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Análise Textual

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Apresentao do PowerPoint

METODOLOGIAMODELO DE ENSINO ESTCIO

A dimenso discursiva da linguagem

As funes da linguagem

So o conjunto das finalidades comunicativas realizadas por meio dos enunciados da lngua. AULA 01: Integrao Nacional da Estcio e seu Novo Modelo de EnsinoEnunciado

tudo aquilo que dito ou escrito por meio de palavras, delimitadas por marcas formais: na fala, pela entoao; na escrita, pela pontuao. Est sempre associado ao contexto em que produzido

AULA 01: Integrao Nacional da Estcio e seu Novo Modelo de Ensino

Apesar dos mecanismos bsicos envolvidos na produo oral e escrita serem semelhantes, falar e escrever so fenmenos diferentes..

Na dinmica da produo e da compreenso da linguagem, o intercmbio de posies entre aquele que fala e aquele que ouve d origem ao fenmeno conhecido como enunciao.

Das pessoas do discurso que so acionadas sempre que usamos a linguagem para a produo e a compreenso, a mais curiosa, em termos cientficos, a terceira. A terceira pessoa , na verdade, a no pessoa, isto , a ausncia da primeira e da segunda pessoas. Trata-se do referente discursivo de um dado uso da lngua.As funes da Linguagem A funo referencial ou denotativa

Quando o objetivo da mensagem a transmisso de informao sobre a realidade ou sobre um elemento a ser designado, diz-se que a funo predominante no texto a referencial ou denotativa.O texto abaixo, com um contedo essencialmente informativo, exemplifica essa funoO magnetismo das borboletas

H anos os bilogos sabem que as borboletas tropicais, em sua migrao anual desde a costa caribenha do Panam at o oceano Pacfico, orientam-se conforme o ngulo pelo qual os raios do sol incidem no horizonte. Mas como elas se localizam nos trpicos, onde o sol fica um longo tempo a pino? O bilogo Robert Sryfly desconfiou que as borboletas poderiam usar como referncia o campo magntico da Terra, como fazemos com uma bssola.No decorrer de trs migraes de borboletas, de maio a julho, Robert e seus assistentes capturaram espcies que voavam ao sul do lago Gastn, no Panam. Ao meio dia, quando a posio do sol no proporciona nenhuma informao direciona, a equipe soltava um grupo de borboletas em uma gaiola coberta circundada por um dbil campo eletromagntico. Quando os pesquisadores inverteram a polaridade do campo magntico, elas passaram a voar na direo oposta da rota de migrao...AULA 01: Integrao Nacional da Estcio e seu Novo Modelo de Ensino

Funo emotiva ou expressiva

Quando o objetivo da mensagem a expresso das emoes, atitudes, estados de esprito do emissor com relao ao que fala, diz-se que a funo da linguagem predominante no texto a emotiva.No trecho abaixo, um reprter narra o que sentiu ao visitar, pela primeira vez, o Museu Judaico de Berlim, inaugurado em 2001.Quando o passado um pesadelo

[...] Tomado pela costumeira pressa de reprter, eu tinha que fazer, a toque de caixa, imagens para compor a minha matria. [...] Quando chegamos ao primeiro corredor, o eixo da continuidade, tentei pedir algo a Brbara, funcionria do museu que nos acompanhava. No consegui falar. Tudo foi se desfazendo, todos os sentimentos e emoes, e tambm as racionalizaes, reflexes ou desalentos mediados pelo intelecto. Tudo foi se desvanecendo dentro de mim e um grande vazio, um vcuo que sugava a si prprio, se formou qual redemoinho em meu peito, at explodir num jorro de pranto, num colapso incontrolvel. No tive condies de prosseguir com cinegrafista Fernando Calixto. Procurei um lugar onde esgotar as lgrimas e tentava me explicar, repetindo, aos soluos: Pela metade, no. No vou conseguir fazer meia visita. Pela metade, no. Ou encaro todo o priplo ou vou embora. No consegui nem uma coisa nem outra. Nem parei de chorar, nem me recompus; no me atrevi a percorrer todos os corredores, nem tampouco resisti a penetrar nos espaos desconcertantes do Museu Judaico de Berlim.[...]

(Pedro Bial - Almanaque Fantstico - 2005 )Funo conotativa ou apelativa

Quando o objetivo da mensagem persuadir o destinatrio, influenciando seu comportamento.A linguagem da propaganda a expresso tpica da funo conotativa. As expresses lingusticas com vocativo e formas verbais no imperativo tambm exemplificam essa funo, como o caso das preces.Veja o texto a seguir.

O texto, em primeira pessoa, dirige-se a uma suposta Nossa Senhora da Aprovao, pedindo que interceda junto ao Nosso Senhor dos Clientes em nome do autor dessa prece (um publicitrio). Ao longo do texto, observamos a manuteno da interlocuo marcada pelo uso frequente de vocativos (Minha Nossa Senhora da Aprovao), pronomes (Minha, mim, me, vs... etc) e verbos no imperativo (interceda, socorra-me, proteja-me, ajude-me, etc).Funo ftica Quando o objetivo da mensagem simplesmente o de estabelecer ou manter a comunicao, ou seja, o contato entre o emissor e o receptor.As formulas de abertura de dilogos, quase sempre em frases feitas, so exemplos e/ou o encerramento de um dilogo.

Lembro de todo mundo que conheci. S no sei de onde. nem fao ideia do nome. grave. (...) Seria de pensar que me recordo de pessoas especiais. No uma memria seletiva. Esqueo velhos amigos do peito, amores... E me lembro de algum com quem falei uma ou duas vezes! Pior: chego a pensar que conheo pessoas totalmente estranhas. J passei por cada situao!-Oi, tudo bem?O outro se espanta. Franze o cenho, acha que a gafe dele.- ... E... Como vai?- Vou indo... E voc?Acabamos nos despedindo como velhos amigos, sem a menor ideia de quem seja quem.No texto, o encadeamento de uma srie de frmulas, geralmente usadas para estabelecer contato entre os interlocutores (oi, tudo bem?, ...E... Como vai? Vou indo... E voc) revela o embarao provocado pela situao: uma pessoa abordada por um estranho como se fossem velhos conhecidos. Funo MetalingusticaQuando o objetivo da mensagem falar da prpria linguagem, diz-se que predomina no texto a funo metalingustica.Um exemplo evidente so as definies de verbetes encontradas nos dicionrios.

Funo potica Quando o objetivo da mensagem chamar a ateno para a prpria mensagem, sugerindo que ela o resultado de um trabalho de elaborao feito sobre sua forma, diz-se que a funo predominante a potica. A funo potica marcada por uma maior liberdade no uso das palavras, exploradas mais pelo seu potencial em evocar imagens e produzir efeitos sonoros. Nesses casos, h um trabalho com os prprios signos, cujo objetivo provocar efeitos de sentido no receptor.

O poema revela o trabalho com a linguagem, prprio da funo potica. Alm das rimas (ora/fora, quer-las/estrelas), que destacam os sons das palavras, o poeta constri uma imagem (caminhos iluminados pelas estrelas) para defender o direito ao sonho, por mais difcil que seja realiz-lo.A funo potica tambm pode se manifestar nos jogos de linguagem, na propaganda e mesmo em textos em prosa.