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Relatório Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão LISBOA AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS Área Territorial de Inspeção do Sul 2016 2017

Relatório Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de ......Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão L– ISBOA CONSTITUIÇÃO DO AGRUPAMENTO Jardins de Infância e Escolas

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  • Relatório

    Agrupamento de Escolas

    Padre Bartolomeu de Gusmão

    LISBOA

    AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

    Área Territorial de Inspeção

    do Sul

    2016 2017

  • Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão – LISBOA

    CONSTITUIÇÃO DO AGRUPAMENTO

    Jardins de Infância e Escolas EPE 1.º CEB 2.º CEB 3.º CEB SEC

    Escola Básica e Secundária Josefa de Óbidos, Lisboa • • •

    Escola Básica Engenheiro Ressano Garcia, Lisboa • •

    Escola Básica Rainha Santa Isabel, Lisboa • •

    Escola Básica n.º 72 de Lisboa •

  • Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão – LISBOA

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    1 – INTRODUÇÃO

    A Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro, aprovou o sistema de avaliação dos estabelecimentos de educação

    pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, definindo orientações gerais para a autoavaliação e para a

    avaliação externa. Neste âmbito, foi desenvolvido, desde 2006, um programa nacional de avaliação dos

    jardins de infância e das escolas básicas e secundárias públicas, tendo-se cumprido o primeiro ciclo de

    avaliação em junho de 2011.

    A então Inspeção-Geral da Educação foi

    incumbida de dar continuidade ao programa de

    avaliação externa das escolas, na sequência da

    proposta de modelo para um novo ciclo de

    avaliação externa, apresentada pelo Grupo de

    Trabalho (Despacho n.º 4150/2011, de 4 de

    março). Assim, apoiando-se no modelo construído

    e na experimentação realizada em doze escolas e

    agrupamentos de escolas, a Inspeção-Geral da

    Educação e Ciência (IGEC) está a desenvolver

    esta atividade consignada como sua competência

    no Decreto Regulamentar n.º 15/2012, de 27 de

    janeiro.

    O presente relatório expressa os resultados da

    avaliação externa do Agrupamento de Escolas

    Padre Bartolomeu de Gusmão – Lisboa,

    realizada pela equipa de avaliação, na sequência

    da visita efetuada entre 30 de janeiro e 2 de

    fevereiro de 2017. As conclusões decorrem da

    análise dos documentos fundamentais do

    Agrupamento, em especial da sua autoavaliação,

    dos indicadores de sucesso académico dos alunos,

    das respostas aos questionários de satisfação da

    comunidade e da realização de entrevistas.

    Espera-se que o processo de avaliação externa

    fomente e consolide a autoavaliação e resulte

    numa oportunidade de melhoria para o

    Agrupamento, constituindo este documento um

    instrumento de reflexão e de debate. De facto, ao

    identificar pontos fortes e áreas de melhoria,

    este relatório oferece elementos para a

    construção ou o aperfeiçoamento de planos de

    ação para a melhoria e de desenvolvimento de

    cada escola, em articulação com a administração

    educativa e com a comunidade em que se insere.

    A equipa de avaliação externa visitou as quatro

    escolas que constituem o Agrupamento.

    A equipa regista a atitude de empenhamento e de mobilização do Agrupamento, bem como a colaboração

    demonstrada pelas pessoas com quem interagiu na preparação e no decurso da avaliação.

    ESCALA DE AVALIAÇÃO

    Níveis de classificação dos três domínios

    EXCELENTE – A ação da escola tem produzido um impacto

    consistente e muito acima dos valores esperados na melhoria

    das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos

    respetivos percursos escolares. Os pontos fortes predominam

    na totalidade dos campos em análise, em resultado de

    práticas organizacionais consolidadas, generalizadas e

    eficazes. A escola distingue-se pelas práticas exemplares em

    campos relevantes.

    MUITO BOM – A ação da escola tem produzido um impacto

    consistente e acima dos valores esperados na melhoria das

    aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos

    percursos escolares. Os pontos fortes predominam na

    totalidade dos campos em análise, em resultado de práticas

    organizacionais generalizadas e eficazes.

    BOM – A ação da escola tem produzido um impacto em linha

    com os valores esperados na melhoria das aprendizagens e

    dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos

    escolares. A escola apresenta uma maioria de pontos fortes

    nos campos em análise, em resultado de práticas

    organizacionais eficazes.

    SUFICIENTE – A ação da escola tem produzido um impacto

    aquém dos valores esperados na melhoria das aprendizagens

    e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos

    escolares. As ações de aperfeiçoamento são pouco

    consistentes ao longo do tempo e envolvem áreas limitadas

    da escola.

    INSUFICIENTE – A ação da escola tem produzido um impacto

    muito aquém dos valores esperados na melhoria das

    aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos

    percursos escolares. Os pontos fracos sobrepõem-se aos

    pontos fortes na generalidade dos campos em análise. A

    escola não revela uma prática coerente, positiva e coesa.

    O relatório do Agrupamento apresentado no âmbito da

    Avaliação Externa das Escolas 2016-2017 está disponível na página da IGEC.

    http://www.ige.min-edu.pt/upload/Legisla%E7%E3o/Lei_31_2002.pdfhttp://dre.pt/pdf2sdip/2011/03/045000000/1077210773.pdfhttp://www.ige.min-edu.pt/upload/Legislação/Decreto_Regulamentar_15_2012.pdfhttp://www.ige.min-edu.pt/content_01.asp?BtreeID=03/01&treeID=03/01/03/00&auxID=

  • Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão – LISBOA

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    2 – CARACTERIZAÇÃO DO AGRUPAMENTO

    O Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão foi constituído em 1999, situa-se na cidade de

    Lisboa e abrange as freguesias de Campo de Ourique e da Estrela. É constituído pelas quatro escolas

    anteriormente identificadas e encontra-se atualmente sediado na Escola Básica e Secundária Josefa de

    Óbidos. Foi avaliado, em maio de 2010, no âmbito do primeiro ciclo de avaliação externa das escolas.

    No ano letivo de 2016-2017, o Agrupamento é frequentado por 1733 crianças, alunos e formandos: 110

    na educação pré-escolar (cinco grupos); 614 no 1.º ciclo do ensino básico (26 turmas); 366 no 2.º ciclo (14

    turmas), 464 no 3.º ciclo (442 no ensino regular – 19 turmas; 22 no curso de educação e formação – uma

    turma), 172 no ensino secundário (158 nos cursos científico-humanísticos – 10 turmas; 14 num curso

    profissional – uma turma). Estão ainda matriculados cinco alunos no 1.º ciclo e dois no 3.º ciclo na

    modalidade de ensino doméstico.

    O Agrupamento oferece o ensino especializado da música, em regime articulado, a alunos do ensino

    básico (duas turmas do 2.º ciclo e três do 3.º ciclo). Dispõe de duas unidades de apoio especializado para

    a educação de alunos com multideficiência e surdocegueira congénita e de duas unidades de ensino

    estruturado para a educação de alunos com perturbações do espectro do autismo, dando uma resposta

    educativa especializada, ao longo de todo o percurso escolar, para os que apresentam as problemáticas

    referidas.

    Da população global de crianças e alunos, são oriundos de outros países 4,8%, designadamente do Brasil

    e Cabo-Verde e não beneficiam de auxílio económico da ação social escolar 65%. No que respeita às

    habilitações académicas dos pais e das mães dos alunos do ensino básico, 30% têm formação superior e

    23% de nível secundário, sendo estas percentagens de 23% e 29%, respetivamente, entre os do ensino

    secundário. Quanto à sua ocupação profissional, 29,6% no ensino básico e 35,5% no ensino secundário

    exercem atividades de nível superior ou intermédio.

    A prestação do serviço educativo é assegurada por 156 docentes, dos quais 82,7% pertencem aos

    quadros. As funções não docentes são desempenhadas por 54 trabalhadores, sendo 44 assistentes

    operacionais, 9 assistentes técnicos e uma técnica superior (psicóloga). Destaca-se a percentagem de

    profissionais (docentes e não docentes) cuja faixa etária se inscreve no intervalo dos 40 aos 60 anos e

    cuja antiguidade é superior a 10 anos de tempo de serviço.

    De acordo com os dados disponibilizados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência,

    referentes ao ano letivo de 2014-2015, quando comparado com as outras escolas públicas, o

    Agrupamento, embora não seja dos mais favorecidos, apresenta valores das variáveis de contexto

    bastante favoráveis, nomeadamente no que respeita à idade média dos alunos no 4.º ano de

    escolaridade, à média do número de alunos por turma no 12.º ano, à percentagem de raparigas e à

    percentagem de alunos que não beneficiam de auxílios económicos no 4.º, no 6.º e no 9.º ano e à média do

    número de anos da habilitação dos pais e das mães.

    3 – AVALIAÇÃO POR DOMÍNIO

    Considerando os campos de análise dos três domínios do quadro de referência da avaliação externa e

    tendo por base as entrevistas e a análise documental e estatística realizada, a equipa de avaliação

    formula as seguintes apreciações:

  • Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão – LISBOA

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    3.1 – RESULTADOS

    RESULTADOS ACADÉMICOS

    As atividades realizadas na educação pré-escolar, na promoção às aprendizagens significativas, têm por

    base as áreas de conteúdo das orientações curriculares com a aplicação de metodologias ativas e de

    diferenciação pedagógica. Todavia, não está ainda generalizada a utilização de registos de observação e

    informação que conduza à reformulação da ação educativa e fundamente uma avaliação para as

    aprendizagens.

    No ano letivo de 2014-2015, são de salientar os resultados da avaliação externa a português e a

    matemática nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e no secundário, bem como a taxa de conclusão do 6.º ano

    de escolaridade, que se encontram acima dos valores esperados, quando comparados com os das escolas

    com variáveis de contexto análogo. São também de registar os resultados da avaliação externa em

    matemática do 4.º ano e em história do 12.º ano, que estão em linha com os valores esperados. Contudo,

    situam-se aquém do esperado os resultados nas provas de avaliação externa em português do 4.º ano e

    as taxas de conclusão dos 4.º, 9.º e 12.º anos.

    Em termos de evolução, ao longo do triénio de 2012-2013 a 2014-2015, é de realçar a tendência de

    melhoria nos resultados observados na avaliação externa a português dos 6.º e 12.º anos e a matemática

    dos 6.º e 9.º anos. Todavia, os resultados na avaliação externa a português e na taxa de conclusão do 4.º

    ano mostram uma tendência de agravamento.

    Os resultados observados situam-se globalmente em linha com os valores esperados, determinados para

    o triénio em análise, o que mostra a possibilidade de melhoria e de maior sustentabilidade da ação

    educativa, tendo em conta que o Agrupamento apresenta valores das variáveis de contexto favoráveis.

    No triénio de 2013-2014 a 2015-2016, as taxas de sucesso dos cursos de educação e formação e dos

    vocacionais foram de 94%, 82% e 100%. Os dois cursos profissionais de Técnico de Vendas, cujos ciclos

    de formação foram concluídos no referido triénio, apresentam taxas de conclusão baixas (29% e 42%).

    A análise e a reflexão sistemáticas sobre os resultados académicos são realizadas em sede do conselho

    pedagógico, dos departamentos curriculares, dos grupos disciplinares e dos conselhos de docentes e de

    turma, com vista à implementação de medidas de promoção do sucesso escolar. A reflexão sobre os

    resultados mais centrada na identificação das causas de insucesso intrínsecas aos processos de ensino e

    de aprendizagem, e menos em fatores extrínsecos, poderá permitir a conceção de estratégias de

    melhoria mais eficazes.

    É de salientar, com base na informação disponibilizada pelo Agrupamento, a inexistência de abandono

    escolar no último triénio.

    RESULTADOS SOCIAIS

    O desenvolvimento cívico e a aprendizagem para a cidadania democrática têm sido fomentados, da

    educação pré-escolar ao ensino secundário, com a divulgação e o cumprimento das regras de conduta e

    de convivência, na área de conteúdo da formação pessoal e social (de forma integrada e transversal) e na

    disciplina de educação para a cidadania. A esta tem sido dada uma atenção especial no que respeita ao

    seu planeamento, integrando, ao longo dos 2.º e 3.º ciclos, temas por ano de escolaridade ligados à

    identidade e à democracia e às diferentes dimensões (humana, política e ambiental, entre outras).

    É de salientar a valorização da interação entre gerações, como forma de promover a formação pessoal e

    social de crianças e de alunos, com o seu envolvimento na realização de atividades em lares de idosos,

    com o apoio da Associação Resgate. No mesmo sentido, o currículo é contextualizado com atividades e

  • Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão – LISBOA

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    projetos variados, de que são exemplos Estórias Pintadas, Histórias Encenadas para a Infância, Escola

    a Escola Pró Ambiente, Escola Ciência Viva e Geração Soma.

    As crianças e os alunos participam em ações de solidariedade, como são exemplo a recolha de alimentos,

    roupas e brinquedos a favor de famílias carenciadas da sociedade local. Porém, este envolvimento não

    está generalizado, pelo que importa estimular a participação dos alunos através da assembleia de

    delegados de turma e da constituição de uma associação de estudantes, de forma a discutirem assuntos

    do seu interesse e da vida da escola e a realizarem atividades da sua iniciativa, principalmente de cariz

    solidário e de voluntariado, potenciando a assunção de responsabilidades, a autonomia e o

    desenvolvimento do sentido crítico. Deste modo, foi superado parcialmente o ponto fraco referido na

    avaliação externa anterior: “A ausência de auscultação e de incentivo à participação dos alunos na vida

    escolar”.

    O trabalho efetuado pelos diretores de turma e pelos professores tutores em articulação com a equipa

    multidisciplinar tem tido alguns efeitos positivos na dissuasão de comportamentos perturbadores das

    aprendizagens, em particular nos casos em que é aplicada a medida de ordem de saída dos alunos da

    sala de aula, com o seu encaminhamento para a sala de estudo informal. Contudo, a tipificação das

    ocorrências de indisciplina, especialmente nos 2.º e 3.º ciclos, permitiria a análise e a reflexão sobre as

    metodologias utilizadas ao nível dos processos de ensino e de aprendizagem para uma intervenção mais

    eficaz. Assim, foi superado parcialmente o ponto fraco referido na avaliação externa anterior: “A

    inexistência de acompanhamento e monitorização dos casos de indisciplina existentes e a sua evolução”

    A oferta das modalidades de Desporto Escolar, designadamente voleibol e boccia, bem como remo e vela

    (com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa), promove nos alunos valores associados a uma cidadania

    ativa, com repercussões positivas na sua motivação e inclusão escolares.

    O trabalho desenvolvido no âmbito do Programa de Apoio à Promoção e Educação para a Saúde, em

    articulação com o Agrupamento de Centros de Saúde Lisboa Ocidental e Oeiras, tem abordado

    temáticas muito relevantes para a prevenção de comportamentos de risco e para a divulgação de hábitos

    e estilos de vida saudáveis, como por exemplo, diabetes, tabagismo, alimentação, primeiros socorros,

    higiene corporal e saúde oral.

    É realizado o acompanhamento do percurso dos alunos que concluem os cursos profissionais, o que

    permite conhecer as respetivas taxas de empregabilidade e o impacto das aprendizagens para melhorar

    estes cursos. Todavia, não está implementado um procedimento sistemático de seguimento dos alunos

    após a escolaridade, que poderia contribuir, de forma mais abrangente, para uma melhoria da prestação

    do serviço educativo.

    RECONHECIMENTO DA COMUNIDADE

    No âmbito da presente avaliação externa e em resposta aos questionários aplicados à comunidade

    educativa, a satisfação de alunos, pais e encarregados de educação e trabalhadores, expressa no

    predomínio dos níveis de concordância e de concordância total, traduz-se em médias globais

    relativamente elevadas, em particular no que se refere aos alunos do 1.º ciclo, aos pais e aos docentes.

    No respeitante aos itens “Gosto desta escola/Gosto de trabalhar nesta escola/Gosto que o meu filho ande

    nesta escola/Gosto que o meu filho frequente este JI”, o grau de satisfação é mais elevado, sendo o

    destaque também dos alunos do 1.º ciclo, dos pais e dos docentes.

    No início do presente ano letivo, realizou-se na biblioteca da escola-sede, a celebração do Dia do

    Diploma, tendo sido entregues os certificados aos alunos que concluíram o ensino secundário, no ano

    letivo anterior, e destacado o mérito dos dois alunos com os melhores resultados académicos. Contudo,

    não se concretizou a atribuição de prémios de mérito, como previsto no regulamento interno, para

  • Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão – LISBOA

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    valorizar o sucesso dos alunos de todos os níveis de ensino com os melhores desempenhos académicos e

    cívicos e o respetivo reconhecimento público em cerimónia aberta à comunidade.

    A oferta formativa em áreas como vendas e comércio, no âmbito dos cursos profissionais e de educação e

    formação, tem em conta os interesses dos alunos e algumas necessidades da sociedade local. Os 15

    alunos que concluíram com sucesso os dois cursos profissionais, no triénio de 2013-2014 a 2015-2016,

    tiveram emprego na área de formação. Assim, foi superado o ponto fraco referido na avaliação externa

    anterior: “A insuficiente oferta educativa que não cobre as diferentes necessidades dos alunos”.

    O Agrupamento é reconhecido pela sociedade local e pela autarquia como um parceiro disponível e

    empenhado, demonstrado na sua participação em projetos, designadamente Crise Económica e Má

    Nutrição nas Crianças e Escola a Escola Pró Ambiente da Câmara Municipal de Lisboa, que envolvem a

    comunidade educativa.

    As atividades de animação e apoio à família, na educação pré-escolar, e as de enriquecimento curricular,

    no 1.º ciclo, resultam das parcerias com as juntas de freguesia de Campo de Ourique e da Estrela. De

    igual modo, são exemplos desta interação, positiva e concertada, a oferta de apoio escolar aos alunos na

    escola-sede, a dinamização do projeto Utilização dos Computadores em Contexto de Sala de Aula e de

    atividades de férias (Piscina na Escola e Acampar na Escola) e a colaboração na realização da exposição

    Os Polacos em Portugal nos Anos de 1940-1945.

    Em suma, a ação do Agrupamento tem produzido um impacto em linha com os valores esperados na

    melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. Apresenta

    uma maioria de pontos fortes nos campos em análise, em resultado de práticas organizacionais eficazes.

    Tais fundamentos justificam a atribuição da classificação de BOM no domínio Resultados.

    3.2 – PRESTAÇÃO DO SERVIÇO EDUCATIVO

    PLANEAMENTO E ARTICULAÇÃO

    As atividades desenvolvidas no âmbito dos planos de ações de melhoria de 2013-2014 e de 2016-2017,

    para reforçar o acompanhamento e a monitorização dos processos de ensino e de aprendizagem dos

    ensinos básico e secundário, têm contribuído para a articulação vertical do currículo.

    A realização das provas de referenciação nos 5.º e 7.º anos, iniciada no presente ano letivo em algumas

    disciplinas para avaliar capacidades e competências, permite também a articulação dos docentes e

    veiculação de informação respeitante à transição entre estes ciclos de ensino, de forma a melhorar a

    ação educativa.

    Efetivamente, as provas de referenciação e os testes de avaliação interna têm permitido tomar algumas

    decisões relativas à sequencialidade das aprendizagens na transição entre ciclos de ensino. Todavia, não

    são ainda formalizadas as decisões respeitantes à articulação vertical do currículo, pelos docentes dos

    diferentes níveis de educação e de ensino, a integrar no plano de estudos para o desenvolvimento do

    currículo.

    A articulação horizontal do currículo está presente nos projetos curriculares de grupo com uma

    abordagem integrada e globalizante das áreas de conteúdo e nos planos de trabalho de turma, em

    especial na preparação e no desenvolvimento de atividades. Porém, a interdisciplinaridade pode ainda

    ser reforçada, designadamente nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, através do trabalho desenvolvido nos

    conselhos de turma, para que conduza a uma melhoria das aprendizagens.

  • Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão – LISBOA

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    Deste modo, foi superado parcialmente o ponto fraco referido na avaliação externa anterior: “A frágil

    articulação curricular que não garante a sequencialidade das aprendizagens ao longo dos diferentes

    níveis de educação e de ensino”.

    A contextualização do currículo decorre da caracterização dos grupos e das turmas, das avaliações de

    diagnóstico e da realização de atividades e projetos diversificados que integram o plano anual,

    proporcionando a crianças e a alunos aprendizagens significativas, como por exemplo o projeto Geração

    Soma com o envolvimento de alunos com necessidades educativas especiais, as idas ao teatro, a Semana

    da Leitura, o Dia do Pi, as Estórias Pintadas e Exponho Expondo-me, entre outros.

    Os projetos curriculares de grupo e os planos de trabalho de turma integram informação sobre o

    percurso educativo e escolar das crianças e dos alunos que é transmitida nas reuniões realizadas para o

    efeito, com consequências na definição de estratégias para a uniformização de critérios de atuação dos

    professores perante situações comportamentais e nos casos especiais de acompanhamento dos alunos

    com dificuldades de aprendizagem.

    A articulação entre o ensino e a avaliação é desenvolvida com o recurso à implementação das diferentes

    modalidades de avaliação, prevalecendo, nos ensinos básico e secundário, a avaliação sumativa das

    aprendizagens. A coerência entre estes dois processos é garantida através da realização conjunta de

    matrizes e de testes sumativos, assim como da construção dos respetivos critérios.

    O trabalho colaborativo entre os docentes é promovido pelos contactos informais e na realização de

    reuniões regulares, envolvendo os departamentos curriculares, os grupos disciplinares e os conselhos de

    docentes e de turma para a elaboração de planificações e de instrumentos de avaliação e para a

    preparação de projetos e atividades, bem como na implementação das assessorias. No entanto, é ainda

    insuficiente a colaboração sistemática que conduza à diversificação de estratégias de ensino, à

    aprendizagem cooperativa e às metodologias ativas, de modo a reforçar a autonomia e o sucesso

    educativo dos alunos.

    PRÁTICAS DE ENSINO

    As atividades educativas e do ensino são adequadas às capacidades e aos ritmos de aprendizagem das

    crianças e dos alunos e têm em conta as características dos grupos e das turmas, indicadas nos

    respetivos projetos curriculares de grupo e nos planos de trabalho de turma. Na educação pré-escolar a

    organização do ambiente educativo (tempo, espaço e grupo), construído com base nas orientações

    curriculares, evidencia a implementação de práticas de diferenciação pedagógica e de aprendizagem

    cooperativa.

    Porém, é ainda limitado o recurso a ações estruturantes, como, por exemplo, generalizar as práticas de

    diferenciação pedagógica em sala de aula, devidamente planeadas, nos ensinos básico e secundário, e,

    na educação pré-escolar, a utilização do portefólio das crianças, assim como as estratégias de abordagem

    integradoras das várias áreas de conteúdo, designadamente a metodologia de projeto.

    As respostas dadas aos alunos com necessidades educativas especiais são asseguradas pelo trabalho em

    rede dos diferentes profissionais (docentes da educação especial, titulares e diretores de turma,

    psicóloga, professores de apoio educativo, famílias e parceiros do Agrupamento). As unidades de ensino

    estruturado e de apoio especializado têm melhorado as condições de inclusão social e escolar dos alunos

    que as frequentam.

    As práticas destinadas a reforçar a qualidade das respostas educativas a estes alunos são consistentes e

    assentam no trabalho conjunto liderado pelos docentes com formação especializada, viabilizando a

    aplicação de metodologias e estratégias de intervenção multidisciplinares. Assim, é diligenciado o acesso

    às terapias necessárias, especificamente da fala, ocupacional, psicomotricidade, natação adaptada e

    boccia, bem como as assistidas com cavalos (hipoterapia).

  • Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão – LISBOA

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    De igual modo, é promovida a inclusão com a implementação de projetos e atividades com estes alunos

    que envolvem a comunidade educativa, especialmente o projeto Geração Soma e a integração na equipa

    de futebol. No último triénio, as taxas de sucesso dos alunos com necessidades educativas especiais

    mantiveram-se globalmente constantes nos três ciclos do ensino básico, com valores entre 88% e 100%.

    O Agrupamento dinamiza um conjunto de iniciativas que enriquecem as aprendizagens de crianças e de

    alunos, incentivando à melhoria dos seus desempenhos como o demonstra o plano anual de atividades.

    Destacam-se, exposições dos seus trabalhos à comunidade (árvores e coroas de Natal) e concursos, como

    o PANGEA e o Matematik, as Olimpíadas da Gramática, da História e da Biologia.

    O desenvolvimento das atividades práticas, de base laboratorial e experimental tem fomentado uma

    atitude positiva face à aprendizagem das ciências, assumindo, ao nível curricular, maior expressão no

    3.º ciclo e no ensino secundário, com o envolvimento dos alunos na construção do seu próprio saber. No

    entanto, nos 1.º e 2.º ciclos é ainda diminuto o recurso ao trabalho de caráter prático, em especial,

    experimental e laboratorial com consequências numa menor utilização de metodologias investigativas e

    de resolução de problemas.

    As dimensões artística e estética são valorizadas, com a oferta de projetos e atividades que motivam

    crianças e alunos e concorrem para a sua formação integral. O Agrupamento promove o ensino artístico

    especializado da música em regime articulado, em parceria com a Academia Musical dos Amigos da

    Criança, com a realização de concertos para a comunidade (Centro Cultural de Belém, Igreja de Santa

    Catarina e Universidade Nova de Lisboa) e, em especial, o Concerto de Janeiras na escola-sede. No

    mesmo sentido, são oferecidos os projetos Pequenos Artistas e Grandes Pintores (eTwinning) e Com Arte,

    Boca Aberta II, Histórias Encenadas para a Infância na educação pré-escolar, a educação musical no 2.º

    ciclo e a oficina de artes no 3.º ciclo.

    O Agrupamento dispõe de recursos tecnológicos, como os computadores e o correio eletrónico, por

    exemplo, cujo nível de utilização em contexto educativo é variável, pois depende do apetrechamento das

    várias escolas. Deste modo, a partilha articulada destes recursos, especificamente dos computadores,

    poderia facilitar a sua rendibilização para uma melhoria das aprendizagens das crianças e dos alunos.

    Consequentemente, foi superado parcialmente o ponto fraco referido na avaliação externa anterior: “A

    reduzida partilha de recursos entre as várias unidades do Agrupamento”.

    A biblioteca da escola-sede é valorizada e utilizada enquanto polo de dinamização cultural e artística e

    espaço agregador de conhecimento, no desenvolvimento de competências no âmbito do português, no

    apoio ao currículo, na formação de leitores críticos e na construção da cidadania de crianças e de alunos.

    Contudo, é ainda limitado o seu contributo para o reforço da interdisciplinaridade, em articulação com

    os conselhos de docentes e de turma e com os departamentos curriculares.

    As experiências de observação da prática letiva são realizadas no âmbito da implementação das

    assessorias em sala de aula, decorrentes dos planos de ações de melhoria de 2013-2014 e de 2016-2017

    estando também prevista a supervisão/intervisão colaborativa entre professores, como uma das

    atividades a incrementar no plano de ação estratégica de 2016-2018. Assim, importa planificar a

    referida atividade de modo a implementar a observação/supervisão da prática letiva em sala de

    atividades/aula com foco enquadrador (feedback aos alunos e tempo de aprendizagem, por exemplo),

    promovendo o desenvolvimento profissional através da partilha de experiências e da reflexão

    aprofundada sobre a ação para a melhoria das práticas letivas.

    MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DO ENSINO E DAS APRENDIZAGENS

    Os processos avaliativos são objeto de reflexão por parte do conselho pedagógico, dos departamentos

    curriculares e dos grupos disciplinares e estão devidamente consignados nos respetivos planos de

    atividades. Os docentes elaboram os instrumentos (incluindo fichas de autoavaliação dos alunos) e

  • Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão – LISBOA

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    definem as ponderações e os critérios para todos os níveis de educação e ensino, que são divulgados

    junto dos alunos e dos pais e encarregados de educação. Assim, foi superado o ponto fraco referido na

    avaliação externa anterior: “A inexistência de critérios gerais de avaliação dos alunos”.

    Na educação pré-escolar é dada relevância à avaliação diagnóstica e formativa, com a utilização de

    metodologias de natureza descritiva, tendo por base as áreas de conteúdo das orientações curriculares,

    permitindo às educadoras conhecer as aprendizagens realizadas pelas crianças, de modo a adequar as

    tarefas propostas.

    A análise da validade e da fiabilidade dos instrumentos de avaliação é realizada com o recurso a

    matrizes comuns, sendo a aferição dos instrumentos e dos processos avaliativos resultado da realização

    conjunta, designadamente de provas de referenciação e testes de avaliação interna e dos respetivos

    critérios de correção.

    Nos ensinos básico e secundário são utilizadas as diferentes modalidades de avaliação, incluindo a

    formativa, sendo, contudo, dada especial importância à sumativa. Deste modo, torna-se reduzida a

    possibilidade de efetuar uma reflexão mais consistente a respeito da função reguladora da avaliação,

    para o desenvolvimento do currículo, bem como a redefinição das escolhas didáticas que permitam uma

    maior diferenciação pedagógica.

    O Agrupamento tem implementado diversas medidas de promoção do sucesso, entre as quais os apoios

    educativos, as assessorias, a sala de estudo informal, as tutorias e o projeto pedagógico específico que

    permite o desdobramento a português e a matemática em duas turmas do 3.º ciclo. Todavia, não é

    assegurada a monitorização e avaliação sistemáticas das medidas de promoção do sucesso

    implementadas, o que não permite conhecer a sua eficácia e o seu contributo para a qualidade do

    sucesso.

    No último triénio, as taxas de sucesso dos alunos que beneficiaram destas medidas apresentam

    involução no 1.º ciclo e um aumento significativo nos 2.º e 3.º ciclos, oscilando entre 53% e 92%, o que põe

    em evidência a necessidade de melhorar o trabalho a realizar com estes alunos.

    A ação célere e concertada dos diretores de turma e dos professores titulares de turma em articulação

    com as famílias, com os técnicos especializados e com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, bem

    como as tutorias e os apoios educativos prestados, têm contribuído para a inexistência de abandono

    escolar.

    Em suma, a ação do Agrupamento tem produzido um impacto em linha com os valores esperados na

    melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. Apresenta

    uma maioria de pontos fortes nos campos em análise, em resultado de práticas organizacionais eficazes,

    o que justifica a atribuição da classificação de BOM no domínio Prestação do Serviço Educativo.

    3.3 – LIDERANÇA E GESTÃO

    LIDERANÇA

    O projeto educativo está em vigor desde 2012, tendo sido aprovado um conjunto de objetivos gerais e de

    linhas orientadoras, pelo conselho pedagógico, para os anos letivos de 2015-2016 e de 2016-2017, em

    consonância com as metas das três áreas de intervenção definidas no referido projeto. Este identifica

    uma visão que define a política educativa do Agrupamento, expressa, designadamente na promoção do

    sucesso escolar, no desenvolvimento de atitudes e valores e na inclusão dos alunos com necessidades

    educativas especiais. No entanto, a sua atualização permitiria conferir maior coerência aos documentos

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    estruturantes, nomeadamente organizando o plano de estudos para o desenvolvimento do currículo em

    torno das prioridades identificadas e com base nas decisões decorrentes da análise vertical do currículo.

    O plano anual de atividades e o projeto educativo estão articulados através dos mencionados objetivos

    gerais e linhas orientadoras, o que confere alguma congruência a estes documentos estruturantes.

    Contudo, a sua atualização e uma relação mais objetiva e direta, aquando da seleção das atividades

    para a construção do plano anual, permitiriam que este possa ser utilizado na avaliação do primeiro.

    Deste modo, foram superados os pontos fracos referidos na avaliação externa anterior: “A inexistência

    dos documentos estruturantes da orientação educativa do Agrupamento e de definição de metas

    comuns” e “A frágil visão estratégica a médio e longo prazo”.

    A liderança do diretor mostra-se empenhada, coerente e ajustada com alguma partilha de funções pelos

    elementos da direção, de forma a promover um diálogo permanente para a tomada de decisões na

    melhoria da qualidade e no trabalho motivado dos diferentes profissionais. As lideranças intermédias,

    valorizadas e legitimadas pela direção, conhecem as suas competências e estão empenhadas na

    melhoria da prestação do serviço educativo.

    É de realçar o contributo muito positivo do conselho geral, em estreita relação com a direção, que

    acompanha e avalia a implementação das ações previstas nos documentos estruturantes,

    designadamente as atividades de enriquecimento curricular, promovendo a prestação de contas e a

    melhoria do sucesso escolar e do funcionamento do Agrupamento.

    As parcerias estabelecidas com instituições, empresas e associações têm permitido uma boa mobilização

    dos recursos da comunidade e a sua partilha pelas várias escolas do Agrupamento e contribuído para a

    melhoria da qualidade da educação e do ensino e para o desenvolvimento social e cultural das crianças e

    dos alunos. A Câmara Municipal de Lisboa tem apoiado a realização de atividades desportivas e de

    projetos e as juntas de freguesia de Campo de Ourique e da Estrela estão comprometidas na

    requalificação das instalações destinadas à educação pré-escolar e ao 1.º ciclo.

    No mesmo sentido, são exemplos desta colaboração os protocolos com a Academia Musical dos Amigos

    da Criança, com o Ginásio Clube Português, com a Escola Superior de Educação João de Deus e com a

    Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental, entre outros.

    É de salientar a participação dos pais e encarregados de educação, dos seus representantes e

    associações, nos conselhos de turma, no conselho geral e em iniciativas, em conjugação com a direção,

    nomeadamente em algumas visitas de estudo que propõem, organizam e acompanham, em atividades

    como dança, xadrez e ensino de guitarra, em pequenos melhoramentos dos espaços físicos, como

    pinturas, e na implementação de projetos como o Expressarte (teatro e música), contribuindo para a

    formação integral de crianças e de alunos. Foi, assim, superado o ponto fraco, identificado neste âmbito,

    referido na avaliação externa anterior.

    Os projetos Pequenos Cientistas na Cozinha, Sementes da Europa e Pequenos Artistas e Grandes

    Pintores, no âmbito da ação eTwinning do Programa Erasmus, envolvendo as crianças da educação pré-

    escolar com as de diversos países da Europa têm repercussões muito positivas nas suas aprendizagens.

    De assinalar também a mobilidade de professores de várias escolas da Galiza com o objetivo de

    observarem a prática letiva no Agrupamento, o que permite alguma troca de experiências entre os

    docentes. Todavia, a adesão a programas internacionais que permitam a mobilidade de alunos e de

    professores poderá potenciar o desenvolvimento de competências pessoais e sociais e um maior

    conhecimento da dimensão europeia da educação.

    GESTÃO

    A distribuição de serviço não docente tem como critérios o perfil, em termos das suas competências e a

    adequação à função, bem como as suas preferências, principalmente nas unidades de ensino estruturado

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    e de apoio especializado, visando o seu bem-estar, o que se reflete nas relações interpessoais que se

    estabelecem e no serviço prestado. Os serviços administrativos funcionam com uma gestão por áreas,

    não estando prevista a rotatividade de funções. O trabalho desenvolvido por estes trabalhadores é

    reconhecido e valorizado pela comunidade educativa e pela direção.

    No que respeita aos docentes e à organização de grupos e de turmas e dos respetivos horários obedecem

    a critérios definidos, prevalecendo a continuidade pedagógica e o acompanhamento das turmas ao longo

    do 2.º, do 3.º ciclo e do ensino secundário, por parte dos diretores de turma, de modo a facilitar a inclusão

    dos alunos e a ligação com as famílias.

    O Agrupamento realizou o levantamento das necessidades de formação para a elaboração do respetivo

    plano em articulação com o Centro de Formação Calvet de Magalhães. O plano de ação estratégica de

    2016-2018 contempla um conjunto de áreas (diferenciação pedagógica, tutorias, mediação escolar, entre

    outras) a ter em conta para promover o desenvolvimento profissional de docentes e não docentes,

    designadamente através da realização de oficinas de formação, de modo a tornar consequente as ações

    de melhoria a implementar.

    No triénio de 2013-2014 a 2015-2016, de um modo geral, a formação deu resposta a algumas

    necessidades sentidas de forma a incrementar a melhoria das práticas dos profissionais. Para os

    docentes, incidiu em áreas como os novos programas de português e de matemática, quadros interativos

    e plataforma Moodle, diferenciação curricular e desporto, saúde e cidadania. No que respeita aos não

    docentes, foram dinamizadas ações sobre segurança e saúde no trabalho, POC – Educação, mediação e

    gestão de conflitos, primeiros socorros e necessidades educativas especiais, entre outras.

    Os circuitos de informação e comunicação interna e externa são adequados. Destacam-se, a página web,

    a afixação em locais apropriados, o correio eletrónico, o software de gestão escolar e o Jornal RÉS-VÉS.

    Estes circuitos podem ser ainda rentabilizados para, de forma estratégica, consolidar uma imagem de

    qualidade do Agrupamento. Deste modo, foi superado o ponto fraco referido na avaliação externa

    anterior: “A deficiente circulação de informação limitando o conhecimento e a participação dos

    profissionais do Agrupamento e da comunidade educativa em geral”.

    AUTOAVALIAÇÃO E MELHORIA

    A autoavaliação tem vindo a ser um processo desenvolvido pelos diferentes profissionais, desde o ano

    letivo de 2010-2011, após a intervenção no âmbito do primeiro ciclo de avaliação externa das escolas.

    Nesse ano letivo foi constituída a equipa de autoavaliação (Núcleo do Observatório da Qualidade) que

    elaborou um projeto definidor da respetiva política e ultimou um relatório fundado na análise

    documental e em entrevistas e questionários realizados à comunidade educativa.

    Este diagnóstico possibilitou, em julho de 2011, a sistematização de dados úteis ao desenvolvimento

    organizacional e à autorregulação e promoção da melhoria e constituiu, em 2012, uma base importante

    para a elaboração do projeto educativo, ainda em vigor.

    Deste modo, a autoavaliação tem sido uma prática dinâmica realizada nas reuniões dos órgãos e

    estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica, incidindo na análise e reflexão sobre as

    aprendizagens das crianças e os resultados escolares e na apresentação de propostas para a melhoria da

    ação educativa, em particular, nas medidas de promoção do sucesso. Estas práticas foram privilegiadas

    no trabalho desenvolvido pela equipa de autoavaliação, enquanto se manteve em funções (até ao ano

    letivo de 2014-2015), e pelas orientações claras e concisas plasmadas nos planos de ações de melhoria de

    2013-2014 e de 2016-2017.

    A partir do referido ano letivo, o processo de autoavaliação passou a ser liderado pelo conselho

    pedagógico no que respeita, por exemplo, à identificação de pontos fortes e fracos, oportunidades e

    constrangimentos, à monitorização dos referidos planos e à execução do plano anual de atividades

  • Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão – LISBOA

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    através do respetivo relatório. Assim, foi superado o ponto fraco referido na avaliação externa anterior:

    “A ausência de um processo de autoavaliação que possibilite a identificação e conhecimento sustentado

    dos pontos fortes e fracos, oportunidades e constrangimentos que garantam a sustentabilidade da ação e

    o progresso do Agrupamento”.

    Neste sentido, importa constituir uma equipa e atualizar o projeto que explicite a política de

    autoavaliação do Agrupamento, com o envolvimento da comunidade educativa. A planificação de cada

    uma das ações previstas no plano de ação estratégica de 2016-2018, em especial, das que incidem nos

    processos de ensino e de aprendizagem, de forma a realizar a sua monitorização e avaliação final,

    constituindo ciclos contínuos de melhoria, poderá contribuir para uma maior qualidade das respostas

    educativas e para o desenvolvimento sustentado do Agrupamento.

    Em resumo, a ação do Agrupamento tem produzido um impacto em linha com os valores esperados na

    melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. Apresenta

    uma maioria de pontos fortes nos campos em análise, em resultado de práticas organizacionais eficazes.

    Tais fundamentos justificam a atribuição da classificação de BOM no domínio Liderança e Gestão.

    4 – PONTOS FORTES E ÁREAS DE MELHORIA

    A equipa de avaliação realça os seguintes pontos fortes no desempenho do Agrupamento:

    Contextualização do currículo com a caracterização dos grupos e das turmas e a realização de atividades e projetos diversificados e inclusivos que integram o plano anual, proporcionando a

    crianças e a alunos aprendizagens significativas;

    Trabalho em rede desenvolvido pelos diferentes profissionais, incluindo os das unidades de ensino estruturado e de apoio especializado, com a comunidade educativa e com os vários

    técnicos das entidades parceiras, para a aprendizagem e a inclusão das crianças e dos alunos

    com necessidades educativas especiais;

    Valorização das dimensões artística e estética, com a oferta de projetos e atividades que motivam crianças e alunos e concorrem para a sua formação integral;

    Estabelecimento de parcerias e de protocolos com instituições, empresas e associações e a participação dos pais e encarregados de educação, que têm contribuído para a melhoria da

    qualidade do ensino e para o desenvolvimento social e cultural de crianças e de alunos;

    Práticas de autoavaliação com diagnóstico organizacional e análise e reflexão, sobre as aprendizagens das crianças e os resultados escolares, realizadas pelos diferentes órgãos e

    estruturas, que permitiram a elaboração e a implementação dos planos de ações de melhoria.

    A equipa de avaliação entende que as áreas onde o Agrupamento deve incidir prioritariamente os seus

    esforços para a melhoria são as seguintes:

    Reforço da participação dos alunos na dinamização de atividades da sua iniciativa, principalmente de cariz solidário e de voluntariado, e a valorização do sucesso daqueles que

    têm os melhores desempenhos académicos e cívicos;

    Formalização das decisões respeitantes à articulação vertical do currículo, abrangendo os diferentes níveis de educação e de ensino, a integrar no plano de estudos para o

    desenvolvimento do currículo;

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    Intensificação da colaboração sistemática que conduza à diversificação das estratégias de ensino, associada à observação/supervisão da prática letiva em sala de atividades/aula, para a

    promoção do desenvolvimento profissional docente;

    Atualização do projeto de autoavaliação, coordenado pela respetiva equipa, com o envolvimento da comunidade educativa e a planificação de cada uma das ações previstas no plano de ação

    estratégica de 2016-2018, contribuindo para uma maior qualidade das respostas educativas e

    para o desenvolvimento sustentado do Agrupamento.

    08-06-2017

    A Equipa de Avaliação Externa: Dulce Campos, João Nunes e Pedro Rodrigues

    Concordo.

    À consideração do Senhor Inspetor-Geral da Educação e Ciência, para homologação.

    A Chefe de Equipa Multidisciplinar da Área

    Territorial de Inspeção do Sul

    Maria Filomena Aldeias

    2017-07-10

    Homologo.

    O Inspetor-Geral da Educação e Ciência

    Por delegação de competências do Senhor Ministro da Educação

    nos termos do Despacho n.º 5477/2016, publicado no D.R. n.º 79,

    Série II, de 22 de abril de 2016

    2017-07-11T18:05:57+0100Luís Alberto Santos Nunes Capela