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um manual para jornalistas investigativos

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  • Um manual para jornalistasinvestigativos

    POR MARK LEE HUNTER

    Com Nils Hanson, Rana Sabbagh, Luuk Sengers, Drew Sullivan, Flemming Tait Svith y Pia Thordsen

    investigaoA

    a partir de histrias

    Organizaodas Naes Unidas

    para a Educao, a Cincia e a Cultura

  • ndice

    Prefcio / p. 1Apresentao de A Investigao a partir de Histrias: Um Manual para Jornalistas Investigativos

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    Introduo / p. 2

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    Prefcio primeira edio / p. 5Investir em jornalismo investigativo

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    Captulo 1 / p. 7

    O que o jornalismo investigativo?&'("(

    Captulo 2 / p. 13

    O uso de hipteses: o cerne do mtodo investigativo+&'('$,

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    Captulo 3 / p. 27

    O uso das portas abertas: contextualizao e deduo&'(

    Captulo 4 / p. 37

    O recurso s fontes humanas"(&'(

    Captulo 5 / p. 53

    Organizao: como se organizar para ser bem-sucedido(a)&'(*,$/.

    Captulo 6 / p. 61

    A redao de investigaes&'(

    Captulo 7 / p. 75

    Controle de qualidade: tcnicas e tica"(&'(+-.0$

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    Captulo 8 / p. 83

    Publique!&'(

    Bibliografia selecionada / p. 87

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  • A Investigao a partir de Histrias: Um Manual para Jornalistas Investigativos

    A UNESCO tem fomentado constantemente o debate sobre prestao pblica de contas pela mdia e padres profissionais e ticos, proporcionando princpios de orientao aos jornalistas, sobre como melhor cumprir a sua profisso. Em colaborao com a Reprteres rabes para Jornalismo Investigativo (ARIJ), a UNESCO lanou, em 2009, o primeiro manu-al para jornalistas investigativos em Estados rabes, intitulado A Investigao a partir de Histrias: Um Manual para Jornalistas Investigativos.

    O Jornalismo Investigativo implica em trazer luz questes que permaneciam ocultas, seja deliberadamente por uma pessoa em uma posio de poder, ou acidentalmente, por trs de uma massa desconexa de fatos e circunstncias e a anlise e apresentao de todos os seus fatos relevantes ao pblico. Dessa forma, o jornalismo investigativo contribui crucial-mente para a liberdade de expresso e a liberdade de informao, que esto no corao do mandato da UNESCO. O papel que a mdia pode desempenhar como uma guardi indis-pensvel para a democracia, e por esse motivo que a UNESCO apoia totalmente as iniciati-vas para fortalecer o jornalismo investigativo em torno do mundo. Creio que esta publicao far uma contribuio significativa para a promoo do jornalismo investigativo, e creio que ela ser um recurso valioso para jornalistas e profissionais da mdia, bem como para os profissionais de treinamento e educadores em jornalismo.

    Diretor-Geral Adjunto para Comunicao e Informao, UNESCO

  • A Investigao a partir de Histrias:Um Manual para Jornalistas

    Investigativos

    POR MARK LEE HUNTER

    COM (EM ORDEM ALFABTICA DE SOBRENOME)

    NILS HANSON, RANA SABBAGH, LUUK SENGERS, DREW SULLIVAN, FLEMMING TAIT SVITH Y PIA THORDSEN

    PREFCIO, POR YOSRI FOUDA

    O presente manual um guia sobre os mtodos e as tcnicas bsi-cas do jornalismo investigativo, e preenche conscientemente uma lacuna na literatura da profisso. A maioria dos manuais investi-gativos dedica muito espao questo de como encontrar informaes. Eles pressupem que uma vez que o(a) reprter tenha encontrado as informaes que est buscando, ele ou ela ter condies de compor uma histria vivel. Ns no compartilhamos esse pressuposto. No pen-samos que a questo bsica seja como encontrar informaes. Ao invs disso, pensamos que a tarefa central como contar uma histria. Isso nos leva inovao metodolgica bsica deste manual:

    Usamos as histrias como o cimento que mantm a coeso entre cada passo do processo investigativo, desde a concepo at a pesquisa, reda-o, controle de qualidade e publicao. Tambm nos referimos a essa abordagem como a investigao a partir de histrias, porque comeamos formulando a histria que esperamos redigir como uma hiptese que ser ou verificada ou refutada. Esse o primeiro passo em um processo integrado, e funciona da seguinte maneira:

    mais facilidade quais informaes precisa procurar.

    -te a factibilidade, os custos, as recompensas e o avano de um projeto investigativo.

    -o estar organizando o seu material para a redao, e redigindo partes especficas da histria final.

    -caz sobre o quo bem a histria atende a critrios legais e ticos.

    -mida em algumas poucas frases de impacto uma histria que possa ser promovida, defendida e lembrada.

  • No estamos afirmando que fomos ns que criamos a investigao a partir de histrias. Mtodos semelhantes tm sido utilizados em consul-torias de negcios, nas cincias sociais e no trabalho policial. O que fize-mos foi trabalhar as suas implicaes para o processo jornalstico, com vistas s metas do jornalismo investigativo para reformar um mundo que produz sofrimento intil e desnecessrio, ou que, por outro lado, ignora as solues que esto disponveis para os seus problemas.

    Esse tem sido um processo longo e coletivo. Para mim, ele iniciou em 1990, com uma tese doutoral de meio de carreira que comparava mto-dos investigativos franceses e norte-americanos, sob a direo de Francis Balle. Essa tese, sua vez, levou-me a uma vaga no Instituto Francs de Imprensa da Universidade de Paris/Panthon-Assas, onde me beneficiei por 12 anos simultaneamente da companhia de colegas generosos e com-prometidos, e de entusiasmados estudantes em nvel de mestrado. Com eles, tive condies de fazer testes de campo dos mtodos defendidos neste manual, em uma escala mais ampla do que as atividades de um reprter individual.

    Em 2001, iniciei aquilo que eu pensava ser um perodo sabtico no INSEAD, que uma escola global de negcios. Uma vaga temporria de pesquisas levou-me a trabalhar como professor adjunto e permitiu que eu me beneficiasse das vises e das experincias de colegas como Yves Doz, Luk Van Wassenhove, Ludo Van der Hayden, Kevin Kaiser e outros. A influncia desses colegas sobre o presente manual foi indireta, mas poderosa. Esses estudiosos me foraram a pensar em um nvel mais abs-trato sobre as prticas da mdia, e a considerar como os processos podem ser aprimorados de modo a criarem mais valor, incluindo no campo do jornalismo.

    Assim como os meus coautores, eu estava simultaneamente engajado no trabalho de reportagem como um praticante. Tambm em 2001, o surgimento da Rede Global de Jornalismo Investigativo, da qual eu e a maioria dos meus coautores fomos membros fundadores, juntamente com os membros-motrizes Nils Mulvad do Instituto Dinamarqus para a Cobertura Jornalstica Auxiliada por Computador, e Brant Houston da Reprteres e Editores Investigativos Inc., criou um frum extraordinrio para o intercmbio de boas prticas.

    Em particular, os elementos da investigao a partir de histrias sur-giram simultaneamente e de maneira independente em diversos pases um sinal inequvoco de um grande avano. O congresso da Rede em 2005 me proporcionou uma oportunidade de apresentar um conceito formal de investigao jornalstica a partir de histrias pela primeira vez. Nesse mesmo evento, Luuk Sengers (da Holanda) e Flemming Svith (um dinamarqus) me mostraram uma base de dados de pesquisa simples e robusta que eles haviam criado, juntamente com outras ferramentas computacionais para organizar investigaes que tambm poderiam ser aplicadas ao gerenciamento de um projeto. Todos ns reconhecemos imediatamente que nossas descobertas poderiam se encaixar como com-ponentes de um nico processo.

  • Na ocasio, e mais adiante, as respostas positivas e as crticas dos par-ticipantes dos congressos bianuais da Rede me convenceram de que existia uma necessidade e um desejo pelo material deste manual. Outros colaboradores surgiram, tambm, incluindo a importante contribuio de Nils Hanson, da Sucia, que o principal coautor deste manual, e um especialista em reconciliar qualidade e produtividade nas notcias. Ns nunca nos esquecemos de que muitas e muitas pessoas em nossa inds-tria consideram as reportagens investigativas lentas, caras e arriscadas demais. Ns nos propusemos a mostrar que uma investigao tambm pode ser um processo eficiente no qual os riscos centrais podem ser gerenciados.

    O processo de desenvolvimento coletivo ento em andamento foi podero-samente reforado pela criao do Centro para a Cobertura Investigativa, de Londres, e do seu Curso de Vero anual. Ao longo de diversos anos, o fundador Gavin McFadyen e sua equipe nos permitiram explorar novas maneiras de ensinar o processo de composio de histrias. Em Londres, pude ouvir Drew Sullivan (um norte-americano expatriado nos Balcs) descrever pela primeira vez prticas de cobertura sobre o crime orga-nizado que podem ser aplicadas a muitas outras situaes. Um mpeto final, crucial, veio por meio de Rana Sabbagh, diretora da Reprteres rabes para Jornalismo Investigativo, e de sua colega dinamarquesa Pia Thordsen, que desde o comeo tem sido uma apoiadora das investigaes a partir de histrias, e que me pediu para exercer a liderana na redao e edio deste manual na primavera de 2007. Os seus seminrios no mundo rabe me proporcionaram a oportunidade de testar a apresen-tao das ideias contidas neste livro medida que elas eram redigidas. Esse processo, assim como a prpria ARIJ, foi fundado pela International Media Support e pelo parlamento dinamarqus. Andrea Cairola desem-penhou um papel vital em trazer o projeto para a UNESCO, onde Mogens Schmidt e Xianhong Hu mostraram ser colaboradores abertos e valiosos.

    J no dia da sua publicao pel

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