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Almanaque DANT 6

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Edição nº6.

Text of Almanaque DANT 6

  • ENTREVISTAO consumismo dita as regras?

    VIVER BEM EM SAMPASade no Esporte: Orientao aos usurios de parques pblicos e centros esportivos sobre prticas de atividade fsica.

    SANTO DE CASAGuia do Cidado Vigilante, um aliado na preveno dos riscos sade

    QUAL A SUA DVIDASou diabtico. Quais os principais cuidados que devo ter com os ps?

    CAPAA infncia e a adolescncia contemporneas: um desafio para a ateno sade

    DIVIRTA-SEPraticar atividade fsica ou exerccio fsico? Quais os benefcios e diferenas?

    GATO POR LEBREComportamento e mdia: Por que o consumo de shakes e raes cada vez mais frequente?

    MOVIMENTE-SEComece a pedalar,faz bem para a sade e o meio ambiente agradece

    COMER BEMAveia e Linhaa: Alimentos funcionais que melhoram a sade e promovem o bem-estar

    ROTEIROMuseu Do Futebol: Histria, Emoo E Divertimento

    TEIA DA SADE

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    16CAPAA infncia e a adolescncia contemporneas: um desafio para a ateno sade

    Boa leitura!

    Rosa Maria Dias NakazakiGerente do Centro de Controle de Doenas

    Nossa matria central enfoca as diversas faces da infncia e da adolescncia. Esse estgio inicial da existncia muitas vezes idealizado, em outras, subestimado, em

    outras, ainda, esquecido. Numa abordagem transdisciplinar,

    os pediatras Ana Maria Bara Bresolin e Silmar Gannam, a

    assistente social Nancy Mieko Igarashi e a psicloga Flavia

    Maria de Vasconcelos apresentam os diversos aspectos dessa

    fase, fundamental para o desenvolvimento de todo o potencial

    do ser humano. A aurora da vida, por vezes sujeita a

    nuvens e tempestades, abordada na pgina 18.

    Casimiro de Abreu viveu pouco alm da

    adolescncia; as novas geraes vivem e vivero muito

    mais. Numa perspectiva de vida mais longa, nada melhor

    para conservar a juventude fsica e mental do que a

    atividade fsica segura e prazerosa. Em Movimente-se

    voc ver que o ciclismo pode ser bom para o seu corpo

    e para o meio ambiente da sua cidade. Pedale!

    Na entrevista desta edio, a psicloga Andria

    Mendes dos Santos e a assistente social Patrcia Krieger

    Grossi falam sobre o papel dos cidados, das polticas

    pblicas e da mdia frente o consumismo uma reflexo

    que interessa a todos.

    Tambm destacamos outras sesses: Santo de casa

    apresenta o novssimo Guia do Cidado Vigilante; Viver

    bem em Sampa mostra as principais atividades dos

    centros esportivos da capital e Qual a sua dvida faz

    esclarecimentos sobre o chamado p diabtico.

    A sesso Comer Bem discorre sobre dois alimentos

    funcionais: a aveia e a linhaa e inclui a receita de

    um bolo delicioso. E falando de alimentao e de

    consumismo, Gato por Lebre mostra o outro lado dos

    famosos shakes e raes.

    Concluindo, aprecie na seo Roteiro a sugesto

    de visita ao Museu do Futebol, um programa que

    certamente agradar a todas as idades. Afinal se o

    menino pai do homem, ainda existe aquela criana

    dentro de cada um de ns.

    Oh! Que saudades que tenhoDa aurora da minha vida,Da minha infncia queridaQue os anos no trazem mais!

    Casimiro de Abreupoeta brasileiro (1839-1860)

    ...O menino pai do homem.Joaquim Maria Machado de Assis

    escritor brasileiro (1839-1908)

    EDITORIAL

  • Relaes que podem ser perigosas

    SADE ECON$UMO:

    O estmulo ao consumo est baseado em neces-

    sidades materiais, regendo regras como o que

    vestir e o que comer, o que acaba por mascarar

    muitas das reais necessidades dos indivdu-

    os. Este o assunto que ser abordado nesta

    entrevista pelas especialistas Andria Mendes

    dos Santos, psicloga, e Patrcia Krieger Grossi,

    assistente social.

    ENTREVISTA

  • 5SADE ECON$UMO:

    O consumismo estimulado pela mdia pode ser visto hoje como um dos males da socie-dade? Porque?

    prprio das sociedades capitalistas o interesse pelo est-mulo ao consumo a fim de produzir capital. Hoje estamos vivenciando um processo de globalizao capitalista com um acelerado avano cientfico e tecnolgico, que se expressa atravs de novos modismos e outras demandas orientadas para o consumo, entre outros. Considera-se que o crescimento do consumo produto das novas tecnologias, do crescimento das religies, da transforma-o dos modelos familiares, do culto a beleza e a sade. Um dos problemas do consumo que esse baseado em necessidades materiais, regendo regras - como o que vestir e o que comer e acabam por poluir muitas das re-ais necessidades dos indivduos com a incitao de regras de consumo que esto cada vez mais caras. Uma das estratgias mais eficazes para estimular esse mecanismo o investimento em publicidade, no marketing, como formas de motivar a populao com pretextos suficientes para a aquisio daquele produto, que pouco ou em nada se diferencia do outro, mas acirra a competitividade.

    A sociedade moderna, atravs do remdio do consumo, vem tentando se evadir dos padecimentos como o tdio, a inveja e a competio, o desemprego, as decepes romnticas, a obsesso pela magreza, a obesidade, as pancadarias adolescentes, a depresso, a insnia, a solido, o medo de adoecer, o terrorismo, etc. So tantos interesses e tantas preocupaes que fica impossvel list-los.

    Alguns estudos recentes apontam que as propa-gandas vm investindo no pblico infantil como exce-lente mercado de consumidores. Elas so responsveis por aquisies em diversos segmentos influenciando, inclusive, na hora da compra do carro dos pais.

    Cabe destacar que a mdia, e aqui especificamente se trata da televisiva, presta um excelente trabalho de informao mundial, dando conta dos segmentos pbli-cos, privados e globalizados. A questo a ser discutida a centralidade dos meios de comunicao na vida das pessoas, seja a televiso ou a internet, os celulares, etc.

    Como o consumismo, estimulado pela mdia, pode influenciar na sade da populao?

    O remdio do sculo tem sido o consumo para satis-fazer desejos, suprir carncias ou criar coragem. Nas relaes, atravs de objetos, os homens vm procuran-

    do atingir a estabilidade emocional e a autoafirmao. Ento, apresentam-se dois problemas: de uma lado a populao fica mais sedentria, aprisionada pela televi-so, pelo computador (tambm fica mais caseira devido a violncia nas ruas); de outro lado assiste a uma enxurrada de ofertas e propostas que a atrai. Um dos maiores problemas do consumo o momento seguinte ao consumo: a imediata descartabilidade que aquele produto j adquire logo aps a aquisio, ou seja, aquilo que era to importante ja substitudo pelo prximo produto que convence que sua necessidade quase que vital. Nessa lgica, o sujeito vai comprometendo seu oramento mensal e, principalmente, vai cons-truindo uma relao de menos valia entre aquilo que at pouco amava. So frutos deste processo casos de insatisfao, frustrao e depresso que provavelmente sero supridas com o consumo de um novo produto e novamente o mesmo sentimento, criando um crculo vicioso permanente. Observa-se que essa relao de descartabilidade entre o sujeito e a mercadoria tambm pode ter reflexos na forma como o indivduo estrutura e mantm seus vnculos afetivos. Ora, se os objetos so imediatamente substituveis, se no existe o exer-ccio da formao do apego emocional com o objeto (uma importante funo do brinquedo na infncia), isso tambm poder se refratar na vulnerabilidade da manei-ra como se mantm os laos emocionais entre o eu e o outro. Muitas vezes, o consumo est ligado a emo-es, mas no propriamente a uma necessidade. Quan-do associado s emoes, o consumo tende a deixar um vazio sentimental, uma sensao de insatisfao. As propagandas tm o poder de influenciar, inclusive, valores essenciais, como escolhas de vida, definio de felicidade e de como medir o seu prprio valor. Isso significa dizer que a exposio excessiva a mdia tem influncia na sade fsica e mental, na educao, na criatividade e nos valores da populao.

    Voc acredita que atualmente as pessoas buscam medicaes para sanar problemas afetivos, sociais, entre outros, que configu-ram outros padecimentos da sociedade?

    Certamente. A indstria dos antidepressivos conhe-cidos como o remdio da felicidade - foi uma das que mais se desenvolveu na ultima dcada. O mal estar da sociedade vem somando dificuldades de diversas ordens. O problema consiste na dificuldade em lidar com as frustraes que se produzem no dia a dia.

  • 6Como os profissionais de sade deveriam/poderiam direcionar os atendimentos para minimizar os problemas e o crescente con-sumismo de produtos inadequados para a sade da populao?

    Uma das caractersticas do setor da sade a ateno s necessidades da populao. Desta forma busca-se hoje que o sujeito seja atendido na sua integralidade, por meio de uma equipe multidiscipli-nar de profissionais, que somados, contemplem as demandas de atendimento, mas que estejam alm disso, ou seja, que a equipe de sade atue como agentes educadores e, neste sentido, conscientize a populao sobre o consumo inadequado e excedente.

    Seriam as polticas pblicas um dos melho-res meios para regulamentar o consumo na rea da sade ? Estas poderiam ou no cer-cear demais o livre arbtrio da populao?

    Hoje j existem legislaes que probem a venda de pirulitos, balas e salgadinhos entre outros em bares e

    cantinas nas escolas, contribuindo para a melhoria da qualidade na alimentao das crianas. No campo da mdia, est sendo discutida a proibio da associao de produtos alimentcios com brinquedos e brindes. No campo da sade, as notcias mais recentes do conta da regulao da exposio de medicamentos nas farmcias. Nessa rea, observa-se uma maior incidncia da vinculao de propagandas voltadas educao na sade, orientando sobre formas de preveno de doenas e agravos.

    O papel das polticas pblicas seria de orientar aes de educao em sade voltadas para a aten-o integral e empoderamento da populao. A mera proibio de aes nocivas a sade no implica em adoo de hbitos saudveis. Medidas amplas de pro-moo da sade precisam ser implementadas atra-vs de polticas intersetoriais nas reas da educao, habitao, saneamento bsico e outros. Relacionar a importncia das polticas pblicas na sade com a questo da educao, implica no direito a informao qualificada e subsidiada para um processo de toma-da de deciso consciente em relao aos hbitos de consumo da populao.

    ENTREVISTA

  • 7H situaes em que a mdia pode ser importante veculo de informaes para melhoria na sade?

    Com certeza. Os profissionais da mdia tambm possuem estratgias que mobilizam a populao a adquirir hbitos saudveis. Exemplos disso, embora mais focados nas doenas transmissveis, so as campanhas de vacinao para crianas e idosos. Em Porto Alegre h campanhas voltadas para a preven-o do uso do crack , para a preveno do abuso sexual, etc. Observa-se crescimento nos investi-mentos em campanhas educacionais voltadas para a sade da populao, porm, ainda com escassez na rea de preveno de doenas crnicas, que implicam em mudanas profundas no estilo de vida e consumo, bem como, empoderamento da populao para reali-zar opes conscientes.

    Cabe destacar que ainda existem muitas informa-es vinculadas pela mdia orientadas pela lgica do consumo. Isso cria necessidades suprfluas, muitas vezes interferindo na sade, como no caso das propa-gandas de bebidas alcolicas, energticos ou ann-cios de medicaes, o que estimula o autoconsumo.

    Andria Mendes dos SantosPsicloga. Doutora em Servio Social PUCRS. Docen-te colaboradora da Faculdade de Servio Social atra-vs do Programa Nacional de Ps Doutorado CNPq/PUCRS. Docente nos Cursos de Especializao em sade do Trabalhador (PUCRS). Medicina do Trabalho (CEDOP/UFRGS) E FIJO/PUCRS.

    Patricia Krieger Grossi. Assistente social. Especialista em Gerontologia Social pela PUCRS. Doutora em Servio Social, PhD pela Uni-versidade de Toronto, CANADA. Docente da Faculdade de Servio Social da Pontifcia Universidade Catlica do Rio Grande do Sul/Brasil. Coordenadora do Ncleo de Estudos e Pesquisa em Violncia NEPEVI. Membro do GEPAZ Grupo de Estudos da Paz. PUCRS.

  • 8Sade no Esporte:

    VIVER BEM EM SAMPA

  • 9Orientao aos

    usurios de

    parques pblicos

    e centros

    esportivos sobre

    prticas de

    atividade fsica

    A preocupao em manter hbitos saudveis vem fazendo com que as pessoas se interessem cada vez mais pela prtica de atividade fsica nas suas diver-sas modalidades. Com isso, cresce tambm a busca por espaos pblicos, como parques e centros esportivos, onde seja possvel o desempenho de tais prticas.

    Nesse sentido, parcerias interinstitucionais como o programa Sade no Esporte surgem com objetivo de promover junto a esses usurios orientao para um aproveitamento adequado dessas atividades. Com a assessoria de equipes multiprofissionais, o programa desenvolve aes de preveno de doenas crnicas e traumatismos.

    O programa Sade no Esporte foi criado em 2008, por meio de um regime de parceria entre as secretarias municipais de Esporte, Lazer e Recrea-o (SEME), Sade (SMS), Verde e Meio Ambiente (SVMA), Pessoa com Dificuldade de Locomoo e a Associao Paulista para o Desenvolvimento da Medicina. Coordenado pelo Ncleo de Projetos Es-peciais (NUPES), da Secretaria Municipal de Sade,

  • 10

    No COTP so acompanhados cerca de mil atletas, formados ou em formao, de diferentes idades e ambos os sexos. A UNIFESP (Universidade Federal de S. Paulo) responsvel pela assistncia sade nas diferentes especialidades (mdica, odontolgica, nutricional, psicolgica e laboratorial).

    O objetivo monitorar o desenvolvimento do atleta e tambm tratar possveis intercorrncias e traumas inerentes atividade praticada.

    Assistncia ao Atleta

    Nos parques municipais, caso do Parque do Ibirapuera, ao exemplo, o programa promove aconselhamento esportivo por meio de uma equipe multidisciplinar de sade. Assim, os usu-rios so informados sobre quais atividades so as mais adequa-das para cada indivduo e como devem ser realizadas.

    efetuada uma avaliao fsica inicial; posteriormente novas avalia-es so feitas, baseadas no desempenho e resultados de cada um.

    Orientao segura nos parques

    VIVER BEM EM SAMPA

    conta com 11 equipes multiprofissionais, integradas por mdicos, dentistas, nutricionistas, psiclogos, enfermeiros, tcnicos de enfermagem, tcnicos de educao fsica e auxiliares administrativos.

    Sua atuao abrange os usurios dos 55 Clubes Escola (unidades da SEME), localizados nas diversas regies da cidade. Atinge aproximadamente 180.000 pessoas cadastradas, alm dos frequentadores de parques pblicos e dos atletas do Centro Olmpico de Treinamento e Pesquisa (COTP).

    Os usurios dos Clubes Escola recebem informa-es relativas preveno de doenas e melhora de qualidade de vida por meio de palestras, ativida-des ldicas educacionais, alm de orientaes indi-viduais e coletivas. O Clube Escola, desenvolvido nos equipamentos da SEME, objetiva a integrao entre o clube, a famlia, a escola e a comunida-de. Por meio de aes scio educativas, busca a incluso social em todas as suas dimenses, com atendimento especial s crianas, adolescentes, jovens e ao pblico da terceira idade. Atualmente,

    120 esto em funcionamento, beneficiando cerca de meio milho de usurios.

    Desde sua implantao, o programa Sade no Esporte j possibilitou a identificao de grupos defi-nidos com algum problema de sade (obesidade, por exemplo). Essas informaes possibilitam direcionar e intervir no sentido de melhorar a condio de sade, aprimorando a assistncia integral ao muncipe.

    Os resultados podem ser observados por meio de estudos realizados nos grupos de portadores de doenas crnicas (hipertenso arterial, diabetes, coronariopatias, colesterol alto, obesidade etc). Estes pacientes demonstram uma melhora substancial e aumento da adeso ao tratamento oferecido nas unidades bsicas.

    J est sendo desenvolvido, em vrias regies da cidade, um trabalho de integrao entre o sistema de atendimento bsico e o programa Sade no Esporte. O programa vem ressaltar que a atividade fsica essencial e que, quando realizada de forma regular, auxilia na manuteno da sade e da longevidade.

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    EME

  • Com a vida agitada das grandes cidades, identificar situaes que possam causar riscos sade, pode no ser uma tarefa fcil. Seja na hora de utilizar um servio como um salo de beleza ou no momento de adquirir um produto alimentcio, a falta de informao pode causar problemas sade.

    Em razo dessas dificuldades, foi criado o Guia do Cidado Vigilante. Este material informativo foi desenvolvido especialmente para orientar o paulistano no seu dia a dia. O manual ajuda a reconhecer deficincias higinico-sanitrias em determinados estabelecimentos ou produtos com a qualidade comprometida. O guia foi elaborado pela Coordenao de Vigilncia em Sade (COVISA), por meio da Gerncia de Produtos e Servios em parceira com o Ncleo Tcnico de Comunicao.

    A publicao rene vrios assuntos abordados em 13 folderes: alimentos perecveis, cuidados ao comprar

    Guia do

    CidadoVigilante

    Um aliado na prevenoDos riscos sade

    SANTO DE CASA

  • 13

    alimentos, saneantes, cosmticos, medicamentos, academias, ticas, sales de beleza, clnicas mdicas e odontolgicas, instituies de longa permanncia (casas de repouso), creches, clnicas de estticas e estdios de tatuagem e piercing.

    O folder sobre academias, por exemplo, orienta o praticante sobre o que observar na hora da escolha desses estabelecimentos. Assim, fatores como as condies de higiene ou a qualificao dos profissionais, podero ser mais bem avaliados pelo cidado.

    Ilustrado e de formato prtico, o Guia do Cidado Vigilante um aliado da populao, j que apresenta informaes fundamentais numa linguagem de fcil entendimento. A publicao est disponvel na Praa de Atendimento da COVISA (Rua Santa Isabel, 181 V.Buarque) e tambm para download no site www.prefeitura.sp.gov.br/covisa.

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    SOUDIABTICO

    Quais os principais cuidadosque devo ter com os ps?

    QUAL A SUA DVIDA?

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    Sinais de alerta:

    Dormncia nos ps; No crescimento de pelos nos ps e pernas; Micoses interdigitais; Presena de feridas e secrees; Pele seca, escamosa ou brilhante; Pontas dos ps arroxeadas; Aparecimento de rachaduras nos calcanhares; Perda de sensibilidade; Formigamento ou dor nos ps; Presena de calos em pontos de presso; Cibras em repouso ou ao caminhar.

    A pessoa portadora de diabetes deve ter todo o cuidado possvel com alimentao, uso de me-dicamentos e controle do estresse, sempre visando controlar o nvel de glicose no sangue. Quando este nvel fica elevado, o excesso de glicose pode lesar nervos perifricos, e causar problemas circulatrios, chegando at a amputao do p. A preveno importantssima e os cuidados com os ps devem ser redobrados: Observe diariamente nos ps a presena de ca-

    losidades, temperatura, alterao da cor, bolhas, vermelhido, falta de sensibilidade;

    Evite andar descalo; Utilize sempre sapatos confortveis, evite bicos

    finos e saltos altos. Observe se no h salin-cias, pois com a perda de sensibilidade, estas salincias podero causar leses sem que a pessoa perceba;

    Troque os sapatos diariamente e coloque-os ao sol para mant-los secos e arejados;

    D preferncia s meias de algodo; Evite gua muito quente e seque bem os ps

    aps o banho, especialmente nas regies entre os dedos; evite o uso de talco; utilize cremes ou loes hidratantes (exceto entre os dedos);

    Evite fumar, pois o tabaco prejudicial para a circulao;

    O corte das unhas deve ser cuidadoso, evitando-se pequenas leses ao cort-las muito curtas. No retire as cutculas. Se possvel, procure profissionais especializados.

    Programa especial voltado ao tratamento de ps diabticos

    Eentre as complicaes ocasionadas pelo Dia-betes, uma delas o p diabtico, problema que pode acometer ps e tornozelos de indivdu-os portadores da doena.

    O p diabtico a principal causa de ampu-tao do membro inferior, e mais do que uma complicao de diabetes, deve ser conside-rado como uma situao bastante complexa. Assim, pode reunir caractersticas clnicas variadas: alteraes da sensibilidade dos ps, presena de feridas, deformidades, alteraes da marcha, infeces etc.

    O tratamento para esses agravos requer ateno especial, com equipes multidisciplina-res, formadas por profissionais capacitados. Diante desse quadro, foi necessria a cria-o do Programa de Preveno e Tratamento das lceras Crnicas e do P Diabtico (lei 14.984/09), institudo pela Secretaria Munici-pal da Sade em setembro de 2009. Antes da criao do programa, uma comisso j vinha desenvolvendo, desde de 2000, atividades voltadas ao tratamento de feridas.

    Com o programa, foi implementado o tra-balho de uniformizao e padronizao dos cuidados de pacientes portadores de feridas atendidos pela rede municipal. Cerca de trs mil profissionais foram capacitados durante esses nove anos, entre enfermeiros, tcnicos e auxi-liares de enfermagem, que atuam nas unidades bsicas de sade.

    Programa de Preveno e Tratamento daslceras Crnicas e do P Diabtico

    Maria Cristina M. Pimentel (coordenadora)Ana Maria Amato Bergo (estomaterapeuta) Soraia Rizzo (estomaterapeuta)Maria Eugnia C. Pereira (especialista em CCIH)Prof. Dr. Fbio Batista (cirurgio ortopedista e traumatologista)Dr. Ruy Barbosa (cirurgio vascular)

  • 16

    CAPA

  • 17

    Avanos mdicos, tcnico-cientficos e sociais, bem como a melhoria das condies socioeconmi-cas so, sem dvida, grandes conquistas dos tempos atuais. Como resultado, nota-se uma srie de mudanas socioculturais, polticas e na sade dos indivduos e das populaes como aumento da esperana de vida, altera-es das relaes interpessoais e entre povos e naes e o surgimento de novas demandas para a sade. No Brasil, a expectativa de vida passou de 47 anos na dcada de 50 para 71,3 em 2003, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE).

    O desafio que se apresenta hoje cuidar de crian-as que iro viver um sculo ou mais e que precisam viver com qualidade de vida o maior tempo possvel. Esta uma situao nova para profissionais que at h pouco tempo tinham como compromisso maior diminuir a mortalidade infantil. At a dcada de 70, os principais agravos sade infantil eram a desnutri-o, as doenas infecciosas e as complicaes peri-natais. Atualmente, houve diminuio dos ndices de mortalidade infantil por essas causas e aumento da sobrevida de crianas portadoras de doenas crnicas ou com sequelas de agravos perinatais. Essa altera-o no perfil epidemiolgico das causas de morte e adoecimento propiciou um aumento de outras morbi-dades como: obesidade, problemas de comportamen-to e conduta, droga-adio, gravidez na adolescncia,

    criminalidade, depresso, problemas emocionais, fracasso escolar, acidentes, entre outros.

    Essas mudanas influenciaram drasticamente o cuidado da sade. No basta identificar e afastar os fa-tores de risco para a mortalidade infantil. Faz-se neces-srio no s a promoo da sade durante a infncia e a adolescncia, mas tambm identificar os fatores de risco, os comportamentos vulnerveis e as situa-es especficas que, se prevenidas, podem diminuir doenas crnico-degenerativas do adulto. Assim, a tarefa do profissional de sade amplia-se, uma vez que a infncia torna-se um momento ideal para a promoo da sade e a preveno de doenas da vida adulta.

    Entretanto, o lugar da criana e do adolescente profundamente ambguo. Por um lado, eles so vistos como necessitando de cuidados e em risco, mas por outro, como violentos, antissociais, sexualmente pre-coces, problemticos. Assim, ao mesmo tempo em que cresce a preocupao com o tratamento, preven-o de doenas e problemas emocionais das crianas e adolescentes, tambm aumenta sua culpabilizao, pelo aparente colapso da disciplina escolar, aumento da criminalidade infantil, consumo de drogas e gravi-dez na adolescncia.

    Nesse contexto, famlia, escola e sociedade so ce-nrios nos quais o profissional pode exercer seu papel no cuidado sade da criana e do adolescente.

    A INFNCIA E A ADOLESCNCIA CONTEMPORNEAS:Um desafio para a Ateno Sade

  • 18

    A famlia quem, em primeira instncia, deve garantir o pleno desenvolvimento da criana em um adulto sau-dvel. A criana nasce em situao de total desamparo e depende de um adulto que a acolha, oferea a ela amor, cuidados bsicos e transmita a ela nossa cultura.

    A escola o lugar que confere criana uma pertinncia social e participa de um perodo da vida da criana no qual ela ainda est se constituindo enquanto sujeito. No entanto, as escolas tm ocupado em nossa sociedade tanto um lugar de proteo, como de vul-nerabilidade para as crianas e adolescentes. Segundo o Ministrio da Educao, desde 2005, 92,7% das crianas esto nas escolas e cerca de 40% dos alunos na 4 srie do ensino fundamental esto em situao de atraso escolar. Tambm houve um aumento da preva-lncia de queixas de mau comportamento, agressivida-de e dificuldades no relacionamento dentro da escola.

    O Estado tambm exerce um papel fundamental na garantia dos direitos e da proteo criana e ao adoles-cente, especialmente pela elaborao e implementao de polticas pblicas. No Brasil, houve conquistas legais como a Constituio de 1988 e o Estatuto da Criana e do Adolescente (ECA) de 1990, que reconhecem a crian-a como cidad e, portanto, como sujeito de direitos.

    Os principais eixos de atuao que norteiam as po-lticas pblicas de Ateno Criana e ao Adolescente do Ministrio da Sade (MS) esto listados na Tabela 1.

    Entre as diretrizes nacionais de promoo sade e preveno de doenas na vida adulta, enfatiza-se o papel do profissional de sade na promoo de hbi-tos de vida saudveis desde a infncia e na preven-o de acidentes e violncia.

    Tabela1

    Os principais eixos de atuao na Ateno Criana e ao Adolescente do Ministrio da Sade.

    Sade do recm-nascido; Promoo e apoio ao aleitamento materno; Vigilncia do crescimento e desenvolvimento.

    Caderneta de Sade da Criana; Vigilncia dos bitos infantis e fetais; Promoo da Cultura de Paz.

    Acompanhamento do crescimento e desenvolvi-mento. Caderneta de Sade do Adolescente;

    Sade sexual e reprodutiva. Reduo da gravi-dez na adolescncia;

    Sade na escola; Reduo da mortalidade por violncia e acidentes.

    Criana

    http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1251

    Adolescente

    http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=241

    A vida da criana est se tornandocada vez mais institucionalizada

    CAPA

  • 19

    A Famlia

    Apesar de a famlia nuclear ser um fenmeno histrico recente, ela est em um contnuo declnio. Segundo o Insti-tuto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), os brasileiros esto se casando cada vez menos: a taxa de matrimnios caiu de 8 por mil habitantes em 1990 para 5,7 por mil em 2001, enquanto que triplicou o nmero de pessoas que sim-plesmente vo morar juntas. Atualmente h um aumento do nmero de pais ou mes que cuidam sozinhos de seus filhos e cada vez mais comum encontrar crianas que dividem seu tempo entre a casa da me e a do pai. No Brasil, a cada dez casamentos, trs acabam em separao.

    A vida da criana est se tornando cada vez mais institucionalizada. Mesmo em famlias nucleares tra-dicionais, as crianas passam cada vez menos tempo com os seus pais e mais tempo em instituies que ofe-recem alguma forma de cuidado como escolas, Centros de Educao Infantil, clubes e Centros de Juventude.

    Por outro lado, notam-se sinais de que o lugar da criana dentro da famlia tornou-se mais significativo. David Buckingham aponta que essa nova valoriza-o da infncia poderia ser vista como um fenmeno compensatrio. Na medida em que pais e mes pas-sam menos tempo com seus filhos, acabam por dar maior valor e investindo mais substancialmente nele.

    Essa urgncia dos pais em ter tempo de qualidade com seus filhos corrobora para que o lazer das crianas seja cada vez mais privatizado e restrito ao lar. Esse tempo de qualidade tornou-se quase uma obrigao para os pais e hoje est cada vez mais voltado para o consumo, sendo que nem sempre fcil identificar a diferena entre os dois. Tempo de qualidade virou sinnimo de tempo com o ltimo aparelho tecnolgico (brinquedo, vdeogame, televiso, computador, entre outros), tempo no shopping, tempo de guloseimas, ou seja, tempo com algum bem de consumo.

    Concomitantemente, as formas de cuidar das crianas tm mudado bastante nas cinco ltimas dcadas. A rgida disciplina fsica perdeu espao para uma nfase na orientao e na afetividade, o que, de certa forma, contribui para que haja relaes mais igualitrias entre pais e filhos.

    Esses fenmenos contemporneos fazem com que crianas ganhem novo status, no apenas como cidads, mas tambm como consumidoras e que as fronteiras entre adultos e crianas fiquem cada vez mais difusas. Hoje, as crianas, em geral, tm conhecimento a respeito de muitas experincias antes negadas a elas, tais como: sexo, drogas, rupturas familiares, envolvi-mento com a criminalidade, tanto como agentes, quan-to como vtimas e papel ativo crescente no mercado consumidor. Nas trs ltimas dcadas, a proporo da renda familiar destinada s crianas aumentou conside-ravelmente, bem como sua participao nas decises de compra e consumo familiar. As consequncias de as crianas cruzarem essa fronteira entre o mundo infantil e os dos adultos so vistas frequentemente nas manifestaes de comportamento precoce e no fato de que o final da infncia e o comeo da adolescncia esto chegando mais cedo que no passado.

    Entretanto, quem define o que bom para as crian-as? E mesmo o que tempo de qualidade? Ao ocupa-rem esse lugar de consumidoras, no esto as crianas na posio de serem exploradas pela desmesura capitalista? Podem elas ter acesso a certos aspectos da vida adulta para os quais ainda so psicologicamente imaturas? Outra questo : o que ser um bom pai? ser aquele que

  • 20

    satisfaz todos os desejos dos filhos? aquele que d ou compra tudo o de melhor ou de mais novo?

    A sade psicolgica das crianas parece exigir que se d mais ateno linha divisria entre adultos e crianas tanto no lar, como na escola e na socieda-de. Esse processo no apenas uma separao entre crianas e adultos; ele envolve tambm uma ativa ex-cluso das crianas daquilo que considerado o mun-do adulto e, portanto, inapropriado para as crianas.

    Todo pai tambm um educador. Ele responsvel por transmitir cultura, tradies, regras, conhecimento, ou seja, marcas simblicas que concedem criana um sentimento de pertencimento ao mundo. Os pais educam seus filhos transmitindo valores, apontando para o que certo e errado, guiando nos momentos difceis e fornecendo alento para as dores e frustraes da vida. So aqueles tambm que devem saber dizer no e estabelecer regras, em suma so aqueles que ao educar preparam seus filhos para a vida.

    Afinal, no ser melhor se deparar com a impossi-bilidade de se ter tudo o que se quer ainda quando se est junto do pai e da me, ou seja, durante a infncia e adolescncia? No ser melhor aprender a lidar com as angstias do viver com o consolo e amor da famlia, do que ter que enfrentar isso na solido da vida adulta?

    Ao profissional de sade cabe ajudar os pais nessa quase impossvel tarefa; lembr-los de seu papel como protetores e educadores de seus filhos e principalmente orient-los diante das dificuldades e desafios que criar um filho representa.

    Infncia e vida escolar

    Se o lugar social de identidade de um adulto o trabalho, o lugar social da criana sem dvida a escola. A experincia escolar acompanha a criana ao longo de sua infncia e adolescncia. As posies a ocupadas pela criana, suas relaes com os colegas, com os professores, com o seu aprender, participam do processo de sua constituio subjetiva.

    A subjetividade se constituir ao longo da infn-cia. Apesar de evidente que as experincias ulteriores a este tempo da vida continuam afetando o sujeito, a criana mais suscetvel s experincias, pois sua subjetividade ainda no est plenamente constituda at a adolescncia, em termos psicanalticos, um sujeito cuja libido ainda no abandonou seus objetos primrios. A educao cumpre um papel fundamental neste processo de constituio do sujeito.

    Alm de lugar de formalizao do aprendizado, a escola hoje reconhecida como o local de pertinncia social da criana.

    CAPA

  • 21

    O beb humano chega ao mundo imaturo e depen-dente de um adulto que o receba e que lhe oferea cui-dados e dever trilhar um longo caminho at constituir-se como sujeito. O beb marcado, seja do ponto de vista maturacional, como do ponto de vista psquico, por uma insuficincia, o que faz com que sua relao com o outro neste momento seja de total dependncia.

    porque uma criana nasce, afirma a filsofa Han-nah Arendt, que se impe quele adulto que a recebe, a responsabilidade do acolhimento, do cuidado e da trans-misso. A educao, segundo esta mesma autora, deve promover uma aderncia da criana ao solo comum das tradies, que representam todas as experincias, co-nhecimentos e saberes compartilhados em uma Cultura.

    Assim, a este adulto-educador cabe uma dupla e paradoxal responsabilidade: zelar pela longevidade do mundo e de suas tradies, e, ao mesmo tempo, permitir que os novos, aqueles que chegaram depois, renovem essa herana pblica. E por se tratar de uma herana simblica, que deve ser compartilhada, ela s pode ser adquirida por meio da aprendizagem.

    A escola a primeira insero social da criana para alm da famlia, passou por grandes transformaes e hoje reconhecida como o lugar de formalizao do aprendizado e o lugar de pertinncia social da criana. No Brasil, a partir da dcada de 90, h um progressivo esforo do poder pblico por ter todas as crianas em idade escolar, matriculadas, e frequentando as esco-las. Se de um lado, este esforo representa um ganho civilizatrio incontestvel, por outro, vem desafiando as escolas a lidarem com um tema, relativamente novo para elas, que diz respeito diversidade.

    H poucos anos atrs, alunos que no se ade-quassem s exigncias escolares, simplesmente eram convidados a se retirar. A escola se caracterizava por certa hegemonia sobre seus alunos. Hoje, com a poltica da incluso, a situao se inverteu: a escola, hoje, o lugar mximo da diversidade.

    Mesmo que a escola permanea fiel a uma ambio antiga, de que os alunos possam aprender de modo homogneo, as aprendizagens no acontecem de modo linear e sem conflitos. Elas exigem do sujeito operaes de idas e vindas, aproximaes e distanciamentos, para que as relaes e sentidos aconteam. Cada aluno se

    vincula ao conhecimento de um modo singular: o apren-der de cada um diretamente afetado por sua vida.

    Todavia, uma aproximao atenta s entrelinhas do discurso social sobre a educao atual, permite observar que a instituio escolar est capturada por um discurso pedaggico que persegue um ideal de ensino, que deve ocorrer sem conflitos e sem contra-dies. Os inmeros impasses que hoje se apresentam no cotidiano escolar, seja do ponto de vista do aluno ou do professor, devem-se ao efeito deste encontro do sujeito com esse discurso totalizante, para o qual no cabe a singularidade, o estilo, e, por fim, o desejo.

    Aquilo que se convencionou chamar de fracas-so escolar, e que aqui se prope nomear enquanto impasses escolares, representa uma resposta do sujeito (aluno) essa busca impossvel por um ideal totalizante e inquestionvel, que produz uma prtica (pedaggica) autoritria, arbitrria e violenta.

    V-se, deste modo, como questes polticas, sociais e econmicas se entrelaam questo da escolarizao criando um contexto muito desfavorvel valorizao e transmisso de nossa tradio e cultura.

    A sociedade globalizada se caracteriza por um controle excessivo de tudo e de todos, e disso decor-re a normatizao humana: o homem no cidado, nem sujeito, apenas um consumidor, um homem sem qualidades e sem particularidades.

    A contribuio primordial da psicanlise na articula-o com a educao se refere a uma questo de ordem tica: como resposta ao assolamento do sujeito e do de-sejo, provocado por nossa sociedade de controle. No se trata de adaptar a criana s expectativas sociais, mas de oferecer condies para que ela melhor se situe em relao ao conhecimento, s suas aprendizagens e, por fim, em relao a sua constituio subjetiva.

    As queixas relacionadas escola so frequentes e vm comumente acompanhadas de uma culpabilizao da criana. importante, no entanto, que os profissio-nais que atuam no campo da infncia estejam atentos ao fato de que os impasses escolares dizem respeito a um conjunto de fatores que enredam professores, pais e alunos. No se trata de uma relao entre culpados e vitimados, mas sim de uma situao na qual muitos esto implicados e so por ela responsveis.

  • 22

    Hbitos saudveis

    Uma questo que se coloca para o profissional de sade: a adoo de hbitos de vida saudveis e alimentao adequada na infncia podem prevenir doenas crnicas na vida adulta?

    Os estudos demonstram que fatores genticos e ambientais como tipo de dieta, sedentarismo, uso de tabaco e lcool, podem interagir na determinao de doenas crnicas no transmissveis como obesidade, diabetes, hipertenso arterial, neoplasias. A obesi-dade associa-se com alteraes metablicas como a dislipidemia, a hipertenso arterial, e a intolerncia glicose, consideradas fatores de risco para o diabetes melitus tipo 2 e para as doenas cardiovasculares, al-teraes essas que vm sendo observadas em faixas etrias cada vez mais jovens.

    A obesidade considerada, atualmente, uma epi-demia mundial. A OMS estima que a doena acomete 22 milhes de crianas com menos de cinco anos de idade, no mundo.

    O Brasil est passando por um processo de tran-sio nutricional e epidemiolgica. O investimento em polticas pblicas de distribuio de renda, sa-neamento, melhoria da alimentao e nutrio con-triburam para avanos e superao da desnutrio no pas. A desnutrio atingia 13,4% das crianas com menos de 5 anos de idade, em 1996, e essa proporo caiu para 6,7% em 2006, o que repre-senta uma queda de 50% em dez anos, segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Sade (PNDS) do Ministrio da Sade.

    Cerca de 22 milhes de crianas com menos de cinco anos sofrem de obesidade.

    CAPA

  • 23

    O dficit de altura nas crianas menores de 5 anos de idade caiu cerca de 75%, no perodo de 1974 a 2007. O aumento na altura do brasileiro reflexo da melhoria do padro nutricional.

    Os dados atuais apontam a mudana no perfil nutri-cional do brasileiro de um estado de desnutrio para sobrepeso, e por isso o MS vem investindo recursos financeiros em projetos de promoo da sade, incen-tivo atividade fsica e hbitos alimentares saudveis.

    Segundo a Pesquisa de Oramento Familiar (POF/IBGE), realizada em 2003, 16,3% dos adolescentes de 10 a 19 anos de idade tinham excesso de peso e, destes, 2,3% obesidade. Dados recentes do Sistema de Vigilncia de Alimentao e Nutrio (SISVAN), 2009, encontraram 19% de sobrepeso na populao de 10 a 19 anos de idade e 3% de obesidade.

    Ainda, segundo o IBGE, em 2009, 30% dos esco-lares so inativos ou insuficientemente ativos. Esse alto ndice de sedentarismo explicado pelo fato de a criana no brincar mais na rua e permanecer, com frequncia, confinada em casa, em funo da cres-cente onda de violncia, principalmente nos centros urbanos. O hbito de assistir televiso por mais de 3 horas por dia, jogar videogame por mais de 2 horas e usar computador so fatores de risco para sobrepe-so e obesidade. H uma correlao positiva entre o tempo gasto nessas atividades e o sobrepeso. Outras barreiras para a prtica de atividade fsica so a falta de espaos pblicos e a falta de tempo das famlias.

    Essas mudanas no estilo de vida, bem como o aumento no consumo de acar e gorduras com alta densidade energtica so os principais responsveis

    pelo aumento da prevalncia de obesidade, que est associada a um desequilbrio entre a ingesto alimen-tar e a atividade fsica.

    A participao da criana em atividades fsicas importante tanto para promover crescimento e desenvolvimento saudveis como tambm favorecer a socializao. A atividade fsica a possibilidade de lazer e propicia a aquisio de aptides, bem como melhora da autoestima e da confiana das crianas e adolescentes. Ela deve ser fonte de prazer e alegria, para se tornar um hbito na vida das crianas.

    Os pais, educadores e profissionais de sade tm um papel importante no padro da alimentao e da atividade fsica das crianas. Na atualidade, os padres alimentares infantis esto mudando com a incluso de refeies feitas fora de casa, aumento no consumo de alimentos semipreparados e por meio da aquisio de valores socioculturais e de imagem corporal que interferem no consumo.

    A partir desses fatos, almeja-se que a criana e o adolescente, alm de alcanarem seu pleno desenvol-vimento fsico, cognitivo, social e emocional, atinjam um peso saudvel, sintam prazer em se alimentar e possam reduzir os riscos de desenvolver doenas cr-nicas, adquirindo hbitos saudveis, incluindo dieta saudvel e a prtica regular de atividade fsica. Como a criao de hbitos saudveis um processo longo e multifatorial, dependente de fatores individuais, sociais e culturais, deve ser iniciada desde a infncia.

  • 24

    Medidas que pais e cuidadores devem adotar para garantir qualidade na alimentao e promoo de hbitos de vida saudveis

    Recomendaes gerais da OMS e a Academia Ameri-cana de Pediatria para uma alimenta-o saudvel:

    Estratgias reco-mendadas nas esco-las para a promoo de hbitos de vida saudveis:

    Estabelecer os horrios das refeies como um dos momentos para a famlia se reunir, promovendo socializao, trocas e interao entre os familiares e permitindo que pais e irmos sirvam como modelo para a criana adquirir hbitos saudveis de alimentao;

    Promover a prtica de pelo menos 60 minutos de atividade fsica por dia (brincar ou praticar esportes) moderada a vigorosa;

    Limitar o perodo de tempo gasto com televiso, computador e videogame para uma a duas horas por dia e evitar televiso no quarto da criana;

    Ensinar sobre alimentao saudvel e mostrar quais so os alimentos saudveis nas idas aos supermercados, padarias e demais lojas;

    Discutir as informaes fornecidas pela mdia ou outras influncias; Servir como exemplo: praticando atividades fsicas regulares e consu-mindo alimentos

    saudveis, de preferncia junto criana.

    Balancear o aporte calrico da dieta e a quantidade de atividade fsica para manter um crescimento normal;

    Preferir produtos de preparao caseira aos industrializados; Fornecer uma dieta colorida, ou seja, composta por alimentos de diversos grupos alimen-

    tares e variada na apresentao e qualidade dos alimentos; Comer frutas diariamente, dar preferncia s frutas da poca, servidas inteiras, em

    pedaos ou na forma de papas; Aumentar a ingesto de cereais integrais, legumes e verduras; Aumentar a ingesto de fibras, dar preferncia a alimentos integrais como pes e

    cereais integrais e diminuir os refinados; Manter ingesto adequada de clcio, presente nos produtos lcteos; Limitar o consumo de sdio, at o limite de 5 a 6 g/dia de sal ; Limitar a adio de acar aos alimentos e o consumo de acar livre presente em bebidas

    industrializadas, refrigerantes, pes, bolos, biscoitos, doces; Manter o consumo de protenas em nvel moderado, no excedendo o dobro das

    recomendaes dirias; Limitar o consumo total de gorduras, principalmente os cidos graxos saturados e

    gorduras trans, eliminando da dieta as gorduras hidrogenadas, presentes na margarina, bolos, biscoitos e alguns pes, preferindo leos vegetais, evitando gorduras de origem animal e retirando a pele de aves e a gordura das carnes antes de consumi-las;

    Aumentar o consumo de peixe, rico em cidos graxos essenciais; Selecionar produtos que contenham grande quantidade de fibra e baixa concentrao

    de sal, acar, gorduras trans e gorduras saturadas;

    Regulamentar a comercializao de alimentos nas cantinas escolares, visando uma alimentao saudvel;

    Desenvolver polticas que promovam a sade da criana e coloquem questes quanto alimentao e nutrio na escola;

    Garantir a existncia de alimentos saudveis nas escolas; Desenvolver estratgias junto s crianas, professores e funcionrios da escola para a

    promoo de hbitos alimentares saudveis; Permitir e estimular atividades fsicas como esportes e o brincar dentro das escolas; Regulamentar a propaganda de alimentos na escola.

    CAPA

  • 25

    Violncia na Infncia e Adolescncia

    A violncia contra crianas e adolescentes, atual-mente to divulgada pela mdia, est tambm presen-te no cotidiano de trabalho de muitos profissionais, em especial, daqueles que desenvolvem seu trabalho nas reas da sade e educao.

    Percebida por muitos como um problema, a violncia , na verdade, uma sntese de diversos problemas. um fenmeno mundial, multicausal, que apresenta vrias formas de se manifestar, e que incide diretamente sobre a vida daqueles que a vivenciam, seja como vtima, agressor, ou como profissional que vai atuar com a questo.

    Ao se tomar conhecimento de uma criana ou adolescente que foi violentado, muito comum a emisso de julgamentos de valor e a polarizao entre vtima e agressor; culpado e inocente; bom e mau. Sabe-se, entretanto, que muitos dos chamados agressores, se olhados sob uma tica mais profun-da, so vtimas de outras formas de violncias, como a violncia estrutural, que nega s pessoas os direitos mnimos necessrios sobrevivncia. Isso no impli-ca em relativizar ou minimizar a responsabilidade de cada indivduo por seus atos, mas em entender que vtima e agressor esto em situao de violncia e, portanto, ambos necessitam de ateno e acompa-nhamento especializados.

    Alguns entendimentos sobre violncia merecem ser revistos: a violncia est associada pobreza, natural o homem ser violento porque ele tem mais fora, bater nos filhos uma forma de educ-los, o que acontece dentro da casa s diz respeito famlia. Esses mitos podem prejudicar a compreenso sobre a violncia e influenciar na ao dos profissio-nais. Assim, importante reforar o que a Organizao Mundial de Sade define por violncia:

    Violncia: uso intencional de fora fsica ou do poder, real ou em ameaa, contra si prprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comuni-dade, que resulte ou tenha grande possibilidade de resultar em leso, morte, dano psicolgico, defici-ncia de desenvolvimento ou privao.

    Dentre os tipos de violncia, destacamos a violn-cia intrafamiliar por ser uma das formas mais recor-rentes na vida das crianas e adolescentes. Ela pode ocorrer dentro ou fora do domiclio por membros da famlia, consanguneos ou no. Expressa-se, comu-mente, sob as formas de agresso fsica, psicolgica, sexual, abandono e/ou negligncia.

    importante que o profissional de sade es-teja atento para detectar as possveis situaes de violncia, que nem sempre so visveis. Neste sentido, a escuta um valioso instrumento.

    Uma vez detectada, necessrio iniciar um trabalho com a criana ou adolescente vitimizados e sua famlia, auxiliando-os a romperem o pacto do silncio (onde muitas vidas esto aprisionadas) e procurando suporte junto aos rgos de proteo: Conselho Tutelar, Ministrio Pblico e Vara da In-fncia e Adolescncia.

    fundamental que haja comunicao entre os servios e entre secretarias de sade, educao, segurana e justia para o adequado enfrentamento da violncia. Em todos os casos, a notificao um importante instrumento para garantir a defesa dos direitos das crianas e adolescentes.

    Autores: Ana Maria Bara Bresolin - Doutora em Medicina - Mdica CCD/COVISASilmar Gannam - Mestre em Pediatria - Mdico Assistente do Ambulatrio de Pediatria Geral do Hospital Universitrio da USPNancy Mieko Igarashi - Assistente Social do Hospital Universitrio da USPFlavia Maria de Vasconcelos - Psicloga psicanalista - Coordenadora do Trapzio - Grupo de apoio a Escolarizao

  • 26

    Praticaratividade fsica ou exerccio fsico? Quais os benefcios e diferenas?

    DIVIRTA-SE

  • 27

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    Procure as palavras abaixo no caa palavras:

    Ativos

    Saudveis

    Fsica

    Exerccio

    Movimento

    Calrico

    Escada

    Caminhar

    Lavar

    Carro

    Passear

    Cachorro

    Atividade

    Ginstica

    Natao

    Sade

    Hoje em dia sabemos da importncia de sermos fisicamente ativos, mas a mdia, s vezes, nos confunde com a idia de sermos atletas para sermos saudveis. Essa colocao, quando feita para especialistas, soa como uma piada, mas as pessoas comuns podem acreditar nisso, o que no verdade.

    Precisamos entender a diferena entre atividade fsica e exerccio fsico. Segundo Caspersen, autor especialista da rea, podemos entender a atividade como todo movimento corporal voluntrio que eleve o gasto calrico acima dos nveis de repouso. J o exerccio fsico uma atividade que deve ser planejada, estruturada e

    sistematizada, tendo um objetivo de ganho ou manuteno. Dessa forma, as duas apresentam benefcios para a sade e podemos utiliz-las da melhor maneira possvel. Que tal substituirmos a escada rolante e os elevadores pela escada fixa; deixar o carro, moto ou outro meio de transporte e caminhar pequenos trechos; descer um ou dois pontos de nibus antes para se exercitar; fazer alongamentos enquanto assiste televiso; lavar o carro; passear com o cachorro; aderir a um programa de atividade monitorada, como ginstica, natao, etc.

    Para ter uma boa sade, no preciso ser atleta, apenas fisicamente ativo.

    Assessoria Tcnica: Prof. Ms. Joo Paulo Vilas BoasEducador Fsico, especialista em atividade fsica e sade

  • 28

    Recebemos diariamente, pelos diversos meios de comunicao, uma quantidade absurda de infor-maes sobre alimentao. Podemos dizer que toda esta oferta de informaes e produtos significou uma evoluo na nossa nutrio? Estamos nos alimentan-do melhor, com mais qualidade?

    Muitos argumentam que sim, pois, a expectativa de vida da populao aumentou. Porm, necess-rio analisarmos a essncia deste fato. A expectativa de vida aumentou, entre outros fatores, porque a populao que hoje est na terceira idade teve uma alimentao mais natural, nutritiva e equilibrada. As crianas sentavam mesa e comiam junto com os adultos aquilo que lhes era oferecido: legumes, verduras, frutas, carnes, ovos, arroz, feijo, ou seja, alimentos naturais e no produtos alimentcios. Tambm tinham uma atividade fsica regular, faziam brincadeiras mais vigorosas, andavam e iam para

    escola a p ou at a um ponto de nibus distante - eram menos sedentrias.

    Atualmente a prtica de bons hbitos alimentares vem sendo subvertida por conceitos que desesti-mulam o consumo regular de alimentos naturais. A mdia em geral (tv, rdio, publicaes) promove o consumo de produtos alimentcios pouco nutritivos, desenvolvidos para oferecer sabores intensos, que oferecem um prazer imediato e fugaz.

    Talvez o melhor exemplo destas mudanas seja o sucesso dos produtos alimentcios e compostos alimentares em forma de misturas e shakes que se propem a substituir refeies ou complement-las. triste constatar que esta prtica, a cada dia, ganha cada vez mais adeptos. Aceitar que a alimentao ideal feita por shakes ou por raes concordar com o argumento que o alimento que a natureza nos fornece um problema para o nosso organismo.

    Vale a penasubstituir alimentos por Shakes?

    Consultoria TcnicaDenise Madi CarreiroNutricionista com especializao em Nutrio Clnica. Ps-Graduao em Nutrio Clnica Funcional.

    GATO POR LEBRE

  • 29

    Nosso corpo formado por 100 trilhes

    de clulas e 50 milhes so renovadas

    diariamente. Para que essa renovao

    ocorra, so necessrios nutrientes que esto

    presentes nos alimentos. Assim, a alimentao

    adequada extremamente importante durante

    um tratamento de perda de peso e a ideia de

    dietas restritivas deve ser descartada.

    Alm disso, o corpo precisa de

    macronutrientes (carboidratos, protenas

    e gorduras) e micronutrientes para realizar

    suas funes e tambm para permitir o

    emagrecimento - o que indica que todos os

    grupos alimentares devem estar presentes. A

    importncia de todos os grupos a mesma, j

    que os nutrientes trabalham em conjunto.

    Fonte:

    VP - Nutrio Funcional

    Blog Oficial - www.vponline.com.br

    http://www.vponline.com.br/blog/?p=91

    Vrios trabalhos cientficos muito bem

    conduzidos demonstraram que a perda de peso

    no grupo dos consumidores de shakes foi em

    geral sucedida por processo de aumento do

    peso, o famoso efeito sanfona.

    Em cada fase de engorda/emagrece

    houve um importante aumento no risco

    cardiovascular. O uso dos shakes por longos

    perodos pode levar a importante diminuio

    da massa magra, alm de causar osteoporose

    e dificuldade no controle do nvel glicmico

    em diabticos, atrofia de mucosa intestinal e

    distrbios metablicos severos.

    Fonte:

    IMEN Instituto de Metabolismo e Nutrio

    www.nutricaoclinica.com.br/20060206596/

    nutricao-clinica/shakes-indicacao-imprecisa-

    desequilibrio-nutricional

    Substituir refeies com alimentos naturais, nutriti-vos e variados, por preparaes montonas e restriti-vas de shakes com frmulas muitas vezes secretas e raes para humanos vai contra a prpria concepo que ainda nos resta sobre o que uma refeio saud-vel e prazerosa. As prximas geraes correm o risco de achar natural uma refeio que tenha uma tampi-nha e pode ser consumida sem preparo e em qualquer lugar. Ser que estamos no caminho certo?

    Estudos da Organizao Mundial da Sade (OMS) constatam que pela primeira vez em 200 anos, as crianas tm uma expectativa de vida menor do que a dos seus pais. A OMS tambm reconhece que 72% das mortes anuais foram causadas por doenas que seriam evitadas com alimentao adequada, atividade fsica regular e restrio do tabaco.

    O comportamento alimentar cada vez mais mas-sificado. uma movimentao coletiva na direo do

    que moderno, assim como a moda e o vocabulrio, e est inserido nas imposies que a sociedade e o mercado colocam para sermos aceitos. A qualidade e quantidade de nutrientes dos alimentos naturais no encontram lugar neste mercado. Nesse cenrio, a obesidade apenas um argumento para que o mercado oferea produtos de baixa caloria! Os alimentos so apenas usados para exemplificar os conceitos de en-gorda e emagrece uma simplificao perigosa.

    Infelizmente refeies nutritivas e bem equilibra-das esto na contramo do atual comportamento alimentar. Elas oferecem saciedade e boa digesto; promovem sade, disposio e bem estar fsico, men-tal e emocional.

    Refeies nutritivas e bem equilibradas desencorajam a ingesto de shakes, raes e produtos alimentcios de fcil consumo e valor nutritivo duvidoso.

    Para saber mais sobre os alimentos para

    controle de peso Shakes, consulte a Portaria

    n 30, de 13 de janeiro de 1998, no site:

    http://www.anvisa.gov.br/legis/portarias/30_98.htm

  • 30

    PedalarFaz bem para a sade e o meio ambiente agradece

    Assessoria TcnicaProf. Ms. Joo Paulo Villas BoasEducador Fsico - especialista em atividade fsica e sade.

    MOVIMENTE-SE

  • 31

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    Nos dias atuais convivemos com muita tecnologia e por vezes a culpamos pelo nosso sedentarismo.Se prestarmos ateno, isto no verdade. A

    tecnologia tambm pode facilitar a nossa vida e auxi-liar na prtica de exerccios, e se pensarmos em um equipamento que pode nos ajudar, este a bicicleta.

    Acredita-se que ela foi idealizada por Leonardo Da Vinci, mas as primeiras foram produzidas por volta de 1780, na Europa, chegando ao Brasil por volta de 1898.

    O ato de pedalar, seja por lazer, como meio de transporte ou na academia em bicicletas estacionrias, pode trazer grandes benefcios para nossa sade. Esta uma atividade aerbia que traz benefcios para o sistema cardiovascular e para a estrutura muscular, melhorando nossa capacidade de fora, equilbrio e nos auxiliando no controle do peso corporal.

    Para termos uma ideia, pedalar por 30 minutos representa um gasto mdio de 126 Kcal.

    Ao optarmos por esta atividade, alguns cuida-dos com a segurana pessoal devem ser observa-dos como o uso de equipamentos individuais de segurana (capacete, luvas, etc), refletores e es-pelhos na bicicleta e obedincia s leis de trnsito, (nunca andar no sentido contrrio ao trfego).

    Atualmente existe, na cidade de So Paulo, quase 50 Km entre ciclovias, ciclofaixas e trfego compartilhado e algumas estaes do Metr e CPTM contam com bicicletrios. Estas aes nos ajudam pois podemos trafegar com mais seguran-a, auxiliando na melhoria do trnsito, na qualida-de do ar, economizando dinheiro e ganhando em sade e qualidade de vida.

    Desta forma nossa sugesto : comece a peda-lar, faa da bicicleta seu meio de transporte, veja a cidade de um novo ngulo e viva com mais sade.

    MOVIMENTE-SE

    Bruno CascaperaCiclista

  • 33LEI N 9.503, de 23 de setembro de 1997 Cdigo de Trnsito Brasileiro

    Atualmente, h quinze bicicletrios no Metr. O servio funciona nas estaes Armnia, S, Marechal Deodoro, Palmeiras/Barra Funda, Santa Ceclia, Anhangaba, Brs, Carro, Guilhermina/Esperana, Corinthians Itaquera, Vila Mariana, Santana, Paraso, Liberdade e Vila Madalena.

    Nos locais esto disponveis bicicletas para emprstimo por at uma hora e vagas para estacionar.

    Nos vages permitido o embarque de apenas quatro bicicletas por viagem, sempre no ltimo vago do trem.

    Os horrios para os ciclistas usarem o sistema aos finais de semana e feriados so: sbados, das 14h at o final da operao comercial (uma hora da manh de domingo). Aos domingos e feriados est garantido o acesso dos ciclistas durante todo o funcionamento do sistema: de 4h40 meia-noite.

    Para mais informaes: http://www.metro.sp.gov.br/servicos/bicicletario/bicicletario.asp

    Bicicletriosno metr

    Sites interessantes relacionados ao tema

    http://www.vias-seguras.com/ (no link publicaes, Aulas de educao no trnsito : aula 4 A bicicleta)

    http://www.eusoulegalnotransito.com.br/guia-do-ciclista-consciente.php

    Sinalizao Noturna Lateral

    Sinalizao Noturna Dianteira

    Sinalizao Noturna Traseira

    Sinalizao Noturna nos Pedais

  • 34

    Alimentos funcionais so aqueles que, alm de nutrir, so capazes de afetar beneficamente uma ou mais funes no corpo, melhorando a sade e bem-estar, podendo reduzir o risco de doenas. Seus efeitos devem ser comprovados por meio de estudos com base em evidncias cientficas.

    Para que tenham um efeito benfico sobre a sade, os alimentos funcionais devem ser consumidos regularmente e em nveis recomendados, fazendo parte de uma alimentao variada, pois seu aproveitamento depende de vrios outros componentes nutricionais.

    Neste artigo, vamos conhecer um pouco mais sobre dois alimentos considerados funcionais, a aveia e a linhaa.

    Aveia e Linhaa: alimentos funcionais que melhorama sade e promovemo bem-estar

    COMER BEM

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    O Guia Alimentar para a populao brasileira

    (Ministrio da Sade, 2006) recomenda

    o estmulo prtica de atividade fsica, a

    adoo de uma dieta variada e alerta para

    no se mistificar os componentes funcionais

    dos alimentos.

    Os alimentos classificados como funcionais

    j tinham essas propriedades desde

    sempre. Muito h de se descobrir ainda

    sobre estes alimentos, mas uma questo

    certa: a importncia do consumo desses

    na forma mais natural possvel, para que

    as propriedades funcionais do seu conjunto

    sejam aproveitadas ao mximo.

    AVEIA

    A aveia apresenta uma grande concentrao de fibras solveis, que so componentes estruturais das paredes dos gros.

    Por conter este tipo de fibras, o consumo de aveia pode reduzir os nveis de colesterol e o risco de doenas coronarianas. Alm disso, h uma diminuio da absoro de glicose em diabticos, existindo tambm evidncias de que essas fibras agem como protetores ao desenvolvimento de cncer de clon.

    Produtos a base de farelo de aveia, em que a concentrao desta fibra mais elevada, tem ao potente na baixa do colesterol sanguneo.

    A recomendao de consumo dirio de trs colheres de sopa de farelo de aveia (40g) ou quatro da farinha de aveia (60g). Se voc pretende inserir este cereal na sua alimentao preste ateno ao valor calrico. A quantidade de farinha de aveia recomendada acima, por exemplo, equivale em energia a 1 po francs ou seis bolachas salgadas ou 6 colheres de sopa de arroz. Ento, procure fazer substituies, reduzindo um pouco outras fontes de carboidratos ao longo do dia para incluir a aveia.

    Bolo de Ma, Aveia e Canela

    Ingredientes- 4 mas cortadas em cubos- 4 ovos- 2 xcaras de acar (de preferncia mascavo)- 2 xcaras de aveia (de preferncia farelo)- 5 colheres (de sopa) rasas de manteiga- 1 xcara de farinha de trigo com fermento- 1 colher (de sopa) de canela em p

    Modo de Preparo: Bata os ovos e o acar at ficar homogneo e clarificado. Adicione a manteiga continuando a bater. Desligue a batedeira e em um recipiente, adicione, mexendo com uma colher de pau, as mas, depois a farinha de trigo, a aveia e a canela. Aps bem misturado, despeje em uma frma com um furo no meio untada com manteiga e farinha de trigo, e leve ao forno previamente aquecido por 30 minutos ou at que a faca saia limpa.

    DICA: Acrescente uva passa e nozes/frutas

    secas picadas como variao.

    Fonte: site Mais Voc

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    LINHAA

    um alimento que oferece benefcios para sade cardiovascular, pois importante fonte de cido -linolnico (mega-3) e de lignanas, uma classe de fitoestrgenos (exercem funo similar a do hormnio feminino estrognio no nosso organismo).

    No Brasil, a linhaa do tipo marrom predominante, pela adaptao ao clima e ao solo. As variedades de linhaa marrom e dourada so praticamente idnticas nas suas propriedades nutricionais e teraputicas. A cor da casca da semente determinada somente pela quantidade de pigmentao que ela contm. Recomenda-se o consumo de 1 (uma) colher de sopa de linhaa por dia.

    Os especialistas sugerem que voc tome alguns cuidados para que os nutrientes da linhaa sejam mesmo absorvidos, como priorizar a linhaa na forma de farinha, pois o organismo tem dificuldade em romper a parede celular das sementes. Mas importante ficar atento no caso da semente triturada, pois ela muito sensvel oxidao. Por isso preciso diminuir ao mximo o contato com o oxignio, com a luz e com o calor. Uma boa dica separar a poro de semente que se vai consumir e bat-la no liquidificador instantes antes de comer. Caso precise guardar as sementes trituradas, deixe-as na geladeira, em um pote escuro e bem fechado. A maioria das farinhas de linhaa parcialmente desengordurada, portanto tem menor teor de mega 3, (gorduras) e de lignanas se comparada semente inteira ou triturada em casa.

    Po Integral de Linhaa INGREDIENTES: - xcara de ch de germe de trigo - 1 e xcara de ch de farinha de trigo integral - 2 xcaras de ch de farinha de trigo - 1 xcara de ch de semente de linhaa moda - 1 colher de sopa de fermento biolgico seco - 1 colher de caf de sal - 1 colher de sopa de acar mascavo - 1 xcara de ch de leite morno (ou at dar o ponto)- 3 colheres de sopa de gergelim - 4 ovos MODO DE PREPARO Reserve uma gema de ovo para pincelar a massa antes de ass-la. Em um mesmo recipiente, misture todos os ingredientes secos e os ovos. Acrescente o leite aos poucos, at que a massa no grude nas mos. Sove bastante e deixe crescer por 1 hora, de preferncia dentro do forno desligado. Divida a massa em dois pedaos e abra com o rolo. Coloque em duas formas de bolo ingls untadas com margarina e deixe crescer por mais 20 minutos. Pincele com a gema batida e polvilhe com gergelim. Asse em forno mdio-alto (aproximadamente 200C) por cerca de 30 minutos ou

    at ficar corado.

    COMER BEM

  • 37

    O Museu do Futebol um parque temtico cheio de descobertas para estudantes, professores, famlias e fs do esporte. Integrado ao Estdio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, tem como misso investigar, divulgar e preservar o futebol como manifestao cultural brasileira.

    Envolvendo quinze reas temticas, loja, bar-caf e o Auditrio Armando Nogueira (180 lugares), o museu apresenta-se como um templo do esporte. Nas salas h monitores que orientam e tiram as dvidas dos visitantes. H explicaes em portugus, espanhol, ingls e em braile. Tambm h indicaes nas paredes e o piso podottil que faz todo o trajeto.

    Na Grande rea, h reprodues de peas histricas, uma homenagem aos colecionadores. Destaca-se a maquete ttil idealizada para proporcionar acessibilidade ao patrimnio pblico. Vale a pena ver as bolas de futebol e perceber sua evoluo tecnolgica. Subindo as escadas h uma saudao especial: as boas vindas de Pel.

    A seleo afetiva do museu est na sala Anjos Barrocos, onde 25 jogadores foram escolhidos para representar o esprito do futebol arte do Brasil. Na rea P na bola h vdeo que convida a pensar na abrangncia do esporte, jogado em diferentes lugares

    por diferentes pessoas. Afinal o futebol no feito s de grandes estrelas!

    Em Gols, personalidades diversas relatam os gols e as jogadas marcantes em suas vidas. J em Rdios podemos escutar as gravaes histricas dos locutores que ajudaram a criar o mito do futebol brasileiro. possvel ouvir novamente Ripa na chulipa! e Pimba na gorduchinha! na voz de Osmar Santos.

    Na rea Exaltao o som vibrante e as imagens de torcedores dos 30 maiores clubes podem ser admirados em teles. Sinta o calor, a emoo e o sofrimento dos apaixonados torcedores...

    Durante a visita possvel ter uma viso panormica do interior do Estdio e da bela Praa Charles Miller. No Perca!

    MUSEU DO FUTEBOL:Histria, emoo e divertimentoVisitar o Museu do Futebol viajar por um sculo da histria e entender porque o brasileiro to fissurado em futebol

    Por que o Pacaembu?

    Inaugurado em 1940, o Estdio Municipal Paulo Machado de Carvalho foi orgulhosamente sau-dado como o maior e mais moderno da Amri-ca Latina. Palco de diversas comemoraes e fatos histricos, como o gol de bicicleta de Lenidas da Silva, tornou-se ideal para sediar o Museu do Futebol

    ROTEIRO

  • 38

    DICAS:

    Equipado com elevadores de acesso e sanitrios adaptados, udio guia para cegos, piso podottil,

    material sensorial e atendimento capacitado para pessoas com deficincias sensoriais, fsicas e

    intelectuais. No oferece cadeira de rodas

    No possui estacionamento prprio, mas pode-se estacionar na Praa Charles Miller com Zona-Azul

    Visitas educativas: agendamento pelo telefone 3664-3858; professores e estudantes no pagam

    No permitido fotografar, filmar ou se alimentar no interior do museu

    Bilheteria aberta de tera a domingo das 10h00 as 17h00

    Em dias de jogos o horrio deve ser confirmado pelo site: www.museudofutebol.org.br

    O ingresso custa R$ 6; estudantes e idosos pagam meia. Toda quinta feira a entrada grtis!

    A grande sala das Origens ressalta a histria da chegada do esporte ao Brasil atravs de vdeos e fo-tos. O futebol, introduzido em nosso pas por Charles Miller, era um esporte das elites. Negros, pobres e trabalhadores braais eram proibidos de pratic-lo. Muitas barreiras sociais foram transpostas antes que o futebol se tornasse um esporte popular. As histrias de superao continuam na rea dos Heris, que exalta os primeiros grandes craques do esporte profissional Domingos da Guia e Lenidas da Silva.

    A triste escurido do Rito de Passagem mostra a copa de 1950, realizada no Brasil, perdida por 2X1 para o Uruguai, e de virada! Momento de luto...

    J na rea das Copas imagens marcantes para his-tria do Brasil e do mundo se misturam a grandes mo-mentos da seleo brasileira. Num acervo constitudo quase que s por imagens, destaca-se a camiseta de Pel usada na copa de 70. A rea que consagra Pel e Garrincha homenageia estes dois grandes cones, que jamais foram derrotados jogando juntos.

    Mesas de pebolim (disponveis para uso) com esquemas tticos, chuteiras, bolas e muitos painis informativos esto em Nmeros e curiosidades. Na Dana do Futebol quatro estruturas esfricas exibem vdeos com os grandes momentos do futebol: trans-misses cinematogrficas do Canal 100, grandes defesas, dribles desconcertantes e gols incrveis.

    Na rea Jogo de Corpo encontra-se a parte intera-tiva da diverso: campo de futebol projetado, cinema 3D e simulador de pnaltis - um presento para todos os visitantes!

    ROTEIRO

    Divulgao/Museu do Futebol.

    Abertura da exposicao Copas do Mundo de A a Z

    Sala das Copas do Mundo 2

    Sala dos Nmeros e Curiosidades

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