenvolvendo. Iremos encontrar, por exemplo, as rodas e pneus, o sistema de freios, ocmbio, e assim por diante.CHASSIO chassi o suporte do veculo. sobre ele que se montam a carroaria, o motor, a ele seprendem as rodas, sendo a prpria estrutura do veculo.Em geral, constitudo por duas longarinas de ao, paralelas, com um "X" ou travessas, nomeio.O X ou barra melhora a resistncia toro. importante que o chassi resista bem a toro,para impedir que a carroaria tambm se tora: isto levaria a movimentos das portas,podendo at abri-las.Normalmente, nos veculos com chassi, este todos os esforos a que fica sujeito o veculo. Acarroaria apenas o elemento de cobertura, para abrigar os passageiros. Nos veculosmonoblocos, todo o conjunto trabalha. Os esforos so suportados, simultaneamente, pelochassi e pela cobertura. Chassi tem o mesmo significado que suporte, estrutura.Sempre que se monta uma mquina, ou um instrumento, o suporte sobre o qual montadoo conjunto recebe o nome de chassi.

2. Esse sistema encontra, hoje, larga aplicao, inclusive em diversas marcas de caminhes.Alguns modelos de veculos no possuem um chassi propriamente dito. A prpria carroariase une ao plano do assoalho formando um nico conjunto. Essas estruturas so chamadas,por isso, de monoblocos e a carroaria construda de maneira tal que recebe todos osesforos suportando os pesos, durante o movimento do veculo.A estrutura do monobloco de um veculo pode ser vista na figura abaixo:Soluo TradicionalExistem dois processos para se montar a estrutura dos veculos. Um deles o que vemsendo utilizado h mais tempo; pode-se dizer que o processo tradicional, pois j apareciaem carroas e carruagens, muito tempo antes de se inventar o automvel. O outro processoveremos adiante.Esta montagem consiste de um chassi que suporta todo o conjunto.Da mesma maneira, em se tratando de automveis, necessrio que se pense numaestrutura para suportar todo o conjunto de carroaria, motor, caixa de mudanas, eixotraseiro e dianteiro.Basicamente, quase todos os chassis so construdos com duas travessas de ao ao longo doveculo, fixadas por meio de vrias travessas menores, perpendiculares. Todas as travessasso rebitadas entre si, de maneira que formam uma nica estrutura slida.O chassi apia-se sobre os dois eixos: dianteiro e traseiro. Na parte dianteira, montam-se omotor e a caixa de mudanas; na parte traseira, montam-se o diferencial e o tanque decombustvel.Com essa distribuio, os fabricantes conseguem um bom equilbrio de pesos: metade dopeso, mais ou menos, fica sobre o eixo dianteiro, e a outra metade, sobre o eixo traseiro.Os esforos que o chassi sofre, quando o veculo est andando, so violentos e, por isso, eledeve ter um formato que seja resistente. 3. As longarinas e travessas de ao so fabricadas com chapa de ao bastante grossas, que sopr-moldadas numa prensa e ficam com o formato de um "U". O formato em "U" utilizadopara que as longarinas e travessas adquiram, assim, maior resistncia.O chassi no deve movimentar-se (torcer) nem permitir que a carroaria se movimente. Seisso acontecer, logo surgiro pontos fracos, as dobradias ficaro folgadas, podendo gerarrudos.O chassi de construo mais simples o do tipo paralelo, no qual todas as vigas so retas.Sua montagem mais simples. Deste tipo so quase todos os chassis brasileiros.MEDIDAS DO CHASSI muito importante que sejam conhecidas as dimenses do chassi. Em caso de algumabatida que empene ou entorte o chassi, ele ser restaurado, contanto que se conheam assuas medidas corretas.Por isso, sempre que se enfrentar um problema de chassi torto, o primeiro passo conseguirsuas medidas originais, com o auxlio do fabricante ou de um outro veculo igual, em boascondies.Geralmente, as oficinas especializadas nesse tipo de servio, possuem os manuaisnecessrios para as correes que sero realizadas no chassi a ser recuperado, comotambm todas as medidas originais.ALINHAMENTO DO CHASSISe aps uma pancada o chassi entortar, ser necessrio que se refaam suas medidasoriginais.Um desalinhamento do chassi pode afetar o alinhamento das rodas dianteiras, ocasionandoum desgaste mais intenso de vrios componentes.Antes de verificar o alinhamento do chassi, deve-se observar se no apresenta trincas oupartes soltas. Verificam-se todas as conexes rebitadas ou soldadas. Inspecionam-se aslongarinas quanto a empenamento ou toro. As longarinas em forma de "U" so fceis deserem torcidas.ANLISE DAS TRINCASTrincas, e algumas vezes empenamentos, podem surgir por outras causas, que no sejambatidas. Podem surgir trincas por flexo excessiva ou por esforo concentrado. A flexoexcessiva ocorre principalmente quando se carrega o veculo com cargas elevadas, ou entomal distribudas. O veculo, quando se desloca, balana a carga. Todo esse esforo de flexo suportado pelas longarinas.CHASSI MONOBLOCOOu mais corretamente carroaria monobloco, pois nele no existe chassi e a carroaria construda de maneira tal que recebe todos os esforos suportando os pesos, durante omovimento do veculo. O assoalho, as laterais e o teto da carroaria so construdos demaneira tal que trabalham como se fossem um nico conjunto. A vantagem disso se senteimediatamente no peso, pois uma carroaria monobloco bem mais leve.No pense, porm, que apenas veculos pequenos utilizam este sistema, sendo usado at emgrandes veculos. o caso de veculos de carga, em que tanto a cabina do caminho quantoa carroaria inteira do nibus so construdas com base neste sistema. 4. CARROERIA toda a cobertura que proporciona aos ocupantes, a proteo adequada contra sol, chuva,vento, poeira, etc. Pode ser construda separadamente e presa ao chassi, ou pode , como jvimos, formar com o assoalho um conjunto monobloco.A carroaria fabricada em chapa de ao, podendo ser uma nica pea ou mais de uma,soldadas ou parafusadas entre si. Dentro de uma indstria de automveis, a carroaria construda numa fbrica parte, que se dedica s a isso.INSTRUMENTOSNo painel defronte ao motorista se encontra uma srie de instrumentos que lhe permitemverificar as condies de operao do automvel. O maior instrumento normalmenteconhecido por velocmetro. , na verdade, um aparelho combinado; so dois num s: oindicador de velocidade e, mais abaixo, outro, que indica os quilmetros percorridos pelocarro, chamado odmetro.No painel se encontram ainda o indicador de combustvel e o de temperatura da gua dosistema de arrefecimento. Debaixo do painel se encontram os pedais de embreagem, freio eacelerador.SUSPENSOConjunto de peas que impedem a transmisso dossolavancos, que a roda sofre, carroaria. feito porum conjunto de mola e amortecedor. A roda ligada aochassi ou a carroaria. Como a roda mais leve que oresto do veculo, ao entrar ou sair de um buraco aroda que vibra e no a carroaria.H molas de vrios tipos: a de feixe, como a que usamtodos os caminhes; a mola em espiral, usada tanto nasuspenso dianteira como traseira; e mista - espiral nafrente e feixe atrs. E ainda o tipo de toro, constitudopor um feixe de lminas, mas que por toro. 5. No eixo dianteiro quase todos os veculos usam suspenso independente Quando asuspenso no independente, tem-se um eixo apenas e uma mola em cada roda. Nasuspenso independente, em vez de um eixo s, tem-se dois meios-eixos e, na ponta decada um, as rodas. Como resultado, ao passar num buraco, apenas a roda afetada, trepida;a outra no. Esta a grande vantagem da suspenso independente.O sistema se completa por um amortecedor, cuja funo amortecer as oscilaes que amola criou. Se no houvesse amortecedor, a carroaria oscilaria para cima e para baixo, eessas oscilaes demorariam para acabar. Graas ao amortecedor, essas oscilaes diminuemrapidamente, melhorando as condies de conforto dos passageiros. 6. Sistemas de Direo A parte do veculo mais importante, do ponto de vista de segurana considerada, por quase todos os tcnicos, como o sistema de direo. Qualquer falha nestesistema, por menor que seja, em geral, acarreta srios problemas ou danos para osocupantes. Nos primeiros automveis inventados, a direo era bastante simples parecendo-se maiscom um guido de bicicleta do que com o sistema de direo que conhecemos atualmente.Mas, medida que a tcnica foi evoluindo e cada vez mais os veculos foram ficando maisvelozes o sistema de direo foi se aperfeioando, at atingir o grau de preciso que existehoje em dia. Um bom sistema de direo vital. Deve ser fcil de ser operado, caso contrrio, logocansar o motorista, colocando-o em risco de algum acidente. O sistema tambm deve sercapaz de amortecer os choques das rodas, no transmitindo-os aos braos do motorista.Deve ainda contribuir para amortecer as vibraes das rodas dianteiras.Engrenagem - Sistema Convencional A funo bsica da direo transformar o movimento de rotao da coluna de direo,num movimento de vaivm para as rodas. Isto cumprido essencialmente por duas peas:um parafuso sem-fim e um setor dentado (as quais podem ser vistas na figura 1) Essas duas peas ficam no interior de uma carcaa chamada caixa de direo, quepossibilita a lubrificao das engrenagens e, ao mesmo tempo, constitui uma proteo contrapoeira.Quando a coluna de direo gira, gira tambm o parafuso sem-fim. Ele um dispositivoque possui uma rosca semelhante s roscas dos parafusos.Direo Hidrulica Tradicionalmente, nos veculos pesados, tem-se us