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Jéssika Rocha Claudemir Santos Paula Renée Caio Jambo Agitação Mecânica Brasil 2015

AGITAÇÃO MECANICA

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trabalho de Eng. Bioquim.

Text of AGITAÇÃO MECANICA

  • Jssika RochaClaudemir SantosPaula ReneCaio Jambo

    Agitao Mecnica

    Brasil

    2015

  • Jssika RochaClaudemir SantosPaula ReneCaio Jambo

    Agitao Mecnica

    Trabalho solicitado pelo Professor Joo Nu-nes, referente obteno de nota para a dis-ciplina de Engenharia Bioqumica.

    Universidade Federal de Alagoas UFAL

    Centro de Tecnologia

    Departamento de Engenharia Qumica

    Brasil2015

  • Sumrio

    1 INTRODUO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3

    2 PRINCPIOS DA AGITAO MECNICA . . . . . . . . . . . . . . 42.1 Classificao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52.2 Tipo de Fluxo em Tanque Agitados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52.3 Tipos de Agitador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

    3 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS EM AGITAO MECNICA . . . 73.1 O Tanque Agitado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73.2 Design de um Equipamento de Agitao . . . . . . . . . . . . . . . . 10

    4 AGITAO MECNICA NA INDUSTRIAS . . . . . . . . . . . . . . 124.1 Aplicao de Agitao Mecnica nos Processos Fermentativos . . . 134.2 Medicamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134.3 Produo de Margarinas e Maioneses . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134.3.1 Margarinas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134.3.2 Maionese . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134.3.3 Produo de Cerveja . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 144.4 Processamento de Sorvetes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 144.5 Processament de Acar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 154.6 Processamento de Tijolos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15

    REFERNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17

  • 31 Introduo

    Na indstria de processamento de alimentos, muitas operaes dependem daagitao e mistura de fluidos. Usualmente a agitao refere-se ao movimento induzido emum fluido por meios mecnicos em um recipiente. O fluido pode circular no recipiente ouapresentar outro padro de fluxo. A mistura est normalmente relacionada a duas ou maisfases inicialmente separadas que so aleatoriamente distribudas dentro ou atravs uma daoutra.

    Para ilustrar esta diferena temos como exemplo, um tanque contendo gua friaque pode ser agitado para trocar calor com uma serpentina, mas no pode ser misturadoat que algum outro material seja adicionado a ele como, por exemplo, partculas de algumslido.

    Desta forma, entende-se que os processos de agitao diferem dos processos demistura, uma vez que ao tratarmos de agitao iremos considerar uma nica fase e nosprocessos de mistura consideraremos que os componentes se apresentam em duas ou maisfases.

    A agitao dos fluidos no implica necessariamente numa distribuio homogneados fluidos ou partculas, isto , com agitao, a mistura pode no ser conseguida.

    A seguir ser explicitado as caractersticas que determinam as melhoras escolhasem termos de agitadores, hlices, e velocdades de agitao para diferentes tipos de produtodesejado.

  • 42 Princpios da Agitao Mecnica

    Ao projetarmos um misturador, devemos levar em conta a finalidade que temos noprocesso, assim poderemos ter as seguintes necessidades:

    Promover a suspenso de slidos

    Homogeneizao ou mistura de lquidos miscveis

    Desenvolver uma emulso

    Transferncia de energia

    Promover reaes qumicas entre slidos, lquidos e gases

    Muitas vezes, um sistema de agitao poder desenvolver um ou mais destes itens,e no raro, ser necessrio todos eles em um nico reator qumico. Neste tipo de mistura, necessrio que haja uma agitao intensa no meio, para que seja conseguida uma eficientedisperso das partculas no sistema. Neste tipo de operao, podemos dizer como necessriopara as seguintes aplicaes:

    Reaes qumicas entre slidos e lquidos

    Reaes qumicas com catalisadores slidos

    Dissoluo de slidos

    Extraes liquido / lquido com suporte em fase slida

    Operaes de absoro

    necessrio um controle severo no processo de agitao, pois o excesso de agitaopode reduzir a viabilidade celular.

    As propriedades mais importantes dos materiais, que podem influenciar a facilidadeda mistura para fluidos e slidos so indicadas a seguir.

    Fluidos: viscosidade, massa especfica, relao entre as massas especficas e mis-cibilidade; Slidos: finura, massa especfica, relao entre as massas especficas, forma,aderncia e molhabilidade.

  • Captulo 2. Princpios da Agitao Mecnica 5

    2.1 ClassificaoSo dividido em duas classes: fluxo axial e fluxo radial.

    Fluxo axial: correntes paralelas ao eixo do agitador;

    Fluxo radial: correntes tangenciais ou na direo perpendicular ao eixo do agitador.

    2.2 Tipo de Fluxo em Tanque AgitadosA maneira como um lquido se move dentro de um vaso depende de muitas coisas,

    como:

    Tipo de lmina, agitador;

    Caractersticas do fluido;

    Tamanho e propores do tanque, placas defletoras (chicanas) e agitadores.

    A velocidade do fluido tambm um componente importante do fluxo. E possuitrs componentes:

    radial (correntes perpendiculares ao eixo do agitador),

    axial ou longitudinal (correntes paralelas ao eixo do agitador)

    tangencial ou rotacional (correntes tangentes ao eixo do agitador; responsvel pelaformao do vrtice. Deve ser evitada).

    2.3 Tipos de AgitadorPara adquirir os tipos de hlice corretos necessrio analisar alguns fatores im-

    portantes como a viscosidade da amostra, velocidade a ser utilizada no processo e acompatibilidade qumica com o material de composio da hlice. Por exemplo, um fludode alta viscosidade necessitar de uma hlice mais resistente, que suporte essa demandae, consecutivamente, a velocidade do processo ser menor. O tipo de hlice pode variartambm de acordo com sua funcionalidade, como por exemplo, hlices para dissolver eagitar um determinado tipo de amostra. Alm disso, a hlice deve ser compatvel com ofludo a ser agitado:

    Hlice de 3 e 4 palas: geram um fluxo axial, podem ser utilizadas em processos deamostras com baixa viscosidade e que demandem altas velocidades.

  • Captulo 2. Princpios da Agitao Mecnica 6

    Hlices tipo turbina: geram fluxo axial e so usadas para processar fludos de mdiae baixa viscosidade com velocidades mdias e altas. Pode ser utilizada, por exemplo,em atividades que no podem gerar aerao na amostra.

    Hlices para Dissolver: Geralmente utilizadas quando h dificuldade em dissolver aamostra para torn-la homognea. Seu uso recomendado em processos de velocidademdia e baixa e para fludos com viscosidade tambm mdia e baixa. Tambm geramfluxo radial.

    Hlices tipo Centrifugao: So dobrveis e se abrem com aumento da velocidade.Recomendadas para frascos cujo dimetro superior pequeno e para fludos de baixaviscosidade.

    Hlices tipo P: indicadas para amostras com alta viscosidade, atuam em fluxotangencial e velocidade baixa.

    Hlices tipo ncora: geram fluxo tangencial, ideais para fludos de mdia para altaviscosidade e devem ser usadas em velocidades baixas.

  • 73 Equipamentos Utilizados em agitao Me-cnica

    O processo de agitao ocorre em tanques ou vasos de agitao, o qual costumaapresentar acessrios usados para realizar a agitao, tais como ps e impelidores. Duranteo processo de projeto e construo de um tanque as propores podem variar muito, essasvariveis costumam ser definidas baseado na funo que o agitador vai desenvolver.

    Segundo (URENHA, 2007), o conjunto conhecido como tanque agitado cosistenormalmente em um tanque cilndrico portador de um eixo vertical, um ou mais impelidores,um motor e usualmente chicanas. Alguns tanques so providos de serpentinas ou camisaspara promover a troca de calor.

    3.1 O Tanque AgitadoAs principais medidas usadas para a construo de um tanque agitado so o

    dimetro interno (T), o dimetro do impelidor (D), a largura da p do impelidor (w), adistncia entre o fundo e o impelidor (C), a altura do lquido (Z) e a largura das chicanas(B). Na figura 1 apresenta um esquema de tanque agitado convencional.

    Figura 1 Ilustrao de um tanque agitado convencional.

    Fonte: (URENHA, 2007)

    D/T= de 1/4 a 1/2 (1/3 o mais comum)

    Z/T= 1

    C/T= de 1/6 a 1/2 (1/3 o mais comum)

  • Captulo 3. Equipamentos Utilizados em agitao Mecnica 8

    B/T= de 1/10 a 1/12

    w/D= de 1/4 a 1/6

    As relae geomtricas descritas acima no so adequadas para todos os tipos detanques, mas so as configuraes comuns em diverss agitadores industriais.

    No tanque apresentado anteriormente possvel encontrar chicanas, que so aces-srios no formato de placas planas posicionadas no tanque, so geralmente posicionadasdiretamente parede ou fixadas por uma haste. As chicanas so responsveis por provocaralgum distrbio ou redirecionar o fluxo durante o processo, em particular, para evitar aformao de um vrtice, tal fenmeno pode causar a formao de espuma pela incorporaode ar no processo, se o vrtice for muito grande pode causar instabilidades no eixo doagitador, para se estabeler o uso de chicanas num processo de agitao necessrio analisarvariveis como o volume do tanque e viscosidade do fluido. Existem diversos tipos dechicana, como por exemplo, chicanas de fundo e de superfcie, no entanto, o tipo maisutilizado o o tipo chapa. A posio desse acessrio pode variar de acordo com o processo(Ver figura 2).

    Figura 2 Posicionamento das chicanas: (a) ngulo favorvel ao fluxo para diminuir aresistncia ao movimento, (b) distncia da parede igual a largura da chicanapara existir fluxo de lquido na borda do tanque, e (c) junto parede paralquidos com baixa viscosidade.

    Fonte: (MARTINI, 2010)

    O fundo do tanque varia de acordo com o processo no qual ser utilizado, porexemplo, para suspenso de slidos no adequado usar um tanque de fundo plano, poisem fundos planos haver uma tendncia de acmulo de slidos nos cantos. possvelencontrar tanques agitados industrialmente com fundos planos, cnicos e elpticos (figura3). De forma geral os tanques que possuem fundos arredondados costumam consumirmenos potncia que outras geometrias, segindo (UFSC, 2010) isto se deve ao fato de jtermos uma configurao que facilita as correntes de fluxo. Recipientes com fundo plano,como mencionado anteriormente so inadequados para certas operaes pois possuem baixaeficincia nos cantos entre a parede e o fundo, o mesmo problema tambm observadonas extremidades do fundo cnico.

  • Captulo 3. Equipamentos Utilizados em agitao Mecnica 9

    Figura 3 Esquema de vasos cilindricos com diferentes fundos. (a) fundo plano, (b) fundocnico, (c) fundo elptico.

    Fonte: (UFSC, 2010)

    J os impelidores costumam ser selecionados de acordo com o regime do processo.Para escoamento laminar o dimetro do impelidor prximo do dimetro do tanque, poiso transporte de quantidade de movimento baixo, pelo mesmo motivo utilizam-se chicanasem escoamento laminar. Na figura 4 possvel observar um tipo de impelidor conhecidocomo ncora. Para regime turbulento so utilizados, principalmente, o tipo naval, o tipops e o tipo turbina (ver figura 5).

    Figura 4 Impelidores utilizados em escoamento laminar: os impelidores tipo ncora pos-suem uma forte componente de velocidade tangencial e uma fraca componenteaxial, e podem ainda atuar com raspadores.

    Fonte: (URENHA, 2007)

    Figura 5 Impelidores utilizados em escoamento turbulento. (a) tipo naval, (b) tipo ps e(c) tipo turbina

    Fonte: (URENHA, 2007)

  • Captulo 3. Equipamentos Utilizados em agitao Mecnica 10

    Em resumo (ENGENDRAR, 2010) define a lista abaixo para classificar de formageral um tanque ou vaso de agitao industrial.

    Caractersticas:

    Tanques cilndricos, verticais, abertos ou fechados para o ar

    Base do tanque arredondada, para evitar regies mortas ou cantos

    Altura do lquido igual ao dimetro do tanque

    Agitador na parte superior

    Acessrios:

    Local para termmetro

    Entrada/sada

    Serpentina ou camisa de aquecimento ou resfriamento

    Agitadores fazem o lquido circular atravs do vaso

    chicanas para modificar o movimento tangencial

    Agitadores:

    Fluxo axialcorrentes paralelas ao eixo do agitador

    Fluxo radialcorrentes tangenciais ou na direo perpendicular ao eixo do agitador

    3.2 Design de um Equipamento de AgitaoExistem quatro principais fatores responsveis por influenciar na escolhar de um

    equipamento de agitao, tais fatores podem ser listados em ordem de importncia como:

    As necessidades do processo;

    As propriedades do fluido;

    Os custos do equipamento;

    Os materiais de construo necessrios.

  • Captulo 3. Equipamentos Utilizados em agitao Mecnica 11

    Em teoria o melhor equipamento precisa ter um baixo custo e atender a todasas outras necessidades, no entanto no existe um guia 100% satisfatrio par arealizar aescolha de um agitador industrial, segundo (FRANK et al., 2008) o que se faz seguiralgumas recomendaes para realizar a escolha baseado nos tipos de impelidores e suarelao com o dimetro do tanque e possveis acessrios a serem adicionados ao tanque.

  • 12

    4 Agitao Mecnica na Industrias

    O engenheiro capacitado escolhe, dimensiona e especfica os equipamentos queo processo necessita para estas finalidades. Tamanho, velocidade e consumo de energiaprecisam ser fixados como critrios, porque eles guardam uma estreita relao com oresultado pretendido, assim como o tipo de material para agitao. agitao, alm decolaborar no controle da temperatura, pode tambm ajudar na homogeneizao do leito.

    A mistura de lquidos miscveis um dos processos mais comuns e pode ter oobjetivo de efetuar uma mistura homognea entre dois lquidos (processamento fsico)ou promover uma reao qumica entre duas matrias-primas que se encontram na faselquida (processamento qumico) como possvel observar na Tabela 1.

    Tabela 1 Processos de agitao, mistura e disperso.

    Aplicao Processamento Fsico Processamento QumicoLquido-slido Suspenso DissoluoLquido-gs Disperso Absoro

    Lquidos imissveis Emulso ExtraoLquidos Missveis Mistura Reao

    Movimentao de Fluido Bombeamento Transferncia de calor

    Por exemplo, na aplicao lquido-slido, a concentrao de slidos na suspensopode ser medida atravs de parmetros fsicos, enquanto na dissoluo o material slidopassa da fase slida para a fase lquida, o que denota, portanto, um processo de transfernciade massa.

    No caso da aplicao lquido-gs, a disperso caracterizada pela distribuio fsicado gs no lquido, enquanto a absoro um processo de transferncia de massa como,por exemplo, no caso de uma fermentao, em que h o transporte do oxignio do ar paradentro do lquido.

    Um exemplo de processamento fsico a produo de emulses estveis, como oxampu. A produo de emulses instveis, envolvendo a transferncia de massa entre doislquidos um exemplo de processamento qumico.

    Outros fluidos que no apresentam a relao linear entre o gradiente de velocidade,onde a viscosidade seja funo da taxa de deformao so chamados de no-Newtonianos.Grande nmero de fluidos, em vrios ramos da indstria, apresenta esse comportamento.De maneira geral, alguns fluidos no-Newtonianos uma vez longe do impelidor adquiremcomportamento que dificulta a movimentao do produto com a reduo gradativa da taxade circulao por isto prefere-se impelidores com grande rea de contato com o produto.

  • Captulo 4. Agitao Mecnica na Industrias 13

    4.1 Aplicao de Agitao Mecnica nos Processos FermentativosNos processos fermentativos, os agitadores tm como funes, em geral, a disperso

    dos gases injetados, a homogeneizao do meio de cultura, a suspenso de slidos e atransferncia de calor.

    Outro aspecto ligado agitao o cisalhamento provocado pelos impelidores.Cada microrganismo tolera diferentes tenses de cisalhamento. Cisalhamento acima dotolerado leva destruio da clula. As bactrias e leveduras so em geral menos sensveisao cisalhamento que os bolores. Clulas animais, vegetais e de insetos so muito sensveisao cisalhamento.

    4.2 MedicamentosA taxa de dissoluo diretamente afetada pela velocidade de agitao, uma

    vez que a espessura da camada de difuso inversamente proporcional velocidade deagitao (BANAKAR, 1992). Varios fatores e as caractersticas de cada formulao podeminfluenciar a extenso em que a velocidade de agitao afeta a dissoluo (ABDOU, 1989).

    4.3 Produo de Margarinas e Maioneses

    4.3.1 MargarinasO processamento moderno de margarinas que geralmente so efetuadas em equi-

    pamentos contnuos, envolve inicialmente a preparao da fase oleosa e da aquosa e asseguintes operaes,:

    Emulsificao: as duas fases, aquecidas temperaturas suficientes para mantera gordura em estado lquido so misturadas com agitao necessria para formar umaemulso.

    Resfriamento: a emulso resfriada rapidamente em trocadores de calor de altaeficincia, sob agitao constante, a temperaturas abaixo do ponto de cristalizao da faseoleosa.

    Cristalizao: a emulso resfriada e parcialmente cristalizada transferida paraoutra unidade onde, ainda sob agitao constante, o processo de cristalizao continua.

    4.3.2 MaioneseA maionese tradicional uma emulso do tipo "leo em gua"ou seja , formada

    pela disperso de gotculas de leo na gua que a fase contnua. A estabilidade dadisperso mantida pela gema do ovo que contem lecitina e colesterol como emulsificantes.

  • Captulo 4. Agitao Mecnica na Industrias 14

    Na fabricao da maionese, a fase aquosa colocada em um recipiente dotado deum agitador ou misturador de alta velocidade. A fase aquosa contm vinagre, gema deovo, sal e outros condimentos hidrossolveis. Com o agitador ligado, o leo adicionadolentamente, at que a emulso atinja a consistncia desejada. Industrialmente, a emulso refinada em moinhos coloidais.

    A gema de ovo, alm de agir como emulsificante, contribui para a cor e o sabor. Ovinagre, alem de contribuir para o sabor, age como preservativo, aumentando a acidez. Oleo deve ser refinado, claro, de sabor neutro e permanecer lquido sob refrigerao.

    4.3.3 Produo de CervejaUma etapa relevante no processo de produo de cerveja a agitao do mosto.

    Assim, quanto maior a agitao, mais eficiente ser a desejada reao enzimtica. Damesma forma, ao agitar o mosto a temperatura fica mais uniforme.

    A ltima aplicao uma categoria geral, na qual a descrio da necessidade daagitao dada em termos da movimentao do fluido. A aplicao fsica refere-se aoconhecimento da capacidade de bombeamento do impelidor, bem como do escoamento dofluido ao redor do impelidor, do fundo do tanque e das chicanas. A transferncia de calorfoi colocada na coluna do processamento qumico porque, geralmente, a necessidade detroca de calor se d em sistemas onde ocorrem reaes qumicas.

    4.4 Processamento de SorvetesOs sorvetes tambm podem ser classificados de acordo com o seu processo de

    fabricao ou apresentao. Durante o congelamento a calda sofre agitao provocandoincorporao de ar. A aerao tambm conhecida como overun, e atravs dela sabemos orendimento da produo. Quanto maior o overun, mais leve e suave o sorvete se torna. oexemplo do sorvete de massa industrial, cujo processo de fabricao consiste em agitaovigorosa da massa, incorporando desta maneira, mais ar, o que proporciona um sorvetemais leve. Quando a calda passada pelo homogeneizador, durante a pasteurizao, seusglbulos de gordura se rompem, deixando a calda mais homognea acarretando num sorvetede textura mais macia e de melhor rendimento (overun mnimo de 80%). A agitao dacalda durante o processo de fabricao do sorvete de massa da linha artesanal no tovigorosa, o que resulta um sorvete com mais corpo, mais denso. O seu overun varia de 40a 80%.

  • Captulo 4. Agitao Mecnica na Industrias 15

    4.5 Processament de AcarNa produo de acar, em varias das etapas possuem um misturador. Na etapa

    de calagem tem se um destaque por preparar uma mistura, uma suspenso de cal comgua, denominada leite de cal, que enviada atravs de bombas para o tanque dotado demisturador onde misturado com o caldo, que tem como finalidade corrigir o pH com issoneutralizar os cidos orgnicos e tambm a formao de sulfitos e fosfatos de clcio queao se sedimentarem no decantador, arrastam as impurezas presentes no caldo. Tambmse destaca a etapa de cristalizao onde os agitadores assume grande importncia, poisgarantem o crescimento dos cristais em tamanho, de forma individual.

    4.6 Processamento de TijolosOs processos de fabricao empregados pelos diversos segmentos cermicos assemelham-

    se parcial ou totalmente. O setor que mais se diferencia quanto a esse aspecto o dovidro, embora exista um tipo de refratrio (eletrofundido), cuja fabricao se d atravs defuso, ou seja, por processo semelhante ao utilizado para a produo de vidro ou de peasmetlicas fundidas. Esses processos de fabricao podem diferir de acordo com o tipo depea ou material desejado. De um modo geral eles compreendem as etapas de preparaoda matria-prima e da massa, formao das peas, tratamento trmico e acabamento. Noprocesso de fabricao muitos produtos so submetidos a esmaltao e decorao.

    Grande parte das matrias-primas utilizadas na indstria cermica tradicional natural, encontrando-se em depsitos espalhados na crosta terrestre. Aps a minerao, osmateriais devem ser beneficiados, isto desagregados ou modos, classificados de acordo coma granulometria e muitas vezes tambm purificadas. O processo de fabricao, propriamentedito, tem incio somente aps essas operaes. As matrias-primas sintticas geralmenteso fornecidas prontas para uso, necessitando apenas, em alguns casos, de um ajuste degranulometria.

    Os materiais cermicos geralmente so fabricados a partir da composio de duas oumais matrias-primas, alm de aditivos e gua ou outro meio. Mesmo no caso da cermicavermelha, para a qual se utiliza apenas argila como matria-prima, dois ou mais tipos deargilas com caractersticas diferentes entram na sua composio. Raramente emprega-seapenas uma nica matria-prima.

    Dessa forma, uma das etapas fundamentais do processo de fabricao de produtoscermicos a dosagem das matrias-primas e dos aditivos, que deve seguir com rigoras formulaes de massas, previamente estabelecidas. Os diferentes tipos de massas sopreparados de acordo com a tcnica a ser empregada para dar forma s peas. De modogeral, as massas podem ser classificadas em:

  • Captulo 4. Agitao Mecnica na Industrias 16

    suspenso, tambm chamada barbotina, para obteno de peas em moldes de gessoou resinas porosas;

    massas secas ou semi-secas, na forma granulada, para obteno de peas por prensa-gem;

    massas plsticas, para obteno de peas por extruso, seguida ou no de torneamentoou prensagem.

  • 17

    Referncias

    ABDOU, H. M. Dissolution, Bioavability and Bioequivalence. [S.l.]: Easton: MackPublishing Company, 1989. 554p. p. Citado na pgina 13.

    AVILA, J. F. G. Sistema de agitao. [S.l.], 2012. Disponvel em: . Acesso em: 28 mar. 2015.Nenhuma citao no texto.

    BANAKAR, U. V. Pharmaceutical Dissolution Testing. New York: Marcel Dekker Inc,1992. 437p. p. Citado na pgina 13.

    ENGENDRAR. Beneficiamento - Agitao Mecnica. [S.l.], 2010. Disponvel em:. Acessoem: 20 mar. 2015. Citado na pgina 10.

    FRANK, T. C. et al. Perrys Chemical Engineers Handbook. 8. ed. [S.l.], 2008. Citadona pgina 11.

    LABOR, S. Acessrios para agitadores mecnicos IKA. [S.l.], 2010. Dispo-nvel em: . Acesso em: 28 mar. 2015. Nenhumacitao no texto.

    MARTINI, T. L. de. Influncia dos impelidores e condies de mistura na produode insumos qumicos para o setor coureiro. Dissertao (Monografia de Graduao) Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2010. Citado na pgina 8.

    UFSC. Agitao e Mistura. [S.l.], 2010. Citado 2 vezes nas pginas 8 e 9.

    URENHA, C. F. J. J. . E. C. . J. R. N. . L. C. Agitao e Mistura na Indstria. 1. ed. Riode Janeiro: LTC Editora, 2007. Citado 2 vezes nas pginas 7 e 9.

    Folha de rostoSumrioIntroduoPrincpios da Agitao MecnicaClassificaoTipo de Fluxo em Tanque AgitadosTipos de Agitador

    Equipamentos Utilizados em agitao MecnicaO Tanque AgitadoDesign de um Equipamento de Agitao

    Agitao Mecnica na IndustriasAplicao de Agitao Mecnica nos Processos FermentativosMedicamentosProduo de Margarinas e MaionesesMargarinasMaioneseProduo de Cerveja

    Processamento de SorvetesProcessament de AcarProcessamento de Tijolos

    Referncias