Resumão Direito Administrativo

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  • Direito Administrativo e 0 conjunto harmonico deprincipios que regem os orgaos, os agentes e as ativida-des publicas. Para atender a seus fins, 0 Estado atua emtres sentidos: administrativo, legislativo e jurisdicional.E'!1 qualquer deles, 0 Direito Administrativo orienta aorganiza9ao e 0 funcionamento de seus servi90s, aadministra9ao de seus bens, a regencia de seu pessoal ea formaliza9ao de seus atos de administra9ao.

    Fontes do Direito Administrativoa) Lei - .E a fonte primaria do Direito Administrativo,

    abrangendo a Constitui9ao, as leis ordinarias, delegadase complemen\ares e os regulamentos administrativos.

    b) Doutrina - E resultante de estudos feitos por espe-cialistas, que analisam 0 sistema normativo e vaoresolvendo contradi96es e formulando defini96es ec1assifica96es.

    c) Jurisprudencia - .E 0 conjunto de decis6es reiteradase uniformes, proferidas pelos orgaos jurisdicionais ouadministrativos, em casos identicos ou semelhantes.

    d) Costume - .E a norma juridica nao escrita, originadada reitera9ao de certa conduta por detenninado grupode pessoas, durante certo tempo (usus - elementoobjetivo), com a consciencia de sua obrigatoriedade(opinio juris vel necessitatis - elemento psicologico).

    PRINCiplOSPodem ser definidos como os alicerces de uma

    ciencia, condicionando toda a estrutura9ao subse-quente. Quatorze sao os principios que devem norteara Administra9ao Pubjica, dos quais os cinco primeirosestao definidos na Constituiyao (311. 37, caput):1. Principio da legalidade - a administrador publico

    esta sujeito aos mandamentos da lei e as exigenciasdo bem comum e deles nao se pode afastar ou des-viar, sob pena de praticar ato invalido e expor-se aresponsabiliza9ao disciplinar, civil e criminal, con-forme 0 caso.

    2. Principio da moralidade (ou da probidade admi-nistrativa) - A moralidade administrativa constituipressuposto de validade de todo ato da Administra9aoPublica. Sempre que 0 comportamento desta ofendera moral, os costumes, as regras da boa administrayao,a JuSti9a, a equidade, a ideia de honestidade,tratar-se-a de uma ofens a ao principio da moralidade.

    3. Principio da impessoalidade - Criterio para evitarfavoritismos ou privilegios. A Administra9ao naopode, no exercicio da atividade administrativa,atuar com vistas a prejudicar ou beneficiar pessoasdeterminadas, uma vez que e 0 interesse publicoseu elemento norteador.

    4. Principio da publicidade - .E a divulgayao oficialdo ato para conhecimento publico e inicio de seusefeitos externos. A publicidade e requisito de efica-cia de qualquer ato administrativo.

    5. Principio da eficH~ncia (introduzido pela EmendaConstitucional 19) - Obriga a Adminislla9iio Publicaa desenvolver mecanismos para 0 exercicio de umaatividade administrativa celere e com qualidade.

    6. Principio da isonomia (ou da igualdade entre osadministrados) - A Administrayao nao pode esta-belecer privilegios de tratamento entre os cidadaos,devendo tratar a todos igualmente.

    7. Principio da supremacia do interesse publico - AAdministra9ao existe para a realizayao dos fins pre-vistos na lei, cujo interesse representa convenien-cias e necessidades da propria sociedade, e nao pri-vadas. Assim, havendo conflito entre 0 coletivo e 0individual, reconhece-se a predominfmcia do pri-meiro. As leis administrativas exprimem a posiyaode superioridade do publico sobre 0 particular.

    8. Principio da presunl,'ao de legitimidade (ou dapr~sunl,'ao de veracidade do ato administrativo)- E concebido sob dois aspectos: a presun9ao delegalidade e a presunyao de verdade, que diz respei-to a certeza dos fatos.

    9. Principio da a~toexecutoriedade - Prerrogativada Administrayao Publica de poder converter ematos materiais suas pretens6es juridicas, sem sesocorrer do Judiciario.

    Resumio Juridico [I]

    10. Principio da autotutela - A Administrayao PU-blica pode anular os proprios atos quando eivadosde vieios que os tornem ilegais, porque deles nao seoriginam direitos, ou revoga-Ios por motivo de con-veniencia e oportunidade (Sumula 473 do STF).

    11. Principio da hierarquia - as orgaos da administrayaosao estruturados de tal fornla que existe sempre umarela9ao de infraordenayao e subordinayao. Desse pl1n-cipio resultam outros poderes, como 0 disciplinar.

    12. Principio da indisponibilidade do interesse publico- Administrar e realizar uma atividade de zelo pelosinteresses publicos e nao cabe a Administra9ao delesdispor. As pessoas administrativas nao tern, portanto,disponjbilidade sobre os interesses publicos confia-dos a sua guarda e realiza9ao.

    13. Principio da razoabilidade - Exige que os atos naosejam apenas praticados com respeito as leis, masque tambem contenham uma decisao razoavel.Sempre deve haver uma razoabilidade, adequayao,proporcionalidade entre as causas que estao ditan-do 0 ato e as medidas que vao ser tomadas.

    14. Principio da motival,'ao - A Administrayao eobrigada a indicar os fundamentos fMicos e dedireito de suas decis6es, de modo a permitir 0controle dos atos administrativos.

    E 0 aparelhamento do Estado destinado a realiza-yao de servi90s, visando a satisfayao de necessidadescoJetivas. Para cumprir esse objetivo, a Administra9aoage por meio de entidades, que se classificam em:a) Entidades estatais - Pessoas juIidicas de direito publi-

    co que integram a estrutura constitucional do Estado etem poderes politicos e administrativos, tais como aUniao, os Estados-membros, os Municipios e 0 DE

    b) Entidades autarquicas - Pessoas juridicas de direi-to publico de natureza meramente administrativa.

    c) Entidades fundacionais - Pessoas juridicas dedireito Pllblico assemelhadas as autarquias se insti-tuidas pelo Poder Publ ico.

    d) Entidades paraestatais - Pessoas juridicas dedireito privado cuja cria9ao e autorizada por leiespecifica para a realiza9ao de obras, servi90s ouatividades de interesse coletivo.

    Conceito de orgaos publicos - Sao centros de com-petencia instituidos para 0 desempenho das fun96esestatais.

    Competencia administrativa -.E a medida do poderadministrativo estatal conferida pelo ordenamento juridi-co aos diversos orgaos da pessoa adminisllativa. Essaparcela de poder equivale a funyao do orgao.

    Avocal,'ao e delegal,'ao de competencia - Requisitode ordem publica, a competencia e intransferivel einlprorrogavel. Excepcionalmente, a satisfa9ao do inte-resse publico pode autOl1zar 0 abandono transitorio daregra, surgindo, assim, a avoca9ao e a delegayao: a avo-cal,'ao ocone quando 0 orgao superior chama a si alli-bui96es do inferior; a delegal,'ao, quando 0 orgao supe-110rtransfere allibuiy6es suas ao subordinado.

    Organizal,'ao da Administral,'ao Publica - AAdministra9ao e 0 conjunto dos orgaos que desempe-nham \I atividade administrativa e nao atividades poli-ticas. E por isso que ha Administra9ao nas secretaI1ase servi90s .auxiliares do Legislativo e no propl1oJudiciario. E no Executivo, no entanto, que mais seencontram orgaos administrativos aptos a transfonnarem realidades concretas as previs6es abstratas da lei.

    Desconcentral,'ao administrativa - E: a distribui9aode competencias denllo de uma mesma pessoajuridica.

    Descentralizal,'ao - Ocone quando, por lei, detemuna-das competencias sao transferidas a outras pessoas jm1di-cas. Pressup6e a existencia de uma pessoa distinta doEstado, que, investida dos necessal10s poderes de adminis-tra9ao, exercita atividade Pllblica ou de interesse publico.

    Administra~~o direta e indiretaa) Direta - Eo conjunto de orgaos das pessoas politicas

    que tem como fun9ao tipica a atividade administrati-va do Estad9, por detennina9ao do direito positivo.

    b) Indireta - E constituida pelas pessoas juridicas dis-tintas do Estado, cuja fun9ao tipica e a atividadeadministrativa publica, por determina9ao do direitopositivo. Excepcionalmente, algumas dessas enti-dades - sociedades de economia mista e empresaspublicas - exercem atividade economica que nao etipica da Administra9ao Publica,

    Entidades da Admini5tra~iio indireta

    Autarquia - .E pessoa juridica de direito publico,criada por lei, com capacidade de autoadministra9ao,para 0 desempenho de servi90 Pllblico descentralizado.Nao esta hierarquicamente subordinada a entidade esta-tal que a criou. a patrimonio inicial das autarquias e formado

    com a transferencia de bens move is e imoveis daentidade matriz, que se incorporam ao patrimonioda nova pessoa juridica.

    as bens e as rendas das autarquias sao considera-dos patrimonio publico.

    a or~amento das autarquias e identico ao das enti-dades estatais:

    as contratos das autarquias estao sujeitos a Iicita9ao. As autarquias sujeitam-se ao controle administra-

    tivo ou tutela, que e exercido pela entidade estatal. as agentes publicos de uma autarquia SaDservido-

    res publicos, assim entendidos aqueles que mantemcom 0 Poder Publico uma rela9ao de trabalho, denatureza profissional e carater nao eventual.

    As autarquias nascem com os privihjgios adminis-trativos da entidade que as instituiu.Autarquia de regime especial - E: aquela a qual a

    lei instituidora confere privilegios especificos e aumen-ta sua autonomia em compara9ao com as autarquiascomuns, sem infiingir os preceitos constitucionais.Exemplos: Banco Central, Universidade de Sao Paulo.

    Funda~iio - Pessoa juridic a de direito privado, podeser definida como uma universalidade de bens persona-Iizada, em atel19ao ao fim, que the da unidade. SegundoMaria Sylvia Zanella Di Piello, "quando 0 Estado insti-tui pessoa juridica sob a fonna de fi.mda9ao, ele podeatribuir a ela regime juridico administrativo com todasas prerrogativas e sujei96es que Ihe sao proprias, ousubordina-Ias ao Codigo Civil",

    Fundal,'ao de direito publico - Aplicam-se as fun-day6es publicas, alem das normas de natureza publica,as seguintes caracteristicas: presun9ao de veracidade e executorie