Folha Diocesana 186

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    24-Jun-2015

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Este o jornal pertencente a Diocese de Guanhes (MG).

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<ul><li> 1. I N F O R M AT I V O D A D I O C E S E D E G U A N H E S | MG | ANO XV | N 186 | Setembro de 2011MS DA 2011BBLIAPASSO APASSO, OCAMINHOSE FAZ o que eu digo, se for...Existe homem humano. TRAVESSIA.(Grande Serto: Veredas)| Pginas 4 e 5 |</li></ul><p> 2. 2FOLHADIOCESANASETEMBRO2011 Editorial PalavradoAdministrador Padre Marcello Romano - Administrador Diocesano Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho este ms, a diocese de Guanhes comemora 50 anos de PARA NOSSA REFLEXO:Nfalecimento do Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho. No dia 21 de setembro fiis de todos os lugares celebram a f na ressurreio de uma pessoa cuja vida de santidade se estende dentro e fora do Estado de Minas Gerais. Pare-ce estranho celebrar a morte de uma pessoa. Comemorar por muitos BBLIA - O LIVRO DAPALAVRA DE DEUSanos um acontecimento que quasesempre gera tristeza sem fim. Masno caso da f crist h um quque nos cabe refletir. Quando seBblia Jeremias tivesse mu-Acelebra o falecimento de umapessoa se professa a f na res- Sagradadado de casa e asurreio. Amigos e amigas, um li- menina Rute, cresci-vro quedo. Ou mudamosneste Ms da Bblia, quandofala. ans? Est faltandonossos passos nos conduzem Palavra de Deus pa-proximidade, co-libertao, celebremos a mortera seus filhos e fi- nhecimento, intimi-e a ressurreio de um ho-lhas. Deus se d a dade para com a Pa-mem que permanece vi- conhecer e nos re- lavra de Deus. Per-vo no corao do po-vela a sua vontade cebo um distancia-vo de Santa Maria atravs da Escritura.mento das pessoasdo Suau e, pelo muito importante em relao Pala-testemunho de para a nossa vida de vra, embora a Bbliatantos homens f o conhecimentoesteja hoje muitoe mulheres, da Bblia. Mas no mais acessvel. Seivem nascen- podemos ler a B-que as pessoas con-blia s para adquirirmos conheci- moa Rute. At as crianas se ani-tinuam tendo contato com a Pala-do no cora- mavam. E falavam sem medo oumento, nem para buscarmos fun-vra, mas de forma mais indireta:o de ou-damentos para nossos discursosacanhamento aquilo que refle- atravs de textos na catequese,tros fiisteolgicos; preciso ir Bblia co- tiam, partilhando com todos o das homilias, de livros de forma-desta co- mo se vai casa de um amigo. Po da Palavra. Houve um apo-o, roteiros etc. Antes bebiammunida- Pois a Palavra de Deus no umaderamento, uma apropriao gua diretamente da fonte. Tinhade dioce- letra ou uma escrita simples- da Palavra de Deus. O povo fezum outro sabor.sana. mente; a Palavra de Deus umasua essa Palavra. Encontrava naAgradeo Irm Ftima e a to-Pessoa que se chama Jesus Cris- Palavra fora para resistir, se orga- dos que nos ajudaram a conhe-to. Jesus a Palavra que o Pai nizar, solidarizar-se, lutar, viver...cer mais a Palavra de Deus, apro-dirige a todos ns, seus filhos e fi-O tempo se passou. Eu estariaximando-nos da Bblia. Muita coi-lhas. Jesus nos revela com sua vi-sendo pessimista se dissesse quesa bonita acontecida em nossada tudo o que o Pai quer nos co-houve um retrocesso entre ns.diocese nesses 25 anos de cami-municar. como cantamos na Com certeza houve avano em nhada evangelizadora frutomsica: Toda a Bblia comuni-muitas direes. Mas hoje, co-tambm desse trabalho dedica-cao de um Deus Amor... mo se dona Ester no morassedo, desse esforo de aproximar oEm nossa diocese de Gua-mais naquela rua, como se seu povo da Palavra de Deus.nhes, houve um tempo em queo povo estava mais afiado naPalavra de Deus. A Irm FtimaPimenta, Clarissa Franciscana,CalendrioDiocesanodemorando l em Paulistas (MG),Bimestral/2011Mural verdadeira missionria a servioadosda Palavra, com outros compa- Setembro04 Reunio da PASCOM Recnheiros e companheiras de cami- 01 Equipe Diocesana de Animao 04 Ncleo CRB em Conceio do Ma-nhada, fazia um trabalho muitoPastoralto Dentro (MG)03 Pastoral Carcerria no bispado 06 Equipe Diocesana de Animaobonito nesse sentido. Com seu 03 Pastoral da Juventude no salo daPastoralamor por Jesus e pelos irmos,Catedral em Guanhes (MG) 8-9 CEBs Encontro de preparaocom seu ardor missionrio e ver-06 Reunio da PASCOMpara o Advento e Natal na Catedraldadeira paixo pela Palavra de07 Grito dos excludos08 Encontro Diocesano de Cateque-Como falar em pblico - III parte Deus, ela ia ajudando as pessoas, 12 a 21 Cnego Lafayete se no bispado13 Reunio dos Agentes de Pastoral12 Festa de Nossa Senhora Apareci-as comunidades a entenderem a 23 de set. a 2 de out. Festa de So da Orientaes para ministros da Palavrapedagogia amorosa de Deus,Miguel18 Atualizao dos agentes de Pas- 1 Pd 4, 10-11atravs da Escritura. 26 Formao para secretrias e co-toral - Eclesiologia Ponde-vos, cada um conforme o dom recebido, a ser-O povo visitava a Bblia, traba-municadores sobre mdia em Gua- 19 Reunio dos agentes de Pastoralvio uns dos outros, como bons administradores da graa delhando os subsdios do CEBI nhes 22 Reunio do Conselho DiocesanoDeus, to variada em seus efeitos.(Centro de Estudos Bblicos): o li-de Pastoral Se algum fala, faa-o para transmitir as palavras deOutubro 24 Lazer dos servidoresvrinho de Rute, o livrinho de 01 e 02 Juventude Missionria 30 DNJ em FerrosDeus; Ester, o livrinho de Jeremias Se algum atende ao servio, faa-o com a fora queetc. As pessoas citavam vriosvem de Deus, a fim de que, por Jesus Cristo, seja Deus total- exemplos em suas conversas tira-mente glorificado. dos da, do conhecimento da his-expediente SEGUNDA CONDIO PARA QUE A PALAVRAtria do povo de Deus, sempreConselho Editorial: Editora Folha Diocesana DE DEUS PRODUZA FRUTOS tentando ligar f e vida. As pes-Padre Ado Soares de Souza, padre de Guanhes Ltda COMPETNCIAsoas conseguiam ver que a hist- Saint-Clair Ferreira Filho, Lus Carlos CNPJ: 11.364.024/0001-46 Pinto, Mariza da Consolao www.diocesedeguanhaes.com.br A pessoa que vai falar: Tem que estudar antes. Tem que seria do povo da Bblia com suas lu- Pimenta Dupimpreparar. tas no era diferente da sua hist- Produo Grfica: Jornalista Responsvel: Gerao BHZ - 31 3243-3829 Poucos santos receberam o dom da cincia infusa (enten-ria e da sua vida hoje. Havia pro- Luiz Eduardo Braga - SJPMG 3883 Av. Francisco Sales, 40/906de-se como cincia ou virtude que uma pessoa possui sem ximidade, intimidade entre o po- Endereo para correspondncia:Florestanecessidade de esforo para os obter). Rua Amvel Nunes, 55 - Centro - Belo Horizonte - MGvo e a Palavra, entre as comuni- Guanhes-MG - CEP: 39740-000 -E-mail: geracaobhz@gmail.com Fonte: Do livro Como falar em pblico: orientaes para ministros da dades e a Bblia. E o povo fre-Fone:(33) 3421-3331 folhadiocesana@gmail.com www.folhadafloresta.com.br Impresso: Sempre EditoraPalavra, de dom Joo Bosco liver de Faria, arcebispo de Diamantina,quentava a Bblia como se fre-MG. Continua na prxima edio... quenta a casa do vizinho: da do-O jornal Folha Diocesana reserva-se o direito de condensar/editar as matrias enviadas como colaborao.Os artigos assinados no refletem necessariamentena Ester, do seu Jeremias, e daa opinio do jornal, sendo de total responsabilidade de seus autores. 3. SETEMBRO2011 FOLHADIOCESANA3 OspaisdevemsaberPermitir que o irmo maior auxilie o beb crdito: http://www.lanika.net pode ser muito bom Regina Coele Barroso Queiroz Santos CIME: COMO POSSO AUXILIAR MEU FILHO? cime nos adultos balas. Se um segundo ou terceiro mais velha, seja ir para a escolaOuma emoo pode- rosa; em uma crian- a tambm pode ser to amarga ao pon-to de deformar toda a sua perso-nalidade. Portanto, deve ser evita-do ou diminudo sempre que pos- filho recebe um pouco, haver menos para ele. A preparao e o movimento para a vinda do novo beb po- dem fazer com que uma criana se sinta muito s e excluda dos novos planos. Atualmente j hmaternal ou deixar sua caminhaou seu quarto, como se fosseuma promoo porque ela es-t crescendo. A pessoa que forcuidar da criana enquanto ame estiver no hospital deverser afvel e vir para casa da fam-svel. muitos pais que compreendemlia com um pouco de antece- Um recm-chegado na famlia como importante fazer um es- dncia. Sabinpolis (MG)Do original em ingls publicado uma das causas mais comuns foro para dar ao filho mais ve-A chegada do hospital um Contato: pelo DEPARTAMENT OF NATIO-do cime. Se a criana souber, lho confiana no amor que lhemomento difcil para a criana butibarroso@yahoo.com.br NAL HEALTH AND WELFARE,com bastante antecedncia, que tm. Mas, frequentemente, h mais velha. Todos esto preocu-Continua na prxima edio... OTTAWA, CANADA.um beb est para nascer pode- necessidade de um planejamen-pados em atender me, ao be-r, gradualmente, acostumar-se to para convenc-lo. Ajude-o a b e bagagem. Ser melhor seideia. Um filho nico, com menos ver que o beb tambm seu e, levarem a criana a algum lugar Celebrartodasasvocaesde seis anos de idade, achardessa forma, desenvolva sua ca-onde ela possa brincar, ento,muito difcil dividir o amor de suapacidade para aceitar novas si-quando tudo estiver mais calmo eNS, NOVO POVO DA TRAVESSIAme, pois ainda no pode com-tuaes. a me descansada, poder voltartema do Ms da B- n e codornizes so dados do cu Opreender que seus pais amemSe houver necessidade de para casa e correr para os braosduas ou mais crianas ao mesmo modificaes no lar para acomo-maternos. melhor no procurar blia deste ano nos diariamente, da pedra jorra gua,tempo; pensa que o amor umadar o novo beb, faa isso com interess-lo no beb. No a faape em sintonia com ao brao erguido de Moiss osa caminhada do po- amalecitas so vencidos, e, na di-coisa que pode ser limitada antecedncia. Apresente todassentir que obrigada a am-lo e avo de Deus. Com o viso das funes, a vida do povoquantidade, como um pacote deas situaes em relao crianacompartilhar tudo com ele. tema Travessia: passo a passo, o no deserto fica mais organizada. caminho se faz e o lema Aproxi- Deus no recua na caminhada F&amp;Poltica mai-vos do Senhor, a Igreja no que assume junto do povo. Brasil nos pro- pe uma refle- Pe. Ismar Dias de Matos - p.ismar@pucminas.br xo profunda Tambm nossas comunidades fazem sobre o trecho do livro do xo- essa travessia. De repente surge a do que narra a Doutrina Social da Igreja travessia do po- vo no deserto. oportunidade de sairmos, guiadosurante noventa anos, a no, de Pio XI, em 1931, e pela Cen- catlicos e todos os homens e mu- pela Palavra de Deus, de um pontoDO povo queInglaterra revolucionou tesimus Annus, de Joo Paulo II, lheres de boa vontade a realizarvive oprimidoa indstria txtil, pas- de 14.05.1991.um discernimento para a ao em no Egito tem amarcado por coisas que nos afastamsando de uma produ-O que vem a ser a DSI? A pala- face dos acontecimentos to rele-possibilidade deo artesanal e manu- vra Doutrina exprime a ideia de vantes para a convivncia huma- experimentardEle, e partirmosfatureira para uma produo com um ensinamento estruturado, de na, que bem podem ser qualifica-uso de maquinrio especfico. Era determinada validez permanente; dos como sinais dos tempos.uma liberdadeo incio da RI - Revoluo Indus- Social faz referncia ao funciona- A DSI no surgiu para defenderque no acontece ao acaso, masTambm nossas comunidadestrial (1760-1850). Essa revoluo mento e estrutura da sociedade, a propriedade privada nem para que precisa ser construda a cada fazem essa travessia. De repenteprovocou muitas mudanas na so- onde existe relao de classes, de criticar e/ou condenar o capitalis- passo que se d. As dificuldades surge a oportunidade de sairmos,ciedade: crescimento acelerado setores e de sistemas ( econmico, mo ou o socialismo, mas surgiu co- que aparecem representam para guiados pela Palavra de Deus, dedo comrcio, do mo expresso o povo grandes tropeos. O po- um ponto marcado por coisasurbanismo, daviolncia urbana A DSI no surgiu para defender a propriedade privada da tomada por conscincia, devo, guiado por Moiss, sofre a fal- que nos afastam dEle, e partir- ta de gua, de comida, de foras mos. Enquanto fazemos este per-etc. Eis, rapida-mente, um flashnem para criticar e/ou condenar o capitalismo ou o parte de umaelite eclesial militares e de organizao polti- curso, continuamos fiis cantan- co-social. Sofre e murmura con- do com nossas comunidades:do ambiente so- (leia-se primeirocial em que nas- socialismo, mas surgiu como expresso da tomada de mundo),da tra Deus. Imaturo na f e sem Tambm sou teu povo, Senhor.ceu um novo ra- misria imere-perspectiva na caminhada, o po- Estou nesta estrada. Que o co-mo de estudo a conscincia, por parte de uma elite eclesial (leia-se cida dos prole-vo hebreu sente saudades do sis- nhecimento da Palavra de Deus,Sociologia. A so- trios indus-tema de opresso do Egito. nos ajude, de fato, a nos aproxi-ciedade pacata, primeiro mundo), da misria imerecida dos triais, homens, Moiss o ponto de interces- mar dele.anterior RI, eramulhereseso entre Deusnormal demaisproletrios industriais, homens, mulheres e crianas crianasae os hebreus.para ser conside- quem, segundoFala das doresrada objeto deo papa Leodo povo a Deus Cludiopreocupao e de estudo.poltico etc.); Igreja refere-se dire- XIII, se havia imposto um jugoe da vontade Geraldo SilvaOs primeiros textos que anali- tamente ao magistrio da Igreja: pior do que a escravido (RN, 1).de Deus ao po- Seminaristasam a primeira fase da RI so, res- conclios, snodos, papa, assem- A razo de ser da DSI a sua preo- vo. Ao seu pe- Diocese de Caratinga (MG)pectivamente, de Karl Marx e do bleias e conferncias de bispos. cupao pelo destino histrico dabispo alemo Emanuel von Ket- Quando se fala em DSI pensa-se pessoa humana, na dimenso pes- dido, o Senhor Contato:tler: Manifesto Comunista, de 1848, espontaneamente nas grandes en- soal e social/comunitria. Junte-no se cala. pascom@diocesecaratinga.org.bre As grandes questes sociais de nos- cclicas sociais dos papas, no cor- mos a esse objetivo outros dois, gua amargaso tempo, de 1850. Quanto ao ma- pus doutrinrio do Magistrio So- pois completam umafica doce, ma-gistrio da Igreja, este s se pro- cial da Igreja.trade: a solidariedadenuncia sobre a problemtica quan-A DSI alimenta-se do direito na- universal, que exclui to-do a RI j est em sua segunda fa- tural e da filosofia social, bem co- das as formas de indivi-se: o papa Leo XIII publica a en- mo da Bblia e da tradio da Igre- dualismo social e polti-cclica Rerum Novarum (RN), em ja. H uma pretenso de validade co; e o princpio de sub-15.05.1891. A RN , portanto, o da DSI, que lhe d um carter de sidiaridade, que prote-texto inaugural do que ficou co- universalidade e obrigatoriedade ge a liberdade, a priva-nhecido como Doutrina Social da vinculativa, pois existem princpios cidade e a criatividadeIgreja (DSI). To grande foi o im- gerais e absolutamente necessrios das pessoas, das famliaspacto da RN, que ela foi sempre ci- da tica, da justia, aos quais as re- e das associaes con-tada e relembrada, dentre outras, laes sociais devem submeter-se. tra a intromisso indevi-pela encclica Quadragesimo An- O objetivo da DSI chamar os fiis da do Estado. 4. 4 FOLHADIOCESANASETEMBRO2011SETEMBRO2011FOLHADIOCESANA5TRAVESSIA: PASSO A PASSO, O CAMINHO SE FAZAs narrativas da fuga do povo de Deusde san...</p>