Norma Juridica

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http://www.portalcarreirajuridica.com.br/noticias/erro-de-subsuncaoPor Rogrio Sanches CunhaSem previso legal, o erro de subsuno ocorre quando o agente decifra equivocadamente o sentido jurdico do seu comportamento. Explicam Luiz Flvio Gomes e Antonio Molina: Erro de tipo e erro de subsuno: neste ltimo caso, que retrata uma situao jurdica penalmente irrelevante, o erro do agente recai sobre conceitos jurdicos, ou seja, sobre a compreenso do sentido jurdico de um requisito (normativo) previsto no tipo legal. No erro de subsuno h, portanto, uma valorao jurdica equivocada, isto , uma interpretao jurdica errnea do que est contido no tipo. O erro de subsuno no afasta a responsabilidade penal do agente. No se confunde com erro de tipo, pois no h falsa percepo da realidade. Tambm no se confunde com erro de proibio, vez que o agente sabe da ilicitude do seu comportamento.So exemplos de erro de subsuno: (A) o agente A pratica a falsifcao de um cheque. Ao ser interrogado, alega que ignorava que o cheque documento equiparado a documento pblico; (B) o jurado solicita vantagem indevida ignorando a sua condio de funcionrio pblico.Esta espcie de erro, como alertado, no exclui dolo, tampouco a culpa do agente. Tambm no o isenta de pena.Juarez Cirino dos Santos explica o porqu da responsabilizao deste erro:O cidado comum no pode conhecer todos os conceitos jurdicos, empregados pelo legislador; contudo, mediante a chamada valorao paralela na esfera do leigo pode esse cidado identifcar os signifcados subjacentes aos conceitos jurdicos, porque integrantes da cultura comum que orienta as decises da vida diria, como ocorre em relao ao conceito de documento.Embora no haja iseno da pena, conforme a situao pode incidir a atenuante genrica do artigo 66 do Cdigo Penal. Assim, nos exemplos anteriormente reproduzidos, o agente A responder por falsifcao de documento pblico (art. 297, CP) e o jurado responder pelo crime de corrupo passiva (art. 317, CP), com atenuante de pena.Trecho retirado do meu livro Manual de Direito Penal (parte geral)------------------------------------------------------------------------------------------------------Autor: Rafael Martins Instituio: So Francisco-USP Teoria da Norma Jurdica CAPITULO I O DIREITO COMO REGRA DE CONDUTA UM MUNDO DE NORMASO direito considerado um conjunto de normas, ou regras de conduta.Observando a histria podemos concluir a evoluo do sistema normativo e das regras de conduta, que podem ser religiosas, morais, jurdicas, sociais, mas que tem como uma das suasfunes caracterizar uma dada sociedade.VARIEDADE E MULTIPLICIDADE DAS NORMASAs regras de conduta no so apenas normativas, h regras morais, sociais, costumeiras, etc, alm dos diversos tipos de regras de conduta, tambm h formao de regras de condutas especfcas criadas para um determinadogrupo, como no caso dos scios de um determinado clube, apesar das diversidades e variedades dessas regras, todas tem em comum a fnalidade de dirigir as aes dos grupos e indivduos rumo a um determinado objetivo.O DIREITO COMO INSTITUIOH teorias diferentes da normativa como a teoria do direito como instituio e a teoria do direito como relao.Na primeira, o conceito de direito deve conter elementos essenciais que so o retorno ao conceito de sociedade, em segundo lugar, o direito deve conter a idia de ordem social, estaordem social tem que englobar as normas que disciplinam as relaes sociais e ultrapassa-las, isto , tem que disciplinar de forma estruturada e organizada, para que isto se refita na sociedade como um todo. Em sntese, existe direito quando h uma organizao de uma sociedade. A institucionalizao de um grupo, acontecem quando ele cria sua prpria organizao.O PLURALISMO JURDICO Acontece quando h mais de um ordenamento jurdico, isto , umdireito alm do direito Estatal. Para a teoria institucionalista, qualquer associao desde que organizada, um ordenamento jurdico. Essa forma de ver o ordenamento jurdico uma reao ao estatalismo, que defende o Estado como nica forma de direito. OBSERVAES CRTICAS A teoria da instituio acredita demolir a teoria estatalista do direito atravs do combate a teoria normativa, o que caracteriza um erro de alvo, pois as duas seguem linhas de princpios diferentes. Outro fato relevante que a teoria da instituio defende que "antes de ser norma", o direito " organizao", o que falso, pois no existe organizao sem norma, escrita ou oral,atravs da regra que se distribui a tarefa e se regula as atitudes, o que leva a organizao.O DIREITO A RELAO INTERSUBJETIVA?Segundo os institucionalistas surge a relao jurdica, o direito, necessrio que a relao, entre dois indivduos, esteja inserida em uma srie mais vasta e complexa de relaes constituintes, isto , a instituio.Defendem a ideia do direito como produto da sociedade em seu complexo, no do indivduo e nem sendo grupo de indivduos, mas sim da sociedade como algo distinto, ou melhor, independente do indivduo.Kant ressalta outro aspecto, para ele, s h relao jurdica entre dois sujeitos, onde ambos tenham direitos e deveres, isto implica, no direito de um gerar a obrigao ou o dever dooutro, exemplo, se um tem o poder de executar uma certa ao, o outro tem o dever de no impedi-la. EXAME DE UMA TEORIAAlessandro Levi, autor do livro "Teoria Geral do Direito", entende como relao intersubjetiva, o fato de um titular de direito, que implicara em uma ou mais obrigaes a um oumais indivduos.OBSERVAES CRTICASRelao intersubjetiva tem como caractersticas: sujeito ativo: o titular da maior quantidade de direitos.sujeito passivo : o titular da maior quantidade de obrigaes e deveres.Objeto : razoda relao jurdica.Vnculo de atributividade: ligao entre os sujeitos, exemplo, contrato. Relao Jurdica aquela que qualquer que seja o seu contedo, tomada em considerao por uma norma jurdica, que pertence a um ordenamento jurdico.Qualquer relao pode se tornar jurdica desde que seja regulada por uma norma pertencente a um sistema jurdico.A concluso que se deve ter que a teoria da instituio e da relao, no excluem a teoria normativa e sim o contrrio, tem os princpios da mesma inclusos em suas ideias.CAPITULO IIJUSTIA, VALIDADE E EFICCIATRS CRITRIOS DE VALORAO Para se decidir se uma norma vlida necessrio:1) averiguar se a autoridade de quem ela emanou tinha o poder legitimo para emanar normas jurdicas.2)averiguar se no foi ab-rogada.3) averiguar se no incompatvel com outras normas do sistema.Suponhamos uma Constituio que consagre o direito vida, mas no vede expressamente a pena de morte. Se o legislador, ao elaborar o Cdigo Penal, estabelecer a pena capital para os casos mais graves de homicdio, ser discutvel a violao da disposio constitucional. Uma condenao morte priva a pessoa sobre quem ela recai do direito vida, constitucionalmente garantido; todavia, a pena s existe para,dada sua gravidade, evitar homicdio, garantindo o mesmo direito. Ento, h afronta ou defesa do contedo da norma superior?OS TRS CRITRIOS SO INDEPENDENTESEstes trs critrios de valorao de uma norma so independentes um do outro.Uma norma pode ser justa sem ser vlida;Uma norma pode ser vlida sem ser justa;Uma norma pode ser vlida sem ser efcaz;Uma norma pode ser efcaz sem ser vlida;Uma norma pode ser justa sem ser efcaz;Uma norma pode ser efcaz sem ser justa.POSSVEIS CONFUSES ENTRE OS TRS CRITRIOSPara solucionar possveis confuses entre os trs critrios se faz necessrio compreender a experincia jurdica nos seus vrios aspectos, considerando que ela faz parte da experincia humana, cujos elementos constitutivos so: idias de justia a realizar, instituies normativas para realiz-los e as aes do homem frente queles ideais e a estas instituies. Partindo dessa concepo podemos,ento, organizar melhor a vida do homem em sociedade.xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxhttp://jus.com.br/artigos/10388/hierarquia-normativa-e-o-principio-da-norma-mais-favoravel-no-direito-trabalhistaValidade da norma e a soluo de antinomiaAntinomia a contradio entre duas normas jurdicas. Quando uma norma autoriza determinada conduta e uma outra a veda, verifca-se a antinomia, isto , a incoerncia entre dois dispositivos de Direito. Por defnio, para a Cincia Jurdica, antinomia a discordncia entre duas normas vlidas.Para que haja real incompatibilidade entre duas normas ser preciso que:a)Ambas as normas sejam jurdicas [...].b)Ambas sejam vigentes e pertencentes a um mesmo ordenamento jurdico [...].c)Ambas devem emanar de autoridades competentes num mesmo mbito normativo, prescrevendo ordens ao mesmo sujeito.d)Ambas devem ter operadores opostos (uma permite, outra obriga) e os seus contedos (atos e omisses) devem ser a negao interna um do outro [...].e)O sujeito, a quem se dirigem as normas confitantes, deve fcar numa posio insustentvel (DINIZ, 1998, p. 21).A comparao entre uma norma vigente e outra revogada, por exemplo, no importa Dogmtica Jurdica. Importa Histria do Direito ou Axiologia Jurdica, mas ser improvvel que alguma discusso seja suscitada em um Tribunal quando os trs plos da relao processual concordam que se confronta uma norma vlida e outra revogada.A antinomia um ponto de defcincia do ordenamento que traz insegurana jurdica s pessoas submetidas aos seus comandos. Toda norma jurdica se dirige pelo menos a dois indivduos simultaneamente. A norma no estabelece uma conduta isolada; ela dinmica, pois disciplina as relaes entre sujeitos. "A relao jurdica no toca apenas a um sujeito isoladamente, nem ao outro, mesmo que se trate do Estado, mas sim ao nexo de polaridade e de implicao dos dois sujeitos" (REALE, 2002a, p. 691).Uma sentena pode condenar uma das partes, reconhecendo o direito da outra ou homologar um acordo: em ambos os casos, as duas partes esto envolvidas num nexo de obrigao e direito; o contrato estabelece obrigaes e direitos de uma parte outra; os direitos dos cidados previstos na Constituio, quando no exigem uma ao proativa do Estado, no mnimo estabelecem a toda coletividade a obrigao de respeitar-lhes.Exatamente porque o Di