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    Ano XXX | ed. 338 | Mai | 2013

    Os desdobramentos da desonerao

    tributria na sadepg. 8

    Evento aborda a crise dos hospitais privados

    pg. 3

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    DAS NORMAS DESEGURANA

    UM DIAGNSTICOSOBRE A APLICAO

    Pesquisa realizada pelo SINDHOSP mostra que os estabelecimentos de sade ainda tm dvidas

    quanto a aplicao da Norma Regulamentadora (NR) no 32 e enfrentam resistncias em aplicar a

    proibio do uso de adornos, principalmente entre o corpo clnico

    Pginas centrais

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    Editorial

    | Jornal do SINDHOSP | Mai 2013

    siNdHoSP - sindicato dos hospitais, clnicas, casas de sade, laboratrios de pesquisas e anlises clnicas e demais estabelecimentos de servios de sade do estado de so paulo diretoria

    | Efetivos Yussif ali Mere Jr (presidente) luiz Fernando Ferrari Neto (1o vice-presidente) george schahin (2o vice-presidente) Jos carlos barbrio (1o tesoureiro) antonio carlos de carvalho (2o tesoureiro)

    luiza Watanabe dal bem (1a secretria) ricardo Nascimento teixeira Mendes (2o secretrio) / Suplentes sergio paes de Melo carlos henrique assef danilo ther vieira das Neves simo raskin

    Marcelo luis grato irineu Francisco debastiani conselho fiscal | Efetivos roberto Nascimento teixeira Mendes gilberto ulson pizarro Marina do Nascimento teixeira Mendes / Suplentes

    Maria Jandira loconto paulo roberto rogich lucinda do rosrio trigo delegados representantes | Efetivos Yussif ali Mere Jr luiz Fernando Ferrari Neto | Suplentes Jos carlos barbrio

    antonio carlos de carvalho escritrios regionais BAURU (14) 3223-4747, bauru@sindhosp.com.br | CAMPINAS (19) 3233-2655, campinas@sindhosp.com.br | RIBEIRO PRETO (16) 3610-6529,

    ribeiraopreto@sindhosp.com.br | SANTO ANDR (11) 4427-7047, santoandre@sindhosp.com.br | SANTOS (13) 3233-3218, santos@sindhosp.com.br | SO JOS DO RIO PRETO (17) 3232-3030,

    sjrp@sindhosp.com.br | SO JOS DOS CAMPOS (12) 3922-5777, sjc@sindhosp.com.br | SOROCABA (15) 3211-6660, sorocaba@sindhosp.com.br | BRASLIA (61) 3037-8919 /

    Jornal do SindHoSP | Editora ana paula barbulho (Mtb 22170) | Reportagens ana paula barbulho aline Moura Fabiane de s | Produo grfica ergon ediitora (11) 2676-3211

    | Periodicidade Mensal | Tiragem 17.000 exemplares | Circulao entre diretores e administradores hospitalares, estabelecimentos de sade, rgos de imprensa e autoridades. Os artigos assinados no

    refletem necessariamente a opinio do jornal | Correspondncia para Assessoria de Imprensa siNdhosp r. 24 de Maio, 208, 9o andar, so paulo, sp, cep 01041-000 Fone (11) 3331-1555, ramais 245 e 255

    www.sindhosp.com.br e-mail: jornaldosindhosp@sindhosp.com.br

    17 de maio era o prazo para que operadoras de planos de sade e prestadores de servios estabe-lecessem contratos com clusulas claras de periodicidade e reajuste, segundo o que dispe a Instruo Normativa (IN) 49, da Agncia Nacional de Sade Suplementar (ANS). Publicada em maio de 2012, a IN 49 teve novamente seu prazo prorrogado por mais 90 dias.

    Essa norma foi vista por muitos como uma luz no fim do tnel e uma possvel soluo para os des-mandos e arbitrariedades que se arrastam h anos na relao entre as partes. Esses fatos so amplamente conhecidos por todos, apontados em pesquisas encomendadas pelo SINDHOSP ao DataFolha e Vox Populi, inclusive. Mdicos de todo o pas tambm denunciam h anos o que acontece nessa relao comercial. O novo adiamento da IN 49 mostra que, infelizmente, a soluo para os problemas est longe do fim.

    Em So Paulo, associados e contribuintes do Sindicato receberam propostas das operadoras com ndices de reajuste insuficientes, como 25% do IPCA (1,57%); 30% do INPC (2,02%); 40% do IPCA (2,52%), ou um reajuste linear de 2%. Diante disso, enviamos ofcio ANS pedindo esclarecimentos. Para nossa surpresa, a Agncia informou que a definio dos percentuais de reajuste de competncia exclusiva das partes e que tais propostas esto em conformidade com o que dispe a IN 49.

    Esse posicionamento da Agncia atesta que as relaes na sade suplementar esto totalmente desequilibradas. Do jeito que est no chegaremos a lugar nenhum. E para isso precisa-mos de uma atuao mais forte por parte da ANS. Ela precisa exercer com mais rigor a fiscalizao e, principalmente, atuar efetivamente como uma agncia reguladora de um segmento que engloba no apenas usurios e operadoras, mas tambm os prestadores de servios. Sem qualquer um desses atores no existe sade suplementar. Fingir ou acreditar que 1% de reajuste est bom virar as costas para os estabelecimentos de sade.

    Se a ANS, por fora de lei, no tem competncia para atuar como deveria, precisamos mudar a legislao, ampliando seus poderes e revendo sua misso.

    presidenteYussif Ali Mere Jr

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    Em dia

    Mai 2013 | Jornal do SINDHOSP |

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    EvEnto Em nitEri DEbatE a crise dos hospitais privaDos

    O presidente do SINDHOSP, Yussif Ali Mere Jr, participou de evento, no ltimo dia 17 de maio, em Niteri, Rio de Janeiro, que debateu A crise nos hospitais privados Diagnsticos e Solues. Organizado pelo Sindicato dos Hospitais, Clnicas e Casas de Sade de Niteri e So Gonalo, o encontro aconteceu no auditrio da Universidade Salgado de Oliveira e reuniu cerca de cem participantes.

    Em sua apresentao, Yussif Ali Mere Jr mostrou que o setor de sade movimenta 9% do PIB no Brasil, ou R$ 396 bilhes. Desse total, 54% dos recursos vm do setor privado (R$ 213,8 bi) e 46% das trs esferas de governo (R$ 182,1 bi). Isso equivale a um investimento pblico per capita de R$ 938, ou US$ 469, bem abaixo da mdia mundial, que de US$ 716. Na sade suplementar, a receita de contraprestaes das operadoras de planos de sade em 2012 atingiu R$ 95 bilhes, o que d um investimento per capita de R$ 1.980.

    O presidente do SINDHOSP lembrou que o Brasil vive um paradoxo, pois ao mesmo tempo em que tem uma medicina digna de Primeiro Mundo, com hospitais e tecnologias de ponta, h uma crise sem precedentes instalada no Sistema nico de Sade (SUS) e tambm no setor privado. No SUS, os valores pagos no cobrem os custos, o que levou os hospitais filantrpicos a uma situao limite, com dvidas que somam R$ 15 bilhes. Alm disso, faltou a definio, na poca da aprovao da Emenda Constitucional 29, do investimento da Unio em sade, lembrou Yussif.

    A crise do setor privado retratada com frequncia pela imprensa nacional. Os usurios do sistema no esto satisfei-tos. Ano passado, a Agncia Nacional de Sade Suplementar (ANS) recebeu mais de 210 mil pedidos de informao e 76 mil negativas de cobertura foram registradas. Na outra ponta,

    os prestadores tambm esto insatisfeitos. Vimos movimentos mdicos por todo pas por melhores condies de trabalho e remunerao e hospitais, clnicas, laboratrios e demais prestadores tambm tm dificuldades em reajustar valores, sofrem com glosas, demora para autorizao de procedimentos, pagamentos, entre outras coisas.

    Nos ltimos anos, o nmero de usurios do setor suplementar subiu e houve reduo no nmero de leitos hospitalares, o que gerou superlotao nos hospitais, principalmente nos prontos--socorros. Os motivos que levaram ao fechamento de leitos e hospitais so muitos, como a liquidao de operadoras que tinham rede prpria, dificuldades de negociao e recomposio das tabelas, margens de lucro muito baixas e problemas de gesto e reposicionamento da empresa no mercado, lembra Yussif Ali Mere Jr.

    SolueS

    A Instruo Normativa no 49, que obriga operadoras e prestadores a terem contratos com clusu-las claras de reajuste e periodicidade, no resolver os problemas de relacionamento e as dificuldades de negociao entre as partes, segundo Yussif (leia editorial sobre o assunto nesta edio). A lgica de funcionamento do mercado privado apresenta distores que so difceis de corrigir, mas no impos-sveis. E, para isso, todos os players precisam trabalhar com o mesmo foco e engajamento, alertou.

    O recente incio do projeto piloto dos novos modelos de remunerao visto com grande expectativa pelo presidente do SINDHOSP. Precisamos estabelecer um relacionamento de ganha--ganha no s no setor suplementar, mas tambm no SUS, defende. Outros rumos que podem melhorar o cenrio da sade e que foram apontados pelo presidente do SINDHOSP: uma discusso clara e transparente com a sociedade sobre o modelo de sistema de sade que desejamos para o pas, o que levar a uma reviso de algumas questes constitucionais; definio das fontes de finan-ciamento da sade; debate sobre o novo papel que deveria ser desempenhado pela ANS; parcerias pblico-privadas; desonerao tributria; e educao e qualificao.

    Alm de Yussif Ali Mere Jr, o evento contou com apresentao do presidente do Sindicato dos Hospitais, Clnicas e Casas de Sade de Niteri e So Gonalo, Acio Nanci Filho. As apresentaes foram seguidas de debate.

    o presidente do siNdhosp durante o evento

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    Em Dia

    | Jornal do SINDHOSP | Mai 2013

    Quem poderia imaginar, h dez ou vinte anos, que mdicos vestidos de jaleco branco sol-tariam bexigas pretas em ato de luto pela sade, em plena Avenida Paulista? Que sairiam s ruas para reivindicar melhores condies de trabalho e remunerao? Pois este tem sido o cenrio da sade privada brasileira: profissionais mal remunerados, hospitais, clnicas e laboratrios recebendo valores defasados, clientes insatisfeitos. Por isso, pelo terceiro ano consecutivo, os mdicos foram s ruas no Dia Nacional de Advertncia aos Planos de Sade, 25 de abr