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Estatuto Geral da Guarda Civil Municipal (Regimento Interno) - Claudio Frederico de Carvalho

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Por: Claudio Frederico de CarvalhoEsta obra surgiu em meados de 2005, quando o autor foidesignado para compor a Comissão Específica de Estudos, visandoelaborar proposta de instituição de Regimento Interno aos Integrantesda Carreira de Segurança Municipal no Município de Curitiba, naqualidade de coordenador.Com a conclusão dos estudos, e posterior entrega ao chefe dapasta municipal, o mesmo encaminhou a um profissional do direito,para emitir parecer sobre o projeto de Regimento Interno, em decisãomonocrática, com poucas palavras, desprovida de fundamentaçãojurídica, sem entrar no mérito, em completo desrespeito a Comissãode Estudos, o trabalho foi imediatamente refutado, sendoconsiderado muito extenso e inaplicável para a citada instituição.Em verdade, o projeto de Regimento Interno, não deixava deser uma idéia embrionária de um futuro Estatuto, próprio para acarreira de Segurança Pública Municipal. Elaborado e disciplinadodidaticamente em cinco vertentes principais, sendo elas: 1 - daestrutura organizacional, 2 - da estrutura hierárquica, 3 - dos direitose vantagens, 4 - do regime disciplinar, e 5 - da identificação funcional.Teve no seu cerne como fundamento principal, o objetivo deregulamentar e disciplinar, diversas condutas e formas de agir doprofissional da segurança pública, pois, se a este é dado o direito e odever de fiscalizar e fazer cumprir a lei, nada mais justo e necessárioque este profissional, tenha a sua função devidamente delineada eaclarada em um ordenamento jurídico próprio.Por fim, concluo estas notas iniciais lembrando que o presentetrabalho não é uma obra conclusiva, mas sim, e tão somente ummodesto esboço de um projeto, quiçá um marco inicial.

Text of Estatuto Geral da Guarda Civil Municipal (Regimento Interno) - Claudio Frederico de Carvalho

Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br

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Estatuto Geral da Guarda Civil / Municipal (Regimento Interno) http://inspetorfrederico.blogspot.com/

Claudio Frederico de Carvalho

Estatuto Geral da

GUARDA CIVIL / MUNICIPAL(Regimento Interno)

1 Edio

CURITIBA Edio do Autor 2010

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br

Juro sustentar a Constituio, e as Leis, e ser obediente s autoridades constitudas, cumprindo as ordens legaes que me forem communicadas para segurana publica e particular, fazendo os esforos, que me forem possveis, para separar tumultos, terminar rixas, e prender criminosos em flagrante; participando, como me incumbe, immediatamente que chegarem ao meu conhecimento, todos os factos criminososo, ou projectos de perpetrao de crime.

(Juramento dos Guardas Municipais e Comandantes no Perodo Imperial - Art. 13 do Decreto de Criao das Guardas Municipais, de 14 de junho de 1831)

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DEDICATRIA

Dedico esta obra aos Honrosos Policiais com suas diversas denominaes em todo o Brasil e em especial aos Guardas Municipais, que nestes ltimos dois sculos vm procurando trazer a paz e a harmonia em uma sociedade conturbada pelos momentos polticos, aspectos socioculturais e econmicos de uma nao em pleno desenvolvimento.

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AGRADECIMENTOS

Agradeo ao Pai Celestial, por nos dar inspirao para redigir esta obra, pois Ele o criador de tudo e de todos. Agradeo ao meu filho Lucas, pela compreenso em ser privado da minha companhia nos momentos que dediquei elaborao deste trabalho, bem como a minha esposa Viviane, que sempre esteve ao meu lado, quer na digitao, pesquisa, produo e, principalmente, no incentivo para a concretizao deste livro. In memorian ao meu sogro, Dr. Ary Francalacci Espnola, o qual mesmo estando acometido de molstia maligna, no seu leito de morte, durante os seus ltimos instantes de vida terrena, pode contribuir de forma incomensurvel com conceitos, princpios e regras de conduta necessrias para a formao e qualificao do profissional da rea de segurana pblica municipal. Agradeo aos Inspetores da Guarda Municipal de Curitiba, Luiz Antonio Ferreira da Cruz, Jonatas Barbosa de Lima, Edmir Nazrio da Silva, Luiz Carlos Brambila, lvaro Jos Ditzel e Emerson Marcelo de Freitas, que contriburam de maneira expressiva tanto nos debates quanto nas pesquisas de campo fornecendo material indispensvel, para a concluso deste trabalho. Agradeo ao leitor que me privilegia com a leitura desta obra o qual me coloco a disposio para eventuais esclarecimentos, no endereo eletrnico: [email protected]

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DECRETO DE 22 DE OUTUBRO DE 1831. D Regulamento ao corpo de guardas municipaes permanentes da Crte. A Regencia, em Nome do Imperador, o Senhor D. Pedro II, em consequencia do 12 do art. 102 da Constituio e da Lei de 10 do corrente mez, Decreta: Art. 1. O estado-maior do corpo de guardas municipaes permanentes nesta Crte constar de um Commandante geral com graduao de Tenente Coronel, um Ajudante, um Cirurgio-mr, um Cirurgio Ajudante, um Secretario Sargento e um Quartel-mestre Sargento. Art. 2. Constar o corpo de quatro companhias de infantaria, composta cada uma de 100 soldados, um Corneta, seis Cabos, um Forriel, tres Sargentos, 1. e 2. Commandante, com graduao de Capito e Tenente: de duas companhias de cavallaria composta cada uma de 75 soldados, um Clarim, seis Cabos, um Forriel, tres Sargentos, 1. e 2. Commandante, com graduao de Capito e Tenente. Art. 3. Neste corpo sero alistados cidados brazileiros de 18 a 40 annos, de boa conducta,.moral e politica; e nelle serviro emquanto quizerem, a no serem demittidos pelo Governo na Crte, e pelos Presidentes nas Provincias, onde taes corpos forem creados; ou por sentena condemnatoria. Art. 4. O estado-maior, e Commandantes de companhia sero nomeados pelos Presidentes em conselho nas Provincias, e na Crte pelo Governo, e demittidos quando tenham perdido a confiana dos que os nomearam. Os Officiaes inferiores sero promovidos, e tornados classe de soldados pelo Commandante geral sob informao dos dous Commandantes de companhia. Art. 5. O Corneta, Clarim e soldado vencer mensalmente 18$000, o Cabo 19$000, o Forriel 20$000, o Sargento 21$000, o 2. Commandante e o Ajudante 50$000, o 1. Commandante 70$000, o Secretario e o Quartelmestre 25$000, o Cirurgio-mr 40$000, o Cirurgio Ajudante 30$000, o Commandante geral 120$000. Nenhum accumular vencimento, nem ter pret, etapa, fardamento, ou gratificao alguma. O Commandante geral, Ajudante, e mais Commandantes de companhias tero mensalmente 20$000 de forragem para duas cavalgaduras. Art. 6.Os Presidentes em Conselho, depois de designarem o numero indispensavel de guardas municipaes a p e a cavallo, de que deve constar o corpo, proporo ao Governo o vencimento, que julgaram conveniente a cada praa para ser approvado, ou alterado. Entretanto, organizado o corpo, se

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br abonar s praas o vencimento proposto, at definitiva resoluo do Governo. Art. 7. A falta de cumprimento exacto nos deveres, ser punida com reprehenso particular, ou em frente da companhia; e sendo habitual, com demisso. Art. 8. A desobediencia ser punida com um a tres mezes de priso, conservando-se solitario oito dias em cada mez. Na reincidencia, alm destas penas, ser demittido. Art. 9. A injuria feita a superiores ser punida com tres a nove mezes de priso, estando solitario oito dias em cada mez. Art. 10. A ameaa aos superiores ser punida com um a tres annos de priso com trabalho. Art. 11.A offensa physica aos superiores ser punida com o dobro das penas do artigo antecedente. Art. 12. O que concorrer, ou mesmo tolerar, para que se no conserve na frma determinada aquillo que confiado sua guarda e segurana, alm de ser punido com pena igual quella, em que incorreu o que tal acto praticou; e se fr preso, a em que este estava incurso, ser demittido. Art. 13.O que desertar, ou deixar o servio por mais de tres dias, alm das penas, em que incorrer pela omisso, ser preso por um a tres mezes e demittido. Art. 14. O que se servir do seu emprego para commetter crimes, ou toleral-os, alm de demittido, ser preso por tres a nove mezes.. Art. 15. O que se servir das armas para fazer, ou ajudar algum ajuntamento illicito, ser preso por um a tres annos com trabalho. Art. 16. Todas as vezes que a pena exceder a seis mezes de priso, ser demittido. Art. 17. As penas acima declaradas no isentam das declaradas no Codigo Criminal, que sero impostas pela autoridade civil competente. Art. 18. O ro indiciado dos crimes mencionados ser logo preso, formando-se-lhe culpa, no prazo marcado por lei. Art. 19. O Commandante do corpo, e o Commandante de companhia competente, por si s, para reprehender particularmente. Art. 20. Nos mais casos, se o crime fr de estado-maior, ou dos Commandantes, convocar-se-h, por ordem do Governo, seis Officiaes de Capito para cima, das guardas nacionaes, presididos pelo Commandante do corpo, se no fr este o ro, porque ento sero presididos por um Commandante de batalho das guardas nacionaes, e ahi, ouvidas as

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testemunhas sobre a parte circumstanciada, que deve dar a autoridade, que mandou prender o ro, ou o accusou, ser este pronunciado ou no. Se o crime fr de Official inferior, ou soldado, a convocao ser feita pelo Chefe, e os Officiaes sero tirados dentre os Commandantes das companhias. Art. 21.Feita a pronuncia ser offerecido o libello accusatorio pelo Promotor, que ser um Official mais apto para esse fim, nomeado pelo Presidente do conselho, seguindo-se em tudo o mais o processo do Jury; podendo o ro recusar quatro Officiaes, e o Promotor dous, os quaes sero substituidos por outros nomeados pelo mesmo Presidente, comtanto que no sejam amigos intimos, inimigos declarados, ou parentes at o segundo gro do ro, ou Promotor. Na falta de Commandantes de companhias sero chamados Capites das guardas nacionais. Art. 22.Condemnado, ou absolvido o ro, tm as partes recurso a outro conselho, quando a pena exceder a tres mezes de priso. Art. 23. Este conselho ser o mesmo Jury do lugar: mas este no poder diminuir a pena para menos de tres mezes, excepto por unanimidade de votos. Art. 24. Este recurso deve ser intentado smente dentro dos 10 dias depois de intimada a primeira sentena, e perante o Presidente do conselho, que immediatamente far remessa da culpa ao Juiz de Direito, para decidir-se no primeiro Jury, no qual as partes podero allegar o que lhe fr a bem, e at reproduzir novas testemunhas, se o mesmo Jury julgar necessario. Art. 25. O Official offendido no pde presidir ao conselho. O Presidente deste no tem voto. Em caso de empate o ro absolvido. Diogo Antonio Feij, Ministro e Secretario de Estado dos Negcios da Justia, o tenha assim entendido, e faa executar. Palcio do Rio de Janeiro em vinte e dous de Outubro de mil oitocentos trinta e um, dcimo da Independncia e do Imprio. Francisco de Lima e Silva. Jos da Costa Carvalho. Joo Braulio Moniz. Diogo Antonio Feij.

Transcrio: Colleo das Leis do Imprio do Brazil de 1831, segunda parte, Rio de Janeiro, Typographia Nacional, 1873, pg. 48/51.

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br INTRODUO Ao elaborar este livro, dois foram os objetivos escolhidos: o primeiro, procurar uma forma de padronizar as condutas dos profissionais da rea da segurana pblica municipal, trazendo conceitos e fundamentos essenciais a sua formao e desenvolvimento profissional; o segundo, proliferar a informao, objeto do estudo, no aspecto construtivo, de maneira a oportunizar e disponibilizar a coletividade, principalmente aos interessados em Segurana Pblica, um modelo de Estatuto, no como premissa mxima, mas sim, como um ponto de partida, um marco zero, para outras grandes obras que podero advir deste modesto trabalho. Esta obra surgiu em meados de 2005, quando o autor foi designado para compor a Comisso Especfica de Estudos, visando elaborar proposta de instituio de Regimento Interno aos Integrantes da Carreira de Segurana Municipal no Municpio de Curitiba, na qualidade de coordenador. Com a concluso dos estudos, e posterior entrega ao chefe da pasta municipal, o mesmo encaminhou a um profissional do direito, para emitir parecer sobre o projeto de Regimento Interno, em deciso monocrtica, com poucas palavras, desprovida de fundamentao jurdica, sem entrar no mrito, em completo desrespeito a Comisso de Estudos, o trabalho foi imediatamente refutado, sendo considerado muito extenso e inaplicvel para a citada instituio. Em verdade, o projeto de Regimento Interno, no deixava de ser uma idia embrionria de um futuro Estatuto, prprio para a carreira de Segurana Pblica Municipal. Elaborado e disciplinado didaticamente em cinco vertentes principais, sendo elas: 1 - da estrutura organizacional, 2 - da estrutura hierrquica, 3 - dos direitos e vantagens, 4 - do regime disciplinar, e 5 - da identificao funcional. Teve no seu cerne como fundamento principal, o objetivo de regulamentar e disciplinar, diversas condutas e formas de agir do profissional da segurana pblica, pois, se a este dado o direito e o dever de fiscalizar e fazer cumprir a lei, nada mais justo e necessrio que este profissional, tenha a sua funo devidamente delineada e aclarada em um ordenamento jurdico prprio. Por fim, concluo estas notas iniciais lembrando que o presente trabalho no uma obra conclusiva, mas sim, e to somente um modesto esboo de um projeto, qui um marco inicial.

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NDICEPROJETO DE ESTATUTO GERAL DA GUARDA CIVIL / MUNICIPAL ............. TTULO I DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ............................................... CAPTULO I - DA FINALIDADE E DA APLICAO ............................................. CAPTULO II - DA GUARDA CIVIL/MUNICIPAL E DO COMANDO DA GUARDA Seo I - Da Guarda Civil / Municipal ............................................................ Seo II - Do Comando da Guarda Civil / Municipal ...................................... CAPTULO III - DAS ATRIBUIES INERENTES AO CARGO ........................... Seo I - Do Comandante da Guarda Civil / Municipal .................................. Seo II - Das Coordenadorias Tcnicas ....................................................... Seo III - Das Gerncias de Assessoramento .............................................. Seo IV - Do Servio de Assistncia ............................................................ Seo V - Das Chefias de Servio e reas de Apoio ..................................... Seo VI - Dos Ncleos de Comando Regional ............................................. Seo VII - Gerncias Operacionais .............................................................. Seo VIII - Chefias de Servios Operacionais ............................................. Seo IX - Da Nomeao das Funes Gratificadas ..................................... Seo X - Disposies Finais ......................................................................... TTULO II DA ESTRUTURA HIERRQUICA ...................................................... CAPTULO I - DA HIERRQUIA ............................................................................ Seo I - Da Estrutura da Carreira ................................................................. Seo II - Dos Nveis Hierrquicos ................................................................. Seo III - Das Classes Hierrquicas ............................................................. Seo IV - Atribuies Especficas ................................................................. CAPTULO II - DA INVESTIDURA .......................................................................... Seo I - Da Investidura no Cargo ................................................................. Seo II - Do Estgio Probatrio .................................................................... Seo III - Da Estabilidade ............................................................................. CAPTULO III - DO CRESCIMENTO FUNCIONAL ................................................ Seo I - Dos Princpios da Carreira .............................................................. Seo II - Da Progresso ............................................................................... Seo III - Da Promoo Intranveis (ascenso) ............................................ Seo IV - Da Promoo por Merecimento .................................................... Seo V - Disposies Especficas ................................................................ Seo VI - Do Curso de Formao ................................................................. Seo VII - Da Vacncia ................................................................................. Seo VIII - Da Aposentadoria ....................................................................... Seo IX - Da Substituio ............................................................................. TTULO III DOS DIREITO E VANTAGENS ......................................................... CAPTULO I - DO VENCIMENTO E REMUNERAO ......................................... CAPTULO II - DAS VANTAGENS ......................................................................... Seo I - Do Auxlio Transporte ..................................................................... Seo II - Das Gratificaes e Adicionais ...................................................... Seo III Da Retribuio do Cargo em Comisso ou Funo Gratificada . Seo IV - Da Gratificao Natalina .............................................................. Seo V - Da Gratificao Adicional por Tempo de Servio .......................... Seo VI - Da Gratificao de Segurana ...................................................... 001 002 002 002 002 004 006 006 007 010 014 014 019 021 023 027 027 029 029 029 029 031 031 038 038 041 042 042 042 043 045 048 051 056 057 058 059 060 060 060 061 062 062 062 063 063

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.brSeo VII - Do Adicional por Servio Extraordinrio ...................................... Seo VIII - Do Adicional Noturno .................................................................. Seo IX - Do Adicional de Frias .................................................................. Seo X - Da Gratificao de Regime de Escala de Servio ........................ Seo XI - Da Gratificao de Responsabilidade Tcnica ............................ CAPTULO III - DAS FRIAS ................................................................................. CAPTULO IV - DAS LICENAS ........................................................................... Seo I - Da Licena Prmio .......................................................................... Seo II - Da Licena para Tratamento de Sade .......................................... Seo III - Da Licena Compulsria ................................................................ Seo IV - Da Licena quando Acidentado no Exerccio de suas Atribuies Seo V - Da Licena por Motivo de Doena em Pessoa da sua Famlia .... Seo VI - Da Licena Maternidade ............................................................... Seo VII - Da Licena para Amamentao ................................................... Seo VIII - Da Licena Paternidade .............................................................. Seo IX - Da Licena Gala ............................................................................ Seo X - Da Licena Nojo ............................................................................ Seo XI - Da Licena para Tratamento de Interesses Particulares ............. Seo XII - Da Licena para Atividade Poltica .............................................. Seo XIII - Da Licena para Exercer Mandato Eletivo ................................. CAPTULO V - DAS CONCESSES ..................................................................... Seo I - Do Auxlio Funeral ........................................................................... Seo II - Do Mrito Policial ............................................................................ Seo III - Das Recompensas ........................................................................ CAPTULO VI - DO DIREITO DE PETIO .......................................................... CAPTULO VII - DA ASSISTNCIA JUDICIAL ...................................................... TTULO IV DO REGIME DISCIPLINAR .............................................................. Seo nica - Do Cdigo de tica ................................................................. CAPTULO I - DAS GENERALIDADES ................................................................. Seo I - Dos Deveres ................................................................................... Seo II - Das Proibies ............................................................................... Seo III - Das Responsabilidades ................................................................ CAPTULO II - DA DEFINIO DAS INFRAES DISCIPLINARES .................. CAPTULO III - DAS PENALIDADES ..................................................................... Seo I - Da Advertncia ............................................................................... Seo II - Da Repreenso .............................................................................. Seo III - Da Suspenso .............................................................................. Seo IV - Da Participao em Programa Reeducativo ................................ Seo V - Da Multa ........................................................................................ Seo VI - Da Destituio da Funo ............................................................ Seo VII - Da Cassao de Aposentadoria ou Disponibilidade ................... Seo VIII - Da Demisso .............................................................................. Seo IX - Da Demisso a Bem do Servio Pblico ...................................... Seo XI - Disposies Finais ........................................................................ CAPTULO IV - DA REMOO TEMPORRIA ..................................................... CAPTULO V - DOS PROCEDIMENTOS DE NATUREZA DISCIPLINAR ........... Seo I - Do Processo Sumrio .................................................................... Seo II - Da Sindicncia .............................................................................. Seo III - Do Processo Administrativo Disciplinar ....................................... 064 066 066 067 070 071 074 075 076 077 078 080 080 081 081 082 082 082 083 083 084 085 086 087 087 089 090 091 091 092 094 095 096 101 101 102 102 103 104 104 104 105 105 106 108 109 109 112 113

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Estatuto Geral da Guarda Civil / Municipal (Regimento Interno) http://inspetorfrederico.blogspot.com/ Seo IV - Disposies Finais ...................................................................... CAPTULO VI - DA COMUNICAO DOS ATOS ................................................ Seo I - Das Citaes ................................................................................ CAPTULO VII - DOS PRAZOS ............................................................................ CAPTULO VIII - DAS PROVAS ........................................................................... Seo I - Disposies Gerais ....................................................................... Seo II - Da Prova Fundamental ................................................................. Seo III - Da Prova Testemunhal ................................................................ CAPTULO IX - DA EXTINO DA PUNIBILIDADE ............................................. Seo I - Do Julgamento .............................................................................. Seo II - Da Aplicao das Sanes Disciplinares ...................................... Seo III - Dos Recursos .............................................................................. Seo IV - Do Pedido de Reconsiderao .................................................... Seo V - Do Recurso .................................................................................. Seo VI - Da Reviso ................................................................................. Seo VII - Do Cancelamento da Punio ................................................... TTULO V - DA IDENTIFICAO FUNCIONAL .................................................... CAPTULO I - DO UNIFORME ............................................................................. CAPTULO II - DA IDENTIDADE .......................................................................... TTULO VI - DAS FESTAS NACIONAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS ............... CAPTULO NICO - DAS FORMATURAS ........................................................... TTULO VII - DOS DOCUMENTOS INTERNOS ................................................... CAPTULO I - DO BOLETIM INTERNO ............................................................... CAPTULO II - DO LIVRO DE OCORRNCIAS ................................................... CAPTULO III - DO LIVRO DA SUPERVISO ...................................................... CAPTULO IV - DO LIVRO DE FREQNCIAS ................................................... CAPTULO V - DOS DEMAIS REGISTROS ......................................................... TTULO VIII - PRESCRIES DIVERSAS ........................................................... CAPTULO I - DO ARMAMENTO ......................................................................... Seo I - Do Uso das Algemas ..................................................................... Seo II - Do Uso da Tonfa .......................................................................... Seo III - Do Uso da Arma no Letal .......................................................... Seo IV - Do Uso do Colete de Proteo Balstica ..................................... Seo V - Do Uso do Carregador Rpido .................................................... Seo VI - Do Uso dos Equipamentos ......................................................... CAPTULO II - DOS CURSOS ............................................................................. CAPTULO III - DOS SERVIOS ......................................................................... Seo I - Do Inspetor de Dia ........................................................................ Seo II - Do Adjunto do Inspetor de Dia ..................................................... Seo III - Da Superviso de Dia ................................................................. Seo IV - Da Superviso de rea ............................................................... Seo V - Da Ronda .................................................................................... Seo VI - Do Patrulhamento ....................................................................... Seo VII - Da Rdio/Comunicao ............................................................. Seo VIII - Do Planto de Ncleo ............................................................... Seo IX - Do Motorista/Motociclista ............................................................ Seo X - Da Guarda e Proteo ................................................................. Seo XI - Do Peloto Escolar ..................................................................... Seo XI - Da Proteo Ambiental ............................................................... 116 117 117 118 118 118 118 119 120 121 122 123 124 125 125 126 127 127 132 134 136 136 136 138 139 140 140 142 142 144 144 145 145 145 146 146 146 147 147 147 148 148 149 149 149 150 151 151 152

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.brSeo XII - Dos Animais de Estimao ......................................................... CAPTULO IV - DAS ESPECIFICIDADES ............................................................ Seo I - Da Utilizao do Telefone .............................................................. Seo II - Da Troca de Servio ..................................................................... Seo III - Da Liberao do Servio ............................................................. Seo IV - Da Falta ao Servio ..................................................................... Seo V - Do Remanejamento ..................................................................... Seo VI - Do Recebimento de Servio ........................................................ Seo VII - Do Decorrer do Servio .............................................................. Seo VIII - Da Passagem de Servio ......................................................... Seo IX - Da Folha de Freqncia ............................................................. Seo X - Das Viaturas ................................................................................ Seo XI - Das Normas dos Postos .............................................................. Seo XII - Dos Novos Postos de Servio .................................................... Concluso .......................................................................................................... O Autor .............................................................................................................. Referncias Bibliogrficas ............................................................................... 154 155 155 155 156 156 157 158 158 159 159 159 160 160 161 162 163

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Estatuto Geral da Guarda Civil / Municipal PREFEITURA MUNICIPAL DE LEI N. Aprova o Estatuto da Guarda Civil / Municipal de ........

A CMARA MUNICIPAL DE ............................ , ESTADO DO ........., aprovou e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei: Art. 1. aprovado o Estatuto da Guarda Civil / Municipal de ..................................., parte integrante desta Lei.

Art. 2. O Regulamento regular a criao e provimento dos Cargos Pblicos, os direitos, as garantias e as vantagens, bem como os deveres e responsabilidades dos servidores da Carreira de Guarda Civil / Municipal. Art. 3. Esta Lei entrar em vigor na data de sua publicao no se aplicando as disposies em contrrio para os servidores da referida carreira.

Pao ........, em ........ de ...............de. ..........

Prefeito Municipal

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br TTULO I DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL CAPTULO I DA FINALIDADE E DA APLICAO Art. 1. O Estatuto da Guarda Civil / Municipal de ....... prescreve tudo quanto se relaciona com a organizao funcional, estabelecendo normas relativas s atribuies, s prestaes de servios, s responsabilidades e ao exerccio dos cargos e das funes de seus integrantes. Art. 2. Nos casos omissos verificados na aplicao deste Estatuto ser nomeada comisso composta de cinco membros, por ato do Comandante da Guarda Civil / Municipal, a fim de deliberar sobre o assunto. CAPTULO II DA GUARDA CIVIL / MUNICIPAL E DO COMANDO DA GUARDA Seo I Da Guarda Civil / Municipal Art. 3. A Guarda Civil / Municipal de ....... uma instituio municipal, civil, permanente e regular, uniformizada e armada, organizada com base na hierarquia e na disciplina, sob autoridade suprema do Prefeito Municipal de ......., que tem por finalidade cumprir o disposto no Art. 144, pargrafo 8, Art. 23, inciso I e Art. 225 da Constituio Federal, Art. 24, inciso VI, da Lei Federal n. 9.503/97, Art. 6, inciso III, da Lei Federal n. 10.826/03, Art 40 ao 45, do Decreto Federal n. 5.123/04, concomitantemente com o Art. ........ da Lei Orgnica do Municpio e Lei Municipal n. ......../...... Pargrafo nico. Sem comprometimento de sua destinao constitucional, cabe tambm a Guarda Civil / Municipal o cumprimento de atribuies subsidirias explicitadas pelo Ministrio da Justia atravs da Secretaria Nacional de Segurana Pblica.

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Estatuto Geral da Guarda Civil / Municipal (Regimento Interno)

Art. 4. So atribuies da Guarda Civil / Municipal, alm de 1 outros que a lei lhe conferir: I prevenir, proibir, inibir e restringir aes nefastas de pessoas que atentem contra os bens, servios e instalaes municipais; II educar, orientar, fiscalizar, controlar e policiar o trnsito nas vias e logradouros municipais, visando segurana e a fluidez no trfego; III vigiar e proteger o patrimnio ecolgico, cultural, arquitetnico e ambiental do Municpio, adotando medidas educativas e preventivas; IV exercer o poder de polcia com o objetivo de proteger a tranqilidade e segurana dos cidados; V colaborar, com os rgos estaduais para o desenvolvimento e o provimento da no Municpio, visando o cessamento das atividades que violarem as normas de sade, de higiene e de segurana e a funcionalidade, a moralidade ou quaisquer outros aspectos relacionados com o interesse do Municpio; VI coordenar e participar das atividades de Defesa Civil. 1. Compete a Guarda Civil / Municipal desempenhar misses eminentemente preventivas, zelando pelo respeito Constituio, s leis e a proteo do patrimnio pblico municipal e garantir a prestao de servios de responsabilidade do municpio. 2. A Guarda Civil / Municipal, alm da execuo de atividades voltadas para a segurana e apoio aos cidados, as quais devem ser realizadas com observncia dos princpios de respeito aos direitos humanos, da garantia dos direitos individuais e coletivos e do exerccio da cidadania e proteo das liberdades pblicas, deve ainda, desenvolver atividades de carter social, estando comprometida com a evoluo social da comunidade. 3. A Guarda Civil / Municipal deve colaborar com as autoridades que estejam atuando no municpio, especialmente no que tange proteo do meio ambiente, ecologicamente equilibrado, e ao bem-estar da criana e do adolescente, quando solicitadas.

1 Projeto de Lei 1.332/03

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br Art. 5. A Guarda Civil / Municipal dever integrar as atividades de envergadura policiais realizadas no Municpio, quando planejadas conjuntamente. Pargrafo nico. Na realizao dessas atividades, a Guarda Civil / Municipal manter a chefia de suas fraes, com a finalidade precpua de harmonizar e transmitir ordens pertinentes consecuo dos objetivos comuns. Art. 6. Respeitadas a autonomia e as peculiaridades de cada uma das instituies, com atuao no municpio, podero os responsveis trocar informaes sobre os campos de atuao de seus comandos. Seo II Do Comando da Guarda Civil / Municipal Art. 7. O Comando da Guarda Civil / Municipal, rgo integrante da estrutura organizacional da Secretaria Municipal de ........................... e subordinado diretamente ao Secretrio da ..............., tem por propsito o preparo e o emprego dos recursos humanos e equipamentos para o cumprimento de sua destinao constitucional e de suas atribuies subsidirias. Art. 8. O Comando da Guarda Civil / Municipal compreende suas instalaes, seus equipamentos e seu efetivo funcional. Art. 9. O Comandante da Guarda Civil / Municipal nomeado pelo Prefeito Municipal, exerce a direo e a gesto no mbito de suas atribuies, tendo como requisitos obrigatrios para ocupar o cargo: I formao superior de bacharel em Direito; II experincia na rea de Segurana Pblica; III conduta ilibada notria. Pargrafo nico. O cargo de Comandante da Guarda Civil / Municipal de competncia de servidor oriundo da Carreira de Guarda Civil / Municipal, pertencente ao ltimo grau hierrquico, o qual gozar de tratamento e prerrogativas de Superintendente Municipal.

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Art. 10. O Comandante da Guarda Civil / Municipal quando se licenciar para tratamento de sade ou entrar em gozo de frias regulamentares ser substitudo interinamente pelo Coordenador Tcnico do Centro de Operaes. Pargrafo nico. Aps o trmino do expediente normal, bem como nos finais de semana e feriados, o Inspetor de Dia representar o Comando. Art. 11. O Comando da Guarda Civil / Municipal est estruturado em: I Coordenadorias Tcnicas: a) Centro de Operaes; b) Formao e Ensino. II - Gerncias de Assessoramento: a) Gerncia de Informaes Estratgicas; b) Gerncia de Operaes Especiais; c) Gerncia de Segurana Patrimonial; d) Gerncia de Apoio Logstico; d) Gerncia de Ensino. III - Servio de Assistncia: a) Assistncia. IV Chefias de Servio: a) Servio de Planos de Segurana Patrimonial; b) Servio de Preveno e Monitoramento de reas de Risco e Vigilncia Eletrnica; c) Servio de Armas e Munies; d) Servio de Controle de Uniformes; e) Servio de Transportes e Comunicaes; f) Servio de Formao; g) Servio de Aperfeioamento Tcnico; h) Servio de Condicionamento Fsico; i) Servio de Protocolo; j) Servio de Arquivo Interno. V Ncleos de Comando Regional: a) Ncleo Regional Centro. b) Ncleo Regional Norte; c) Ncleo Regional Sul; d) Ncleo Regional Leste; e) Ncleo Regional Oeste;

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br f) Ncleo Regional Noroeste; g) Ncleo Regional Nordeste; h) Ncleo Regional Sudeste; i) Ncleo Regional Sudoeste; VI Gerncias Operacionais: a) Gerncia Regional Centro. b) Gerncia Regional Norte; c) Gerncia Regional Sul; d) Gerncia Regional Leste; e) Gerncia Regional Oeste; f) Gerncia Regional Noroeste; g) Gerncia Regional Nordeste; h) Gerncia Regional Sudeste; i) Gerncia Regional Sudoeste; j) Gerncia do Pao Municipal. VII Chefias de Servio Operacionais: a) Servio de Guarda e Proteo Centro, Norte, Sul, Leste, Oeste, Noroeste, Nordeste, Sudeste, Sudoeste; b) Servio de Proteo Escolar Centro, Norte, Sul, Leste, Oeste, Noroeste, Nordeste, Sudeste, Sudoeste; c) Servio de Proteo Ambiental Centro, Norte, Sul, Leste, Oeste, Noroeste, Nordeste, Sudeste, Sudoeste. CAPTULO III DAS ATRIBUIES INERENTES AO CARGO Seo I Do Comandante da Guarda Civil / Municipal Art. 12. O Comando da Guarda Civil / Municipal funo do grau hierrquico, constituindo uma prerrogativa impessoal com atribuies e deveres, sendo eles: I - o Comando da Guarda Civil / Municipal; II assistir e representar o Secretrio Municipal da ..........., quando requisitado; III - coordenar todas as atividades desempenhadas pela Guarda Civil / Municipal, IV superintender as tarefas atribudas aos Ncleos Regionais;

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V emitir relatrio minucioso, anual, do comportamento dos Guardas Civis / Municipais para o rgo da Corregedoria; VI acatar as propostas da Ouvidoria, de modo que venha a trazer benefcios para a Corporao, seus comandados e a populao, primando sempre pela prestao de servio de excelncia e a qualidade de vida do servidor; VII - enviar ao Secretrio Municipal da ........., mensalmente, o relatrio minucioso das atividades da Guarda Civil / Municipal, VIII tomar a deciso final nas questes decorrentes de deliberaes adotadas pelas chefias subordinadas. Art. 13. Compete ainda ao Comando da Guarda Civil / Municipal: I - implementar planos de segurana dos prprios municipais; II - implementar plano de avaliao e monitoramento de grau de risco especfico para cada equipamento sob sua guarda; III - coordenar os meios logsticos, no que se refere a transportes, comunicaes, uniformes, armas e munies; IV - implementar medidas de preveno e monitoramento de reas de risco e vigilncia eletrnica; V - proporcionar o ensino continuado, o condicionamento fsico e a postura, necessrios para o desenvolvimento das atividades dos Guardas Civis / Municipais; VI disponibilizar recursos humanos para o emprego nos demais setores da Secretaria Municipal da ............., quando solicitado; VII - trazer em dia o histrico da Guarda Civil / Municipal. Pargrafo nico. O Comandante da Guarda Civil / Municipal dever solicitar aos rgos policiais Estaduais e Federais, desenvolver ciclos de debates e treinamento em conjunto, visando o aprimoramento profissional e operacional do servio de segurana a ser realizado. Seo II Das Coordenadorias Tcnicas Art. 14. O Centro de Operaes, nvel de atuao programtica, tendo como responsvel o Coordenador Tcnico, reporta-se diretamente ao Comandante da Guarda Civil / Municipal,

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br tem por competncia coordenar a Gerncia de Operaes Especiais, a Gerncia de Segurana Patrimonial e a Gerncia de Apoio Logstico e tem por finalidade gerir o acolhimento, triagem e distribuio de demandas recebidas no Centro de Operaes, com as seguintes atribuies: I representar o Comandante da Guarda Civil / Municipal, quando requisitado; II - coordenar as aes de comunicao, que envolvam ocorrncias, tanto de carter preventivo como repressivo nos equipamentos municipais, atendendo e redirecionando as demandas oriundas dos diversos canais de solicitao; III - definir as medidas e recursos alocando-os de acordo com o grau de complexidade e risco das demandas; IV - atuar como elo operacional junto aos demais rgos de servios essenciais, tais como: Polcia Civil, Corpo de Bombeiros, Polcia Militar, Companhia de Energia Eltrica, Companhia de Saneamento Bsico, entre outros; V - confeccionar e manter atualizado e disponvel ao Inspetor de Dia e Chefes de Ncleo Regional, Plano de Contingncia, cadastrando todos os dados necessrios para o bom desempenho do servio nas mais diversas situaes, contendo endereo, telefone e nome completo dos utilitrios; VI - controlar a utilizao do sistema de radiocomunicao e telefonia de uso operacional, observando a legislao e conduta tica; VII - manter cadastro de demandas atualizado, visando repasse aos setores competentes, bem como para o planejamento operacional; VIII - levar ao conhecimento do Comandante, verbalmente ou por escrito, depois de convenientemente apuradas, todas as ocorrncias que no lhe caiba resolver; IX - dar conhecimento ao Comandante e ao Corregedor da Guarda Civil / Municipal das ocorrncias e dos fatos a respeito dos quais haja providenciado por iniciativa prpria; X - tomar providncias de carter urgente na ausncia ou no impedimento ocasional do Comandante, dando-lhe conhecimento na primeira oportunidade; XI - zelar assiduamente pela conduta dos servidores lotados na Central da Guarda Civil / Municipal;

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XII - escalar mensalmente os Inspetores que concorrem escala de Inspetor de Dia, no Centro de Operaes; XIII conferir e assinar diariamente o livro de Planto de Ocorrncias existente no Centro de Operaes; XIV - autenticar e dar conhecimento aos Chefes de Ncleo Regional, as cpias do Boletim Interno, bem como as Ordens de Servio e Instrues do Comando; XV - manter arquivados, sob sua responsabilidade, as Ordens de Servio, Boletins Internos e Livros de Planto de Ocorrncias; XVI repassar a Gerncia de Informaes Estratgicas diariamente informaes para a confeco de relatrios analticos, produtos grficos e estatsticos; XVII - manter organizado o cadastro operacional dos integrantes da Guarda Civil / Municipal, XVIII instaurar e presidir Processo Sumrio, ao tomar conhecimento da existncia de possveis irregularidades, envolvendo servidores lotados na Central da Guarda Civil / Municipal ou sob seu comando; XIX repassar ao rgo corregedor, diariamente, informaes, relatrios analticos, produtos grficos e estatsticos; XX - encarregar-se das ligaes com a imprensa, notadamente para fins de esclarecimento ao pblico, respeitando e fazendo respeitar as limitaes impostas pelo sigilo e determinaes superiores. Art. 15. A Coordenadoria Tcnica de Formao e Ensino, nvel de atuao programtica, tendo como responsvel o Coordenador Tcnico, reporta-se diretamente ao Comandante da Guarda Civil / Municipal, tem por competncia coordenar a Gerncia de Ensino e por finalidade gerir, instruir, formar e manter o condicionamento fsico dos servidores da Guarda Civil / Municipal, bem como buscar o seu aperfeioamento tcnico com as seguintes atribuies: I - supervisionar as atividades de condicionamento fsico, acompanhando o aproveitamento do efetivo; II - supervisionar aos Guardas Civis / Municipais a prtica do exerccio de tcnicas de postura; III - participar do planejamento dos processos de habilitao, transio e crescimento funcional da Carreira de Guarda Civil / Municipal,

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br IV - coordenar a promoo de treinamento do efetivo em conjunto com o Instituto Municipal de Administrao Pblica; V - coordenar a elaborao e aplicao das instrues referentes formao dos servidores; VI - buscar parcerias e outras formas de cooperao na rea Ensino e Formao, Aperfeioamento Tcnico, Especializao, Atualizao e Condicionamento Fsico e Postura, visando o aprimoramento e modernizao das atividades dos Guardas Civis / Municipais; VII - emitir certificados de concluso de cursos, palestras e meritrias; VIII - manter e administrar o acervo compreendendo os livros e materiais utilizados pela Guarda Civil / Municipal, IX - promover integrao dos servidores atravs de competies desportivas internas e externas, bem como outras atividades fsicas; X - subsidiar e apoiar as atividades desempenhadas pelos servidores atravs do seu treinamento e competio; XI - ministrar palestras educativas mantendo a integrao da Guarda Civil / Municipal com a comunidade; XII - manter cadastro atualizado de instrutores com as respectivas disciplinas e material didtico disponvel. Seo III Das Gerncias de Assessoramento Art. 16. A Gerncia de Informaes Estratgicas, nvel de gerncia, tendo como responsvel o Gerente, reporta-se diretamente ao Comandante da Guarda Civil / Municipal, tem por finalidade fornecer informaes para orientao dos processos de tomada de decises pela Prefeitura, na rea de Segurana Pblica Municipal, com as seguintes atribuies: I - desenvolver e gerenciar a sistematizao integrada de informaes na rea de Segurana Pblica Municipal; II - elaborar mensalmente e disponibilizar relatrios analticos e produtos grficos e estatsticos, para anlises na rea de Segurana Pblica Municipal; III propor aes voltadas para melhoria dos indicadores na rea de segurana;

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IV - assistir com o Comando da Guarda Civil / Municipal, todas as medidas que se relacionem com a Inteligncia e a ContraInteligncia; V emitir relatrio ao Comando da Guarda Civil / Municipal e manter arquivo prprio e reservado de publicaes e documento sigilosos sobre a Guarda Civil / Municipal e a Segurana Pblica Municipal; IV receber, processar e arquivar os documentos sigilosos endereados ao Comando; V - preparar e encaminhar anualmente boletim reservado ao Comando da Guarda Civil / Municipal e a Corregedoria; VI - cooperar com as demais Gerncias de Assessoramento na elaborao das instrues e dos planos de segurana do Comando da Guarda Civil / Municipal; VII - cooperar com o Centro de Operaes nas atividades ligadas ao planejamento operacional; VIII - responder pela carga do material distribudo sua gerncia. Art. 17. A Gerncia de Operaes Especiais, nvel de gerncia, tendo como responsvel o Gerente, reporta-se diretamente ao Coordenador Tcnico do Centro de Operaes, tem por finalidade adotar medidas operacionais para proporcionar o atendimento emergencial especializado, visando proteo da populao, bens, servios e prprios municipais, com as seguintes atribuies: I - atuar no atendimento operacional especializado, em consonncia com os rgos afins, agindo em aes de rotina e extraordinrias de segurana, tais como, tumultos generalizados, vandalismo, retirada de ocupaes irregulares, resguardo de prprios municipais sob risco iminente de invaso e demais situaes adversas no mbito municipal; II - participar do planejamento e atuar, em carter de apoio, em eventos promovidos pela municipalidade, bem como em acidentes, calamidades pblicas e outras situaes, executando atividades de proteo populao, orientao ao trnsito nas reas prximas aos prprios municipais e logradouros pblicos, em conjunto com os rgos afins;

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br III - atuar em atendimento complementar na realizao de aes de Segurana Pblica Municipal em apoio fora convencional dos Ncleos Regionais. Art. 18. Gerncia de Segurana Patrimonial, nvel de gerncia, tendo como responsvel o Gerente, reporta-se diretamente ao Coordenador Tcnico do Centro de Operaes e supervisiona os Servios de Planos de Segurana Patrimonial e de Preveno e Monitoramento de reas de Risco e Vigilncia Eletrnica; tem por finalidade prestar suporte tcnico aos Ncleos Regionais e demais rgos da Administrao Municipal na gesto da segurana dos prprios municipais e respectivos usurios sob guarda da Secretaria Municipal ....., com as seguintes atribuies: I - monitorar e implementar os recursos de proteo e vigilncia eletrnica, inclusive os de carter preventivo, em reas de risco e prprios municipais; II - manter sistema permanente de monitoramento nas reas de risco de ocupao irregular, em conjunto com os Ncleos Regionais; III - gerir, em conjunto com os rgos municipais, a avaliao e o monitoramento dos graus de risco dos prprios municipais; IV - coordenar a manuteno, implantao e atualizao dos planos de segurana patrimonial dos prprios municipais. Art. 19. A Gerncia de Apoio Logstico, nvel de gerncia, tendo como responsvel o Gerente, reporta-se diretamente ao Coordenador Tcnico do Centro de Operaes e supervisiona o Servio de Armas e Munies, o Servio de Controle de Uniformes e o Servio de Transportes e Comunicaes; tem por finalidade prover e manter a logstica, referente a uniformes, transportes caracterizados, comunicaes, armas, munies e demais equipamentos, necessrios para o exerccio das atividades de segurana municipal, cumprindo especificaes tcnicas e legais com as seguintes atribuies: I - requisitar materiais, servios e equipamentos de segurana, observando especificaes tcnicas e legais; II - controlar e normatizar o uso e aplicao adequados de uniformes, materiais e equipamentos de segurana, supervisionando sua estocagem, distribuio e manuteno;

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III - controlar e manter os veculos caracterizados destinados exclusivamente atividade de segurana municipal; IV - propor padres e especificaes tcnicas, buscando a melhoria dos uniformes utilizados pelos Guardas Civis / Municipais; V - controlar e normatizar o uso de armas, munies e demais produtos controlados, providenciando sua manuteno adequada, cumprindo as disposies legais; VI - providenciar a autorizao de aquisio e uso de materiais e equipamentos controlados junto aos rgos competentes; VII - controlar os equipamentos de comunicao da Guarda Civil / Municipal, observando as normas e legislao especfica; VIII - realizar pesquisas de materiais, equipamentos e tecnologias para aprimoramento e modernizao dos servios da atividade de segurana. Art. 20. A Gerncia de Ensino, nvel de gerncia, tendo como responsvel o Gerente, reporta-se diretamente ao Coordenador Tcnico de Formao e Ensino e supervisiona o Servio de Formao, o Servio de Aperfeioamento Tcnico e o Servio de Condicionamento Fsico; tem por finalidade promover a Formao e Ensino, o ensino e formao e o condicionamento fsico dos servidores da Guarda Civil / Municipal, com as seguintes atribuies: I - coordena as atividades de condicionamento fsico, acompanhando o aproveitamento do efetivo; II - proporcionar aos Guardas Civis / Municipais a prtica do exerccio de tcnicas de postura; III acompanhar o planejamento dos processos de habilitao, transio e crescimento funcional da Carreira de Guarda Civil / Municipal; IV - acompanhar a promoo de treinamento do efetivo em conjunto com o Instituto Municipal de Administrao Pblica; V - elaborar e aplicar as instrues referentes formao dos servidores; VI coordenar a integrao dos servidores atravs de competies desportivas internas e externas, bem como outras atividades fsicas; VII - acompanhar as atividades desempenhadas pelos servidores atravs do seu treinamento e competio;

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br VIII - organizar o arquivo e toda documentao de Formao e Ensino para facilitar consultas; IX representar e substituir o Coordenador Tcnico de Formao e Ensino, quando necessrio. Seo IV Do Servio de Assistncia Art. 21. A Assistncia, nvel de assessoramento, tendo como responsvel o Assistente, reporta-se direta e respectivamente ao Comando da Guarda Civil / Municipal, tem por finalidade assistir ao Comandante no desenvolvimento de atividades para organizao administrativa, com as seguintes atribuies: I - orientar e disciplinar o fluxo de pessoas que se dirigem ao Comando; II - organizar a agenda de compromissos e contatos do Comando; III - elaborar o expediente do Comando da Guarda Civil / Municipal, IV - coordenar as atividades de protocolo no mbito Comando; V - manter organizado o cadastro funcional dos integrantes do Comando da Guarda Civil / Municipal; VI - manter o arquivo do Comando organizado; VII - organizar e encaminhar as demandas de recursos humanos do Comando, tais como o controle de freqncia, a elaborao da justificativa de prestao de horrios extraordinrios dos servidores, do pedido de horas suplementares, entre outros, interagindo com os rgos competentes. Seo V Das Chefias de Servio e reas de Apoio Art. 22. O Servio de Planos de Segurana Patrimonial, nvel de atuao operacional, tendo como responsvel o Chefe de Servio, reporta-se diretamente Gerncia de Segurana Patrimonial; tem por finalidade operacionalizar as aes de implementao dos planos de segurana dos prprios municipais, com as seguintes atribuies: I - elaborar e atualizar os planos de segurana dos prprios municipais e seus usurios, definindo e atualizando os respectivos

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graus de risco, conjuntamente com os Ncleos Regionais e rgos afins; II - realizar pesquisas de materiais, equipamentos e tecnologias para aprimoramento e modernizao dos servios de segurana e proteo dos prprios municipais; III - agir na preveno de recursos de proteo e vigilncia eletrnica em reas de risco e prprios municipais. Art. 23. O Servio de Preveno e Monitoramento de reas de Risco e Vigilncia Eletrnica, nvel de atuao operacional, tendo como responsvel o Chefe de Servio, reporta-se diretamente Gerncia de Segurana Patrimonial; tem por finalidade operacionalizar as aes de preveno e monitoramento de reas de risco e vigilncia eletrnica em conjunto com os Ncleos Regionais, com as seguintes atribuies: I - cadastrar, manter e monitorar a sistematizao de informao sobre as reas passveis ou sob risco de ocupao irregular, em conjunto com os Ncleos Regionais; II - auxiliar os demais rgos municipais, no sentido de fornecer informaes para preveno de vandalismo, invases, ocupaes de reas de risco, entre outras; III - atuar, em conjunto com os rgos afins, no sentido de manter medidas de segurana de carter preventivo, tais como sistemas de alarme, circuito fechado de televiso, barreiras eletrnicas, entre outras, para proteo das reas de risco e prprios municipais; IV - realizar pesquisas de materiais, equipamentos e tecnologias para aprimoramento e modernizao dos servios de segurana preventiva dos prprios municipais. Art. 24. O Servio de Armas e Munies, nvel de atuao operacional, tendo como responsvel o Chefe de Servio, reporta-se diretamente Gerncia de Apoio Logstico; tem por finalidade fiscalizar, manutenir, manter sob guarda e distribuir armas, munies e demais produtos controlados, com as seguintes atribuies: I - prover armas, munies e demais produtos controlados necessrios ao desenvolvimento das atividades de segurana municipal;

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br II - manter seus representantes informados quanto utilizao dos materiais de uso controlado; III - prestar suporte tcnico referente ao uso e manuteno adequados do armamento, munies e demais produtos controlados; IV - manter o registro do armamento, munies e demais produtos controlados junto aos rgos competentes; V - manter sob guarda as armas, munies e demais produtos controlados at a destinao dos mesmos; VI - realizar pesquisas de materiais, equipamentos e tecnologias para aprimoramento e modernizao dos servios da atividade de Segurana Pblica Municipal. VII - exercer rigorosa superviso das normas de controle do armamento, da munio adotadas pela Guarda Civil / Municipal, introduzindo as modificaes para o constante aperfeioamento da verificao e do acompanhamento desse material blico, alm de realizar inspees inopinadas; VIII - participar, de imediato, qualquer extravio, furto ou roubo de armamento, munio sob sua fiscalizao, independente de outras determinaes do escalo superior; IX - organizar os arquivos de documentos referentes a armamento e munio; X - inspecionar, sempre que possvel, o estado do armamento e da munio, de acordo com as normas em vigor; XI - manter-se em dia com as informaes relativas a cadastros, manuteno do armamento e ao emprego dos mesmos. Art. 25. O Servio de Controle de Uniformes, nvel de atuao operacional, tendo como responsvel o Chefe de Servio, reporta-se diretamente Gerncia de Apoio Logstico; tem por finalidade operacionalizar as atividades logsticas referentes aos uniformes dos Guardas Civis / Municipais, com as seguintes atribuies: I - controlar, manter reserva tcnica e distribuir os uniformes aos Guardas Civis / Municipais; II - acompanhar a aquisio de uniformes, observando a padronizao e especificaes tcnicas; III - manter o plano de aquisio e distribuio de uniformes dos Guardas Civis / Municipais;

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IV - realizar pesquisas de materiais, equipamentos e tecnologias para aprimoramento e modernizao dos servios da atividade de segurana. Art. 26. O Servio de Transportes e Comunicaes, nvel de atuao operacional, tendo como responsvel o Chefe de Servio, reporta-se diretamente Gerncia de Apoio Logstico; tem por finalidade providenciar a manuteno dos veculos caracterizados e destinados exclusivamente atividade de segurana municipal, bem como monitorar a utilizao dos equipamentos de comunicao, cumprindo a legislao especfica, com as seguintes atribuies: I - controlar e racionalizar o uso e movimentao dos veculos caracterizados; II - acompanhar e controlar a vistoria dos veculos, tendo em vista a manuteno preventiva; III - manter o cadastro de servidores aptos conduo de veculos caracterizados; IV - controlar e racionalizar o uso dos equipamentos de comunicao; V - providenciar a manuteno adequada dos equipamentos de comunicao; VI - realizar pesquisas de materiais, equipamentos e tecnologias para aprimoramento e modernizao dos servios da atividade de segurana. Art. 27. O Servio de Formao, nvel de atuao operacional, tendo como responsvel o Chefe de Servio, reporta-se diretamente ao Coordenador Tcnico de Formao e Ensino, tem por finalidade instruir e formar os servidores da Guarda Civil / Municipal, com as seguintes atribuies: I - promover o ensino e formao dos servidores da Guarda Civil / Municipal, II manter cadastro atualizado de instrutores; III monitorar os cursos de formao e aperfeioamento; IV manter currculo atualizado dos cursos de formao, contendo todas as disciplinas e contedo programtico. Art. 28. O Servio de Aperfeioamento Tcnico, nvel de atuao operacional, tendo como responsvel o Chefe de Servio,

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br reporta-se diretamente ao Coordenador Tcnico de Formao e Ensino, tem por finalidade garantir o aperfeioamento tcnico dos servidores da Guarda Civil / Municipal, com as seguintes atribuies: I - promover o treinamento do efetivo; II - pesquisar novas tcnicas, tendo em vista o aprimoramento. III manter atualizados os arquivos contendo apostilas dos cursos de formao e material didtico; IV - organizar o acervo compreendendo os livros e materiais utilizados pela Guarda Civil / Municipal. Art. 29. O Servio de Condicionamento Fsico, nvel de atuao operacional, tendo como responsvel o Chefe de Servio, reporta-se diretamente ao Coordenador Tcnico de Formao e Ensino, tem por finalidade garantir o condicionamento fsico dos servidores da Guarda Civil / Municipal, com as seguintes atribuies: I coordenar o fluxo de servidores da Guarda Civil / Municipal na Academia de Condicionamento Fsico; II - supervisionar os instrutores de condicionamento fsico, acompanhando o seu desempenho e dos servidores da Guarda Civil / Municipal; III efetuar rotineiramente manuteno nos equipamentos de ginstica, observando eventuais desgastes. Art. 30. O Servio de Protocolo, nvel de atuao administrativa, tendo como responsvel o Chefe de Servio, reportase diretamente Assistncia e tem por finalidade manter um sistema adequado de entrada e sada de processos e documentos, com as seguintes atribuies: I - protocolar, registrar e distribuir a documentao recebida e expedida; II - enviar ao arquivo geral todos os processos e documentos devidamente ultimados, seguindo orientaes e normas de gesto documental, bem como requisitar aqueles de interesse do Comando da Guarda Civil / Municipal, III - prestar internamente informaes sobre o trmite documental; IV manter original ou cpia no arquivo interno de documentos e informaes pessoais dos servidores da Guarda Civil / Municipal.

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Art. 31. O Servio de Arquivo Interno, nvel de atuao administrativa, tendo como responsvel o Chefe de Servio, reportase diretamente Assistncia, tem por finalidade manter organizado e atualizado o arquivo interno da Guarda Civil / Municipal, com as seguintes atribuies: I receber e arquivar processos, cpias de micro filmes, livros e outros documentos especficos do Comando, observando critrios de organizao e conservao; II atender as requisies de desarquivamento ou vistas de processos e demais documentos, sob sua guarda; III manter contato com a diviso de microfilmagem e reprografia da Secretaria Municipal da Administrao Pblica. Seo VI Dos Ncleos de Comando Regional Art. 32. Os Ncleos Regionais Centro, Norte, Sul, Leste, Oeste, Noroeste, Nordeste, Sudeste, Sudoeste, nvel de atuao programtica, tendo como responsveis os respectivos Chefes de Ncleo Regional, reportam-se diretamente ao Comando da Guarda Civil / Municipal e supervisionam as respectivas Gerncias, tem por finalidade coordenar as aes de Segurana Pblica Municipal, em sua rea de abrangncia, com as seguintes atribuies: I - implementar aes de Segurana Pblica Municipal em sua rea de abrangncia, estimulando a co-responsabilidade entre os rgos pblicos, sociedade civil e comunidade em geral, visando trabalho integrado para o bem-estar social; II - coordenar as atividades de segurana dos prprios municipais em sua rea de abrangncia, tais como: estaes e terminais virios, parques, jardins, escolas, creches, teatros, postos de sade, praas, museus, bibliotecas, cemitrios, mercados, feiras livres, reas de estacionamento e outros; III - coordenar o emprego do efetivo, patrimnio, materiais e equipamentos, sob sua responsabilidade, visando otimizao dos recursos disponveis; IV - prestar consultoria de Segurana Pblica junto aos demais rgos do municpio representados na sua regional; V - orientar e apoiar os conselhos comunitrios de segurana na sua rea de atuao;

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br VI - coordenar e supervisionar, quando necessrio, as atividades de orientao ao trnsito no permetro dos prprios municipais e logradouros pblicos, em sua rea de abrangncia em consonncia com os rgos afins; VII - coordenar as atividades administrativas e de recursos humanos dentro de sua rea de jurisdio, conforme diretrizes da Secretaria Municipal .....; VIII - coordenar as atividades de proteo em bosques, parques e reas florestais, em sua rea de abrangncia, conforme legislao em vigor; IX - auxiliar os rgos do municpio na realizao de suas atividades de fiscalizao, em sua rea de abrangncia; X - implementar as aes educativas e preventivas de defesa comunitria na rea de sua abrangncia, observando as diretrizes da Secretaria Municipal .....; XI - coordenar a elaborao dos registros de atividades, relatrios e vistorias da rea de sua abrangncia; XII instaurar e presidir Processo Sumrio, ao tomar conhecimento da existncia de possveis irregularidades; XIII - confeccionar Plano de Contingncia, cadastrando todos os dados necessrios para o bom desempenho do servio nas mais diversas situaes, contendo endereo, telefone e nome completo dos utilitrios da sua circunscrio; XIV - definir as medidas e recursos alocando-os de acordo com o grau de complexidade e risco das demandas; XV - atuar como elo operacional junto aos demais rgos de servios essenciais, tais como: Polcia Civil, Corpo de Bombeiros, Polcia Militar, Companhia de Energia Eltrica, Companhia de Saneamento Bsico, entre outros; XVI - levar ao conhecimento do Comando da Guarda Civil / Municipal, depois de convenientemente apuradas, todas as ocorrncias que no lhe caiba resolver; XVII - dar conhecimento ao Corregedor, das ocorrncias e dos fatos a respeito dos quais haja providenciado por iniciativa prpria; XVIII - zelar assiduamente pela conduta dos servidores lotados no respectivo Ncleo Regional; XIX coordenar as escalas mensais e Boletim de Freqncia (BF) do respectivo Ncleo Regional;

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XX conferir e assinar diariamente o livro de Planto de Ocorrncias existente no Ncleo Regional. Seo VII Gerncias Operacionais Art. 33. As Gerncias Centro, Norte, Sul, Leste, Oeste, Noroeste, Nordeste, Sudeste, Sudoeste, nvel de gerncia, tendo como responsvel o Gerente, reportam-se diretamente aos respectivos Chefes de Ncleos Regionais da sua circunscrio e gerenciam os Servios de Guarda e Proteo; Proteo Escolar; Proteo Ambiental; tem por finalidade gerir as aes de Segurana Pblica Municipal, em sua rea de abrangncia, com as seguintes atribuies: I representar o Chefe de Ncleo Regional, na sua ausncia; II - gerenciar o emprego do efetivo de pessoal lotado na regional; as atividades de guarda e de vigilncia dos prprios municipais e dos logradouros pblicos; III - gerenciar as atividades de orientao ao pblico e o trnsito de veculos nas reas prximas s escolas, assim como nos espaos pblicos; IV - coordenar a apurao de ocorrncias disciplinares do efetivo da regional, atravs de Processo Sumrio; V - gerenciar as atividades administrativas pertinentes ao Ncleo Regional da sua circunscrio; VI - manter atualizado e disponvel a Superviso de rea, Plano de Contingncia, cadastrando todos os dados necessrios para o bom desempenho do servio nas mais diversas situaes, contendo endereo, telefone e nome completo dos utilitrios da sua circunscrio; VII - controlar a utilizao do sistema de radiocomunicao e telefonia de uso operacional, observando a legislao e conduta tica; VIII - manter cadastro de demandas atualizado, visando repasse aos setores competentes; IX - levar ao conhecimento do Chefe do Ncleo Regional, depois de convenientemente apuradas, todas as ocorrncias que no lhe caiba resolver;

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br X - dar conhecimento ao Chefe do Ncleo Regional das ocorrncias e dos fatos a respeito dos quais haja providenciado por iniciativa prpria; XI - tomar providncias de carter urgente na ausncia ou no impedimento ocasional do Chefe do Ncleo Regional, dando-lhe conhecimento na primeira oportunidade; XII - zelar assiduamente pela conduta dos servidores lotados no respectivo Ncleo Regional, o qual esteja subordinado; XIII conferir as escalas mensais e Boletim de Freqncia (BF) do respectivo Ncleo Regional; XIV conferir e assinar diariamente o livro de Planto de Ocorrncias existente no Ncleo Regional; XV - manter arquivado a Legislao vigente, as Ordens de Servio, Boletins Internos e Livros de Planto de Ocorrncias; XVI - manter organizado o cadastro operacional dos integrantes da Guarda Civil / Municipal na sua respectiva circunscrio. Pargrafo nico. A Gerncia do Pao Municipal, nvel de gerncia, tendo como responsvel o Gerente, reporta-se diretamente ao Chefe do Ncleo Regional Centro, tem por finalidade gerir as aes de Segurana Pblica Municipal, no Prdio Central da Prefeitura Municipal de .............., com as seguintes atribuies: I - gerenciar o emprego do efetivo de pessoal lotado no Prdio Central, as atividades de guarda e de vigilncia do Pao Municipal e da Sede da Procuradoria Geral do Municpio; II - gerenciar as atividades de orientao ao pblico e o trnsito de veculos nas reas prximas da sua circunscrio, assim como nos espaos pblicos; III informar ao Chefe do Ncleo Regional Central, quando da necessidade de se instaurar Processo Sumrio envolvendo servidor sob sua responsabilidade; IV - gerenciar as atividades administrativas pertinentes a sua circunscrio; V - manter atualizado e disponvel, Plano de Contingncia, cadastrando todos os dados necessrios para o bom desempenho do servio nas mais diversas situaes; VI - controlar a utilizao da telefonia de uso operacional, observando a legislao e conduta tica;

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VII - manter cadastro de demandas atualizado, visando repasse aos setores competentes; VIII - levar ao conhecimento do Chefe do Ncleo Regional, depois de convenientemente apuradas, todas as ocorrncias que no lhe caiba resolver; IX - dar conhecimento ao Chefe do Ncleo Regional das ocorrncias e dos fatos a respeito dos quais haja providenciado por iniciativa prpria; X - tomar providncias de carter urgente, dando conhecimento ao Chefe do Ncleo Regional, na primeira oportunidade; XI - zelar assiduamente pela conduta dos servidores sob sua responsabilidade; XII escalar os servidores mensalmente, propondo quando necessria a mudana no quadro funcional; XIII conferir freqncia e assiduidade dos servidores sob seu comando; XIV conferir e assinar diariamente o livro de Planto de Ocorrncias existente no Prdio Central; XV - manter disponvel Legislao vigente, Boletins Internos e Comunicados Administrativos, pertinentes a entrada e sada de pessoal e material no Prdio Central e na Procuradoria; XVI - manter organizado o cadastro operacional dos integrantes da Guarda Civil / Municipal na sua respectiva circunscrio. Seo VIII Chefias de Servios Operacionais Art. 34. Os Servios de Guarda e Proteo Centro, Norte, Sul, Leste, Oeste, Noroeste, Nordeste, Sudeste, Sudoeste, nvel de atuao operacional, tendo como responsveis os respectivos Chefes de Servio, reportam-se diretamente aos respectivos Chefes de Ncleo Regional, tem por finalidade executar as aes de proteo populao, aos bens, servios e prprios do municpio na sua rea de abrangncia com as seguintes atribuies: I - coordenar a segurana interna e externa sobre os prprios municipais em sua rea de abrangncia, tais como: terminais virios,

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br teatros, postos de sade, museus, cemitrios, mercados, armazns da famlia, feiras livres, distritos rodovirios municipais entre outros; II - desenvolver atividades de orientao ao trnsito nas situaes de emergncia, em consonncia com os rgos afins; III - elaborar e acompanhar o registro de atividades, relatrios e vistorias da rea de sua abrangncia; IV - realizar aes educativas e preventivas de segurana comunitria na rea de sua abrangncia, observando as diretrizes da Secretaria Municipal .....; V - controlar a utilizao das viaturas, das capas de proteo balstica, dos armamentos, das munies e do sistema de radiocomunicao e telefonia de uso operacional, observando a legislao e conduta tica; VI executar o emprego do efetivo de pessoal lotado na sua rea de abrangncia, as atividades de guarda e de vigilncia dos prprios municipais e dos logradouros pblicos; VII - executar a apurao de ocorrncias disciplinares do efetivo da regional, atravs de Processo Sumrio; VIII - executar as atividades administrativas pertinentes a sua rea de abrangncia; IX - cadastrar as demandas, visando o repasse aos setores competentes; X - levar ao conhecimento do Gerente Regional, depois de convenientemente apuradas, todas as ocorrncias que no lhe caiba resolver; XI - dar conhecimento ao Gerente Regional das ocorrncias e dos fatos a respeito dos quais haja providenciado por iniciativa prpria; XII - zelar assiduamente pela conduta dos servidores lotados no respectivo Ncleo Regional, o qual esteja subordinado; XIII elaborar as escalas mensais da sua rea de abrangncia e conferir o Boletim de Freqncia (BF) dos respectivos servidores; XIV - organizar o cadastro operacional dos integrantes da Guarda Civil / Municipal na sua respectiva circunscrio. Art. 35. Os Servios de Proteo Escolar, Centro, Norte, Sul, Leste, Oeste, Noroeste, Nordeste, Sudeste, Sudoeste, nvel de atuao operacional, tendo como responsveis os respectivos Chefes de Servio, reportam-se diretamente aos respectivos Chefes de

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Ncleo Regional; tem por finalidade executar as aes de proteo aos alunos, servidores, usurios, bens e servios dos estabelecimentos municipais de ensino, na sua rea de abrangncia, com as seguintes atribuies: I - coordenar a segurana interna e externa nos prprios municipais em sua rea de abrangncia; II - elaborar e acompanhar os registros de atividades, relatrios e vistorias em sua rea de atuao; III - desenvolver as atividades de orientao ao trnsito, no permetro dos estabelecimentos municipais de ensino, em consonncia com os rgos afins; IV - realizar aes educativas e preventivas de defesa comunitria na rea de sua abrangncia, observando as diretrizes da Secretaria Municipal .....; V atualizar o Plano de Contingncia, cadastrando todos os dados necessrios para o bom desempenho do servio nas mais diversas situaes, contendo endereo, telefone e nome completo dos utilitrios da sua circunscrio; VI executar o emprego do efetivo de pessoal lotado na sua rea de abrangncia, as atividades de guarda e de vigilncia dos prprios municipais e dos logradouros pblicos; VII - executar a apurao de ocorrncias disciplinares do efetivo da regional, atravs de Processo Sumrio; VIII - executar as atividades administrativas pertinentes a sua rea de abrangncia; IX - cadastrar as demandas, visando o repasse aos setores competentes; X - levar ao conhecimento do Gerente Regional, depois de convenientemente apuradas, todas as ocorrncias que no lhe caiba resolver; XI - dar conhecimento ao Gerente Regional das ocorrncias e dos fatos a respeito dos quais haja providenciado por iniciativa prpria; XII - zelar assiduamente pela conduta dos servidores lotados no respectivo Ncleo Regional, o qual esteja subordinado; XIII elaborar as escalas mensais da sua rea de abrangncia e conferir o Boletim de Freqncia (BF) dos respectivos servidores; XIV - organizar o cadastro operacional dos integrantes da Guarda Civil / Municipal na sua respectiva circunscrio.

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br Art. 36. Os Servios de Proteo Ambiental, Centro, Norte, Sul, Leste, Oeste, Noroeste, Nordeste, Sudeste, Sudoeste, nvel de atuao operacional, tendo como responsveis os respectivos Chefes de Servio, reportam-se diretamente aos respectivos Chefes de Ncleo Regional; tem por finalidade promover aes de proteo nas reas verdes da sua rea de abrangncia e, em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, atuar na proteo ambiental, com as seguintes atribuies: I - coordenar as aes de segurana preventiva e repressiva nas reas verdes municipais, tais como: parques, bosques, praas, jardins, fundos de vale, nascentes, reas de preservao ambiental, entre outras, compreendendo as pessoas, a fauna e flora dos locais de sua rea de abrangncia; II - notificar os infratores da legislao ambiental, encaminhando para posterior autuao pela SMMA; III - atuar em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente no desenvolvimento de aes educativas e preventivas de proteo ambiental junto comunidade de sua rea de abrangncia; IV atualizar o Plano de Contingncia, cadastrando todos os dados necessrios para o bom desempenho do servio nas mais diversas situaes, contendo endereo, telefone e nome completo dos utilitrios da sua circunscrio; V apurar, processar e responder as solicitaes oriundas da Ouvidoria; VI executar o emprego do efetivo de pessoal lotado na sua rea de abrangncia, as atividades de guarda e de vigilncia dos prprios municipais e dos logradouros pblicos; VII - executar a apurao de ocorrncias disciplinares do efetivo da regional, atravs de Processo Sumrio; VIII - executar as atividades administrativas pertinentes a sua rea de abrangncia; IX - cadastrar as demandas, visando o repasse aos setores competentes; X - levar ao conhecimento do Gerente Regional, depois de convenientemente apuradas, todas as ocorrncias que no lhe caiba resolver; XI - dar conhecimento ao Gerente Regional das ocorrncias e dos fatos a respeito dos quais haja providenciado por iniciativa prpria;

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XII - zelar assiduamente pela conduta dos servidores lotados no respectivo Ncleo Regional, o qual esteja subordinado; XIII elaborar as escalas mensais da sua rea de abrangncia e conferir o Boletim de Freqncia (BF) dos respectivos servidores; XIV - organizar o cadastro operacional dos integrantes da Guarda Civil / Municipal na sua respectiva circunscrio. Seo IX Da Nomeao das Funes Gratificadas Art. 37. Os cargos de Coordenador Tcnico e de Chefe de Ncleo Regional, so de competncia de servidor oriundo da Carreira de Guarda Civil / Municipal, pertencente ao grau hierrquico gerencial, devendo obrigatoriamente ser nomeado para a funo dentre aqueles que tenham concludo o curso superior. Pargrafo nico: na falta de efetivo disponvel poder ser nomeado conforme o caput do artigo, dentre aqueles que estejam cursando o Ensino Superior. Art. 38. Os cargos de Gerente, so de competncia de servidor oriundo da Carreira de Guarda Civil / Municipal, pertencente ao grau hierrquico gerencial, devendo no mnimo ser nomeado para a funo dentre aqueles que estejam cursando o curso superior. Art. 39. O cargo de Assistente, de competncia de servidor oriundo da Carreira de Guarda Civil / Municipal, pertencente ao nvel hierrquico supervisora, devendo no mnimo ser nomeado para a funo dentre aqueles que estejam cursando o curso superior. Art. 40. Os cargos de Chefe de Servio, so de competncia de servidor oriundo da Carreira de Guarda Civil / Municipal, pertencente ao nvel hierrquico supervisora e/ou operativa. Seo X Disposies Finais Art. 41. Todo o servidor com cargo de coordenadoria tcnica, chefia de ncleo, gerncia, chefia de servio e responsvel de equipe, alm das atribuies inerentes aos cargos, ainda competem planejar,

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br orientar, coordenar, acompanhar, controlar e fiscalizar o emprego do seu efetivo. Art. 42. Incubem ainda, as seguintes atribuies e deveres: I - acompanhar todas as atividades e servios, facilitando, contudo, o livre exerccio das funes de seus subordinados, para que desenvolva o esprito de iniciativa, indispensvel na busca do auto-aperfeioamento e prestao de servio de excelncia; II - esforar-se para que os seus subordinados faam do cumprimento do dever um verdadeiro culto e exigir que pautem sua conduta pelas normas da mais severa moral, orientando-os e compelindo-os a satisfazerem seus compromissos morais e pecunirios, inclusive de assistncia famlia; III - imprimir a todos os seus atos, como exemplo, a mxima correo, pontualidade e justia; IV - velar para que os graduados sob seu comando sirvam de exemplo aos subordinados; V - zelar para que seus comandados observem fielmente todas as disposies regulamentares e para que existam entre eles coeso e harmonia, a fim de facilitar o mximo rendimento e a indispensvel uniformidade nas atividades de comando, instruo e administrao; VI - procurar, com o mximo critrio, conhecer os seus comandados, observando cuidadosamente suas capacidades fsica, intelectual e de trabalho, bem como suas virtudes e defeitos, no apenas para formar juzo prprio, mas tambm para prestar sobre eles, com exatido e justia, as informaes regulamentares e outras que forem necessrias; VII - atender s ponderaes justas de seus subordinados, quando feitas em termos adequados e desde que sejam de sua competncia; VIII - assegurar que o material e o equipamento distribudos a rea de sua abrangncia, estejam nas melhores condies possveis de uso e sejam apropriadamente utilizados, manutenidos e controlados; IX - providenciar a elaborao ou a atualizao dos planos de segurana e defesa, de combate a incndios, de chamada e outros; X - orientar e coordenar o processo de arquivamento, anlise, avaliao e seleo de documentos no mbito de sua circunscrio.

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TTULO II DA ESTRUTURA HIERRQUICA CAPTULO I DA HIERRQUIA Art. 43. A hierarquia consiste em graduaes e classes, que identificam a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos e padres respectivamente, alcanados pelo servidor 2 dentro da Guarda Civil / Municipal. Seo I Da Estrutura da Carreira Art. 44. A Carreira de Guarda Civil / Municipal est constituda em graduaes e classes, nominadas pela ordem hierrquica crescente de acordo com os seguintes percentuais do efetivo total: I Inspetor de 1 Classe 0,2%; II Inspetor de 2 Classe 0,2%; III Inspetor de 3 Classe 0,8%; IV Sub-Inspetor de 1 Classe 0,6%; V Sub-Inspetor de 2 Classe 0,6%; VI Sub-Inspetor de 3 Classe 2,4%; VII Guarda Civil / Municipal de 1 Classe 15%; VIII Guarda Civil / Municipal de 2 Classe 15%; IX Guarda Civil / Municipal de 3 Classe 65,2%; X Guarda Civil / Municipal Nvel Especial (em extino); Pargrafo nico. Para cada 01 (um) Inspetor de 1 Classe o efetivo correspondente deve ser de: 01 (um) Inspetor de 2 Classe, 04 (quatro) Inspetores de 3 Classe, 03 (trs) Sub-Inspetores de 1 Classe, 03 (trs) Sub-Inspetores de 2 Classe, 12 (doze) SubInspetores de 3 Classe, 75 (setenta e cinco) Guardas Civis / Municipais de 1 Classe, 75 (setenta e cinco) Guardas Civis / Municipais de 2 Classe e 326 (trezentos e vinte e seis) Guardas Civis / Municipais de 3 Classe. Seo II2

CF Art. 39, 1, inciso I

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br Dos Nveis Hierrquicos Art. 45. A Carreira de Guarda Civil / Municipal constituda em 3 trs nveis permanentes e um nvel especial . I Nvel III - corresponde esfera de ao gerencial, sendo ocupada por 1,2% do efetivo total dos servidores, os quais tenham concludo o Curso de Formao Tcnico-Profissional para Guarda Civil / Municipal, o Curso de Formao Tcnico-Profissional para SubInspetor e o Curso de Formao Tcnico-Profissional para Inspetor; II Nvel II - corresponde esfera de ao supervisora, sendo ocupada por 3,6% do efetivo total dos servidores, os quais tenham concludo o Curso de Formao Tcnico-Profissional para Guarda Civil / Municipal e o Curso de Formao Tcnico-Profissional para Sub-Inspetor; III Nvel I - corresponde esfera de ao operativa, sendo ocupada por 95,2% do efetivo total dos servidores, os quais tenham concludo a formao do Ensino Mdio e o Curso de Formao Tcnico-Profissional para Guarda Civil / Municipal; IV Nvel Especial - corresponde esfera de ao operativa, a ser progressivamente extinta, sendo ocupada por servidor do extinto cargo de Agente de Segurana e Guarda Civil / Municipal, cuja escolaridade de Ensino Fundamental. 1. O Curso de Formao Tcnico-Profissional ser ofertado a todos os titulares dos cargos como capacitao em servio, imediatamente aps a investidura.4 2. O cargo na promoo vertical corresponde graduao que o servidor passa a ter de acordo com a mudana de nvel. a) A graduao de Inspetor, corresponde esfera de ao gerencial, responsvel pelo planejamento estratgico estabelecendo diretrizes de ao e mtodos, e pela elaborao da planificao dos projetos polticos de Segurana Pblica Municipal afetas a Guarda Civil / Municipal . b) A graduao de Sub-Inspetor, corresponde esfera de ao supervisora, responsvel pela fiscalizao das aes operativas e intermediao das aes de comando junto base.

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CF Art. 39, 1, inciso I 4 CF Art. 39, 2

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c) A graduao de Guarda Civil / Municipal, corresponde esfera de ao operativa, responsvel pela aplicao de todas as atividades inerentes funo do Guarda Civil / Municipal. Seo III Das Classes Hierrquicas Art. 46. A Carreira de Guarda Civil / Municipal constituda em trs classes em cada um dos nveis permanentes, de acordo com o respectivo padro. I Inspetor: a) de 1 Classe Padro 1; b) de 2 Classe Padro 2; c) de 3 Classe Padro 3; II Sub-Inspetor: a) de 1 Classe Padro 4; b) de 2 Classe Padro 5; c) de 3 Classe Padro 6; III Guarda Civil / Municipal: a) de 1 Classe Padro 7; b) de 2 Classe Padro 8; c) de 3 Classe Padro 9; 1. O Nvel Especial corresponde h 04 (quatro) Padres respectivamente do 10 ao 13. 2. O padro corresponde na progresso horizontal nas referncias de A a I, devendo o servidor que mudar de classe progredir em duas referncias para o prximo padro. Seo IV Atribuies Especficas Art. 47. So atribuies especficas de todos os integrantes da Carreira de Guarda Civil / Municipal da Parte Permanente e dos servidores com Curso de Formao Tcnico-Profissional de Guarda Civil / Municipal da Parte Especial, alm de outras que lhe forem conferidas de acordo com a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade do cargo.

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br 1. Executar policiamento ostensivo, preventivo, uniformizado e armado, na proteo populao, bens, servios e instalaes do Municpio, atravs das seguintes tarefas tpicas: I tomar conhecimento das ordens existentes a respeito de sua ocupao, ao iniciar qualquer servio, para o qual se encontre escalado; II estar atento durante a execuo de qualquer servio; III tratar com ateno e urbanidade as pessoas com as quais, em razo de servio, entrar em contato, ainda quando estas procederem de maneira diversa; IV atender com presteza as ocorrncias para as quais for solicitado e/ou defrontar-se; V elaborar boletim de ocorrncias e guias de entrega, com zelo e imparcialidade; VI proceder revista pessoal quando necessrio e principalmente por ocasio de priso em flagrante delito; VII zelar pelo armamento, munio, equipamento de radiocomunicao, viaturas e demais utenslios destinados consecuo das suas atividades; VIII zelar pela sua apresentao individual e pessoal, apresentado-se descentemente uniformizado; IX reportar imediatamente ao Centro de Operaes, toda ocorrncia que tenha atendimento; X operar equipamentos de comunicaes e conduzir viaturas, conforme escala de servio ou quando necessrio; XI prestar colaborao e orientar o pblico em geral, quando necessrio; XII apoiar e garantir as aes fiscalizadoras e o funcionamento dos servios de responsabilidade do Municpio; XIII executar atividades de socorro e proteo s vtimas de calamidades pblicas, participando das aes de defesa civil; XIV cumprir fielmente as ordens emanadas de seus superiores hierrquicos; XV colaborar com os diversos rgos Pblicos, nas atividades que lhe dizem respeito; XVI orientar, fiscalizar e controlar o trnsito municipal de pedestres e veculos na rea de suas atribuies ou quando necessrio;

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XVII colaborar na preveno e combate de incndios e no suporte bsico da vida, quando necessrio; XVIII efetuar a segurana de dignitrios, quando necessrio; XIX zelar pelos equipamentos que se encontre em escala de servio, levando ao conhecimento de seu superior qualquer fato que dependa de servios especializados para reparo e manuteno. 2. Sendo solicitados para o atendimento de ocorrncias emergenciais, ou deparando-se com elas, os Guardas Civis / Municipais devero dar atendimento imediato. I caso o fato caracterize infrao penal, os Guardas Civis / Municipais encaminharo os envolvidos, diretamente, autoridade policial competente. II nos casos de remoo mdica emergencial, devero acionar os rgos competentes, havendo indisponibilidade das mesmas, dever ser realizado o pronto-atendimento pela guarnio que se encontrar no local. Art. 48. Aos Inspetores de 1, 2 e 3 Classe, compete: 1. Executar policiamento ostensivo, preventivo, uniformizado e armado, na proteo populao, bens, servios e instalaes do Municpio. 2. Desempenhar atividades de superviso e ronda nos postos de policiamento da Guarda Civil / Municipal de ........ 3. Desempenhar atividades de planejamento, gerenciamento e coordenao, das aes de Segurana Pblica Municipal do Municpio. I planejar e gerenciar o emprego do efetivo de sua responsabilidade para fazer frente s necessidades de segurana do Municpio; II atuar como consultor de Segurana Pblica Municipal, propondo e desenvolvendo aes de co-responsabilidade entre os rgos pblicos, sociedade civil e comunidade em geral; III orientar diretamente os seus subordinados nas situaes decorrentes de suas atividades; IV intermediar a colaborao entre os seus subordinados, servidores de outros rgos pblicos e a comunidade em geral; V planejar e coordenar os servios e operaes de sua rea de jurisdio; VI supervisionar a elaborao das escalas de servio;

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Claudio Frederico de Carvalhowww.inspetorfrederico.com.br VII estudar, propor e desenvolver medidas para o aperfeioamento de seus subordinados; VIII inspecionar o emprego de armamentos e equipamentos utilizados; IX presidir e instaurar Processo Sumrio quando tiver conhecimento de possveis irregularidades funcionais, propondo as medidas que se fizerem necessrias; X distribuir as tarefas aos seus subordinados e/ou transmitir as ordens e orientaes de seus superiores hierrquicos; XI orientar e fiscalizar a atuao dos seus subordinados, no trato com o pblico e nas situaes decorrentes de suas atividades; XII inspecionar a apresentao individual dos seus subordinados e tomar as providncias necessrias; XIII planejar a implementao de equipamentos tecnolgicos que proporcionem maior segurana aos prprios municipais, tais como: sistema de monitoramento de alarmes, cmeras de vdeo, etc; XIV zelar pela disciplina de seus subordinados; XV planejar e coordenar aes educativas e preventivas de Segurana Pblica Municipal junto comunidade em geral; XVI apoiar e coordenar as aes de socorro e proteo s vtimas de calamidades pblicas, participando das aes de defesa civil; XVII gerir e supervisionar aes de controle do trnsito municipal de pedestres e veculos na rea de suas atribuies, quando necessrio; XVIII coordenar a segurana de dignitrios, quando necessrio; XIX coordenar as aes de preveno e combate a incndios e no suporte bsico da vida, quando necessrio; XX dever ministrar Instruoprofissional aos integrantes da Carreira de Guarda Civil / Municipal, bem como fiscalizar o cumprimento do programa de Formao e Ensino, a ser seguido pelos demais instrutores. Art. 49. Aos Sub-Inspetores compete: 1. Executar policiamento ostensivo, preventivo, uniformizado e armado, na proteo populao, bens, servios e instalaes do Municpio.

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2. Desempenhar atividade