Steven Pinker - Tese de Mestrado

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  • 8/4/2019 Steven Pinker - Tese de Mestrado

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    LEANDRO GORSKI

    A LINGUAGEM COMO INSTINTO PARA STEVEN PINKER

    CURITIBA

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    2007

    PONTIFCIA UNIVERSIDADE CATLICA DO PARAN

    CENTRO DE TEOLOGIA E CINCIAS HUMANAS

    PROGRAMA DE PS-GRADUAO: MESTRADO EM FILOSOFIA

    A LINGUAGEM COMO INSTINTO PARA STEVEN PINKER

    Trabalho apresentado ao programa de Mestrado

    em Filosofia da Pontifcia Universidade Catlica

    do Paran, sob orientao do Prof. Dr. Bortolo

    Valle, como requisito parcial para a obteno do

    ttulo de Mestre em Filosofia.

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    CURITIBA

    2007

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    Agradecimentos

    Ao Prof.Bortolo Valle, pela aposta, dedicao e

    incentivo.

    Ao Prof. Cleverson Leite Bastos, pela forte gesto de

    conhecimento.

    Aos companheiros de montanha, Cleverson,Edmlson,

    KlebereDaniel, pelo aprendizado informal e tantas risadas.

    Ao amigoFelipe (Sadol) Millani, pelas trocas

    intelectuais.

    E principalmente a minha esposaElaine, pela pacincia,

    compreenso e amor.

    O meu sincero agradecimento e gratido.

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    Alguns cognitivistas descreveram a

    linguagem como uma faculdade

    psicolgica, um rgo mental, um

    sistema neural ou um mdulo

    computacional. Mas prefiro o simples e

    banal termo instinto. Ele transmite a

    idia de que as pessoas sabem falar

    mais ou menos da mesma maneira que

    as aranhas sabem tecer teias.

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    Steven Pinker

    RESUMO

    A linguagem se tornou, no sculo XX, a questo central da filosofia, existindo vrios

    tipos de abordagem, como por exemplo, a Hermenutica, a Fenomenologia, a Filosofia

    Analtica, o Estruturalismo entre outras. Outro modo de analis-la por meio da relao que se

    estabelece entre as estruturas biolgicas e a linguagem levada a termo por pesquisas das reas

    de teorias da mente: neurocincias, gentica comportamental e psicologia evolucionista.

    Entre vrios autores que trabalham com esta concepo, destaca-se Steven Pinker. Entre

    as vrias obras produzidas como Tbula Rasa (2004) e Como a Mente Funciona (2004),

    destaca-se O Instinto de Linguagem (2002), onde o autor defende a tese em favor dodesenvolvimento da lngua como adaptao evolutiva, existindo uma vinculao profunda entre

    aquilo que chamado de mente e o crebro.

    Para Pinker a linguagem no um artefato cultural que aprendemos da maneira como

    aprendemos informar as horas ou como o governo funciona. Ao contrrio, nitidamente uma

    pea da constituio biolgica de nosso crebro. A linguagem uma habilidade complexa e

    especializada, que se desenvolve na criana sem nenhum esforo consciente ou instruo

    formal, manifestando-se sem que se perceba sua lgica subjacente, que qualitativamente a

    mesma em todo o indivduo.Por essas razes, alguns cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade

    psicolgica, um rgo mental, um sistema neural ou um mdulo computacional. Pinker prefere

    utilizar o termo instinto. Ele transmite a idia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da

    mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. As aranhas sabem tecer teias no porque uma

    aranha genial inventou ou aprendeu o processo. Elas o fazem porque tm crebro de aranha, o

    que as impele a tecer e lhes d competncia para faz-lo com sucesso. Pensar a linguagem como

    instinto inverte o senso comum, especialmente como vista pelas cincias humanas e sociais.

    Para Pinker a linguagem no uma inveno da cultura, assim como tampouco a postura ereta o.

    O trabalho de Pinker foi profundamente influenciado por Noam Chomsky, um dos

    primeiros lingistas a revelar a complexidade do sistema e talvez o maior responsvel pela

    moderna revoluo na cincia cognitiva e na cincia da linguagem. Mas Chomsky um pouco

    ctico em relao a possibilidade da seleo natural darwiniana poder explicar as origens do

    rgo da linguagem que ele prope. Pinker afirma que se o olho humano produto da adaptao

    ou seja, se se trata de algo eficaz, do ponto de vista funcional que se desenvolveu por

    intermdio da seleo natural , ento a mente humana, em essncia, tambm o . Pinker

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    emprega esse darwinismo na expanso das teorias de Chomsky rumo a um territrio

    adaptacionista.

    Fica explcito nesta tese que o autor defende a existncia de um vnculo entre aquilo que

    chamado de instinto e mente, uma vez que seu trabalho procura refletir sobre o modo de

    como a mente cria a linguagem.

    Neste texto procuramos refletir sobre a realidade da linguagem fundada na noo de

    instinto conforme apresentada por Steven Pinker.

    ABSTRACT

    The language became philosophys main concern in the XX century, existing different

    types of approach such as, hermeneutics, phenomenology, analytic philosophy, structuralism

    among others. Another way to study it is by the relation with biological structures, and the

    researches in the fields of mind theory: neuroscience, behavioral genetics and evolutionist

    psychology.

    Among many others authors that work with this conception, one name is detachedSteven Pinker. Among his many works, The Blank Slate (2004) and How the Mind Works

    (2004), detaches The Language Instinct (2002), where the author defends the theory in favor

    of the development of the language as a evolutional adaptation, exhibiting a profound link

    between that what is called mind and the brain.

    To Steven Pinker language is not a cultural artifact which we learn in the way that we

    learn to tell the hours or how the government works. On the contrary, it is clearly a tool of the

    biological structure of our brain. The language is a complex and specialized ability, that

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    develops in a child without conscious effort or formal instruction, revealing itself without the

    knowledge of its internal logic, which is qualitatively the same in every individual.

    For this reasons, cognovits described language as a psychological tool, a mental organ,

    a neural system or a computer module. Pinker prefers to use the term instinct. It gives the idea

    that people know more or less to speak in the same way that spiders know how to produce a

    web. The spiders know how to make produce a web not because a genius spider invented it or

    because they learned the process. They do because they have a spider brain, what drives and

    enable them to produce it. Think about language as an instinct changes the common sense,

    specially how it is seen in human and social sciences. To Pinker language isnt a cultural

    invention, as walking stand isnt.

    Pinkers work was profoundly influenced by Noam Chomsky, one of the first linguistics

    to reveal the complexity of the system and maybe the biggest responsible for the modern

    revolution in cognitive science and in language science. But Chomsky is a bit skeptic about the

    possibility that natural selection can explain the origins of the language organ that he proposes.

    Pinker affirms that if the human eye is a product of adaptation which means, it is a functional

    tool, that developed by the means of natural selection -, so the human mind, in essence, also is.

    Pinker uses this Darwinism expanding Chomskys theory in an adaptationist territory.

    It is clear in this work that the author defends the existence of a bound between that

    what is called instincts and mind once his book try to reflects about the way that the mind

    creates language.

    In this text we tried to reflect about the reality of the language structured in the notion of

    instinct as presented by Steven Pinker.

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    SUMRIO

    RESUMO_______________________________________________________05

    ABSTRACT____________________________________________________ 06

    INTRODUO__________________________________________________09

    CAPTULO I

    1. O NASCIMENTO DAS CINCIAS COGNITIVAS___________________13

    1.1. NOAM CHOMSKY_____________________________________ 16

    1.2. BIOLOGIA NA BERLINDA______________________________ 21

    1.3. O RETORNO DA BIOLOGIA_____________________________ 29

    1.4. ARQUITETURA DA MENTE_____________________________31

    CAPTULO II

    2. CREBRO E LINGUAGEM_____________________________________ 41

    2.1. DISTRBIOS DA FALA E COMPREENSO________________42

    2.2. A CONTRIBUIO DE MONOD: A LINGUAGEM E A

    EVOLUO NO HOMEM___________________________________46

    2.3. OS PERODOS CRTICOS DE KONRAD LORENZ___________49

    2.4. ASPECTOS BIOLGICOS DA LINGUAGEM PARA ERIC H.

    LENNEBERG______________________________________________502.5. SOBRE O CONCEITO DE INSTINTO DE KONRAD LORENZ_ 52

    CAPTULO III

    3. STEVEN PINKER______________________________________________54

    3.1. HISTRICO___________________________________________ 54

    3.2. O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM EM CRIANAS__ 57

    3.3. MEIO INTERNO DE COMPUTAO: MENTALS__________ 62

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    3.4. DIVERSIDADE LINGSTICA___________________________ 64

    3.5. FISIOLOGIA DA FALA_________________________________ 66

    3.6. DESENVOLVIMENTO DO ASPECTO FISIOLGICO DA