Gêneros Textuais e Tipos Textuais

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PREFEITURA MUNICIPAL DE MATEUS LEME ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAO

Gneros textuais

Tipos textuais

Atividade Responda de acordo com o que voc pensa, sem recorrer a fontes externas:O que so gneros textuais?Existe diferena entre gneros e tipos textuais? Se existe, qual ?O que os gneros textuais podem ter a ver com o contexto social de circulao dos textos?

Qual seria a relao entre o gnero e as condies de produo de um texto?2Gneros, tipos e contexto sociais de circulaoLeiam os textos a seguir e apontem a que gnero textual pertencem.3

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BrinquedosOra, uma noite, correu a notcia de que o bazar se incendiara. E foi uma espcie de festa fantstica. O fogo ia muito alto, o cu ficava todo rubro, voavam chispas e labaredas pelo bairro todo. As crianas queriam ver o incndio de perto, no se contentavam com portas e janelas, fugiam para a rua, onde brilhavam bombeiros entre jorros dgua. A eles no interessava nada, peas de pano, cetins, cretones, cobertores, que os adultos lamentavam. Sofriam pelos cavalinhos e bonecas, os trens e os palhaos, fechados, sufocados, em suas grandes caixas.Brinquedos que jamais teriam possudo, sonho apenas de infncia, amor platnico.O incndio, porm, levou tudo. O bazar ficou sendo um famoso galpo de cinzas.Felizmente, ningum tinha morrido diziam ao redor. Como no tinha morrido ningum? pensavam as crianas. Tinha morrido um mundo, e, dentro dele, os olhosamorososdas crianas, ali deixados.E comevamos a pressentir que viriam outros incndios. Em outras idades. De outros brinquedos. At que umdiatambm desaparecssemos, sem socorro, ns, brinquedos que somos, talvez, de anjos distantes!(Ceclia Meireles)Podemos notar nesta crnica de Ceclia Meireles a alternncia entre a narrao: Ora, uma noite correu a notcia de que o bazar se incendiara, a descrio: O fogo ia muito alto, o cu ficava todo rubro, voavam chispas e labaredas (...), e a reflexo: At que um dia tambm desaparecssemos, sem socorro, ns, brinquedos que somos (...).

Manifestantes protestam contra Dilma em 25 estados, no DF e no exteriorAtos so pacficos e foram organizados por redes sociais.Protestos criticam a corrupo e pedem a sada da presidente.

Manifestaes contra a corrupo e contra o governo de Dilma Rousseff ocorrem em vrios estados do pas neste domingo (15) e tambm emoutras cidades do mundo, como Miami e Londres. As mobilizaes foram organizadas pelas redes sociais nas ltimas semanas.Os atos so pacficos e muitos acompanhados pela Polcia Militar. Manifestantes usam verde e amarelo, carregam bandeiras do Brasil e faixas com frases de ordem.

Disponvel em: . Acesso em: 15 mar 2015.BALEIAS NO ME EMOCIONAM,DE LYA LUFT.

Hoje quero falar de gente e bichos. De notcias que frequentemente aparecem sobre baleias encalhadas e pinguins perdidos em alguma praia. No sei se me aborrece ou me inquieta ver tantas pessoas acorrendo, torcendo, chorando, porque uma baleia morre encalhada. Mas certamente no me emociona. Sei que no vo me achar muito simptica, mas eu no sou sempre simptica. Alis, se no gosto de grosseria nem de vulgaridade, tambm desconfio dos eternos bonzinhos, dos politicamente corretos, dos sempre sorridentes ou gentis. Prefiro o olho no olho, a clareza e a sinceridade desde que no machuque s pelo prazer de magoar ou por ressentimento. No gosto de ver bicho sofrendo: sempre curti animais, fui criada com eles. Na casa onde nasci e cresci, tive at uma coruja, chamada, sabe Deus por qu, Sebastio. Era branca, enorme, com aqueles olhos que reviravam. Fugiu da gaiola especialmente construda para ela, quase do tamanho de um pequeno quarto, e por muitos dias eu a procurei no topo das rvores, doda de saudade.Na ilha improvvel que havia no mnimo lago do jardim que se estendia atrs da casa, viveu a certa altura da minha infncia um casal de veadinhos, dos quais um tambm fugiu. O outro morreu pouco depois. Segundo o jardineiro, morreu de saudade do fujo minha primeira viso infantil de um amor romeu-e-julieta. Tive uma gata chamada Adelaide, nome da personagem sofredora de uma novela de rdio que fazia suspirar minha av, e que meu irmo pequeno matou (a gata), nunca entendi como uma das primeiras tragdias de que tive conhecimento.

De modo que animais fazem parte de minha histria, com muitas aventuras, divertimento e alguma tristeza. Mas voltemos s baleias encalhadas: pessoas torcem as mos, chegam mquinas variadas para iar os bichos, aplicam-se lenis molhados, abrem-se manchetes em jornais e as televises mostram tudo em horrio nobre. O pblico, presente ou em casa, acompanha como se fosse algum da famlia e, quando o fim chega, lamentado quase com psames e orao. Confesso que no consigo me comover da mesma forma: pouca sensibilidade, uma alma de gelos nrdicos, quem sabe? Mesmo os que no me apreciam, no creiam nisso. No que eu ache que sofrimento de animal no valha a pena, a solidariedade, o dinheiro. Mas eu preferia que tudo isso fosse gasto com eles depois de no haver mais crianas enfiando a cara no vidro de meu carro para pedir trocados, adultos famintos dormindo em bancos de praa, famlias morando embaixo de pontes ou adolescentes morrendo drogados nas caladas. Tenho certeza de que um mendigo morto na beira da praia causaria menos comoo do que uma baleia. Nenhum Greenpeace defensor de seres humanos se moveria. Nenhuma manchete seria estampada. Uma ambulncia talvez levasse horas para chegar, o corpo coberto por um jornal, quem sabe uma vela acesa. Curiosidade, rostos virados, um sentimentozinho de culpa, possivelmente irritao: cad as autoridades, ningum toma providncia? Diante de um morto humano, ou de um candidato a morto na calada, a gente se protege com uma armadura. De modo que (perdo) vejo sem entusiasmo as campanhas em favor dos animais pelo menos enquanto se deletarem to facilmente homens e mulheres.(RevistaVeja, abril de 2005.)

Que fatores levaram ao conhecimento de cada gnero?Caractersticas formais (composicionais)?O estilo da linguagem?O suporte?O contexto (ou esfera social) de circulao?A funo e os objetivos?24

Porque no confundimos uma bula com uma carta, uma notcia de jornal com uma orao, um poema com uma entrevista?

Porque reconhecemos as caractersticas dessas espcies de texto, aprendidas na convivncia social ou na escola. Sabemos tambm como cada uma delas funciona socialmente.

No entramos no consultrio e esperamos que o mdico nos passe uma receita de bolo.25 Cada espcie de texto circula em um determinado portador ou suporte, tem seu formato prprio, usa um estilo de linguagem especfico e funciona em um dado contexto social.

Essas espcies de texto so o que chamamos gneros textuais. 26 Gneros de texto so as mais diferentes espcies de textos, escritos ou falados, que circulam na sociedade e que so reconhecidos com facilidade pelas pessoas. Por exemplo: carta, bilhete, poema, sermo, notcia de jornal, receita culinria, conversa ao telefone, piada, romance, etc.

27Como que surge um gnero textual? Um gnero vai-se constituindo no uso coletivo da linguagem oral e escrita. Os membros de uma comunidade lingustica vo estabelecendo, no correr de sua histria, modos especficos de se dirigirem a determinado pblico, para alcanarem determinados objetivos ou funes. 28Tipos textuaisOs textos em geral, qualquer que seja seu gnero, so constitudos por segmentos de natureza e caractersticas diferentes. Exemplos: segmentos de exposio de ideias, de narrao, de descrio, de argumentao, de instruo (injuno) para realizao de uma ao. Esses segmentos, que podem ser reconhecidos pelas regularidades no emprego dos recursos lingusticos, que tm sido chamados de tipos textuais ou tipos de discurso.29Qual a diferena entre tipos e gneros?Os gneros so categorias, padres, modelos de texto que, digamos, tm vida prpria, isto , circulam de fato na vida social. So muito numerosos, porque atendem as necessidades comunicativas e organizacionais de muitas reas da atividade humana, e porque se renovam, ao longo do tempo, em razo de novas necessidades, novas tecnologias, novos suportes.

30Os tipos textuais so atitudes enunciativas que acarretam modos caractersticos de emprego dos lingusticos presentes em um texto ou em sequncias de texto. So componentes dos textos e podem aparecer em diferentes gneros, com exclusividade ou articulados entre si.

31Os tipos, em geral, se marcam pelo uso caracterstico dos recursos lingusticos.

O tipo narrativo traz os verbos, predominante, no tempo passado e principalmente articuladores (tambm chamados organizadores textuais) que expressam relaes de tempo.

O tipo expositivo se organiza basicamente em torno do presente verbal e usa sobretudo articuladores que indicam relaes lgicas (causa, consequncia, condio, etc.). 32O tipo argumentativo se d pelo predomnio de sequncias contrastivas explcitas. OS textos apresentam uma tese a ser discutida e os argumentos utilizados para concordar ou discordar dela.

O tipo descritivo tem uma estrutura simples com o verbo no presente ou no imperfeito, um complemento e uma indicao circunstancial de lugar. Predominam as sequncias de localizao.

No tipo instrucional ou injuntivo, prevalece o modo imperativo, j que se trata de um tipo que organiza textos cujo objetivo oferecer ao leitor orientao para realizar alguma ao.33JornaisRevistasLivrosGibisRdioTvInternetLivro didticoFaixas

Suportes textuais

34Didtico aulas, seminrios, debates, Jornalstico reportagens, notcias, entrevistaPublicitrio propagandas, anncios, slogansReligioso oraes, jaculatrias, salmos, sermesComercial cartas, memorandos, circularesPessoal bilhetes, cartas, dirio

Domnios discursivos35