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REGIMENTO INTERNO

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Regimento Interno do TJCE

O Tribunal de Justia do Estado do Cear, no uso das atribuies conferidas pelo art. 125 e da Constituio Federal, art. 108 e seguintes da Constituio do Estado do Cear e art. 33 da Lei Estadual n 12.342, de 28 de julho de 1994, resolve aprovar o seguinte Regimento Interno:

Atualizado at o Assento Regimental n 40, de 15 de setembro de 2011, publicado em 21 de setembro de 2011.

Art. 1. Este Regimento estabelece a composio e a competncia dos rgos julgadores e de direo do Tribunal de Justia do Estado do Cear, regula o processo e o julgamento dos feitos de sua competncia e disciplina os seus servios.

PARTE IDA COMPOSIO, ORGANIZAO E COMPETNCIA

Captulo IDA COMPOSIO E ORGANIZAO

Art. 2. O Tribunal de Justia do Estado do Cear, composto de quarenta e trs Desembargadores, escolhidos na forma do art. 94 da Constituio Federal, tem sede na Capital e jurisdio em todo o territrio respectivo1.

Art. 2. O Tribunal de Justia do Estado do Cear, composto de vinte e um Desembargadores, escolhidos na forma do art. 94 da Constituio Federal, tem sede na Capital e jurisdio em todo o territrio respectivo.

Art. 3. Trs Desembargadores ocuparo, respectivamente,

1A Composio do Tribunal de Justia foi alterada para 43 Desembargadores, com a criao de 16 cargos de desembargador, pela Lei Estadual n 14.407, de 15 de julho de 2009.

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os cargos de Presidente do Tribunal, Vice-Presidente e Corregedor-Geral da Justia.

Art. 4. O Tribunal de Justia do Estado do Cear tem como rgos julgadores:

I - o Tribunal Pleno;II - o rgo Especial;III - as Cmaras Cveis Reunidas;IV - as Cmaras Criminais Reunidas;V - a Primeira, a Segunda, a Terceira, a Quarta, a Quinta, a

Sexta, a Stima e a Oitava Cmaras Cveis Isoladas;VI - a Primeira e a Segunda Cmaras Criminais Isoladas;VII - o Conselho da Magistratura.Pargrafo nico. Ao Tribunal de Justia caber o tratamento

de egrgio Tribunal; ao rgo Especial, o de egrgio rgo Especial; e a qualquer de suas Cmaras, o de egrgia Cmara. Os Desembargadores recebero o tratamento de Excelncia, conservando o ttulo e as honras correspondentes, mesmo aps a aposentadoria. (Redao modificada pelo Assento Regimental n 36, de 05 de maio de 2011, publicado em 13 de maio de 2011)

Art. 4. O Tribunal de Justia do Estado do Cear tem como rgos julgadores:

I - Tribunal Pleno;II - Cmaras Cveis Reunidas;III -Cmaras Criminais Reunidas;IV - Primeira, Segunda, Terceira, Quarta, Quinta, Sexta,

Stima e Oitava Cmaras Cveis Isoladas;(Redao dada pelo Assento Regimental n 34, de 13 de janeiro de 2011 Pub. em 14.01.2011)

IV - Primeira, Segunda e Terceira Cmaras Cveis Isoladas;IV - Primeira, Segunda, Terceira, Quarta, Quinta e Sexta

Cmaras Cveis Isoladas;(Redao dada pelo Assento Regimental n 31, de 01 de outubro de 2009 Pub. em 01.10.2009)

V - Primeira e Segunda Cmaras Criminais Isoladas;VI - Conselho da Magistratura.

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Art. 5. O Tribunal Pleno composto pela totalidade dos membros da Corte, cabendo a direo dos trabalhos ao Presidente do Tribunal. O rgo Especial constitudo por dezenove (19) Desembargadores, cujas vagas so preenchidas nos termos do art. 6 deste Regimento, cabendo a direo dos trabalhos ao Presidente do Tribunal. As Cmaras Cveis e as Cmaras Criminais Reunidas sero formadas pela reunio de todos os membros das Cmaras Cveis e das Cmaras Criminais Isoladas, respectivamente. O Conselho da Magistratura compor-se- do Presidente do Tribunal, do Vice-Presidente, do Corregedor Geral da Justia, do Ouvidor Geral da Justia, do Decano do Tribunal de Justia e de mais quatro (04) Desembargadores: dois escolhidos entre os membros das Cmaras Cveis e os outros dois entre os membros das Cmaras Criminais. (Redao modificada pelo Assento Regimental n 36, de 05 de maio de 2011, publicado em 13 de maio de 2011)

Art. 5. O Tribunal Pleno composto pela totalidade dos membros da Corte, cabendo a direo dos trabalhos o Presidente do Tribunal. As Cmaras Cveis e as Cmaras Criminais Isoladas sero constitudas de quatro Desembargadores, cada uma. As Cmaras Cveis e as Cmaras Criminais Reunidas sero formadas pela reunio de todos os membros das Cmaras Cveis e das Cmaras Criminais Isoladas, respectivamente. O Conselho da Magistratura compor-se- do Presidente do Tribunal, do Vice-Presidente, do Corregedor-Geral e de mais quatro Desembargadores: dois escolhidos entre os membros das Cmaras Cveis e outros dois entre os membros das Cmaras Criminais, sendo proibida a escolha de mais de um membro de cada Cmara Cvel ou Criminal.

1. A Presidncia de cada Cmara Isolada caber ao Desembargador de maior antiguidade entre os que a compem. A Presidncia das Cmaras Cveis Reunidas e Criminais Reunidas ser exercida pelo respectivo Desembargador mais antigo.

2. O Presidente do Tribunal dirigir os trabalhos do Conselho da Magistratura, que contar ainda com quatro suplentes dos Conselheiros, que os substituiro em suas faltas, licenas ou impedimentos.

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Art. 6. O rgo Especial, funcionando no exerccio delegado das atribuies administrativas e jurisdicionais da competncia originria do Tribunal Pleno, constitudo por dezenove (19) Desembargadores, sendo quatro originrios da representao prevista no art. 94 da Constituio Federal, mantida a alternncia, provendo-se dez vagas pelo critrio de antiguidade no Tribunal de Justia e nove por eleio pelo Tribunal Pleno (Redao do artigo dada pelo Assento Regimental n 36, de 05 de maio de 2011, publicado em 13 de maio de 2011)

1. O Presidente do Tribunal, o Vice-Presidente e o Corregedor-Geral da Justia, na condio de membros natos, comporo o rgo Especial:

a) em vaga na seo da antiguidade, quando a titularem por direito prprio;

b) em vaga de titular na seo da metade eleita, quando ainda no puderem integr-lo por direito prprio antiguidade;

2. Para fins de composio das sees da antiguidade e de eleio do rgo Especial, todos os Desembargadores mantero a sua classe de origem no Tribunal de Justia, classificando-se, individualmente, como:

a) magistrado de carreira;b) magistrado oriundo do Ministrio Pblico;c) magistrado oriundo da advocacia. 3. As vagas da seo de antiguidade do rgo Especial

sero providas mediante ato de efetivao do Presidente do Tribunal, pelos dez membros mais antigos do Tribunal Pleno, conforme ordem decrescente de antiguidade, nas classes a que pertencerem, observando-se os mesmos critrios nas hipteses de afastamento e impedimento.

4. A eleio da metade do rgo Especial de que trata a parte final do inciso XI do art. 93 da Constituio Federal ser realizada em sesso pblica, por votao secreta, entre os membros do Tribunal Pleno, convocado especialmente para tal finalidade, sendo inadmitida a recusa do encargo, salvo manifestao expressa antes da eleio.

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5. Devero ser sufragados tantos nomes quantas sejam as vagas eletivas, observado o disposto no 1 deste artigo, fixando-se os membros titulares eleitos e o correspondente nmero de suplentes pela ordem decrescente dos votos individualmente obtidos.

6. Ser considerado eleito o candidato que obtiver, no mnimo, maioria simples dos votos dos membros integrantes do Tribunal Pleno, prevalecendo, no caso de empate, o candidato mais antigo no Tribunal e, persistindo o empate, o mais antigo na carreira.

7. Sero considerados suplentes, para igual perodo de dois anos, os Desembargadores que no obtiveram votao suficiente para serem eleitos, na ordem decrescente da votao obtida.

8. O mandato dos membros eleitos ter durao de dois anos, admitida uma reconduo, sendo inelegvel o Desembargador que tiver exercido por quatro anos a funo de membro eleito do rgo Especial, at que se esgotem todos os nomes.

9. O disposto no pargrafo anterior no se aplica ao Desembargador que tenha exercido mandato na qualidade de convocado por perodo igual ou inferior a seis meses.

10. A substituio na seo de antiguidade ser efetivada, mediante convocao do Presidente, inadmitida a recusa, pelo Desembargador mais antigo na ordem decrescente de antiguidade, observada a classe de origem, e que no esteja integrando, em carter efetivo, a parte eleita.

11. A substituio na seo dos eleitos ser efetivada, mediante ato do Presidente, pelos Desembargadores suplentes, observada a classe de origem, na ordem decrescente das respectivas votaes.

12. Quando, no curso do mandato, um membro eleito do rgo Especial passar a integr-lo pelo critrio da antiguidade, ser declarada a vacncia do cargo eletivo, convocando o Presidente, incontinenti, nova eleio para o preenchimento da vaga.

13. Para os fins previstos no caput deste artigo, a soma dos membros representativos de ambas as classes nominadas no art. 94 da Constituio Federal, abrangendo as sees da antiguidade e de

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eleio, no poder exceder, em nenhuma hiptese, as quatro vagas que lhes correspondem no rgo Especial, o qual, para este efeito fracionrio, considerado uno e incindvel pela totalidade dos seus membros.

14. A eleio dos membros de que trata o pargrafo anterior dever obedecer s seguintes regras:

a) na data prevista para realizao das eleies prescritas no 4 deste artigo, o Presidente do Tribunal determinar a apurao do nmero de Desembargadores que, oriundos do Ministrio Pblico e da advocacia, respectivamente, integrem o rgo Especial na seo da antiguidade, a fim de que seja destacada, para eleio em separado pelo Tribunal Pleno, no corpo da cdula nica de votao relativa seo da metade eleita, a nominata dos candidatos que concorrero, em cada uma destas classes, s vagas eletivas residuais que eventualmente lhes competirem e correspondente