PARTE I TEATRO ELISABETANO. A Inglaterra da Rainha Elisabeth I Elisabeth I (1558 – 1603) Rainhas mais importantes Habitar no imaginário da população Teatralização

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TEATRO ELISABETANO

PARTE iTEATRO ELISABETANOA Inglaterra da Rainha Elisabeth IElisabeth I (1558 1603) Rainhas mais importantes Habitar no imaginrio da populao Teatralizao do poder Citada em versos, peas de teatro e canes.

Perodo de efervescncia do teatro: Mais de 800 16 espaos de representao Apresentaes em praas, sales, auditrios, hospedarias

Dificuldades: O clima As pestes Os puritanos

Contexto socialElisabeth uma rainha genuinamente inglesaDesenvolvimento do nacionalismoAnglicanismo moderadoSem guerras, ou seja, de paz.Desenvolvimento econmicoPropcio para as artes em geral

Evoluo do teatro na InglaterraEncenao dos Mistrios nas ruas amador

Moralidade semi-profissional

Apresentao de pequenas trupes em praas, mercados e hospedarias

Florescimento do teatro amador. Apresentao e auditrios, sales, ptios, universidades etc.

O INTERESSE EM GERAL PELO TEATRO QUE ALIMENTA O TEATRO COMERCIAL.

O teatro amador tambm floresce auditrios, salasO teatro v o crescente interesse da populao e passa a cobrar a bilheteria.

O Edifcio teatral inglsO teatro evolui das hospedarias.

Dois tipos de teatro:Teatros pblicos (abertos) No vero

Privados (fechados) No inverno

e... Hospedarias

Os Teatro condenado a ficar no subrbio zona dos leprosos, meretrcios... Os elencosConforme surgem os teatros, surgem companhias residentes Algumas companhias residiam em dois teatros (um de inverno e um de vero)Sem mulheresAs companhias pertenciam aos nobres Cia. Do Lorde Steange, Cia do Duque WorcesterLei de punio aos vagabundosA evoluo do reconhecimento da profisso

Companhias de meninos competindo com os adultos e temas polticos

Os atoresPalco vazio atores tinham que preencher o espetculo versatilidade em desempenhos cantar, danar, esgrimir, tocar instrumento e... principalmente DECLAMAR

Se organizavam em companhias e longo e mdio prazo.O dramaturgo trabalhava em funo das companhiasCada ator se vincula a apenas um personagem (tirando os papeis pequenos)Se precisar, o dramaturgo cria papeis para contemplar todos os atoresOs atores mais jovens fazem as mulheresO dramaturgo muitas vezes deu um mozinha

Imagine que Julieta, Macbeth , Catarina e Oflia eram meninos...

Estrutura dos teatro abertosModelo evoludo das hospedariasTeatros redondo, hexagonal ou octogonal Trs espaos de pblico: Ptio, galeria e sala dos cavalheiros ou senhoresPalco dividido em trs: a) Paco externo (avental ) com alapo b) Palco central c) Palco superior

Obs: O palco superior tinha uma casinha com roldana para descer os deuses e foras sobrenaturais

As bandeiras iada: Hoje tem espetculo. Tocam as trombetas o espetculo vai comearEspetculos luz do dia

A palavra no espetculo elisabetanoO poder da palavra: o pblico ia ouvir a peaDuas horas de espetculo sem interrupoPopulao com cultura oral desenvolvidaApreo pela oratria e retricaA palavra preenche o cenrio

Visualidade tambm desenvolvida (a rainha explorou muito esse aspecto)Texto e simplicidadeO texto sustenta muitas das convenesA pea elisabetana simples de recursosGrande em possibilidades:Fantasmas, drages, monstros, elfos, fadas...Participao imaginativa do pblico

Enfoque no HumanoOs rituais sociais: julgamento, banquete, casamento, coroao etc. Texto e msicaO texto era to marcante que as frases caiam no gosto do povo.

Os autores parodiavam uns aos outros, citavam-se.

Interessa amplo, por diversas temticas

Espetculos com msica ao vivo, atores cantavam e danavam (quando o caso)FigurinoAusncia de concordncia histrica, mas dialoga com a personalidade da personagem:

Hamlet se veste de preto, em luto ao pai

Macbeth usa roupas folgadas. A roupa de rei grande demais para ele...

A depender do estado de esprito ou situao social, h mudanas de roupaConvenoSo pactos com a plateia

Aparte

As cenas de ouvir escondido

Disfarce

Preencher a histria com a imaginaoSonho de uma noite de veroPRLOGO - Senhores e senhoras, porventura vos causa espanto a vista desta gente; Vedes aqui de Pramo a figura e da formosa Tisbe; bem patente. Este homem com calia, representa o muro que separa os namorados, por cuja fresta sempre pachorrenta eles desabafam seus cuidados. Este outro de lanterna, co e espinhos, representa o luar, pois sabido que os amantes trocavam seus carinhos no sepulcro de Nino falecido. Este o leo de juba atrapalhada, que fez Tisbe fugir apavorada por ter vindo entrevista antecipada. Mas, ao fugir, deixou cair o manto, que o leo, logo, sujou todo de sangue; Pramo, ao vir, sem ter corrido tanto, vendo ferido o manto, fica exangue. A espada, ento, sangrenta, enfia inteira no peito em que fervia o sangue ardente; Tisbe, que estava sob uma amoreira, saca o punhal e morre. O subsequente vos ser relatado pelo Luar, o Muro e o Leo, que ides ouvir falar.ShakespeareS se preocupou em publicar os seus sonetos e poemas narrativos.A poesia lrica tinha mais peso que a dramtica.Interesse pelo sobrenaturalEntre a tragdia e a comdia:

tragdia, comdia, histria, pastoral, pastoral-cmica, histria-pastoral, tragdia-cmica-histrica-pastoral... As personagensHamlet um heri trgico que faz rirOtelo que desafia os preconceitos da plateiaLear o rei tolo e arroganteMacbeth e Ricardo III A empatia mesmo nos piores atos

O brilho das mulheres nas comdias: Catarina (A megera domada), Viola (noite de reis), Beatriz (muito barulho por nada)

Fora os servos...