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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL 2008 – 2012 Maceió - Alagoas 2008

PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL 2008 – 2012

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  • SERVIO PBLICO FEDERAL MINISTRIO DA EDUCAO

    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

    PLANO DE

    DESENVOLVIMENTO

    INSTITUCIONAL

    2008 2012

    Macei - Alagoas 2008

  • Plano de Desenvolvimento Institucional 2008-2012 2

    CORPO DIRIGENTE DA UFAL

    Ana Dayse Rezende Dorea

    Reitora

    Eurico de Barros Lobo Filho Vice-reitor

    Joo Carlos Cordeiro Barbirato

    Pr-Reitor de Gesto Institucional

    Maria das Graas Medeiros Tavares Pr-Reitora de Graduao

    Josealdo Tonholo

    Pr-Reitor de Pesquisa e Ps-graduao

    Silvia Regina Cardeal Pr-Reitora de Gesto de Pessoas e do Trabalho

    Pedro Nelson Bomfim Gomes Ribeiro

    Pr-Reitor Estudantil

    Joo Macrio de Omena Filho (in memoriam) Pr-Reitor de Extenso

    Eduardo Silvio Sarmento de Lyra

    Pr-Reitor de Extenso

    Valria Carneiro Lages Ressurreio Procuradora Geral

    Maria Jos Menezes Messias

    Chefe de Gabinete

  • Plano de Desenvolvimento Institucional 2008-2012 3

    SUMRIO

    APRESENTAO ......................................................................................................................................................................................5 DADOS IDENTIFICADORES DA UFAL.............................................................................................................................................7 PARTE I - CARACTERIZAO ATUAL DA UFAL ........................................................................................................................8 PARTE II - VISO ESTRATGICA DA UFAL................................................................................................................................19 1. Propsitos ..............................................................................................................................................................................................19 2. Declarao de Princpios da UFAL ...............................................................................................................................................19 3. Macro-Prioridades da UFAL ............................................................................................................................................................19 4. Declarao da Misso da UFAL.....................................................................................................................................................19 5. Viso de Futuro da UFAL .................................................................................................................................................................19 6. Objetivos Institucionais......................................................................................................................................................................20 7. Projetos Institucionais ........................................................................................................................................................................20 8. Anlise Ambiental ................................................................................................................................................................................21 PARTE III PROJETO PEDAGGICO INSTITUCIONAL ........................................................................................................24 1. Poltica e Princpios da Graduao...............................................................................................................................................24 1.1 Projeto Pedaggico de Curso PPC.........................................................................................................................................24 1.2 Princpios Bsicos de Formao na Graduao....................................................................................................................25 1.3 Estgios Curriculares.......................................................................................................................................................................27 1.4 Trabalho de Concluso de Curso (TCC).................................................................................................................................27 1.5 Elementos Estruturais dos Projetos Pedaggicos dos Cursos de Graduao...........................................................27 1.6 Avaliao ..............................................................................................................................................................................................28 2. Poltica e Princpios da Ps -Graduao e da Pesquisa ........................................................................................................28 2.1 Ps -Graduao Stricto Sensu......................................................................................................................................................28 2.2 Pesquisa...............................................................................................................................................................................................30 2.3 O Sistema de Ps -Graduao Lato Sensu ..............................................................................................................................31 2.4 Cooperao Internacional ..............................................................................................................................................................31 2.5 Processo Avaliativo..........................................................................................................................................................................31 3. Poltica e Princpios da Extenso ..................................................................................................................................................32 3.1 Papel da Extenso............................................................................................................................................................................32 3.2 Princpios da Extenso ...................................................................................................................................................................33 3.3 Diretrizes Gerais da Extenso......................................................................................................................................................33 3.4 Sistematizao...................................................................................................................................................................................34 3.5 Avaliao da Extenso ....................................................................................................................................................................34 PARTE IV PLANO DE DESENVOLVIMENTO DOS SERVIDORES..................................................................................35 1. Diretrizes e Princpios ........................................................................................................................................................................35 2. Conceitos................................................................................................................................................................................................36 3. Plano de Desenvolvimento dos Integrantes da Carreira dos Cargos Tcnico-administrativos em Educao.....................................................................................................................................................................................................37 3.1 Programa de Dimensionamento das Necessidades Institucionais de Pessoal e Modelo de Alocao de Vagas............................................................................................................................................................................................................38 3.2 Programa de Capacitao .............................................................................................................................................................38 3.3 Programa de Avaliao de Desempenho.................................................................................................................................40 PARTE V - PROGRAMA DE REESTRUTURAO DA UFAL................................................................................................42 1. Ampliao da Oferta de Educao Superior Pblica..............................................................................................................42 1.1 Aumento de vagas de ingresso, especialmente no perodo noturno ..............................................................................42 1.2 Reduo das taxas de evaso.....................................................................................................................................................42 1.3 Ocupao de vagas ociosas .........................................................................................................................................................44 2. Reestruturao Acadmico-Curricular .........................................................................................................................................45 2.1 Reviso da estrutura acadmica buscando a constante elevao da qualidade.......................................................45 2.2 Reorganizao dos cursos de graduao................................................................................................................................46 2.3 Diversificao das modalidades de graduao, preferencialmente com superao da profissionalizao precoce e especializada .........................................................................................................................................................................48 3. Renovao Pedaggica da Educao Superior.......................................................................................................................50 3.1 Arti culao da educao superior com a educao bsica, profissional e tecnolgica...........................................50 3.2 Atualizao de metodologias (e tecnologias) de ensino-aprendizagem .......................................................................51 3.3 Prever programas de capacitao pedaggica para implementao do novo modelo............................................52 4. Mobilidade Intra e Inter-Institucional .............................................................................................................................................53 4.1 Promoo da mobilidade estudantil mediante o aproveitamento de crditos e a circulao de estudantes entre cursos e programas, e entre instituies de educao superior..................................................................................53

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    5. Compromisso Social da Instituio ...............................................................................................................................................55 5.1 Polticas de incluso ........................................................................................................................................................................55 5.2 Programas de assistncia estudantil .........................................................................................................................................56 5.3 Polticas de extenso universitria .............................................................................................................................................59 6. Suporte da ps-graduao ao desenvolvimento e aperfeioamento qualitativo dos cursos de graduao .......61 6.1 Articulao da graduao com a ps -graduao: expanso quali-quantitativa da ps-graduao orientada para a renovao pedaggica da educao superior..............................................................................................61 PARTE VI - PROGRAMA DE APOIO PS-GRADUAO DAS INSTITUIES FEDERAIS DE ENSINO SUPERIOR .................................................................................................................................................................................................64 APNDICE I PLANO DETALHADO DAS AES DA UFAL................................................................................................67

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    APRESENTAO O Brasil se encontra em uma nova fase em que o governo federal instiga as

    Universidades Pblicas Federais, para uma corrida por aumento de recursos, por uma eficiente qualidade na expanso e por uma excelncia nos servios. As decises do Estado agora se expressam por meio de polticas pblicas, apenas por meio das tais se podem obter os recursos para custeio e investimento, e que, por sua vez, submetem as instituies no somente ao monitoramento do Estado, mas ao controle social exercido pela sociedade civil organizada.

    No mbito da Educao Superior, a concepo de educao, entendida como bem pblico, consolida o direito da sociedade de cobrar pelo que se paga e de exigir, cada vez mais, acessibilidade, agilidade, transparncia e ensino de qualidade. No ensino superior pblico, aumentar o nmero de matrculas uma questo emergencial e estratgica, para o desenvolvimento do Pas. O Brasil chega a 2007, com apenas 10% dos jovens, entre 18 e 24 anos, no ensino superior; quando a meta do Plano Nacional de Educao (PNE) de 30% at 2010. O setor pblico responde por apenas 26,7% dos 4,45 milhes de alunos matriculados, enquanto que os 73,2% restantes esto sendo atendidos pelo setor privado. Todavia, o setor privado convive com altas taxas de ociosidade e inadimplncia: o aumento da oferta de vagas no coincide com o aumento de matrculas, ante a impossibilidade de a sociedade arcar diretamente com os custos da educao superior privada.

    A Universidade Federal de Alagoas UFAL encontra-se num momento privilegiado, tanto em termos de conjuntura externa quanto de conjuntura interna, para consolidar, ampliar e aprofundar um processo de transformao j em curso. Em geral, os indicadores da UFAL so timos em relao mdia do conjunto das Instituies Federais de Ensino Superior IFES. Aps mais de trs dcadas de crescimento muito baixo (1970 - 2003), a UFAL, nos ltimos anos (2004 - 2007), conseguiu aumento significativo de 48% na oferta de vagas no vestibular e, por meio de outras aes, incremento substancial no nmero de estudantes. Hoje, a nossa relao aluno/professor cerca de 17:1. Em 2006, a UFAL iniciou sua expanso para o interior do Estado de Alagoas, inaugurando o Campus Arapiraca com 16 cursos, todos presencial e diurno, totalizando 640 vagas anuais, ratificando, assim, o papel da Universidade de um importante instrumento de desenvolvimento estadual e regional. Entretanto, esse avano quantitativo no chega a alcanar o limite de expanso possvel para a UFAL, na medida em que espaos e equipamentos destinados ao ensino permanecem predominantemente ociosos no perodo noturno. Alm disso, o processo de interiorizao da UFAL previa a implantao de mais dois campi: um em Delmiro Gouveia, no serto alagoano, e o outro em Porto Calvo, na zona da mata.

    O escopo deste Programa vai alm das orientaes contidas no Plano Nacional da Educao PNE e no Decreto No 6.096/97 de 24 de abril de 2007, que instituiu o Programa de Apoio a Planos de Reestruturao e Expanso das Universidades Federais; trata-se, de fato, de um Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) que reconhece as possibilidades e potencialidades no atual estgio de desenvolvimento da UFAL, e as oportunidades que se abrem, propondo as linhas de desenvolvimento necessrias para a sua reestruturao e expanso.

    Para receber recursos previstos no Plano de Acelerao do Crescimento (PAC), as universidades federais precisaro apresentar projetos de reformulao que incluam, alm do aumento de vagas, algumas medidas indispensveis: a ampliao ou abertura de cursos noturnos, a reduo do custo por aluno, a flexibilizao de currculos, a criao de novas arquiteturas curriculares e aes de combate evaso.

    Com o Plano de Desenvolvimento Institucional aqui apresentado, temos a oportunidade de construir uma universidade moderna e competente, buscando sempre a

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    excelncia acadmica, artstica e cientfica, consciente do seu papel na resoluo dos graves problemas estruturais desse Estado. Dessa forma, a UFAL ter um programa de reestruturao e expanso planejado, com recursos previstos para tal.

    Diante do exposto, estamos renovando o compromisso com a UFAL, visando alinh-la nova era do conhecimento, baseada num ambiente que busca autonomia e torn-la uma instituio inovadora e de expresso regional, em dimenso compatvel com o atual estgio de desenvolvimento e com as necessidades futuras que a realidade alagoana impe. Nessa perspectiva, a universidade ter que se integrar sociedade, compartilhar os problemas e os desafios, para ajudar no desenvolvimento nacional, regional e local.

    Temos como um dos grandes propsitos e direo de nossas aes, a Incluso Social. Para isso, dentre tantas estratgias, a Expanso da UFAL, com ampliao dos campi, de seus cursos e de suas vagas, representa nosso Projeto Estruturante. Certamente vir carregado de inovaes e, aliando-se ao potencial existente dos que fazem a UFAL: tcnicos-administrativos, docentes e discentes, todos determinaro o caminho da qualidade de nossa instituio.

    Nesta oportunidade, agradecemos a todos que participaram das discusses para elaborao deste documento e, particularmente, daqueles que, na medida da conscincia da legitimao do processo, asseguraro sua implementao, reforando a idia de construo coletiva como fundamental para adequao da UFAL s exigncias do futuro.

    Ana Dayse Rezende Dorea Reitora

    Universidade Federal de Alagoas

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    DADOS IDENTIFICADORES DA UFAL

    Tabela 01 Dados identificadores da UFAL Nome completo da unidade e sigla Universidade Federal de Alagoas UFAL

    Natureza jurdica Autarquia sob Regime Especial do Poder Executivo

    Vinculao ministerial Ministrio da Educao da Repblica Federativa do Brasil

    Normativos de criao , definio de competncias e estrutura organizacional e respectiva data de publicao no Dirio Oficial da Unio

    - Lei n 3.867 criou a Universidade Federal de Alagoas. - Estatuto aprovado pela Portaria do MEC N 4.067, de 29.12.2003. - Regimento Geral ap rovado pela Resoluo N 01/2006 CONSUNI/CEPE.

    CNPJ 24.464.109/0001-48 Nome e cdigo no SIAFI UFAL: UG: 153037/ Gesto Favorecida: 15222 Cdigo da UJ titular do relatrio 153037 Cdigos das UJ abrangidas No consolida outras unidades

    Endereo comple to da sede Av. Lourival de Melo Mota, S/N - Campus A. C. Simes - Tabuleiro do Martins - CEP: 57.072-970 - Macei Alagoas

    Endereo da pgina institucional na internet URL: www.ufal.edu.br/ufal

    Situao da unidade quanto ao funcionamento Ativa

    Funo de governo predominante Educao Tipo de atividade Educao Superior

    Nome Cdigo Unidades gestoras utilizadas no SIAFI UFAL 153037 / 15222

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    PARTE I - CARACTERIZAO ATUAL DA UFAL A Universidade Federal de Alagoas maior instituio pblica de ensino superior

    do Estado - foi criada em 25 de janeiro de 1961, por ato do ento presidente Juscelino Kubitscheck, reunindo as Faculdades de Direito (1933), Medicina (1951), Filosofia (1952), Economia (1954), Engenharia (1955) e Odontologia (1957).

    A Universidade Federal de Alagoas (UFAL), ao longo de sua existncia, tem passado por grandes transformaes. Durante sua primeira dcada, as atividades acadmicas desenvolvidas na UFAL eram voltadas basicamente para o ensino de graduao, com o objetivo de formar recursos humanos de nvel superior no estado. Nessa poca, a formao dos recursos humanos se dava exclusivamente por meio da transmisso dos conhecimentos, restritos s disciplinas que constituam as grades curriculares dos cursos existentes. A partir da dcada de 70, ainda de forma incipiente, foi lanado na UFAL um plano de capacitao docente por meio de cursos de ps -graduao stricto sensu oferecidos por outras instituies localizadas, principalmente, no sudeste do pas. Com o retorno destes primeiros professores ps -graduados, as atividades de pesquisa comearam a florescer, incentivando a continuidade do processo de capacitao; como conseqncia deste investimento permanente, o desenvolvimento da UFAL, na ltima dcada, no que se refere investigao cientfica, produo tcnica-cientfica e formao de recursos humanos no nvel de graduao e ps -graduao, tem apresentado uma expressiva taxa de crescimento. 1. Estrutura Organizacional da UFAL

    At 2005, havia 47 departamentos acadmicos ligados a 9 Centros. O novo Estatuto da UFAL, aprovado pela Portaria do MEC N 4.067, de 29.12.2003, estabeleceu critrios para que um Centro ou Departamento pudesse se tornar uma Unidade Acadmica. Em janeiro de 2006, foi homologado o Regimento Geral, atravs da Resoluo N 01/2006 CONSUNI/CEPE, originando uma nova estrutura organizacional, atravs da reestruturao das unidades administrativas e da criao de 21 Unidades Acadmicas.

    1.1 Unidades Administrativas rgos Superiores: Conselho Universitrio (CONSUNI), Conselho de Curadores (CURA) e Reitoria. Reitoria: Gabinete da Reitoria, Gabinete da Vice-Reitoria, Pr-Reitorias, rgos de Assessoramento, rgos de Apoio Acadmico e rgos de Apoio Administrativo. Pr-Reitorias: Graduao, Pesquisa e Ps-Graduao, Extenso, Estudantil, Gesto de Pessoas e do Trabalho e Gesto Institucional. rgos de Assessoramento: Procuradoria Geral Federal, Controladoria Geral, Ouvidoria Universitria, Assessoria de Comunicao e Assessoria de Intercmbio Internacional. rgos de Apoio Acadmico: Biblioteca Central, Biotrio Central, Hospital Universitrio, Editora Universitria e Ncleos Temticos. rgos de Apoio Administrativo: Superintendncia de Infra -estrutura, Ncleo de Tecnologia da Informao, Departamento de Contabilidades e Finanas, Departamento de Administrao de Pessoal e Departamento de Registro e Controle Acadmico. 1.2 Unidades Acadmicas Centros: Cincias Agrrias; de Educao; e de Tecnologia; Escolas: de Enfermagem e Farmcia; Faculdades: de Arquitetura e Urbanismo; de Letras, de Direito; de Economia, Administrao e Contabilidade; de Medicina; de Nutrio; de Odontologia da UFAL; de Servio Social;

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    Institutos: de Cincias Biolgicas e da Sade; de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente; de Cincias Humanas, Comunicao e Artes; de Cincias Sociais; de Computao; de Fsica; de Cincias Atmosfricas; de Matemtica; de Qumica e Biotecnologia. 2. Ensino de Graduao

    Atualmente nos dados do SIMEC/MEC constam 75 cursos de graduao presenciais, dos quais 21 so noturnos - nas reas de cincias humanas, exatas, naturais e da sade. Esses cursos so oferecidos em trs Campi: A. C. Simes, em Macei; Delza Gita, em Rio Largo (2 cursos das cincias agrrias); e no Campus Arapiraca (11 cursos) e seus Plos: Palmeira dos ndios (2 cursos), Penedo (2 cursos) e Viosa (Fazenda So Luiz, 1 curso). Possui ainda, unidades de ensino, pesquisa e extenso em edifcios dispersos, em Macei.

    A Educao a Distncia oferecida atravs dos cursos: Pedagogia (6 Plos que atende 26 municpios alagoanos que ocorre a capacitao de professores do ensino fundamental), em convnio com prefeituras; Administrao; Sistemas de Informao; Licenciatura em Fsica; e Pedagogia nos municpios de Porto Calvo, Maragogi, Macei, Santana do Ipanema, e Olho dgua das Flores (Programa Universidade Aberta do Brasil, desde 2006).

    Tabela 02 Indicadores de Graduao 2007 INDICADORES 2007 N de vagas de Ingressos 3.347

    Alunos Matriculados 16.074 N de Alunos inscritos no PSS (Macei) 21.749

    N de Alunos inscritos no PSS (Arapiraca) 2.716

    N de Vagas no PSS (Macei) 2.707 N de Vagas no PSS (Arapiraca) 640

    N de Cursos Diurnos 65

    N de Cursos Noturnos 22 Fonte: NTI/DRCA/COPEVE

    So 16.074 alunos (2007) de graduao, dos quais 5.046 freqentam cursos noturnos. A instituio lhes oferece os Programas: Institucional de Bolsas de Iniciao Cientfica PIBIC/CNPq (355 bolsas); Programa de Educao Tutorial PET (48 bolsas); Monitoria (150 bolsas ), Estgio (767 alunos) e Bolsas de Estudo/Trabalho (290 bolsas). Some-se, ainda, as bolsas adquiridas nos editais da SESu/MEC, para programas como Afro-Atitude (50 bolsas), Cotas (320 bolsas), dentre outros. Mantm cerca de 600 convnios com empresas e instituies pblicas e privadas.

    3. Pesquisa e Ps-Graduao

    A pesquisa tida como exigncia de produo de conhecimento e de formao profissional e cidad. A poltica de ps-graduao e pesquisa da UFAL est plenamente coerente com a misso da Universidade Brasileira. Essa misso traz as seguintes caractersticas: (1) aes, objetivos e metas formulados em conformidade com a potencialidade disponvel em termos de recursos humanos e materiais; e (2) estgio atual da pesquisa cientfica e tecnolgica e sua insero nas linhas consideradas estratgicas para o fortalecimento da Instituio. A realizao dessa misso visa dotar a UFAL de dimenso compatvel com os modernos avanos do conhecimento e com capacidade para contribuir para o suprimento das necessidades regionais, nacionais e internacionais.

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    O sistema de ps -graduao da UFAL atualmente formado por 19 (dezenove) programas, dos quais 18 (dezoito) so prprios e 1 (um) est associado RENORBIO (Rede Nordeste de Biotecnologia), que abrigam 18 (dezoito) mestrados e 4(quatro) doutorados. Embora recente, o seu crescimento se deu pelo amadurecimento de grupos de pesquisadores em diversas reas do conhecimento.

    A integrao da ps -graduao com os demais nveis de ensino tem sido assunto dos vrios planos nacionais desenhados pela CAPES. A insistncia nesse tema sintoma do resultado de polticas acadmicas bastante diferenciadas no que concerne a esses dois nveis de formao ao longo da histria do nosso ensino superior. A construo de um eficiente sistema de avaliao da ps -graduao brasileira garantiu a excelncia da mesma, mas nem sempre teve alinhado o entrosamento com o sistema de graduao. Esse percurso histrico gerou profunda clivagem entre os dois nveis. Como instituio que se inscreve nessa tradio, a UFAL, ainda que apresente algumas experincias de articulao entre os dois sistemas, necessita incrementar este envolvimento, com vistas melhoria da graduao.

    Tabela 03 - Indicadores da Pesquisa e Ps-Graduao 2007 INDICADORES 2007 Alunos matriculados Especializao 217 Alunos matriculados Mestrado 605 Alunos matriculados Doutorado 151 Cursos de Especializao 05 Programas de Mestrado 19 Programas de Doutorado 03 Teses Defendidas 16 Dissertaes Defendidas 129 Livros Publicados 39 Captulos de Livros 206 Total de Grupos de Pesquisa 190 Total de Linhas de Pesquisa 725 Total de Pesquisadores 1.034 Bolsa Concedida Inic. Cientfica CNPq/UFAL/FAPEAL 407

    Fonte: PROPEP Com o atual plano de reestruturao, entende-se que as teorias pedaggicas

    subjacentes a cada proposta de programa de ps -graduao devem considerar a existncia e a importncia do sistema de graduao. Isso no significa dizer que a cada curso de graduao deva corresponder um curso de ps -graduao, mas que o sistema de ps -graduao no deve existir como um nvel totalmente independente, cujas aes no possam resultar em benefcios para o desenvolvimento da prpria graduao.

    Mesmo focalizando a construo e adequao dos espaos, o incentivo ao surgimento e consolidao de grupos de pesquisa, a expanso da ps -graduao e a criao de laboratrios para pesquisa, o plano estratgico para desenvolvimento de pesquisa, no mbito da ps-graduao da UFAL, tem refletido um esforo institucional, na graduao, no oferecimento de melhores condies de ensino. Tem-se, portanto, como perspectiva impulsionar a graduao e ps -graduao, provocando oportunidades e reforando possibilidades, para que os alunos de graduao possam ser envolvidos no s pelos resultados da pesquisa do professor-pesquisador, mas tambm pelos temas, teorias e controvrsias do fazer cientfico.

    Sabe-se que a ps-graduao, por requerer atualizao contnua que lhe propiciada pela atividade de pesquisa, incrementa o ensino, seja pelo exerccio do rigor metodolgico, seja pelo debate necessrio validao dos conhecimentos produzidos. Contudo, tambm se sabe sobre os desafios de articulao entre os nveis de formao da graduao e da ps-graduao. Para enfrentar tal desafio, a UFAL tenciona destinar ps-graduao, aliada finalidade de formar quadros cientficos de alto nvel, a

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    responsabilidade de contribuir para a qualificao dos demais nveis da educao, devendo, especialmente: incentivar projetos inovadores que desenvolvam metodologias e possveis prticas pedaggicas e articulem esses dois nveis de formao; incluir disciplinas da ps-graduao como optativas nos cursos de graduao, no sentido de facilitar a passagem direta da graduao para a ps-graduao; e criar um programa institucional de pesquisa-ao, de modo a envolver a graduao, por intermdio da extenso.

    A articulao, entre esses dois nveis, deve ser amplamente considerada no momento da criao dos cursos de Ps-Graduao, que devem perceber o sistema universitrio como um todo interligado. Inovaes tericas e metodologias originais e criativas que visem melhoria dessa articulao so recomendveis no apenas para os novos programas de ps-graduao, mas tambm para aqueles j consolidados. Conquanto seja reconhecvel a contribuio de programas de bolsa no nvel de graduao (PIBIC, PIBIT, PIBIP-AO), para a interao dos dois nveis, importante que os programas avancem em descobertas de novas possibilidades de integrao. Com essa perspectiva, a UFAL implementou um Programa de Bolsas de Iniciao Pesquisa-Ao (PIBIP -AO). Trata-se de um programa que destinou, j no seu incio, 70 (Setenta bolsas) a alunos da graduao, tendo por base a pesquisa oriunda da ps-graduao. H, neste programa, a inteno de direcionar aes para o entrelaamento com a graduao e com a extenso, uma vez que envolve no s o to propalado trip ensino-pesquisa-extenso, mas a tentativa de efetivar a integrao entre graduao e ps-graduao, visando solues pedaggicas e cientficas, para problemas sociais locais, no mbito do processo de interiorizao da universidade.

    Outro programa que tem exercido um efetivo papel articulador entre os dois nveis a iniciao cientfica. A maioria dos projetos que abrigam discentes da graduao neste programa proveniente de grupos de pesquisa instalados nos diversos cursos de ps -graduao. A UFAL tem procurado institucionalizar essa interao, pontuando positivamente projetos coordenados por pesquisadores que atuam em programas de ps -graduao, vislumbrando o fluxo de alunos interessados na formao acadmica altamente qualificada.

    A partir de 2007, deu-se incio ao PIBIT (Programa de Bolsas de Iniciao Tecnolgica). Este programa tem um potencial componente integrador entre a graduao e a ps -graduao. conhecimento tcito que o Brasil atingiu uma relativa posio internacional na produo de conhecimento, mas encontra-se bastante atrasado no que se refere inovao e aplicao do conhecimento adquirido. Nesse sentido, os programas de ps-graduao da UFAL, por intermdio de seus projetos de inovao tecnolgica, tm procurado iniciar a formao de uma massa crtica, a partir da graduao, buscando aplainar o caminho da formao ps-graduada desses pesquisadores que devero ter uma formao diferenciada dos atuais pesquisadores centrados na pesquisa puramente terica. Pretende-se, portanto, que as novas propostas incluam, no bojo de seus projetos, uma forte articulao entre esses dois nveis da formao superior, de modo a evitar uma clivagem negativa entre docentes -prticos e uma elite de pesquisadores, atuantes exclusivos da ps -graduao.

    O sistema de Ps-Graduao da Universidade Federal de Alagoas atualmente formado por 19 Programas de Ps-Graduao, dos quais 18 so prprios e 1 associado RENORBIO (Rede Nordeste de Biotecnologia), que abrigam 18 mestrados e 04 doutorados.

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    Tabela 04 Dados da Ps-Graduao Stricto Sensu Programa Nvel Conceito/Capes Fsica da Matria Condensada M/D 04 Letras e Lingstica M/D 04 Qumica e Biotecnologia M/D 04 Agronomia Produo Vegetal M 03 Biotecnologia (RENORBIO) M 05 Cincias da Sade M 03 Desenvolvimento e Meio Ambiente M 03 Dinmica do Espao Habitado M 03 Direito M 03 Educao M 03 Engenharia Civil M 03 Engenharia Qumica M 03 Matemtica M 03 Meteorologia M 03 Modelagem Computacional do Conhecimento M 04 Nutrio M 03 Recursos Hdricos e Saneamento M 03 Servio Social M 03 Sociologia M 03

    Fonte: CAPES/MEC

    Trata-se de um sistema, ainda muito jovem, que cresceu espontaneamente, a partir do amadurecimento de grupos de pesquisadores da instituio, voltados para certas temticas de pesquisa em diversas reas do conhecimento. Esse sistema necessita de consolidao e expanso, considerando-se a massa crtica de doutores existentes na instituio. Ademais, os programas existentes apenas com nvel de mestrado precisam implementar seus cursos de doutorados. No obstante, possvel planejar e induzir o suporte graduao, visando melhoria e a renovao pedaggica do ensino superior.

    4. Extenso

    Na UFAL, o trabalho da Pr-Reitoria de Extenso tem como prioridade a institucionalizao da Extenso, de modo a torn-la uma prtica acadmica, permitindo a sua gesto dentro dos dispositivos legais, definido pelo Plano Nacional de Extenso. Nesse sentido, foram adotadas estratgias integradoras, para que as Unidades Acadmicas pudessem gerir suas aes de extenso em Programas devidamente compatibilizados com os Projetos Pedaggicos dos Cursos de Graduao e classificados em reas temticas e Linhas de Extenso.

    Todos os indicadores mostram que houve uma evoluo positiva da Extenso na UFAL. Verificando-se os dados a partir de 2004, observa-se um aumento significativo de todos os indicadores. O nmero de Aes de Extenso quase dobrou em trs anos. O aumento do nmero de alunos envolvidos em Aes de Extenso foi expressivo, passando de 550 para cerca de 1.800. Verifica-se, entretanto, que mais de 90% dos nossos alunos concluem seus cursos sem nunca vivenciarem uma experincia em projetos de Extenso. Considerando a Extenso como fundamental na formao de profissionais cidados, contextualizados com a realidade social da sua profisso, fundamental estabelecer metas para incluir a totalidade dos alunos de graduao da UFAL em atividades de extenso.

    A populao atendida em Aes de Extenso mostra que a Universidade est cada vez mais prxima da sociedade. Em 2006, 105 mil pessoas participaram de cursos, eventos e projetos de extenso, contra 33 mil, em 2004; constatando, assim, um aumento de mais de 300%. Houve um pequeno aumento do nmero de professores e tcnicos envolvidos em aes extensionistas, embora no caso de professores, o nmero

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    atual corresponde a aproximadamente a 30% do total, que pode ser considerado um valor alto entre as Universidades Brasileiras. O nmero de bolsas de extenso tambm aumentou de 60 para 172, o que demonstra o compromisso institucional, para a estruturao e efetivao das aes extensionistas.

    A estratgia da poltica de extenso da UFAL, de acordo com o Plano Nacional de Extenso Universitria, que a Universidade deve participar dos movimentos sociais, priorizando aes que visem superao das atuais condies de desigualdade e excluso existentes no Brasil. Alm de produzir conhecimento e formar recursos humanos, a universidade pode contribuir para amenizar os graves problemas sociais, que, nos ltimos anos, tm se delineado um quadro de se priorizar o atendimento s comunidades residentes em favelas situadas na rea vicinal ao seu Campus.

    As condies de vida verificadas nestas localidades so de extrema misria. Diante disso, justifica-se a implementao de aes que, de alguma forma, contribuem para melhorar a qualidade de vida dessas populaes. A falta de articulao comunitria requer um trabalho voltado para a mobilizao, organizao e participao comunitria, levando a UFAL a ganhar e intensificar a conscincia do seu papel na sociedade.

    Embora no se pretenda substituir as aes governamentais locais, estaduais e federais; a UFAL reafirma sua misso social e o seu dever fundamental de atuar sobre o seu meio de insero, contribuindo para a sua transformao e seu desenvolvimento - entendido em suas mltiplas dimenses indissociadas: social, cultural, econmica, ambiental, espacial, poltica, entre outras.

    No que concerne, as articulaes da extenso com os demais nveis de ensino, seguem as seguintes consideraes: ? No item de incluso social, o Compromisso Social da Universidade contempla um

    projeto que promove a articulao com o ensino mdio por meio da preparao de alunos de origem popular, melhorando as condies de competio ao acesso desses alunos ao ensino superior. O projeto contempla tambm a melhoria da qualidade da educao bsica atravs da capacitao de professores das redes pblicas: estaduais e municipais. Como estratgias sero ampliados os programas de Formao Continuada do Centro de Educao da UFAL, do Programa de Pr-letramento de Matemtica e do Programa de Pr-letramento de Alfabetizao e Linguagem;

    ? A articulao com a graduao est contemplada, na poltica de extenso, pela incluso da quase totalidade dos alunos de graduao, em aes de extenso a partir da reestruturao da dimenso de Extenso no Projeto Pedaggico de cada curso, como parte acadmica indissocivel entre o ensino e a pesquisa. Para isso, os Projetos Pedaggicos dos Cursos sero reformulados nas seguintes questes: as demandas sociais de cada curso; como os cursos se relacionaro com a sociedade; os impactos sociais das disciplinas; e como os alunos participaro das atividades de extenso;

    ? Admitimos que o compromisso social requerido na graduao seja tambm requerido nos cursos de ps-graduao, pela incluso da dimenso extensionistas nos projetos pedaggicos desses cursos, no sentido de estabelecer a responsabilidade e os impactos sociais das pesquisas realizadas pela universidade. Um exemplo desta poltica pode ser constatada pelo Programa PIBIP-AO.

    A universidade poder ampliar suas aes atravs da extenso, atingindo municpios que no foram contemplados com um Campi ou Plos, a serem escolhidos pela interpolao de dados de IDH e pelos municpios que no so atendidos pelo Programa Arranjos Produtivos Locais PAPL- AL. O conjunto das aes ter como objetivo geral traduzir o pensamento competente da UFAL, produzido em seus cursos de graduao e de ps -graduao, em aes concretas contra a misria, com atuao nos componentes do IDH, no perodo de julho de 2008 a dezembro de 2012.

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    Tabela 05 Indicadores de Extenso 2007 INDICADORES 2007 Programas de Extenso 16

    Projetos de Extenso 208

    Cursos de Extenso 38

    Eventos de Extenso 107

    Bolsas de Extenso 175

    No de Tcnicos envolvidos com a Extenso 32

    No de Docentes envolvidos com a Extenso 337

    No de Discentes envolvidos com a Extenso 1.454

    Pblico atingido 113.147 Fonte: PROEX

    5. Programas de Assistncia Estudantil Os Programas de Assistncia Estudantil foram iniciados na UFAL no ano de 1965,

    logo aps a sua criao, assegurando aos estudantes assistncia mdica, residncia universitria e restaurante universitrio.

    A UFAL compreende a poltica de assistncia estudantil como parte do processo educativo , devendo articular-se ao ensino, pesquisa e extenso. Assim, tem ampliado o atendimento, operacionalizando e fortalecendo esta poltica, como meio de garantir aos seus alunos o direito permanncia e concluso de seus cursos.

    Dados estatsticos indicam que 41,37% dos nossos alunos tm a renda familiar compreendida entre um e quatro salrios mnimos (pesquisa realizada em 2007) e destes 86,22% tm na composio familiar de trs a seis membros. Assim, constata-se que parcela significativa da comunidade universitria advm de camadas com baixo poder aquisitivo e que demandam assistncia social. Os programas e aes da Pr-Reitoria Estudantil (PROEST) tm minimizado os efeitos das desigualdades sociais, inserindo-os nas polticas de assistncia sade, moradia, alimentao, nos programas de formao profissional e cidad, cuja ajuda financeira permite o custeio das despesas com transporte, material acadmico bem como das atividades culturais, cientficas e acadmicas promovendo-as ou participando. Observe as principais polticas desenvolvidas e trabalhadas pela PROEST: Polticas na rea da Sade. A Assistncia odontolgica prestada pelo Gabinete Odontolgico da UFAL, que tem na sua composio 08 (oito) profissionais odontlogos e 06 (seis) na rea de apoio (05 auxiliares e 01 estagiria) e ainda para atender as necessidades detectadas passou por melhorias significativas. A assistncia mdica realizada por meio do Hospital Universitrio, conforme a demanda apresentada, com o encaminhamento do estudante pela PROEST e articulao com a Secretaria da Direo do Hospital Universitrio que agenda as consultas. Programa de Residncia Universitria. Programa de grande alcance social, proporcionando moradia a 102 (cento e dois) alunos oriundos do interior do Estado de Alagoas, atingindo hoje, 43 municpios. No tocante possibilidade de investir em moradia estudantil, a UFAL confirma a plausibilidade deste empreendimento no mbito do REUNI, porquanto j vem trabalhando o projeto da residncia universitria, a partir da demanda detectada. O Programa de Residncia Universitria da UFAL um programa de grande alcance social, por proporcionar moradia a 102 (cento e dois) alunos vindos do interior do Estado de Alagoas e de outros Estados, que sem o referido programa no teriam condies de permanncia na UFAL. Portanto, trata-se de uma poltica fundamental e essencial voltada incluso e permanncia de estudantes na Instituio. Essa deciso

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    est respaldada pelas condies scio-econmica dos estudantes universitrios alagoanos , os quais apresentam em sua maioria (cerca de 86%) renda familiar inferior a 2 (dois) salrios mnimos. Programa Restaurante Universitrio. Este programa proporciona comunidade universitria espao de convivncia, integrando as aes de educao, formao profissional, sade, alimentao e lazer. Em sua trajetria tem atingido os objetivos institucionais ao proporcionar condies de permanncia aos alunos de graduao e ps -graduao, garantindo o direito de alimentao com qualidade. Proporciona ainda aos alunos dos cursos de nutrio e servio social, por meio dos estgios supervisionados e de laboratrios para aulas prticas, melhorias na sua formao profissional, como ocorre tambm aos cursos de administrao, arquitetura, jornalismo e engenharia de agrimensura; alm de servir de espao de discusso, reflexo e integrao ao apoiar os diferentes eventos estudantis. Em sua dinmica, este programa tem contribudo para o atendimento das diferentes realidades existentes: (1) minimizar os efeitos das desigualdades sociais ao selecionar comensais da graduao; (2) proporcionar o desenvolvimento das aes das atividades estudantis com a concesso de 20 (vinte) cortesias dirias para o Diretrio Central dos Estudantes; (3) contribuir para a formao continuada com a incluso de 60 (sessenta) alunos de ps-graduao; (4) contribuir para a formao profissional com a insero dos alunos das Empresas Juniores; e (5) realizar pesquisas para o clculo das necessidades calricas junto a comunidade do restaurante por meio da disciplina de Trabalho de Concluso de Curso, do Curso de Nutrio. A poltica de alimentao e o espao do RU so fundamentais como processo de incluso, pelo seu raio de abrangncia, que visa atender s necessidades scio -econmicas do aluno de graduao, cujas pesquisas apontam 24,7%, no processo de reingresso em ps -graduao, no incentivo e apoio aos eventos acadmicos, culturais e como espao de integrao e convivncia. Programa de Bolsa de Estudo/Trabalho. Este programa tem como objetivo contribuir para a formao profissional e cidad do aluno, possibilitando sua insero em aes e atividades acadmicas e proporcionando a incluso digital, ou o seu aprimoramento. Em 2006, esse programa teve 286 bolsas, um acrscimo de 12,59% em relao ao ano de 2005 ( 254 bolsas ). No obstante, o crescimento apresentado h uma demanda reprimida devido situao scio-econmica dos alunos e a solicitao dos diversos setores. O nmero de Bolsa Estudo/Trabalho em 2007 de 350 bolsas. Programa Cultural e Esportivos. A compreenso da prtica do desporto universitrio, como elemento de integrao e de insero acadmica, assegurou a necessidade de definir uma Poltica de Desporto Universitrio para a UFAL. Durante o ano de 2007, juntamente com o curso de Educao Fsica, a Pr-Reitoria Estudantil, definiu a realizao de um calendrio desportivo, recuperando a prtica do esporte, como espao de integrao entre seus alunos. Programa de Apoio e Incentivo Participao em Eventos. Este programa tem proporcionado o intercmbio cultural, a disseminao de novos conhecimentos, atravs da apresentao de trabalhos e a promoo de eventos estudantis e acadmicos. Em 2007, foram concedidas nesse programa 368 apoios aos estudantes (dados at setembro de 2007), contribuindo inclusive para o processo contnuo de formao acadmica na ps-graduao.

    6. Compromisso Social da UFAL A poltica de incluso social da UFAL constituda por duas dimenses: a primeira

    dentro do Programa de Aes Afirmativas para Afro-descendentes e a segunda pela melhoria de acesso dos alunos de origem popular ao Programa Conexes de Saberes.

    O Programa de Polticas de Aes Afirmativas para Afro-descendentes, no Ensino Superior na UFAL, constitudo de um conjunto de aes com o objetivo de eliminar

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    desigualdades sociais histricas. Este programa, dentro de suas aes, instituiu o sistema de cotas para populao afro-descendentes, oriunda de escolas pblicas, para o preenchimento de vagas relativas aos cursos de graduao. Dessa forma, este projeto tem como objetivo propiciar aes que viabilizem o acesso e permanncia da populao negra na UFAL. Aps a sua aprovao pelos CONSUNI e CEPE, o programa ficou estruturado em 04 (quatro) subprogramas: (1) Polticas de Cotas; (2) Polticas de Acesso e Permanncia; (3) Polticas Curriculares e de Formao de Professores; e (4) Polticas de Produo de Conhecimento. Esses 04 (quatro) sub-programas esto sendo coordenados por uma Comisso Permanente do Programa de Aes Afirmativas da UFAL.

    A UFAL implantou a partir de 2005 o sistema de cotas para populao afro -descendente, oriunda de escolas pblicas, no preenchimento das vagas relativas aos cursos de graduao. Esta ao faz parte do Programa de Polticas de Aes Afirmativas para afro-descendentes no ensino superior na UFAL. A Universidade estabeleceu uma cota de 20% (vinte por cento) das vagas dos cursos de graduao para os candidatos que se enquadrarem como pretos ou pardos, ou denominao equivalente, conforme classificao do IBGE e que so oriundos exclusivamente de escolas pblicas de ensino mdio. O percentual definido ser distribudo da seguinte forma: 60% (sessenta por cento) para as mulheres negras e 40% (quarenta por cento) para homens negros.

    Dessa forma, o sistema de cotas da UFAL encontra-se no seu terceiro ano de funcionamento. No primeiro vestibular, das 445 vagas reservadas, apenas 194 foram preenchidas. Desses 194 aluno(a)s, 50 (cinqenta) participam do programa Brasil Afroatitude. O segundo vestibular com cotas reservou 530 vagas e aprovou 440 alunos.

    O Programa Conexes de Saberes , implantado na UFAL, em 2006, tem o objetivo de contribuir para a incluso dos jovens das classes populares, alm de oferecer condies para a realizao de atividades de formao dos universitrios, de modo a intervir nas demandas de sua comunidade de origem, identificando os problemas e propostas resolutivas que podem ser potencializadas pela articulao entre os saberes da experincia das comunidades e aqueles produzidos na academia. Esse pro grama se efetivou como mais um elemento das Polticas de Aes Afirmativas contribuindo na construo de uma universidade que busca a excelncia acadmica com responsabilidade social.

    Outro programa que tem contribudo para a incluso de jovens de origem popular, na UFAL, o Programa de Apoio ao Ensino do 2 Grau das Escolas Pblicas do Estado PAESPE. Este programa foi idealizado, para atender alunos populares matriculados nas 35 escolas pblicas e moradores do entorno do campus universitrio A. C. Simes da UFAL. O projeto tem por finalidade a educao, a qualificao profissional, e o emprego para jovens e adultos dessa comunidade, atravs da implantao de um programa de formao de recursos humanos nas reas de cincias exatas e naturais. De modo que esta proposta visa, basicamente, o desenvolvimento de aes continuas de carter educativo, cultural, cientfico e tecnolgico, para o Estado de Alagoas, antecipando demandas de tecnologias e estratgias claramente reconhecidas e analisadas.

    Por outro lado, a UFAL possui apenas 11% alunos universitrios de origem popular, que corresponde aproximadamente 1.700 alunos matriculados. O aluno universitrio de origem popular possui quatro caractersticas em comum: moram em bairros populares (favela, periferia ou subrbio); tm pais com no mximo o ensino fundamental completo; possuem renda familiar mensal de at trs salrios mnimos; e so provenientes de escolas pblicas. Faz -se necessrio, portanto, construir estratgias para melhorar as condies de acesso de alunos de origem popular Universidade seja atravs da ampliao de pr-vestibulares comunitrios em bairros populares e/ou melhorar o nvel de conhecimento e escolaridades de alunos da rede pblica, bem como capacitar professores da rede pblica visando a melhoria da qualidade do ensino bsico.

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    A UFAL vem realizando anualmente pesquisas do perfil scio-econmico dos seus alunos. Essas pesquisas permitem emitir um diagnstico sobre a condio de acessibilidade dos alunos portadores de necessidades especiais. Com base nos dados pesquisados, podem-se inferir que 1% dos alunos da UFAL apresenta algum tipo de deficincia (46,15% apresentam deficincia visual; 30,77% motora; 7,69% auditiva; 7,69% na fala; 7,69 outras).

    Desde 2005, a UFAL tem investido em obras de adaptao dos seus espaos por meio da construo de rampas e caladas, alm de ampliaes e reformas de infra-estrutura, permitindo a acessibilidade fsica a todos os usurios da instituio, no sentido de viabilizar o direito constitucional de acessibilidade.

    Em 2007, a UFAL aprovou um projeto de acessibilidade dentro do Programa Incluir do MEC. Esse projeto consistiu em construir passeios interligando os espaos acadmicos: biblioteca central, bloco de matemtica, bloco de fsica, bloco de meteorologia e bloco de direito. O projeto de adaptao teve como base os levantamentos arquitetnicos do Campus A. C. Simes realizados em 2004. Inicialmente, foram identificados reas de fluxo mais intenso dentro do campus universitrio, observando as rotas existentes e nmero de usurios que transitam por hora.

    A UFAL tem a preocupao de formar recursos humanos por intermdio de cursos de especializaes voltados para os discentes com necessidades especiais. O professor desempenha papel central na promoo da incluso, principalmente, se formos considerar que diferentes pesquisas na rea da Educao tm encontrado que estes professores no se sentem preparados para atuar com a incluso de alunos com necessidades educacionais especiais e, conseqentemente, quando analisado a sua prtica pedaggica tem sido verificado que esta estava muito distante de ser inclusiva. Entretanto, isto no quer dizer que se deve esperar que todos os professores estejam e se sintam capacitados para promover a incluso. Investir na capacitao continuada urgente, para que se supere a lacuna existente entre os marcos legais e a realidade da maioria das escolas pblicas brasileira. Desta maneira, pretende-se aperfeioar profissionais da rea da Educao Bsica, para atuar na promo o de aulas inclusivas de alunos com deficincia.

    A Editora da UFAL a primeira editora do pas a ter um projeto de Editorao de Livros em Braille, foi um dos 354 projetos culturais aprovado pelo Ministrio da Cultura (MinC), para captao de recursos por meio do Mecenato, conhecida como Lei Rouanet - mecanismo Federal de Incentivo Cultura (Lei n 8.313/91). Este projeto teve como objetivo promover e produzir livros em Braille, proporcionando a incluso do deficiente visual por meio da leitura acessvel a todos, considerando que, da mesma forma que a escrita uma conquista da humanidade, o livro em Braille tem o mesmo significado para o deficiente visual.

    Atravs de parcerias com a Secretaria Executiva de Educao e a FAPEAL foram lanados 04 (quatro ) ttulos, alm dos 02 (dois) j lanados em 2005, totalizando 06 (seis) ttulos nesse projeto. Em uma parceria com o BNB (Banco do Nordeste do Brasil), foram lanados 02 (dois) ttulos e, por meio da Lei Rouanet (MINC), com o patrocnio da Petrobrs, foram lanados 06 (seis) ttulos. Os 14 (quatorze) ttulos em Braille totalizam 4.500 (quatro mil e quinhentos) exemplares foram distribudos, gratuitamente, para os 98 (noventa e oito) Municpios que tem Biblioteca, alm das 14 (quatorze) bibliotecas em Macei e demais instituies que trabalham com cegos no pas, possibilitando aos deficientes visuais do Estado de Alagoas o acesso produo cultural da Editora.

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    7. Perfil do Corpo Docente e Tcnico-Administrativo da UFAL Dos 912 docentes do quadro permanente, 443 (58,91%) so doutores e, 308 (41,01%), mestres. Dos 270 docentes do quadro temporrio, apenas 3 (1,11%) so do regime de trabalho dedicao exclusiva.

    Tabela 05 Docentes do Quadro Permanente da UFAL GRAU DE FORMAO TEMPO INTEGRAL TEMPO PARCIAL TOTAL Graduao 25 40 65 Especialista/Aperfeioamento 58 38 96 Mestre 262 46 308 Doutor 422 21 443 TOTAL 767 145 912

    Fonte: (DAP, 2007)

    So 1.385 servidores tcnico-administrativos compondo o quadro, dos quais 682 (49,24%) so lotados no Hospital Universitrio Prof. Alberto Antunes, rgo de apoio acadmico que mantm relao funcional com as Unidades Acadmicas, principalmente na rea de sade, fazendo ensino, pesquisa e assistncia. voltado, prioritariamente, para a formao e capacitao de recursos humanos na rea de sade, alm de contribuir para o fortalecimento do Sistema nico de Sade SUS, no Estado de Alagoas.

    Tabela 06 Servidores Tcnico-administrativos, por Escolaridade ESCOLARIDADE NO % DO TOTAL Alfabetizao sem Cursos Regulares 24 1,73 Ensino Fundamental Incompleto 94 6,79 Ensino Fundamental Completo 60 4,33 Ensino Mdio 546 39,42 Graduao 287 20,72 Especialista/Aperfeioamento 334 24,12 Mestrado 38 2,75 Doutorado 02 0,14 TOTAL GERAL 1.385 100

    Fonte: (DAP, 2007)

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    PARTE II - VISO ESTRATGICA DA UFAL 1. Propsitos

    Tm-se como grandes propsitos deste plano: a incluso social, expanso e inovao. A expanso da UFAL, com ampliao dos campi, de seus cursos e vagas, representa nosso Projeto Estruturante. Essas aes viro carregadas de inovaes e, aliando-se ao potencial existente daqueles que fazem a UFAL, determinaro o caminho da qualidade desta Instituio. 2. Declarao de Princpios da UFAL

    No cumprimento de sua misso institucional, a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) norteia suas aes pelos princpios: ? Da gesto democrtica, transparente e descentralizada; ? Da legalidade e publicidade de seus atos, moldando e legitimando sua atuao; ? Da moralidade e da impessoalidade, em consonncia com o interesse pblico; ? Da eficincia e da eficcia, com foco na qualidade da prestao de servios e na

    efetiva produo de resultados; ? Da tica, como norteadora de toda a prtica institucional, em todas as suas relaes

    internas e com a sociedade; ? Da busca de mecanismos de promoo da indissociabilidade entre o ensino, pesquisa

    e extenso; ? Da liberdade de expresso do pensamento, de criao, de difuso e socializao do

    saber; ? Do respeito s especificidades das unidades acadmicas; e ? Do desenvolvimento cientfico, poltico, cultural, artstico e scio-econmico do estado

    de alagoas.

    3. Macro-Prioridades da UFAL ? Desenvolvimento e fortalecimento das unidades acadmicas do Campus A. C. Simes

    e Campus Arapiraca e seus plos; ? Implantao do REUNI nos Campi A. C. Simes, Arapiraca e Delmiro Gouveia; ? Eficientizao da Superintendncia de Infra-estrutura; ? Formulao e implementao da poltica de assistncia ao estudante; e ? Gesto participativa e democrtica. 4. Declarao da Misso da UFAL

    A Universidade Federal de Alagoas tem por misso produzir, multiplicar e recriar o saber coletivo em todas as reas do conhecimento de forma comprometida com a tica, justia social, desenvolvimento humano e bem comum.

    5. Viso de Futuro da UFAL

    A UFAL visa tornar-se referncia nacional nas atividades de ensino, pesquisa e extenso, firmando-se como suporte de excelncia para as demandas da sociedade alagoana, enfatizando a sua participao no desenvolvimento regional. Para garantir a concretizao de sua viso estratgica, a UFAL dever orientar suas aes com vistas aos desafios de: ? Captar recursos alternativos para implementao de uma poltica de desenvolvimento

    cientfico, tecnolgico, artstico e cultural; ? Aperfeioar o processo de gesto democrtica como condio bsica para identificar,

    implantar e/ou consolidar as interfaces dos projetos institucionais;

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    ? Consolidar sua credibilidade na sociedade pela formao de profissionais qualificados e com capacidade crtica para intervir no contexto poltico-cultural e scio-econmico e pelo atendimento s demandas cientficas, tecnolgicas, artsticas e culturais dos indivduos, dos grupos e das instituies governamentais e no governamentais; e

    ? Atender s demandas do processo de desenvolvimento da educao, da sade, da cincias agrrias, da cultura e dos negcios, ampliando o papel da Universidade no desenvolvimento social e econmico local e regional.

    6. Objetivos Institucionais ? Criar novos cursos de graduao e ps -graduao vinculando-os, quando possvel, ao

    desenvolvimento estadual; ? Implantar novas turmas nos cursos j existentes, particularmente no perodo noturno,

    visando ampliar a poltica de incluso; ? Ampliar e fortalecer os grupos de pesquisa de modo a incrementar a produo

    cientfica da UFAL; ? Consolidar e expandir os programas de extenso das unidades acadmicas,

    articulando-os s demandas sociais; ? Consolidar iniciativas de desenvolvimento cultural; ? Criar grupos de gesto e de execuo da expanso; ? Oportunizar com maior intensidade a incluso social por meio da ampliao do

    Campus Arapiraca e da implantao do Campus Delmiro Gouveia; ? Ampliar o quadro de docentes e de tcnicos -administrativos; ? Investir na qualificao dos tcnicos -administrativos e na preparao pedaggica

    docente; ? Ampliar a assistncia estudantil: nmero de bolsas, nmero de comensais e de

    residentes, assistncia mdico-odontolgica; ? Criar e implantar poltica de Desporto Universitrio; ? Criar ncleos de: assistncia pedaggica, assistncia psicolgica; ? Melhorar as condies de permannc ia dos discentes, principalmente daqueles que

    apresentam vulnerabilidade social e econmica; ? Ampliar a infra-estrutura fsica da Universidade; e ? Criar espaos coletivos de convivncia da comunidade universitria. 7. Projetos Institucionais Projetos Estruturantes: ? Reviso da rede eltrica do Campus Central (CACS) na parte coletiva e nas unidades.

    Na parte coletiva intenciona-se a reviso na alta tenso e a duplicao da tomada de energia com comutao automtica para evitar as faltas constantes no fornec imento de energia na regio. Nas unidades, pretende-se revisar as instalaes antigas, deficientes, cujas demandas cresceram e projetam-se maiores ainda;

    ? Concluso da rede de dados no Campus Central, com a distribuio de fibras ticas nas Unidades no contempladas na primeira fase (financiamento CT-Infra). Implementao de wireless no campus . Implementao do sistema voz sobre IP (VoIP);

    ? Expanso do sistema VoIP a todos os Campi; ? Pavimentao (em paraleleppedo) das vias do Campus Central; e ? Revitalizao na paisagem dos Campi, compreendendo servios em praas, jardins e

    estacionamentos; ? Implantao do Sistema Integrado de Informaes SIE;

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    ? Elaborao dos projetos pedaggicos e arquitetnicos do Campus do Serto (Delmiro Gouveia);

    ? Reformulao dos stios da instituio com nfase na criao dos portais de conhecimento (portal do servidor, portal do gestor e portal da comunidade);

    ? Implantao de um modelo de segurana integrada na UFAL, compreendendo a disponibilizao e instalao de equipamentos de captao, gerao, visualizao e gravao de imagens, controle de acesso de pessoas e veculos e sistema de alarme de intruso.

    Projetos de Uso Coletivo: ? Construo do Centro de Interesse Comunitrio: restaurante para todos, salas de

    seminrios, escritrios das associaes, Edufal, lanchonetes, banheiros e concha acstica no Campus A. C. Simes (CACS);

    ? Construo do Restaurante Universitrio no Campus Arapiraca; ? Construo do Centro de Eventos da UFAL (Teatro) CACS; ? Construo de blocos destinados Residncia Universitria CACS e no Interior; ? Construo de 8 (oito) quadras teladas e iluminadas nos Campi; ? Construo do Campus Delmiro Gouveia e Plo Santana do Ipanema; ? Construo de Blocos de Salas de Aula nos Campi; ? Construo de Blocos de Laboratrios nos Campi; e ? Aquisio de equipamentos e mobilirio. 8. Anlise Ambiental 8.1. Ambiente Externo 8.1.1. Oportunidades ? Reconhecimento da UFAL pelos governos: federal, estadual e municipal, pelas

    empresas e organizaes no-governamentais como parceiros para projetos de gerao e transferncia de tecnologia e melhoria da qualidade de vida individual e coletiva e proteo ao meio ambiente;

    ? Modernizao do Estado Brasileiro exigindo a reorganizao das Instituies Federais de Ensino Superior (IFES) pela vinculao dos recursos pblicos a padres de desempenho acadmico;

    ? Reordenamento da sociedade, demandando profissionais com novos perfis ocupacionais, exigindo maior qualificao dos recursos humanos;

    ? Ampliao das fronteiras do conhecimento por meio de aes permanentes de intercmbio e cooperao com outras Instituies de Educao Superior (IES);

    ? Captao de recursos extra-oramentrios junto a rgos de financiamento para execuo de projetos estratgicos institucionais;

    ? Formao de parcerias com o Governo Estadual nos Arranjos Produtivos Locais (APLs);

    ? Expanso do ensino superior nas IFES visando atender a demanda crescente pela formao superior, por meio da interiorizao da Instituio e pela oferta de cursos distncia; e

    ? Aproveitamento do Potencial do Xing para gerao e transferncia de Cincia e da Tecnologia.

  • Plano de Desenvolvimento Institucional 2008-2012 22

    8.1.2. Ameaas ? Descontinuidade administrativa nos rgos governamentais, a incerteza quanto s

    polticas educacionais, em especial as diretrizes, fontes de financiamento e normas de gesto das IFES;

    ? Surgimento de novas condies para a criao e transmisso de conhecimento, proporcionado pelos meios de comunicao de massa e pela Internet, de maneira a transcender os recursos das IFES;

    ? Discusso sobre a correspondncia entre a formao de profissionais qualificados e as demandas do mercado e da sociedade, gerada pela acelerao das inovaes tecnolgicas e sociais;

    ? Alocao limitada para programas de investimento (despesas de capital), acrescido da ausncia de autonomia de gesto administrativa , oramentria, financeira e contbil e dos bices na liberao dos crditos e dos recursos durante o exerccio;

    ? Falta de incentivo financeiro para viabilizar a contrapartida da UFAL em programas de parcerias com rgos governamentais e no governamentais, especialmente para implantao de infra-estrutura bsica (laboratrios, salas especiais, etc.);

    ? Fuga de quadros qualificados dos Programas de Ps -graduao Stricto Sensu para centros mais estruturados; e

    ? Perda de competitividade no financiamento s atividades de pesquisa e infra-estrutura, devido ao baixo nmero de pesquisadores com bolsa de produtividade.

    8.2. Ambiente Interno 8.2.1. Pontos Fortes ? Natureza pblica e gratuita da Universidade, detentora de uma fora de trabalho com

    alto nvel de escolaridade, trabalhando, na sua maioria em regime de tempo integral e dedicao exclusiva;

    ? Crescimento da oferta de Cursos de Ps-Graduao Stricto Sensu; ? Articulao da UFAL com os Municpios Alagoanos em funo da melhoria da

    qualidade do ensino e educao fundamental e mdia; ? Intercmbio acadmico-cientfico e artstico-cultural com IES e organismos

    Internacionais/Nacionais; ? Integrao Universidade/Empresa por meio de diversas iniciativas entre elas a

    incubadora de empresas e empresas juniores; ? Cursos de gradua o com conceito A (excelncia); ? Posio de referncia, a nvel estadual, em cincia, tecnologia e inovao; ? Credibilidade institucional; ? Oferta de educao distncia e gesto educacional; ? Articulao com os movimentos sociais; ? Contribuio com a defesa c ivil, por meio do radar meteorolgico; ? Atuao em desenvolvimento sustentvel e responsabilidade social atravs do

    Instituto do Bambu (Inbambu); ? Atuao na disseminao da cultura e memria alagoana, atravs do Museu Tho

    Brando, do Museu de Histria Natural e da Pinacoteca; ? Disponibilidade de um Hospital Escola (Hospital Universitrio), contribuindo

    efetivamente para a formao e capacitao de profissionais nas reas de sade e afins;

    ? Respeitabilidade na rea de sade e contribuio significativa para o fortalecimento do Sistema nico de Sade do Estado de Alagoas, atravs do atendimento nico e exclusivo a pacientes do SUS realizado pelo Hospital Universitrio;

    ? Atuao no ensino em cincias, atravs da Usina Cincias; ? Execuo de programas de extenso direcionados ao atendimento de demandas

    sociais;

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    ? Captao de recursos extra -oramentrios junto a parceiros para execuo de projetos institucionais especficos;

    ? Equipe docente dos Programas de Ps-graduao Stricto Sensu enxuta, que permite interao inter-unidades acadmicas e projetos multidisciplinares;

    ? Multiculturalidade do quadro docente dos Programas de Ps-graduao Stricto Sensu, com egressos de vrias regies do pas e exterior;

    ? Apoio institucional da gesto atual, que prioriza aes de pesquisa e ps-graduao; ? Apoio da Fundao de Amparo Pesquisa de Alagoas, particularmente quanto s

    bolsas de mestrado e doutorado; e ? cursos de ps -graduao sedimentados em jovens pesquisadores com expectativa de

    longa atividade acadmica. 8.2.2. Pontos Fracos ? Capacitao pedaggica dos docentes deficiente; ? Infra-estrutura - prdios, instalaes, mquinas, equipamentos e mobilirios -

    inadequados, insuficientes e, em muitos casos, obsoletos; ? Sucateamento tecnolgico; ? Recursos financeiros insuficientes para manter o acervo patrimonial (prdios,

    equipamentos, mobilirios) e tecnolgico (produo acadmica e cientfica) atualizados;

    ? Comunicao interna e externa inadequada, gerando desinformao, informaes parciais, desconhecimento dos compromissos, das aes em desenvolvimento, dos resultados esperados e dos produtos obtidos;

    ? Falta de viso da Universidade acerca das tendncias do mercado; ? No aproveitamento do potencial agropecurio; ? Reduzido nmero de patentes registradas; ? Sub-utilizao dos recursos existentes; ? Falta de compromisso institucional em algumas reas; ? Avaliao institucional falha; ? Sistema de controle e acompanhamento de servidores falho; ? M distribuio de servidores de algumas categorias funcionais; ? Baixa estima dos servidores e falta de um programa institucional de desenvolvimento

    de recursos humanos nos nveis gerenciais, tcnico e operacional especializado; ? Corporativismo na gesto de recursos humanos, financeiros e materiais, assim como o

    uso do espao fsico descomprometido com a viso global da Universidade, desvinculado do esforo com vistas ao atingimento dos compromissos cientficos, tecnolgico e scio-culturais da Instituio;

    ? Reduzido volume de recursos destinados ao desenvolvimento gerencial, cientfico e tecnolgico, captados para projetos especficos, geralmente voltados para atender as ofertas das agncias de financiamento;

    ? Reduzida gerao de recursos prprios, condicionada quase que exclusivamente a taxas do Processo Seletivo Seriado (PSS) e a alguns convnios e contratos;

    ? Carncia de determinao poltica de setores da comunidade universitria para busca de parcerias com vistas captao de recursos extra -oramentrios que contribuam com o desenvolvimento do ensino, da pesquisa, da extenso e com a insero da UFAL no processo de des envolvimento do Estado e da Regio;

    ? Baixa qualificao dos quadros docentes (apenas 50% tem doutorado); ? Infra-estrutura fsica deficiente para atender s demandas de pesquisa de alto nvel; ? Quadro de tcnicos especializados altamente defasado em nmero e qualificao; e ? Poucos pesquisadores com bolsa de produtividade DT ou PQ do CNPq.

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    PARTE III PROJETO PEDAGGICO INSTITUCIONAL

    O Projeto Pedaggico Institucional - PPI um documento que estabelece as polticas para o fazer acadmico fiel filosofia institucional enquanto que o Plano de Desenvolvimento Institucional - PDI o Instrumento que estabelece aes para dar cumprimento s polticas expressas no PPI. 1. Poltica e Princpios da Graduao

    Refletindo a concepo de que o conhecimento deve ser construdo atravs do questionamento sistemtico e critico da realidade, associado interveno inovadora dessa mesma realidade, a Universidade Federal de Alagoas UFAL busca, em consonncia com a LDB, com o Plano Nacional de Educao (Lei n. 10.172/2001) e com as Diretrizes Curriculares Nacionais (Parecer CNE/CES n. 67/2003), pontuar, em linhas gerais, os elementos fundamentais para uma nova poltica de Graduao para a UFAL.

    As orientaes das Diretrizes Curriculares Nacionais conferem aos cursos ampla autonomia na elaborao de seus projetos e evidenciam a inteno de garantir a flexibilidade, a criatividade e a responsabilidade das Instituies de Ensino Superior ao elaborarem suas propostas curriculares. Neste contexto, est em jogo a formao da competncia humana, vista na construo de novos paradigmas para a cidadania. Assim, a formao acadmica, que se pleiteia na UFAL, deve transcender o tradicional espao da sala de aula e articular-se com diferentes dimenses da realidade, instaurando, assim , novos papis para os envolvidos no processo de formao. 1.1 Projeto Pedaggico de Curso PPC

    A Universidade Federal de Alagoas compreende que cada Projeto Pedaggico nico, pois as competncias a serem construdas e as circunstncias de seu desenvolvimento constituem realidade nica e especifica. Entende o Projeto Pedaggico no como um instrumento tcnico-burocrtico, descontextualizado, estruturado em torno de definies curriculares tradicionais, e sim como instrumento bsico da gesto de ensino na graduao, como instrumento propulsor dos objetivos fundamentais do perfil profissional que se pretende construir. Portanto, sua elaborao exige uma reflexo acerca da concepo e das finalidades da educao e sua relao com a sociedade, bem como uma reflexo aprofundada sobre o tipo de indivduo que se quer formar e de mundo que se quer construir.

    Como instrumento de orientao para a administrao acadmica, o Projeto Pedaggico de Curso deve ser uma ao coletiva, reflexiva, que pressuponha rupturas com o institudo e ao mesmo tempo a valorizao da memria e da historia da instituio. mais do que a necessidade de responder a uma solicitao formal. a reflexo e a contnua expresso das idias sobre a Universidade e sua funo social, sobre o curso, sobre a pesquisa e sua relao com o ensino; sobre a extenso e sua relao com o currculo; e sobre as estratgias que iro promover a desejada articulao entre pesquisa, ensino e extenso.

    Neste contexto, o Projeto Pedaggico deve contemplar, com toda a clareza, a intencionalidade do curso, refletir sua imagem, criar sua identidade e delimitar o seu espao de autonomia, definidos e resultantes de um processo de discusso coletiva. Cada curso dever contemplar em seu Projeto Pedaggico o perfil do profissional desejado definindo, atravs dos contedos curriculares, suas competncias e habilitaes.

    Assim, o Projeto Pedaggico de cada curso deve ser adequado aos novos parmetros de aprendizagem e baseado, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais, nos princpios da articulao entre teoria e prtica, entre ensino, pesquisa e

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    extenso, da interdisciplinaridade e da flexibilidade curricular. O Projeto Pedaggico tem, assim, a dupla dimenso de ser orientador e condutor do presente e do futuro.

    Projetar um curso exige aes mais complexas do que a descrio de contedos bsicos e complementares em torno dos quais se organizam disciplinas, distribudas ao longo de um determinado perodo. Assim, o Projeto Pedaggico do curso, expresso dos compromissos de formao assumidos por um grupo, exige levantamento das condies institucionais e dos recursos necessrios para sua elaborao e conseqente implementao. O PPC exige reportar-se aos desafios do campo de conhecimento profissional e atribuio social da profisso; buscar, nas diversas dimenses curriculares, um novo papel para a ao docente; e exige buscar valores ticos e polticos fundamentais para o exerccio da cidadania, da democracia e da responsabilidade coletiva.

    Por fim, o Projeto Pedaggico do Curso de Graduao da UFAL exige preocupao com a inovao na organizao curricular, seja com relao incorporao dos avanos tecnolgicos, seja integralizao do curso ao perfil desejado do egresso e ao sistema educacional em sua totalidade. O Projeto Pedaggico do Curso de Graduao da UFAL deve buscar a formao de um profissional competente, socialmente crtico e responsveis pelos destinos de uma sociedade que se deseja justa, democrtica e auto -sustentvel. 1.2 Princpios Bsicos de Formao na Graduao

    Os Cursos de Graduao da UFAL podem ser oferecidos na modalidade presencial, distncia ou ainda utilizar mtodos de ensino no presencial na modalidade presencial. As orientaes das Diretrizes Curriculares Nacionais possibilitam uma organizao curricular com relativa flexibilidade em relao s transformaes cientficas e sociais; e com relao formao sintonizada com a realidade social. Princpio I - Articulao entre teoria e prtica

    A articulao entre teoria e prtica pode ser compreendida como um princpio de aprendizagem que se afasta da lgica positivista de produo do conhecimento e possibilita que os alunos se envolvam com problemas reais, tomem contato com seus diferentes aspectos e influenciem nas solues. Assim o aluno sai da simples condio de mero receptor de informaes e passa a sujeito da produo desse conhecimento.

    Sabe-se que, toda e qualquer prtica implica uma ao reflexiva, uma atividade de atuao consciente em que se delimitam planos de ao visando a determinados resultados. Deste modo, a prtica constitui uma das dimenses para a produo de conhecimentos, um exerccio atravs do qual o aluno poder teorizar e analisar sob a orientao de princpios tericos e metodolgicos o objeto de estudo.

    necessrio superar a concepo de que a prtica se limita ao estgio, que se restringe ao espao das prticas profissionais previstas para uma determinada rea. necessrio que o Projeto Pedaggico de cada curso adote, como respaldo primeiro, o conhecimento e a compreenso sobre o mundo contemporneo e o respeito misso da universidade a fim de que o educando alcance uma autonomia intelectual.

    Assim, a formao acadmica, em sentido lato, deve se preocupar com o desenvolvimento integral do ser humano de modo a garantir sua incluso na sociedade por meio do exerccio da cidadania. Isso significa conceber um Projeto em permanente construo para propiciar o desenvolvimento de aes planejadas que dem vida ao fazer pedaggico no mbito de cada curso de graduao. Princpio II Articulao entre ensino, pesquisa e extenso

    A articulao entre ensino, pesquisa e extenso que aqui se defende pressupe um projeto de formao cujas atividades curriculares transcendam a tradio das

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    disciplinas. A defesa da prtica como parte inerente, integrante e constituinte do questionamento sistemtico, crtico e criativo e, da pesquisa como atitude cotidiana, como principio cientifico e educativo, deve estar presente na prpria concepo de prtica educativa prevista na organizao do Projeto Pedaggico do curso.

    A capacidade de contemplar o processo de produo do conhecimento por meio da dimenso investigativa (pesquisa) e a abertura ao meio externo Universidade (extenso), estabelecida pelo Projeto Pedaggico de cada curso, ir oferecer uma nova referncia para a dinmica na relao professor-aluno e desenhar um novo contexto para o processo de ensino/aprendizagem. Princpio III Interdisciplinaridade

    A interdisciplinaridade no nega a existncia das disciplinas. Ao contrrio, ela deve ser compreendida enquanto estratgia conciliadora dos domnios prprios de cada rea com a necessidade de alianas entre eles no sentido de complementaridade e de cooperao para solucionar problemas, encontrando a melhor forma de responder aos desafios da complexidade da sociedade contempornea.

    A diversidade de componentes curriculares assume ento a caracterstica de viabilizar no apenas o projeto pedaggico especfico do curso, mas tambm sua dimenso tica, valor fundamental na construo da autonomia do aluno capaz de saber pensar de modo sistemtico e flexvel; ela implica, portanto, em rever, quando da construo do Projeto Pedaggico de cada curso, a linearidade e a hierarquizao na proposio das estruturas curriculares.

    Princpio IV Flexibilizao curricular

    A partir da realidade da Universidade Federal de Alagoas, o Projeto Pedaggico de cada curso, no exerccio de sua autonomia, dever prever, entre os componentes curriculares, tempo livre, amplo o suficiente para permitir ao aluno incorporar outras formas de aprendizagem e formao social.

    A flexibilizao curricular no se esgota na ampliao da oferta de disciplinas eletivas nem se reduz ao aumento ou reduo de carga horria de disciplinas ou de cursos, nem tampouco incluso de atividades complementares, ela se estende e se insere em toda a estruturao curricular, permitindo maior fluidez e dinamizao na vida acadmica. Ela exige que as mudanas na estrutura do currculo e na prtica pedaggica estejam em consonncia com os princpios e com as diretrizes do Projeto Pedaggico do Curso que dever prever o apoio s iniciativas que promovam a interface entre as diversas reas do conhecimento, buscando aproximar experincias e sujeitos oriundos dos diversos espaos intra e interinstitucionais. dentro desse esprito que na UFAL recomenda-se a criao de um espao interdisciplinar denominado Projetos Integradores que podem ser incorporados nos Projetos Pedaggicos dos Cursos, sendo nas Licenciaturas componente curricular obrigatrio segundo Resoluo elaborada pelo Colegiado dos Cursos de L icenciatura e aprovado pelo CONSUNI.

    A flexibilizao curricular pressupe, sobretudo, a reviso criteriosa da necessidade ou no de pr-requisitos em cada estruturao curricular, considerando a possibilidade de o aluno organizar o seu currculo com maior autonomia, de o aluno buscar a prpria direo de seu processo formativo.

    A flexibilizao curricular poder ser operacionalizada em diferentes nveis: pelo arejamento do currculo; pelo respeito individualidade no percurso de formao; pela utilizao da modalidade do ensino distncia; pela incorporao de experincias extracurriculares creditadas na formao; pela adoo de formas diferenciadas de organizao curricular; pela flexibilizao das aes didtico-pedaggicas e pelo chamado programa de mobilidade ou intercmbio estudantil.

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    1.3 Estgios Curriculares A importncia do estgio acadmico na formao profissional, preconizada ao

    longo deste PPI, embora possa parecer conseqncia natural, merece algumas consideraes dentro da perspectiva do Projeto Pedaggico.

    O reconhecimento da realidade social do mundo produtivo e das relaes sociais elemento fundamental para a construo de Projetos Pedaggicos adequados aos novos parmetros de aprendizagem e baseados nos princpios da articulao entre teoria e prtica; e entre ensino, pesquisa e extenso. No entanto, importante ressaltar que preparar o aluno para o mundo do trabalho no significa restringir a sua formao s demandas do mercado.

    O estgio acadmico no pode ser considerado um momento pontual da formao, um complemento da formao profissional ou uma atividade de terminalidade do curso. Ele deve ser entendido como um componente integrante do curso, na sua totalidade, constitudo e constituinte das dimenses do ensino, da pesquisa e da extenso. um espao poltico-pedaggico privilegiado de construo da prxis. Ele possibilita a insero do estudante no mundo laboral e na prtica social, estimulando a reflexo crtica e a criatividade, a construo do conhecimento sobre a realidade social e a sensibilizao do aluno para o atendimento das demandas sociais.

    Logo, o projeto Pedaggico do curso dever se responsabilizar para que o estgio curricular (obrigatrio ou no obrigatrio) represente uma autntica atividade pedaggica planejada e supervisionada, uma experincia permanente de aprendizado desde as fases iniciais do processo de formao profissional. o projeto Pedaggico do curso que dever definir a organizao e a orientao do estgio acadmico, bem como estabelecer sua forma de insero na programao curricular de modo a favorecer a formao da competncia cientfica e tcnica, a compreenso da perspectiva poltica da profisso e a formao da postura tica profissional. 1.4 Trabalho de Concluso de Curso (TCC)

    O Trabalho de Concluso de Curso (TCC) deve exigir do aluno demonstrao de sua capacidade criativa e habilidade na aplicao dos aspectos tcnicos, prticos e pedaggicos do curso. A carga horria do TCC constar do Projeto Pedaggico de cada Curso.

    1.5 Elementos Estruturais dos Projetos Pedaggicos dos Cursos de Graduao

    O ordenamento curricular de cada curso de graduao poder expressar-se por eixos, disciplinas, competncias e objetivos desde que atuem em consonncia com os Princpios das Diretrizes Curriculares Nacionais. Assim, o Projeto Pedaggico de cada Curso de Graduao, alm da clara concepo do curso em questo, com suas peculiaridades, seu currculo pleno e sua operacionalizao, dever abranger, sem prejuzo de outros, os seguintes elementos estruturais: ? Concepo e objetivos gerais do curso, contextualizadas em relao s suas

    inseres institucional, poltica, geogrfica e social; ? Condies objetivas de oferta e a vocao do curso; ? Cargas horrias das atividades didticas e da integralizao do curso; ? Formas de realizao da interdisciplinaridade; ? Modos da integrao entre teoria e prtica; ? Formas de avaliao do ensino e da aprendizagem; ? Modos da Integrao entre graduao e ps -graduao, quando houver; ? Incentivo pesquisa e extenso, como necessrio prolongamento da atividade de

    ensino e como instrumento para a iniciao cientfica;

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    ? Concepo e composio das atividades de estgio curricular supervisionado, suas diferentes formas e condies de realizao; e

    ? Concepo e composio das atividades complementares; e, incluso obrigatria do Trabalho de Curso.

    1.6 Avaliao

    A avaliao um fator de gesto no sentido de possibilitar correes, reorientar prticas pedaggicas, refletir sobre os projetos pedaggicos, delimitar os obstculos administrativos. Deste modo, ela precisa estar definida, de forma clara e objetiva, no Projeto Pedaggico que, dever prever tempo amplo para o processo de auto-avaliao pedaggica.

    A avaliao um mecanismo que contribui para as respostas dadas s demandas da sociedade e da comunidade cientfica e deve ser entendida, como um processo amplo e co-participativo, respeitando os critrios estabelecidos no regulamento geral dos cursos de graduao. O acompanhamento e a avaliao do processo ensino-aprendizagem devero estar em consonncia com a prpria dinmica curricular. A avaliao , portanto, uma atitude de responsabilidade da instituio, dos professores e dos alunos acerca do processo formativo.

    A avaliao que aqui se prope no uma atividade puramente tcnica, ela deve ser processual e formativa; e, manter coerncia com todos os aspectos do planejamento e execuo do Projeto Pedaggico do curso. Ela transcende a concepo de avaliao da aprendizagem e deve ser integrada ao PPC, como dado que interfira consistentemente na ao pedaggica do curso, de maneira que garanta a flexibilizao curricular e que permita a adequao do desenvolvimento acadmico realidade na qual se insere a UFAL.

    A avaliao requer, portanto, por parte de todos os atores envolvidos com o processo educacional, uma permanente aferio avaliativa do Projeto Pedaggico em relao aos fins pr -constitudos, s metas e s aes definidas. Assim, a avaliao deve ser percebida como movimento de reflexo sobre os constitutivos do processo de ensino-aprendizagem, do plano poltico-pedaggico e das atividades curriculares. 2. Poltica e Princpios da Ps-Graduao e da Pesquisa 2.1 Ps-Graduao Stricto Sensu

    O sistema de ps-graduao da Universidade Federal de Alagoas atualmente formado por 18 (dezoito) Programas de Ps -Graduao que abrigam 18 (dezoito) mestrados e 03 (trs) doutorados. Trata-se de um sistema ainda muito jovem que cresceu espontaneamente, a partir do amadurecimento de grupos de pesquisadores da instituio voltados para certas temticas de pesquisa em diversas reas do conhecimento.

    Pretende-se, aqui, reunir um conjunto de intencionalidades e princpios que podero servir como balizadores na lgica de funcionamento e expanso do sistema de ps-graduao, pesquisa e inovao da UFAL.

    A construo de cada um dos programas atualmente existentes seguiu os parmetros estabelecidos pelas comisses de rea da CAPES que prevem em seus documentos rec omendaes gerais, tanto para a elaborao de propostas novas quanto para a correo de rumos e avanos de qualidade e atuao dos programas em andamento. Os elementos norteadores, para futuros projetos de Programas de Ps -Graduao, assim como para a evoluo da qualidade dos j existentes, podem ser hauridos dos documentos de reas freqentemente atualizados pelos comits de avaliao da CAPES. Esses programas devem, sobretudo, nascer de ncleos de pesquisa com produo cientfica considervel que apresentem propostas em concernncia com o plano de desenvolvimento da instituio.

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    As teorias pedaggicas subjacentes a cada proposta devem representar a vocao do grupo de pesquisadores interessados em montar um novo programa, sem descurar a existncia de um sistema de graduao. Isso no significa dizer que a cada curso de graduao deva corresponder um curso de ps-graduao, mas que o sistema de Ps -Graduao no deve existir como um nvel totalmente independente, cujas aes no possam resultar em benefcios para o desenvolvimento da prpria graduao.

    A articulao entre esses dois nveis graduao e ps-graduao deve ser amplamente considerada no momento da criao dos cursos de Ps-Graduao, que devem perceber o sistema universitrio como um todo interligado. Inovaes tericas e metodologias originais e criativas, que visem melhoria dessa articulao, so recomendveis no apenas para os novos Programas de Ps-Graduao, mas tambm para aqueles j consolidados. Conquanto seja reconhecvel a contribuio de programas de bolsa no nvel de graduao (PET, PIBIC) para a interao dos dois nveis, importante que os programas avancem em descobertas de novas possibilidades de integrao. , portanto, recomendvel que as novas propostas incluam no bojo de seus projetos uma forte articulao entre esses dois nveis da formao superior, de modo a evitar uma clivagem negativa entre docentes-prticos e uma elite de pesquisadores, atuantes exclusivos na ps -graduao.

    desejvel, ainda, que os Programas atentem para a existncia da Extenso. Os grupos de Pesquisa que formam os programas devem diversifica