Entrevista Professor Cristiano L´bo, diretor-geral da FTC Itabuna

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  • DIREITOS: Professor Cristiano Lbo, a FTC est caminhando para completar 8 anos de atuao no Sul da Bahia. De 2001 at os dias atuais o que mudou em relao pro-posta da Rede de Ensino e as transformaes no mbito da Educao Superior?

    CL: No que diz respeito ao compromisso de oferecer Educao Superior de qualidade e de proporcionar s mais diversas camadas so-ciais a oportunidade de ingressar numa univer-sidade, nada mudou. Pelo contrrio: ns con-seguimos fazer com que a regio pudesse dar um salto quantitativo e qualitativo nas oportu-nidades de qualificao profissional superior como em poucas regies do pas foi registrado na ltima dcada. Isto se explica at mesmo se levarmos em conta que, diante do pioneirismo da FTC de acreditar na regio como um polo em potencial para a educao superior, outras instituies de ensino tambm vieram aqui se instalar. Por outro lado, a demanda por mo-de-obra cada vez mais especializada para atender as necessidades do mundo globalizado tm im-posto novos desafios e exigido respostas cada vez mais imediatas.

    DIREITOS: Como a Faculdade tem cor-respondido a estes desafios?

    CL.: Investindo na modernizao do nos-so projeto pedaggico, inclusive inserindo no contexto do ensino-aprendizagem a ferra-menta digital. Buscando formar profissionais humanizados e comprometidos com as causas sociais que demandam de uma interveno com conhecimento cientfico, visando promo-ver transformaes capazes de assegurar mais

    qualidade de vida aliada ao desenvolvimento socioeconmico.

    DIREITOS: De que maneira podemos constatar essas transformaes?

    CL: Hoje, por exemplo, profissionais for-mados pela FTC Itabuna no curso de Engenha-ria Ambiental (um dos primeiros nesta rea de qualificao na Amrica Latina), esto atuan-do em multinacionais, desenvolvendo projetos

    de preservao ou de gesto na rea de meio ambiente. Encontramos egressos do curso de Sistemas de Informao atuando em Miami e Denwer (EUA) como analistas de sistemas em grandes corporaes internacionais. Temos ainda enfermeiros e psiclogos graduados pela unidade itabunense da Rede de Ensino FTC aprovados em concursos pblicos ou mesmo ocupando funes importantssimas na rea de sade coletiva, em programas como Sade da Famlia, Centros de Ateno Psicossocial, dentre outros. Podemos perceber, ainda em diversas empresas do Sul da Bahia e de ou-

    tras regies do estado, administradores sados desta academia imprimindo um novo modelo de gesto. Enfim, estamos formando profissio-nais capazes de corresponder s exigncias e expectativas do mercado.

    DIREITOS: Professor Lbo, ainda hoje repercute no meio acadmico do Sul da Bahia a publicao do reconhecimento do curso de Direito da FTC. Qual a avaliao que a dire-o faz dos resultados obtidos neste processo junto ao MEC?

    CL: De fato, esta foi uma dos melhores acontecimentos dos ltimos dias. Logo aps a publicao da Portaria de Reconhecimento do Curso de Psicologia, foi publicado no Dirio Oficial da Unio de 08 de maio de 2009 a Por-taria 653/2009 da Secretaria de Educao Supe-rior do MEC, que reconhece o curso de Direito da FTC/Itabuna. Era grande a expectativa por parte de toda a comunidade acadmica. Afinal, h mais de um ano recebemos a comisso de avaliao e tivemos acesso ao relatrio da visita in loco, que recomendava o reconhecimento, com conceito mximo em praticamente todos os itens avaliados (nota 5, numa escala de 1a 5). Tudo isso veio coroar o trabalho desenvolvido ao longo dos anos de existncia da Instituio e da contribuio expressiva dos docentes, dis-centes e funcionrios. Cabe destacar que, mes-

    mo sem e publicao da referida Portaria, os alunos estavam amparados pela Portaria 40, ga-rantindo-lhes o direito de receberem o diploma antes mesmo do parecer final do Ministrio.

    Cabe destacar, tambm, que hoje o processo de registro de diplomas muito rpido. Depois da parceria firmada com a UESC, que chancela os diplomas expedidos pela FTC, os graduados tem acesso ao documento em prazo bem infe-rior ao aplicado no passado, quando apenas a UFBA fazia o registro. Temos processo finali-zados em menos de 90 dias. Uma verdadeira e merecida conquista.

    DIREITOS: Qual foi o conceito novo trazido pela FTC Itabuna para formao de operadores do Direito?

    CL: Implantado com grande expectativa na regio, o curso em tela, ao longo dos seus cinco anos de existncia, alm de fomentar a formao de bacharis qualificados, tem na sua essncia a construo do ser tico e socialmente responsvel. Prova disso so as diversas aes sociais desenvolvidas pela comunidade acad-mica, nos mutires, eventos nos bairros, bem como o trabalho realizado pelo Ncleo de Pr-tica Jurdica NUPRAJ que, alm de ser um excelente campo de estgio para os docentes, promove um atendimento de qualidade aos me-nos favorecidos. Quando o assunto responsa-bilidade social, no medimos esforos.

    DIREITOS: Como tem sido a insero dos profissionais de Direito formados pela FTC no mercado?

    CL: Tivemos a honra de apresentar os primeiros bacharis em Direito da FTC Itabu-na. Uma formatura que significou muito para todos ns. Na verdade, todas as formaturas tm o seu significado especial. Alm disso, gratificante saber que muitos graduados j esto no mercado de trabalho, alguns j com a carteira da OAB por terem, j na primeira oportunidade, sido aprovados no Exame, bem como acadmicos que ainda no concluram o curso tambm j ter sido aprovado no exame da Ordem.

    DIREITOS: O que mais podemos desta-car sobre a atuao da FTC?

    CL: Aliado a estes fatores, que dizem res-peito formao acadmica, estamos trans-pondo os muros da academia e levando nossos estudantes e docentes a perceberem na prtica onde os conhecimentos fomentados em sala de aula podem fazer a diferena. Temos forma-do parcerias com diversas instituies assis-tenciais, organizaes governamentais e no governamentais para execuo de projetos de extenso, ou, desenvolvimento de estgio su-pervisionado e o resultado no podia ser me-lhor: a promoo da cidadania e possibilidade de acesso para a populao de baixa renda as inmeras aes e servios na rea de sade, de incluso digital, de capacitao para o mercado de trabalho e assistncia jurdica. Enfim, a FTC est cumprindo a sua misso de formar profis-sionais comprometidos com o desenvolvimento do Sul da Bahia.

    Especial/Direitos

    www.jornaldireitos.com.br - SUL DA BAHIA - EDIO DE JUNHO DE 2009 - E-mail: direitos@jornaldireitos.com.br

    O nosso entrevistado desta edio do Jornal DI-REITOS o diretor- geral da FTC Itabuna, professor Cristiano Lbo. Ele fala, dentre outras coisas, do re-conhecimento do curso de Direito, da participao efetiva da Faculdade no contexto social do Sul da Bahia e do processo de consolidao da Instituio de Ensino Superior como um dos mais importantes desafios que vem sendo superados, diante das cons-tantes e atualssimas exigncias do mercado por mo-de-obra cada vez qualificada e especializada.

    EntrevistaProfessor Cristiano Lbo,diretor-geral da FTC Itabuna

    Hoje, por exemplo, profissionais formados pela FTC Itabuna no curso de Engenharia Ambiental (um dos primeiros nesta rea de qualificao na Amrica Latina), esto atuando em multinacionais, desenvolvendo projetos de preservao ou de gesto na rea de meio ambiente.

  • www.jornaldireitos.com.br - SUL DA BAHIA - EDIO DE JUNHO DE 2009 - E-mail: direitos@jornaldireitos.com.br

    2 Caderno02

    A Paz Frutoda Justiana Comunidade Eclesial

    Haroldo Heleno.Coordenador de Pastoral

    Durante o perodo de 13 a 22 de maio deste ano, a Parquia Santa Rita de Cssia teve a oportunidade de refletir e aprofundar so-bre um importante e atual assunto da nossa sociedade: A Paz. Valor to violentado e ao mesmo tempo to procurado pelo conjunto da comunidade; A parquia ao celebrar as homenagens a sua Padroeira escolheu como tema central: A Paz fruto da Justia na Comuni-dade Eclesial.

    Dentre os vrios motivos que nos levaram a escolha deste tema podemos destacar que diante de tantas dificuldades cotidianas, na famlia, na sade, na poltica, e em tantos outros momentos da vida, o Documento de Aparecida convoca as comunidades: Cada comu-nidade chamada a descobrir e integrar os talentos escondidos e silenciosos, com os quais o Esprito presenteia os fiis. Assim cada grupo, movimentos, pastorais e associaes, com seus carismas, projetos e metodologias diferentes urge que as comunidades paro-quiais faam planejamentos de suas aes evangelizadoras, criando desta forma um esteio de unidade.

    O Documento tambm nos diz no seu numero 207 As primeiras comunidades crists testemunham a prtica da cons-truo da paz fundamentada nos valores evanglicos, principal-mente no cuidado com os pequenos e com os necessitados e a superao da vingana e do dio. Mostram que a conquista da paz no vem pela fora das armas (dos carros e dos cavalos). Ela vem dos novos relacionamentos, fundamentados no amor, porque Deus amor e ele a fonte da verdadeira paz e da ver-dadeira concrdia. Somente a partir dos critrios do Evangelho que se torna possvel pensar verdadeiramente em segurana. A paz fruto da ordem que Jesus Cristo inseriu na sociedade humana, devendo ser realizada progressivamente por todos os que tm fome e sede de justia. A paz no possvel sem a ga-rantia do bem estar das pessoas e sem a partilha generosa das riquezas do corao e da inteligncia e sem a fora renovadora da reconciliao.

    Entendemos que todos participam desta misso de Jesus quan-do conseguem construir uma comunidade de amor para a qual as demais pessoas so atradas a partir da comunho entre os seus membros. No possvel pensar em misso sem comunho nem em comunho sem misso.

    Todos so convidados a colaborar com a construo da Paz, mas uma vez o Documento de Aparecida nos convoca no seu nu-mero 239: Todos devem portanto, colaborar na criao e na cons-truo de uma ordem justa, sem a qual a paz ilusria e no h se-gurana.Isso s possvel a partir da formao da conscincia para os valores que fundamentam