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Pedido intervencao gravata_pdf

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  • ESTADO DE PERNAMBUCOESTADO DE PERNAMBUCOESTADO DE PERNAMBUCOESTADO DE PERNAMBUCO TRIBUNAL DE CONTASTRIBUNAL DE CONTASTRIBUNAL DE CONTASTRIBUNAL DE CONTAS

    MINISTRIO PBLICO DE CONTASMINISTRIO PBLICO DE CONTASMINISTRIO PBLICO DE CONTASMINISTRIO PBLICO DE CONTAS

    PEDIDO DE INTERVENO ESTADUAL NO PODER EXECUTIVO DO MUNICPIO DE GRAVAT ELABORADO PELO MINISTRIO PBLICO DE CONTAS DE PERNAMBUCO Fls. 1

    EXCELENTSSIMA SENHORA RELATORA DAS CONTAS DO MUNICPIO DE GRAVAT NOS EXERCCIOS DE 2013 E 2014, CONSELHEIRA TERESA DUERE;

    O Tribunal de Contas do Estado, dentre todos aqueles que possuem legitimao ativa para representar solicitando a interveno no Estado no Municpio, , em tese, o rgo, de direito e de fato, que est em melhores condies de faz-la (Valdecir Fernandes Pascoal, in A Interveno do Estado no Municpio O Papel do Tribunal de Contas, pg. 163, Editora Nossa Livraria, 1 edio)

    O MINISTRIO PBLICO DE CONTAS DE PERNAMBUCO, rgo previsto no art. 130 da Constituio da Repblica, no uso de sua competncia prevista no art. 114, I, da Lei Estadual 12.600, vem, respeitosamente, por seus membros que assinam o presente pedido, diante das provas apresentadas em anexo, apresentar

    REPRESENTAO para que o TCE-PE exera a competncia constitucional prevista no art. 71, XI, da Constituio Federal, para fins de decretao da INTERVENO ESTADUAL no Poder Executivo do Municpio de Gravat, nos termos do art. 91, IV, 2 da Constituio do Estado de Pernambuco, combinado com o art. 35, IV, da Constituio Federal, tendo como representados o MUNICPIO DE GRAVAT e BRUNO COUTINHO MARTINIANO LINS, prefeito de Gravat.

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    MINISTRIO PBLICO DE CONTASMINISTRIO PBLICO DE CONTASMINISTRIO PBLICO DE CONTASMINISTRIO PBLICO DE CONTAS

    PEDIDO DE INTERVENO ESTADUAL NO PODER EXECUTIVO DO MUNICPIO DE GRAVAT ELABORADO PELO MINISTRIO PBLICO DE CONTAS DE PERNAMBUCO Fls. 2

    DAS HIPTESES CONSTITUCIONAIS PARA INTERVENO O texto da Constituio Federal assim disciplina a interveno estadual nos municpios:

    Art. 35. O Estado no intervir em seus Municpios, nem a Unio nos Municpios localizados em Territrio Federal, exceto quando: I - deixar de ser paga, sem motivo de fora maior, por dois anos consecutivos, a dvida fundada; II - no forem prestadas contas devidas, na forma da lei; III - no tiver sido aplicado o mnimo exigido da receita municipal na manuteno e desenvolvimento do ensino e nas aes e servios pblicos de sade; IV - o Tribunal de Justia der provimento a representao para assegurar a observncia de princpios indicados na Constituio Estadual, ou para prover a execuo de lei, de ordem ou de deciso judicial

    A Constituio do Estado de Pernambuco, por sua vez, assim disciplina a interveno nos municpios:

    Art. 91. O Estado no intervir em seus Municpios, exceto quando: I deixar de ser paga, sem motivo de fora maior, por dois anos consecutivos, a dvida fundada; II no forem prestadas contas devidas, na forma da lei; III no tiver sido aplicado o mnimo exigido da receita municipal na manuteno e desenvolvimento do ensino; IV o Tribunal de Justia der provimento representao para assegurar a execuo de lei ou ato normativo, de ordem ou de deciso judicial, bem como a observncia dos seguintes princpios: a) forma republicana, representativa e democrtica; b) direitos fundamentais da pessoa humana; c) autonomia municipal; d) prestao de contas da administrao pblica, direta, indireta ou fundacional;

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    MINISTRIO PBLICO DE CONTASMINISTRIO PBLICO DE CONTASMINISTRIO PBLICO DE CONTASMINISTRIO PBLICO DE CONTAS

    PEDIDO DE INTERVENO ESTADUAL NO PODER EXECUTIVO DO MUNICPIO DE GRAVAT ELABORADO PELO MINISTRIO PBLICO DE CONTAS DE PERNAMBUCO Fls. 3

    e) o livre exerccio, a independncia e a harmonia entre o Executivo e o Legislativo; f) forma de investidura nos cargos eletivos; g) respeito s regras de proibies de incompatibilidades e perda de mandato, fixadas para o exerccio dos cargos de Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador; h) obedincia disciplina constitucional legal de remunerao de cargos pblicos, inclusive eletivos e polticos; i) proibio do subvencionamento de viagens de Vereadores, exceto no desempenho de misso autorizada, representando a Cmara Municipal; j) proibio de realizao de mais de uma reunio remunerada da Cmara Municipal, por dia; l) mandato de dois anos dos membros da Mesa da Cmara Municipal, vedada a reconduo para o mesmo cargo na eleio imediatamente subseqente; m) submisso s normas constitucionais e legais de elaborao e execuo das leis do plano plurianual, das diretrizes oramentrias anuais e do oramento, bem como de fiscalizao financeira, contbil e oramentria; n) conformidade com os critrios constitucionais e legais para emisso de ttulos da dvida pblica; o) adoo de medidas ou execuo de planos econmicos ou financeiros com as diretrizes estabelecidas em lei complementar estadual; p) cumprimento das regras constitucionais e legais relativas a pessoal; q) obedincia legislao federal ou estadual; V ocorrer prtica de atos de corrupo e improbidade nos Municpios, nos termos da lei. 1 Comprovado o fato ou conduta previstos nos incisos I, II, III e V deste artigo, o Governador decretar a interveno e submeter o decreto, com a respectiva justificao, dentro do prazo de vinte e quatro horas, apreciao da Assemblia Legislativa, que, se estiver em recesso, ser para tal fim convocada extraordinariamente dentro do mesmo prazo.

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    MINISTRIO PBLICO DE CONTASMINISTRIO PBLICO DE CONTASMINISTRIO PBLICO DE CONTASMINISTRIO PBLICO DE CONTAS

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    2 No caso do inciso IV deste artigo, o Governador decretar a interveno mediante solicitao do Tribunal de Justia, limitando-se o decreto a suspender a execuo do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. 3 O decreto de interveno especificar amplitude, prazo e condies de execuo e, se couber, nomear o Interventor. 4 O Interventor, durante o perodo de interveno, substituir o Prefeito e administrar o Municpio visando a restabelecer a normalidade. 5 O Interventor prestar contas Assemblia Legislativa por intermdio do Governador. 6 Cessados os motivos que a determinaram ou decorrido o prazo fixado para a interveno, as autoridades municipais afastadas de seus cargos a eles voltaro, salvo impedimento legal, sem prejuzo da apurao administrativa, civil ou criminal decorrente de seus atos. 7 O Tribunal de Contas emitir parecer prvio sobre as contas do Interventor que s deixar de prevalecer por deciso de dois teros dos membros da Assemblia Legislativa, em votao secreta

    Verificaremos, nos fatos narrados a seguir, que restaram violados princpios e regras, constitucionais e legais, que, por vrias vezes e cumulativamente, justificam a decretao da interveno estadual no Poder Executivo de Gravat. DO RITO DA INTERVENO NO TCE-PE O pedido de interveno pelo TCE-PE tem fundamento constitucional no art. 71, XI, da CF, pelo qual compete aos tribunais de contas: representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados. Desta forma, o pedido de interveno estadual em Municpio, aprovado pelo colegiado do Tribunal de Contas, tem natureza de representao, ou envio de peas, ao Procurador Geral de Justia do Ministrio Pblico do Estado de Pernambuco. dispensado o contraditrio, devido ao seu carter, internamente no TCE-PE, de simples representao, dado que o contraditrio sobre o mrito do

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    PEDIDO DE INTERVENO ESTADUAL NO PODER EXECUTIVO DO MUNICPIO DE GRAVAT ELABORADO PELO MINISTRIO PBLICO DE CONTAS DE PERNAMBUCO Fls. 5

    pedido se desenvolver perante a Corte Especial do Tribunal de Justia do Estado, a quem cabe determinar a interveno. Ademais, o Procurador Geral de Justia tem competncia para agir de ofcio no pedido de interveno. No fica o PGJ vinculado deliberao do Conselho do TCE-PE. Isto refora, com clareza solar, o carter de simples representao e dispensa do contraditrio, do pedido de interveno no mbito deste TCE-PE. Esta j uma questo pacificada no mbito dos tribunais de contas do pas, como podemos ver na Smula 18 do TCE-RN:

    INTERVENO. NO PREVALNCIA ABSOLUTA DO PRINCPIO DO CONTRADITRIO. CONFLITO ENTRE PRINCPIOS. A representao com vistas a Interveno do Estado nos Municpios processo objetivo, no cabendo a prevalncia do contraditrio e da ampla defesa, sob pena de mal ferir, pela procrastinao, outros princpios constitucionais, nesses casos mais ameaados, como o republicano e o do pacto federativo

    Ora, havendo competncia do PGJ para agir de ofcio, este pedido de interveno, materialmente, simples envio de peas ao PGJ, com fulcro no art. 40 do CPP. Cabe lembrar que, em 2008, o TCE-PE deliberou pela interveno em Jaboato dos Guararapes, seguindo este rito. O Tr

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