modelo sesi sst

  • View
    116

  • Download
    5

Embed Size (px)

DESCRIPTION

\fdfd

Text of modelo sesi sst

MODELO SESI EM SEGURANA E SADE DO TRABALHO PARA A INDSTRIA

Braslia 2006

MODELO SESI EM SEGURANA E SADE DO TRABALHO PARA A INDSTRIA

1

Confederao Nacional de Indstria Servio Social da Indstria Departamento Nacional

MODELO SESI EM SEGURANA E SADE DO TRABALHO PARA A INDSTRIA

Braslia NOVEMBRO 2006

2

2004. SESI Departamento Nacional Qualquer parte desta obra poder ser reproduzida, desde que citada a fonte.

SESI/DN SST Sade e Segurana no TrabalhoEste documento foi elaborado por uma equipe, cujos nomes encontram-se relacionados na folha de crditos.

FICHA CATALOGRFICA

S491m SESI.Departamento Nacional. Modelo SESI em segurana e sade do trabalho para a indstria. Braslia: SESI/DN, 2004. 189 p.

1. Segurana no Trabalho 2. Sade Ocupacional 3.Acidente no Trabalho 4. Indstria I.Ttulo

CDU:331.45

SESI Servio Social da Industrial Departamento Nacional

Sede Setor Bancrio Norte Quadra 1 Bloco C Edifcio Roberto Simonsen 70040-903 Braslia DF Tel.: (61) 317-9084

3

SUMRIO

Apresentao 1 Introduo 2 Modelo SESI em Segurana e Sade do Trabalho 3 Procedimentos PSST N 1 - Abordagem s Empresas PSST N 2 - Diagnstico Inicial IT 2.1 - Coleta de dados para os indicadores pr-ativos e reativos PSST N 3 - Oramento e Contratos PSST N 4 - Identificao dos perigos e avaliao dos riscos (LTCAT/ inventrio de riscos) IT 4.1 - Instruo de Trabalho elaborao do inventrio de riscos base para o PPRA PSST N 5 - Avaliao da Sade do Trabalhador IT 5.1 - Consulta ocupacional PSST N 6 Programa de Preveno da Perda Auditiva PSST N 7 - Requisitos Legais PSST N 8 - Poltica de SST e Plano Anual de Segurana e Sade no Trabalho 166 57 104 108 161 7 9 12 13 18 30 35 54

4

APRESENTAO

O SESI vem buscando, nos ltimos anos, toda uma reestruturao que lhe permita impor-se, em definitivo, como uma instituio de carter nacional. Esta no uma misso de fcil alcance em um mundo e em um pas que rapidamente se modificam e se modernizam. preciso dar um salto para a frente a partir de uma organizao que se especializou na prestao de servios com base local, perfeitamente adaptada s exigncias de cada uma das vinte e sete Unidades Federadas brasileiras. Os Departamentos Regionais, alicerados numa forte autonomia administrativa e financeira, especializaram-se no atendimento de demandas concretas dentro de seu crculo geogrfico de atuao e foi este um fator decisivo que permitiu resistir s presses externas e ganhar reconhecimento pela qualidade e competncia de seu desempenho. Submetido intensa velocidade com que ocorrem as transformaes na sociedade da comunicao e da globalizao, o SESI igualmente comeou a mudar. Nesta trajetria, comporta-se cada vez mais como uma empresa que oferece servios sociais indstria e sociedade com um mesmo e elevado padro, onde quer que esteja. Para ser capaz de enfrentar uma crescente concorrncia de outras organizaes que disputam o mercado social e dar ateno adequada a empresas que atuam de maneira uniforme em todo o pas, a instituio dedicou-se dura tarefa de renovar suas bases de financiamento e de adaptar-se a um Brasil que quer superar as centenrias desigualdades entre regies e entre pessoas que at hoje o caracterizam. A conseqncia lgica dessa linha de raciocnio de que o caminho aberto nossa frente de agora em diante tem como fundamento o desenho e a disponibilizao de produtos com uma firme base nacional, que possam ser reconhecidos e identificados como detentores da MARCA SESI esta a essncia do Modelo SESI em Sade e Segurana no Trabalho (SESI em SST) que agora apresento ao pas. A rea de SST ganhou crescente prioridade em funo de sua relevncia intrnseca e do seu peso especfico como componente do PIB nacional. Os prejuzos resultantes dos acidentes e doenas laborais, custam 12,5 bilhes de reais por ano s empresas brasileiras. So dimenses inaceitveis para uma nao em franco desenvolvimento como o Brasil, reduzindo a competitividade das empresas, bloqueando a entrada de produtos em cobiados mercados internacionais e ocasionando danos, por vezes, irreversveis a trabalhadores e a suas famlias. Para fazer frente a tamanho desafio, em condies de superar a reduzida eficincia do sistema e dos modelos vigentes, as empresas brasileiras tero que assumir uma postura inovadora e ter um padro qualitativo uniforme nos servios ofertados. O Modelo SESI em SST rompe com a tradio de separao entre aes de sade ocupacional (voltado para problemas diretamente relacionados ao exerccio laboral) e de sade geral, articulando-as como um s bloco ao combate e preveno dos acidentes do trabalho. Conformando-se como um verdadeiro sistema de ateno sade do adulto, a interveno do SESI em cada empresa compreende iniciativas em trs dimenses: a segurana dos ambientes de trabalho, os cuidados s doenas do trabalho e a preveno e educao em sade geral. Para assegurar o desejado padro nacional s aes de SST, o Modelo detalha um conjunto de dez procedimentos, abrangendo desde a abordagem empresa at o acompanhamento e avaliao da poltica de ao definida em seguida ao diagnstico dos perigos e dos riscos constatados. Para cada procedimento especificado o que e quando fazer; quem o responsvel; quais os insumos necessrios, os indicadores de medida e os resultados esperados. A efetiva colocao na prtica do modelo por parte de cada um dos Departamentos Regionais do SESI um passo que j est sendo dado, com a sustentao fornecida pelo amplo debate prvio que permitiu sua validao por todos os interessados.

5

Este , tambm, um forte pilar de apoio para a manuteno das parcerias Organizao Internacional do Trabalho, Organizao Pan-Americana da Sade, Ministrios do Trabalho e Emprego, da Sade e da Previdncia e Assistncia Social, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Fundacentro que estiveram sempre ao nosso lado na construo do modelo e para a construo de novas alianas que contribuiro para dar-lhe sustentao de ora em diante.

Rui Lima do Nascimento Diretor-Superintendente do SESI Departamento Nacional

6

INTRODUO

Cada vez mais as exigncias da indstria por servios de base nacional e a necessidade de oferta de um ncleo consolidado de ateno aos industririos faz com que a instituio concentre o seu trabalho num modelo comum para as aes em SST, que garanta um padro de qualidade uniforme. No processo de reformulao da legislao trabalhista foram introduzidos em 1994 o Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional - PCMSO, o Programa de Preveno dos Riscos Ambientais - PPRA e o Programa de Condies e Meio Ambiente do Trabalho na Indstria da Construo PCMAT, constituindo as Normas Regulamentadoras do Ministrio do Trabalho e Emprego MTE, nmeros 7, 9 e 18, respectivamente. Estes Programas que visam eliminar ou minimizar os riscos no ambiente de trabalho e por conseguinte reduzir os acidentes laborais, as doenas decorrentes do trabalho e melhorar a qualidade no ambiente de trabalho, no conseguiram demonstrar evidncias de mudana significante do cenrio brasileiro no que diz respeito as estas questes. Pelo contrrio, observouse um distanciamento entre as equipes de sade ocupacional, higiene industrial e segurana do trabalho, alm de que as prticas preventivas da ocorrncia de riscos laborais no ganharam espao no dia-a-dia das empresas. Outro determinante provvel pela manuteno de um panorama pouco favorvel para a SST no Brasil tem sido interpretao restrita dos PPRAs, PCMSOs e PCMATs apenas como documentos cartoriais a serem apresentados para a fiscalizao do MTE ao invs de um processo de melhoria contnua da SST dentro da empresa. Para responder a esse cenrio, conformou-se o Modelo SESI em SST como resultante principal de dois elementos bsicos: de um lado, a larga experincia acumulada pelos DRs no atendimento direto s empresas ao longo das ltimas dcadas e, de outro lado, o intenso labor desenvolvido em conjunto com as instituies que mais diretamente fazem uma permanente parceria com o SESI Organizao Internacional do Trabalho OIT, Organizao PanAmericana da Sade - OPAS, Ministrio do Trabalho e Emprego - MTE, Ministrio da Sade MS, Sociedade Brasileira de Cardiologia Sociedade Brasileira de Cardiologia e Departamento de Hipertenso Arterial SBC/DHA, Fundao Jorge Duprat de Segurana e Medicina do Trabalho - Fundacentro, Ministrio da Previdncia e Assistncia Social - MPAS , de maneira a assegurar a melhor combinao possvel entre a prtica de campo e o conhecimento mais atualizado disponvel na rea.

Propsitos O Modelo SESI em SST visa alcanar um redirecionamento das aes de rotina realizadas pela rea de SST, nos Departamentos Regionais DRs do SESI, objetivando em primeiro lugar integrar os Programas estabelecidos pelo MTE (PPRA, PCMAT e PCMSO) abordando em conjunto as questes de segurana e sade no trabalho num nico sistema, inserindo-as como parte do planejamento estratgico e dos negcios da empresa, buscando produtividade, competitividade, e ainda respondendo s exigncias legais governamentais. Preconiza uma mudana de atitude por parte da ao do SESI em relao empresa. At o momento, os DRs so procurados pelas empresa, geralmente aps serem autuadas, objetivando, em um curto espao de tempo, atender requisitos legais junto aos rgos de fiscalizao.

7

Este tipo de relao obriga o SESI a trabalhar sem a possibilidade de um planejamento a longo prazo e, sobretudo, dificulta uma ao fundamentada na preveno, uma vez que a empresa nesse momento deseja unicamente resolver problemas de carter emergencial. Assim, a proposio de que o SESI abandone a posio passiva e parta para uma ao prativa, identificando os ramos prioritrios: aqueles onde os acidentes so mais freqentes ou aqueles que por questes de mercado, poltica ou de vnculos j estabelecidos, seja opo do DR, prioriz-los, abordando a empresa, com vistas obteno de resultados que possam ser permanentes . O objetivo maior assessorar as empresas no sentido de promover a melhoria contnua do