Normas Gerais de Auditoria Governamental

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    05-Dec-2014

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Aula de Auditoria e Controladoria Governamental, sobre o tema Normas Gerais de Auditoria Governamental.

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  • 1. Profa. Adm. Mara Luiza Gonalves Freitas
  • 2. O exame independente e objetivo de uma situao ou condio, em confronto com um critrio ou padro preestabelecido, para que se possa opinar ou comentar a respeito para um destinatrio predeterminado.
  • 3. Exame independente e objetivo A auditoria deve ser realizada por pessoas com independncia em relao ao seu objeto, de modo a assegurar imparcialidade no julgamento. O exame objetivo significa que os fatos devem ser avaliados com a mente livre de vieses, de modo a conduzir a julgamentos imparciais, precisos e a preservar a confiana no trabalho do auditor. Situao ou condio a condio ou o estado do objeto de auditoria encontrado pelo auditor. Comumente denominada situao encontrada, representa o que est ocorrendo, o fato concreto.
  • 4. Critrio ou padro preestabelecido Configura a situao ideal, o grau ou nvel de excelncia, de desempenho, qualidade e demais expectativas preestabelecidas em relao ao objeto da auditoria; o que deveria ser ou o que deveria estar ocorrendo. Opinio ou comentrio Refere-se comunicao dos resultados da auditoria, seu produto final. Expressa a extenso na qual o critrio ou padro preestabelecido foi ou est sendo atendido. Destinatrio predeterminado o cliente da auditoria. aquele que, na grande maioria das vezes, estabelece o objetivo da auditoria e determina os seus critrios ou padres.
  • 5. Em gnero, so muitos os critrios existentes para serem classificadas as modalidades de controle. No entanto, independentemente da forma, existem alguns elementos que constam sempre como referncia no meio doutrinrio. O controle pode ser interno ou externo. Quanto ao rgo que o executa, pode ser administrativo, legislativo ou judicirio, e se efetua de forma prvia, concomitante e a posteriori, envolvendo aspectos de legalidade e de mrito.
  • 6. Em gnero, so muitos os critrios existentes para serem classificadas as modalidades de controle. No entanto, independentemente da forma, existem alguns elementos que constam sempre como referncia no meio doutrinrio. O controle pode ser interno ou externo. Quanto ao rgo que o executa, pode ser administrativo, legislativo ou judicirio, e se efetua de forma prvia, concomitante e a posteriori, envolvendo aspectos de legalidade e de mrito.
  • 7. Define como controle da administrao pblica o poder de fiscalizao e correo que sobre ela exercem os rgos dos poderes Judicirio, Legislativo e Executivo, com o objetivo de garantir a conformidade de sua atuao com os princpios que so impostos pelo ordenamento jurdico.
  • 8. Controle, na administrao pblica, a faculdade de vigilncia, orientao e correo que um poder, rgo ou autoridade exerce sobre a conduta funcional de outro.
  • 9. A idia do controle social no nova. A Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado, de 1789, em seu art. 15, j o destacava: A sociedade tem o direito de pedir contas a todo agente pblico sobre sua administrao. Ocontrole um instrumento da democracia.
  • 10. O controle da administrao pblica uma prerrogativa, uma funo prpria dos Estados de Direito. Sua finalidade assegurar que a estrutura formal criada para concretizar os objetivos de governo, no interesse do bem pblico, atue de acordo com o conjunto de normas e princpios que compem o ordenamento jurdico. um poder-dever dos rgos a que a lei atribui essa funo.
  • 11. A atividade de fiscalizao uma faceta significativa do poder de polcia do Estado. Segundo Fernandes (1999), A ao de fiscalizar, bem como o prprio poder de polcia, tem em sua essncia a necessidade de conter o interesse do particular em confronto com o interesse da coletividade, e materializa se com o ato concreto de conformar o comportamento do particular em face das exigncias legais e regulamentares preexistentes. (grifo nosso).
  • 12. Art. 70. A fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial da Unio [...] ser exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder (grifo nosso).
  • 13. INTERNA realizada por rgos de suas prprias estruturas, os denominados rgos ou unidades de controle interno. EXTERNA exercida pelo Poder Legislativo, com o auxlio do Tribunal de Contas.
  • 14. A auditoria uma das formas, no exclusiva, de se realizar a fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial. Inciso IV do art. 71, CF-88 [...] IV. realizar [...] inspees e auditorias de natureza contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas .
  • 15. IV, ART. 71 CF 88 TIPOS DE AUDITORIA Contbil; Financeira; Oramentria; Operacional; e, Patrimonial. ART. 70 CF 88 CRITRIOS DE AUDITORIA Legalidade; Legitimidade; Economicidade.
  • 16. Legalidade: observncia de leis e regulamentos aplicveis; Legitimidade: adequao ao interesse pblico; Economicidade: minimizao do custo dos recursos na realizao de uma atividade sem comprometimento dos padres de qualidade.
  • 17. Eficcia Economicidade Desperdcio Auditoria de Regularidade Auditoria Operacional
  • 18. Auditoria contbil, financeira, oramentria ou patrimonial; Auditoria de gesto de riscos/controles internos; Auditoria de contas (de gesto e de tomada de contas especial); Auditoria de programas; Auditoria de pessoal; Auditoria de obras; Auditoria de TI (ou de sistemas); Auditoria da qualidade; Auditoria ambiental etc.
  • 19. Auditoria interna: a unidade de auditoria integra a estrutura da prpria entidade; Auditoria externa: realizada por uma organizao independente da entidade. No setor pblico brasileiro, utiliza-se os termos controle interno e controle externo para demonstrar essa vinculao.
  • 20. Auditoria Fiscalizao
  • 21. Conjunto de tcnicas que visa avaliar a gesto pblica, pelos processos e resultados gerenciais, e a aplicao de recursos pblicos por entidades de direito pblico e privado, mediante a confrontao entre uma situao encontrada com um determinado critrio tcnico, operacional ou legal.
  • 22. Tcnica de controle que visa a comprovar se o objeto dos programas de governo existe, corresponde s especificaes estabelecidas, atende s necessidades para as quais foi definido e guarda coerncia com as condies e caractersticas pretendidas e se os mecanismos de controle administrativo so eficientes.
  • 23. Auditoria de avaliao da gesto; Auditoria de acompanhamento da gesto; Auditoria contbil; Auditoria operacional; Auditoria especial; Auditoria de tomada de contas especial; Anlise de processos de pessoal; e Avaliao das unidades de auditoria interna.
  • 24. Executada exclusivamente por servidores em exerccio nos rgos central ou setoriais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.
  • 25. Executada exclusivamente por servidores em exerccio nas unidades regionais ou setoriais do SCI do Poder Executivo Federal.
  • 26. Executada conjuntamente por servidores em exerccio nos rgos central, setoriais, unidades regionais e/ou setoriais do SCI do Poder Executivo Federal.
  • 27. Executada com a participao de servidores no lotados nos rgos e unidades do SCI do Poder Executivo Federal, que desempenham atividades de auditoria em quaisquer instituies da Administrao Pblica Federal ou entidade privada. Compartilhada Terceirizada
  • 28. Realizada por servidores em exerccio nos rgos central, setoriais, unidades regionais ou setoriais do SCI do Poder Executivo Federal, sobre informaes obtidas por meio de exame de processos e por meio eletrnico, especfico das unidades ou entidades federais, cujo custo-benefcio no justifica o deslocamento de uma equipe para o rgo.
  • 29. Auditorias de regularidade; Auditorias operacionais.
  • 30. Auditorias de regularidade: objetivam examinar a legalidade e a legitimidade dos atos de gesto dos responsveis sujeitos jurisdio do Tribunal, quanto aos aspectos contbil, financeiro, oramentrio e patrimonial. Compem as auditorias de regularidade as auditorias de conformidade e as auditorias contbeis.
  • 31. Auditorias de regularidade: objetivam examinar a economicidade, eficincia, eficcia e efetividade de organizaes, programas e atividades governamentais, com a finalidade de avaliar o seu desempenho e de promover o aperfeioamento da gesto pblica.
  • 32. Ler o Tpico 2 do curso de Auditoria Governamental.