A DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA COMO ?· 2013, trata da Demonstração de Fluxo de Caixa - DFC como…

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  • UNIVERSIDADE CNDIDO MENDES

    INSTITUTO A VEZ DO MESTRE

    PS-GRADUAO LATO SENSU

    A DEMONSTRAO DO FLUXO DE CAIXA COMO

    IMPORTANTE INSTRUMENTO DE AVALIAO DA

    GESTO PBLICA

    REGIANE ALMEIDA CAMPOS

    Prof. Mario Luiz Trindade Rocha

    ALPERCATA

    2014

  • UNIVERSIDADE CNDIDO MENDES

    INSTITUTO A VEZ DO MESTRE

    PS-GRADUAO LATO SENSU

    A DEMONSTRAO DO FLUXO DE CAIXA COMO

    IMPORTANTE INSTRUMENTO DE AVALIAO DA

    GESTO PBLICA

    REGIANE ALMEIDA CAMPOS

    Monografia apresentada ao Instituto A Vez

    do Mestre como requisito parcial para

    obteno do ttulo de especialista em Gesto

    Pblica.

    Orientador: Prof. Mario Luiz Trindade Rocha

    ALPERCATA

    2014

  • AGRADECIMENTOS

    Agradeo primeiramente a

    Deus que me permitiu com suas

    benos conseguir concluir o curso

    do Ps Graduao, a meus dois

    filhos Guilherme e Alexandre, pelo

    carinho, pacincia e apoio e de

    modo especial, a meus pais Elza e

    Ado que com seus esforos

    procuraram me educar da melhor

    forma possvel e me fizeram chegar

    a quem sou hoje.

  • DEDICATRIA

    meus filhos Guilherme e

    Alexandre, por serem os motivos

    principais de todos os meus esforos

    dirios.

  • EPGRAFE

    Posso, Tudo posso Naquele que me

    fortalece (Celina Borges)

  • RESUMO

    Este estudo trata da anlise da NBC T 16.6 Demonstraes Contbeis, no que tange a obrigatoriedade de elaborao e divulgao pelas entidades do setor pblico da Demonstrao do Fluxo de Caixa, no somente como forma de padronizar os procedimentos perante as normas internacionais de contabilidade, mas como importante ferramenta de xito a ser utilizada pelos gestores, no controle, acompanhamento e avaliao da execuo oramentria. Portanto, o objetivo primordial demonstrar a importncia desta demonstrao que se bem elaborada e projetada, permitir o conhecimento da origem dos recursos, sua possvel destinao, contribuindo para a transparncia da gesto pblica, e com o equilbrio fiscal exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei 101/2000).

  • METODOLOGIA

    O presente estudo foi desenvolvido tendo como base, procedimentos

    metodolgicos de pesquisa bibliogrfica em livros cujos autores analisam e

    dissertam sobre as Demonstraes de Fluxo de Caixa aplicadas ao Setor

    Pblico. Contar tambm, com a apresentao da Demonstrao de Fluxos de

    Caixa de 02 (duas) prefeituras da regio Leste de Minas Gerais, que tiveram

    como critrio de escolha a populao com menos de 50 mil habitantes e

    ndices de arrecadao de mesmo percentual de repasse do Fundo de

    Participao dos Municpios FPM (que a maior receita repassada pelo

    Governo Federal aos municpios), objetivando analisar sua situao financeira

    no aspecto ora apresentado durante este trabalho monogrfico, comparando

    seus fluxos no decorrer do exerccio de 2013 e comprovando como a falta de

    controle favorece o desequilbrio entre receitas e despesas.

  • SUMRIO

    INTRODUO...................................................................................................08

    CAPTULO I A obrigatoriedade da Demonstrao de Fluxos de Caixa nas

    Entidades Pblicas..........................................................................................11

    CAPTULO II Alguns conceitos bsicos relacionados ao Fluxo de

    Caixa.................................................................................................................18

    CAPTULO III A estruturao da Demonstrao de Fluxo de Caixa no

    mbito pblico.................................................................................................25

    3.1 Comentrios sobre sua estruturao e elaborao...........................29

    3.2 Aplicabilidade da Demonstrao de Fluxo de Caixa no Setor

    Pblico..............................................................................................................31

    CONCLUSO....................................................................................................38

    REFERNCIAS.................................................................................................39

  • 8

    INTRODUO

    Com a aprovao das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicada ao

    Setor Pblico NBCASP o Conselho Federal de Contabilidade d inicio a

    uma verdadeira revoluo na Contabilidade Governamental Brasileira, que at

    ento, regida pela Lei n 4.320/64 (que estatui normas de Direito Financeiro

    para elaborao e controle dos Oramentos e elaborao dos balanos da

    Unio, dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal) obrigava apenas a

    elaborao de quatro demonstrativos: Balano Oramentrio, Balano

    Financeiro, Balano Patrimonial e Demonstrao das Variaes Patrimoniais.

    A partir da NBCASP 16.6 Demonstraes Contbeis, instituda pela

    Resoluo 1.133/08, do Conselho Federal de Contabilidade CFC, houve a

    obrigatoriedade de elaborao e divulgao, alm dos demais acima, da

    Demonstrao de Fluxo de Caixa e do Resultado Econmico, saindo de um

    foco oramentrio para um critrio financeiro, j previsto pela Lei 101/2000 (Lei

    de Responsabilidade Fiscal), equilibrando as receitas e despesas como pilar de

    uma gesto fiscal verdadeiramente responsvel.

    O art. 1, 1 da LRF trata:

    A responsabilidade na gesto fiscal pressupe a ao

    planejada e transparente, em que se previnem riscos e

    corrigem desvios capazes de afetar o equilbrio das contas

    pblicas, mediante o cumprimento de metas de resultados

    entre receitas e despesas e a obedincia a limites e

    condies no que tange a renncia de receita, gerao de

    despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dvidas

    consolidadas e mobilirias, operaes de crdito, inclusive

    por antecipao de receita, concesso de garantia e inscrio

    em Restos a Pagar.

    A Lei 131/2009, de 27 de maio de 2009, determinou a disponibilizao

    de informaes pormenorizadas sobre a execuo oramentria e financeira

    dos entes da Federao, atravs de meios eletrnicos de acesso pblico em

  • 9

    tempo real, com vistas ao pleno conhecimento e acompanhamento da

    sociedade.

    Para que no haja incoerncias nas esferas pblicas e descumprimento

    da legislao fiscal, que este trabalho torna-se necessrio, ao tratar o fluxo

    de caixa como importante instrumento de avaliao da gesto, capaz de

    conduzir aos gestores a observao das finanas, alertando a possveis

    ajustes, de forma que as receitas no sejam superestimadas, nem haja

    acumulo excessivo de passivos financeiros, possibilitando projeo de

    cenrios, inferindo em decises de alocaes de recursos, investimentos e

    financiamentos, de forma a prevenir insolvncia futura.

    Sendo este, um assunto recente, relevante conhecer sua estruturao

    para o ambiente pblico, analisando seus benefcios, para os diversos usurios

    que controlam e acompanham as aes e polticas pblicas, justificando-se

    ainda, por representar:

    - instrumento de gerenciamento,

    - avaliao de investimentos,

    - controle da execuo oramentria,

    - equilbrio da projeo e programao oramentrio-financeira,

    - acompanhamento do desempenho da entidade.

    Explicitada a relevncia e justificativas deste estudo, dividimos sua a

    apresentao em trs captulos, em que o Captulo I A obrigatoriedade da

    Demonstrao de Fluxos de Caixas nas Entidades Pblicas menciona sua

    implantao como novo demonstrativo contbil e o embasamento legal de tal

    exigncia; no Captulo II Alguns conceitos bsicos relacionados ao Fluxo de

    Caixa, apresenta conceitos importantes, para compreender a estruturao

    deste demonstrativo; e, por ltimo no Captulo III A estruturao da

    Demonstrao de Fluxo de Caixa no mbito pblico, destacamos os benefcios

  • 10

    quando este devidamente elaborado como ferramenta de controle de gesto,

    comentando sua elaborao e estrutura baseada em receitas e despesas, e

    sua aplicabilidade mediante exemplos e anlise de 02 municpios. Para finalizar

    expomos as concluses obtidas e os referenciais utilizados.

  • 11

    CAPTULO I

    A OBRIGATORIEDADE DA DEMONSTRAO DE

    FLUXOS DE CAIXA NAS ENTIDADES PBLICAS

    O fluxo de caixa segundo Zdanowicz (1998) pode ser compreendido

    como instrumento que permite ao administrador financeiro planejar, organizar,

    coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros, para um determinado

    perodo ou ainda um instrumento que relaciona o conjunto de ingressos e

    desembolsos de recursos financeiros pela empresa em determinado perodo.

    Segundo Silva (2001, p. 420) o fluxo de caixa considerado por muitos

    analistas um dos principais instrumentos de anlise, propiciando-lhes identificar

    o processo de circulao do dinheiro, por meio da variao das

    disponibilidades mais as aplicaes financeiras.

    Com a introduo das normas internacionais de contabilidade e com a

    exigncia legal da gesto fiscal, necessrio conhecer os recursos disponveis

    ou a ingressar nos cofres pblicos, alm de definir o impacto oramentrio-

    financeiro de cada despesa, partindo do planejamento, e, sobretudo, de uma

    possibilidade de controle sobre o futuro.

    Tornando-se de fundamental importncia para empresas e entidades

    pblicas, e como trata Assaf Neto & Silva (1997, p. 35) constituindo-se numa

    indispensvel sinalizao dos rumos financeiros dos negcios.

    A Secretaria do Tesouro Nacional (STN), em seu Manual de

    Contabilidade Aplicado ao Setor Pblico (MCASP) vlido para o exerccio de

    2013, trata da Demonstrao de Fluxo de Caixa - DFC como demonstrao

    contbil que visa o desempenho do setor pblico e sua importncia como

    instrumento da avaliao da gesto pblica.

    Permitindo inferir as decises de alocaes de recursos, na prestao

    de servios pblicos, em investimentos e financiamentos, alm de permitir a

    verificao de como a administrao influenciou a liquidez da entidade, de

    forma a prevenir insolvncia futura.

  • 12

    Nota-se que muitos municpios, utilizam-se das ferramentas da LRF

    apenas para cumprimento legal, no utilizando como, por exemplo, do

    demonstrativo de metas bimestrais de arrecadao e cronograma de

    desembolso financeiro, para fins gerenciais, carentes de metodologia de

    gerenciamento dos recursos disponveis.

    Este instrumento contribui no planejamento, no controle e na

    transparncia da administrao e aprimora as questes que envolvem o Plano

    Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO) e a Lei

    Oramentria Anual (LOA), para as entidades pblicas, este um momento

    particularmente importante, pois um ano efetivo de planejamento e definio

    de aes compactuadas no Plano Plurianual (PPA).

    A integrao do PPA, a LDO e a LOA um valioso instrumento para a

    gesto, pois difunde as polticas pblicas e garante a informao sobre a

    origem das receitas e sua destinao.

    Ao mencionar o equilbrio que deve haver nas contas pblicas,

    Nascimento (2006, p. 178 e 179) expe que diferente do equilbrio

    oramentrio, este j previsto na Lei 4.320/64, a LRF trata disto nas chamadas

    contas primrias, traduzidas no Resultado Primrio Equilibrado, um equilbrio

    considerado autossustentvel, que prescinde de operaes de despesas

    planejadas, e sem aumento catastrficos da dvida pblica.

    Albuquerque (1998, p. 98) afirma que:

    Com a LRF a programao anual da execuo oramentria e dos desembolsos financeiros passou a ter por finalidade no s evitar os dficits de caixa mas, principalmente prevenir a ocorrncia de dficits que possam acarretar a acumulao de restos a pagar e consequentemente comprometimento de receitas futuras.

    O Sistema Oramentrio Brasileiro composto por cada instrumento

    acima descrito, que deve ser elaborado de forma gerencial planejando-se as

    aes governamentais tanto pelo lado estratgico quanto poltico.

    Para iniciar, o entendimento destes dispositivos legais, a base deve ser

    o PPA que no deve ser elaborado de forma genrica, tendo por objetivo,

  • 13

    apenas, atender aos dispositivos constitucionais, mas quantificar os objetivos e

    as metas fsicas eleitas, transformando-se em instrumento gerencial, que

    servir de referncia bsica para a elaborao dos demais instrumentos que

    integram o sistema oramentrio da rea pblica.

    Cabe ao PPA realizar em seu perodo de vigncia (4 anos) os objetivos

    estratgicos estabelecidos pela entidade, traduzindo-os em aes concretas.

    Em sntese, o PPA compe-se de dois grandes mdulos: a base

    estratgica e os programas.

    A base estratgica compreende a anlise da situao econmica e

    social, a diretrizes, objetivos e metas estabelecidas pelo Chefe do Poder

    Executivo, a previso dos recursos oramentrios e sua distribuio entre os

    setores e/ou entre os programas e demais rgos compatveis.

    J os programas, compreendem a definio dos problemas a serem

    solucionados e o conjunto de aes que devero se empreendidas para

    alcanar os objetivos estabelecidos.

    O prazo para envio do projeto de lei que estabelece o Plano Plurianual

    de Aes definido pela Constituio Federal em at 31 de agosto do primeiro

    ano de mandato do Chefe do Poder Executivo ou a definida na Lei Orgnica

    Municipal de cada cidade.

    Em uma posio intermediria entre os dispositivos do PPA e a previso

    de receitas e despesas da LOA, fundamental o balanceamento entre a

    estratgia traada pelo governo e a real possibilidade, surge o dispositivo legal

    denominado de Lei de Diretrizes Oramentrias, que anualmente elaborado

    para execuo no prximo exerccio.

    Este instrumento fixa as prioridade e metas, orienta a elaborao da lei

    oramentria, promove alteraes na legislao tributria, alteraes na

    poltica de pessoal e fixa os limites para elaborao dos oramentos dos

    Poderes.

    Ao contrrio da PPA necessria a quantificao financeira quando se

    elabora na LDO os Anexos de Metas e Riscos Fiscais.

    O prazo para encaminhamento do projeto de lei para aprovao pela

    Cmara Municipal, na representatividade de seus Vereadores at 15 de

  • 14

    maio, de acordo com a Constituio Federal ou prazo estabelecido na Lei

    Orgnica Municipal.

    Como ltimo instrumento do sistema oramentrio da rea pblica,

    surge a Lei Oramentria Anual, que possibilita a realizao das metas e das

    prioridades estabelecidas na LDO. um plano de trabalho que descreve um

    conjunto de aes a serem realizadas para atender a sociedade,

    estabelecendo a previso de todas as receitas e a serem arrecadadas no

    exerccio financeiro e a fixao de todos os gastos que os Poderes e os rgos

    esto autorizados a executar.

    Garantem o gerenciamento anual das origens e aplicaes de recursos,

    definindo os seus montantes e como sero aplicados na administrao pblica.

    Representa a expresso monetria dos recursos que devero ser mobilizados,

    no perodo especfico de vigncia, visando execuo das polticas pblicas e

    do programa de trabalho do governo.

    A Lei Oramentria compreende o oramento fiscal dos rgos ou

    entidades da administrao direta, indireta, inclusive fundaes institudas e

    mantidas pelo poder pblico, bem como seus fundos; o oramento de

    investimento das empresas em que a administrao pblica, direta ou

    indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; e o

    oramento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e os rgos a

    ela vinculados, da administrao direta ou indireta, bem como os fundos e

    fundaes institudos e mantidos pelo Poder Pblico (CF, 5 do art. 165).

    A Constituio Federal em seu art. 35 estabelece como prazo de envio,

    do projeto de lei desta pea oramentria em at 4 meses antes do

    encerramento do exerccio financeiro e devolvido pa...