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Temas Fundamentais da Fe Cristã Provas da Existência de Deus Lição 08 Introdução As Escrituras trabalham com uma pressuposição basicas das quais não abrem mão: a de que Deus existe que ele é criador e que ele é soberano. Elas não tem a preucupação de prova-las mas simplismente as afirma. A Biblia foi escrita com a perspectiva de que Deus existe e que Ele é vivo e ativo no mundo que criou. Esta perspectiva combina plenamente com a ideia generalizada da consciencia humana sobre a existência da dividade. Mesmo sabendo da grande pressuposição das Escrituras de que Deus existe e sabendo também das ideias de Deus na alma humana, aparecem na Historia da igreja aqueles que tentaram elaborar provas sobre a existência de Deus, por causa da tentativa de alguns de nega-la. Estes argumentos ficaram sendo conhecidos como provas racionais da existencia de Deus. Esses argumentos usados por alguns cristãos são produtos da observação de dados fornecidos pela revelação natural que mostram que Deus existe. Quando olhamos para o mundo ao nosso redor, para a Historia e para a nossa própria natureza constitucional, encontramos evidencias naturais sobre a existencia de Deus. Há varios argumentos que são considerados como provas naturais da existência de Deus. Aqui classificaremos apenas os mais tradicionais.

Temas Fundamentais Da Fe Crista

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Um Estudo acerca os argumentos clássicos usados para provar a existência de Deus.

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Temas Fundamentais da Fe Cristã

Provas da Existência de Deus

Lição 08

Introdução

As Escrituras trabalham com uma pressuposição basicas das quais não abrem mão: a de que Deus existe que ele é criador e que ele é soberano. Elas não tem a preucupação de prova-las mas simplismente as afirma. A Biblia foi escrita com a perspectiva de que Deus existe e que Ele é vivo e ativo no mundo que criou. Esta perspectiva combina plenamente com a ideia generalizada da consciencia humana sobre a existência da dividade.

Mesmo sabendo da grande pressuposição das Escrituras de que Deus existe e sabendo também das ideias de Deus na alma humana, aparecem na Historia da igreja aqueles que tentaram elaborar provas sobre a existência de Deus, por causa da tentativa de alguns de nega-la. Estes argumentos ficaram sendo conhecidos como provas racionais da existencia de Deus.

Esses argumentos usados por alguns cristãos são produtos da observação de dados fornecidos pela revelação natural que mostram que Deus existe. Quando olhamos para o mundo ao nosso redor, para a Historia e para a nossa própria natureza constitucional, encontramos evidencias naturais sobre a existencia de Deus.

Há varios argumentos que são considerados como provas naturais da existência de Deus. Aqui classificaremos apenas os mais tradicionais.

1. O ARGUMENTO ONTOLÓGICO. Este argumento foi apresentado em várias formas por Anselmo, Descartes, Samuel Clark, e outros. Foi apresentado em sua mais perfeita forma por Anselmo. Este argumenta que o homem tem a idéia de um ser absolutamente perfeito; que a existência é atributo de perfeição; e que, portanto, um ser absolutamente perfeito tem que existir.Mas é evidente que não podemos tirar uma conclusão quanto à existência real partindo de um pensamento abstrato. O fato de que temos uma idéia de Deus ainda não prova a Sua existência objetiva. Além disto, este argumento pressupõe tacitamente como já existente na mente humana o próprio conhecimento da existência de Deus que teria que derivar de uma demonstração lógica.

Kant declarou, com ênfase, insustentável este argumento, mas Hegel o aclamou como um grande argumento em favor da existência de Deus. Alguns idealistas modernos sugeriram que ele poderia ser proposto de forma um tanto

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diferente, como a que Hocking chamou, “O registro da experiência”. Em virtude podemos dizer: “Tenho idéia de Deus: portanto, tenho experiência de Deus”. 2. O ARGUMENTO COSMOLÓGICO. Este argumento tem aparecido em diversas formas. Em geral se apresenta como segue: Cada coisa existente no mundo tem que ter uma causa adequada; sendo assim, o universo também tem que ter uma causa adequada, isto é, uma causa indefinidamente grande. Contudo, o argumento não produz convicção, em geral. Hume questionou a própria lei de causa e efeito, e Kant assinalou que, se tudo que existe tem uma causa adequada, isto se aplica também a Deus, e, assim, somos suposição de que o cosmo teve uma cauda única, uma causa pessoal e absoluta, e, portanto, não prova a existência de Deus.

Esta dificuldade levou a uma construção ligeiramente diversa do argumento como, por exemplo, a que B.P.Bowne fez. O universo material aparece como sistema interativo e, portanto, como uma unidade que consiste de várias partes. Daí, deve haver um Agente Integrante que veicule a interação das várias partes ou constitua a base dinâmica da existência delas.

3. O ARGUMENTO TELEOLÓGICO. Este argumento também é causal e, na verdade, é apenas uma extensão do imediatamente anterior. Pode ser exposto da seguinte forma: Em toda parte o mundo revela inteligência, ordem, harmonia e propósito, e assim implica a existência de um ser inteligente e com propósito, apropriado para a produção de um mundo como este. Kant considera este argumento o melhor dos três que mencionamos, mas alega que ele não prova a existência de Deus, nem de um criador, mas somente a de um grande arquiteto que modelou o mundo. É superior ao argumento cosmológico no sentido de que explicita aquilo que não é firmado no anterior, a saber, que o mundo contém evidências de inteligência e propósito. Não se segue necessariamente que este ser é o Criador do mundo. “A prova teológica”. Diz Wright. “indica apenas a provável existência de uma mente que, ao menos em considerável medida, controla o processo do mundo, suficiente para explicar a quantidade de teleologia que nele transparece”. Hegel considerava este argumento válido, mas o tratava como um argumento subordinado. Os teólogos sociais dos nossos dias rejeitam-no, juntamente com todos os outros argumentos, como puro refugo, mas os neoteístas o aceitam.

4. O ARGUMENTO MORAL. Como os outros argumentos, este também assumiu diferentes formas. Kant tomou seu ponto de partida no imperativo categórico, e deste deferiu a existência de alguém que, como legislador e juiz, tem absoluto direito de dominar o homem. Em sua opinião, este argumento é muito superior a qualquer dos outros. É o argumento em que se apóia principalmente, em sua tentativa de provar a existência de Deus. Esta pode ser uma das razões pelas quais este argumento é mais geralmente reconhecido do que qualquer outro, embora nem sempre com a mesma formulação. Alguns argumentam baseados na desigualdade muitas vezes observada entre a conduta moral dos homens e a prosperidade que eles gozam na vida presente,e acham que isso requer um ajustamento no futuro que, por sua vez, exige um árbitro justo. A teologia moderna também o usa amplamente, em especial na forma de que o reconhecimento que o homem tem do Sumo Bem e a sua

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busca de uma ideal moral exigem e necessitam a existência de um ser santo e justo, não torna obrigatória a crença em um Deus, em um Criador ou em umSer de infinitas perfeições.

5. O ARGUMENTO HISTÓRICO OU ETNOLÓGICO. Em geral este argumento toma a seguinte forma: Entre todos os povos e tribos da terra há um sentimento religioso que se revela em cultos exteriores. Visto que o fenômeno é universal, deve pertencer à própria natureza do homem. E se a natureza do homem naturalmente leva ao culto religioso, isto só pode achar sua explicação num ser superior que constituiu o homem um ser religioso. Todavia, em resposta a esteargumento, pode-se dizer que este fenômeno universal pode ter-se originado num erro ou numa compreensão errônea de um dos primitivos progenitores da raça humana, e que o culto religioso referido aparece com mais vigor entre as raças primitivas e desaparece à medida que elas se tornam civilizadas.

Conclusao

Ao avaliar estes argumentos racionais, deve-se assinalar antes de tudo que os crentes não precisam deles. Sua convicção a respeito da existência de Deus não depende deles, mas, sim, da confiante aceitação da auto-revelação de Deus na Escritura. Se muitos em nossos dias estão querendo firmar sua fé na existência de Deus nesses argumentos racionais, isto se deve em grande medida ao fato de que eles se negam a aceitar o testemunho da palavra de Deus. Além disso, ao usar estes argumentos na tentativa de convencer pessoas incrédulas, será bom ter em mente que de nenhum deles se pode dizer que transmite convicção absoluta.

Têm algum valor para os próprios crentes, mas devem ser denominados testimonia, e não argumentos. Eles são importantes como interpretações da revelação geral de Deus e como elementos que demonstram o caráter razoável da fé em um ser divino. Além disso. Podem prestar algum serviço na confrontação com os adversários. Embora não provem a existência de Deus além da possibilidade de dúvida e a ponto de obrigar o assentimento, podem ser elaborados de maneira que estabeleçam uma forte probabilidade e, por isso, poderão silenciar muitos incrédulos.