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III Simpósio Micológico do Semiárido (SIMS) Da era Chaves Batista às ômicas 12 a 15 de setembro de 2017, Complexo Multieventos Univasf, Polo Petrolina-PE / Juazeiro-BA ANAIS 2017 Realização Semiárido UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA Sertão Pernambucano Apoio Sistema CFBio/CRBios PHOCUS Patrocínio

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III Simpósio Micológico

do Semiárido (SIMS)

Da era Chaves Batista às ômicas

12 a 15 de setembro de 2017, Complexo MultieventosUnivasf, Polo Petrolina-PE / Juazeiro-BA

ANAIS 2017

Realização

SemiáridoUNIVERSIDADEDE PERNAMBUCO

UNIVERSIDADE

FEDERAL

DE PERNAMBUCO

INSTITUTO FEDERALDE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIASertão Pernambucano

ApoioSistema

CFBio/CRBios

PHOCUS

Patrocínio

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Copyright © 2017 - Simpósio Micológico do Semiárido

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida, arquivada ou transmitida, em qualquer forma ou por qualquer meio, sem permissão escrita do Coordenador do Evento.

Todos os resumos neste livro foram reproduzidos de cópias fornecidas pelos autores e o conteúdo dos textos é de exclusiva responsabilidade dos mesmos. A Coordenação do III Simpósio Micológico do

Semiárido não se responsabiliza por consequências decorrentes do uso de quaisquer dados, afirmações e/ou opiniões inexatas ou que conduzam a erros publicados neste livro de trabalhos.

III SIMPÓSIO MICOLÓGICO DO SEMIÁRIDO

Petrolina - PE | Juazeiro - BA | 12 a 15 de setembro de 2017

Edição TécnicaAdriana Mayumi Yano de Melo | Danielle Karla Alves da Silva

Revisão TécnicaMaryluce Albuquerque da Silva Campos | Lindete Míria Vieira Martins

Editoração EletrônicaAlisson Amorim Siqueira

Simpósio Micológico do Semiárido (3. : 2017: Petrolina). Anais do 3º Simpósio Micológico do Semiárido, 12 a 15 setembro 2017, Petrolina, PE [recurso eletrônico] / Coordenação Adriana Mayumi Yano de Melo, Danielle Karla Alves da Silva, Lindete Miria Vieira Martins, Colaborador Maryluce Albuquerque da Silva Campos. --Petrolina, PE: UNIVASF, 2017.

Disponível em: http://www.micologia.uttersensor.com/ Vários autores ISBN 9788560382927

1. Biologia - Congresso. 2. Pesquisa. 3. Micologia - Congressos. 4. Meio ambiente. 5. Ciências da saúde. 6. Ciências agrárias. 7. Engenharia. I. Melo, Adriana Mayumi Yano de. II. Silva, Danielle Karla Alves da. III. Martins, Lindete Miria Vieira. IV. Campos, Maryluce Albuquerque da Silva. V. Universidade Federal Vale do São Francisco.

CDD 574

S612

Ficha catalográfica elaborada pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da UNIVASF.Bibliotecária: Luciana Souza Oliveira CRB5/1731

FICHA CATALOGRÁFICA

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PREFÁCIO

Com muita alegria aceitei o honroso convite para prefaciar os Anais do III Simpósio Micológico do Semiárido. Depois fiquei assustada: como apresentar com clareza e sucintamente tudo que será abrangido durante este Simpósio, que representa o esforço de tantos que lutam para promover a ciência micológica? Finalmente pensei que poderia ser uma tarefa simples, bastando traduzir o sentimento dos que fazem as coisas acontecerem e indicando as inúmeras atividades programadas.

E assim começo, dizendo que neste III Simpósio muitas boas surpresas nos esperam. A primeira é referente ao tema adotado: “da era Chaves Batista às ômicas”. Os mais jovens devem se perguntar: quem foi Chaves Batista? Mas certamente não se espantarão com as ômicas, considerando que estão familiarizados com as novidades da biologia molecular. Os menos jovens, pelo contrário, sabem bem quem foi o ilustre pesquisador Chaves Batista, baiano que viveu no Recife, onde fundou e dirigiu o Instituto de Micologia, hoje Departamento de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco. Mas esses colegas mais experientes poderão estranhar o “ômicas”, novidade com a qual talvez não estejam tão familiarizados. Vamos então esclarecer a todos. Chaves Batista é considerado o mais importante micologista do país, tendo publicado mais de 700 artigos e descrito cerca de 400 novos gêneros e espécies de fungos nas décadas de 1950 a 1970. O termo “ômica” é derivado do sufixo “oma", que significa “conjunto de” e se refere ao estudo da genômica (ramo da bioquímica que estuda o genoma) e técnicas mais avançadas como a transcriptômica, a metabolômica e a proteômica. Mas o assunto “da era Chaves Batista às ômicas” será mais apropriadamente tratado na Conferência de Abertura do Simpósio, a ser proferida pelo também ilustre micologista Dr. José Luiz Bezerra, discípulo de Chaves Batista e que dispensa apresentação por ser reconhecidamente o grande mestre da Micologia no Nordeste. Com orgulho registro que fui sua primeira aluna de mestrado!

Antes da mencionada Conferência, no primeiro dia do evento, acontecerão 10 minicursos, abordando temas desde a identificação de gêneros de fungos comuns no semiárido, passando por análises de dados ecológicos, ferramentas de bioinformática, fungos de interesse agrícola, médico e veterinário, até bioprocessos e produção de cogumelos. Os estudantes vão se beneficiar ampliando o conhecimento nesses importantes assuntos.

Nos três dias seguintes serão apresentadas 12 Palestras, em temas variados (desde redação científica, ensino da Micologia, herbário virtual, diversidade de fungos, probióticos, fungos patogênicos, até sequenciamento de nova geração e atuação do micólogo) e seis Mesas Redondas, tratando sobre a diversidade escondida de fungos no Semiárido, como evidenciado em projetos abrangentes, interações simbióticas e o papel que desempenham na sustentabilidade ambiental, utilização de fungos em processos biotecnológicos, aplicação da biologia molecular na Micologia e ainda o papel dos cursos de pós-graduação na formação de micologistas e no desenvolvimento da Micologia. Os palestrantes, todos experientes profissionais, e os demais participantes, vão poder interagir e trocar informações relevantes, que mostram os avanços da Micologia.

E dando continuidade à programação segue-se um Simpósio com a participação de recém-doutores formados em instituições de Pernambuco, Bahia e Minas Gerais, apresentando os resultados mais destacados das respectivas teses em Micologia. O evento inclui ainda uma sessão especial para apresentação de trabalhos que concorrem ao prêmio Jovem Cientista, nas modalidades graduação e pós-graduação. O prêmio é um incentivo aos que se iniciam na ciência micológica e oferece oportunidade para que os jovens apresentem a um público mais amplo os resultados das suas

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PREFÁCIO

pesquisas. E naturalmente não vão faltar apresentações de posters, em sessões especiais no final do segundo e do terceiro dias, ocasião em que os participantes poderão mostrar e discutir os seus dados, trocando experiências e, sobretudo, ampliando as suas redes de relacionamento científico, que poderão resultar em novas parcerias. Além disso, o evento promoverá atividades culturais, quando certamente outras boas surpresas acontecerão, ensejando oportunidade para se festejar o encontro, em Petrolina, de micólogos de diversos Estados e instituições do país e até do exterior.

A programação e todos os resumos de trabalhos e palestras estão disponíveis para consulta nesse volume de Anais, possibilitando acompanhar com facilidade o que acontece no evento, e permitindo a leitura do resumo do que é ou foi apresentado. Certamente vai constituir um registro importante que demonstra o esforço empreendido pela equipe organizadora e todos os participantes, empenhados na aquisição de conhecimento micológico e no êxito do evento.

Não poderia deixar de mencionar a inesperada ausência do jovem professor e pesquisador, Dr. Marcos Fábio de Oliveira Marques, da Universidade do Estado da Bahia, Campus VII, idealizador do Simpósio Micológico do Semiárido e Vice-Coordenador do presente evento, falecido no mês passado. Marcos era idealista, entusiasta, e assim criou o “Espaço Ciência Micológica”, onde apresentava os fungos de modo muito particular, com alegria e leveza, tornando-os atrativos ao estudo. Ao estimado ex-aluno, competente profissional e amigo Marcos, a minha homenagem. Finalizando, parabenizo a todos que organizam e participam do evento e registro a importância de se continuar promovendo os Simpósios Micológicos do Semiárido, uma fórmula simples de estimular e congregar estudantes, professores, pesquisadores e demais interessados, propagando os avanços e desenvolvendo a Micologia no Nordeste do Brasil.

A continuidade dos Simpósios Micológicos vai manter viva a memória do seu idealizador e contribuir para que a Micologia seja reconhecida como ciência de importância fundamental para o desenvolvimento e a sustentabilidade da região, do país e até do Planeta!

Leonor Costa Maia

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INFORMAÇÕES GERAIS

Período de realizaçãoŸ 12 a 15 de Setembro de 2017

Local do eventoŸ Complexo Multieventos, Univasf, Campus Juazeiro-BA

RealizaçãoŸ Universidade Federal do Vale do São FranciscoŸ Universidade Estadual da BahiaŸ Universidade Federal de PernambucoŸ Universidade de PernambucoŸ Embrapa SemiáridoŸ Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano

ApoioŸ FACEPEŸ CAPESŸ Sistema CFBio/CRBiosŸ INCT - Herbário Virtual da Flora e dos Fungos

Tema centralŸ Da era Chaves Batista às ômicas

SubtemasŸ Taxonomia e ecologia de fungosŸ Micologia aplicadaŸ Fungos de importância agropecuáriaŸ Micologia médica e veterináriaŸ Genética de fungosŸ Ensino de Micologia

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Adriana Mayumi Yano de MeloCoordenadora do Evento

APRESENTAÇÃO

A terceira edição do Simpósio Micológico do Semiárido (SIMS), realizada de 12 a 15 de setembro de 2017 no polo Petrolina/Juazeiro, especificamente no Complexo Multieventos da Univasf em Juazeiro, contou com a organização da Univasf, UNEB - Campus III e VII, UFPE e UPE; além da colaboração da Embrapa Semiárido e IF Sertão Pernambucano.

Nesta edição, buscamos oportunizar o contato e o debate de ideias entre pesquisadores sobre a evolução e os avanços da micologia nos últimos anos, especialmente os propiciados pelas ferramentas moleculares, com o tema “Expansão da micologia no Brasil: da era Chaves Batista às ômicas”, possibilitando a divulgação e incentivando a participação de estudantes da graduação e pós-graduação nesta importante área da ciência no Brasil, principalmente na região Semiárida.

Além da programação científica que debaterá temas que vão desde a micologia médica, veterinária, agropecuária, até as questões ambientais, biotecnológica, de conservação e de educação, os participantes poderão conhecer os encantos do Vale do São Francisco, como as áreas produtoras de frutas, as vinícolas, o rio São Francisco, o artesanato e a gastronomia típica da região.

Esperamos que a terceira edição do SIMS seja um propulsor deste evento itinerante para que possamos manter a oportunidade ímpar para que renomados profissionais da área possam interagir com os participantes – profissionais e estudantes, proporcionando condições para novas colaborações em pesquisa e ampliação do interesse dos estudantes no estudo da Micologia. Que esta edição seja também uma oportunidade para promover a divulgação de trabalhos desenvolvidos pelos programas de pós-graduação, contribuindo para consolidação deste evento que tem gerado resultados com crescente interesse a cada edição.

Muito obrigada pela sua participação, desejamos um excelente evento a todos!

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ORGANIZAÇÃO

Presidente do EventoAdriana Mayumi Yano de Melo (Univasf)

Vice-Presidente do evento (in memoriam)Marcos Fábio de Oliveira Marques (Uneb)

SecretáriaDanielle Karla Alves da Silva (Univasf)

TesoureiroNatoniel Franklin de Melo (Embrapa Semiárido)

Coordenação CientíficaMaryluce Albuquerque da Silva Campos (UPE)Lindete Míria Vieira Martins (Uneb)

Comissão de minicursosGisele Veneroni Gouveia (Univasf)

Comissão Sócio-CulturalRicardo Kenji Shiosaki (UPE)

Comissão de DivulgaçãoJoão José de Simoni Gouveia (Univasf)Danielle Karla Alves da Silva (Univasf)Dioneis Rodrigues Cardoso da Silva (PPGBV - Uneb)

Comissão de InfraestruturaBruno Coutinho Moreira (Univasf) Jorge Messias Leal do Nascimento (FASJ)Aldrin Éderson Vila Nova Silva (Univasf)

Comissão de Logística e TransporteMateus Matiuzzi da Costa (Univasf)Rodolfo de Moraes Peixoto (IF Sertão Pernambucano)David Ramos da Rocha (Univasf)

Comissão de PatrocínioDanielle Karla Alves da Silva (Univasf)Virginia Michelle Svedese (Univasf)Karen Mirella de Souza Menezes (Univasf)

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COMISSÃO CIENTÍFICA

Adailson Feitoza de Jesus Santos Adriana Mayumi Yano-Melo Alexandre Capucho Alexandre Reis Machado Ana Paula Portela Anderson Ferreira da Cunha Andre Luiz Cabral M. A. Santiago Bianca Denise Barbosa da Silva Bruno Coutinho Moreira Bruno severo Gomes Carla Rejane Lira Cristina Maria de Souza Motta Cynthia Maria Carneiro Costa Danielle Karla Alves da Silva Danielle Patricia Cerqueira Macedo Edvaneide Leandro de Lima Elaine Malosso Felipe WartchowFrancisco Adriano de Souza Gisele Veneroni GouveiaGladstone Alves da Silva Graziela S Barbosa Helen Sotão Indra Elena Costa Escobar Iolanda Ramalho da Silva Iracema Schoenlein-Crusius Iuri Goulart Baseia Jackson Roberto Guedes da Silva AlmeidaJadson Diogo Bezerra Jakson Leite Janio Moraes Santurio João José Gouveia

Juliana Souza de PontesKeila Aparecida MoreiraLeonor Costa Maia Lindete Míria Vieira Martins Luís Fernando Pascholati gusmaoMarcela Eugênia da Silva Caceres Marcelo Sulzbacher Marcio José Poças Fonseca Marcos Fabio de Oliveira Marques Maria Catarina Kasuya Mariele Porto Carneiro Leão Maryluce Albuquerque da Silva Campos Mateus Matiuzzi da Costa Michelline Lins Silverio Natoniel Franklin de Melo Oliani Maria Correia MagalhãesPatricia Jungbluth Paula Rose Ribeiro Rachel Basques Caligiorne Regina Lúcia Félix de Aguiar Lima Reginaldo Gonçalves de Lima Neto Rejane Pereira Neves Ricardo Kenji Shiosaki Rodolfo de Moraes Peixoto Roger Fagner Melo Sabrina Feliciano Oliveira Sonia de Ávila Botton Tatiana Baptista Gibertoni Thais Emanuelle Feijó de Lima Vilma Maria dos Santos Virginia Medeiros de Siqueira Virginia Michele Svedese

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CONVIDADOS

Instrutores dos minicursosDra. Iolanda Ramalho da SilvaProfa. Dra. Virginia Medeiros de Siqueira (UFRPE/UAST)M.Sc. Ruan Emmanuell Franco de Abreu (PPGCAT/UFRPE)M.Sc. Chirles Araújo de França (RENORBIO)M.Sc. Jennifer Figueiredo da Silva (RENORBIO)Profa. Dra. Virgínia Michelle Svedese (Univasf)M.Sc. Michellangelo Nunes da Silva (PGBF-UFPE)Profa. Dra. Maria Catarina Megumi Kasuya (UFV) Profa. Dra. Fernanda Melo Pereira Taran (Univasf)Profa. Dra. Keila Aparecida Moreira (UFRPE, Campus Garanhuns)

PalestrantesDr. Jadson Diogo Pereira Bezerra (UFPE)Dra. Maria Angélica Guimarães Barbosa (Embrapa Semiárido)Dr. Roger Fagner Ribeiro Melo (UFPE)Dr. Bruno Severo Gomes (UFPE)Dra. Tatiana B. Gibertoni (UFPE)Dr. Iuri Goulart Baseia (UFRN)Dr. Jefferson Guedes de Carvalho Sobrinho (Univasf)Dra. Laise de Holanda Cavalcanti Andrade (UFPE)Dra. Marcela Eugenia da Silva Cáceres (UFS)Dr. André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago (UFPE)Dr. Helinando Pequeno Oliveira (Univasf)Dr. Reginaldo Gonçalves de Lima Neto (UFPE)Dr. Marcio José Poças Fonseca (UNB)M. Sc. João Batista de Oliveira Júnior (UFPE)Dra. Gisele Veneroni Gouveia (Univasf)Dr. Francisco Adriano de Souza (Embrapa Milho e Sorgo)Rachel Basques Caligiorne (Instituto de Ensino e Pesquisa Santa Casa de Belo Horizonte)Daniella Rossetto, Ph.D. (Illumina Latin America)Dra. Virginia Medeiros de Siqueira (UFRPE)Dra. Maria Catarina Megumi Kasuya (UFV)Dr. Robert Weingart Barreto (UFV)Dr. Mateus Matiuzzi da Costa (Univasf)Dra. Cristina M. Souza-Mota (UFPE e CF Biologia)Dra. Edna Dora Newman Luz (Ceplac)Jadson Diogo Pereira Bezerra (UFPE)Dra. Patrícia Gonçalves Castro Cabral (UFV)Dra. Patricia Oliveira Fiuza (UEFS)Carla Rejane Sousa de Lira (UFPE)Dr. Giuliano Elias Pereira (Embrapa Semiárido)Dra. Sabrina Feliciano de Oliveira (CTNano/UFMG)Dr. Anderson Ferreira da Cunha (UFSCar)Dr. Gladstone Alves da Silva (UFPE)Dr. Luís Fernando Pascholati Gusmão (UEFS)Dr. Bruno Tomio Goto (UFRN)

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LOCAL DO EVENTO

Petrolina - PE

Petrolina é um município localizado no estado de Pernambuco, a 750 km de Recife e a 500 km de Salvador. É banhado pelo Rio São Francisco e faz divisa com o Município de Juazeiro, pertencente ao Estado da Bahia que, juntos, formam o maior aglomerado urbano do Semiárido Brasileiro. De acordo com o IBGE, o número de habitantes das duas cidades, em 2015, é de, aproximadamente, 550.000 habitantes.

Em conjunto com os municípios pernambucanos de Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista, Orocó, e Cabrobó, e os municípios baianos de Juazeiro, Remanso, Campo Alegre de Lourdes, Casa Nova e Sobradinho, forma a Região Integrado de Desenvolvimento Econômico (RIDE) do São Francisco.

A cidade possui a 6ª maior economia do Estado, representando 3,37% da riqueza pernambucana. Petrolina é o maior polo agroindustrial de Pernambuco. Alcançou seu desenvolvimento através da agricultura irrigada, tornando-se um importante centro de produção de frutas tropicais, principalmente pelo cultivo de uvas e mangas.

Juazeiro - BA

Juazeiro é um município brasileiro do estado da Bahia. Em conjunto com o vizinho município de Petrolina, em Pernambuco, forma o maior aglomerado urbano do semiárido. Localizada na região submédia da bacia do Rio São Francisco, a cidade se destaca pela agricultura irrigada que se firmou na região graças às águas do rio São Francisco. É conhecida como a Terra das Carrancas, figuras antropomorfas usadas pelas embarcações que subiam e desciam o São Francisco. O nome da cidade se origina dos pés de juá ou juazeiro, uma árvore típica da região. Está inserido na Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento do Polo Petrolina e Juazeiro.

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PROGRAMAÇÃO 12/09

MINICURSOSAuditório Ascomycota - Análise de dados ecológicosMinistrante: Dra. Iolanda Ramalho da Silva

Auditório Basidiomycota - Biofilmes fúngicos: Características, importância e métodos de estudoMinistrante: Profa. Dra. Virginia Medeiros de Siqueira (UFRPE/UAST)

Laboratório de Microbiologia e Imunologia Animal do Campus Ciências Agrárias - Dermatofitose em CãesMinistrante: M. Sc. Ruan Emmanuell Franco de Abreu (PPGCAT/UFRPE) & M. Sc. Chirles Araújo de França (RENORBIO)

Auditório Glomeromycota - Ferramentas de bioinformática aplicadas à identificação e classificação de fungosMinistrante: M. Sc. Jennifer Figueiredo da Silva (RENORBIO)

Laboratório de Microbiologia do Campus Petrolina Centro - Fungos entomopatogênicos utilizados no controle

biológico de pragasMinistrante: Profa. Dra. Virgínia Michelle Svedese (Univasf)

Laboratório de Microscopia e lupas do Campus Ciências Agrárias - Micologia Médica: do diagnóstico

laboratorial à identificação dos agentes etiológicosMinistrante: M. Sc. Michellangelo Nunes da Silva (PGBF-UFPE)

Auditório Chytridiomycota - Produção de cogumelos em resíduos agroindustriaisMinistrante: Profa. Dra. Maria Catarina Megumi Kasuya (UFV)

Auditório Mucoromycota - Micotoxicoses em Equinos e o uso de levedura (Saccharomyces cerevisiae) como

aditivo antimicotoxinaMinistrante: Profa. Dra. Fernanda Melo Pereira Taran (Univasf)

Auditório Zoopagomycota - Tecnologia de BioprocessosMinistrante: Dra. Keila Aparecida Moreira (UFRPE, Campus Garanhuns)

Laboratório de Fisiologia Vegetal do Campus Ciências Agrárias - Conhecendo o RG de fungos endofíticos da

Caatinga: princípios básicos para identificaçãoMinistrante: Dr. Jadson Diogo Pereira Bezerra (UFPE)

08:00 - 10:00 Credenciamento

09:00 - 12:00 Minicursos

12:00 - 14:00 Almoço

14:00 - 17:45 Minicursos

19:30 (Auditório principal – Prof. Dr. Marcos Fábio O. Marques)

Conferência de abertura| Dr. José Luiz Bezerra (UFRB)

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PROGRAMAÇÃO 13/09

08:00 - 10:00 (Auditório Cryptomycota)Apresentação oral de trabalhos – Graduação Coordenador: Dr. Francisco Adriano de Souza (Embrapa Milho e Sorgo)

09:00 - 10:00 (Auditório Blastocladiomycota)Fungos fitopatogênicos de importância quarentenária Dra. Maria Angélica G. Barbosa (Embrapa Semiárido)Moderador: Dr. Natoniel Franklin de Melo (Embrapa Semiárido)09:00 - 10:00 (Auditório Basidiomycota)Título tem ponto final? Dicas para melhorar nossa redação científica Dr. Roger Fagner Ribeiro Melo (UFPE) Moderador: Dra Cristina M. Souza Motta09:00 - 10:00 (Auditório Ascomycota)Ensino de micologia: esporulando ensino e aprendizagem Dr. Bruno Severo Gomes (UFPE)Moderador: Dra. Cynthia Maria Carneiro Costa (UAST - UFRPE)

10:00 - 10:15 Intervalo

10:00 - 12:00 (Auditório Principal - Prof. Dr. Marcos Fábio)Mesa Redonda: Fungos em formações vegetais no Semiárido: a diversidade escondida. Moderador: Dra. Marcela Eugenia da Silva Cáceres (UFS)Flora e Vegetação das Caatingas - Dr. Jefferson Guedes de Carvalho Sobrinho (Univasf)Projeto Vale do Catimbau - Dra. Tatiana B. Gibertoni (UFPE)PPBio Semiárido - Dr. Iuri Goulart Baseia (UFRN)

12:00 - 14:00 Almoço

14:00 - 16:00 (Auditório Principal - Prof. Dr. Marcos Fábio)Mesa Redonda: Diversidade de Liquens, Myxomycetes e Mucoromycota em formações vegetais da CaatingaModerador: Dra. Tatiana Baptista Gibertoni (UFPE)Diversidade de mixomicetos em formações vegetacionais da caatingaDra. Laise de Holanda Cavalcanti Andrade (UFPE) Riqueza recém descoberta de espécies de liquens na região semiárida brasileiraDra. Marcela Eugenia da Silva Cáceres (UFS) Diversidade de Mucoromycota em duas diferentes formações vegetais do semiárido brasileiroDr. André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago (UFPE)

16:00 - 16:30 Intervalo

16:30 - 17:45 (Auditório Ascomycota)Leveduras como fonte alternativa de energiaDr. Helinando Pequeno Oliveira (Univasf)Moderador: Dr. Mateus Matiuzzi Costa (Univasf)16:30 - 17:45 (Auditório Basidiomycota)Esporotricose: doença emergente?Dr. Reginaldo Gonçalves de Lima Neto (UFPE)Moderador: Me. Michellangelo Nunes da Silva (UFPE)

17:45 - 19:15 Apresentação de trabalhos - pôster

19:30 Atividade cultural

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PROGRAMAÇÃO 14/09

08:00 - 10:00 (Auditório Cryptomycota)Apresentação oral de trabalhos – PGCoordenador: Dr. Gladstone Alves da Silva (UFPE)

09:00 - 10:00 (Auditório Basidiomycota)Papel das histona desacetilases na regulação dos atributos de virulência no patógeno oportunista Cryptococcus neoformansDr. Marcio José Poças Fonseca (UNB)Moderador: Dr. João José Simoni Gouveia (Univasf)09:00 - 10:00 (Auditório Ascomycota)Acessando a diversidade de fungos do Brasil pelo INCT M. Sc. João Batista de Oliveira Júnior (UFPE)Moderador: Dr. André Luiz C. Monteiro de Azevedo Santiago (UFPE)

10:00 - 10:15 Intervalo

10:00 - 12:00 (Auditório Principal - Prof. Dr. Marcos Fábio) Mesa Redonda: BioMol: Conceitos e aplicaçãoModerador: Dr. Mateus Matiuzzi Costa (Univasf)Sequenciamento Sanger x Sequenciamento de Nova Geração e suas aplicações na micologiaDra. Gisele Veneroni Gouveia (Univasf)Uso de marcadores moleculares na filogenia de fungos – GlomeromycotaDr. Francisco A. de Souza (Embrapa Milho e Sorgo) A aplicabilidade das técnicas de biologia molecular para o auxílio de diagnóstico das micosesRachel Basques Caligiorne (Instuto de Ensino e Pesquisa Santa Casa de Belo Horizonte)

12:00 - 14:00: Almoço

13:00 - 14:00 Palestra técnica (Auditório Glomeromycota)Introdução ao sequenciamento de nova geração Illumina e suas aplicaçõesDaniella Rossetto, Ph.D. (Illumina Latin America)Moderador: Dra. Elaine Malosso (UFPE)

14:00 - 16:00 (Auditório Principal - Prof. Dr. Marcos Fábio)Mesa Redonda: Interações simbióticas e seu papel na sustentabilidade ambientalModerador: Dr. Bruno Coutinho Moreira (Univasf)Microbioma vegetal e a aplicação dos fungos endofíticos na agricultura sustentávelDra. Virginia Medeiros de Siqueira (UFRPE)Associações Micorrízicas em Orquídeas Neotropicais: Biodiversidade e AplicaçãoDra. Maria Catarina M. Kasuya (UFV)Fungos fitopatogênicos como bioreguladores potenciais para plantas invasoras exóticas no NordesteDr. Robert W. Barreto (UFV)

16:00 - 16:30: Intervalo

16:30 - 17:45 Auditório BasidiomycotaPalestras: Probióticos na produção animalDr. Mateus Matiuzzi da Costa (Univasf)Moderador: Dra. Renata de Faria Silva Souza (Univasf)16:30 - 17:45 Auditório Blasticladiomycota Conselho de Biologia – ampliação da atuação do micólogoDra. Cristina M. Souza-Mota (UFPE e CF Biologia)Moderador: Dra. Virgínia Michele Svedese (Univasf)16:30 - 17:45 Auditório AscomycotaOs Oomycota que afetam culturas no semiárido nordestinoDra. Edna Dora Newman Luz (Ceplac)Moderador: Dr. José Luiz Bezerra (UFRB)

17:45 - 19:15: Apresentação de trabalhos - pôster

20:00: Jantar de Confraternização

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PROGRAMAÇÃO 15/09

08:00 - 10:00 (Auditório Principal - Prof. Dr. Marcos Fábio)

Simpósio ‘‘Recém-doutores’’

Moderador: Dra. Elaine Malosso

Acessando a riqueza de fungos endofíticos da Caatinga: da Graduação para toda a Vida!

Dr. Jadson Diogo Pereira Bezerra (UFPE)

Hifomicetos aquáticos associados a folhas de Calophyllum brasiliense em riachos da bacia do Rio de Contas

Dra. Patricia Oliveira Fiuza (UEFS)

Botryosphaeriales associados a aceroleira e outras espécies de plantas coletadas próximas à pomares

comerciais no Bioma Caatinga, no Nordeste brasileiro

Dra. Patrícia Gonçalves Castro Cabral (UFV)

Diversidade de Agaricomycetes lignocelulolíticos na Caatinga

Dr. Carla Rejane Sousa de Lira (UFPE)

10:00 - 10:15 Intervalo

10:00 - 12:00 (Auditório Principal - Prof. Dr. Marcos Fábio)

Mesa Redonda: Aplicação de fungos em processos biotecnológicos

Moderador: Dra. Gisele Veneroni Gouveia (Univasf)

Estudos sobre leveduras Saccharomyces cerevisiae em uvas e vinhos tropicais do Vale do São Francisco

Dr. Giuliano Elias Pereira (Embrapa Semiárido / Uva e Vinho)

Imobilização de lignina peroxidase (LiP) em nanotubos de carbono para uso como biocatalisadores

Dra. Sabrina Feliciano de Oliveira (CTNano/UFMG)

A biotecnologia utilizada para melhorar a produção de etanol combustível no Brasil – avanços no

isolamento e modificação genética de leveduras

Dr. Anderson Ferreira da Cunha (UFSCar)

12:00 - 14:00 Almoço

14:00 - 16:00 (Auditório Principal - Prof. Dr. Marcos Fábio)

Mesa Redonda: O papel dos cursos de pós-graduação na formação e desenvolvimento da micologia

Moderador: Dra. Maryluce Albuquerque da Silva-Campos (UPE)

PPGBF: iniciativas e perspectivas na formação em Micologia

Dr. Gladstone Alves da Silva (UFPE)

A formação do micólogo na pós-graduação: estamos no caminho certo?

Dr. Luís Fernando Pascholati Gusmão (UEFS)

O papel do Programa de Pós-graduação em Sistemática e Evolução na formação de micólogos

Dr. Bruno Tomio Goto (UFRN)

16:00 - 17:00 (Auditório Principal - Prof. Dr. Marcos Fábio)

Cerimônia de encerramento

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MINICURSOS

Conhecendo o RG de fungos endofíticos da Caatinga: princípios básicos para identificação de gêneros mais comunsCategoria: Teórico/PráticoEmenta: A grande diversidade de fungos endofíticos da Caatinga é o melhor laboratório para estudo taxonômico dos diversos grupos de fungos. O minicurso pretende fazer uma breve discussão sobre o conceito de fungos endofíticos e promover a aproximação do participante com culturas dos mais comuns gêneros encontrados como endófitos na Caatinga. Além das culturas fúngicas, a preparação e visualização de preparações micológicas (lâminas) proporcionarão o reconhecimento das estruturas que garantem o registro geral (RG) de algumas das fases assexuais dos fungos.Ministrante: Dr. Jadson Diogo Pereira Bezerra (UFPE)

Análise de dados ecológicosCategoria: TeóricoEmenta: No minicurso serão abordadas as principais análises utilizadas nos estudos de diversidade e ecologia, exemplificando a aplicação dessas com base em artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais. Serão apresentados índices de diversidade, dominância e equitabilidade, coeficientes de distância e de similaridade, estratégias de agrupamento, análises de ordenação, análise de espécie indicadora (ISA) e alguns dos programas utilizados para realização destas análises e construção de gráficos.Ministrante: Dra. Iolanda Ramalho da Silva

Biofilmes fúngicos: Características, importância e métodos de estudoCategoria: TeóricoEmenta: Conceitos sobre biofilmes fúngicos, suas características, cinética de formação, estrutura e importância, além de apresentar o que há de mais recente em pesquisas sobre biofilmes fúngicos, as metodologias empregadas, enfatizando o uso da microscopia como ferramenta para o desenvolvimento de estudos nesta área.Ministrante: Profa. Dra. Virginia Medeiros de Siqueira (UFRPE/UAST)

Dermatofitose em CãesCategoria: Teórico/PráticoEmenta: Cultivo fúngico de materiais biológicos provenientes de animais com afecções cutâneas. Visualização e identificação de estruturas morfológicas de fungos causadores de micoses cutâneas cultivados in vitro. Avaliação das estruturas micromorfológicas (vegetativas e reprodutivas) de fungos causadores de micoses cutâneas em microscópio óptico.Ministrante: Me. Ruan Emmanuell Franco de Abreu (PPGCAT/UFRPE) & Me. Chirles Araújo de França (RENORBIO);

Ferramentas de bioinformática aplicadas à identificação e classificação de fungosCategoria: TeóricoEmenta: Ferramentas computacionais aplicadas a análise de sequências de DNA utilizadas para a identificação e classificação de fungos. Visão geral de análise de sequências de DNA utilizando-se banco de dados. Tipos de arquivos estruturados e algumas ferramentas web, locais e pipelines.Ministrante: Me. Jennifer Figueiredo da Silva (RENORBIO)

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MINICURSOS

Fungos entomopatogênicos utilizados no controle biológico de pragasCategoria: Teórico-PráticoEmenta: Principais gêneros de fungos utilizados no controle biológico de pragas; Ocorrência de importantes pragas no Vale do São Francisco; Técnicas de isolamento, contagem e produção de fungos entomopatogênicos.Ministrante: Profa. Dra. Virgínia Michelle Svedese (Univasf)

Micologia Médica: do diagnóstico laboratorial à identificação dos agentes etiológicosCategoria: Teórico-PráticoEmenta: Diagnóstico laboratorial de micoses: manifestações clínicas, exame direto, cultura e identificação dos principais agentes etiológicos.Ministrante: Me. Michellangelo Nunes da Silva (PGBF-UFPE)

Produção de cogumelos em resíduos agroindustriaisCategoria: Teórico-PráticoEmenta: Aspectos gerais dos fungos formadores de cogumelos; Escolha e preparo de substrato; Inoculação; manejo durante o período de crescimento do fungo no substrato; formação do cogumelo; colheita e processamento.Ministrante: Profa. Dra. Maria Catarina Megumi Kasuya (UFV)

Micotoxicoses em Equinos e o uso de levedura (Saccharomyces cerevisiae) como aditivo antimicotoxinaCategoria: Teórico-PráticoEmenta: O objetivo é promover conhecimento sobre micotoxinas relevantes para equinos (aflatoxina, fumonisina, zearalenona e desoxinivalenol), caracterizando as condições de formação e alimentos associados na dieta, bem como descrever os impactos na saúde desses animais e alternativas para minimizar os efeitos negativos na ingestão e absorção dessas toxinas através do uso de microrganismos adsorventes de micotoxina (Saccharomyces cerevisiae).Ministrante: Profa. Dra. Fernanda Melo Pereira Taran (Univasf)

Tecnologia de BioprocessosCategoria: TeóricoEmenta: Bioprocessos podem ser definidos como um conjunto de operações que efetuam o tratamento de uma matéria-prima e/ou resíduo, a preparação do meio de cultivo, posteriormente a esterilização (quando necessário), desta forma existe a transformação de diferentes substratos em produtos, diversas rotas bioquímicas são envolvidas, e por fim diferentes processos de separação e purificação do(s) produto(s) formado(s). O minicurso de tecnologia de bioprocessos abordará as fundamentações teóricas das principais técnicas e métodos utilizados em sistemas de bioprocessos, desde a seleção do micro-organismo e até formulação da molécula alvo obtida por diferentes formas.Ministrante: Profa. Dra. Keila Aparecida Moreira (UFRPE, Campus Garanhuns)

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COMPLEXO MULTIEVENTOS

O III Simpósio Micológico do Semiárido será realizado no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), em Juazeiro, BA. O complexo possui 1 (um) auditório principal com capacidade para 600 pessoas, além de 3 (três) auditórios com capacidade para 150 pessoas e 5 (cinco) miniauditórios com capacidade para para 100 pessoas e um amplo Hall de entrada para montagem de estandes e paineis.

Entrada

Auditório Principal

Miniauditório 7

Miniauditório 5

Miniauditório 3

Miniauditório 1

WCMasculino

WCFeminino

Secretaria Livraria Imprensa Convidados

Miniauditório 8

Miniauditório 6

Miniauditório 4

Miniauditório 2

SAÍDA EMERGÊNCIA

Entrega deMaterial

SAÍDA EMERGÊNCIA

Escad

a d

e a

cesso

ao

Hall S

up

eri

or

(Pô

ste

rs)

Prof. Marcos Fábio Oliveira Marques

Ascomycota Basidiomycota

Glomeromycota Mucoromycota

Chytridiomycota Zoopagomycota

Blastocladiomycota Cryptomycota

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NÚMEROS DO EVENTO

Resumo das Inscrições O evento teve 472 inscritos de todas as regiões do país, totalizado 279 Estudantes de Graduação, 88 estudantes de Pós-graduação, 48 profissionais e 57 pessoas ligadas à organização do evento, como palestrantes.

Pernambuco: 243 inscritosBahia: 122 inscritosSergipe: 15 inscritosRio Grande do Norte: 15 inscritosRondônia: 14 inscritosAlagoas: 10 inscritosParaíba: 10 inscritosCeará: 9 inscritosAmazonas: 7 inscritosMinas Gerais: 5 inscritosTocantins: 4 inscritos

São Paulo: 3 inscritosPiauí: 3 inscritosRio de Janeiro: 2 inscritosRio Grande do Sul: 2 inscritosPará: 1 inscritosParaná: 1 inscritosMato Grosso do Sul: 1 inscritosSanta Catarina: 1 inscritosEspírito Santo: 1 inscritosDistrito Federal: 1 inscritosColômbia: 2 inscritos

Inscritos por estado:

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NÚMEROS DO EVENTO

Resumo das submissões Foram submetidos 293 trabalhos ao evento, representados por 259 resumos simples, 13 resumos expandidos e 21 palestras. A área temática Taxonomia e ecologia de fungos foi responsável por 116 submissões - 40% das submissões.

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NÚMEROS DO EVENTO

Acessos ao site do evento Até o início do mês de Setembro de 2017 o site recebeu 10.850 visitas únicas de 26 países e 40.896 visualizações de página. O Brasil foi responsável por 10.580 visitas, com o estado de Pernambuco alcançando 5.454 visitas.

Visitas em escala mundial

Visitas do Brasil

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HOMENAGEM

Dr. Marcos Fabio Oliveira Marques [1980-2017]: nasceu em 28 de março de 1980, no município de Feira de Santana e foi criado em Amélia Rodrigues, no interior baiano. Iniciou seus estudos em Ciências Biológicas em 2000 na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) onde se graduou em 2004. Neste período de intensas atividades mostrou-se um aluno diferenciado, mesmo com as dificuldades relacionadas ao transporte entre Feira de Santana e Amélia Rodrigues.

Era conhecido pelos colegas de graduação como um estudante ativo e com o dia repleto de atividades, no entanto, apesar de tantas tarefas o companheirismo também fazia parte de sua agenda. Sempre ávido de conhecimento, iniciou seu primeiro estágio no Laboratório de Animais Peçonhentos (LAPH) sendo seu objeto de estudo os escorpiões, o que lhe rendeu o apelido carinhoso de “peçonha”. No terceiro semestre, após cursar a disciplina de Micologia com o Prof. Luis. F.P. Gusmao, ele se identificou com os fungos. Nesta disciplina, os alunos deveriam entregar um Herbário (hoje Fungário), que fez com que Marcos caminhasse pela sua cidade coletando fungos para o trabalho final da disciplina, o que lhe rendeu um outro apelido carinhoso “funguinho”. No ano de 2002, foi monitor da disciplina Micologia e iniciou um estágio com o Prof. Aristóteles Goes Neto, com os fungos poliporóides (orelhas de pau), o qual rendeu seu primeiro artigo “Lignicolous aphyllophoroid basidiomycota in an atlantic forest fragment in the semi-arid caatinga region of Brazil” publicado na Mycotaxon 88: 359-364, (2003). Após um período rápido com os fungos poliporóides, Marcos desistiu deste grupo de fungos e iniciou seu estágio com os fungos microscópicos associados a decomposição de material vegetal, sob orientação do Prof. Luis F.P. Gusmão. Neste grupo de fungos Marcos se identificou e construiu sua vida científica, desenvolvendo o Mestrado (Programa de Pós-graduação em Biologia de Fungos – Universidade Federal de Pernambuco – 2005-2007) e o Doutorado (Programa de Pós-graduação em Botânica – UEFS – 2008-2012). Como pessoa extremamente ativa, também cursou Especialização em Bioética (Universidade Federal de Lavras – 2007-2008), sempre conciliando trabalho e formação, parecia ter pressa de adquirir conhecimento e realizar as coisas. Como pesquisador concentrou-se na taxonomia e ecologia onde publicou 22 artigos sobre os temas acima citados (http://lattes.cnpq.br/6294689291777816).

Além da busca incansável pelo conhecimento da diversidade fúngica, uma nova linha de trabalho estava se desenvolvendo: a divulgação e popularização da Ciência em micologia. Projetos de extensão incluíam atividades educacionais em escolas e exposições itinerantes que facilitava o aprendizado da micologia e permitiam uma formação continuada de professores da rede estadual e municipal de ensino, culminando com a criação do Espaço Ciência Micológica: educação, conhecimento e interação (Espaço de ciências micológicas - www.espacocienciamicologica.blogspot.com.br).

Marcos iniciou cedo a sua contribuição ao incentivo e formação de novos micologistas. Ainda como estudante de mestrado do Programa de Pós-graduação em Biologia dos Fungos da UFPE, Marcos ingressou na carreira do magistério superior em 2006 como professor substituto da Universidade do Estado da Bahia, com uma passagem breve pelo Campus II (Alagoinhas) e fincando raízes no (Campus VII), no Departamento de Educação (DEDC), em Senhor do Bonfim. Nesse mesmo ano, ele assumiu a coordenação do Laboratório de Microbiologia e começou a investigação da diversidade de microfungos da região através da orientação do trabalho de conclusão de curso de estudantes de graduação, entre várias orientações que se seguiriam nos anos seguintes. Um deles veio a seguir a carreira acadêmica, doutorando-se em Botânica pela UEFS em 2015 com a linha de pesquisa em taxonomia de microfungos. Como professor universitário, ministrou diversas disciplinas (Biologia dos fungos, Ecologia geral, Biologia de Protoctistas, Bioética, Ecologia de campo, etc...), além de atuar na administração como Coordenador do curso de Ciências Biológicas, Coordenador do curso de Química/Propesp) entre outras coordenações e finalmente Diretor do DEDC/UNEB - Campus VII e a partir de 2012, atuava também como professor do mestrado em Biodiversidade Vegetal da UNEB.

Ele foi um amante da micologia e os caminhos da sua trajetória estimularão os novos estudantes a seguirem os seus passos. Tenho certeza que deixou um legado de seguidores, pois dispersou muitos esporos que continuarão seu trabalho aqui na Terra e assim, ele continuará vivo em nossos corações.

Luis F. P. Gusmão (UEFS), Alisson C.R. Cruz (UFBA), Lucas B. Conceição (UEFS), Davi A. C. Almeida (UEFS), Flavia R. Barbosa (UFMT), Sheila M. F. Leão (UEFS) e Dioneis R. C. da Silva (UNEB).

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RESUMOS SIMPLES

TÍTULO / AUTORES PÁGINA

OCORRÊNCIA, DIVERSIDADE E DISTRIBUIÇÃO DE FUNGOS FILAMENTOSOS DE INTERESSE

MÉDICO NA BAT CAVE "MEU REI", PERNAMBUCO, BRASIL

Autores: Aline Oliveira Barboza da Cunha; Marília de Holanda Cavalcanti Maciel; Cristina Maria de Souza- Motta;

Eder Barbier; Enrico Bernard;

39

ATUALIZAÇÃO DA COLEÇÃO MICOLÓGICA DO HERBÁRIO HFSL DO CENTRO UNIVERSITÁRIO

SÃO LUCAS (UNISL), PORTO VELHO, RONDÔNIA

Autores: Samuel Oliveira Almeida; Allyne Christina Gomes-Silva;

40

LEPISTA SORDIDA (TRICHOLOMATACEAE): PRIMEIRO REGISTRO PARA AMAZÔNIA

BRASILEIRA

Autores: Uéslei Marques de Oliveira; Márcia de Araújo Teixeira-Silva; Allyne Christina Gomes-Silva;

41

MUCORALES ISOLADOS DE SOLO DO BREJO DA SERRA DOS CAVALOS, PERNAMBUCO, BRASIL

Autores: Ana Lúcia Sabino de Melo Alves; Luciana Sartori Gurgel; Catarina Letícia Ferreira de Lima; Thalline

Rafhaella Leite Cordeiro; Carlos Alberto Fragoso de Souza; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago;

42

OCORRÊNCIA DE COOKEINA KUNTZE EM FRAGMENTOS DA AMAZÔNIA OCIDENTAL

Autores: Alisson Martins Albino; Saara Neri Fialho; Luiz Gustavo Ribeiro Pestana; Uéslei Marques de Oliveira;

Patricia de Jesus de Souza; Allyne Christina Gomes-Silva;

43

LEVANTAMENTO DE FUNGOS FILAMENTOSOS DO ABRIGO DO LETREIRO NO PARNA FURNA

FEIA - MOSSORÓ/RN

Autores: Alyne de Oliveira Amorim; Raiane da Silva; Virton Rodrigo Targino de Oliveira; Leonardo Brasil de Matos

Nunes; Francisco Fábio Mesquita Oliveira; Erika Linzi Silva Taylor;

44

PRIMEIRO REGISTRO DE EARLIELLA SCABROSA (BASIDIOMYCOTA) COMO FUNGO ENDOFÍTICO

EM MYRACRODRUON URUNDEUVA

Autores: Ana Patrícia Sousa Lopes de Pádua; Jadson Diogo Pereira Bezerra; Karla Torres Lins de Sousa Freire; Leticia

Francisca da Silva; Laura Mesquita Paiva; Cristina Souza-Motta;

45

DIAPORTHE (ASCOMYCOTA) COMO GÊNERO ENDOFÍTICO MAIS FREQUENTE EM

MYRACRODRUON URUNDEUVA (ANACARDIACEAE) DE ÁREAS DE CAATINGA E DE BREJO DE

ALTITUDE

Autores: Ana Patrícia Sousa Lopes de Pádua; Jadson Diogo Pereira Bezerra; Gianne Rizzuto Araújo Magalhães; Karla

Torres Lins de Sousa Freire; José Roberto Santos; Cristina Souza-Motta;

46

NOVAS ESPÉCIES DE FUNGOS COPRINOIDES (AGARICALES, BASIDIOMYCOTA) PARA O ESTADO

DA PARAÍBA, BRASIL

Autores: Ana Rafaela Pontes Gomes; Felipe Wartchow;

47

NOTAS TAXONÓMICAS SOBRE O GÊNERO PHLEBOPUS NA PARAÍBA

Autores: Anderlechi Barbosa da Silva,; Ana Cláudia Tenório do Amaral; Felipe Wartchow; 48

UMA NOVA ESPÉCIE DE FUNGO BOLETOIDE PARA A MATA ATLÂNTICA DO ESTADO DA

PARAÍBA

Autores: Anderlechi Barbosa da Silva,; Ana Cláudia Tenório do Amaral; Felipe Wartchow;

49

FUNGOS CLAVARIOIDES (AGARICOMYCETES) EM ÁREAS DA AMAZÔNIA OCIDENTAL E MATA

ATLÂNTICA DO NORDESTE

Autores: Angelina de Meiras-Ottoni; Tatiana Baptista Gibertoni;

50

POLYPORACEAE DA FLORESTA NACIONAL DO MACAUÃ, ACRE: PRIMEIROS REGISTROS

Autores: Angelina de Meiras-Ottoni; Samuel Oliveira Almeida; Allyne Christina Gomes-Silva; Tatiana Baptista

Gibertoni;

51

NOVA ESPÉCIE DO GÊNERO PSEUDOPYRENULA MÜLL. ARG. (TRYPETHELIACEAE,

ASCOMYCOTA) EM REMANESCENTE DE MATA ATLÂNTICA, NO ESTADO DE SERGIPE.

Autores: Ariel Dantas Nunes; Beatriz Araújo Oliveira; André Aptroot; Marcela Eugenia da Silva Cáceres;

52

ESPÉCIES DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM ÁREAS DE INSELBERG E PEDIMENTO

NA SERRA DA SANTA EM PETROLINA/ PE

Autores: Cledson Sandro Barros de Sá; Márcia Evangelista Sousa; Lucas Costa de Souza Cavalcanti; Leilyane

Conceição de Souza Coelho; Danielle Karla Alves da Silva; Maryluce Albuquerque da Silva Campos;

53

FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES E NEMATOFAUNA EM ÁREAS DE INSELBERG E

PEDIMENTO NA SERRA DA SANTA EM PETROLINA/PE 54

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TÍTULO / AUTORES PÁGINA

Autores: Cledson Sandro Barros de Sá; Lucas Costa de Souza Cavalcanti; Ricardo Kenji Shiosaki; Leilyane Conceição

de Souza Coelho; Danielle Karla Alves da Silva; Maryluce Albuquerque da Silva Campos;

DIVERSIDADE DE FUNGOS CORTICIÓIDES (BASIDIOMYCOTA) DA CAATINGA NORDESTINA

Autores: Carla Rejane Sousa de Lira; Tatiana Baptista Gibertoni; 55

REVISÃO DE ESPÉCIMES DE STEREACEAE (BASIDIOMYCOTA) DEPOSITADOS NO HERBÁRIO PE.

CAMILLE TORREND (URM), DEPARTAMENTO DE MICOLOGIA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE

PERNAMBUCO

Autores: Thalícia Almeida São Severino da Silva; Tatiana Baptista Gibertoni; Carla Rejane Sousa de Lira;

56

DIVERSIDADE DE AGARICOMYCETES LIGNOCELULOLITICOS NA CAATINGA

Autores: Carla Rejane Sousa de Lira; 57

MUCOR FOETIDUS SP. NOV (MUCORALES, MUCOROMYCOTA) ISOLADA DE SOLO DE BREJO DE

ALTUTUDE EM PERNAMBUCO, BRASIL

Autores: Carlos Alberto Fragoso de Souza; Maria Eduarda Farias Sena de Lima; Catarina Letícia Ferreira de Lima;

Diogo Xavier de Lima; Rafael José Vilela de Oliveira; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago;

58

QUANTIFICAÇÃO DE ÁCIDOS GRAXOS DE MUCORALES COPRÓFILOS DO SEMIÁRIDO DE

PERNAMBUCO

Autores: Carlos Alberto Fragoso de Souza; Maria Eduarda Farias Sena de Lima; Thalline Rafhaella Leite Cordeiro;

Luciana Melo Sartori Gurgel; Norma Buarque de Gusmão; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago;

59

A MUDANÇA TEMPORAL NA COMUNIDADE DE HIFOMICETOS AQUÁTICOS ASSOCIADOS A

FOLHAS EM DECOMPOSIÇÃO EM UM RIACHO DE ÁGUAS NEGRAS

Autores: Carlos Calderón del Cid; Renan de Souza Rezende; Juliana dos Santos Dahora Almeida; Laís de Aragão;

Adriana Oliveira Medeiros;

60

ASPECTOS ECOLÓGICOS DE MUCORALES ISOLADOS DE SOLO DO BREJO DE ALTITUDE DE

CAMOCIM DE SÃO FÉLIX-PE.

Autores: Catarina Letícia Ferreira de Lima; Ingrid Brandão Cavalcanti; Thalline Rafhaella Leite Cordeiro; Carlos

Alberto Fragoso de Souza; Luciana Melo Sartori Gurgel; André Luiz Cabral Monteiro De Azevedo Santiago;

61

FUNGOS COPRÓFILOS DE PERNAMBUCO: PRIMEIRO REGISTRO DE ASCOBOLUS CASTANEUS

TENG. PARA O BRASIL

Autores: Daniel Barbosa Paula do Monte; Nicole Helena de Brito Gondim; Roger Fagner Ribeiro Melo;

62

ADUBAÇÃO NITROGENADA COMBINADA COM SUBSTÂNCIAS HÚMICAS AFETAM A OCORRÊNCIA

DOS FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM CULTIVO DE ACEROLEIRA NO SERTÃO

PERNAMBUCANO

Autores: Daniela Alves do Nascimento; Karen Mirella Souza Menezes; Danielle Karla Alves da Silva; Adriana

Mayumi Yano-Melo;

63

EFEITO DO GRADIENTE BORDA-INTERIOR NA RIQUEZA E COMPOSIÇÃO DE LIQUENS

CORTICÍCOLAS EM FRAGMENTO DE CAATINGA NO ESTADO DE SERGIPE

Autores: Dannyelly Santos Andrade; Jaciele de Oliveira Dantas; Elaine Alves Santos; André Aptroot; Robert Lücking;

Marcela Eugenia da Silva Cáceres;

64

LEVANTAMENTO DA MICOTA LIQUENIZADA EM UM FRAGMENTO DE CAATINGA NO ESTADO DE

SERGIPE, BRASIL

Autores: Edna de Jesus Santos; Dannyelly Santos Andrade; André Aptroot; Robert Lücking; Marcela Eugenia da Silva

Cáceres;

65

LIQUENS CORTICÍCOLAS CROSTOSOS NO SEMIÁRIDO PARAIBANO, BRASIL

Autores: Amanda Barreto Xavier Leite; Aline Anjos de Menezes; Dayane de Oliveira Lima; Robert Lücking; André

Aptroot; Marcela Eugenia da Silva Cáceres;

66

LIQUENS DO MONUMENTO NATURAL GROTA DO ANGICO, NO SEMIÁRIDO SERGIPANO,

MUNICÍPIO DE POÇO REDONDO

Autores: Dayane de Oliveira Lima; Karen Cristine Ribeiro de Jesus; Katiene Santos Lima; Cléverton de Oliveira

Mendonça; Marcela Eugenia da Silva Cáceres;

67

FUNGOS CONIDIAIS ASSOCIADOS A HANCORNIA SPECIOSA GOMES (MANGABA) NA BAHIA

Autores: Dioneis Rodrigues Cardoso da Silva,; Marcos Fabio Oliveira Marques,; 68

NOVOS REGISTROS DE FUNGOS CONIDIAIS PARA A MATA ATLÂNTICA PERNAMBUCANA

Autores: Elaine Malosso; Phelipe M.O. Costa; Marcela A. Barbosa; Rafael F. Castañeda-Ruiz; 69

NOVOS REGISTROS DE OCORRÊNCIA DE FUNGOS ANAMÓRFICOS EM FRUTOS DE MORINGA

OLEIFERA LAM.

Autores: Emanuela de Almeida Secunda; Rebeca Leite Barbosa; Paloma Quirino Rocha; Maiara Araújo Lima dos

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TÍTULO / AUTORES PÁGINA

Santos; Nilo Gabriel Soares Fortes; Nadja Santos Vitória;

AMOSTRA DA RIQUEZA DE LIQUENS CORTICÍCOLAS EM ÁREA DE CARRASCO NO SEMIÁRIDO

CEARENSE, BRASIL

Autores: Aline Anjos de Menezes; Amanda Barreto Xavier Leite; Flávia Maria Oliveira Barreto; André Aptroot;

Robert Lücking; Marcela Eugenia da Silva Cáceres;

71

LIQUENS FOLIÍCOLAS DA SERRA DA GUIA, ÚNICO BREJO DE ALTITUDE DE SERGIPE

Autores: Flávia Maria Oliveira Barreto; Viviane Monique Oehl Santos; Amanda Barreto Xavier Leite; Tais Andrade

Lima; Robert Lücking; Marcela Eugenia da Silva Cáceres;

72

DIVERSIDADE MICOLÓGICA DO AR DE ESTACIONAMENTOS DE DUAS UNIDADES HOSPITALARES

DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA-CE

Autores: Francisca Robervânia Soares dos Santos; Josiany Costa de Souza; Marcos Adelino Almeida Filho; Ane Teles

Reis; Lydia Dayanne Maia Pantoja; Germana Costa Paixão;

73

RIQUEZA DE FUNGOS CONIDIAIS ASSOCIADOS À FOLHEDO SUBMERSO EM ÁREA DE MATA

ATLANTICA EM PERNAMBUCO

Autores: Gabriela Virgínia Ramos da Silva; Elaine Malosso;

74

DIVERSIDADE DE FUNGOS CONIDIAIS ASSOCIADOS À FOLHEDO SUBMERSO EM ECOSSISTEMA

LÊNTICO NO BIOMA MATA ATLÂNTICA

Autores: Gabriela Virgínia Ramos da Silva; Elaine Malosso;

75

ISOLAMENTO E QUANTIFICAÇÃO DE FUNGOS DE MUSCA DOMESTICA CAPTURADAS EM ÁREA

URBANA DE SERRA TALHADA-PE

Autores: Gabryelly de Miranda Lima; Amanda Vieira de Barros; Daiane Vanecí da Silva; Ruth Terezinha Rodrigues;

Virgínia Medeiros de Siqueira;

76

RIQUEZA DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM GRADIENTE VEGETACIONAL DE

RESTINGA NO LITORAL DE ALAGOAS

Autores: Indra E. C. Escobar; Danielle K. A. da Silva; Fritz Oehl; Leonor Costa Maia;

77

ECOLOGIA DE MUCORALES DO BREJO DE ALTITUDE DE BONITO, PERNAMBUCO, BRASIL

Autores: Ingrid Brandão Cavalcanti; Catarina Letícia Ferreira de Lima; Diogo Xavier Lima; Maria Eduarda Farias Sena

de Lima; Thalline Rafhaella Leite Cordeiro; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago;

78

LEVANTAMENTO DE ESPÉCIES LIQUÊNICAS, EM ÁREA DE CAATINGA, NO MUNICÍPIO DE POÇO

VERDE, SERGIPE, BRASIL

Autores: Elaine Alves Santos; Jaciele de Oliveira Dantas; Dannyelly Santos Andrade; Andre Aptroot; Robert Lücking;

Marcela Eugenia da Silva Cáceres;

79

TRÊS NOVAS ESPÉCIES DA FAMÍLIA GRAPHIDACEAE (OSTROPALES), POÇO VERDE, SERGIPE,

BRASIL

Autores: Jaciele de Oliveira Dantas; Elaine Alves Santos; Dannyelly Santos Andrade; Andre Aptroot; Robert Lücking;

Marcela Eugenia da Silva Cáceres;

80

TÉCNICAS DE BIOINFORMÁTICA APLICADAS A IDENTIFICAÇÃO,CLASSIFICAÇÃO E

DIVERSIDADE DE FUNGOS

Autores: Jennifer Figueiredo da Silva;

81

ESTUDO DA COMUNIDADE FÚNGICA CULTIVÁVEL DE SOLO EM ÁREA DEGRADADA NO

SEMIÁRIDO DE PERNAMBUCO

Autores: Joana DArc Alves Leitão; Victória Souza Alves; Maiara Adriano da Silva; Virginia Medeiros de Siqueira;

82

DA ERA CHAVES BATISTA ÀS ÔMICAS

Autores: José Luiz Bezerra,,; 83

O GÊNERO GEASTRUM (BASIDIOMYCOTA) NO MARANHÃO: DUAS NOVAS OCORRÊNCIAS

Autores: José Ribamar Costa Oliveira Filho; Geusa Felipa de Barros Bezerra; Maria do Desterro Brandão Nascimento; 84

ACESSANDO A DIVERSIDADE DE FUNGOS DO BRASIL PELO INCT-HERBÁRIO VIRTUAL DA FLORA

E DOS FUNGOS

Autores: João Batista de Oliveira Júnior; Leonor Costa Maia;

85

EXISTE SUCESSÃO NA COMUNIDADE DE HIFOMICETOS AQUÁTICOS EM CORREGO DE

CABECEIRA NO BIOMA MATA ATLÂNTICA AO LONGO DE UM ANO?

Autores: JULIANA DOS SANTOS DAHORA ALMEIDA; LAÍS NASCIMENTO DE ARAGÃO; ADRIANA

OLIVEIRA MEDEIROS;

86

FUNGOS ISOLADOS DE FOLHAS DE MELANCIA (CITRULLUS LANATUS) NA REGIÃO SEMÍARIDA

DE PERNAMBUCO

Autores: Julyana Maria da Silva; Rejane Maria Ferreira da Silva; Júlio Carlos Polimeni de Mesquita; Cristina Maria de

87

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TÍTULO / AUTORES PÁGINA

Souza-Motta; José Luiz Bezerra; Gladstone Alves da Silva;

ESTRUTURA DE COMUNIDADE FÚNGICA ASSOCIADA AO TRATO DIGESTÓRIO DE INSETOS

AQUÁTICOS POR MEIO DE TÉCNICAS MOLECULARES

Autores: Jéssica Barros Aguiar Silva; Anelise Kappes Marques; Cinthia Gabriela Casotti de Medeiros; Marcelo Silva

Moretti; Paula Benevides de Morais;

88

NOVAS ESPÉCIES DE GRAPHIDACEAE (OSTROPALES, ASCOMYCOTA) DA MATA DO RIO VERDE,

SERGIPE

Autores: Karen Cristine Ribeiro de Jesus; Dayane de Oliveira Lima; Katiene Santos Lima; Geissiany Barboza da Silva;

Robert Lücking; Marcela Eugenia da Silva Cáceres;

89

OCORRÊNCIA DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM DIFERENTES FITOFISIONOMIAS

DO CERRADO NO PARQUE NACIONAL DE SETE CIDADES (PNSC)

Autores: Karen Mirella Souza Menezes; Sandra Mara Barbosa Rocha; Nilza da Silva Carvalho; Adriana Mayumi

Yano-Melo; Vilma Maria dos Santos; Danielle Karla Alves da Silva;

90

COMPOSTOS QUÍMICOS PRODUZIDOS PELO FUNGO MUTUALISTA DAS FORMIGAS ATÍNEAS

DERIVADAS PROMOVEM O CRESCIMENTO DE ESCOVOPSIS

Autores: Karina Bueno de Oliveira; André Rodrigues;

91

LIQUENS CROSTOSOS DA FAMÍLIA CALICIACEAE CHEVALL. (CALICIALES, ASCOMYCOTA) NO

SEMIÁRIDO DE SERGIPE

Autores: Katiene Santos Lima; Dayane de Oliveira Lima; Karen Cristine Ribeiro de Jesus; Lucimara de Souza

Machado; André Aptroot; Marcela Eugenia da Silva Cáceres;

92

DIVERSIDADE DE MIXOMICETOS EM FORMAÇÕES VEGETACIONAIS DA CAATINGA

Autores: LAISE DE HOLANDA CAVALCANTI ANDRADE; 93

MIXOBIOTA DO LICURI [SYAGRUS CORONATA (MART.) BECC, ARECACEAE], PALMEIRA TÍPICA

DO SEMIÁRIDO NORDESTINO

Autores: Andressa Vieira da Silva; Sinzinando Albuquerque de Lima; Djamilla da Silva Andrade; Laise de Holanda

Cavalcanti;

94

TRÊS NOVAS ESPÉCIES DE MICROFUNGOS ASSOCIADOS À DECOMPOSIÇÃO DA SERAPILHEIRA

SUBMERSA NA SERRA DA FUMAÇA, PINDOBAÇU, BAHIA

Autores: Lucas Barbosa Conceição; Marcos Fábio Oliveira Marques; Luís Fernando Pascholati Gusmão;

95

LIQUENS DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO: UMA RIQUEZA RECÉM DESCOBERTA

Autores: Lidiane Alves dos Santos; Cléverton de Oliveira Mendonça; Thamires Almeida Pereira; André Aptroot;

Robert Lücking; Marcela Eugenia da Silva Cáceres;

96

SEIS NOVAS ESPÉCIES DA FAMÍLIA GRAPHIDACEAE (OSTROPALES, ASCOMYCOTA) DA ARIE

MATA DO CIPÓ, SERGIPE

Autores: Thamires Almeida Pereira; Lidiane Alves dos Santos; Paula Oliveira Passos; Valéria Maria dos Santos;

Robert Lücking; Marcela Eugenia da Silva Cáceres;

97

HYMENOCHAETACEAE IMAZEKI & TOKI DA RESERVA BIOLÓGICA DO JARU, RONDÔNIA

Autores: Lidiany Aparecida Scussel Ropelato; Naiélen Pires de Souza; Marcelo Martins Ferreira; Francisco Carlos da

Silva; Lidiane França da Silva; Allyne Christina Gomes-Silva;

98

POLYPORACEAE (BASIDIOMYCOTA) DA RESERVA BIOLÓGICA DO JARU, RONDÔNIA

Autores: Lidiany Aparecida Scussel Ropelato; Naiélen Pires de Souza; Marcelo Martins Ferreira; Francisco Carlos da

Silva; Lidiane França da Silva; Allyne Christina Gomes-Silva;

99

COMUNIDADE DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

NA CAATINGA, PETROLINA (PE)

Autores: Lilian Araújo Rodrigues; Adriana Mayumi Yano-Melo; Danielle Karla Alves da Silva;

100

DIVERSIDADE DE FUNGOS PORÓIDES (BASIDIOMYCOTA) EM CANUTAMA, AMAZONAS, BRASIL:

DADOS PRELIMINARES

Autores: Luiz Gustavo Ribeiro Pestana; Uéslei Marques de Oliveira; Alisson Martins Albino; Saara Neri Fialho;

Patrícia de Jesus de Souza; Allyne Christina Gomes Silva;

101

COMUNIDADE DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM MONOCULTIVO DE MANGA SOB

INFLUÊNCIA DE DIFERENTES DOSAGENS DE PACLOBUTRAZOL NO SEMIÁRIDO PERNAMBUCANO

Autores: Luiz Victor de Almeida Dantas; Danielle Karla Alves da Silva; Inácio Pascoal do Monte Junior; Welson Lima

Simões; Adriana Mayumi Yano-Melo,;

102

FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES (GLOMEROMYCOTA) ASSOCIADOS A PLANTAS

CARNÍVORAS EM ECOSSISTEMA AQUÁTICO: PRIMEIRO REGISTRO DE OCORRÊNCIA EM

LENTIBULARIACEAE (LAMIALES)

103

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24

TÍTULO / AUTORES PÁGINA

Autores: Mariana Bessa de Queiroz; Juliana Aparecida Souza Leroy; Khadija Jobim; Bruno Tomio Goto;

ESTIMATIVA FÚNGICA EM SOLOS DE ÁREA EM RECUPERAÇÃO DO SEMIÁRIDO

PERNAMBUCANO

Autores: Maiara Adriano da Silva; Joana D'Arc Alves Leitão; Victória Souza Alves; Virginia Medeiros de Siqueira;

104

MICROASCUS MACROSPORUS (G.F. ORR) M. SANDOVAL-DENIS, J. GENÉ & J. GUARRO EM

SYAGRUS CORONATA (MART.) BECC: PRIMEIRO REGISTRO PARA CIÊNCIA

Autores: Maiara Araújo Lima dos Santos; Nilo Gabriel Soares Fortes; Rebeca Leite Barbosa; Paloma Quirino Rocha;

Emanuela de Almeida Secunda; Nadja Santos Vitória;

105

PRIMEIRO REGISTRO DE JAVARIA SAMUELSII BOISE PARA O BIOMA CAATINGA, SERTÃO DA

BAHIA EM UM NOVO HOSPEDEIRO BOTÂNICO PARA CIÊNCIA

Autores: Maiara Araújo Lima dos Santos; Nilo Gabriel Soares Fortes; Rebeca Leite Barbosa; Paloma Quirino Rocha;

Emanuela de Almeida Secunda; Nadja Santos Vitória;

106

RIQUEZA RECÉM DESCOBERTA DE ESPÉCIES DE LIQUENS NA REGIÃO SEMIÁRIDA BRASILEIRA

Autores: Marcela Eugenia da Silva Cáceres; 107

ESTUDO ECOLÓGICO DE MUCOROMYCOTA EM DOIS BREJOS DE ALTITUDE DE PERNAMBUCO,

BRASIL

Autores: Maria Eduarda Farias Sena de Lima; Carlos Alberto Fragoso de Souza; Thalline Rafhaella Leite Cordeiro;

Ingrid Brandão Cavalcanti; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago; Luciana Melo Sartori Gurgel;

108

CLADOSPORIUM: GÊNERO DE FUNGO ENDOFÍTICO MAIS FREQUENTE EM PILOSOCEREUS

GOUNELLEI SUBSP. GOUNELLEI DE UMA ÁREA DE CAATINGA COM AGRICULTURA FAMILIAR

Autores: Maria Tamara de Caldas Felipe; Jadson Diogo Pereira Bezerra; Laura Mesquita Paiva;

109

OCORRÊNCIA DE CAMILLEA (XYLARIACEAE-ASCOMYCOTA) NO SUL DA BAHIA

Autores: Maryana Borges Pereira; Jadergudson Pereira; 110

REGISTRO DE PHYLLACHORA EFFIGURATA SOBRE FICUS SP. NO ESTADO NA BAHIA

Autores: Cristiano Santana da Silva; Maryana Borges Pereira,; Jadergudson Pereira; 111

FUNGOS INGOLDIANOS ASSOCIADOS A FOLHAS SUBMERSAS EM RIACHOS DE ERECHIM, RIO

GRANDE DO SUL - BRASIL

Autores: Mell Caroline Oliveira Amorim; Patrícia Oliveira Fiuza; Luís Fernando Pascholati Gusmão;

112

FUNGOS CONIDIAIS EM SUBSTRATOS SUBMERSOS NA SERRA DE SANTANA, SENHOR DO BONFIM,

BAHIA

Autores: MILENA CIRIBELE LOPES; Marcos Fabio Oliveira Marques;

113

FUNGOS CONIDIAIS EM FOLHEDO AÉREO E TERRESTRE NA SERRA DE SANTANA, SENHOR DO

BONFIM-BAHIA

Autores: Neiane Conceição da Cruz; Marcos Fábio Oliveira Marques;

114

BATISTA FORAY - CONHECENDO A ASCOMICOBIOTA DA MATA ATLÂNTICA DE PERNAMBUCO:

ASCOMICETOS LIGNOCELULOLÍTICOS DO JARDIM BOTÂNICO DO RECIFE

Autores: Nicole Helena de Brito Gondim; Daniel Barbosa Paula do Monte; Roger Fagner Ribeiro Melo;

115

SYAGRUS CORONATA (MART.) BECC.: NOVO HOSPEDEIRO BOTÂNICO PARA O FUNGO TERRIERA

PANDANI

Autores: Nilo Gabriel Soares Fortes; Maiara Araújo Lima dos Santos; Rebeca Leite Barbosa; Paloma Quirino Rocha;

Emanuela de Almeida Secunda; Nadja Santos Vitória,;

116

NEOLINOCARPON ATTALEAE (ASCOMYCOTA): NOVO REGISTRO DE DISTRIBUIÇÃO

GEOGRÁFICA PARA O BRASIL

Autores: Nilo Gabriel Soares Fortes; Maiara Araújo Lima dos Santos; Rebeca Leite Barbosa; Paloma Quirino Rocha;

Emanuela de Almeida Secunda; Nadja Santos Vitória,;

117

HIFOMICETOS AQUÁTICOS ASSOCIADOS A FOLHAS DE CALOPHYLLUM BRASILIENSE EM

RIACHOS DA BACIA DO RIO DE CONTAS, BA

Autores: Patrícia Oliveira Fiuza;

118

BOTRYOSPHAERIALES ASSOCIADOS A ACEROLEIRA E OUTRAS ESPÉCIES DE PLANTAS

COLETADAS PRÓXIMAS À POMARES COMERCIAIS NO BIOMA CAATINGA, NO NORDESTE

BRASILEIRO

Autores: Patrícia Gonçalves Castro Cabral; Alexandre Sandri Capucho; Alexandre Reis Machado; Flávio de França

Souza; Francine Hiromi Ishikawa; Olinto Liparini Pereira;

119

COMUNIDADES FÚNGICAS ASSOCIADAS AO TRATO DIGESTÓRIO DE LARVAS DE

STENOCHIRONOMUS (DIPTERA:CHIRONOMIDAE) EM RIACHOS TROPICAIS

Autores: Paula Benevides de Morais; Ruth Leila Ferreira Kepler; Gizelle Amora Gusmão; Neusa Hamada;

120

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25

TÍTULO / AUTORES PÁGINA

POPULAÇÕES FÚNGICAS ASSOCIADAS AO TRATO DIGESTÓRIO DE INSETOS AQUÁTICOS EM

RIACHOS NO CERRADO

Autores: Paula Benevides de Morais;

121

LIQUENS DO REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE MATA DO JUNCO, O SEGUNDO MAIOR

REMANESCENTE DE MATA ATLÂNTICA DO ESTADO DE SERGIPE

Autores: Paula Makele Santana dos Santos; Dannyelly Santos Andrade; André Aptroot; Robert Lücking; Marcela

Eugenia da Silva Cáceres;

122

PHYLOGENETIC ANALYSIS OF THE EUKARYOTIC INITIATION FACTOR 2 ALPHA (EIF2?) KINASES

USING MAXIMUM-LIKELIHOOD METHOD.

Autores: Cláudia Barbosa Assunção; Vanessa Cristina Silva Vieira; Amanda Sanchez Machado; Fernando Rodrigues;

Rachel Basques Caligiorne;

123

MYCENASTRUM CATIMBAUENSE (AGARICALES, BASIDIOMYCOTA), UMA NOVA ESPÉCIE DE

"PUFFBALL" PARA SEMIÁRIDO BRASILEIRO

Autores: Rafaela Araújo Ferreira Gurgel; Gislaine Cristina de Souza Melanda; Renato Juciano Ferreira; Dônis Silva

Alfredo; Iuri Goulart Baseia;

124

NOVOS DADOS DE DISTRIBUIÇÃO DE MYCOMICROTHELIA SP. PARA A BAHIA

Autores: Rebeca Leite Barbosa; Paloma Quirino Rocha; Emanuela de Almeida Secunda; Maiara Araújo Lima dos

Santos; Nilo Gabriel Soares Fortes; Nadja Santos Vitória;

125

REVISÃO DAS ESPÉCIES CORTICIOIDES DE LACHNOCLADIACEAE (RUSSULALES,

BASIDIOMYCOTA) DEPOSITADAS NO HERBÁRIO URM

Autores: Egryson Souza Pereira; Renata dos Santos Chikowski; Tatiana Baptista Gibertoni;

126

EXPANSION OF KNOWLEDGE OF THE GEOGRAPHICAL DISTRIBUTION OF, DACRYMYCETALES:

DACRYMYCETES IN BRAZIL

Autores: Renato Lúcio Mendes Alvarenga; Tatiana Baptista Gibertoni;

127

ISOLAMENTO DE MICRO-ORGANISMOS ANEMÓFILOS EM LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA DO

CENTRO DE BIOCIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Autores: Rhaldney Felipe de Santana; Gleicy Kelly de Araújo Gonçalves; Júlio César Barbosa Veríssimo; Haggy

Rodrigues dos Anjos; Gabriella Teixeira de Albuquerque; Cristina Maria de Souza-Motta;

128

TÍTULO TEM PONTO FINAL? DICAS PARA MELHORAR NOSSA REDAÇÃO CIENTÍFICA

Autores: Roger Fagner Ribeiro Melo; 129

FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES E NEMATOIDES NA RIZOSFERA DE CANAFÍSTULA

(SENNA SPECTABILIS) EM INSELBERG, SERRA DA SANTA NO MUNICÍPIO DE PETROLINA.

Autores: Rosimeire Morais cardeal Simão; Charle Jean Alves da Silva; Kallia Pereira dos Santos; Marcos Paulo

Campos; Danielle Karla Alves da Silva; Maryluce Albuquerque da Silva Campos;

130

NOVAS OCORRÊNCIAS DE FUNGOS GASTEROIDES PARA O ESTADO DA BAHIA

Autores: Ruane Vasconcelos Bento de Araújo; Iris Shalon Farias Carneiro; Maria Lua Vinhaes Dantas Costa; Rafael

Rabello Fermiano; Bianca Denise Barbosa da Silva;

131

POLYPORALES (BASIDYOMYCOTA) NO MUNICÍPIO DE ALTO PARAÍSO, RÔNDONIA, BRASIL

Autores: Saara Neri Fialho; Alisson Martins Albino; Uéslei Marques de Oliveira; Luiz Gustavo Ribeiro Pestana;

Patrícia de Jesus de Souza; Allyne Christina Gomes-Silva;

132

ADIÇÕES AO CONHECIMENTO SOBRE MACROFUNGOS DA FLORESTA NACIONAL DO JAMARI EM

ITAPUÃ DO OESTE, RONDÔNIA

Autores: Samuel Oliveira Almeida; Allyne Christina Gomes-Silva;

133

EXPLORANDO NOVOS HABITATS: DIVERSIDADE DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES

(GLOMEROMYCOTA) EM ECOSSISTEMA AQUÁTICO LÓTICO NEOTROPICAL

Autores: Stephania Ruth Basilio Silva Gomes; Juliana Aparecida Souza Leroy; Ana Larissa Dantas Barbosa; Bruno

Tomio Goto;

134

POPULAÇÕES FÚNGICAS ASSOCIADAS AO TRATO DIGESTÓRIO DE INSETOS AQUÁTICOS

FRAGMENTADORES DO GÊNERO PHYLLOICUS (TRICHOPTERA: CALAMOCERATIDAE) EM

RIACHOS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

Autores: Taides Tavares dos Santos; Jessica Barros Aguiar Silva; Paula Benevides de Morais;

135

ISOLAMENTO DE FUNGOS ENDOFÍTICOS DE FOLHAS DE SCHINUS TEREBINTHIFOLIUS E

TAMARINDUS INDICA NA BAHIA

Autores: Zozilene Nascimento Santos Teles; Verônica Ribeiro Viana; Vanessa Ferreira de Jesus; Leonardo de Oliveira

Barbosa; Thaís Emanuelle Feijó de Lima; Ana Cristina Fermino Soares;

136

FUNGOS ENDOFÍTICOS ISOLADOS DE FOLHAS DE PERESKIA ACULEATA (ORA-PRO-NÓBIS) NA 137

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TÍTULO / AUTORES PÁGINA

BAHIA

Autores: Zozilene Nascimento Santos Teles; Verônica Ribeiro Viana; Vanessa Ferreira de Jesus; Josilda Cavalcante

Amorim Damasceno; Thaís Emanuelle Feijó de Lima; Ana Cristina Fermino Soares;

COMUNIDADE DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM CULTIVO DE MELÃO

SUBMETIDO À DIFERENTES LÂMINAS DE IRRIGAÇÃO E APLICAÇÃO DE BIOESTIMULANTE

Autores: Tamires Dália Ferreira da Silva; Danielle Karla Alves da Silva; Welson Lima Simões; Adriana Mayumi

Yano-Melo;

138

BACKUSELLA SP. NOV. (MUCORALES, MUCOROMYCOTA) ISOLADA DE SOLOS DE BREJOS DE

ALTITUDE EM PERNAMBUCO, BRASIL

Autores: Thalline Rafhaella Leite Cordeiro; Carlos Alberto Fragoso de Souza; Diogo Xavier de Lima; Catarina Leticia

Ferreira de Lima; Rafael José Vilela de Oliveira; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago;

139

DIVERSIDADE DE MUCOROMYCOTA EM SOLO DE BREJOS DE ALTITUDE DE PERNAMBUCO,

BRASIL

Autores: Thalline Rafhaella Leite Cordeiro; Carlos Alberto Fragoso de Souza; Maria Eduarda Farias Sena de Lima;

Ana Lúcia Sabino de Melo Alves; Ingrid Brandão Cavalcanti; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago;

140

DIAPORTHE INCONSPICUA R.R. GOMES, C. GLIENKE & CROUS COMO ESPÉCIE ENDOFÍTICA

MAIS FREQUENTE EM CATINGUEIRA (POINCIANELLA PYRAMIDALIS (TUL.) L.P. QUEIROZ)

Autores: Thays Gabrielle Lins de Oliveira; Greicilene Maria Rodrigues Albuquerque; Cristina Maria de Souza-Motta;

Jadson Diogo Pereira Bezerra; Oliane Maria Correia Magalhães;

141

AURICULARIACEAE (BASIDIOMYCOTA) NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

Autores: Uéslei Marques de Oliveira; Luiz Gustavo Ribeiro Pestana; Saara Neri Fialho; Alisson Martins Albino;

Patrícia de Jesus de Souza; Allyne Christina Gomes-Silva;

142

QUANTIFICAÇÃO DE FUNGOS TOTAIS E EXTREMÓFILOS DE SOLO EM ÁREA PRESERVADA DO

PARQUE ESTADUAL MATA DA PIMENTEIRA, SERRA TALHADA-PE

Autores: Victória Souza Alves; Maiara Adriano da Silva; Joana D?Arc Alves Leitão; Virginia Medeiros de Siqueira;

143

FUNGOS CONIDIAIS DECOMPOSITORES DE FOLHEDO EM ÁREAS DE MATA ATLÂNTICA DA ILHA

DE ITAMARACÁ

Autores: Wanderson Luiz Tavares; Elaine Malosso;

144

MICROBIOTA FÚNGICA DA MUCOSA ORAL DE AMEIVULA OCELLIFERA (SQUAMATA: TEIIDAE) E

NOTHOBACHIA ABLEPHARA (SQUAMATA: GYMNOPHTHALMIDAE) DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

Autores: Antonio Carlos Santos Ferreira; Adnailma dos Santos Limoeiro; Diego César Nunes da Silva; Jadson Diogo

Pereira Bezerra; Leonardo Barros Ribeiro; Virgínia Michelle Svedese;

145

DIVERSIDADE DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES (FMA) NA RIZOSFERA DE

CANAFÍSTULA (SENNA SPECTABILIS) EM INSELBERG, NA SERRA DA SANTA, PETROLINA-PE

Autores: Charle Jean Alves da Silva; Kallia Pereira dos Santos; Rosimeire Morais Cardeal Simão; Marcos Paulo

Campos; Danielle Karla Alves da Silva; Maryluce Albuquerque da Silva Campos;

146

LEVANTAMENTO DE ESPÉCIES DE HIFOMICETOS AQUÁTICOS EM RIACHOS SITUADOS ESTADO

DO PARANÁ

Autores: LAISA TICIANE BRITO DOS SANTOS; ADRIANA OLIVEIRA MEDEIROS;

147

EXPANDINDO A MICOBIOTA DO RIO GRANDE DO NORTE: NOVO REGISTRO DE CYATHUS

STERCOREUS PARA A CAATINGA

Autores: Rhudson Henrique Santos Ferreira da Cruz; Renan de Lima Oliveira; Iuri Goulart Baseia;

148

MONITORAMENTO TECNOLÓGICO DE PRODUTOS E PROCESSOS PARA ATENDER NECESSIDADES

HUMANAS CONTENDO ENZIMAS QUERATINOLÍTICAS OBTIDAS DE FUNGOS

Autores: Ana Karoline de Lima Pereira; Marilia Ribeiro Sales Cadena;

149

MEIOS DE CULTURA ALTERNATIVOS PARA PRODUÇÃO DE BIOMASSA DE PLEUROTUS ERYNGII.

Autores: Cleudiane Pereira de Andrade; Kelly Soares Menezes; Thayane Felícia da Silva; Larissa de Paiva Silva;

Larissa de Souza Kirsch;

150

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE PROTEOLÍTICA DE FUNGOS ENDOFÍTICOS ISOLADOS DE POLYSCIAS

FRUTICOSA (L.) HARMS.

Autores: Cleudiane Pereira de Andrade; Itamara Lima da Silva; Larissa de Paiva Silva; Larissa de Souza Kirsch;

151

EFICÁCIA DE PRODUTOS ALTERNATIVOS NO CONTROLE IN VITRO DO THIELAVIOPSIS

ETHACETHICA

Autores: Caroline Maria Teodoro Loura Macedo; Daniela Dambrós Amaral; Barbara Marchesini Malta; Elizabeth

Rodrigues Alexandre; Edilaine Alves de Melo; Sônia Maria Alves de Oliveira;

152

CONTROLE DE FUNGOS EM CULTURA DE TECIDOS COM ESTERILIZAÇÃO QUÍMICA E TÉRMICA 153

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TÍTULO / AUTORES PÁGINA

Autores: Cinthia Carolinne de Souza Ferreira; Joselita Cardoso de Souza; Cristiane Domingos da Paz; Pedro Alves

Ferreira Filho; Brenda Lima Ribeiro; Kalline Mendes Ferreira;

DETECÇÃO DA EXPRESSÃO DA ENZIMA MANGANÊS PEROXIDASE EM TRAMETES VILLOSA (SW.)

KREISEL

Autores: Cleidineia Souza de Santana; Dalila Souza Santos Ferreira; Raquel Guimarães Benevides;

154

CLONAGEM DA QUITINA SINTASE DO FUNGO MONILIOPHTHORA PERNICIOSA EM VETOR DE

EXPRESSÃO

Autores: Edjane Bastos Ferreira; Catiane do Sacramento Souza; Raquel Guimarães Benevides;

155

ESTUDO PRELIMINAR SOBRE O PERFIL DE PRODUÇÃO DE CELULASE (FPASE) DURANTE UM

PROCESSO DE COMPOSTAGEM

Autores: Jaqueline Siqueira Nunes; Renato França De Araújo Delgado; Caio de Azevedo Lima; Simone Aparecida da

Silva Lins; Adriana de Fátima Meira Vital; Glauciane Danusa Coelho;

156

EFECTO INHIBITORIO DE EXTRACTOS DE SIDA ACUTA, SALVIA OFFICINALIS, ALOE VERA

SOBRE CANDIDA ALBICANS, MALASSEZIA FURFUR, DERMATOFITOS Y STAPHYLCOCCUS

AUREUS

Autores: Gladys Paz Moreno; Diana Katherine Salazar Sanchez; Jennifer Hurtado Leiton; Gloria Patricia González

Caicedo;

157

POTENCIAL ANTIBACTERIANO DE PENICILLIUM SP. ISOLADO DE HEMIDACTYLUS MABOUIA

(SQUAMATA: GEKKONIDAE)

Autores: Glícia Silva de Moraes; Antonio Carlos Santos Ferreira; Adnailma dos Santos Limoeiro; Carlos Henrique

Araújo Dias; Virgínia Michelle Svedese;

158

LEVEDURAS COMO FONTE ALTERNATIVA DE ENERGIA

Autores: Helinando Pequeno de Oliveira; 159

OTIMIZAÇÃO DE BIOMASSA DE TALAROMYCES SP. ISOLADO COMO ENDÓFITO DA CAATINGA

PARA PRODUÇÃO DA ENZIMA ANTICANCERÍGENA L-ASPARAGINASE

Autores: Gianne Rizzuto Araújo Magalhães; Jadson Diogo Pereira Bezerra; Karla Torres Lins de Sousa Freire; Laura

Mesquita Paiva; Cristina Maria de Souza-Motta; Keila Aparecida Moreira;

160

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE DA L-ASPARAGINASE POR ESPÉCIES DE PENICILLIUM ISOLADOS DE

TILLANDSIA CATIMBAUENSIS DE ÁREA DE CAATINGA

Autores: Leticia Francisca da Silva; Jadson Diogo Pereira Bezerra; Karla Torres Lins de Sousa Freire; Gianne Rizzuto

Araújo Magalhães; Laura Mesquita Paiva; Cristina Maria de Souza-Motta;

161

CARACTERIZAÇÃO ENZIMÁTICA E MICOTOXIGÊNICA DE FUNGOS ESTOCADOS NA COLEÇÃO DE

CULTURAS DA MICOTECA URM

Autores: Joenny Maria da Silveira de Lima; Marcela Vanessa Dias da Costa; Ana Cristina Regis de Barros Correia;

Débora de Souza Pereira Silva; Cristina Maria de Souza-Motta;

162

PRODUÇÃO DE TANASE POR ESPÉCIES DE PENICILLIUM EM FERMENTAÇÃO EM ESTADO

SÓLIDO

Autores: Julyanna Fonseca Cordoville; Joenny Maria da Silveira de Lima; Cristina Maria de Souza-Motta;

163

POTENCIAL BIOATIVO DE EXTRATOS PBS EM TRÊS ESPÉCIES DE GEASTRUM PERS.

(BASIDIOMYCOTA) ENCONTRADOS NA MATA ATLÂNTICA

Autores: Julimar Freire de Freitas Neto; Geovanna Maria de Medeiros Moura; Antônio Moreira Marques Neto; Iuri

Goulart Baseia;

164

BIOSÍNTESE EXTRACELULAR DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA MEDIADA POR ASPERGILLUS

Autores: Ageu Pereira Filizola do Nascimento; Larissa de Paiva Silva; Dib Mady Diniz Gomes; Taciana de Amorim

Silva; Maria Francisca Simas Teixeira;

165

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE PROTEOLÍTICA DE ESPÉCIES DE PENICILLIUM

Autores: Ana Kezia Pimentel de Brito; Laynah Pimenta; Larissa de Paiva Silva; Maria Francisca Simas Teixeira;

Larissa Kirsch;

166

PRODUÇÃO DE BIOMASSA MICELIAL E EXOPOLISSACARÍDEOS DE COGUMELOS COMESTÍVEIS

Autores: Laynah Pimenta; Ana Kezia Pimentel de Brito; Larissa de Paiva Silva; Maria Francisca Simas Teixeira;

Larissa de Souza Kirsch;

167

O USO DE METHARIZIUM ANISOPLIAE (METSCHNIKOFF) SOROKIN, NO CONTROLE BIOLÓGICO

DE CUPINS URBANOS DA ESPÉCIE NASUTITERMES CORNIGER (MOTSCHULSKY)

Autores: Leonardo Firmino da Silva; Érica Caldas Silva de Oliveira; Valéria Veras Ribeiro; Daniella Gomes Soares;

Daiana Costa Pereira; Mayara Tavares;

168

O USO DE BEAUVERIA BASSIANA (BALS.-CRIV.) VULL. NO CONTROLE BIOLÓGICO DE CUPINS 169

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TÍTULO / AUTORES PÁGINA

URBANOS DA ESPÉCIE NASUTITERMES CORNIGER (MOTSCHULSKY)

Autores: Leonardo Firmino da Silva; Érica Caldas Silva de Oliveira; Valéria Veras Ribeiro; Daniella Gomes Soares;

Daiana Costa Pereira; Mayara Tavares;

ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE FUNGOS ENDOFÍTICOS ISOLADOS DE EUPHORBIA

TIRUCALLI L. ENCONTRADAS NO SEMIÁRIDO DO NORDESTE BRASILEIRO

Autores: Luana Kelly Carvalho da Silva; Lívio Carvalho de Figueirêdo; Daniela Rayane da Silva Morais; Francisca de

Chagas da Silva Paula Neta; Pablo Igor Lima Vieira; Isabel Cabral de Medeiros;

170

CARACTERIZAÇÃO PARCIAL DE PROTEASE DE COMPÓSITO A BASE DE LENTINUS CITRINUS E

TUBÉRCULO AMAZÔNICO

Autores: Luciana dos Santos Ipiranga Rodrigues; Larissa de Paiva Silva; Ana Rita Gaia Machado; Maria Francisca

Simas Teixeira;

171

POTENCIAL AFLATOXIGÊNICO DE LINHAGENS DE ASPERGILLUS

Autores: Dib Mady Diniz Gomes; Larissa de Paiva Silva; Diego Ximendes da Silva; Elliza Emily Perrone Barbosa;

Heitor Smyth Maricaua Lira; Maria Francisca Simas Teixeira;

172

AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE AMILASE EM FUNGOS ENDÓFITOS ISOLADOS DE AVELÓS

(EUPHORBIA TIRUCALLI L.)

Autores: Daniela Rayane da Silva Morais; Lívio Carvalho de Figueirêdo; Luana Kelly Carvalho da Silva; Pablo Igor

Lima Vieira; Lara Raquel Cunha; Isabel Cabral de Medeiros;

173

TESTE DE ATIVIDADE ENZIMÁTICA DE PROTEASE DE FUNGOS ENDOFÍTICOS DE EUPHORBIA

TIRUCALLI L.

Autores: Lara Raquel Cunha; Francisca das Chagas da Silva Paula Neta; Lívio Carvalho de Figueirêdo; Luana Kelly

Carvalho da Silva; Pablo Igor Lima Vieira; Daniela Rayane da Silva Morais;

174

EFEITO DA INOCULAÇÃO COM FMA NO CARBONO DA BIOMASSA MICROBIANA EM CULTIVO DE

FEIJÃO-CAUPI

Autores: Marco Aurélio Gabriel da Silva; Ingrid Alexssandra Neris Lino; Indra Elena Costa Escobar; Leonor Costa

Maia; Adriana Mayumi Yano Melo;

175

ASSOCIAÇÕES MICORRÍZICAS EM ORQUÍDEAS NEOTROPICAIS: BIODIVERSIDADE E APLICAÇÃO

Autores: Maria Catarina Megumi Kasuya; 176

SELEÇÃO DE CULTURAS DE PENICILLIUM DA MICOTECA URM QUANTO A PRODUÇÃO DA

ENZIMA ANTICANCERÍGENA L-ASPARAGINASE

Autores: Marcela Vanessa Dias da Costa; Joenny Maria Silveira de Lima; Alexandre Henrique Bispo Silva; Vitória

Ferreira de Siqueira; Cinthya Arruda de Lima; Cristina Maria Souza Motta;

177

POTENCIAL ENZIMÁTICO DE TRITHIRACHIUM ORYZAE QUANTO À PRODUÇÃO DE LIPASES

Autores: Marcela Vanessa Dias da Costa,,,; Jadson Diogo Pereira Bezerra; Joenny Maria Silveira de Lima; Cristina

Maria de Souza Motta;

178

PICHIA KUDRIAVZEVII SD5: LEVEDURA TERMOTOLERANTE COM CAPACIDADE DE

DEGRADAÇÃO DO AZOCORANTE PRETO REATIVO 5

Autores: Elina Isaque Delane; Norma Suely Evangelista Barreto; Marcia Luciana Cazetta;

179

AVALIAÇÃO PRELIMINAR DO POTENCIAL DE FUNGOS FILAMENTOSOS NA DEGRADAÇÃO DE

ÓLEO VEGETAL

Autores: Marina Tito Pereira Rocha; Olga Souza Abel Moura; Carlos Henrique Araujo Dias; Marlos Gomes Martins;

180

EFEITOS DOS GRADIENTES DE CAMPO MAGNÉTICO EM SACCHAROMYCES CEREVISIAE

Autores: Milena Oliveira Kalile; Raquel Guimarães Benevides; Mirco Ragni; 181

TESTE DE ATIVIDADE DE LIPASE DE FUNGOS ENDOFÍTICOS DE EUPHORBIA TIRUCALLI L.

Autores: Pablo Igor Lima Vieira; Luana Kelly Carvalho da Silva; Lívio Carvalho de Figueirêdo; Francisca das Chagas

da Silva Paula Neta; Lara Raquel Cunha de Souza; Daniela Rayane da Silva Morais;

182

ESTUDO DA PRODUÇÃO DE GLUCOAMILASE A PARTIR DO FARELO DE ARROZ EM CULTIVO

SUBMERSO DE MONASCUS RUBER CCT 3802

Autores: Priscilla dos Santos de Oliveira; Denise Estevez Moritz;

183

DETECÇÃO DE QUITINASES EM MONILIOPHTHORA PERNICIOSA (STAHEL) AIME & PHILLIPS-

MORA

Autores: Raquel Aguiar Da Silva; Raquel Benevides Guimarães; Sandra Aparecida Assis;

184

OTIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE COMPOSTOS ANTIBACTERIANOS DE FUNGOS ENDOFÍTICOS

Autores: Ruth Terezinha Rodrigues; Isnaelia Gonçalves Leite; Gabryelly Miranda de Lima; Ariane Susan Santos

Freires; Márcia Marília de Souza Silva; Virgínia Medeiros de Siqueira;

185

IMOBILIZAÇÃO DE ENZIMAS FÚNGICAS PARA USO COMO BIOCATALISADORES 186

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TÍTULO / AUTORES PÁGINA

Autores: Sabrina Feliciano Oliveira;

PATOGENICIDADE DE METARHIZIUM ANISOPLIAE E SUA ASSOCIAÇÃO COM EXTRATO DE

JUAZEIRO PARA O CONTROLE DA MOSCA DAS FRUTAS (CERATITIS CAPITATA)

Autores: Samara Castro Fonseca; Virgínia Michelle Svedese;

187

DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE PROTEOLÍTICA DE FUNGOS FILAMENTOSOS ISOLADOS DE

POLPAS DE FRUTA COMERCIALIZADAS EM PETROLINA-PE

Autores: Suzane Gomes de Assis; Lucas Tadeu da Silva Neves; Maryluce Albuquerque da Silva,; Mariane Louise

Marinho Mendes,; Ricardo Kenji Shiosaki,,;

188

DESCOLORAÇÃO DE CORANTE ÍNDIGO CARMIM POR FUNGOS FILAMENTOSOS ISOLADOS DE

ÁGUA MINERAL

Autores: Diana Duarte de Lira; Augusto Ferraz da Silva Rosa; Valéria Ferreira da Silva; Erik Jonne Vieira de Melo;

Patrícia Barbosa Rodrigues Silva; Norma Buarque de Gusmão;

189

DESCOLORAÇÃO DE CORANTE ÍNDIGO CARMIM POR FUNGOS FILAMENTOSOS ISOLADOS DO

SOLO DE MATA ATLÂNTICA DE PERNAMBUCO

Autores: Valéria Ferreira da Silva; Diana Duarte de Lira; Augusto Ferraz da Silva Rosa; Erik Jonne Vieira de Melo;

Leonor Alves de Oliveira Silva; Tatiana Baptista Gibertoni;

190

PROTEÍNAS DO SOLO RELACIONADAS À GLOMALINA AO LONGO DE GRADIENTE

VEGETACIONAL DE CERRADO

Autores: Vilma Maria dos Santos; Sandra Mara Barbosa Rocha; Nilza da Silva Carvalho; Ingrid Silva Setubal; Danielle

Karla Alves da Silva; Ademir Sérgio Ferreira de Araújo;

191

ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE EXTRATOS ORGÂNICOS DE FUNGO ENDOFÍTICO ISOLADO DE

HUMIRIANTHERA AMPLA

Autores: Vitória Shiévila dos Santos Gonçalves; Raissa Mariane de Souza Ribeiro; Reinan Nascimento Barbosa;

Akenaton Onassis Cardoso Viana Gomes; Natália Nogueira Saraiva; Maria da Conceição Ferreira de Oliveira;

192

ANTAGONISMO DE LINHAGENS DE SACCHAROMYCES CEREVISIAE FRENTE À PSEUDOMONAS

AERUGINOSA.

Autores: Leonardo Matheus Pereira Aguiar; Viviane Maia da Silva; Suzana Ferreira Magalhães Gadéa; Hélio Mitoshi

Kamida;

193

CONTROLE ALTERNATIVO DO MOFO PRETO DO CAJUEIRO EM ÁREA DE TRANSIÇÃO

AGROECOLÓGICA

Autores: Amanda Lucia Alves; Luis Felipe Barbosa da Silva; João Paulo dos Santos de Carvalho; Patricia Vieira

Tiago;

194

EFEITO DO ÓLEO ESSENCIAL DE SCHINOPSIS BRASILIENSIS (ANACARDIACEAE) SOBRE O

CRESCIMENTO MICELIAL DE COLLETOTRICHUM GLOEOSPORIOIDES

Autores: Ceres Suely Campos Sena; Alyne de Oliveira Amorim; Virton Rodrigo Targino de Oliveira; Jéssica Nayara

Costa e Silva; Francisco Fábio Mesquita Oliveira; Ramiro Gustavo Valera Camacho;

195

ATIVIDADE PROTEOLÍTICA DE FUNGOS FITOPATOGÊNICOS AO FEIJOEIRO

Autores: Amanda Cupertino de Queiroz Brito; Maria Eduarda Francine Souza de Lima; Juliana Ferreira de Mello;

Thayza Karine de Oliveira Ribeiro; Antonio Félix da Costa; Luciana Gonçalves de Oliveira;

196

ATIVIDADE FUNGITÓXICA DE EXTRATOS VEGETAIS SOBRE FUNGOS FITOPATOGÊNICOS AO

FEIJOEIRO-COMUM

Autores: Amanda Cupertino de Queiroz Brito; Juliana Ferreira de Mello; Thayza Karine de Oliveira Ribeiro;

Emmanuelle Rodrigues Araújo; Antonio Félix da Costa; Luciana Gonçalves de Oliveira;

197

RELATO DE OCORRÊNCIA DE "CARVÃO DO MILHO" (USTILAGO MAYDIS) NO SERTÃO

PERNAMBUCANO

Autores: Amanda Vieira de Barros; Airton de Lima Gomes; Virgínia Medeiros de Siqueira;

198

PARASITISMO DE CORDYCEPS SP. (ASCOMYCOTA: HYPOCREALES) EM ABELHA

Autores: Vanessa Lopes Lira; Ana Carla da Silva Santos; Deyse Viana dos Santos; Romero Marinho de Moura; 199

ISOLADOS DE FUSARIUM ASSOCIADOS A LESÕES DE PUCCINIA PSIDII EM JAMBO-DO-PARÁ

(SYZYGIUM MALACCENSE)

Autores: Ana Carla da Silva Santos; Vanessa Lopes Lira; Patricia Vieira Tiago; Neiva Tinti de Oliveira; Romero

Marinho de Moura;

200

ANTAGONISMO DE ISOLADOS DE TRICHODERMA SPP. SOBRE PATÓGENO DO FEIJOEIRO

COMUM

Autores: Ana Cláudia Tenório do Amaral; Anderlechi Barbosa da Silva; Patrícia Vieira Tiago; Neiva Tinti de Oliveira;

201

AVALIAÇÃO DO ANTAGONISMO IN VITRO DE ISOLADOS DE TRICHODERMA SPP. CONTRA 202

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TÍTULO / AUTORES PÁGINA

SCLEROTINIA SCLEROTIORUM (LIB.) DE BARY

Autores: Ana Cláudia Tenório do Amaral; Anderlechi Barbosa da Silva; Rafael Leão Soares de Oliveira; Antônio Félix

da Costa; Patrícia Vieira Tiago; Neiva Tinti de Oliveira;

COMBINAÇÃO DE EXTRATOS DE PAU-BRASIL A ISOLADOS DO COMPLEXO DE ESPÉCIES

FUSARIUM INCARNATUM-EQUISETI NO CONTROLE DE DACTYLOPIUS OPUNTIAE

Autores: Athaline Gonçalves Diniz; Ana Carla da Silva Santos; Rafael Leão Soares de Oliveira; Antonio Félix da

Costa; Mariele Porto Carneiro Leão; Patrícia Vieira Tiago;

203

PATOGENICIDADE DE ISOLADOS DO COMPLEXO DE ESPÉCIES FUSARIUM INCARNATUM-

EQUISETI E ISARIA SP. NO CONTROLE DA MOSCA-NEGRA-DOS-CITROS

Autores: Athaline Gonçalves Diniz; Ana Carla da Silva Santos; Patricia Vieira Tiago;

204

EFEITO DE ÓLEOS ESSENCIAIS NO CONTROLE IN VITRO DE ASPERGILLUS NIGER

Autores: Camila de Oliveira Almeida; Monaliza Marques Morais; Marcia Ferreira Queiroz; Jéssica Bezerra de Souza;

Ana Rosa Peixoto; Karol Alves Barroso;

205

CONTROLE DE FUNGOS NO CULTIVO IN VITRO DE GÉRBERA HIBRIDA CV. ESSANDRE COM

HIPOCLORITO DE SÓDIO

Autores: Cinthia Carolinne de Souza Ferreira; Joselita Cardoso de Souza; Cristiane Domingos da Paz; Pedro Alves

Ferreira Filho; Brenda Lima Ribeiro; Anderson Rodrigues dos Santos;

206

ASSINALAMENTO DE TRÊS FERRUGENS EM PLANTAS SILVESTRES NO ESTADO DE PERNAMBUCO

Autores: Vanessa Lopes Lira; Deyse Viana dos Santos; Romero Marinho de Moura; 207

AÇÃO DO FUNGO PREDADOR ARTHROBOTRYS SP. SOBRE PRATYLENCHUS COFFEAE

Autores: Deyse Viana dos Santos; Romero Marinho de Moura; Vanessa Lopes Lira; 208

EVALUACIÓN IN VITRO DE HONGOS SOLUBILIZADORES DE ROCA FOSFÓRICA EN PRESENCIA DE

SUELOS CON MINERALOGÍAS CONTRASTANTES

Autores: Dorcas Zúñiga Silgado; Nelson Walter Osorio Vega;

209

ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE EXTRATO DE ANGICO NO CONTROLE DE SCLEROTIUM ROLFSII

NA CULTURA DO FEIJÃO COMUM

Autores: Emmanuelle Rodrigues Araújo; Luciana Gonçalves de Oliveira; Nayara de Araújo Lopes Ferreira; Shuelen

Maria Menezes Silva; Amanda Cupertino de Queiroz Brito; Antonio Félix da Costa;

210

EXTRATO DE ANADENANTHERA COLUBRINA VAR. CEBIL NO CONTROLE DE FUSARIUM

OXYSPORUM F. SP. TRACHEIPHILUM NA CULTURA DO FEIJÃO-CAUPI

Autores: Emmanuelle Rodrigues Araújo; Luciana Gonçalves de Oliveira; Mariele Porto Carneiro Leão; Juliana Ferreira

de Mello; Thayza Karine de Oliveira Ribeiro; Antonio Félix da Costa;

211

OS OOMYCOTAS QUE AFETAM CULTURAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO

Autores: Edna Dora Martins Newman Luz; 212

O USO DE FITOEXTRATOS PARA CONTROLE DE ASPERGILLUS FLAVUS

Autores: Emily Araújo Porto; Priscila Mendes; Monica Mattos dos Santos; 213

CARACTERIZAÇÃO DA MICOBIOTA DE AMOSTRAS DE RAÇÕES COMERCIALIZADAS A GRANEL

Autores: Flávia Roberta Pereira Abbude Carvalho; Emily Araújo Porto; Priscila Fernandes Mendes; Monica Mattos

dos Santos;

214

CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E DE CRESCIMENTO DO FUNGO MACROPHOMINA

PHASEOLINA EM DIFERENTES MEIOS DE CULTURA

Autores: Erik Micael da Silva Souza; Francine Hiromi Ishikawa; Yanna Vallesca Oliveira de Sá; Alexandre Sandri

Capucho; Jerônimo Constantino Borel;

215

MÉTODOS DE INOCULAÇÃO DE MACROPHOMINA PHASEOLINA EM LINHAGENS DE FEIJÃO

CAUPI (VIGNA UNGUICULATA)

Autores: Erik Micael da Silva Souza; Francine Hiromi Ishikawa; Yanna Vallesca Oliveira de Sá; Alexandre Sandri

Capucho; Jerônimo Constantino Borel;

216

PROPÁGULOS INFECTIVOS DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM ÁREA COM

DIFERENTES MANEJOS DE COBERTURA VEGETAL

Autores: Esther Novic Silva; Danielle Karla Alves da Silva; Adriana Mayumi Yano-Melo;

217

AVALIAÇÃO DO ÓLEO ESSENCIAL DE EUGENIA BREJOENSIS COMO ALTERNATIVA NO

CONTROLE DO FUNGO FITOPATOGÊNICO MACROPHOMINA PHASEOLINA

Autores: Fabíola Gomes da Silva; Albérico Real do Espírito Santo Filho; Ana Paula Sant'anna Silva; Márcia Vanusa da

Silva; Antonio Félix da Costa; Vera Lúcia de Menezes Lima;

218

MICOTOXICOSES EM EQUINOS E O USO DE LEVEDURA (SACCHAROMYCES CEREVISIAE) COMO

ADITIVO ANTIMICOTOXINA. 219

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31

TÍTULO / AUTORES PÁGINA

Autores: Fernanda Melo Pereira Taran;

INOCULAÇÃO DE MELANCIA USANDO ESPOROS E CLAMIDÓSPOROS DE FUSARIUM OXYSPORUM

F. SP. NIVEUM

Autores: Antonio Elton Silva Costa; Fábio Sanchez da Cunha; Kecia Mayara Galvão de Araújo; Alexandre Sandri

Capucho; Francine Hiromi Ishikawa;

220

CARACTERIZAÇÃO DA AGRESSIVIDADE DE ISOLADOS DE RHIZOCTONIA SOLANI

PROVENIENTES DE MELANCIA

Autores: Fábio Sanchez da Cunha; Antonio Elton da Silva Costa; Kecia Mayara Galvão de Araújo; Alexandre Sandri

Capucho; Francine Hiromi Ishikawa;

221

ESTUDOS SOBRE LEVEDURAS SACCHAROMYCES CEREVISIAE EM UVAS E VINHOS TROPICAIS

DO VALE DO SÃO FRANCISCO

Autores: Giuliano Elias Pereira; Camila Munique Paula Baltar Silva de Ponzzes Gomes;

222

AVALIAÇÃO DA PATOGENICIDADE DE ISOLADOS DE FUSARIUM SPP EM MELANCIA

Autores: Isabela Araujo de Lima; Amanda Rodrigues da Silva; Antonio Elton da Silva Costa; Francine Hiromi

Ishikawa;

223

ESTUDO MORFOLÓGICO E ENZIMÁTICO DE LINHAGENS DE ISARIA FUMOSOROSEA

Autores: Isaias Sandes Telis; Janecléia Ribeiro das Neves; Rafaela Gregório de Souza; Lyvia Barreto Santos; José

Diego Magalhães; Ana Paula de Almeida Portela da Silva;

224

CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E ENZIMÁTICA DE LINHAGENS DE ISARIA FARINOSA

Autores: Janecléia Ribeiro das Neves; Lyvia Barreto Santos; Isaias Sandes Teles; Rafaella Gregório de Souza; José

Diego Magalhães Soares; Ana Paula de Almeida Portela da Silva;

225

ATIVIDADE MICROBIONA E FMA AUTÓCTONE EM RIZOSFERA DE PLANTAS DE CAPIM-BUFFEL

CV. ?BILOELA? ADUBADAS COM RESÍDUO DA VITICULTURA1

Autores: Jorge Messias Leal do Nascimento; Gabriel Ravi Gama Fontes; Karen Mirella Souza Menezes; Mário

Adriano Àvila Queiroz; Adriana Mayumi Yano-Melo; Ana Cristina Fermino Soares;

226

MANEJO DE PASTAGEM (CAPIM-BUFFEL CV. ?BILOELA?) EM CLIMA SEMIÁRIDO: EFEITOS

SOBRE À ASSOCIAÇÃO MICORRÍZICA E ATIVIDADE MICROBIANA DO SOLO1

Autores: Jorge Messias Leal do Nascimento*; Mário Adriano Àvila Queiroz; Adriana Mayumi Yano-Melo; Ana

Cristina Fermino Soares;

227

ATIVIDADE FUNGITÓXICA DE EXTRATO DE CRAVO-DA-ÍNDIA (SYZYGIUM AROMATICUM) IN

VITRO NO CONTROLE DE FUSARIUM OXYSPORUM F SP. PHASEOLI

Autores: Juliana Ferreira de Mello; Amanda Cupertino de Queiroz Brito; Thayza Karine de Oliveira Ribeiro; Antonio

Felix da Costa; Luciana Gonçalves de Oliveira;

228

TOXICIDADE DOS EXTRATOS DE LIBIDIBIA FERREA VAR. FERREA SOBRE LINHAGENS DE

ISARIA FARINOSA

Autores: Rosineide da Silva Lopes; Luciana Gonçalves de Oliveira; Juliana Ferreira de Mello; Antonio Félix da Costa;

Elza Áurea de Luna Alves Lima; Vera Lúcia Menezes Lima;

229

AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE RESISTÊNCIA DE ACESSOS DE ABÓBORA À ALTERNARIOSE

Autores: Karol Alves Barroso; Natália Campos da Silva; Manoel Abilio de Queiróz; Ana Rosa Peixoto; Graziela da

Silva Barbosa;

230

AVALIAÇÃO DE RESISTÊNCIA À DIDYMELLA BRYONIAE EM ACESSOS DE ABÓBORA

Autores: Natália Campos da Silva; Karol Alves Barroso; Xênia Bastos de Oliveira; Manoel Abílio de Queiróz; Graziela

da Silva Barbosa; Ana Rosa Peixoto;

231

CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DE ISOLADOS DE RHIZOCTONIA SOLANI PROVENIENTES DE

MELANCIA

Autores: Fábio Sanchez da Cunha; Kecia Mayara Galvão de Araújo; Antonio Elton da Silva Costa; Erik Micael da

Silva Souza; Alexandre Sandri Capucho; Francine Hiromi Ishikawa;

232

AVALIAÇÃO DA REAÇÃO À FUSARIUM OXYSPORUM F. SP. NIVEUM EM ACESSOS

AUTOFECUNDADOS DE MELANCIA

Autores: Kecia Mayara Galvão de Araújo¹; Fábio Sanchez da Cunha¹; Antonio Elton da Silva Costa¹; Francine Hiromi

Ishikawa¹;

233

AVALIAÇÃO DE PARÂMETROS BIOLÓGICOS E DETECÇÃO ENZIMÁTICA DE FUSARIUM

INCARNATUM-EQUISETI (COMPLEXO FIESC)

Autores: Lyvia Barreto Santos; Janecléia Ribeiro das Neves; Isaias Sandes Telis; Rafaela Gregório de Souza; José

Diego Magalhães Soares; Ana Paula de Almeida Portela da Silva;

234

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32

TÍTULO / AUTORES PÁGINA

COMBINAÇÃO DE EXTRATO DE TAMBORIL COM ISOLADOS DO COMPLEXO DE ESPÉCIES

FUSARIUM INCARNATUM-EQUISETI NO CONTROLE DA COCHONILHA-DO-CARMIM.

Autores: Luiz Felipe Silva Barbosa; Rafael Leão Soares de Oliveira; Ana Carla da Silva Santos; Antonio Félix da

Costa; Patricia Vieira Tiago;

235

ATIVIDADE ANTAGONICA IN VITRO DE BACTÉRIAS DO SEMIÁRIDO CONTRA DIDYMELLA SP.

Autores: Luís Fernando Cabral e Silva; [email protected]; Leonardo Figuereido Landim; [email protected];

Karol Alves Barroso; [email protected]; Adailson Feitoza de Jesus Santos;

[email protected]; Ana Rosa Peixoto; [email protected]; Cristiane Domingos da Paz;

[email protected];

236

FUNGOS CAUSADORES DE PODRIDÕES PÓS-COLHEITA NAS VARIEDADES DE UVA SEM SEMENTE

COTTON CANDY E SWEET GLOBE

Autores: Marcia Ferreira Queiroz; Monaliza Marques Morais; Camila de Oliveira Almeida; Jéssica Bezerra de Souza;

Josineide Ednalva Pereira; Ana Rosa Peixoto;

237

AÇÃO DO ÓLEO ESSENCIAL DE CRAVO IN VITRO SOBRE DIDYMELLA BRYONIAE

Autores: Josineide Ednalva Pereira; Marcia Ferreira Queiroz; Brenda Lima Ribeiro; Luís Fernando Cabral e Silva;

Xênia Bastos de Oliveira; Cristiane Domingos da Paz;

238

EFEITO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE CRAVO E GENGIBRE NO CONTROLE IN VITRO DE RHIZOPUS

STOLONIFER

Autores: Monaliza Marques Morais; Camila de Oliveira Almeida; Marcia Ferreira Queiroz; Carine Feitosa Xavier;

Tayná Carvalho de Holanda Cavalcanti; Ana Rosa Peixoto;

239

CRESCIMENTO E ESPORULAÇÃO DE TRICHODERMA ASPERELLUM EM DIFERENTES CONDIÇÕES

DE CULTIVO

Autores: Maria Muritiba de Oliveira; Thaylanne Alcântara Matos; Rozilda Pereira do Nascimento; Ester Doanni da

Silva Ferreira Dias; Janete de Medeiros Silva; Rafael Oliva Trocoli;

240

EFICÁCIA DE BEAUVERIA BASSIANA PARA O CONTROLE DE RETITHRIPS SYRIACUS NA

CULTURA DA VIDEIRA

Autores: Maria das Graças Rosa de Sá; Andrea Costa Oliveira; Iandra Soares Leal; Maria Aline de Lima Silva;

Adenaelson de Souza Marques; José Eudes de Morais Oliveira;

241

ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DO HIDROLATO DE CROTON ARGYROPHYLLUS KUNTH NO

CONTROLE IN VITRO DO ASPERGILLUS NIGER

Autores: Mariane Pereira dos Santos; Sara Samanta da Silva Brito; Franceli da Silva;

242

USO DE ACAULOSPORA LONGULA AUMENTA O CRESCIMENTO DE PLANTAS ADULTAS DE

PASSIFLORA EDULIS VAR. FLAVICARPA

Autores: Paula Tarcila Félix de Oliveira,; Francineyde Alves da Silva,; Fábio Sérgio Barbosa da Silva,;

243

VARIABILIDADE ESPACIAL FÚNGICA EM GALPÕES AVÍCOLAS DE POSTURA NA REGIÃO

SEMIÁRIDA DO BRASIL

Autores: Poliana Moreira Lopes; Gabriela Maria de Souza; Patrícia de Araujo Souza; Neiton Silva Machado; Marcos

Sales Rodrigues; Alexandre Sandri Capucho;

244

AVALIAÇÃO DOS ASPECTOS BIOLÓGICOS DE ISARIA JAVANICA IN VITRO

Autores: Rafaella Gregório de Souza; Janecléia Ribeiro das Neves; Lyvia Barreto Santos; Isaías Sandes Telis; José

Diego Magalhães Soares; Ana Paula de Almeida Portela da Silva;

245

DENSIDADE DE MICRORGANISMOS DO SOLO EM DIFERENTES ÁREAS DO SISTEMA

AGROFLORESTAL DO CENTRO DE BIOCIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Autores: Rhaldney Felipe de Santana; Maria Karolaine de Melo Alves; Geane do Nascimento Ferreira; Eugênio

Marcos Ribeiro da Silva; Geovana Monique de Oliveira Silva; Patrícia Vieira Tiago;

246

ATIVIDADE ANTIFÚNGICA IN VITRO DO ÓLEO ESSENCIAL DE CROTON HELIOTROPIIFOLIUS

KUNTH

Autores: Sara Samanta da Silva Brito; Daniele de Vasconcellos Santos Batista; Mariane Pereira dos Santos; Jamile de

Jesus Moreira; Franceli da Silva;

247

CONTROLE IN VITRO DE FUSARIUM OXYSPORUM F. SP. PASSIFLORAE COM ÓLEOS ESSENCIAIS

Autores: Sara Samanta da Silva Brito; Rosimar Neri de Souza; Thais Emanuelle Feijó de Lima; Franceli da Silva; 248

INFLUÊNCIA DE SISTEMAS DE ADUBAÇÃO SOBRE A DIVERSIDADE DE FUNGOS MICORRÍZICOS

ARBUSCULARES

Autores: Tancredo Souza; Samuel Inocêncio Alves da Silva; Luan Nunes de Melo; Djail Santos;

249

COMPARAÇÃO QUANTITATIVA DA ATIVIDADE MICORRÍZICA EM SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE

LONGA DURAÇÃO COM ESPÉCIES DE PLANTAS HOSPEDEIRAS E NÃO-HOSPEDEIRAS 250

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TÍTULO / AUTORES PÁGINA

Autores: Tancredo Souza; Luan Nunes de Melo; Samuel Inocêncio Alves da Silva; Djail Santos;

ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE CITRONELA E CAPIM-LIMÃO SOBRE

RHIZOPUS STOLONIFER

Autores: Tayná Carvalho de Holanda Cavalcanti; Marcia Ferreira Queiroz; Jéssica Bezerra de Souza; Karol Alves

Barroso; Monaliza Marques Morais; Ana Rosa Peixoto;

251

AÇÃO FUNGITÓXICA DE EXTRATOS VEGETAIS NO CONTROLE DE FITOPATÓGENOS DO

FEIJOEIRO

Autores: Thayza Karine de Oliveira Ribeiro; Luciana Gonçalves de Oliveira; Antônio Felix da Costa; Juliana Ferreira

de Mello; Amanda Cupertino de Queiroz Brito;

252

BEAUVERIA BASSIANA PARA CONTROLE DE MOSCAS-DAS-FRUTAS

Autores: Victor Marsel Amorim Reis; Alexandre da Silva Lima; Maria Aparecida Leão Bittencourt; 253

TRANSMISSÃO HORIZONTAL DE BEAUVERIA BASSIANA COMO MECANISMO DE CONTROLE DE

MOSCAS-DAS-FRUTAS

Autores: Alexandre da Silva Lima; Victor Marsel Amorim Reis; Maria Aparecida Leão Bittencourt;

254

MICROBIOMA VEGETAL E A APLICAÇÃO DOS FUNGOS ENDOFÍTICOS NA AGRICULTURA

SUSTENTÁVEL

Autores: Virginia Medeiros de Siqueira;

255

CARACTERIZAÇÃO BIOQUÍMICA DE FOLHAS DE SCHINOPSIS BRASILIENSIS ENGL. INFECTADAS

COM OÍDIO NO RIO GRANDE DO NORTE

Autores: Virton Rodrigo Targino de Oliveira; Allinny Luzia Alves Cavalcante; Alyne de Oliveira Amorim; Anne

Caroline Almeida Gonçalves; Jéssica Nayara Costa e Silva; Francisco Fábio Mesquita Oliveira;

256

PIGMENTOS FOTOSSINTÉTICOS E ACÚMULO DE BIOMASSA EM ESTACAS DE LANTANA CAMARA

L. INOCULADAS COM FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES

Autores: Virton Rodrigo Targino de Oliveira; Alyne de Oliveira Amorim; Francisco Fábio Mesquita Oliveira;

257

POTENCIAL DE TRICHODERMA SPP. NO CONTROLE DE MELOIDOGYNE JAVANICA EM

BANANEIRA

Autores: Yasmin Késsia Araújo Lopes; Josilda Cavalcante Amorim Damasceno; Ana Cristina Fermino Soares; Thaís

Emanuelle Feijó de Lima; Joseane Conceição Lopes; Audrey Ferreira Barbosa;

258

EFEITO DE TRICHODERMA SPP. NO CONTROLE DE MELOIDOGYNE INCOGNITA EM TOMATEIRO

Autores: Yasmin Késsia Araújo Lopes; Josilda Cavalcante Amorim Damasceno; Ana Cristina Fermino Soares; Thaís

Emanuelle Feijó de Lima; Zozilene Nascimento Santos Teles; Maria Santos Conceição;

259

CULTIVO DE GOIABEIRA COM ADUBAÇÃO NITROGENADA A MÉDIO PRAZO: EFEITO SOBRE

PROPÁGULOS DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM DIFERENTES FASES

FENOLÓGICAS

Autores: Maria Poliana Martins Pereira; Maria Eugênia Barbosa Rodrigues; Ítalo Herbert Lucena Cavalcante; Danielle

Karla Alves da Silva; Adriana Mayumi Yano-Melo;

260

FORMAÇÃO DO BIOFILME POR ISOLADOS DE CANDIDA PROVENIENTES DE AMOSTRAS

CLÍNICAS DE PACIENTES CRÍTICOS EM USO DE DISPOSITIVOS TERAPÊUTICOS INVASIVOS

Autores: Ana Maria Rabelo de Carvalho Parahym; Carolina Maria da Silva; Pedro José Rolim Neto; Danielle Patrícia

Cerqueira Macêdo; Reginaldo Gonçalves de Lima Neto; Rejane Pereira Neves;

261

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DA ANFOTERICINA B E CASPOFUNGINA SOBRE

BIOFILMES FORMADOS POR ISOLADOS CLÍNICOS DE CANDIDA

Autores: Ana Maria Rabelo de Carvalho Parahym; Carolina Maria da Silva; Flávio Santos Bomfim; Fabíola Barros da

Silva; Cácia Lalume de Alencar Borba; Rejane Pereira Neves;

262

INCIDÊNCIA DO FUNGO CLADOSPORIUM SP. NO AR DE UNIDADES HOSPITALARES, MUNICÍPIO

DE FORTALEZA-CE

Autores: Ane Teles Reis; Marcos Adelino Almeida Filho; Josiany Costa de Souza; Francisca Robervânia Soares dos

Santos; Germana Costa Paixão; Lydia Dayanne Maia Pantoja;

263

OTITE EXTERNA FÚNGICA EM PACIENTE COM COMPLICAÇÕES OTORRINOLARINGOLÓGICAS

Autores: Maria Daniela Silva Buonafina; Adryelle Idalina da Silva Alves; Tatiana Felix de Oliveira; Michellangelo

Nunes da Silva; Reginaldo Gonçalves de Lima Neto; Rejane Pereira Neves;

264

CRIPTOCOCOSE EM PACIENTE IMUNOCOMPETENTE RESISTENTE A TRATAMENTO COM

ANFOTERICINA B

Autores: Michellangelo Nunes da Silva; Adryelle Idalina da Silva Alves; Melyna Chaves Leite de Andrade; Franz de

Assis Graciano dos Santos; Pamella de Brito Ximenes-Vilela; Rejane Pereira Neves;

265

IDENTIFICAÇÃO POLIFÁSICA DE ISOLADOS CLÍNICOS DE LEVEDURAS DO COMPLEXO CANDIDA 266

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TÍTULO / AUTORES PÁGINA

PARAPSILOSIS

Autores: Carolina Maria da Silva; Ana Maria Rabelo de Carvalho Parahym; Reginaldo Gonçalves de Lima Neto;

Danielle Patrícia Cerqueira Macêdo; Rejane Pereira Neves;

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE PUNICA GRANATUM FRENTE A ISOLADOS

CLÍNICOS DE LEVEDURAS DO GÊNERO CANDIDA

Autores: Carolina Maria da Silva; Ana Maria Rabelo de Carvalho Parahym; Tadeu José da Silva Peixoto Sobrinho;

Camila Maria Rodrigues Oliveira; Werônika Pimentel; Rejane Pereira Neves;

267

LOBOMICOSE LOCALIZADA EM MEMBRO INFERIOR: RELATO DE CASO

Autores: Deizieny Aires da Silva Almeida; Jucieli Firmino de Freitas; Rui Rafael Durlacher,; Margarida Midori

Tatibana; Mauro Shugiro Tada; Elton Bill Amaral de Souza,;

268

PREVALÊNCIA DE TINEA CORPORIS EM PACIENTES ATENDIDOS NO CENTRO DE PESQUISA EM

MEDICINA TROPICAL - CEPEM, RONDÔNIA

Autores: Deizieny Aires da Silva Almeida; Jucieli Firmino de Freitas; Rui Rafael Durlacher,; Mauro Shugiro Tada;

Margarida Midori Tatibana; Elton Bill Amaral de Souza,;

269

EFICÁCIA DE AGENTES QUÍMICOS COMERCIAIS NA ELIMINAÇÃO DE ISOLADOS DO COMPLEXO

SPOROTHRIX SCHENCKII EM SUPERFÍCIES

Autores: Edna Carla da Silva; Edicarla Maria da Silva; Ana Emília de Medeiros Roberto; Rejane Pereira Neves;

Armando Marsden Lacerda Filho; Reginaldo Gonçalves de Lima Neto;

270

POTENCIAL ANTIFÚNGICO DE COMPOSTOS DE TIOFENO FRENTE A ISOLADOS CLÍNICOS DO

COMPLEXO SPOROTHRIX SCHENCKII

Autores: Edna Carla da Silva; Carlos Alberto Tiburcio Valeriano; Ana Emília de Medeiros Roberto; Ertênia Paiva

Oliveira; Francisco Jaime Mendonça-Júnior; Reginaldo Gonçalves de Lima Neto;

271

LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DE DERMATOFITOSES EM CÃES E GATOS ATENDIDOS NO

HVU-UNIVASF ENTRE 2016-2017

Autores: Elane Souza dos Santos ([email protected]); Ruan Emmanuell Franco de Abreu (r-

[email protected]); Chirles Araújo de França ([email protected]); Sarah Karoliny Rodrigues Teixeira

([email protected]); Michelinne Lins Silvério ([email protected]); Mateus Matiuzzi da Costa

([email protected]);

272

ANÁLISE DA FORMAÇÃO DE BIOFILME DE FUSARIUM SOLANI UTILIZANDO MICROSCOPIA

ELETRÔNICA DE VARREDURA (MEV).

Autores: Ewerton Weslley Caracas Cedro; Fernando Victor Monteiro Portela; Marcos Fábio Gadelha Rocha; José Júlio

Costa Sidrim; Rossana de Aguiar Cordeiro,;

273

IDENTIFICAÇÃO DE RECEPTOR PARA ?-GLUCANA NO HOSPEDEIRO FÚNGICO

AMBIENTAL ACANTHAMOEBA CASTELLANII.

Autores: Gabriel Afonso de Oliveira; Leandro Honorato; Diego de Souza Gonçalves; Allan Guimarães;

274

AVALIAÇÃO DA SUSCEPTIBILIDADE DE LEVEDURAS FRENTE A GEOPRÓPOLIS DE SEIS ESPÉCIES

DE MELIPONINI (APIDAE)

Autores: Isnaelia Gonçalves Leite; Aparecida Clébia da Silva; Marcos Vinicius Figueroa; Ruth Terezinha Rodrigues;

Airton Torres Carvalho; Virgínia Medeiros de Siqueira;

275

ATIVIDADE ANTIFUNGICA IN VITRO DE EXTRATOS VEGETAIS DE PLANTAS DO MANGUEZAL

FRENTE A FUNGOS FILAMENTOSOS DE INTERESSE MEDICO

Autores: José Ewerton Felinto dos Santos; Renan do Nascimento Barbosa; Ana Carla Santos; Pérsio Alexandre da

Silva; Rafael Matos Ximenes; Bruno Severo Gomes;

276

EUMICETOMA COM COMPROMETIMENTO DO GLÚTEO: RELATO DE CASO

Autores: Jucieli Firmino de Freitas; Deizieny Aires da Silva Almeida; Rui Rafael Durlacher,; Margarida Midori

Tatibana; Mauro Shugiro Tada; Elton Bill Amaral de Souza,;

277

CROMOBLASTOMICOSE EM MEMBRO SUPERIOR: RELATO DE CASO

Autores: Jucieli Firmino de Freitas; Deizieny Aires da Silva Almeida; Rui Rafael Durlacher,; Mauro Shugiro Tada;

Margarida Midori Tatibana; Elton Bill Amaral de Souza,;

278

DERMATOPATIAS FÚNGICAS EM CÃES ATENDIDOS NO HOSPITAL DE MEDICINA VETERINÁRIA

DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA NO ANO DE 2016.

Autores: Kathleen Ramos Deegan; Alina da Cruz Miranda;

279

ATIVIDADE CITOTÓXICA DOS EXTRATOS ORGÂNICOS DE FUNGO ENDOFÍTICO ISOLADO DE

HUMIRIANTHERA AMPLA

Autores: Lucas Vinícius de Jesus Alves; Fátima de Cássia Evangelista de Oliveira; Akenaton Onassis Cardoso Viana

Gomes; Natália Nogueira Saraiva; Cláudia do Ó pessoa; Maria da Conceição Ferreira de Oliveira;

280

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TÍTULO / AUTORES PÁGINA

INFECÇÕES DE CORRENTE SANGUÍNEA POR CANDIDA SPP. EM HOSPITAL ONCOLÓGICO

TERCIÁRIO DO SUL DO BRASIL

Autores: Gabriele Sorendino da Silva; Eduarda Sampaio Lazzarotto; Bruna Gonçalves; Andrea Krelling; Jannaina

Ferreira de Melo Vasco; Luiza Souza Rodrigues;

281

CAPACIDADE DE ADERÊNCIA DE CANDIDA ALBICANS ISOLADAS DE PACIENTES COM

CANDIDEMIA E CANDIDÍASE VAGINAL

Autores: Michellangelo Nunes da Silva; Fabiana Moura dos Santos Torres Vasconcelos; Melyna Chaves Leite de

Andrade; Franz de Assis Graciano Dos Santos; Rejane Pereira Neves;

282

ESTUDO DO POTENCIAL CITOTÓXICO DE METABÓLITOS SECUNDÁRIOS PRODUZIDOS POR

FUNGOS MARINHOS DA COSTA CEARENSE

Autores: Natália Nogueira Saraiva; Jair Mafezoli; Maria da Conceição Ferreira de Oliveira;

283

DETECÇÃO DE FUNGOS ANEMÓFILOS EM UTIS DE HOSPITAIS PÚBLICOS NA CIDADE DE

PETROLINA/PE

Autores: Dairan Santos França; Olga Souza Abel Moura; Marina Tito Pereira Rocha; Carlos Henrique Araujo Dias;

Marlos Gomes Martins;

284

A APLICABILIDADE DAS TÉCNICAS DE BIOLOGIA MOLECULAR PARA O AUXÍLIO DE

DIAGNÓSTICO DAS MICOSES.

Autores: Rachel Basques Caligiorne; Claudia Barbosa Assunção; Fabiana Rocha-Silva; Jessica Blenda Fernandes;

Amanda Sanchez Machado; Cidiane Gracielle-Melo;

285

LEVANTAMENTO DOS CASOS DE ASPERGILOSE INVASIVA INTERNADOS NA SANTA CASA DE

BELO HORIZONTE, QUE FORAM DIAGNOSTICADOS PELO TESTE DE GALACTOMANANA.

Autores: Raquel Acaiah; Claudia Barbosa Assunção; Emanoelle Fernandes Rutren La Santrer; Carlos Henrique Valle

Martins; Rachel Basques Caligiorne;

286

ESPOROTRICOSE: DOENÇA EMERGENTE?

Autores: Reginaldo Gonçalves de Lima Neto; 287

OTOMICOSE EM PACIENTE COM PERFURAÇÃO DA MEMBRANA TIMPÂNICA

Autores: Maria Daniela Silva Buonafina; Tatiana Felix de Oliveira; Adryelle Idalina da Silva Alves; Michellangelo

Nunes da Silva; Reginaldo Gonçalves de Lima Neto; Rejane Pereira Neves;

288

LEVANTAMENTO E ANÁLISE DE EPISÓDIOS DE DERMATOFITOSES EM PACIENTES ATENDIDOS

NO LABORATÓRIO DE MICOLOGIA MÉDICA - UFPE

Autores: Tatiana Felix de Oliveira; Adryelle Idalina da Silva Alves; Michellangelo Nunes da Silva; Maria Daniela

Silva Buonafina; Oliane Maria Correia Magalhães;

289

PREVALÊNCIA DE MICOSES SUPERFICIAIS NA POPULAÇÃO ASSISTIDA NO V FÓRUM DE

DESENVOLVIMENTO REGIONAL - UNIT, ALAGOAS

Autores: Arlene Pereira Miranda; Jéssica Lanne de Almeida Silva; Joselma Soares da Silva; Luana da Silva Santos;

Solange Ramos Brito; Thainara Iasmin da Silva Delmiro;

290

A BIOTECNOLOGIA UTILIZADA PARA MELHORAR A PRODUÇÃO DE ETANOL COMBUSTÍVEL NO

BRASIL - AVANÇOS NO ISOLAMENTO E MODIFICAÇÃO GENÉTICA DE LEVEDURAS.

Autores: Jonas Paulino de Souza; Julia Fernanda Tirelli; Iran Malavazi; Anderson Ferreira da Cunha;

291

MODELAGEM MOLECULAR DE FOSFATASE DE ASPERGILLUS COM IDENTIFICAÇÃO DE

MOTIVOS CONSERVADOS

Autores: Eden Silva e Souza; Michely Correia Diniz;

292

USO DE MARCADORES MOLECULARES NA FILOGENIA DE FUNGOS - GLOMEROMYCOTINA

Autores: Francisco Adriano de Souza; Iolanda Ramalho da Silva; Maria Beatriz Barbosa de Barros Barreto; 293

SEQUENCIAMENTO SANGER X SEQUENCIAMENTO DE NOVA GERAÇÃO E, SUAS APLICAÇÕES NA

MICOLOGIA

Autores: Gisele Veneroni Gouveia;

294

ANÁLISE MOLECULAR DE ISOLADOS DE FUSARIUM SPP.

Autores: Renata Natália Cândido de Souza Gama; Isabela Araújo de Lima; Mayara de Souza Silva; Francine Hiromi

Ishikawa; Antonio Elton da Silva Costa; Patrícia Gonçalves Castro-Cabral;

295

PAPEL DAS HISTONAS DESACETILASES NA REGULAÇÃO DOS ATRIBUTOS DE VIRULÊNCIA NO

PATÓGENO OPORTUNISTA CRYPTOCOCCUS NEOFORMANS

Autores: Fabiana Brandão Alves Silva; Andrew Alspaugh; Marcio José Poças-Fonseca;

296

ANÁLISE DE BARCODE GAP DE FUNGOS DOS GÊNEROS LENTINUS E POLYPORUS DA COLEÇÃO

DE CULTURA DE MICRO-ORGANISMOS DA BAHIA

Autores: Matheus Batista dos Santos; Luiz Marcelo Ribeiro Tomé; Luane Portela Carmo; Diogo Henrique Costa de

297

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TÍTULO / AUTORES PÁGINA

Rezende; Uilma da Silva Aragão; Aristóteles Góes Neto;

O ENSINO DE INTERAÇÕES ECOLÓGICAS ENVOLVENDO FUNGOS A PARTIR DE MODELOS

DIDÁTICOS

Autores: Adriana Lopes da Silva Gomes; Tatyane da Silva Moraes; Maria Ildivania de Sousa Leonor; Marcos Fabio

Oliveira Marques;

298

A MICROBIOTA DO CORPO HUMANO: CONTRIBUIÇÕES PARA O ENSINO EM MICOLOGIA EM

ESCOLAS PÚBLICAS DE SERRA TALHADA-PE

Autores: Ariane Susan Santos Freires; Alysson de Sá Pereira Lima; Ana Gabrielle da Rocha e Silva; Gabryelly de

Miranda Lima; Ruth Terezinha Rodrigues; Virgínia Medeiros de Siqueira;

299

CONCEITOS DE MICOLOGIA TRABALHADOS EM SALA DE AULA A PARTIR DA OBSERVAÇÃO DO

CRESCIMENTO DE FUNGOS EM DIFERENTES SUBSTRATOS

Autores: Lilian Souza Santos; Misleide dos Santos; Ariel Dantas Nunes; Celia Gomes de Siqueira;

300

COLEÇÃO DIDÁTICA DO HERBÁRIO URM (UFPE): LAMINÁRIO DIDÁTICO DE MICOLOGIA

Autores: Daniel Barbosa Paula do Monte; Nicole Helena de Brito Gondim; Roger Fagner Ribeiro Melo; 301

O LÚDICO COMO FERRAMENTA DE ENSINO EM MICOLOGIA NA REDE PARTICULAR DE ENSINO

Autores: EVELYN RODRIGUES DOS SANTOS,; SARAH SIGNE DO NASCIMENTO,; FABIANA AMÉRICA S.

D. SOUZA,;

302

ATIVIDADE LÚDICA COMO ESTRATÉGIA METODÓLOGICA NO ENSINO DE MICOLOGIA

Autores: EVELYN RODRIGUES DOS SANTOS,; SARAH SIGNE DO NASCIMENTO,; FABIANA AMÉRICA S.

D. SOUZA,;

303

O ENSINO DE MICOLOGIA: METODOLOGIAS INOVADORAS.

Autores: Livia Vicente de Oliveira; Carlos Augusto Batista de Sena; Rebeka Rayane Araujo de Lima; Osias Raimundo

da Silva Junior;

304

JOGO COMO INSTRUMENTO FACILITADOR NO ENSINO DE MICOLOGIA CLÍNICA

Autores: Denise Cardoso Moretto; Fernanda de Andrade Galliano Daros; Luiza Souza Rodrigues,; 305

TEATRO DE FANTOCHES COMO ESTRATÉGIA DIDÁTICA PARA O ENSINO E INTERAÇÃO COM A

MICOLOGIA

Autores: Maria Ildivania de Sousa Leonor; Tatyane da Silva Moraes; Adriana Lopes da Silva Gomes; Marcos Fabio

Oliveira Marques;

306

ANÁLISE DE LIVROS DIDÁTICOS PARA FUNGOS DE IMPORTÂNCIA ECONÔMICA.

Autores: Osias Raimundo da Silva Junior; Renan Belém da Silva; Vycttor Mateus de Melo Alves da Silva; Livia

Vicente de Oliveira; Rebeka Rayane Araujo de Lima; Bruno Severo Gomes;

307

APRENDIZAGEM ATRAVÉS DO LIVRO: ANÁLISE DOS CONTEÚDOS DIDÁTICOS DE MICOLOGIA.

Autores: Osias Raimundo Da Silva Junior; Renan Belém da Silva; Vycttor Mateus de Melo Alves da Silva; Rebeka

Rayane Araújo de Lima; Carlos Augusto Batista de Sena; Bruno Severo Gomes;

308

O ENSINO DE FUNGOS EM ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE ITABAIANA, SERGIPE

Autores: Lucimara de Souza Machado; Taís Andrade Lima; Alaine de Jesus Barreto; Elizabete Lima Santos; Paula

Makele Santana dos Santos; Marcela Eugenia da Silva Cáceres;

309

O ENSINO DE MICOLOGIA NAS ESCOLAS PÚBLICAS: MELHORANDO OS CONHECIMENTOS DOS

ALUNOS SOBRE A CANDIDÍASE

Autores: Rebeka Rayane Araujo de Lima; Livia Vicente de Oliveira; Osias Raimundo da Silva Junior; Renan Belém da

Silva; Vycttor Mateus de Melo Alves da Silva; Carlos Augusto Batista de Sena;

310

METODOLOGIAS ATIVAS: UMA FORMA EFICAZ DE CONTEXTUALIZAR OS ALUNOS COM O

ENSINO DE FUNGOS

Autores: Renan Belém da Silva; Osias Raimundo da Silva Junior; Vycttor Mateus de Melo Alves da Silva; Rebeka

Rayane Araújo de Lima; Carlos Augusto Batista de Sena; Bruno Severo Gomes;

311

A MICOLOGIA NO ENSINO SUPERIOR: UM ESTUDO DE CASO EM PERNAMBUCO E IMEDIAÇÕES

Autores: Igor Vieira de Melo Alves; Roger Fagner Ribeiro Melo; 312

ELABORAÇÃO E APLICAÇÃO DE UM JOGO DIDÁTICO PARA ABORDAGEM DA TEMÁTICA SOBRE

FUNGOS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Autores: Sarah Signe do Nascimento,; Evelyn Rodrigues dos Santos,; Fabiana America Silva Dias dos Santos,,;

313

IMPORTÂNCIA DA COLEÇÃO DIDÁTICA DE MICRO-ORGANISMOS DA UFOPA PARA O ENSINO DA

MICOLOGIA NA REGIÃO OESTE DO PARÁ

Autores: Taides Tavares dos Santos; Marcos Diones Ferreira Santana; Eveleise Samira Martins Canto;

314

MICOLOGIA NO ENSINO FUNDAMENTAL: ANÁLISE DE LIVROS DIDÁTICOS DA REDE PÚBLICA

Autores: Vycttor Mateus de Melo Alves da Silva; Osias Raimundo da Silva Junior; Rebeka Rayane Araújo de Lima; 315

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TÍTULO / AUTORES PÁGINA

Bruno Severo Gomes;

A APLICAÇÃO DE JOGO DIDÁTICO "TRILHA MICOLÓGICA" NO ENSINO DE MICOLOGIA PARA

ALUNOS DO ENSINO MÉDIO

Autores: Wanderson Ferreira da Silva; Nayane Matias Silva; Jéssika Silva de Lima; Iracema Raquel Santos Bezerra;

Esmeralda Aparecida Porto Lopes;

316

OS FUNGOS EM MASSA DE MODELAR: ATIVIDADE LÚDICA DE APROXIMAÇÃO DOS ESTUDANTES

DA EDUCAÇÃO BÁSICA AOS FUNGOS MICROSCÓPICOS

Autores: Yanka dos Santos e Santos; Tatyane da Silva Moraes; Marcos Fabio Oliveira Marques;

317

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38

RESUMOS EXPANDIDOS

TÍTULO / AUTORES PÁGINA

ESTRUTURA DA COMUNIDADE DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM CAATINGA

ARBUSTIVA E ARBÓREA NO VALE DO SÃO FRANCISCO

Autores: Lilian Araujo Rodrigues; Adriana Mayumi Yano-Melo; Danielle Karla Alves da Silva;

318

EFEITO DA SUPRESSÃO VEGETAL E INTRODUÇÃO DE MONOCULTIVO DE MELOEIRO SOBRE AS

COMUNIDADES DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES NO SEMIÁRIDO BAIANO

Autores: Luiz Victor de Almeida Dantas; Danielle Karla Alves da Silva; Maria Valdirene Leite Pedone-Bonfim;

Adriana Mayumi Yano-Melo;

322

AGRESSIVIDADE DE LASIODIPLODIA THEOBROMAE EM FRUTOS DE ACEROLEIRA EM

DIFERENTES ESTÁDIOS DE MATURAÇÃO

Autores: Leonardo Aparecido Brandão da Silva; Catarina Dourado Oliveira; Patrícia Gonçalves Castro Cabral; Olinto

Liparini Pereira; Francine Hiromi Ishikawa; Alexandre Sandri Capucho;

326

POTENCIAL ANTIFÚNGICO DOS EXTRATOS SALINOS DE FOLHAS DE TITHONIA DIVERSIFOLIA E

CAESLPINIA PULCHERRIMA SOBRE ESPÉCIES CLINICAMENTE RELEVANTES DE CANDIDA SPP.

Autores: Bruno Rafael Barboza; Lethícia Maria de Souza Aguiar; Vanessa Silva de Almeida; Maiara Celine de Moura;

Thiago Henrique Napoleão; Cristiane Moutinho Lagos de Melo;

330

POTENCIAL ANTIFÚNGICO DO EXTRATO SALINO DE FOLHAS DE MALPIGHIA EMARGINATA DC

E XYLOPIA FRUTESCENS AUBL SOBRE CANDIDA SPP.

Autores: Barbara Rafaela da Silva Barros; Gustavo Miguel da Silva Morais; Dayane Kelly Dias Nascimento dos

Santos; Maiara Celiane de Moura; Thiago Henrique Napoleão; Cristiane Moutinho Lagos de Melo;

334

ATIVIDADE ANTIBACTERIANA E ANTIFÚNGICA DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA SINTETIZADAS

POR ESPÉCIES DO GÊNERO ASPERGILLUS

Autores: Larissa de Paiva Silva; Taciana de Amorim Silva; Larissa Svetlana Cavalcante Silva; Dib Mady Diniz Gomes;

Maria Francisca Simas Teixeira;

338

DIVERSIDADE DE FUNGOS MICORRIZOS ARBUSCULARES EM SOLOS RIZOSFÉRICOS DE

ESPÉCIES DE PLANTAS INVASORAS E NATIVAS DO BIOMA CAATINGA

Autores: Luan Nunes de Melo; Tancredo Souza; Samuel Inocêncio Alves da Silva; Djail Santos; Leonaldo Alves de

Andrade;

342

FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES E MIMOSA TENUIFLORA: DA PRODUÇÃO DE MUDAS

AO ESTABELECIMENTO EM CAMPO - DESENVOLVIMENTO E METABÓLITOS SECUNDÁRIOS

Autores: Maria Valdirene Leite Pedone-Bonfim; Danielle Karla Alves da Silva; Adriana Mayumi Yano-Melo; Leonor

Costa Maia;

346

INOCULAÇÃO DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES NA CULTURA DO MILHO ZEA MAYS

L. AUMENTA A BIOMASSA E CONCENTRAÇÃO DE P

Autores: Samuel Inocêncio Alves da Silva; Tancredo Souza; Luan Nunes de Melo; Djail Santos;

350

ATIVIDADE DE UM BIOSSURFACTANTE PRODUZIDO POR BACILLUS SUBTILIS SOBRE CÉLULAS

PLANCTÔNICAS E BIOFILMES DE TRICHOSPORON SPP.

Autores: Ana Luiza Ribeiro Aguiar; Ewerton Weslley Caracas Cedro; Rosana Serpa; Antonio José de Jesus

Evangelista; Vânia Maria Maciel Melo; Rossana de Aguiar Cordeiro,;

354

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

OCORRÊNCIA, DIVERSIDADE E DISTRIBUIÇÃO DE FUNGOS FILAMENTOSOS de interesse médico na bat cave

"MEU REI", Pernambuco, brasil

Aline Oliveira Barboza da Cunha1; Marília de Holanda Cavalcanti Maciel

2; Cristina Maria de Souza- Motta

3; Eder Barbier

4;

Enrico Bernard5;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1¹Departamento de Micologia, CCB, UFPE.;

2¹Departamento de Micologia, CCB, UFPE.;

3¹Departamento de

Micologia, CCB, UFPE.; 4²Departamento de Zoologia, CCB, UFPE;

5²Departamento de Zoologia, CCB, UFPE;

Palavras-chave: Caatinga; Caverna; Caatimbau

Os fungos são considerados os principais causadores de doenças em ambientes de interiores, pois podem liberar compostos

orgânicos voláteis como álcool e cetona que podem causar patologias respiratórias, como asma e rinite, por exemplo. Bat caves

são cavernas que possuem abundante população de morcegos, onde o guano destes animais rico em nitrogênio dá suporte a uma

rica micobiota cavernícola. Os fungos cujo o ar é o principal meio de dispersão, classifcados comofungos anemófilos, merecem

destaque pelo seu potencial causador de doenças e pela produção de micotoxinas. Porém, são raros estudos sobre a micobiota em

cavernas, sobretudo no Brasil. Este estudo teve como objetivo, o isolamento e identificação morfológica de fungos anemófilos da

caverna “Meu Rei”, localizada no PARNA Catimbau, Buíque, Pernambuco. A técnica utilizada para isolamento dos fungos foi a

de exposição de Placas de Petri ao ar com meios de cultura BHI (Brain Heart Infusion) e DRBC (Ágar Dicloran Rosa bengala

cloranfenicol) por 20 min, mantendo-as a 1 metro do solo em hastes de PVC para seu suporte nas quatro câmaras da caverna e

encaminhadas ao laboratório da Micoteca URM - UFPE para observação e identificação das características macro e microscópicas

das colônias. Foram identificados 17 gêneros de fungos anemófilos, a maioria aeroalergêneos. As câmaras apresentaram

micobiotas distintas, onde apenas Cladosporium foi o mais comum a todas as câmaras da caverna. Nove gêneros identificados

neste estudo são considerados patogênicos por estarem associados a micoses oportunistas ou infecções respiratórias: Acremonium,

Aspergillus, Chrysosporium, Cladosporium, Chaetomium, Curvularia, Humicola, Penicillium e Scopulariopsis. Alguns fungos

pertencentes aos gêneros Aspergillus, Penicillium, Scopulariopsis, Curvularia e Humicola também se mostraram muito

frequentes, sendo isolados de quase todas as câmaras. Espécies do gênero Cladosporium são cosmopolitas, relatadas como agentes

na decomposição e de deterioração, causadoras de doenças nas plantas e no homem. Além disso, produzem conídios pequenos e

bem adaptados para dispersão por longas distâncias e segundo literatura, são considerados como o componente fúngico mais

comum encontrado no ar. Estes dados confirmam a necessidade de inventários deste tipo, prevenindo a exposição de visitantes

destes ambientes a estes micro-organismos potencialmente patogênicos.

Apoio: UFPE, CNPq, PPG em Biologia de Fungos, FACEPE

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

ATUALIZAÇÃO DA COLEÇÃO MICOLÓGICA DO HERBÁRIO HFSL DO CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO

LUCAS (UniSL), PORTO VELHO, RONDÔNIA

Samuel Oliveira Almeida1; Allyne Christina Gomes-Silva

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Centro Universitário São Lucas - UniSL;

Palavras-chave: Amazônia; diversidade; macrofungos

Herbários são indispensáveis para estudos de sistemática de plantas e fungos, servindo como ferramenta de apoio às pesquisas de

uma grande variedade de áreas de conhecimentos, além de documentar a diversidade biológica. O presente trabalho visa contribuir

para o conhecimento sobre a diversidade de macrofungos da Amazônia brasileira, através da incorporação de novos espécimes à

Coleção Micológica do Herbário Dr. Ary Tupinambá Penna Pinheiro (HFSL), através de coletas realizadas no período de 2014 a

2017. Os espécimes coletados em diferentes áreas da Amazônia brasileira nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia foram

depositados no Herbário HFSL e os dados das espécies incorporados no banco de dados. Os espécimes foram acondicionados em

envelopes, contendo o número de registro, nome da espécie, família, ordem, substrato, local de coleta, coletor, número de coleta,

determinador e data de coleta. A identificação baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura baseou-se nas bases de

dados Mycobank e CABI. No Herbário HFSL 593 espécimes eram registrados, distribuídos em 11 famílias, 42 gêneros e 93

espécies. Após a incorporação de novos dados, a Coleção Micológica conta com 1587 registros, distribuídos em 23 famílias, 63

gêneros e 120 espécies. Os dados da Coleção Micológica são atualizados no banco de dados online HFSL-Fungos do Sistema do

INCT - Herbário Virtual da Flora e dos Fungos. Atualmente a base de dados possui espécimes depositados provenientes dos

estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso, possuindo novas ocorrências para a região e para a Amazônia brasileira.

Este acervo busca manter uma rica diversidade de fungos macroscópicos da região amazônica, o que o torna importante para a

conservação da diversidade da região.

Apoio: Programa de Apoio a Pesquisa (PAP- UniSL)

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

LEPISTA SORDIDA (TRICHOLOMATACEAE): PRIMEIRO REGISTRO PARA AMAZÔNIA BRASILEIRA

Uéslei Marques de Oliveira1; Márcia de Araújo Teixeira-Silva

2; Allyne Christina Gomes-Silva

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Centro Universitário São Lucas-UniSL ;

2Faculdade Meta-FAMETA;

Palavras-chave: Agaricales; Diversidade; Macrofungos

Lepista Fr. é um gênero cosmopolita criado em 1803 com a espécie tipo Agaricus sordidus Schumach e possui 50 espécies. Esse

trabalho visa ampliar o conhecimento sobre Lepista na Amazônia brasileira. O material foi coletado no Parque Natural Municipal

de Porto Velho (Coordenadas 8°41’09.0”S 63°51’52”W8), popularmente conhecido como Parque Ecológico, localizado na região

Norte de Porto Velho, a 15 km do centro da cidade, abrangendo uma área de 20.000 hectares de área preservada onde se

predomina a Floresta Ombrófila Aberta. Durante as coletas de macrofungos, em maio de 2016, basidiomas foram coletados

manualmente com auxílio de uma faca, acondicionados em caixa plástica e secados em estufa, sendo posteriormente analisados

macro e microscopicamente. As análises morfológicas e a identificação basearam-se nos padrões metodológicos utilizados para o

grupo. O material foi analisado e identificado como Lepista sordida(Schumach) Singer e encontra-se depositado no herbário Dr.

Ary Tupinambá Penna Pinheiro (HFSL), localizado no Centro Universitário São Lucas. Esta espécie é caracterizada pelo

basidioma com coloração liláceo e basidiósporos medindo 6-7 x 3-4, pleurocistídios e queilocistídios ausentes e hifas prostadas na

superfície pilear. Lepista glabella (Speg.) Singer pode ser diferenciada desta espécie pela coloração amarronzada do píleo e

basidiósporos menores, enquanto que L. nuda (Bull.) Cooke apresenta basidioma violáceo e com dimensões um pouco distintas

dos esporos. Lepista sordida é uma espécie rara, sendo registrada no Brasil para os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul,

apresentando primeiro registro para Amazônia brasileira (Rondônia). Essa região apresenta uma grande biodiversidade, sendo

importante para a conservação de espécies raras, mas a sua micobiota ainda é pouco conhecida.

Apoio: Centro Universitário São Lucas-UniSL

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

MUCORALES ISOLADOS DE SOLO DO BREJO DA SERRA DOS CAVALOS, PERNAMBUCO, BRASIL

Ana Lúcia Sabino de Melo Alves1; Luciana Sartori Gurgel; Catarina Letícia Ferreira de Lima

3; Thalline Rafhaella Leite Cordeiro

4;

Carlos Alberto Fragoso de Souza5; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago

6;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Biociências,

Departamento de Micologia; 2Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA);

3Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Universidade

Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Biociências, Departamento de Micologia; 4Pós-Graduação em Biologia de Fungos,

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Biociências, Departamento de Micologia; 5Pós-Graduação em Biologia

de Fungos, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Biociências, Departamento de Micologia; 6Pós-Graduação

em Biologia de Fungos, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Biociências, Departamento de Micologia;

Palavras-chave: fungos; Mata Atlântica; Mucoromycotina

Os Mucorales são fungos pertencentes ao filo Mucoromycota, sendo caracterizados pela produção do zigosporângio, estrutura de

resistência de origem sexuada, formada pela fusão de dois gametângios, iguais ou não, que comportam o zigósporo. Embora sejam

frequentemente isolados de alimentos e excrementos de herbívoros, é no solo onde são mais abundantes. Embora, no Brasil, haja

relatos da ocorrência dos Mucorales em áreas de Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, pouca informação tem sido fornecida sobre

a diversidade desses fungos em áreas de brejo de altitude, que são encraves de Mata Atlântica no bioma Caatinga. Nesse contexto,

os objetivos desse trabalho foram conhecer a frequência de ocorrência e a abundância relativa dos Mucorales no brejo de altitude

da Serra dos Cavalos, localizado no município pernambucano de Caruaru. Coletas de solo foram realizadas mensalmente entre

setembro/2014 e fevereiro/2015, onde foram demarcados dois pontos de coleta e retiradas dez amostras de solo, formando duas

amostras compostas em cada coleta. Para o isolamento, duas miligramas de solo foram adicionadas ao meio de cultura ágar

gérmen de trigo adicionado de cloranfenicol contido em placas de Petri. Para a identificação foram analisadas características

morfológicas como cor da colônia, tamanho e forma dos esporos, e também por análise molecular das espécies, através da

biologia molecular pelas regiões LSU do rDNA. Para cada amostra de solo foram preparadas placas em triplicata. Do brejo da

Serra dos Cavalos foram isolados oito táxons de Mucorales distribuídos em quatro gêneros: Absidia pseudocylindrospora,

Cunninghamella bertholletiae, C. blakesleeana, C. clavata, C. echinulata, C. elegans, Gongronella butleri e Rhizopus stolonifer.

Dentre os isolados, C. elegans e G. butleri apresentaram maior número de unidades formadoras de colônia por grama de solo bem

como as mais elevadas frequências de ocorrência e abundâncias relativas, seguidas por R. stolonifer e C. blakesleeana. Absidia

pseudocylindrospora, C. echinulata var. echinulata, C. elegans e R. stolonifer já haviam sido relatadas em solos de regiões

semiáridas do nordeste brasileiro, apresentando-se mais frequentes do que em brejos de altitude. Cunninghamella clavata está

sendo citada pela primeira vez para o ocidente.

Apoio: CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

OCORRÊNCIA DE COOKEINA KUNTZE EM FRAGMENTOS DA AMAZÔNIA OCIDENTAL

Alisson Martins Albino1; Saara Neri Fialho

1; Luiz Gustavo Ribeiro Pestana

1; Uéslei Marques de Oliveira

1; Patricia de Jesus de

Souza1; Allyne Christina Gomes-Silva

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Centro Universitário São Lucas - UniSL;

Palavras-chave: Macrofungos; diversidade; Ascomycota

Cookeina Kuntze (Sarcoscyphaceae) uma ampla distribuição em regiões tropicais e subtropicais, sendo encontrados em nos mais

diversos tipos de ambientes, crescendo em matéria em decomposição ou no solo. As espécies são caracterizadas pela presença do

apotécio estipitado e ascosporos elipsóides a fusiformes. Esse trabalho visa ampliar o conhecimento sobre a ocorrência de

Cookeina em fragmentos da Amazônia brasileira, a partir de espécimes coletados em um sítio de Alto Paraíso, localizado na

Mesorregião do Leste Rondoniense e na Fazenda W&F de Canutama, que está localizada na mesorregião sul do Estado do

Amazonas, ambas as são formadas por Floresta Ombrófila Densa em sua maior proporção. Nas áreas de estudo, foram realizadas

coletas em 2017 e todas as trilhas pré-existentes foram percorridas e todos os substratos propícios ao surgimento dos espécimes

foram observados, os representantes encontrados foram coletados com auxílio de uma faca e acondicionados em sacos de papel.

Posteriormente, os espécimes foram colocados em estufa a 45-50ºC pelo tempo necessário para a total secagem. Os espécimes

foram analisados macro e microscopicamente; a identificação baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura, na base

de dados CABI. Os espécimes foram depositados no Herbário Dr. Ary Tupinambá Penna Pinheiro, localizado no Centro

Universitário São Lucas-UniSL. A partir da coleta preliminar realizada, duas espécies foram identificadas, a saber: Cookeina

speciosa (Fr.) Dennis caracterizada pela presença de apotécio com pêlos ausentes a discretos e ascosporos elipsóides e Cookeina

tricholoma (Mont.) Kuntze caracterizada pelo apotéco com pêlos e ascosporos hialino a rosa. Ambas as espécies representam

primeiro registro para as áreas de estudos, contribuindo para a ampliação do conhecimento sobre a diversidade de Ascomycota

nos estados do Amazonas e Rondônia.

Apoio: Centro Universitário São Lucas - UniSL

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

LEVANTAMENTO DE FUNGOS FILAMENTOSOS DO ABRIGO DO LETREIRO NO PARNA FURNA FEIA -

MOSSORÓ/RN

Alyne de Oliveira Amorim1; Raiane da Silva

1; Virton Rodrigo Targino de Oliveira

1; Leonardo Brasil de Matos Nunes

2; Francisco

Fábio Mesquita Oliveira1; Erika Linzi Silva Taylor

3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ;

2Instituto Chico Mendes de Conservação da

Biodiversidade - ICMBio; 3UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS ;

Palavras-chave: Micologia; Bioespeleologia ; caverna

As cavernas possuem características geológicas e ambientais peculiares e abrigam uma biodiversidade única. Os fungos

filamentosos são parte da biota subterrânea e desempenham papéis relevantes para a manutenção desse ecossistema. O Abrigo do

Letreiro é uma pequena cavidade natural de rocha calcária inserida na Formação Jandaíra (RN- Brasil). Apesar de não existir zona

afótica, essa cavidade é relevante devido à alta visitação informal humana e presença de colônias ativas de morcegos (Chiroptera).

Os estudos sobre a microbiota subterrânea e os riscos associados ao turismo de cavidades naturais são ainda muito escassos no

país. Avaliações da microbiota subterrânea deveriam ser amplamente incluídas nos estudos para elaboração de planos de manejo

para o uso turístico. O presente trabalho teve como objetivo realizar um levantamento de fungos filamentosos cultiváveis

presentes no solo do abrigo do letreiro localizado no Parque Nacional da Furna Feia, Mossoró/RN, Brasil e registrar a presença de

eventuais fungos patogênicos ou causadores de infecções oportunistas em humanos. Foram selecionados pontos de coleta ao longo

do abrigo para coleta de material do solo. Os isolados foram obtidos através da técnica de diluição do solo em placas contendo o

meio ágar Batata Dextrose e o ágar Sabouraud Dextrose, acrescidos de cloranfenicol (0,1g/L). Após diluição, as placas foram

incubadas por sete dias (25ºC). Os isolados foram então purificados em meio ágar extrato de malte. Foram identificadas 26

espécies pertencentes aos gêneros: Aspergillus, Mucor, Fusarium, Penicillium e Scopulariopsis. O gênero mais representativo em

número de espécies e abundância foi o Aspergillus. Apesar de não terem sido isolados fungos patogênicos ao homem, algumas

espécies causadoras de infecções oportunistas em humanos foram encontradas. Estas espécies são amplamente distribuídas e não

representam grandes riscos ao visitante. Os gêneros Aspergillus e Penicillium vêm sendo encontrados frequentemente em solos de

cavernas. Dentre os isolados existem espécies conhecidamente produtoras de pigmentos, enzimas e toxinas, o que torna possível a

chance de isolar espécies de interesse biotecnológico.

Apoio: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio

Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN

Centro Nacional de Pesquisas e Conservação de Cavernas - CECAV

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

PRIMEIRO REGISTRO DE Earliella scabrosa (BASIDIOMYCOTA) COMO FUNGO ENDOFÍTICO EM

Myracrodruon urundeuva

Ana Patrícia Sousa Lopes de Pádua1; Jadson Diogo Pereira Bezerra

1; Karla Torres Lins de Sousa Freire

1; Leticia Francisca da

Silva1; Laura Mesquita Paiva

1; Cristina Souza-Motta

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Departamento de Micologia, CCB, UFPE, Recife, PE ;

Palavras-chave: Aroeira do sertão; Brejo de altitude; Orelha-de-pau

Fungos endofíticos são micro-organismos que habitam os tecidos de plantas sem lhes causar danos imediatos, não apresentando

estrutura externa visível. A diversidade de fungos endofíticos tem sido subestimada, principalmente daqueles isolados de plantas

medicinais nativas brasileiras. No presente trabalho, foi observada a primeira ocorrência de um membro do gênero Earliella como

endofítico em Myracrodruon urundeuva Allemão - Anacardiaceae (aroeira do Sertão). A coleta ocorreu em julho de 2016 no

município de Triunfo, Pernambuco, em área de brejo de altitude. Foram coletadas 48 amostras de folhas e processadas no

Laboratório de Micologia Ambiental, Departamento de Micologia, UFPE. Os 336 fragmentos das folhas foram desinfestados em

álcool 70% por 60s, hipoclorito de sódio (2-2,5% de cloro ativo) por 180s, álcool 70% por 30s e lavados três vezes em água

destilada e esterilizada e rapidamente transferidos para placas de Petri com meio de cultura Batata-Dextrose-Ágar (BDA),

adicionado de cloranfenicol (100mgL-1). As placas foram incubadas a ±28ºC e o crescimento dos fungos acompanhado por até 30

dias. A fim de verificar a eficácia da desinfestação superficial, 1 ml da última água de lavagem foi inoculada em placas de Petri

contendo o mesmo meio e utilizando as mesmas condições de incubação. Os 144 fungos isolados foram purificados e mantidos

em BDA para identificação morfológica e molecular nos laboratórios da Micoteca URM. Com base nas sequências de ITS e

resultados BLASTn, foram identificados sete gêneros, e no gênero Earliella, foi identificada a espécie E. scabrosa, um fungo

conhecido como orelha-de-pau. Foram obtidas sequências relacionadas a esta espécie com 100% de similaridade. O isolado

cultivado em meio BDA se desenvolveu apresentando coloração branca, textura algodonosa e demonstrou um crescimento lento

tanto em temperatura controlada (BOD) a 25ºC, quanto em temperatura ambiente a 27ºC. Sabe-se que os representantes de E.

scabrosa possuem o basidioma fortemente aderido ao hospedeiro, geralmente em troncos e galhos de árvores, o que pode explicar

o contato dos esporos com as folhas. O isolamento de E. scabrosa como fungo endofítico em área de brejo de altitude demonstra

uma associação ecológica desconhecida entre o fungo e a planta medicinal.

Apoio: CNPq, CAPES e FACEPE

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Diaporthe (ASCOMYCOTA) COMO GÊNERO ENDOFÍTICO MAIS FREQUENTE EM Myracrodruon urundeuva

(ANACARDIACEAE) DE ÁREAS DE CAATINGA E DE BREJO DE ALTITUDE

Ana Patrícia Sousa Lopes de Pádua1; Jadson Diogo Pereira Bezerra

1; Gianne Rizzuto Araújo Magalhães

2; Karla Torres Lins de

Sousa Freire1; José Roberto Santos

3; Cristina Souza-Motta

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Departamento de Micologia, CCB, UFPE, Recife, PE ;

2Programa de Pós Graduação em Biociência Animal,

UFRPE, Recife, PE; 3Departamento de Ciências biológicas, UFPE, Recife, PE;

Palavras-chave: Ecossistemas brasileiros; Fungos endofíticos; Micobiota

Os fungos endofíticos constituem uma micobiota ainda pouco explorada, principalmente aqueles isolados de ambientes como a

Caatinga (vegetação xerófila) e os de brejo de altitude (fragmentos de Floresta Atlântica). O presente trabalho teve como objetivo

principal isolar e identificar fungos endofíticos da planta medicinal Myracrodruon urundeuva Allemão (aroeira do sertão) em

áreas de brejo de altitude e Caatinga no estado de Pernambuco. As coletas ocorreram em julho de 2016 nos municípios de Triunfo

e de Serra Talhada. Foram coletadas 96 amostras de folhas e processadas no Laboratório de Micologia Ambiental, Departamento

de Micologia, UFPE. Os 672 fragmentos das folhas foram desinfestados em álcool 70% por 60s, hipoclorito de sódio (2-2,5% de

cloro ativo) por 180s, álcool 70% por 30s e lavados três vezes em água destilada e esterilizada e rapidamente transferidos para

placas de Petri com meio de cultura Batata-Dextrose-Ágar (BDA), adicionado de cloranfenicol (100mgL-1). As placas foram

incubadas à ±28ºC e o crescimento dos fungos acompanhado por até 30 dias. Os fungos foram purificados e mantidos em BDA

para identificação morfológica e molecular nos laboratórios da Micoteca URM. Foram isolados 175 fungos (32 de área de

Caatinga e 144 de área de brejo de altitude). Estes foram agrupados em gênero de acordo com sua morfologia e alguns isolados

desses grupos selecionados para estudo de parte da região ITS rDNA. Com base nas sequências de ITS e resultados BLASTn,

foram identificados sete gêneros (Colletotrichum, Diaporthe, Earliella, Hirsutella, Penicillium, Phyllosticta e Setosphaeria).

Diaporthe foi o gênero com maior frequência, com 22 isolados (nove em brejo de altitude e 13 em Caatinga). Trata-se do primeiro

registro de fungos endofíticos de M. urundeuva em brejo de altitude e Caatinga. A riqueza de fungos nas duas áreas estudadas foi

considerada alta, sendo a área de brejo de altitude com maior número de isolados, representando, portanto um ambiente mais

favorável para a colonização de M. urundeuva por fungos endofíticos. Diaporthe parece ter importância ecológica para esta planta

medicinal nos dois ambientes estudados.

Apoio: CAPES, CNPq, FACEPE e UFPE

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

NOVAS ESPÉCIES DE FUNGOS COPRINOIDES (AGARICALES, BASIDIOMYCOTA) PARA O ESTADO DA

PARAÍBA, BRASIL

Ana Rafaela Pontes Gomes1; Felipe Wartchow

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

2Universidade Federal da Paraíba;

Palavras-chave: Coprinellus; Parasola; Psathyrellaceae

Fungos coprinoides possuem o píleo muito plicado, basidiósporos com pigmento escuro e lamelas deliquescentes ou que se

colapsam, como ocorre em Parasola. Atualmente são classificados em quatro

gêneros: Coprinellus, Coprinopsis, Parasola e Coprinus stricto sensu. Esses fungos ocorrem diretamente no solo, em gramados,

sobre esterco e podem ser sapróbios ou parasitas. Nesse estudo, são relatadas duas novas espécies coletadas em fragmento de

Mata Atlântica, no Campus I da Universidade Federal da Paraíba, no município de João Pessoa, estado da Paraíba. As

características macromorfológicas dos basidiomas frescos foram registradas, como as cores e medidas. As observações

microscópicas foram realizadas com o material montado em KOH 3% e reagente de Melzer. As medições e estatísticas são

baseados em 60 esporos, sendo 30 medidos em visão frontal e 30 em visão lateral (comprimento × largura visão frontal × largura

visão lateral). Coprinellus sp. foi encontrada em gramados e se caracteriza pelo píleo acinzentado com centro alaranjado, pileipelis

globosa a elipsoide achatada, basidiósporos elipsoides a ovoides, véu formado por filamentos hifais, septados e com grampos de

conexão. Portanto, Coprinellus sp. é mais semelhante a espécies da seção Veliformes, e está entre as subseções Micacei e

Domestici, que apresentam véu granuloso a flocoso com elementos subglobosos às vezes misturados a elementos hifais. Parasola

sp. foi encontrada em serapilheira, apresenta píleo acinzentado com centro castanho, pileipelis formada de células clavadas e

basidiósporos cordiformes com poro germinativo central. A nova espécie apresenta pleurocisídios e queilocistídios que medem

50,5 ? 70,5 × 14,5 ? 23 µm e 33 ? 45 × 13,5 ? 17,5 µm, respectivamente. Enquanto que Parasola leiocephala possui

pleurocistídios medindo 50 ? 110 × 25 ? 35 µm e queilocistídios com 30 ? 80 × 14 ? 30 µm, e em Parasola galericuliformis, os

pleurocistídios medem 60 ? 95 × 18 ? 30 µm e queilocistídios 25 ? 60 × 10 ? 23 µm. Quanto ao substrato, P. galericuliformis e P.

leiocephala ocorrem em gramados, em solo nu ou em solo argiloso. Os espécimes serão depositados no Herbário JPB da UFPB, e

por enquanto ainda não foi feita análise molecular.

Apoio: CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

NOTAS TAXONÓMICAS SOBRE O GÊNERO Phlebopus NA PARAÍBA

Anderlechi Barbosa da Silva1,2

; Ana Cláudia Tenório do Amaral2; Felipe Wartchow

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal da Paraíba;

2Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: Boletoide; Taxonomia; Paraíba

A família Boletinellaceae pertence à ordem Boletales (Basidiomycota), caracterizada pelo estipe excêntrico ou central;

basidióporos curtos, lisos, elipsoides a subglobosos; himenóforo depresso ao redor do estipe e presença de grampos de

conexão. A família é formada por apenas dois gêneros: Boletinellus Murril e Phlebopus (R. Heim) Singer. O gênero Phlebopus

possui ocorrências na África, América e Australásia. Possui 16 espécies descritas. No Brasil há a ocorrência de cinco espécies: P.

beniensis (Singer & Digilio) Heinem. & Rammeloo, P. brasiliensis Singer, Araujo & Ivory, P. harleyi Heinem. & Rammeloo, P.

portentosus (Berk. & Broome) Boedijn e P. tropicus (Rick) Heinem. & Rammeloo. A maioria das espécies possui ocorrência na

região Nordeste do Brasil em especial para o estado da Paraíba, porém os registros do gênero para o estado são todos datados do

século passado. O presente trabalho buscou recoletar os táxons registrados para o estado e redescrevê-los, e descrever novos

táxons se possível, ampliando assim o conhecimento para o gênero na região. Durante o período de 2014 a 2015 foram feitas

excursões em remanescentes de Mata Atlântica do estado da Paraíba, onde foram realizadas coletas de diversos táxons de

macrofungos que foram preservados e depositados no herbário JPB. Posteriormente foram realizadas análises que incluíram a

identificação, ilustrações e descrição desses materiais. Dentre os materiais se identificou a ocorrência das espécies P. beniensis e

P. brasiliensis na Floresta Nacional (FLONA) de Cabedelo e nos remanescentes de Mata Atlântica da UFPB. A espécie

Phlepobus brasiliensis caracteriza-se pelo píleo com tonalidade avermelhada; base do estipe sulcada/estriada; contexto não

azulando quando exposto ao ar; pileipelis tricodermial; cistídios raros, obclavados ou cilíndricos com ápice obtuso; basidiósporos

pequenos, maioria ou todos com comprimento menor que 7,5 µm quando maduros; trama do tubo boletoide, enquanto P.

beniensis caracteriza-se pelo píleo de cor castanho com variações de tonalidades da mesma cor, superfície glabra a tomentosa;

mudança de coloração do contexto quando exposto ao ar adquirindo uma cor de tonalidade azulada; comprimento máximo dos

basidiósporos igual ou menor que 7,5 µm; pileipelis tricodermial; trama do tubo boletoides. O resultado das análises

taxonômicas das características macro e micromorfológicas levaram a reconfirmação dos táxons após décadas sem seu registro

para a região. Apesar da coleta dessas espécies as demais citadas para a região não foram recoletadas demonstrando a necessidade

de mais estudos para a ampliação do conhecimento do gênero Phlebopus para região Nordeste do Brasil.

Apoio: CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

UMA NOVA ESPÉCIE DE FUNGO BOLETOIDE PARA A MATA ATLÂNTICA DO ESTADO DA PARAÍBA

Anderlechi Barbosa da Silva1,2

; Ana Cláudia Tenório do Amaral2; Felipe Wartchow

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal da Paraíba;

2Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: Tylopilus; Boletaceae; Taxonomia

Os fungos classificados atualmente na família Boletaceae são caracterizados principalmente pelo contexto carnoso e himenóforo

tubular, raramente lamelar ou locular. Compreendem cerca de 800 espécies distribuídas em 50 gêneros. Dentre esses gêneros se

encontram o Tylopilus P. Karst., o qual é caracterizado pelo píleo convexo a levemente convexo com depressão no centro

facultativa e margens recurvadas quando maduro; himenóforo adnexado; estipe reticulado ou não; esporos lisos e trama do tubo

divergente. Este gênero possui distribuição cosmopolita. São listadas 119 nomes de Tylopilus, com ocorrências em regiões

tropicais, subtropicais e temperadas, porém o gênero parece ser mais diversificado em regiões subtropicais e tropicais. No Brasil

atualmente foram descritas espécies para a região Norte na Floresta Amazônica em áreas de igapó e campinarana e na região

Nordeste em áreas de Mata Atlântica. São listadas cinco espécies e quatro variedades de Tylopilus para o país: T. arenarius

Singer, T. acutesquamosus Singer, T. balloui (Peck) Singer, T. aquarius var. aquarius Wartchow, Barbosa-Silva, B. Ortiz &

Ovrebo, T. aquarius var. megistus Wartchow, Barbosa-Silva, B. Ortiz & Ovrebo, T. potamogeton var. potamogeton Singer e T.

potamogeton var. mitis Singer. Apesar do gênero apresentar maior diversidade em regiões tropicais e subtropicais são poucos os

estudos realizados no Brasil, em particular na região Nordeste para o táxon. Neste trabalho é descrita e ilustrada uma nova espécie

de Tylopilus coletada em fragmentos de Mata Atlântica na Reserva Biológica (REBIO) Guaribas no estado da Paraíba. A análise

do material consistiu nas anotações de suas características macroscópicas do basidioma fresco, cores e medidas. Na microscopia

foram contabilizados 60 elementos para as medições e estatísticas de cada microestruturas, as lâminas foram montadas em H2O e

KOH 3% para visualização e cor das microestruturas, reagente Melzer para a reação amiloide nos basidiósporos e Vermelho

Congo para uma melhor visualização e posterior desenho das microestruturas. Tylopilus sp. caracteriza-se por possuir basidioma

de grande porte, píleo com superfície de coloração roxa, lilás a vináceo; tubos de cor salmão a rosado; estipe castanho, levemente

fibriloso com a parte superior reticulada. Microscopicamente caracteriza-se por possui basidiósporos levemente elipsoides,

cistídios fusiformes a subfusiformes frequentes e pileipelis tricodermial com elementos terminais alongados, septados e

frequentemente bifurcados. Esse novo registro para a ciência demonstra a necessidade de mais estudos taxonômicos para o táxon

de modo a ampliar o conhecimento do gênero Tylopilus para o Brasil.

Apoio: Os autores agradecem o Conselho Nacional de Desenvolvimento e Pesquisa (CNPq) pela bolsa de pós-graduação (Proc.

130731 / 2016-1) para o primeiro autor.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

FUNGOS CLAVARIOIDES (AGARICOMYCETES) EM ÁREAS DA AMAZÔNIA OCIDENTAL E MATA

ATLÂNTICA DO NORDESTE

Angelina de Meiras-Ottoni1; Tatiana Baptista Gibertoni

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco-UFPE, Recife-PE;

Palavras-chave: Filogenia; Florestas tropicais; Taxonomia

Os fungos clavarioides pertencem ao filo Basidiomycota e formam um grupo artificial caracterizado por desenvolver basidiomas

macroscópicos simples (cilíndricos ou clavados) ou ramificados, com coloração e consistência variável. Além de serem

decompositores de matéria orgânica nos ecossistemas, muitos representantes são ectomicorrízicos ou fitopatogênicos. Esse grupo

de fungos abrange cerca de 30 gêneros e aproximadamente 800 espécies das quais poucas são descritas para regiões tropicais.

Apesar da grande biodiversidade da Amazônia e Mata Atlântica, pouco se sabe sobre a riqueza desses fungos na região. Dessa

forma, o presente trabalho teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre a filogenia dos fungos clavarioides em áreas da

Amazônia Ocidental e Mata Atlântica do Nordeste. Foram realizadas coletas no período chuvoso de 2015 e 2016 em reservas do

Acre, Rondônia, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte e coletados 149 espécimes de fungos clavarioides. Os basidiomas

encontrados foram retirados do substrato com o auxílio de uma faca, acondicionados em sacos de papel e levados ao laboratório

para serem analisados macro- e microscopicamente e deles foram retirados fragmentos para análise molecular. Desse modo, foram

obtidas 62 sequências de ITS e 58 de LSU de 76 espécimes e o posicionamento taxonômico de 100 espécimes foi analisado e

discutido com base em dados moleculares e morfológicos. Estes espécimes se distribuem em sete famílias de fungos clavarioides,

sendo elas Clavariaceae Chevall., Clavulinaceae Donk, Gomphaceae Donk, Hydnodontaceae Jülich, Lachnocladiaceae D.A.

Reid, Lentariaceae Jülich e Pterulaceae Corner; 69 espécimes representam 19 espécies novas para a ciência, uma nova

combinação (Trechispora robusta), e 30, distribuídos em 10 espécies, são novos registros para o Acre, Paraíba, Pernambuco, Rio

Grande do Norte ou Rondônia. Este estudo representa um importante avanço no conhecimento do posicionamento filogenético de

espécies de fungos clavarioides para áreas da Amazônia Ocidental e Mata Atlântica do Nordeste; no entanto, uma abrangência

maior de áreas e expedições contínuas deve amostrar melhor a riqueza de espécies nessas regiões.

Apoio: CAPES, CNPQ, ICMBIO

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

POLYPORACEAE DA FLORESTA NACIONAL DO MACAUÃ, ACRE: PRIMEIROS REGISTROS

Angelina de Meiras-Ottoni1; Samuel Oliveira Almeida

2; Allyne Christina Gomes-Silva

2; Tatiana Baptista Gibertoni

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco-UFPE, Recife-PE;

2Centro Universitário São Lucas-UniSL, Porto Velho-RO;

Palavras-chave: Amazônia; diversidade; taxonomia

Polyporaceae Fr. ex Corda é uma das principais famílias de fungos encontrados em ecossistemas florestais, pertencente à ordem

Polyporales Gäum. e compreende aproximadamente 636 espécies. Seus representantes possuem basidiomas ressupinados à

pileados-estipitados, com himenóforo poroide, lamelar ou hidnoide. Apesar de sua importância ecológica e industrial a

diversidade de Polyporaceae ainda é mal mensurada em áreas da Amazônia Ocidental. O Acre está localizado no extremo

noroeste do Brasil, contendo 2,93% dos 5,3 milhões km2 da Amazônia Legal Brasileira, sendo o Estado que mantém uma das

maiores áreas de floresta tropical contínua intacta, mesmo sendo uma região com grande biodiversidade ainda é pouco explorado,

principalmente em relação aos fungos. Assim, este trabalho visa ampliar o conhecimento sobre a diversidade da família

Polyporaceae no estado do Acre. A Floresta Nacional do Macauã está situada no município de Sena Madureira, no estado do

Acre, com área de 173.475 hectares de Floresta Ombrófila Aberta (Bioma Amazônia). Na área de estudo, foram percorridas trilhas

pré-existentes em janeiro de 2015 e todos os substratos propícios ao surgimento de fungos macroscópicos foram observados, os

representantes encontrados foram coletados com auxílio de uma faca e acondicionados em sacos de papel. Posteriormente, os

basidiomas foram colocados em estufa a 45-50ºC pelo tempo necessário para a total secagem, dois a sete dias. Foram feitas

análises macro e microscópicas; a identificação baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura, na base de dados

CABI. Os espécimes foram depositados no Herbário Dr. Ary Tupinambá Penna Pinheiro, localizado no Centro Universitário São

Lucas. Foram identificados 29 espécimes distribuídos em 16 espécies, representantes dos gêneros Abundisporus Ryvarden,

Coriolopsis Murrill, Earliella Murrill, Favolus P. Beauv., Hexagonia Fr., Leiotrametes Welti & Courtec., Lentinus Fr.,

Nigroporus Murrill, Perenniporia Murrill, Polyporus P. Micheli ex Adans., Pycnoporus P. Karst., Tinctoporellus Ryvarden e

Trametes Fr. Das espécies identificadas, Hexagonia variegata Berk., Lentinus crinitus (L.) Fr. e Perenniporia stipitata Ryvarden

são novos registros para o Acre e 16 representam novas citações para a área de coleta. Este estudo representa um importante

avanço no conhecimento da diversidade da família Polyporaceae no estado do Acre, no entanto uma abrangência maior de áreas e

expedições contínuas deve amostrar melhor essa diversidade de espécies.

Apoio: CAPES, CNPQ, UniSL, ICMBIO.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

NOVA ESPÉCIE DO GÊNERO PSEUDOPYRENULA MÜLL. ARG. (TRYPETHELIACEAE, ASCOMYCOTA) EM

REMANESCENTE DE MATA ATLÂNTICA, NO ESTADO DE SERGIPE.

Ariel Dantas Nunes1; Beatriz Araújo Oliveira

1; André Aptroot

2; Marcela Eugenia da Silva Cáceres

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Sergipe;

2ABL Herbarium, Soest, Holanda;

Palavras-chave: Nova espécie; liquens; Mata Atlântica

A família Trypetheliaceae, juntamente com Graphidaceae, é um dos mais importantes componentes da micota liquenizada

tropical. Trypetheliaceae é composta, quase exclusivamente, por liquens corticícolas, com raros representantes saxícolas. Esta

família compreende liquens com uma grande variedade de caracteres, porém todos apresentam ascomas do tipo peritécio,

agregados ou solitários, ascósporos septados transversalmente ou muriformes, muitas vezes com lumina lenticuladas, e hamatécio

com paráfises ramificadas e anastomosadas, formando uma rede. Pseudopyrenula Müll. Arg. é um dos 15 gêneros que hoje

constituem a família de Trypetheliaceae, e apresenta 22 espécies conhecidas. Para este grupo, a descrição de novas espécies ainda

dispensa o uso de métodos moleculares, pois há caracteres morfológicos suficientes. No âmbito de um projeto maior, que visa a

realização de um inventário dos liquens de Sergipe, alguns remanescentes de Mata Atlântica foram visitados pela primeira vez em

2016. O objetivo deste trabalho é apresentar a nova espécie do gênero Pseudopyrenula, encontrada na Mata do IFS, povoado de

Quissamã, município de Nossa Senhora do Socorro, a qual está ainda em fase de descrição. Foram realizadas coletas através do

método aleatório para a remoção do talo liquênico, com o auxílio da faca e um martelo. Posteriormente, o material foi prensado e

seco em temperatura ambiente, por uma semana na prensa botânica. Em seguida, foram registrados em um envelope para a

identificação do material. Análises macroscópicas e microscópicas foram efetuadas, utilizou-se a reação com os liquens com a

solução de KOH e analisado se ocorreu alguma mudança de cor. Não foi utilizada análise molecular. Para a identificação da nova

espécie Pseudopyrenula sp. foram observados caracteres morfológicos e utilizada a mais nova chave de identificação para o

gênero, com confirmação de especialista. A nova espécie é caracterizada por apresentar ascósporos com três septos transversais,

relativamente pequenos, 15-17 × 5-7 µm, e talo UV negativo. A característica que a distingue das outras espécies descritas é o

hamatécio insperso com pigmento amarelo, que se dissolve com KOH, porém sem reação de cor. Além da espécie nova, apenas

três outras espécies do gênero são também são registradas em Sergipe: Pseudopyrenula diluta (Nyl.) Müll. P. subgregaria Müll.

Arg. e P. subnudata Müll. Arg. Este trabalho indica o grande potencial que a área representa para a conservação de muitas

espécies de liquens no estado. Apesar da Mata Atlântica ser um bioma que se encontra em alteração crítica dos seus ecossistemas

naturais, a conservação dos remanescentes é de extrema importância.

Apoio: CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

ESPÉCIES DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM ÁREAS DE INSELBERG E PEDIMENTO NA

SERRA DA SANTA EM PETROLINA/ PE

Cledson Sandro Barros de Sá1; Márcia Evangelista Sousa

1; Lucas Costa de Souza Cavalcanti

3; Leilyane Conceição de Souza

Coelho1; Danielle Karla Alves da Silva

2; Maryluce Albuquerque da Silva Campos

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina, Pernambuco; ;

2Universidade Federal do Vale do São Francisco

(UNIVASF), Petrolina, Pernambuco; ; 3Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, Pernambuco;;

Palavras-chave: Glomeromycota; Diversidade de FMA; Vale do São Francisco

Pedimentos são detritos, sedimentos que se acumulam no sopé de áreas montanhosas ou elevadas, são formações lentas e

graduais, porém sempre ocorrem embaixo de áreas montanhosas. Inselbergs são relevos residuais que salientam-se em uma

planície em paisagem árida ou semiárida, são considerados também como ilhas de rocha. Inselbergs e pedimentos podem ser

encontrados no Vale do São Francisco (região que margeia o Rio São Francisco nos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco,

Sergipe e Alagoas), fazendo parte das paisagens da Caatinga. Os fungos micorrízicos arbusculares (FMA) encontram-se

amplamente distribuídos nos ecossistemas, formando associação simbiótica mutualística com a maioria das plantas terrestres, às

quais proporcionam benefícios, por aumentar a área de absorção de nutrientes do solo e, em troca, recebem da planta fotossintatos

necessários para sua manutenção e reprodução. Os FMA são importantes componentes dos ecossistemas participando da

manutenção destes. O objetivo desta pesquisa foi identificar as espécies de FMA em solo de pedimento e de inselberg na Serra da

Santa no Vale do Submédio São Francisco, Petrolina/ PE. A coleta foi realizada na Serra da Santa, Petrolina/PE, foram coletadas 3

amostras de solo em quatro áreas: pedimento marrom, pedimento cinza, inselberg alto (topo) e inselberg baixo (meio). As

amostras foram analisadas na Universidade de Pernambuco (UPE), Campus Petrolina. Glomerosporos foram extraídos de

alíquotas de 50 g de solo, por peneiramento úmido seguido por centrifugação em água e sacarose, montados em lâminas com

PVLG e Reagente de Melzer e as espécies de FMA identificadas ao microscópio óptico com o auxílio de bibliografia

especializada. No pedimento marrom foram encontradas oito espécies de FMA: Sclerocystis sinuosa, Ambispora appendicula,

Acaulospora sp.1, Acaulospora sp.2, Acaulospora reducta, Scutellospora aff spinosissima, Glomus sp.1 e Fuscutata heterogama.

No pedimento cinza foram encontradas três espécies: Ambispora appendicula, Glomus sp.1 e Glomus sp.2. No inselberg alto foi

encontrada apenas uma espécie de FMA: Glomus sp.1 e no inselberg baixo foram encontradas duas espécies: Glomus

sp.2 e Acaulospora laevis. Maior número de espécies foi encontrado em áreas de pedimento, nas áreas de inselberg foram

encontradas somente duas espécies. Áreas de pedimento apresentam maior riqueza de espécies de FMA que áreas de inselberg.

Apoio: FACEPE

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES E NEMATOFAUNA EM ÁREAS DE INSELBERG E PEDIMENTO NA

SERRA DA SANTA EM PETROLINA/PE

Cledson Sandro Barros de Sá1; Lucas Costa de Souza Cavalcanti

3; Ricardo Kenji Shiosaki

1; Leilyane Conceição de Souza

Coelho1; Danielle Karla Alves da Silva

2; Maryluce Albuquerque da Silva Campos

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina, Pernambuco;;

2Universidade Federal do Vale do São Francisco

(UNIVASF), Petrolina, Pernambuco; ; 3Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, Pernambuco;;

Palavras-chave: Micorrizas; Nematóides de vida livre; Qualidade do solo

Inselbergs são ilhas de rochas, sendo considerados relevos residuais que salientam-se em planícies, enquanto o pedimento são

detritos que se acumulam no sopé de áreas elevadas. Inselbergs e pedimentos são encontrados no Vale do São Francisco.

Nematóides e fungos micorrízicos arbusculares (FMA) são amplamente distribuídos no solo. Os FMA associam-se à maioria das

plantas terrestres, enquanto os nematoides participam da cadeia trófica, ambos apresentam importante papel ecológico. Desta

forma, esses organismos podem ser usados para avaliar a qualidade do solo, sendo encontradas diferenças nas populações destes

organismos em áreas distintas. A hipótese deste trabalho é que a quantidade e tipos de nematoides do solo, bem como a

colonização micorrízica e a densidade de esporos de FMA são diferentes entre as áreas estudadas. Assim, o objetivo do presente

trabalho é avaliar os FMA e os nematoides do solo presentes em áreas de inselberg e pedimento em Petrolina. Foram coletadas

três amostras de solo mais raízes em cada área estudada (pedimento marrom, pedimento cinza, inselberg alto, inselberg baixo) na

Serra da Santa, Petrolina/PE. As amostras foram levadas para o Laboratório de Culturas Agrícolas e Caatinga no Submédio São

Francisco (LACACSSF) para análises. Para identificação dos grupos de nematóides, 100 ml de solo foram processados e os

nematóides obtidos quantificados em microscópio e agrupados de acordo com o grupo trófico (bacteríovoros, fungívoros,

onívoros e carnívoros), ou, quando fitonematóides, identificados ao nível de gênero. Os esporos, extraídos de alíquotas de 50 g de

solo, por peneiramento úmido seguido por centrifugação em água e sacarose, foram quantificados em estereomicroscópio. A

colonização micorrízica foi avaliada em raízes lavadas, clarificadas com KOH, coradas com Azul de Trypan. Os dados foram

submetidos a análise de variância e as médias comparadas por Tukey (5%). Não houve diferença significativa referente à

quantidade de bacteríovoros, fungívoros e onívoros. Nematóides carnívoros foram encontrados em algumas amostras de inselberg

baixo e em pedimento cinza, apenas. O único fitonematoide encontrado foi Helicotylenchus, estando em maior quantidade no solo

do pedimento cinza, diferindo estatisticamente das demais amostras. A densidade de esporos não diferiu estatisticamente entre as

áreas. Maior taxa de colonização foi encontrada em raízes coletadas no inselberg baixo. Áreas de Inselberg e de pedimento

apresentam os mesmos tipos de nematoides de vidra livre em quantidades similares. Plantas da área de inselberg baixo apresentam

maior taxa de colonização.

Apoio: FACEPE

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55

1. Taxonomia e ecologia de fungos

DIVERSIDADE DE FUNGOS CORTICIÓIDES (BASIDIOMYCOTA) DA CAATINGA NORDESTINA

Carla Rejane Sousa de Lira1; Tatiana Baptista Gibertoni

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: brejos de altitude; macrofungos; semiárido

Os representantes dos fungos corticióides apresentam basidiomas simples e delicados que se desenvolvem principalmente na parte

inferior de madeira em decomposição. De modo geral, as espécies desses fungos apresentam-se essencialmente ressupinadas a

efuso-reflexas, mas, embora menos constantes, há também as que apresentam basidioma cupulado ou até mesmo estipitado. Trata-

se de um grupo de fungos de difícil identificação por taxonomia clássica, sendo muito negligenciado nos estudos neotropicais. São

relatadas aproximadamente 1.800 espécies para o grupo, distribuídas em 250 gêneros e 12 ordens. Até 2016, foi relatada a

ocorrência de cerca de 350 espécies destes fungos no Brasil, porém apenas cinco são registradas em áreas da Caatinga, sendo as

demais para o Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia. O objetivo deste trabalho foi ampliar o conhecimento sobre a diversidade

taxonômica de fungos corticióides na Caatinga. Para isso, entre 2010 e 2015, foram realizadas coletas em oito áreas de caatinga

xerófila e em seis de brejos de altitude nos estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, totalizando 90

transectos percorridos. Após a identificação morfológica do material, 63 espécies de fungos corticióides distribuídas em 42

gêneros já registrados na ciência foram encontradas. Dentre estas espécies, 58 representaram novas ocorrências em escala

estadual, regional, nacional e continental. Além disso, o trabalho também contribuiu com a descoberta de 56 possíveis novas

espécies distribuídas entre os gêneros Acladium Link, Botryodontia (Hjortstam & Ryvarden) Hjortstam, Botryobasidium Donk,

Byssomerulius Parmasto, Dendrophora (Parmasto) Chamuris, Gloeocystidiellum Donk, Gloeodontia Boidin, Hyphoderma Wallr.,

Hyphodontia J. Erikss., Mycoacia Donk, Odonticium Parmasto, Peniophorella P. Karst., Phanerochaete P. Karst., Phlebiopsis

Jülich, Resinicium Parmasto, Scytinostromella Parmasto, Trechispora P. Karst., Stecchericium D.A. Reid, Xylobolus P. Karst.,

além de 30 possíveis novos gêneros de fungos corticióides na região da Caatinga nordestina. Estes resultados mostram a grande

importância de expedições em novas áreas para coletas de espécimes e da investigação de fungos pouco estudados como os

corticióides, pois aumentaram significantemente o conhecimento da diversidade dos fungos corticióides no semiárido brasileiro.

Esses materiais necessitarão de análises mais criteriosas com base em estudos moleculares.

Apoio: (PPGBF; CAPES; CNPq; FACEPE).

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56

1. Taxonomia e ecologia de fungos

REVISÃO DE ESPÉCIMES DE Stereaceae (Basidiomycota) DEPOSITADOS NO HERBÁRIO PE. CAMILLE

TORREND (URM), DEPARTAMENTO DE MICOLOGIA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Thalícia Almeida São Severino da Silva1; Tatiana Baptista Gibertoni

1; Carla Rejane Sousa de Lira

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: coleção; fungos; família

O Herbário Pe. Camille Torrend (URM), do Departamento de Micologia da UFPE, conta com uma coleção de aproximadamente

90.000 exsicatas de fungos e liquens originários de diversas partes do mundo. Este acervo apresenta o maior número de registros

destes organismos dentre todos os herbários da América Latina que mantêm coleções micológicas. Dentre os fungos, a família

Stereaceae é composta por 22 gêneros e 125 espécies, sendo seis e 26, respectivamente, encontrados no Brasil. Apesar da

representatividade no país, ainda há poucos estudos relacionados à diversidade desta família. Considerando a importância das

coleções biológicas, organizadas de modo a auxiliar estudos referentes à biodiversidade, o presente trabalho visou realizar um

inventário dos espécimes de Stereaceae registrados no Herbário URM. Para isso, foram solicitadas as exsicatas registradas para a

verificação do estado de conservação do material e a representatividade por fitofisionomias. Estão registradas 343 exsicatas como

representantes de Stereaceae no URM, das quais 328 foram encontradas e estão distribuídas em 11 gêneros: Aleuria,

Aleurodiscus, Corticium, Gloeocystidiellum, Gloeodontia, Gloeocystidiopsis, Lopharia, Stereum, Stilbum, Trichaptum e

Xylobolus. Entretanto, Aleuria, Corticium, Lopharia, Stilbum e Trichaptum não pertencem atualmente à família. Há registros de

coletas entre os anos de 1915 a 2015, sendo 178 provenientes de Mata Atlântica brasileira, com 21 espécies representantes de

Gloeodontia, Gloeocystidiellum e Xylobolus. Quatro espécies de Gloeocystidiellum e Stereum estão registradas para a Amazônia e

três de Gloeodontia, Gloeocystidiopsis e Stereum para a Caatinga. Há também representantes coletados em fitofisionomias de

outros países, tais como: Floresta Temperada da Inglaterra, Eslováquia, República Checa, Áustria e Hungria; Taiga e Pastagens

Temperadas dos Estados Unidos, que também tem representantes em Chaparral, assim como a Itália; Savana da Uganda e África

do Sul; Floresta Caducifólia da Alemanha; Floresta Latifoliada da China e Serra Leoa e Floresta Boreal da Suécia e Noruega, com

representantes dos gêneros Aleurodiscus e Stereum distribuídos em 18 espécies nestes locais. Do total de exsicatas, 15 estão

deterioradas. As demais exsicatas poderão ser re-analisadas e ter sua nomenclatura atualizada através de estudos morfológicos e

de biologia molecular. Com este trabalho, compreende-se que a diversidade de Stereaceae é muito ampla, tanto no Brasil quanto

ao redor do mundo, confirmando que o herbário URM é uma coleção que abriga uma grande diversidade de fungos pouco

explorada, sugerindo-se a continuidade dos estudos de revisão

Apoio: (FACEPE, Propesq-UFPE)

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Diversidade de Agaricomycetes lignoceluloliticos na Caatinga

Carla Rejane Sousa de Lira1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: basidiomicetos; brejo de altitude; floresta seca

Os Agaricomycetes são caracterizados por desenvolverem basidiomas, popularmente conhecidos como cogumelos e orelhas de

pau, onde produzem basídios e basidiosporos. Grande parte dos representantes deste grupo degrada componentes da madeira,

sendo assim chamados de lignolíticos ou lignocelulolíticos. Para ampliar o conhecimento sobre a diversidade taxonômica e

ecológica desse grupo de fungos em áreas de Caatinga, foram realizadas coletas em áreas de caatinga xerófila e em brejos de

altitude dentre os anos de 2010 e 2015. Testes estatísticos foram realizados para avaliar a diversidade entre as áreas. Também

foram empregadas ferramentas moleculares para elucidação de complexos de espécies. No presente estudo, foram coletados cerca

de 2500 espécimes, os quais corresponderam a 191 espécies de Agaricomycetes lignocelulolíticos. Dentre estas espécies, 132 são

novos registros para estados, região, bioma, país, continente ou ciência. Após as visitas a campo, as curvas cumulativas de

espécies não se estabilizaram, indicando que mais coletas são necessárias. Apesar disso, os esforços amostrais, de modo geral,

variaram entre 58 e 85% da riqueza estimada e foram considerados suficientes para o estudo. De acordo com a frequencia relativa

das espécies, em todas as áreas analisadas a maioria dos táxons foi classificada como rara, sendo a minoria classificada como

abundante. Os resultados dos testes mostraram que há diferença significativa na composição, riqueza e a abundância de espécies

entre as fitofisionomias, sendo coletados um maior número de espécies e espécimes nas áreas de brejo de altitude. Foram

coletados mais espécimes durante o período chuvoso, porém não houve diferenciação na riqueza e na composição de espécies

entre as estações seca e chuvosa nas áreas de Caatinga estudadas. A partir das ferramentas moleculares, foi possível encontrar as

novas espécies Datroniella minuta, Megasporoporiella variabilicolor, Perenniporia brasiliensis e P. paraguyanensis e ainda

propor as duas novas combinações Megasporoporiella amazonica e M. anoectopora. Além disso, o trabalho também contribuiu

com a descoberta de 56 possíveis novas espécies distribuídas em 19 gêneros, além de outros 30 possíveis novos gêneros de fungos

corticióides na região, mas que necessitam ser confirmados por ferramentas moleculares, sendo este o objetivo do trabalho atual

de pós-doutorado. Através desses estudos foi possível constatar que a Caatinga abriga uma alta diversidade de espécies de

Agaricomycetes lignocelulolíticos, sendo conhecimento prévio desses fungos na área ampliado com a adição de 146 espécies das

quais 132 representaram novas ocorrências para estados, região, bioma, país, continente e ciência.

Apoio: CAPES, FACEPE

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Mucor foetidus sp. nov (MUCORALES, MUCOROMYCOTA) ISOLADA DE SOLO DE BREJO DE ALTUTUDE EM

PERNAMBUCO, BRASIL

Carlos Alberto Fragoso de Souza1; Maria Eduarda Farias Sena de Lima

2; Catarina Letícia Ferreira de Lima

1; Diogo Xavier de

Lima1; Rafael José Vilela de Oliveira

1; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Biociências,

Departamento de Micologia. Recife, Pernambuco. ; 2Graduação em Ciências Biológicas, Universidade Federal de Pernambuco

(UFPE), Centro de Biociências, Departamento de Micologia. Recife, Pernambuco. ;

Palavras-chave: Mucoromycotina; Taxonomia; Brejo de Altitude

Mucor Fresen. é caracterizado pela produção de esporangióforos simples ou ramificados, que surgem diretamente do substrato e

portam esporângios não apofisados, globosos e/ou subglobosos. Poucas espécies desse gênero apresentam rizóides e estolões não

são produzidos. O gênero é cosmopolita, sendo a maioria das espécies descritas sapróbias, podendo ser isoladas de uma grande

variedade de substratos, como solo, grãos, flores, frutos, material vegetal em decomposição, agáricos carnosos e excrementos de

herbívoros. Em um estudo sobre diversidade de Mucorales em solos de brejo de altitude na cidade de Triunfo, Pernambuco, um

espécime de Mucor que difere morfologicamente e geneticamente das outras espécies do gênero foi isolado. A descrição

morfológica foi realizada em meio ágar extrato de malte, a 15, 20, 25, 30 e 35ºC. A análise morfofisiológica, bem como as

relações filogenéticas inferidas a partir de dados das regiões LSU e ITS do rDNA, confirmam que M. foetidus é uma nova espécie

para a ciência. Mucor foetidus produz esporangióforos originados de micélios aéreos, simples ou repetidamente simpodialmente

ramificados, com ramificações longas ou curtas e esporangiósporos variáveis em forma e tamanho. Septos podem ser formados

abaixo dos esporângios. Odor ácido, forte e desagradável. Nossas sequências de dados indicaram uma proximidade genética entre

M. foetidus e M. merdicola, sendo a produção de esporangiósporos elipsoides e elipsoides para fusiformes comuns em ambas às

espécies. Contudo, M. foetidus produz esporangiósporos maiores e de forma bizarra, em contraste com os observados em M.

merdicola, que são elipsoides para fusiformes ou subglobosos. Mucor foetidus também está inserido geneticamente no grupo M.

hiemalis, embora apresente padrões de ramificação dos esporangióforos diferentes dos descritos para esse grupo, em que as

espécies são caracterizadas como produzindo esporangióforos simples ou com fracas ramificações simpodiais. Este estudo

contribui para o conhecimento da diversidade de Mucorales na região semiárida do Brasil.

Apoio: FACEPE, CNPq.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

QUANTIFICAÇÃO DE ÁCIDOS GRAXOS DE MUCORALES COPRÓFILOS DO SEMIÁRIDO DE PERNAMBUCO

Carlos Alberto Fragoso de Souza1; Maria Eduarda Farias Sena de Lima

2; Thalline Rafhaella Leite Cordeiro

1; Luciana Melo Sartori

Gurgel4; Norma Buarque de Gusmão

3; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Biociências,

Departamento de Micologia. Recife, Pernambuco.; 2Graduação em Ciências Biológicas, Universidade Federal de Pernambuco

(UFPE), Centro de Biociências, Departamento de Micologia. Recife, Pernambuco. ; 3Pós-Graduação em Biologia de Fungos,

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Biociências, Departamento de Antibióticos, Recife, Pernambuco.; 4Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Recife, Pernambuco. ;

Palavras-chave: Caatinga; excremento; lipídeos

Mucorales são caracterizados morfologicamente pela produção do zigósporo, estrutura de resistência de origem sexuada resultante

da copulação gametangial. Em maioria, esses fungos são sapróbios comumente isolados de solo, excrementos, plantas, de outros

fungos, vertebrados e invertebrados. Espécies dessa ordem têm sido amplamente estudadas, não apenas pelas relações ecológicas

que estabelecem com outros seres nos ecossistemas, mas pelo elevado potencial biotecnológico que apresentam, tendo algumas

sido citadas como promissoras para a produção de biodiesel. Dessa forma, esse estudo teve como objetivos inventariar e

comparar as comunidades de Mucorales em excrementos de diferentes espécies e raças de animais herbívoros do semiárido de

Pernambuco, pela frequência de ocorrência e riqueza de espécies, bem como conhecer e quantificar os ácidos graxos da biomassa

dos táxons isolados. Foram realizadas oito coletas de excrementos de bovinos (Bos taurus L.), caprinos (Capra hircus L.) e ovinos

(Ovis aries L.) nas estações do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), localizadas nas cidades de Arcoverde, Serra Talhada

e Sertânia. As amostras foram acondicionadas em sacos plásticos limpos, transportadas ao laboratório e incubadas em câmaras

úmidas, em triplicata, por 10 dias. Para a extração de ácidos graxos, inóculos utilizados para o crescimento em meio líquido foram

obtidos a partir de culturas crescidas em placas de Petri contendo BDA durante cinco dias a 28ºC. Após este período, blocos de

gelose foram transferidos para os Erlenmeyers contendo 100 mL de MEA e incubados a 28°C por 7 dias, sob rotação. Após o

crescimento, 10 mg da biomassa de cada espécie foram pesadas para a extração e metilação dos ácidos graxos e, em seguida,

analisadas por cromatografia gasosa. Foram isolados 24 táxons de Mucorales distribuídos entre Absidia, Circinella,

Cunninghamella, Lichthemia, Mucor, Pilobolus, Rhizopus e Syncephalastrum. Os excrementos de ovinos apresentam maior

riqueza de espécies de Mucorales, seguidos pelos de bovinos, sendo M. circinelloides f. griseocyanus o mais frequente, seguido

por M. ramosissimus. A composição das espécies de Mucorales foi mais similar entre as raças Guzerá e Sindi (bovinos), seguidas

por Girolando (bovino) e Morada Nova (ovino). Treze ácidos graxos diferentes foram encontrados na biomassa dos Mucorales,

estando os ácidos palmítico e o oléico presentes em todas as espécies analisadas. Maiores concentrações de ácidos graxos foram

verificadas para o ácido oléico em M. circinelloides f. griseocyanus e em C. echinulata var. echinulata, tendo Lichtheimia

brasiliensis apresentado a mais variada composição desses ácidos.

Apoio: FACEPE,CNPq e IPA

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

A mudança temporal na comunidade de hifomicetos aquáticos associados a folhas em decomposição em um riacho de

águas negras

Carlos Calderón del Cid1; Renan de Souza Rezende

2; Juliana dos Santos Dahora Almeida

1; Laís de Aragão

1; Adriana Oliveira

Medeiros1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Departamento de Botânica, Instituto de Biologia, Universidade Federal de Bahia, CEP 40170-110, Salvador de

Bahia, Brasil; 2Programa de Pós-graduação em Ecologia e Conservação, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, CEP:

59.625-900, Rio Grande do Norte, Brasil. ;

Palavras-chave: Hifomicetos ; Decomposição foliar ; Comunidade fúngica

A comunidade microbiana é o principal decompositor nos riachos tropicais, sendo os fungos os mais efetivos no processo. Os

hifomicetos aquáticos são fungos Ingoldianos cuja bateria enzimática é capaz de decompor as moléculas mais recalcitrantes do

detrito foliar em riachos. A síntese das enzimas extracelulares por parte dos hifomicetos gera um substrato carbônico que

incrementa o valor nutricional e palatabilidade do detrito, favorecendo a colonização dos invertebrados aquáticos. Neste estudo foi

avaliada a mudança temporal na comunidade de hifomicetos aquáticos por meio da decomposição de folhas senescentes num

riacho pertencente ao bioma do Cerrado. O experimento foi realizado no riacho de águas negras (córrego Boiadeiro), localizado na

Chapa Diamantina (Bahia, Brasil). Os experimentos ocorreram entre Janeiro/2015 e Janeiro/2016, em incubações foliares

trimestrais, acessando a decomposição aos 30, 60, 90 dias, sendo avaliada a taxa de esporulação, riqueza de espécies de

hifomicetos. A perda de massa foliar variou trimestralmente, apresentando decomposição mais acelerada no trimestre de

Fevereiro-Abril, e mais lenta no trimestre de Novembro-Janeiro. A riqueza de hifomicetos (8 espécies) não variou

significativamente ao longo do experimento. A taxa de esporulação foi significativamente maior no trimestre de Maio-Julho. A

estrutura da comunidade de hifomicetos diferiu somente entre os trimestres de Fevereiro-Abril e Agosto-Outubro, particularmente

na frequência e ocorrência das seguintes espécies: Anguillospora filiformis Greathead (predominante no trimestre de Fevereiro-

Abril) e Lunulospora curvula Ingold (predominante no trimestre de Agosto-Outubro). O estudo demonstra que existe um padrão

cronológico no funcionamento do ecossistema. A taxa de maior esporulação de hifomicetos é antecedida pelo trimestre de maior

decomposição. O que sugere que a exploração do recurso alimentar senescente gerou as condições metabólicas necessárias, em

termos energéticos e de biomassa, para permitir a reprodução dos hifomicetos. Igualmente o trimestre de maior esporulação foi

uma transição na estrutura da comunidade de hifomicetos. Isso, em termos das espécies predominantes, evidencia uma

diversificação na função ecossistêmica das comunidades. A comunidade prévia às taxas máximas de esporulação, predominada

pela Anguillospora filiformis Greathead, foi a que propiciou a maior decomposição e, portanto, pode-se inferir que tem uma

melhor estratégia de degradação. A comunidade posterior às taxas máximas de esporulação, predominada pela Lunulospora

curvula Ingold, apresentou uma melhor estratégia reprodutiva, aproveitando as condições favoráveis do meio. Devido à

importância dos hifomicetos na cadeia trófica decompositora, as mudanças na comunidade fúngica afetam o fluxo de matéria e

energia no ecossistema.

Apoio: Nós somos gratos com FAPESB e CNPQ pelo apoio econômico que permitiu esta pesquisa.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

ASPECTOS ECOLÓGICOS DE MUCORALES ISOLADOS DE SOLO DO BREJO DE ALTITUDE DE CAMOCIM DE

SÃO FÉLIX-PE.

Catarina Letícia Ferreira de Lima1; Ingrid Brandão Cavalcanti

2; Thalline Rafhaella Leite Cordeiro

3; Carlos Alberto Fragoso de

Souza; Luciana Melo Sartori Gurgel; André Luiz Cabral Monteiro De Azevedo Santiago;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Programa de Pós-graduação em Biologia de Fungos. Universidade Federal de Pernambuco. Departamento de

Micologia; 2Graduação em Ciências Biológicas. Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Biociências. Departamento de

Micologia; 3Instituto Agronômico de Pernambuco;

Palavras-chave: ecologia; Mucoromycotina; solo

Mucorales são fungos pertencentes ao subfilo Mucoromycotina, filo Mucoromycota. São comumente isolados de excrementos de

herbívoros, alimentos estocados, do solo e se caracterizam morfologicamente pela produção do zigósporo, durante a reprodução

sexuada, e de esporangiósporos, esporangíolos e merósporos na fase assexuada. Esses fungos têm sido reportados no Brasil em

solos de Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado. No entanto, existem poucos estudos taxonômicos e ecológicos dos Mucorales em

brejos de altitude, que são encraves de Mata Atlântica no bioma Caatinga. Dessa forma, o presente trabalho visa conhecer a

frequência de ocorrência, frequência relativa e riqueza desses fungos em solos de um brejo de altitude localizado no agreste de

Pernambuco. Foram realizadas três coletas de solo no município de Camocim de São Félix - PE, entre agosto de 2016 e fevereiro

de 2017, de onde foram obtidas 18 amostras de solo. Para o isolamento, foram inoculados cinco miligramas de solo em placas de

Petri contendo o meio de cultura ágar gérmen de trigo adicionado de cloranfenicol em triplicata. Foram identificadas dez espécies,

uma forma e uma variedade pertencentes a seis gêneros: Absidia sp., A. pseudocylindrospora, Backusella lamprospora,

Cunninghamella bertholletiae, C. blakesleeana C. echinulata var. echinulata, Gongronella butleri, Mucor circinelloides f.

circinelloides, Rhizopus microsporus e R. stolonifer. Dentre os isolados, A. pseudocylindrospora apresentou maior número de

unidades formadoras de colônia por grama de solo, seguida por R. stolonifer, enquanto A. pseudocylindrospora e R. stolonifer

foram os táxons mais frequentes. Apenas R. stolonifer e A. pseudocylindrospora podem ser consideradas ocasionais, sendo o

restante dos táxons raros nos solos inventariados.

Apoio: CNPq, FACEPE.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

FUNGOS COPRÓFILOS DE PERNAMBUCO: PRIMEIRO REGISTRO DE Ascobolus castaneus Teng. PARA O

BRASIL

Daniel Barbosa Paula do Monte1; Nicole Helena de Brito Gondim

1; Roger Fagner Ribeiro Melo

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO;

Palavras-chave: Divulgação científica; Ensino de Micologia; Fungos

Fungos coprófilos formam um restrito grupo de sapróbios especialmente adaptados a viver em excrementos de herbívoros.

Estudos recentes vem levantando dados acerca da diversidade e ecologia desse grupo em Pernambuco, sobretudo em excrementos

de animais domésticos nos biomas do estado. Dentre estes fungos, diferentes grupos funcionais e padrões de ocorrência podem ser

observados. Destacam-se os fungos endocoprófilos (ou coprófilos verdadeiros), com estratégias competitivas e alta adaptação e

adaptabilidade a estes substratos. Ascobolus (Pezizomycetes, Ascomycota) é um gênero cuja maioria das espécies ocorre como

endocoprófila, facilmente reconhecido por seus apotécios conspícuos e ascosporos livres de coloração avermelhada, raramente

ausente em amostragem de fungos em excrementos de herbívoros. Este trabalho apresenta o primeiro registro de Ascobolus

castaneus para o Brasil. O fungo foi identificado sobre excrementos equinos no campus da Universidade Federal de Pernambuco,

Recife. Cortes transversais de apotécios maduros foram montados em lâminas com hidróxido de potássio 5% e em ácido

polivinílico com glicerol (PVLG). A espécie foi identificada utilizando bibliografia recomendada para o grupo. O material

apresenta apotécios de desenvolvimento eugimnoimeniais, com coloração castanha característica da espécie, com receptáculo e

disco concolores, 0,8–2 mm de diâmetro; disco a princípio côncavo e amarelo em maturação, finalmente convexo, castanho, liso a

levemente viloso, não furfuráceo; receptáculo a princípio cupular e branco, posteriormente escutelado a discoide castanho.

Hipotécio 30–47,5 μm de espessura, em geral textura angulata. Excípulo ectal 30–50 μm de espessura, com células elipsoides

irregulares, tornando-se mais globosas em direção às margens. Hipotécio formado por células isodiamétricas, fortemente

compactadas. Ascos cilíndrico-clavados, com oito esporos, 120–175 × 15–17,5 μm. Ascosporos unicelulados, elipsoides, a

princípio hialinos, posteriomente marrom avermelhados, lisos, 21,5–26,5 × 11,5–12,5 μm. O material se encontra depositado no

acervo do Herbário Padre Camille Torrend da Universidade Federal de Pernambuco. A relativa facilidade de encontrar novos

registros de uma espécie para o país reflete a falta de estudos que fungos desse grupo têm no Brasil, e reforça a importância destes

levantamentos.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

ADUBAÇÃO NITROGENADA COMBINADA COM SUBSTÂNCIAS HÚMICAS AFETAM A OCORRÊNCIA DOS

FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM CULTIVO DE ACEROLEIRA NO SERTÃO PERNAMBUCANO

Daniela Alves do Nascimento1; Karen Mirella Souza Menezes

2; Danielle Karla Alves da Silva

3; Adriana Mayumi Yano-Melo

4;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Colegiado de Engenharia Agronômica, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina - PE;

2Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina - PE.;

3Programa de Pós-Graduação em Agronomia-Produção Vegetal,

Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina - PE.; 4Colegiado de Zootecnia e Programa de Pós-graduação em

Agronomia-Produção Vegetal, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina - PE.;

Palavras-chave: FMA; Manejo Agrícola; Taxonomia de Fungos

A adubação objetiva o aumento do desenvolvimento e produtividade vegetal, em especial em cultivos para fins comerciais; no

entanto, esta prática pode influenciar a diversidade dos fungos micorrízicos arbusculares (FMA). Objetivou-se neste trabalho

avaliar o impacto da adubação nitrogenada combinada com substâncias húmicas sobre a ocorrência de FMA associados aos

períodos vegetativo e reprodutivo de plantas de acerola. Amostras de solo foram coletadas em área de cultivo de aceroleiras, o

experimento foi em parcela subdividida, onde a parcela é a aplicação de substâncias húmicas (com e sem) e as subparcelas a

adubação nitrogenada (50, 75, 100, 125 e 150% da dose recomendada). A identificação dos táxons de FMA foi feita com amostras

provindas diretamente do campo. Ao todo, foram identificados 11 táxons de FMA distribuídas em seis gêneros (Acaulospora,

Ambispora, Cetraspora, Dentiscutata, Funneliformis e Glomus). Todos os gêneros foram encontrados no período vegetativo, o

que não ocorreu no período reprodutivo, uma vez que, somente os gêneros Acaulospora, Ambispora e Glomus foram observados,

indicando assim que o estádio fenológico da planta pode interferir na esporulação de espécies de FMA, favorecendo as mais

persistentes como Glomus sp.1 e Glomus sp.2 que foram encontradas em todos os tratamentos. Quanto ao efeito da adubação

observou-se que a parcela que não recebeu adição de substâncias húmicas, tanto no período vegetativo quanto no reprodutivo da

planta, apresentou maior número de táxons quando comparada à parcela adubada com as duas fontes de nutrientes, sendo Glomus

sp.1, Glomus sp.2 e Acaulospora scrobiculata as espécies mais abundantes, independente da dose de nitrogênio aplicada. Conclui-

se que altas concentrações de adubos nitrogenados, bem como o estádio fenológico de desenvolvimento da planta podem interferir

na frequência e diversidade dos FMA.

Apoio: Facepe, CNPq, Univasf.

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64

1. Taxonomia e ecologia de fungos

EFEITO DO GRADIENTE BORDA-INTERIOR NA RIQUEZA E COMPOSIÇÃO DE LIQUENS CORTICÍCOLAS EM

FRAGMENTO DE CAATINGA NO ESTADO DE SERGIPE

Dannyelly Santos Andrade1; Jaciele de Oliveira Dantas

2; Elaine Alves Santos

2; André Aptroot

3; Robert Lücking

4; Marcela

Eugenia da Silva Cáceres2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

2Universidade Federal de Sergipe;

3ABL Herbarium;

4Botanischer Garden

und Botanisches Museum Berlin;

Palavras-chave: Fragmentação; Liquens; semiárido

A borda de um fragmento é a área limite entre o interior da floresta e outra unidade de paisagem (área urbanizada, pastagem, entre

outros), em que a interação destes ambientes resulta em um conjunto de modificações físicas e biológicas conhecidas como

“efeitos de borda”. A persistência de espécies em pequenos fragmentos é determinada em grande parte por estes efeitos. Os efeitos

de borda sobre os ecossistemas florestais são bem estudados, no entanto, as suas consequências para o bioma Caatinga ainda são

pouco exploradas. Liquens são sensíveis às mudanças na luminosidade, umidade e temperatura nos microhabitats, assim a

fragmentação torna-se um importante fator para prever o padrão de distribuição destes organismos. Este trabalho tem como

objetivo avaliar como a composição e riqueza de espécies de liquens corticícolas (liquens que crescem sobre o ritidoma das

árvores) são alteradas ao longo do gradiente borda-interior, em resposta à fragmentação florestal em uma área de Caatinga, no

estado de Sergipe, analisando também fatores bióticos e abióticos como luminosidade, pH da casca e diâmetro na altura do peito

(DAP) do hospedeiro. O estudo foi realizado no município de Poço Verde, no estado de Sergipe. Para a coleta do material

biológico, foram demarcados 80 pontos, utilizando o programa ArcGIS, para o mapeamento da áreas e georreferenciamento. Em

campo, os pontos foram localizados com GPS. Os pontos foram distribuídos aleatoriamente em diferentes distâncias da borda ao

longo do fragmento (0 a 330 m da borda). Em cada ponto, foi escolhida a árvore mais próxima contendo liquens. Cada forófito

(árvore hospedeira) foi considerado uma unidade amostral, onde foram coletados os talos liquênicos entre 0,5 m a 1,5 m de altura

no tronco. No total, foram coletadas 972 amostras de liquens corticícolas. Foram identificadas 182 espécies, distribuídas em 17

famílias e 57 gêneros. Para a composição de espécies no gradiente borda-interior, as análises estatísticas mostraram uma diferença

significativa. Porém, não houve resultado significativo em relação à riqueza de espécies. Dentre os fatores abióticos, apenas o

fator de luminosidade (transmitância difusa) obteve resultado significativo em relação à riqueza de espécies de liquens corticícolas

(p = 0,0448). Como organismos fotossintetizantes, os liquens apresentam íntima relação com a intensidade luminosa. O presente

estudo ressalta a importância de incluir os liquens nos estudos de efeito de borda, especialmente para a Caatinga, um dos biomas

mais degradados do Brasil, reforçando a inclusão destes organismos em estratégias para conservação da biodiversidade neste

ambiente.

Apoio: CAPES

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65

1. Taxonomia e ecologia de fungos

LEVANTAMENTO DA MICOTA LIQUENIZADA EM UM FRAGMENTO DE CAATINGA NO ESTADO DE

SERGIPE, BRASIL

Edna de Jesus Santos1; Dannyelly Santos Andrade; André Aptroot

3; Robert Lücking

4; Marcela Eugenia da Silva Cáceres

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Sergipe;

2Universidade Federal de Pernambuco;

3ABL Herbarium;

4Botanischer Garden

und Botanisches Museum Berlin;

Palavras-chave: Liquens; Riqueza; Semiárido

A Caatinga é um tipo de formação vegetal com características bem definidas, apresentando árvores baixas e arbustos que,

geralmente, perdem as folhas na estação seca (espécies caducifólias), além de apresentar muitas cactáceas, ocupa uma área

734.478km², em sua maior parte no Nordeste brasilero. Apesar de possuir um alto endemismo de espécies, a Caatinga é um dos

biomas mais degradados do Brasil. Os liquens fazem parte de um grupo muito diversificado de fungos. São encontrados na

natureza simbioticamente associados a algas e, ou cianobactérias. Sua forma de vida peculiar faz com que os liquens estejam

presentes em praticamente todos os ecossistemas, de florestais a desérticos. A realização de inventários que, consequentemente,

resulta no crescimento do acervo de espécimes de liquens, mostra-se de suma importância para o conhecimento da diversidade

liquênica e da biodiversidade da Caatinga. Desta forma, o objetivo desse trabalho é apresentar as novas ocorrências de liquens

corticícolas (que crescem sobre o ritidoma das árvores) para a região semiárida, no município Nossa Senhora da Glória, no estado

de Sergipe. A presente coleta foi realizada de forma aleatória em diversos pontos da área estudada, sendo utilizados faca e martelo

para a retirada dos liquens no córtex (casca) das árvores e arbustos. As coordenadas foram aferidas com a utilização de GPS. As

amostras coletadas foram armazenadas em bolsas de papel, e registrados a data e local de coleta. Foram coletadas 380 amostras de

liquens corticícolas, sendo que, até o momento, foram identificadas 43 espécies, distribuídas em onze gêneros, representados,

principalmente, nas famílias Arthoniaceae, Caliciaceae, Graphidaceae, Lecanoraceae e Trypetheliaceae. As famílias mais

abundantes foram Trypetheliaceae, com 14 espécies, e Lecanoraceae, com 12, sendo os gêneros Trypethelium Spreng. e Lecanora

Ach. os que apresentaram o maior número de espécies. São novos registros para o estado de Sergipe: Anisomeridium albisedum

(Nyl.) R.C. Harris, Graphis bungartzii Barcenas-Peña & Lücking, Leptogium austroamericanum (Malme) C.W. Dodge e L.

marginellum (Sw.) Gray. Com os resultados obtidos, foi possível observar que esta área de Caatinga possui uma riqueza

considerável de espécies de liquens, e ainda contribuindo com quatro novos registros para o estado. Estudos recentes verificaram

que, para todo o semiárido sergipano, incluindo oito áreas de caatinga, são registradas, atualmente, 203 espécies.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

LIQUENS CORTICÍCOLAS CROSTOSOS NO SEMIÁRIDO PARAIBANO, BRASIL

Amanda Barreto Xavier Leite1; Aline Anjos de Menezes

2; Dayane de Oliveira Lima

3; Robert Lücking

4; André Aptroot

5; Marcela

Eugenia da Silva Cáceres3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte.;

2Universidade Federal da Bahia,

Salvador, Bahia; 3Universidade Federal de Sergipe, Itabaiana, Sergipe;

4Botanischer Garden und Botanisches Museum Berlin,

Berlin, Alemanha; 5ABL Herbarium, G.v.d.Veenstraat 107, NL-3762 XK Soest, The Netherlands;

Palavras-chave: Caatinga; Taxonomia; Nordeste

A Caatinga é um mosaico de arbustos espinhosos e florestas sazonalmente secas que cobre a maior parte dos estados do Piauí,

Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e a parte nordeste de Minas Gerais, no vale do

Jequitinhonha. No Estado da Paraíba, dois terços da área total correspondem ao ecossistema Caatinga, abrangendo as regiões do

Sertão, Cariri, Seridó e Curimataú. A área de Curimataú é uma das regiões menos conhecidas do bioma Caatinga na Paraíba,

constituído por dez municípios, entre eles, o município de Cuité, onde foi desenvolvido parte desse estudo. O objetivo do trabalho

foi inventariar a riqueza de liquens corticícolas crostosos em duas áreas do semiárido nordestino. Para isso, foram demarcados

cinco transectos de 100 m cada, paralelamente demarcados a cada 25 m distantes um do outro. Em cada transecto, foram

demarcados pontos a cada 10 m, sendo 50 pontos para cada área. Em cada ponto foi amostrada a árvore mais próxima na qual foi

observada a presença de talos liquênicos, na altura de 0,5 m até 1 m em relação ao solo. No semiárido paraibano, a coleta foi

realizada na Reserva da Muralha que possui uma área de 300 ha e altitude de 500 m, localizada no município de Cuité. Como

resultado, foram identificadas 12 famílias, com registro de 66 espécies, sendo quatro consideradas novas para a ciência. Dentre as

espécies encontradas para o semiárido paraibano, temos Arthonia antillarum (Fée) Nyl., Buellia yaucoensis Vainio, Chapsa

discoides (Stirt.) Lücking, Graphis albissima Müll. Arg., Graphis gonimica Zahlbr., Pyrenula aspistea (Ach.) Ach., Enterographa

subserialis (Nyl.) Redinger. E como novas espécies para a ciência: Stirtonia microspora Xavier-Leite, M. Cáceres & Aptroot,

Stirtonia nitida Xavier-Leite, M. Cáceres & Aptroot, Stirtonia nivea Xavier-Leite, M. Cáceres & Aptroot e Polymeridium

isohypocrellinum A. B. Xavier-Leite, M. Cáceres & Aptroot. Para a Reserva Muralha, e para a região de Curimataú, estas foram

as primeiras coletas e pesquisa desenvolvidas para o estudo de liquens corticícolas, sendo as espécies encontradas novos registros

para o estado da Paraíba, e algumas para o Brasil, América do Sul e para a ciência. Dessa forma, estes resultados sobre a riqueza

de liquens corticícolas em áreas de semiárido, nesse caso o paraibano, tendem a colaborar em novas pesquisas sobre liquens

nessas áreas do nordeste brasileiro, buscando através do conhecimento taxonômico, novas informações que auxiliem no

conhecimento e preservação de tais fitofisionomias.

Apoio: CAPES

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

LIQUENS DO MONUMENTO NATURAL GROTA DO ANGICO, NO SEMIÁRIDO SERGIPANO, MUNICÍPIO DE

POÇO REDONDO

Dayane de Oliveira Lima1; Karen Cristine Ribeiro de Jesus

1; Katiene Santos Lima

1; Cléverton de Oliveira Mendonça

2; Marcela

Eugenia da Silva Cáceres1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Sergipe, Campus Professor Alberto Carvalho, Itabaiana, Sergipe, Brasil.;

2Universidade

Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil.;

Palavras-chave: Caatinga; Fungos liquenizados; Semiárido sergipano

Os liquens apresentam uma vasta distribuição geográfica, podendo ser encontrados em diversos substratos e ambientes, incluindo

aqueles de umidade e temperatura extremas. A Caatinga, vegetação característica do semiárido brasileiro, apresenta longos

períodos de estiagem, clima quente e seco, baixa precipitação, sendo considerada ambiente de condições extremas para muitos

organismos. No entanto, a Caatinga abriga uma grande diversidade liquênica. Em Sergipe, este bioma ocupa cerca de 11% da área

do estado, e o Monumento Natural (MONA) Grota do Angico (2.200 hectares), que está localizado entre os municípios de Poço

Redondo e Canindé do São Francisco, é a unidade de conservação mais importante no estado. O objetivo deste trabalho foi

identificar e listar as espécies liquênicas do MONA Grota do Angico, além de realizar novas coletas, para um inventário mais

completo. Foi realizado um levantamento dos liquens desta localidade que já estavam depositados no Herbário ISE, da

Universidade Federal de Sergipe, e uma expedição de coleta em setembro de 2016. A identificação foi realizada com o estudo de

caracteres morfológicos e químicos, no Laboratório de Liquenologia – LALIQ (UFS). Foi registrado um total de 15 famílias,

distribuídas em 29 gêneros e 67 espécies. As famílias com o maior número de gêneros foram Graphidaceae e Physciaceae, ambas

com seis gêneros, seguidas de Lecanoraceae, com três gêneros. Graphidaceae foi a família com maior número de espécies (29),

em seguida Lecanoraceae (9) e Physciaceae (6). Graphis Adans. obteve o maior número de espécies (20), seguido por Lecanora

Ach., com 7 espécies, Polymeridium R.C. Harris, com 5, e Glyphis Ach. e Dirinaria Clem., ambos com 3 espécies cada. Os

demais gêneros apresentaram somente uma ou duas espécies. Leucodecton occultum Frisch foi a espécie mais coletada,

colonizando quase todas as árvores amostradas. As famílias que foram mais representativas (Graphidaceae, Lecanoraceae e

Physciaceae) são realmente famílias características de regiões semiáridas. O estudo da diversidade liquênica em diferentes

localidades no semiárido brasileiro pode indicar o nível de conservação de cada área. Neste caso, podemos considerar o MONA

Grota do Angico como uma área mediamente preservada se comparada com outras localidades estudadas que apresentam o dobro

ou a metade do número de espécies aqui registradas.

Apoio: CNPq

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68

1. Taxonomia e ecologia de fungos

FUNGOS CONIDIAIS ASSOCIADOS A Hancornia speciosa Gomes (MANGABA) NA BAHIA

Dioneis Rodrigues Cardoso da Silva1,2

; Marcos Fabio Oliveira Marques1,2

;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Estado da Bahia (UNEB, Departamento de Educação, Campus VII);

2Programa de Pós-graduação

em Biodiversidade Vegetal (PPGBVeg-UNEB);

Palavras-chave: Ascomicetos assexuais; Mangabeira; Micota

O acúmulo de material vegetal sobre o solo favorece o desenvolvimento de inúmeras espécies decompositoras. Os fungos

conidiais apresentam-se como uma comunidade microscópica bem representada na serapilheira, contudo, sua composição e

dinâmica ainda não estão totalmente esclarecidas. A mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) é uma árvore frutífera de porte

médio, nativa do Brasil e distribuída em áreas de Cerrado, Caatinga e Restinga. Deste modo, o presente trabalho teve por objetivo

inventariar as espécies de fungos conidiais associados à Hancornia speciosa ocorrentes em áreas de Caatinga e Restinga no estado

da Bahia. Foram realizadas duas expedições de coleta em dois municípios baianos, um inserido no bioma Caatinga (Pindobaçu) e

o outro situado no litoral (Conde), onde foram recolhidas amostras do folhedo em decomposição do referido vegetal. Em

laboratório, o material foi submetido a lavagem em água corrente, secagem e incubação em câmaras-úmidas para posterior

isolamento das estruturas reprodutivas dos fungos em lâminas contendo resina PVL e subsequente identificação das espécies. Até

o momento foram identificados 34 táxons de fungos conidiais, distribuídos em 28 gêneros, associados aos substratos provenientes

de Hancornia speciosa. Destes, 29 táxons foram coletados dos substratos vegetais presentes na área de Caatinga, e 15 táxons

foram obtidos dos substratos amostrados em ambiente de Restinga. As espécies Beltrania rhombica Penz., Beltraniella

portoricensis (F. Stevens) Piroz. & S.D. Patil e Cryptophialoidea fasciculata Kuthub. & Nawawi são alguns dos táxons comuns

aos dois ecossistemas estudados. Estes resultados preliminares evidenciam a micota decompositora da mangabeira, sendo

indispensável a continuidade amostral para a obtenção expressiva de dados.

Apoio: CAPES e PRONEM/FAPESB

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

NOVOS REGISTROS DE FUNGOS CONIDIAIS PARA A MATA ATLÂNTICA PERNAMBUCANA

Elaine Malosso1; Phelipe M.O. Costa

1; Marcela A. Barbosa

2; Rafael F. Castañeda-Ruiz

3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Departamento de Micologia, CB, Universidade Federal de Pernambuco, Brazil;

2Programa de Pós-Graduação em

Biologia de Fungos, Universidade Federal de Pernambuco, Brazil; 3Instituto de Investigaciones Fundamentales en Agricultura

Tropical "Alejandro de Humboldt", Cuba;

Palavras-chave: Ascomicetos assexuais; Folhedo; Hifomicetos

A Mata Atlântica é uma das mais importantes florestas tropicais do mundo, considerada um dos 25 hotspots de conservação da

biodiversidade, no entanto, é o bioma brasileiro que mais sofreu degradação e redução de área ao longo dos anos. Levando-se em

consideração o tamanho reduzido dos remanescentes da Mata Atlântica e seus ecossistemas associados no estado de Pernambuco,

bem como sua importância em termos de endemismos e de fisionomias, tornam-se urgentes trabalhos que visem conhecer a

biodiversidade deste bioma. Assim, o objetivo do trabalho foi registrar novas ocorrências para Pernambuco de fungos conidiais

associadas ao folhedo em decomposição em área de Mata Atlântica. A área de coleta foi o “Refúgio Ecológico Charles Darwin”

que é uma instituição particular instalada em área de 60 ha de Mata Atlântica situada no Município de Igarassu-PE. As folhas da

liteira foram coletadas em maio de 2017, em seis pontos distribuídos ao longo da área. No laboratório as folhas foram submetidas

à lavagem em água corrente e posteriormente incubadas em câmaras úmidas. O material foi observado durante 30 dias utilizando

estereomicroscópio. A identificação das espécies foi baseada nas estruturas macroscópicas e microscópicas, utilizando literatura

específica. Lâminas permanentes foram depositadas no Herbário Pe. Camille Torrend (URM). Foram registradas pela primeira vez

em Pernambuco Vermiculariopsiella cornuta (V. Rao & de Hoog) Nawawi, Kuthub. & B. Sutton; Exserticlava triseptata

(Matsush.) S. Hughes; Paraulocladium fabisporum Kuthub. & Nawawi; Parapleurotheciopsis inaequiseptata (Matsush.) P.M.

Kirk. Este estudo inicial contribuiu para ampliar o conhecimento sobre as espécies de fungos conidiais presentes em folhedo da

Mata Atlântica Pernambucana.

Apoio: Ciência Sem Fronteiras/CAPES

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Novos registros de ocorrência de fungos anamórficos em frutos de Moringa oleifera Lam.

Emanuela de Almeida Secunda1; Rebeca Leite Barbosa

1; Paloma Quirino Rocha

1; Maiara Araújo Lima dos Santos

1; Nilo Gabriel

Soares Fortes1; Nadja Santos Vitória

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus VIII;

Palavras-chave: Taxonomia; Ascomycota; Caatinga

Moringa oleifera Lam. é uma planta da família Moringaceae, originária do noroeste indiano, que pode ser encontrada em muitos

países dos trópicos e subtrópicos. Possui elevada capacidade de adaptação a condições climáticas e a solos áridos, apresentando

uma vasta gama de usos medicinais, alimentícios, biotecnológicos e agrícolas. Entre as doenças fúngicas, a podridão da raiz

causada pelo fungo Diplodia sp. tem sido a mais observada. Os principais fungos que atacam a moringa são: Cercospora sp.,

Sphaceloma morindae Bitanc. & Jenkins, Puccinia moringae Koord., Oidium sp. e Polyporus gilvus (Schwein.) Fr.. No sertão da

Bahia, nas cidades de Glória e Paulo Afonso, foram documentados os microfungos amórficos Alternaria sp., Aspergillus flavus

Link, Bipolaris sp., Ceratocystis sp., Melanospora sp. Stachybotrys echinata (Rivolta) G. Sm., Stachybotrys sp. e Torula

herbarum (Pers.) Link, em um estudo preliminar em M. olerifera. Ainda assim, pesquisas micológicas relacionadas a esta planta

são escassas. A fim de ampliar o conhecimento, este trabalho teve por objetivo documentar novos registros de ocorrência de

fungos colonizando M. olerifera. As coletas foram realizadas em maio de 2017 no município de Paulo Afonso-BA, onde foram

recolhidos frutos secos ainda presos à árvore. Posteriormente, o processamento do material, por meio da análise topográfica,

caracterização morfológica e identificação, foi realizado no Laboratório de Ciências da Universidade do Estado da Bahia, Campus

VIII. Os fragmentos das estruturas fúngicas foram removidos do substrato com o auxílio de uma agulha de ponta fina e montados

entre lâmina e lamínula, utilizando-se lactofenol com azul de algodão, água e reagente de Melzer a fim de serem visualizadas em

microscópio óptico. Os fungos identificados, nesta pesquisa, foram: Aspergillus niger Tiegh., Phomopsis sp. e Pithomyces sp.,

estes, representam novos registros de ocorrência para M. olerifera. Os dados obtidos neste trabalho são pioneiros para o bioma

caatinga e relevantes para a ciência. Os fungos identificados nesta pesquisa ampliarão os acervos das coleções micológicas dos

herbários URM/UFPE, UNEB/Campus VIII.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

AMOSTRA DA RIQUEZA DE LIQUENS CORTICÍCOLAS EM ÁREA DE CARRASCO NO SEMIÁRIDO

CEARENSE, BRASIL

Aline Anjos de Menezes1; Amanda Barreto Xavier Leite

2; Flávia Maria Oliveira Barreto

3; André Aptroot

4; Robert Lücking

5;

Marcela Eugenia da Silva Cáceres3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia;

2Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande

do Norte; 3Universidade Federal de Sergipe, Itabaiana, Sergipe;

4ABL Herbarium, Soest, Holanda;

5Botanischer Garden und

Botanisches Museum Berlin, Berlin, Alemanha;

Palavras-chave: Chapada do Araripe; Taxonomia; Nordeste

A região semiárida do nordeste brasileiro é caracterizada pelo clima quente e seco, com escassez de chuva. Considerada como um

divisor do semiárido, a Chapada do Araripe divide-se em porção norte e sul bem caracterizadas, incluindo as áreas da Floresta

Nacional (FLONA) Chapada do Araripe, localizada no estado do Ceará, com áreas de Floresta Ombrófila Densa (mata úmida),

Cerrado, Cerradão e Carrasco. O Carrasco é classificado como uma fitofisionomia da Caatinga, constituído por espécies próprias e

oriundas de outras formações geograficamente próximas. O objetivo do trabalho foi relacionar a riqueza de liquens corticícolas em

áreas de Carrasco na FLONA Chapada do Araripe. A coleta foi realizada na FLONA Chapada do Araripe, município do Crato,

com área total de 38.626 ha, com o topo conservado em um nível de 800 a 1000 m de altitude, que além de bom aquífero, possui

solos profundos e bem drenados. Para a coleta, um transecto de 200 m foi demarcado na área estudada e, ao longo do mesmo,

demarcados 10 pontos com distância de 20 m. Em cada ponto, em um raio de 2 m, todos os forófitos (árvores hospedeiras) com

diâmetro à altura do peito (DAP) entre 5–30 cm foram analisados. Todos os talos liquênicos observados ao longo de 1,5 m do

tronco dos hospedeiros selecionados foram coletados, desconsiderando-se os primeiros 50 cm que estão sobre influência do solo.

As amostras de liquens corticícolas foram retiradas da casca da árvore hospedeira com auxílio de faca e martelo. Para a área de

Carrasco foram encontradas 15 famílias e 132 espécies, sendo sete novas espécies para a ciência. Algumas espécies encontradas

na área foram: Amandinea diorista (Nyl.) Marbach, Chapsa discoides (Stirt.) Lücking, Cresponea endosulphurea A. A. Menezes,

M. Cáceres & Aptroot, Graphis furcata Fée, Lecanora tropica Zahlbr., Polymeridium multiseptatum Aptroot, A. A. Menezes &

M. Cáceres, Thelotrema polythecium Sethy, Nagarkar & Patw. e Trypethelium eluteriae Spreng. Esta pesquisa contribui de forma

significativa para o conhecimento sobre a riqueza de liquens corticícolas em áreas de semiárido, produzindo novos dados que

assistam futuros trabalhos na promoção e preservação dessas áreas no Nordeste.

Apoio: CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

LIQUENS FOLIÍCOLAS DA SERRA DA GUIA, ÚNICO BREJO DE ALTITUDE DE SERGIPE

Flávia Maria Oliveira Barreto1; Viviane Monique Oehl Santos

2; Amanda Barreto Xavier Leite

3; Tais Andrade Lima

1; Robert

Lücking4; Marcela Eugenia da Silva Cáceres

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Sergipe, Itabaiana, Sergipe, Brasil;

2Universidade Federal de Pernambuco, Recife,

Pernambuco, Brasil; 3Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil;

4Botanischer Garden und

Botanisches Museum Berlin, Berlin, Alemanha;

Palavras-chave: Taxonomia; Fungos liquenizados; Semiárido

A Caatinga, um dos biomas predominantes no estado de Sergipe, apresenta uma grande diversidade de fungos liquenizados, que

são organismos resultantes de associações simbióticas entre fungos e algas ou cianobactérias, e podem crescer sobre diferentes

ambientes e substratos. Encravado no meio da Caatinga sergipana, em área com altitude por volta de 750 m, encontra-se o único

Brejo de Altitude do estado, a Serra da Guia, caracterizado por uma vegetação semelhante à Mata Atlântica, apresentando maior

precipitação e umidade. Os liquens que crescem sobre folhas de plantas são denominados de foliícolas. Este grupo de liquens é

encontrado, principalmente, em florestas tropicais, com umidade elevada, sobre espécies de plantas caducifólias. No Brasil,

estudos recentes sobre liquens foliícolas tem sido realizados nas Regiões Norte e Nordeste, porém pouco se sabe sobre a

diversidade destes liquens no estado de Sergipe. O objetivo do presente trabalho foi realizar um inventário dos liquens foliícolas

presentes em área de Brejo de Altitude, na Serra da Guia, município de Poço Redondo, no estado de Sergipe. Foram realizadas

coletas de forma aleatória para remoção do talo liquênico, com o auxílio de faca e martelo. Em seguida, foi realizada a prensagem

das amostras em prensa botânica, deixada em temperatura ambiente por uma semana para, posteriormente, a confecção das

exsicatas. Foram feitas análises macroscópicas e microscópicas para identificação do material. Após análises, foram identificadas

48 espécies, distribuídas em 21 gêneros e 8 famílias. As famílias que apresentaram maior número de representantes foram

Gomphillaceae, Pilocarpaceae, Porinaceae e Strigulaceae, destacando-se Gomphillaceae, com 19 espécies. Também foram

encontradas 3 espécies com novo registro para o Nordeste: Aspidothelium fugiens (Müll. Arg.) R. Sant., Coenogonium

luteum (Dicks.) Kalb & Lücking e Psorotheciopsis philippinensis (Rehm) Lücking; e duas espécies como novos registros para o

Brasil: Gyalectidium fuscum Lücking & Sérus. e Gyalectidium puntilloi Sérus. Sendo assim, este trabalho representa grande

contribuição para o conhecimento de liquens no estado de Sergipe, além de indicar que a área da Serra da Guia encontra-se em

bom estado de conservação, dado os registros de espécies encontrados. Em áreas onde há grande perturbação, quase não são

encontrados liquens sobre folhas, pois estes são ainda mais sensíveis a ações antrópicas e desaparecendo facilmente do ambiente

degradado.

Apoio: CAPES e CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

DIVERSIDADE MICOLÓGICA DO AR DE ESTACIONAMENTOS DE DUAS UNIDADES HOSPITALARES DO

MUNICÍPIO DE FORTALEZA-CE

Francisca Robervânia Soares dos Santos1; Josiany Costa de Souza

1; Marcos Adelino Almeida Filho

1; Ane Teles Reis

1; Lydia

Dayanne Maia Pantoja1; Germana Costa Paixão

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Estadual do Ceará - UECE;

Palavras-chave: Ambiente aberto; Fungos; Monitoramento

Estacionamentos de hospitais são ambientes de fluxo intenso de usuários e devido a existência de fungos anemófilos no ar podem

estar relacionados à incidência de infecções registradas em unidades hospitalares. Dessa forma, necessitam de atenção no que se

refere a qualidade do ar e aos micro-organismos que possam estar presentes nesses ambientes. Analisar a diversidade de fungos

presentes em dois estacionamentos de unidades hospitalares terciárias do município de Fortaleza, Ceará. Foi realizada uma coleta

a cada mês no intervalo de novembro/2016 a abril/2017, totalizando seis coletas em dois estacionamentos abertos. Por meio do

método da sedimentação passiva em placas de Petri contendo meio de cultura Ágar Batata Dextrose (Himedia®). As placas

ficaram expostas das 7 às 11 horas da manhã, a uma altura entre 1,50 m a 2,00 m acima do solo. A identificação dos fungos

ocorreu com base nos achados macro e micromorfológicos. Foram identificados 17 gêneros fúngicos, com maior incidência do

Aspergillus sp., que foi identificado em 99% das amostras. Desse gênero identificou-se que a espécie Aspergillus niger (91,6%)

esteve bastante presente seguida da espécie Aspergillus flavus (58%). Foram identificados ainda os seguintes gêneros: Penicillium

sp. (66%), Acremonium sp.(58%), Fusarium sp. (58%), Cladosporium sp.(33%), Bipolaris sp.(25%), Paecilomyces sp.(25%),

Trichoderma sp.(16,6%), Scopulariopsis sp. (16,6%), Chrysonilia sp. (16,6%), Mucor sp.(8,3%), Scytalidium sp. (8,3%),

Cladophialophora sp. (8,3%), Curvularia sp. (8,3%), Rhizopus sp. (8,3%), Exophiala sp. (8,3%) e Phialophora sp. (8,3%), esses

gêneros de fungos estão frequentemente relacionados a infecções em pacientes imunocomprometidos. Pondera-se que ocorre uma

diversidade fúngica no ar de estacionamentos de unidades hospitalares e que muitos desses fungos possuem importância

significativa em patologias médicas e por essa razão se faz necessário o monitoramento desses fungos nos estacionamentos dessas

unidades hospitalares.

Apoio: Universidade Estadual do Ceará - UECE

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

RIQUEZA DE FUNGOS CONIDIAIS ASSOCIADOS À FOLHEDO SUBMERSO EM ÁREA DE MATA ATLANTICA

EM PERNAMBUCO

Gabriela Virgínia Ramos da Silva1; Elaine Malosso

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco Recife-PE ;

Palavras-chave: Hifomicetos; Ambiente Aquático; Decomposição

O bioma Mata Atlântica é considerado um dos biomas com mais alta diversidade biológica. Os fungos apresentam grande

diversidade e são encontrados em diferentes ambientes, sendo importantes na decomposição do material vegetal que cai no

ambiente aquático. Os fungos de ambientes de água doce constituem um grupo diversificado de organismos, incluindo

coelomicetos, ascomicetos, basidiomicetos, fungos zoospóricos, zigospóricos e uma ampla diversidade de hifomicetos. Os

hifomicetos aquáticos representam a fase assexual dos filos Ascomycota ou Basidiomycota, que são adaptados aos ecossistemas

aquáticos. O objetivo do estudo é analisar a riqueza de fungos associados à folhedo submerso em córrego em área de Mata

Atlântica. A área de estudo foi a Mata da Chuva, que se trata de uma região conhecida como Serra dos Macacos, no município de

Bonito, PE. No interior da mata localiza-se uma das nascentes do Rio Bonito, que forma um córrego. Foram realizadas 4 coletas

de folhas submersas em decomposição em seis pontos do córrego. As folhas submersas coletadas foram armazenadas em potes de

vidro com tampa e levadas para o laboratório. No laboratório, as folhas foram lavadas delicadamente em água corrente,

posteriormente cortadas em fragmentos de aproximadamente 1cm2, colocadas em placas de Petri contendo água destilada

esterilizada e incubadas em temperatura ambiente por um período de 4-5 dias. Nos dias posteriores, foram feitas trocas da água

das placas com água destilada esterilizada. Os fragmentos de folhas foram montados em lâminas com água destilada e levados ao

microscópio para observação de estruturas fúngicas e identificação utilizando-se literaturas especializadas. Após análises foram

identificados 10 táxons: Blodgettia indica Subram., Colispora curvata Nawawi & Kuthub., Triscelophorus acuminatus Nawawi,

Triscelophorus monosporus Ingold, Xylomyces acerusisporus M.S. Oliveira, Malosso e RF Castañeda, Xylomyces aquaticus

(Dudka) KD Hyde & Goh, Xylomyces giganteos Goh, WH Ho, KD Hyde e KM Tsui. Espécimes de Flagellospora sp.,

Endophagmiella sp., e Pyramidospora sp. ainda estão pendentes de identificação. Os táxons identificados coincidem com os

encontrados em diversos estudos sobre diversidade de fungos conidiais associados a substratos submersos. O estudo reitera a

presença dos fungos como importantes decompositores de substratos submersos, contribuindo dessa forma, para a manutenção do

ecossistema aquático.

Apoio: CNPq e CAPES

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

DIVERSIDADE DE FUNGOS CONIDIAIS ASSOCIADOS À FOLHEDO SUBMERSO EM ECOSSISTEMA LÊNTICO

NO BIOMA MATA ATLÂNTICA

Gabriela Virgínia Ramos da Silva1; Elaine Malosso

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco, Recife-PE ;

Palavras-chave: Hifomicetos; Estiagem; Ecossistema Aquático

Os fungos desempenham um papel importante na cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos, pois são capazes de decompor a

matéria orgânica e, consequentemente, contribuem com a ciclagem de nutrientes nestes ambientes. Dentre os táxons que são

isolados de ambientes aquáticos estão os hifomicetos. O presente estudo tem como objetivo analisar a riqueza de hifomicetos

associados à folhedo submerso na Lagoa da Mata, Ilha de Itamaracá, PE. A Lagoa da Mata, compreende uma área total de

43.842,98 m² e integra a Área da Proteção Ambiental de Santa Cruz. As coletas foram realizadas nos meses de setembro e

novembro de 2016 e janeiro e abril de 2017. As folhas submersas coletadas foram armazenadas com um pouco de água do local

em potes de vidro com tampa, previamente esterilizados, e levadas para o laboratório. No laboratório, as folhas foram lavadas

delicadamente em água corrente, para eliminação do excesso de sedimento e outros detritos do local. Em seguida, as folhas foram

cortadas em fragmentos de aproximadamente 1 cm2 e colocadas em placas de Petri contendo água destilada esterilizada e

incubadas em temperatura ambiente por um período de 4-5 dias. Nos dias seguintes, foram feitas trocas da água das placas com

água destilada esterilizada para manutenção da aeração. Os fragmentos de folhas foram montados em lâminas com água destilada

e levados ao microscópio para observação de estruturas fúngicas, que ao serem visualizadas foram mensuradas e desenhadas ou

fotografadas. Para a identificação dos fungos foram consultadas literaturas especializadas. Foram identificados os seguintes

táxons: Articulospora tetracladia Ingold, Colispora curvata Nawawi & Kuthub., Lunulospora curvula Ingold, Triscelophorus

monosporus Ingold, T. acuminatus Nawawi, Verticicladus amazonensis Matsush., Xylomyces acerosisporus M.S. Oliveira,

Malosso & RF Castañeda. Espécimes de Beltrania, Flagellospora e Xylomyces ainda estão pendentes de identificação. Nos

períodos de menor precipitação houve afastamento entre a linha d’água e a mata ciliar, com exposição de margem, e dessa forma

houve diminuição de substratos submersos e do número de táxons detectados. Estudos corroboram nossos resultados, visto que em

período de estiagem houve diminuição no número de táxons. No entanto, é relatado aumento no número de esporos, o que difere

do presente estudo que teve diminuição no número de táxons e de esporos. Por fim, pôde-se concluir que embora os estudos se

concentrem em ambientes lóticos, existe uma diversidade de fungos associados à folhedo submerso em sistemas aquáticos

fechados ou lênticos na Mata de Pernambuco.

Apoio: CNPq e CAPES

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

ISOLAMENTO E QUANTIFICAÇÃO DE FUNGOS DE Musca domestica CAPTURADAS EM ÁREA URBANA DE

SERRA TALHADA-PE

Gabryelly de Miranda Lima1; Amanda Vieira de Barros

1; Daiane Vanecí da Silva

1; Ruth Terezinha Rodrigues

1; Virgínia Medeiros

de Siqueira1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal Rural de Pernambuco- Unidade Acadêmica de Serra Talhada-PE;

Palavras-chave: Mosca doméstica; Sinantropia ; Segurança alimentar

Musca domestica (Diptera, Muscidea) é um inseto sinantrópico que atua como vetor mecânico de microrganismos, incluindo

fungos, dentre os quais alguns podem ser deteriorantes de alimentos, bem como patogênicos. Assim, este trabalho teve como

objetivo o isolamento e quantificação de fungos associados à M. domestica capturadas em área urbana do município de Serra

Talhada - PE. Foram realizadas coletas em 3 ambientes destinados ao preparo e consumo de refeições (Restaurante, Mercado

Público e Cozinha de um Hospital). A captura das moscas foi realizada por meio de armadilha luminosa. De cada local de coleta,

foram selecionados 15 indivíduos identificados como M. domestica, os quais foram armazenados assepticamente aos trios

(totalizando 5 amostras por local) em Ependorffs contendo 1 ml de água peptonada (1%) e transportados para o laboratório. Para o

isolamento e quantificação de fungos, foi transferido 0,1 ml da solução de cada Ependorff para placas de Petri contendo ágar

Sabouraud acrescido de cloranfenicol e incubados a 25 oC e a 35

oC. Após 72 horas, foi realizada a contagem de unidades

formadoras de colônias (UFC), tanto de fungos filamentosos como de leveduras, e os resultados expressos pela média aritmética

das 5 amostras e em UFC.mL-1. 4 . O Restaurante foi o local com maior quantidade de fungos filamentosos isolados a 25 oC

(23,32 UFC.mL-1. 4), enquanto que das amostras do Mercado Público houve maior quantidade de fungos filamentosos isolados a

35 oC (6,5 UFC.mL-1. 4). Com relação à quantificação de leveduras, as amostras do Mercado Público mostraram maior

quantidade de leveduras isoladas a 25 oC (1080 UFC/mL-1. 4), e as amostras do Hospital com maior quantificação a 35

oC (188

UFC/mL-1. 4). Alguns isolados foram selecionados para identificação, registrando-se até a presente data os gêneros Aspergillus,

Penicillium, Cladosporium, Rhodotorula e Exophiala. Assim, conclui-se que M. domestica age como vetor de fungos, tornando-se

preocupante quando se trata de locais de preparo e consumo de alimentos, inclusive em ambiente hospitalar. Estes fungos podem

contaminar os alimentos e estarem associados à perda da qualidade, uma vez que são deteriorantes de alimentos, bem como causar

doenças, uma vez que o seu crescimento a 35 oC indica um caráter patogênico dos mesmos. Adicionalmente, salienta-se a

importância da implementação de ações de controle de insetos nos locais estudados, uma vez que os mesmos representam um

risco à saúde pública.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

RIQUEZA DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM GRADIENTE VEGETACIONAL DE RESTINGA

NO LITORAL DE ALAGOAS

Indra E. C. Escobar1; Danielle K. A. da Silva

2; Fritz Oehl

3; Leonor Costa Maia

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1UFPE, Recife - PE;

2UNIVASF - Petrolina-PE;

3Agroscope Reckenholz -Tänikon Research Station;

Palavras-chave: Micorriza; APA dos Corais; vegetação costeira

Nos ambientes costeiros como dunas e restingas marítimas, a vegetação exerce papel fundamental na estabilização dos sedimentos

e na manutenção da drenagem natural desses ecossistemas arenosos. Os micro-organismos do solo exercem papel fundamental no

estabelecimento das comunidades vegetais, sendo os fungos micorrízicos arbusculares (FMA) considerados fundamentais nesse

processo devido aos benefícios (nutricionais e não nutricionais) proporcionados às plantas através da simbiose micorrízica,

formada entre esses fungos e a maioria das espécies de plantas. Estudos taxonômicos e ecológicos sobre os FMA em áreas de

restingas foram realizados em diferentes regiões do Brasil, no entanto, não há dados sobre a riqueza de FMA em áreas de restinga

para o estado de Alagoas. Assim, o objetivo deste trabalho foi determinar a riqueza dos FMA em gradiente vegetacional no litoral

alagoano. As amostras foram coletadas em três locais pertencentes à Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, nos

municípios de Maragogi e Japaratinga, no estado de Alagoas. As áreas de restinga foram divididas em dois transectos paralelos ao

mar (linhas), de acordo com a mudança da vegetação no sentido praia-continente. Os dois estratos diferiram quanto a composição

da comunidade vegetal, o estrato 1 apresentou uma composição de 3 a 5 espécies vegetais; enquanto no estrato 2 foram

observadas entre 6 a 10 espécies. Em cada transecto foram determinados cinco plots (1 x 1m) distantes 20m entre si. Foram

coletadas amostras simples em cada um desses pontos, perfazendo cinco amostras por estrato e 10 amostras simples por área. Foi

avaliada a riqueza de espécies de FMA nos dois estratos vegetais das áreas de restinga. A maior riqueza de espécies de FMA foi

observada na área 1 (45), seguida pelas áreas 2 (27) e 3 (11). O estrato 2 apresentou mais espécies que o estrato 1 em todas as

áreas. Acaulospora mellea, Acaulospora scrobiculata, Acaulospora spinossisima, Cetraspora gilmorei, Dominikia sp.1 e Glomus

microcarpum ocorreram em todas as áreas. O estrato 2 da área 1 foi o que apresentou o maior número de espécies (44), sendo a

maioria delas exclusivas deste local. A espécie Paraglomus laccatum foi observada apenas nas culturas armadilhas. De maneira

geral, a riqueza de espécies de FMA aumentam no sentido praia-continente, seguindo o aumento da riqueza de espécies vegetais.

Apoio: CNPq, FACEPE

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

ECOLOGIA DE MUCORALES DO BREJO DE ALTITUDE DE BONITO, PERNAMBUCO, BRASIL

Ingrid Brandão Cavalcanti1; Catarina Letícia Ferreira de Lima

2; Diogo Xavier Lima

2; Maria Eduarda Farias Sena de Lima

1;

Thalline Rafhaella Leite Cordeiro2; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Graduação em Ciências Biológicas, Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Biociências, Departamento de

Micologia, Recife, PE, Brasil. [email protected], [email protected].; 2Programa de Pós-graduação em

Biologia de Fungos, Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Micologia, Recife, PE, Brasil.

[email protected], [email protected], [email protected], [email protected].;

Palavras-chave: Mata atlântica; Mucoromycotina; Mucoromycota

Mucorales pertence a Mucoromycota, um dentre os dois filos propostos para abrigar os integrantes do extinto grupo Zygomycota.

A ordem apresenta zigosporângio durante a fase sexuada e de esporangíolos, merosporângiosporos e esporangiosporos durante a

fase assexuada. Espécimes de Mucorales podem ser isolados do solo, alimentos e de excrementos de herbívoros. Devido à

escassez de dados ecológicos sobre Mucorales nos brejos de altitude de Pernambuco, e mesmo do Brasil, esse trabalho teve como

objetivo o conhecimento taxonômico e ecológico dos Mucorales em solo do brejo de Bonito, PE, através da mensuração da

diversidade, riqueza, frequência de ocorrência e a abundância relativa destes fungos Para o isolamento, cinco miligramas de solo

obtidos em coletas realizadas entre agosto de 2016 e fevereiro de 2017, foram pesados e inoculados em meio de cultura Ágar

gérmen de trigo adicionado de cloranfenicol em placas de Petri em triplicata. Foram identificados 16 espécies e uma forma de

Mucorales distribuídos em 5 gêneros: Absidia sp.1, Absidia sp.2, A. cylindrospora, A. pseudocylindrospora, Backusella sp.,

Cunningamella sp., C. bertholletiae, C. clavata, C. phaeospora, Mucor sp.1, Mucor sp.2, Mucor sp.3, M. circinelloides f.

circinelloides, M. hiemalis, M. luteus e Rhizopus stolonifer. C. bertholletiae apresentou o maior número de unidades formadoras

de colônias por grama de solo, seguida por R. stolonifer. A mesma espécie também apresentou a maior frequência de ocorrência e

abundância relativa, seguida por R. stolonifer. A maioria das espécies de Mucorales reportadas nesse estudo foram citadas em

outras cidades da região semiárida do Brasil e em áreas de mata atlântica. No entanto, os espécimes que não foram identificados a

nível de espécie exibiram diferenças morfológicas em relação aos outros táxons dos respectivos gêneros, sendo provavelmente

novas. Todas as espécies foram consideradas raras apresentando abundância relativa inferior a 0,5%. Regiôes de brejo de altitude

vem sofrendo forte antropização pela exploração de áreas para a agricultura e pecuária, ocasionando redução de hábitats e perda

da biodiversidade incluindo espécies ainda desconhecidas para a ciência. A obtenção de dados ecológicos nessas regiões são

importantes para conhecer a biodiversidade local e auxiliar na realização de futuros estudos visando a conservação das áreas

estudadas.

Apoio: FACEPE e CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

LEVANTAMENTO DE ESPÉCIES LIQUÊNICAS, EM ÁREA DE CAATINGA, NO MUNICÍPIO DE POÇO VERDE,

SERGIPE, BRASIL

Elaine Alves Santos1; Jaciele de Oliveira Dantas

1; Dannyelly Santos Andrade

2; Andre Aptroot

3; Robert Lücking

4; Marcela

Eugenia da Silva Cáceres1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Sergipe;

2Universidade Federal de Pernambuco;

3 ABL Herbarium;

4Botanischer Garden

und Botanisches Museum Berlin;

Palavras-chave: Caatinga; Liquens; Fazenda Santa Maria da Lage

Os liquens consistem em uma associação simbiótica entre um fungo (micobionte) e uma alga verde e / ou cianobactéria

(fotobionte). Esse processo de associação é denominado liquenização. Os mesmos são considerados particularmente sensíveis às

mudanças nos microhabitats, sendo assim tidos como bons indicadores das perturbações antropogênicas. A Caatinga compreende

um conjunto de formações vegetais dominadas por arbustos e espécies de cactáceas, sendo um dos biomas mais degradados do

Brasil. O presente trabalho teve como objetivo fazer um levantamento de espécies de liquens corticícolas, em um remanescente de

Caatinga no município de Poço Verde, Sergipe. Foram feitas cinco expedições de coletas, nas quais foram utilizadas a

metodologia oportunista (aleatória), e também qualitativa, totalizando 80 árvores hospedeiras. Como instrumento de coleta dos

liquens, foram utilizados faca e martelo, GPS, bolsas de papel para armazenamento das amostras. Através das análises, observou-

se uma grande riqueza de liquens corticícolas na região, com a identificação de 182 espécies. As famílias mais representativas

foram: Graphidaceae, com 63 espécies, seguida de Roccellaceae, com 26 espécies, Arthoniaceae, com 22 espécies,

Trypetheliaceae, com 16 espécies e Pyrenulaceae, com 11 espécies. A área estudada mostrou uma alta riqueza de espécies de

liquens corticícolas, ressaltando a importância desse remanescente para a biodiversidade, considerando o seu tamanho reduzido, e

comparando com outras áreas estudadas. Poucas são as áreas de conservação da Caatinga no estado de Sergipe, assim este

levantamento também contribuiu para o aumento de dados da diversidade liquênica para o estado.

Apoio: CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

TRÊS NOVAS ESPÉCIES DA FAMÍLIA GRAPHIDACEAE (OSTROPALES), POÇO VERDE, SERGIPE, BRASIL

Jaciele de Oliveira Dantas1; Elaine Alves Santos

1; Dannyelly Santos Andrade

2; Andre Aptroot

3; Robert Lücking

4; Marcela

Eugenia da Silva Cáceres1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Sergipe;

2Universidade Federal de Pernambuco;

3ABL Herbarium;

4Botanischer Garden

und Botanisches Museum Berlin;

Palavras-chave: Caatinga; Liquens; Graphidaceae

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, que consiste em formações vegetais dominadas em grande parte de

espécies arbustivas e cactáceas. A constante exploração dos seus recursos ecológicos acarretou no estado de sucessão secundária

da vegetação a qual se encontra. A região da Caatinga sofre os impactos do uso desequilibrado dos seus recursos naturais pelo

homem, resultando na perda de espécies, por vezes endêmicas, e de processos ecológicos chave, comprometendo sua

biodiversidade. A família Graphidaceae é uma das principais famílias de liquens encontradas nas florestas tropicais. Atualmente,

compreende cerca de 2.500 espécies, e apresentam como características o talo crostoso, fotobionte do gênero Trentepohlia,

ascoma do tipo lirela ou orbicular, ascósporos com paredes espessas, transversalmente septadas a muriformes. Esta família possui

ampla distribuição e apresenta-se bem adaptada às condições ambientais extremas, como é o caso da Caatinga. Foram descobertas

três novas espécies de Graphidaceae, resultado de um estudo ecológico sobre efeito de borda em área de Caatinga. O estudo foi

realizado no Assentamento Santa Maria da Lage, município de Poço Verde, Sergipe, em uma pequena área de Caatinga. As três

novas espécies pertencem aos gêneros Graphis Adans, Halegrapha Rivas Plata & Lücking e Thelotrema Ach. A nova espécie de

Graphis apresenta como característica singular o talo de coloração creme, com lirelas também da cor do talo, e esporos

muriformes. Em relação à nova espécie de Halegrapha, um dos caracteres que a torna diferente da Halegrapha chimaera Rivas

Plata & Lücking é a presença de ácido norestístico, carbonização total do excípulo e a não inspersão do himênio. Thelotrema sp.

nov., por sua vez, difere de Thelotrema miniosporum Wijeyaratne, Lücking & Lumbsch, por apresentar esporos transversalmente

septados, talo sem córtex e diâmetro do apotécio entre 0.25–0.4 mm. A descoberta dessas novas espécies de Graphidaceae enfatiza

a necessidade da inclusão de novas áreas de coleta na Caatinga, evidenciando que áreas aparentemente muito degradadas ainda

podem esconder uma diversidade única de liquens, como também de outros organismos.

Apoio: CAPES

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Técnicas de bioinformática aplicadas a identificação,classificação e diversidade de fungos

Jennifer Figueiredo da Silva1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE;

Palavras-chave: Biologia molecular; bioinformática; Estudo de fungos

As abordagens de cultivo, técnicas consideradas tradicionais para isolamento e identificação clássica de fungos, são bastante

importantes, contudo apresentam grandes limitações. Estas limitações, vem sendo superadas pelas técnicas moleculares, com

abordagem direta no genoma do fungo. Com o advento do avanço das tecnologias de sequenciação de DNA, tornou-se

indispensável o desenvolvimento de ferramentas computacionais e matemáticas, usando algorítmos, aprendizado de máquinas,

estatísticas e modelagem, para o gerenciamento de bioinformação, consolidando-se como uma nova área de conhecimento, com

desenvolvimento avançado de novos programas computacionais, que permitem tratar dados biológicos brutos, podendo-se abordar

a questão da diversidade, evolução e taxonomia desses micro-organismos, dentre outros aspectos. Nesse contexto, o objetivo da

palestra será de abordar a importância da biologia molecular e da bioinformática no estudo de fungos, como também acercar a

utilização de ferramentas computacionais aplicadas a sequências de DNA, que são importantes para a identificação, classificação e

análise de diversidade desses micro-organismos. Para isso, serão abordados tipos de bancos de dados genômicos (NCBI, SILVA)

e suas principais ferramentas disponíveis, como também alinhamentos de sequências utilizando o BLAST, para a identificação e

classificação taxonômica de fungos. Visando o estudo da diversidade de fungos em amostras ambientais, baseada no rastreio de

genes da menor subunidade ribossomal (18S e ITS), serão dados alguns aspectos metodológicos para análise de grande quantidade

de dados gerados pelos Sequenciadores de Nova Geração (NGSs), dentre eles, os principais tipos de arquivos para esse tipo de

análise, como também as principais etapas dos pipelines dos softwares Qiime e Mothur. Diante da importância da utilização das

técnicas moleculares e uso das ferramentas de bioinformática para o estudo de fungos, o conteúdo da palestra pretende aplicar

conceitos e algumas práticas que possam nortear os ouvintes que pretendem seguir com esse tipo de pesquisa.

Apoio: Laboratório de Microbiologia e Imunologia Animal e Laboratório de Genética e Biotecnologia Animal da UNIVASF

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

ESTUDO DA COMUNIDADE FÚNGICA CULTIVÁVEL DE SOLO EM ÁREA DEGRADADA NO SEMIÁRIDO DE

PERNAMBUCO

Joana DArc Alves Leitão1; Victória Souza Alves

1; Maiara Adriano da Silva

1; Virginia Medeiros de Siqueira

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal Rural de Pernambuco- Unidade Acadêmica de Serra Talhada-PE;

Palavras-chave: Atividade Antrópica ; Caatinga; Extremófilos

O solo comporta várias espécies de microrganismos, incluindo fungos, que constantemente influenciam sua composição. Logo, a

degradação do solo interfere na dinâmica, abundância e adaptabilidade dos organismos que ali habitam. Portanto, o objetivo desse

trabalho foi isolar e quantificar fungos mesófilos, termófilos, osmofílicos e halofílicos de solo na Unidade de Conservação Parque

Estadual Mata da Pimenteira, no município de Serra Talhada–PE. A coleta foi realizada em período de chuva (abril de 2017), em

área caracterizada como degradada, com plantio de monocultura, após demarcação de uma área de 2m x 2m. O solo foi coletado

em cinco pontos equidistantes (compondo uma amostra composta) numa profundidade de 0-20cm, acondicionado em sacos

plásticos previamente esterilizados, etiquetados, conservados em caixas isotérmicas e encaminhados para o Laboratório de

Microscopia da Unidade Acadêmica de Serra Talhada, Serra Talhada-PE, onde foram realizadas as análises microbiológicas. Para

tal, 25g de solo foram homogeneizados em 225ml de água peptonada (1%) e a partir desta solução foi realizada a técnica da

diluição seriada até a diluição 10-8

. Das últimas três diluições, foi inoculado 0,1ml em placas de Petri pelo método de

espalhamento em superfície, em triplicatas, contendo o meio de cultura agar Sabouraud (SAB) acrescido de antibiótico e incubado

a 25oC para quantificação de fungos mesófilos totais, SAB acrescido de antibiótico e incubado a 45

oC para quantificação de

fungos termofílicos, SAB acrescido de antibiótico e 10% de NaCl para quantificação de fungos halofílicos e SAB acrescido de

antibiótico e 18% de glicerol para quantificação de fungos osmofílico. Após 7 dias, foi realizada a contagem de Unidades

Formadoras de Colônias (UFC) e os resultados expressos em UFC.ml-1

. Como resultado, foram quantificados 153x108 UFC.ml

-1

de fungos mesófilos totais, 126x104 UFC.ml

-1 de fungos halofílicos e 533x10

3 UFC.ml

-1 de fungos osmofílicos. Não houve

crescimento de fungos termofílicos. Estudos relatam que solos de áreas degradadas perdem parte da sua microbiota, podendo

haver seleção de determinados grupos mais adaptados, como os de fungos osmofílicos e halofílicos, fato confirmado nos

resultados deste trabalho. Por se tratar de uma área utilizada para plantio de monocultura com utilização de xenobióticos, os

resultados encontrados podem ser utilizados para monitoramento da qualidade deste solo, associados a resultados futuros sobre a

diversidade destes fungos. Ainda, por conta da baixa disponibilidade de água e altas temperatura no semiárido, estes solos podem

representar fontes de fungos adaptados a condições extremas, podendo ser utilizados em processos biotecnológicos.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

DA ERA CHAVES BATISTA ÀS ÔMICAS

José Luiz Bezerra1,2,3

;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco, Recife-PE;

2Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus-BA;

3Universidade

Federal do Recôncavo da Bahia, Cruz das Almas;

Palavras-chave: Augusto Chaves Batista; Ômicas; genômica

O Professor Augusto Chaves Batista, baiano de nascimento e pernambucano de coração, ao criar o Instituto de Micologia da

Universidade do Recife, hoje Departamento de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco-UFPE, na década de 1960,

iniciou de forma sistematizada as pesquisas micológicas no nordeste brasileiro. Taxonomista por excelência, descreveu numerosos

táxons de fungos coletados em solo, plantas, animais e humanos contribuindo de forma inaudita para o conhecimento da

micodiversidade no nordeste do Brasil. Utilizava as ferramentas taxonômicas da época: morfologia, características bioquímicas,

desenvolvimento em meio de cultura e relações patógeno-hospedeiro na identificação de grande número de fungos que hoje

acham-se depositados do herbário e na micoteca do Departamento de Micologia da UFPE. Conservador ferrenho, resistia

bravamente às inovações taxonômicas que se afastavam do sistema Saccardiano. Aos poucos foi se rendendo aos novos sistemas

classificatórios “naturais” que privilegiavam os tipos de desenvolvimento dos corpos frutíferos dos fungos e o modo de formação

dos esporos sexuados e assexuados. A morte surpreendeu-o nesse momento culminante de sua carreira. O antigo Instituto foi

transformado em departamento e removido sumariamente do prédio grandioso à época, construído com verba conseguida por

Chaves Batista junto ao Banco Mundial e transferido para instalações modestíssimas noutra parte do campus da UFPE onde

atualmente funciona o Programa de Pós-graduação em Biologia de Fungos, considerado referência nacional em micologia. A

sondagem do material genético através da genômica e da metagenômica; as incursões ao metabolismo celular desvendando a

produção de proteínas e metabolitos diversos em quantidades infinitesimais através da proteômica e da metabolômica, bem como,

a microscopia eletrônica, não eram sequer cogitadas à época de Batista. Mesmo assim sua contribuição ao conhecimento dos

fungos jamais deixará de reconhecida e admirada, no que pese as aplicações surpreendentes dessas ômicas no campo da

micopatologia e da taxonomia dos fungos, conforme será demonstrado no decorrer da palestra.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

O GÊNERO GEASTRUM (BASIDIOMYCOTA) NO MARANHÃO: DUAS NOVAS OCORRÊNCIAS

José Ribamar Costa Oliveira Filho1; Geusa Felipa de Barros Bezerra

2; Maria do Desterro Brandão Nascimento

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, Pernambuco;

2Universidade Federal do Maranhão (UFMA),

São Luís, Maranhão;

Palavras-chave: Gasteromicetos; Macrofungos; Taxonomia

Geastrum pertence à classe Agaricomycetes e inclui fungos que desenvolvem basidiomas maduros epígeos, cuja forma após a

abertura do exoperídio, lembra uma estrela, por este motivo são chamados popularmente de estrelas da terra. Estimativas da

riqueza de espécies no gênero propõem a existência de cerca de 120 espécies; 24 destas são conhecidas para o Nordeste e para o

Maranhão ainda não há registros, assim, o objetivo desta pesquisa é inventariar a riqueza destes fungos em fragmentos florestais

no município de São José de Ribamar (MA). Foram realizadas seis coletas de abril a setembro de 2014 em um fragmento de

floresta Amazônica (Sítio Aguahy) com 570 hectares no município de São José de Ribamar. Na área de coleta foram percorridas

trilhas pré-existentes e os basidiomas com morfologia característica do gênero foram fotografados e coletados com o auxílio de

faca, acondicionados em recipientes plásticos e devidamente etiquetados. Os espécimes foram transportados para o laboratório de

Micologia da Universidade Federal do Maranhão onde foram secos em estufa a 50º C e a identificação foi realizada por meio da

macro e micromorfologia. Foram coletados dois espécimes do gênero pertencentes às espécies: Geastrum javanicum Lév. e G.

schweinitzii (Berk. & M.A. Curtis) Zeller, ambos representam primeiro registro para o Maranhão. No Nordeste, G. javanicum já

era relatada para a Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco, enquanto G. schweinitzii para a Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do

Norte e Bahia. Espécies de Geastrum são identificadas principalmente pela macromorfologia; G. javanicum é caracterizado pelo

aspecto velutíneo do exoperídio; endoperídio escuro e séssil; peristômio fibriloso e não delimitado. Já G. schweinitzii é

reconhecido principalmente pelos basidiomas até 1,5 cm, gregários a cespitosos com o desenvolvimento de um subículo

esbranquiçado no substrato. As duas espécies foram encontradas apenas uma vez durante as seis expedições na área de coleta,

correspondente aos meses mais chuvosos (abril e maio); o regime mais seco durante os outros meses pode ter afetado o

desenvolvimento das mesmas. Os dados apresentados contribuem para a riqueza de fungos no Maranhão e amplia a distribuição

destas espécies no Brasil, fornecendo subsídios para pesquisas futuras sobre diversidade e ecologia destes organismos.

Apoio: Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Acessando a diversidade de fungos do Brasil pelo INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos

João Batista de Oliveira Júnior1; Leonor Costa Maia

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: Biogeografia; Modelagem de distribuição; Taxonomia

A gestão de biodiversidade é um dos desafios dos países megadiversos, sendo ainda mais marcante nos países em

desenvolvimento devido às limitações de recursos para a conservação. Nesse sentido, os herbários são espaços estratégicos na

interconexão de pesquisas científicas, uma vez que abrigam de maneira sistematizada as amostras e os dados vinculados a elas,

possibilitando inúmeras análises em diversas áreas, como taxonomia, biogeografia, efeitos de mudanças climáticas ou espécies

ameaçadas. Os herbários funcionam como instrumentos colaborativos, onde os esforços individuais são somados e criados banco

de dados próprios. Porém estando esses dados diluídos em cada exsicata as análises mais robustas ficam dificultadas, uma vez que

o custo de tempo e dinheiro para uni-los seria elevado. O INCT-Herbário Virtual da flora e dos fungos foi criado para superar esse

desafio, integrando os herbários do Brasil e repatriando dados de amostras depositadas em herbários do exterior. Por meio do

formulário de busca do sistema é possível extrair dados relacionados à época de reprodução das espécies, gerar mapas de

distribuição, elaborar lista de espécies de regiões e outros mais que a criatividade permitir. É possível ainda visualizar imagens das

espécies coletadas, compará-las entre si e aferir estruturas no próprio sistema. Pensando na acurância dos dados, foi desenvolvida

a ferramenta DataCleaning, que auxilia a gestão dos herbários identificando rederminação de duplicadas depositadas em outros

herbário, erros de digitação ou inconsistências nas informações. As correções são feitas internamente em cada herbário,

garantindo a autonomia das unidades. Outras ferramentas do sistema são o Lacunas e o BioGeo. O Lacunas permite a gestão do

esforço de coleta, evidenciando as espécies com baixa ou nenhuma amostragem em Herbários. São cruzados os dados do INCT-

Herbário Virtual com a lista de espécies da Flora do Brasil, indicando ainda em quais estados do Brasil há registro da das espécies.

O BioGeo utiliza as coordenadas dos pontos de coleta das amostras depositadas em Herbários para elaborar modelos de

distribuição das espécies e dessa forma predizer em quais ambientes as espécies podem ser encontradas. Esses modelos são

gerados por especialistas que validam taxonomicamente as amostras utilizadas para gerar os modelos e a partir do cruzamento de

dados ambientais (temperatura e pluviosidade, por exemplo) geram os modelos de ocorrência. O INCT-Herbário Virtual evidencia

a importância de ampliar os esforços de coleta no Brasil, buscando sempre qualidade nos dados para devolver à sociedade um

produto de excelência.

Apoio: MCTI, CNPq, Capes, Facepe, MEC, UFPE

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

EXISTE SUCESSÃO NA COMUNIDADE DE HIFOMICETOS AQUÁTICOS EM CORREGO DE CABECEIRA NO

BIOMA MATA ATLÂNTICA AO LONGO DE UM ANO?

JULIANA DOS SANTOS DAHORA ALMEIDA1; LAÍS NASCIMENTO DE ARAGÃO

1; ADRIANA OLIVEIRA

MEDEIROS1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA;

Palavras-chave: Decomposição; Hifomicetos aquáticos; sucessão

A decomposição de matéria orgânica vegetal em riachos de cabeceira fornece nutrientes necessários para a produtividade primária

através da reciclagem. Neste processo os Hifomicetos Aquaticos (HA) são os principais responsáveis pela transformação da

matéria orgânica, uma vez que esses micro-organismos incorporam nutrientes em seu metabolismo para a produção secundária e

aumentam a palatabilidade e o valor nutricional dos detritos, para que possam ser utilizados pelos invertebrados aquáticos. Neste

estudo, avaliamos a sucessão da comunidade de HA na decomposição de folhas senescentes em um córrego de cabeceira situado

no bioma Mata Atlântica. Folhas foram incubadas por um período de 90 dias (em 4 trimestres consecutivos, para avaliação da taxa

de decomposição, riqueza e atividade de hifomicetos aquáticos. Após incubação, lavadas com água destilada e retirado discos de

10 mm de diâmetro para induzir a esporulação. A suspensão de conídios foi filtrada, corada e os hifomicetos aquáticos

identificados através de analise morfológica, utilizando microscópio óptico. No 1º trimestre (seca) o riacho estudado apresentou

maior valor de temperatura e Oxigênio dissolvido (OD) (24,14 ºC e 10,3 mg/L), menor incidência de luz (0,24lux) e foi registrado

maior taxa de esporulação dos hifomicetos aquáticos. O 2º trimestre (transição seca-chuva) teve o menor valor de OD e de pH (7,6

mg/L e 5,3) e foi encontrado o maior número de espécies de HA. No 3º trimestre os valores foram intermediários. No 4º trimestre

(transição chuva seca) houve maior valor de pH (6,3) e luminosidade (123 lux) e menor temperatura(16,5 ºC), menor taxa

reprodutiva e menor número de espécies de HA, esses resultados podem estar relacionados com possíveis padrões sazonais de

esporulação. Durante todo o experimento a taxa de decomposição foi alta alcançando mais de 75% de perda de massa foliar após

os 90 dias de incubação das folhas. Foram identificados 14 (quatorze) espécies de hifomicetos, sendo que as espécies mais

abundantes foram Flagelospora curvula, Anguillospora filiformis e Triscelophorus monosphorus respectivamente. Algumas

espécies como A. longíssima, Colispora curvata e Triscelophorus acuminatus que estavam presentes nos três primeiros trimestres

desapareceram no 4º trimestre, Lemoniera centrosphaera foi encontrada apenas no 2º e 4º trimestres, sendo estes considerados

períodos de transição entre a estação seca e chuvosa. Variações dos fatores ambientais como pH, OD e temperatura podem

explicar a sucessão de espécies de hifomicetos aquáticos e taxa de esporulação, quando consideram-se os limites fisiológicos dos

micro-organismos consequentemente afetando o processo de decomposição foliar.

Apoio: Aquaripária, FAPESB e CNPq.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

FUNGOS ISOLADOS DE FOLHAS DE MELANCIA (Citrullus lanatus) NA REGIÃO SEMÍARIDA DE

PERNAMBUCO

Julyana Maria da Silva1; Rejane Maria Ferreira da Silva

2; Júlio Carlos Polimeni de Mesquita

3; Cristina Maria de Souza-Motta

4;

José Luiz Bezerra5; Gladstone Alves da Silva

6;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

2Universidade Federal de Pernambuco;

3Instituto Agronômico de

Pernambuco; 4Universidade Federal de Pernambuco;

5Universidade Federal do Recôncavo Baiano;

6Universidade Federal de

Pernambuco;

Palavras-chave: Cucurbitaceae; Patógenos; Taxonomia

A família Cucurbitaceae é constituída por 120 gêneros e cerca de 800 espécies, sendo amplamente distribuída em regiões tropicais

e subtropicais. No Nordeste brasileiro destaca-se o cultivo da melancia, a qual se encontra entre os cultivares de maior produção

no agronegócio de frutas tropicais. Entretanto diversos fatores são responsáveis pela redução na produção dessa cultura, entre eles

destacam-se as doenças causadas por fungos, sejam elas no próprio fruto ou nas folhas. O objetivo foi identificar fungos

causadores de doenças na melancia, foram coletadas folhas doentes em cultivares localizados na cidade de Belém de São

Francisco, PE. As folhas foram lavadas com água e sabão, sendo cortadas na borda da lesão. Os fragmentos foram submetidos a

desinfestação superficial em álcool 70%, por 30 segundos; hipoclorito de sódio 2%, por 2 minutos e em seguida lavados duas

vezes com água destilada esterilizada. Os fragmentos foram colocados em placas de Petri contendo meio BDA acrescido de

cloranfenicol (100mg/L-1), sendo incubados em temperatura ambiente. No processo de identificação foram observadas as

características macroscópicas e microscópicas das colônias dos fungos isolados, a identificação foi realizada utilizando literatura

específica. Foram encontrados representantes dos gêneros Alternaria (maior incidência), Curvularia, Fusarium e Nigrospora.

Todos esses gêneros já foram relatados causando doenças em melancia. Outros estudos também já verificaram alta ocorrência de

Alternaria em tomate, melão e cítricos. Esse gênero é caracterizado por causar a mancha de alternaria em folhas de melancia, a

qual está entre as doenças de maior incidência nessas plantas na região Nordeste. O gênero Fusarium é conhecido por provocar

perdas severas em diversas culturas, recentemente o gênero foi classificado dentre os dez fungos fitopatogênicos mais importantes

do mundo, com base na percepção científica e importância econômica. Os resultados obtidos revelam potencial ocorrência de

vários patógenos fúngicos e ressaltam a importância da utilização de estratégias de manejo que reduzam os danos ocasionados por

esses patógenos. Mais estudos estão sendo realizados para identificação dos isolados em nível específico, além da execução de

testes de patogenicidade.

Apoio: CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

ESTRUTURA DE COMUNIDADE FÚNGICA ASSOCIADA AO TRATO DIGESTÓRIO DE INSETOS AQUÁTICOS

POR MEIO DE TÉCNICAS MOLECULARES

Jéssica Barros Aguiar Silva1; Anelise Kappes Marques

1; Cinthia Gabriela Casotti de Medeiros

2; Marcelo Silva Moretti

2; Paula

Benevides de Morais1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Tocantins;

2Universidade de Vila Velha;

Palavras-chave: Fungo; DGGE; Triplectides

As associações animal-fungo são variadas e a maioria das interações está baseada em fatores alimentares e de maturação dos

insetos mutualistas. Estudos acerca da interação inseto-fungo surgiram a partir do interesse em conhecer os hábitos alimentares

destes insetos e muito ainda precisa ser descoberto. Com o objetivo de verificar a estrutura da comunidade fúngica pertencente ao

alimento e ao trato digestório de insetos aquáticos, foi conduzido um estudo em dois córregos localizados em Santa Leopoldina –

ES pentencente à Mata Atlântica. Em cada córrego, dez insetos fragmentadores do gênero Triplectides foram coletados associados

a folhas em decomposição, as quais também foram coletadas em sacos plásticos. Os insetos foram transportados em recipiente

contendo água do córrego sob refrigeração. Em laboratório cada indivíduo foi submetido à desinfecção superficial com álcool a

70% (30 segundos), solução de hipoclorito de sódio a 2% (30 segundos) e água destilada e dissecados sob estereoscópio para

remoção do trato digestório. Este foi diluído em 1mL de água destilada estéril, e levado a -20 ºC para armazenamento. As folhas

foram recortadas com perfurador de cortiça e armazenadas separadamente a -20 ºC. Um pool das amostras de trato digestório e

outro de folhas dividos por córrego foi submetido à extração de DNA genômico com PowerLyzerTM

PowerSoil DNA isolation kit

MO BIO. Após extração, foi realizada PCR utilizando os iniciadores moleculares ITS3cg e ITS4. Confirmada a amplificação, os

produtos da PCR foram submetidos à eletroforese em gel de gradiente desnaturante (DGGE). As comunidades fúngicas de folhas

foram representadas por treze Unidades Taxonômicas Operacionais (OTU), enquanto no trato digestório de insetos foram

encontradas nove OTU, todas estas também encontradas em folhas. Assim, é possível inferir que há uma associação entre a micota

presente nas folhas e no trato digestório dos insetos, indicando que os fungos colonizadores das folhas são parte da dieta dos

insetos fragmentadores do gênero Triplectides.

Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

NOVAS ESPÉCIES DE GRAPHIDACEAE (OSTROPALES, ASCOMYCOTA) DA MATA DO RIO VERDE, SERGIPE

Karen Cristine Ribeiro de Jesus1; Dayane de Oliveira Lima

1; Katiene Santos Lima

1; Geissiany Barboza da Silva

1; Robert

Lücking2; Marcela Eugenia da Silva Cáceres

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Sergipe, Campus Professor Alberto Carvalho, Itabaiana, Sergipe, Brasil.;

2Botanischer

Garden und Botanisches Museum Berlin, Berlin, Alemanha.;

Palavras-chave: Fungos liquenizados; Graphidaceae; Sergipe

Atualmente, a família Graphidaceae é a maior família de liquens crostosos tropicais, ultrapassando a família Parmeliaceae. Logo

após recentes revisões filogenéticas, as últimas estimativas apontam para a existência de cerca de 2.500 espécies aceitas, sendo

aproximadamente 2000 espécies distribuídas nas subfamílias Fissurinoideae, Graphidoideae e Redonographoideae, e mais de 400

na subfamília Gomphilloideae. A Floresta Atlântica é conhecida mundialmente como uma das áreas mais ricas em biodiversidade

e mais ameaçadas do mundo. Com o passar do tempo, as ações antrópicas, como o desmatamento e exploração dos recursos

florestais, vêm causando perdas nos hábitats, afetando diversos ecossistemas, incluindo organismos como os liquens. Como menor

estado brasileiro, Sergipe teve sua Mata Atlântica quase completamente desmatada. Este trabalho tem como objetivo identificar e

registrar a diversidade de espécies de liquens crostosos encontrados na mata do Rio Verde, Povoado Pedrinhas, Areia Branca,

Sergipe. A coleta foi realizada através do método de caminhamento no interior da mata. As amostras foram identificadas no

Laboratório de Liquenologia, UFS. Como resultado, foram identificadas 160 amostras, distribuídas em 25 gêneros e 39 espécies.

Três espécies novas para a ciência da família Graphidaceae foram descobertas, dos gêneros Graphis Adans e Ocellularia G. Mey.

Graphis sp. 1 apresenta talo verde escuro, característica incomum no gênero, lirelas não estriadas, mais ou menos imersas no talo,

ascosporos pequenos e muriformes, e não reagiu com K. Graphis sp. 2 tem o talo acinzentado, ascósporos com sete septos

transversais, e com talo K+ amarelo. Ocellularia sp. é considerada como nova espécies por apresentar ascósporos com até 11

septos transversais, sem reação ao K, e columela carbonizada no centro do himênio. Demais gêneros identificados foram:

Astrotheliun Eschw., Chapsa A. Massal., Coenogonium Ehrenb, Cresponea Egea & Torrente, Cryptothecia Stirt., Diorygma

Eschw., Dyplolabia A. Massal, Fissurina Fée, Helminthocarpon Fée, Heiomasia Nelsen, Lücking & Rivas Plata, Hemithecium

Trevis., Lecanographa Egea & Torrente, Letrouitia Hafellner & Bellem., Malmidea Kalb, Melanotrema Frisch, Rivas Plata &

Lumbsch, Opegrapha Humb., Platythecium Staiger, Plectocarpon Fée, Porina Ach., Pyrenula Ach., Sarcographa Fée,

Sclerophyton Eschw., Stegobolus Mont., e Trypethelium Spreng. Através deste trabalho, concluímos que, embora a Mata do Rio

Verde seja apenas um pequeno remanescente de Mata Atlântica, ainda parte do Parque Nacional Serra de Itabaiana, ela abriga

uma grande diversidade de liquens, com três espécies ainda não descritas. Isto mostra a importância dos estudos liquenológicos

mesmo em pequenas áreas, pois comprova que cada pequeno fragmento ainda comporta uma diversidade desconhecida de liquens.

Apoio: CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

OCORRÊNCIA DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM DIFERENTES FITOFISIONOMIAS DO

CERRADO NO PARQUE NACIONAL DE SETE CIDADES (PNSC)

Karen Mirella Souza Menezes1; Sandra Mara Barbosa Rocha

2; Nilza da Silva Carvalho

2; Adriana Mayumi Yano-Melo

1; Vilma

Maria dos Santos2; Danielle Karla Alves da Silva

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco - Univasf, Campus Ciências Agrárias, Petrolina-PE, Brasil;

2Universidade Federal do Piauí - UFPI, Centro de Ciências Agrárias, Teresina-PI, Brasil;

Palavras-chave: diversidade micorrízica; vegetação; micorriza

O Cerrado é considerado o segundo maior bioma do Brasil, ocupando aproximadamente 22% do território nacional. Devido a sua

grande extensão a paisagem do cerrado compreende a um grande complexo vegetacional que engloba ampla variedade de

fitofisionomias, apresentando desde formações florestais até formações savânicas e campestres. Devido à influência na

composição e produtividade dos ecossistemas terrestres, os fungos micorrízicos arbusculares (FMA) compõem importante grupo

de micro-organismos do solo, sendo necessário expandir o conhecimento sobre a comunidade de FMA em diferentes ambientes.

Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a ocorrência de FMA em diferentes fitofisionomias do Cerrado no Parque Nacional de

Setes Cidades (PNSC) no estado do Piauí. As coletas foram realizadas no período chuvoso (maio/2015) em um gradiente

vegetacional formado pelas seguintes fitofisionomias: Campo limpo (CL), Cerrado sensu stricto (CSS) e Cerradão (CD), na qual

foram coletadas 10 amostras simples dentro de cada área, totalizando 30 amostras. Para análise da comunidade de FMA

utilizaram-se os índices de diversidade de Shannon, de equitabilidade de Pielou e de dominância, além da PERMANOVA e

análise de espécie indicadora. Foram identificados 34 táxons de FMA, pertencentes a 13 gêneros, com predominância de Glomus

e Acaulospora, em termos de abundância e frequência. O índice de Shannon foi maior em CSS, enquanto que maior dominância

foi observada em CL, seguido de CD. De acordo com a PERMANOVA a composição da comunidade de FMA diferiu entre CL e

CSS e CL e CD, e foi relativamente semelhante entre CSS e CD. Acaulospora foveata (IV=40,0; p<0,02), Gigaspora margarita

(IV=54,0; p<0,03) e Orbispora pernambucana (IV=32,9; p<0,02) foram consideradas espécies indicadoras de CSS, enquanto que

Glomus sp.1 (IV=36,8; p<0,01) dos CL e Glomus brohultii (IV=49,0; p<0,01) das áreas de CD. Neste sentido, pode-se concluir

que as diferentes fitofisionomias vegetais dentro de um mesmo bioma diferem quanto à diversidade e composição das espécies de

FMA, com as áreas de Cerrado sensu stricto apresentando maior riqueza de táxons de FMA.

Apoio: CNPq, FAPEPI, CAPES, FACEPE

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

COMPOSTOS QUÍMICOS PRODUZIDOS PELO FUNGO MUTUALISTA DAS FORMIGAS ATÍNEAS DERIVADAS

PROMOVEM O CRESCIMENTO DE Escovopsis

Karina Bueno de Oliveira1; André Rodrigues

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de São Carlos;

2Universidade Estadual Paulista ;

Palavras-chave: Interação; Simbiose; Tribo Attini

As formigas atíneas apresentam um mutualismo obrigatório com fungos basidiomicetos, dos quais se alimentam. Fungos do

gênero Escovopsis (Ascomycota: Hypocreales) são considerados parasitas do fungo cultivado por esses insetos. É sabido que o

crescimento do parasita é estimulado por compostos químicos produzidos pelos fungos cultivados pelas atíneas basais. Entretanto,

não é conhecido se sinais químicos mediam a interação entre Escovopsis e os fungos mutualistas cultivados pelas atíneas

derivadas. Nesse contexto, avaliamos se o filtrado de cultivos desses fungos mutualistas influenciam o crescimento de diferentes

linhagens de Escovopsis obtidas de colônias de atíneas derivadas. Um total de seis isolados de Escovopsis foram cultivados em

meio BDA contendo filtrados dos fungos mutualistas de Atta e Acromyrmex (formigas cortadeiras) e Trachymyrmex tucumanus

(não-cortadeira de folhas). Foram realizadas 18 combinações de bioensaios entre os três fungos mutualistas e os seis isolados de

Escovopsis. O efeito de cada filtrado no crescimento micelial do parasita foi avaliado durante 14 dias. Após incubação, todos os

isolados de Escovopsis apresentaram um maior crescimento na presença dos filtrados do fungo mutualista, do que na ausência

deste (Mann-Whitney, P< 0,05). Observamos uma variação considerável no tempo em que ocorreu o aumento do crescimento do

parasita. Tais diferenças foram observadas, principalmente, do primeiro ao terceiro dia de incubação em 15 dos 18 (83%)

tratamentos realizados. Esses resultados sugerem que Escovopsis é capaz de reconhecer prováveis compostos químicos presentes

no filtrado, maximizando seu crescimento na presença deste. Aparentemente o reconhecimento não é específico, pois Escovopsis

que infectam colônias de formigas cortadeiras também apresentaram crescimento maximizado na presença de filtrados do fungo

cultivados por Trachymyrmex tucumanus. Tal evidência reforça a hipótese do elevado compartilhamento de Escovopsis entre

colônias dessas formigas na natureza.

Apoio: Apoio financeiro: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Processo FAPESP n. 2016/06443-0).

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

LIQUENS CROSTOSOS DA FAMÍLIA CALICIACEAE CHEVALL. (CALICIALES, ASCOMYCOTA) NO

SEMIÁRIDO DE SERGIPE

Katiene Santos Lima1; Dayane de Oliveira Lima

1; Karen Cristine Ribeiro de Jesus

1; Lucimara de Souza Machado

1; André

Aptroot2; Marcela Eugenia da Silva Cáceres

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Sergipe, Itabaiana-SE, Brasil.;

2ABL Herbarium, Soest, Holanda. ;

Palavras-chave: Caatinga; revisão ; Buellia s.l.

A família Caliciaceae Chevall., segundo a mais recente estimativa, apresenta 36 gêneros e 675 espécies. Dentre os gêneros de

liquens crostosos de Caliciaceae mais comuns no semiárido brasileiro, destaca-se o grupo de Buellia s. l., representado apenas por

gêneros corticícolas. Porém, este grupo, que fazia parte do gênero Buellia De Not. (1846), foi segregado em pequenos gêneros

atualmente aceitos, como por exemplo Baculifera Marbach & Kalb, Cratiria Marbach, Hafellia Kalb, H. Mayrhofer & Scheid.,

Gassicurtia Fée e Stigmatochroma Marbach, que são os mais comuns em vegetação de Caatinga. O presente trabalho teve como

objetivo iniciar a revisão de espécies que constituíam o grupo Buellia s. l., depositados no Herbário ISE, da Universidade Federal

de Sergipe, que foram coletadas no estado de Sergipe. Para isso, foi feito o levantamento e revisão bibliográfica das espécies

encontradas no Herbário ISE, além de uma coleta no Monumento Natural (MONA) Grota do Angico, Poço Redondo-SE. Como

resultado da coleta, foram registradas 11 amostras pertencentes ao grupo em questão. No herbário ISE, foram registradas 92

amostras, distribuídos em três gêneros: Baculifera, Cratiria e Stigmatochroma. Para o gênero Baculifera, foram encontrados 3

espécimes, distribuídos nas seguintes espécies: B. longipora Marbach (2), B. imshaugiana Marbach (1). Para Cratiria, estão

registrados 68 espécimes: C. obscurior Marbach & Kalb (64), C. megaobscurior Marbach (1) e C. lauricassiae Marbach (3). Para

Stigmatochroma, 21 exsicatas: S. gerontoides Marbach (16) e S. metaleptodes Marbach (5). Tanto no herbário quanto na coleta

foram encontradas uma grande diversidade de liquens deste grupo, uma área reconhecidamente típica para representantes de

Caliciaceae, tanto crostosos como foliosos. Cerca da metade dos exemplares do herbário não estava identificada corretamente ou

não tinham sido identificados em nível específico. Vale salientar a importância de revisões constantes nas coleções de espécies,

para atualização de informações, tanto taxonômicas como nomenclaturais.

Apoio: CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

DIVERSIDADE DE MIXOMICETOS EM FORMAÇÕES VEGETACIONAIS DA CAATINGA

LAISE DE HOLANDA CAVALCANTI ANDRADE1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO;

Palavras-chave: Semi-árido; Myxomycetes; Mixobiota

O conjunto de espécies de mixomicetos que ocorrem em formações vegetacionais da Caatinga resulta de processos que

permitiram sua adaptação aos fatores bióticos e abióticos típicos do bioma, particularmente a irregularidade do período chuvoso,

baixos índices de pluviosidade e elevadas temperaturas, associados às alterações ambientais causadas pela ação do homem. Com

base em trabalhos publicados (13 artigos, 1 capítulo de livro) e não publicados (3 monografias de bacharelado, 3 dissertações de

mestrado, 2 teses de doutorado), complementados por dados inéditos de coleções de herbário, tem-se o registro de 10 famílias, 28

gêneros e 68 espécies de mixomicetos, distribuídos em sete estados (AL, BA, CE, PB, PE, PI, RN). Nos microhabitats disponíveis

nas diferentes fitofisionomias da Caatinga, incluindo os Brejos de Altitude, estão presentes espécies cosmopolitas como Arcyria

cinerea, Ceratiomyxa fruticulosa, Clastoderma debaryanum, Cribraria cancellata, Echinostelium minutum, Fuligo septica,

Hemitrichia serpula, Lycogala epidendrum, Metatrichia vesparia e Stemonitis fusca; espécies neotropicais típicas, como

Didymium intermedium, Physarella oblonga, Physarum nucleatum, P. stellatum, Stemonaria longa, Stemonitis herbatica e

Tubifera microsperma e táxons típicos ou frequentemente encontrados em ambientes áridos e semi-áridos, como Badhamia

macrocarpa, B. melanospora, Licea succulenticola, Perichaena depressa e Trichia agaves. A diversidade de espécies e os táxons

mais abundantes são semelhantes aos conhecidos para áreas áridas e semi-áridas quentes de outros países e continentes.

Predominam as Physarales (27 spp.) e os grupos ecológicos lignícolas e suculentícolas, com maior abundância e diversidade em

Brejos de Altitude e Caatinga arbórea. Os dados disponíveis ainda não permitem caracterizar a existência de uma mixobiota típica

da Caatinga.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

MIXOBIOTA DO LICURI [Syagrus coronata (MART.) BECC, ARECACEAE], PALMEIRA TÍPICA DO SEMIÁRIDO

NORDESTINO

Andressa Vieira da Silva1; Sinzinando Albuquerque de Lima

2; Djamilla da Silva Andrade

3; Laise de Holanda Cavalcanti

4;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Laboratório de Mixomicetos - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco.

[email protected]; 2Laboratório de Biologia Floral e Reprodutiva - Universidade Federal de Pernambuco, Recife,

Pernambuco. [email protected]; 3Laboratório de Mixomicetos - Universidade Federal de Pernambuco, Recife,

Pernambuco. [email protected]; 4Laboratório de Mixomicetos - Universidade Federal de Pernambuco, Recife,

[email protected];

Palavras-chave: Caatinga; Mixomicetos; PARNA Catimbau

As palmeiras pertencem à família Arecaceae, que compreende ca de 2600 espécies, características da flora tropical e subtropical.

São plantas perenes cuja morfologia e fenologia permite que pequenos animais, plantas e diversos grupos de microrganismos,

como fungos e mixomicetos, se associem aos seus indivíduos. Os mixomicetos são organismos distribuídos por todo o globo,

presentes em ambientes onde estejam disponíveis umidade e substrato de origem vegetal. Devido ao material fibroso de seus

estipes e espatas, com grande capacidade de reter água, as palmeiras oferecem microhabitats favoráveis ao desenvolvimento dos

mixomicetos, mesmo em ambientes sazonalmente secos. Syagrus coronata (Mart.) Becc. (licuri ou ouricuri) é uma palmeira

nativa do Brasil, típica da Caatinga, com potencial alimentício, tecnológico, ornamental e forrageiro. Como parte do projeto

Mixobiota de Palmeiras do Brasil, foram analisados 30 indivíduos de S. coronata encontrados no Parque Nacional Vale do

Catimbau, unidade de conservação da Caatinga localizada em Buíque, Pernambuco. Foram coletadas amostras da espigueta (30),

espata (30) e bainha da folha (30), ainda presas à planta-mãe, com as quais foram montadas 90 câmaras-úmidas utilizando-se

placas de petri (9 cm diâm.) forradas com papel filtro e umedecidas com água destilada. O pH do substrato foi aferido após 24 h

da montagem. As câmaras-úmidas foram mantidas à luz e temperatura ambiente e observadas ao microscópio estereoscópico duas

vezes por semana. Todos os substratos analisados mostraram-se ácidos (pH= 4,8 – 5,3). Quase a metade das câmaras-úmidas

(45%) apresentaram desenvolvimento de plasmódio, indicando a presença de esporos viáveis, microcistos e/ou esclerócios nas

partes da planta analisadas. Maior número de registros foi observado na espigueta (26%), seguido da bainha da folha (11%) e

espata (6%). Inclui-se S. coronata na lista mundial de espécies de palmeiras com registro de ocorrência de mixomicetos e conclui-

se que, no ambiente semi-árido da Caatinga, o licuri oferece diferentes microhabitats para desenvolvimento de suas espécies.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

TRÊS NOVAS ESPÉCIES DE MICROFUNGOS ASSOCIADOS À DECOMPOSIÇÃO DA SERAPILHEIRA

SUBMERSA NA SERRA DA FUMAÇA, PINDOBAÇU, BAHIA

Lucas Barbosa Conceição1; Marcos Fábio Oliveira Marques

2; Luís Fernando Pascholati Gusmão

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, Bahia;

2Universidade do Estado da Bahia, Senhor do

Bonfim, Bahia;

Palavras-chave: taxonomia; hyphomycetes; fungos conidiais

Embora um aumento nos inventários de fungos no Brasil seja observado nos últimos anos, ainda há um déficit de recursos

humanos especializados nesta linha de pesquisa, havendo desconhecimento total destes organismos em diversos biomas, com

lacunas extremamente significativas em especial no semiárido, representado pelo bioma Caatinga. A Serra da Fumaça, localizada

no município de Pindobaçu, BA, é considerada uma área de extrema importância biológica pelo PROBIO e apesar de já ser alvo

de estudos sobre microfungos há alguns anos, ainda novas espécies estão por serem descobertas. O objetivo é descrever três novas

espécies de microfungos encontradas associadas à decomposição da serapilheira submersa. Expedições foram realizadas entre

2014 a 2015, e amostras da serapilheira submersa no curso do rio Fumaça foram coletadas. As amostras recolhidas foram

submetidas à técnica de lavagem em água corrente, secagem e incubação em câmaras-úmidas. Após 72 horas, o material foi

observado em estereomicroscópio pelo período de 30 dias para a coleta dos microfungos. Lâminas permanentes foram

confeccionadas e depositadas no HUEFS. Das 47 espécies identificadas, três constituem novas espécies: Castanedaea nome sp.

nov., Endophragmiella nome sp. nov. e Minimelanolocus nome sp. nov.. Os resultados apresentados demonstram a riqueza de

microfungos da área e apontam para a ampliação de inventários em áreas pouco estudadas na Bahia e no Brasil.

Apoio Financeiro: (CAPES - PPGBot/UEFS)

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

LIQUENS DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO: UMA RIQUEZA RECÉM DESCOBERTA

Lidiane Alves dos Santos1; Cléverton de Oliveira Mendonça

1; Thamires Almeida Pereira

4; André Aptroot

2; Robert Lücking

3;

Marcela Eugenia da Silva Cáceres4;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil.;

2ABL Herbarium, Soest, Holanda;

3Botanischer

Garden Botanisches Museum Berlin, Berlin, Alemanha.; 4Universidade Federal de Sergipe, Itabaiana, Sergipe, Brasil.;

Palavras-chave: Fungos liquenizados; Caatinga; Diversidade

Fungos liquenizados são organismos que resultam da associação de um fungo (micobionte) e uma alga e/ou cianobactéria

(fotobionte). A estimativa de espécies de liquens conhecidas mundialmente é de 13.500 a 20.000, com análises biogeográficas

indicando que a maior parte das espécies ainda a serem descobertas estão nos trópicos e no hemisfério sul. O estudo de liquens no

Semiárido Brasileiro teve início, basicamente, com o trabalho realizado pela pesquisadora Marcela Cáceres, em 2007, a qual, mais

tarde, deu continuidade com a orientação de alunos de graduação, mestrado e doutorado. O semiárido tem como algumas das suas

principais características a baixa pluviosidade, consequentemente, tem-se a formação de matas secas e solos áridos encontrados

em várias partes do globo. No Brasil, o semiárido tem sua predominância no Nordeste, representado pelo bioma Caatinga. Este

trabalho teve por objetivo mostrar as novas espécies descobertas de fungos liquenizados feitas em uma década de estudos no

semiárido brasileiro. Para a realização do trabalho, foi realizada uma compilação de todos os trabalhos publicados ou em fase de

publicação no período de 2007 a 2017 que se referiam a liquens do semiárido brasileiro, nos quais foram descritas espécies novas

para a ciência. Como resultado, foram contabilizadas 52 espécies descritas a partir de material coletado em áreas do semiárido.

Estas foram encontradas nos estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Sergipe, pertencentes aos gêneros Caloplaca (2

espécies); Pyrenula (10); Stirtonia (5); Gassicurtia (2); Eschatogonia (1); Arthonia (1); Malmidea (1); Micarea (1); Syncesia (1);

Crypthonia (2); Gyalideopsis (1); Synarthonia (1); Cryptothecia (2); Cresponea (1); Coniarthonia (1); Diorygma (1);

Astrothelium (1); Opegrapha (1); Polymeridium (3); Phaeographis (1); Graphis (2); Enterographa (1); Echinoplaca (1);

Calopadia (1); Bacidina (1). A região semiárida de Pernambuco apresentou o maior número de espécies descobertas, totalizando

21 espécies, seguida de Ceará com 15, sete na Bahia, cinco na Paraíba e quatro em Sergipe. Assim sendo, este trabalho vem

corroborar com a afirmativa de que o semiárido brasileiro abriga uma grande biodiversidade, que realmente havia pouco estudo

sobre liquens no semiárido e, a partir do aumento do esforço de coleta foi possível descobrir uma verdadeira diversidade

escondida de liquens. Com isso, vale salientar a importância de programas como PPBio Semiárido, que financiou boa parte das

coletas realizadas.

Apoio: CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

SEIS NOVAS ESPÉCIES DA FAMÍLIA GRAPHIDACEAE (OSTROPALES, ASCOMYCOTA) DA ARIE MATA DO

CIPÓ, SERGIPE

Thamires Almeida Pereira1; Lidiane Alves dos Santos

2; Paula Oliveira Passos

1; Valéria Maria dos Santos

1; Robert Lücking

3;

Marcela Eugenia da Silva Cáceres1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Sergipe, Itabaiana, Sergipe, Brasil. ;

2Universidade Federal de Pernambuco, Recife,

Pernambuco, Brasil.; 3Botanischer Garden und Botanisches Museum Berlin, Berlin, Alemanha.;

Palavras-chave: Fungos liquenizados; Mata Atlântica; Biodiversidade

Graphidaceae é a maior família de liquens tropicais. Atualmente, há uma previsão de que existam 4.330 espécies de Graphidaceae

no mundo, porém apenas 2.500 estão formalmente descritas. A região Nordeste do Brasil é rica em diversidade de liquens

crostosos, incluindo muitas espécies endêmicas. A Mata Atlântica é um dos ecossistemas com maior perturbação antrópica. Em

Sergipe, os poucos fragmentos de Mata Atlântica estão na zona litorânea. O objetivo deste trabalho é demonstrar a riqueza de

espécies pertencentes à família Graphidaceae, bem como fazer uma breve descrição das novas espécies para a ciência. A Área de

Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Mata do Cipó contém, aproximadamente, 100 hectares e está localizada entre os

municípios de Siriri e Capela, no norte do estado. A coleta do material foi realizada pela metodologia oportunista. Dos liquens

coletados e identificados, 40 espécies pertencem à Graphidaceae, distribuídas em 15 gêneros. Dessas 40 espécies, seis são

espécies novas para a ciência, pertencentes aos gêneros Fissurina Fée, Graphis Adans., Ocellularia G. Mey., Pseudochapsa

Parnmen, Lücking & Lumbsch. A Fissurina sp. apresenta 8 esporos por asco, com esporos transversalmente septados contendo de

3 (−4) septos, 10−12×3−4 μm. Graphis sp. possui asco fusiforme, asco com (4−) 8 esporos, submuriforme com 15−19 septos

transversais e 0−1 septos longitudinais por segmento. Ocellularia sp.1 apresenta 8 esporos por asco, com 5−7 septos de

20−30×6−8 μm, I+ azul violeta, P + amarelo, K−. Ocellularia sp.2 apresenta 8 esporos por asco de 5−7 septos de 18−25×6−8 μm,

hialino, I+ violeta−azul, P+ amarelo, K−. Ocellularia sp.3 possui 1−2 esporos por asco com 21−29 septos, de 70−150×15−20 μm,

I + azul violeta, K+ roxo. Pseudochapsa sp. contém 8 esporos por asco com 11−15 septos de 30−35×7−8 μm, I−, K+ amarelo e

laranja, P+ laranja. Sendo assim, esse fragmento muito pequeno de Mata Atlântica revelou, de longe, um grande número de novas

Graphidaceae se comparada com áreas muito maiores e melhor preservadas no estado de Sergipe, indicando que a ARIE Mata do

Cipó é também uma área de relevância para a biodiversidade do estado.

Apoio: FAPITEC

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

HYMENOCHAETACEAE IMAZEKI & TOKI DA RESERVA BIOLÓGICA DO JARU, RONDÔNIA

Lidiany Aparecida Scussel Ropelato1; Naiélen Pires de Souza

1; Marcelo Martins Ferreira

1; Francisco Carlos da Silva

1; Lidiane

França da Silva2; Allyne Christina Gomes-Silva

3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná - CEULJI-ULBRA;

2Instituto Chico Mendes de Conservação e

Biodiversidade; 3Centro Universitário São Lucas- UniSL;

Palavras-chave: Agaricomycetes; Amazônia; Diversidade

Hymenochaetaceae (Agaricomycetes) é uma família cosmopolita que acomoda espécies com basidioma xantocróico, anual a

perene, pileado a ressupinado, seta himenial ausente ou presente, sistema hifálico mono ou dimítico e hifas generativas com septo

simples. São considerados importantes decompositores, pois promovem a reciclagem de nutrientes e a manutenção dos

ecossistemas terrestres. Este trabalho visa ampliar o conhecimento sobre a diversidade de espécies de Hymenochaetaceae que

ocorrem na Amazônia brasileira. A Reserva Biológica de Jaru é caracterizada pela Floresta Ombrófila Aberta e a área localiza-se

no estado de Rondônia, no limite leste do estado, no município de Ji-Paraná e ocupa uma área de 353.335 hectares. Na área de

estudo, foram percorridas trilhas pré-existentes de julho de 2015 a julho de 2016 e todos os substratos propícios ao surgimento de

fungos macroscópicos foram observados, os representantes encontrados foram coletados com auxílio de uma faca e

acondicionados em sacos de papel. Posteriormente, os basidiomas foram colocados em estufa a 45-50ºC pelo tempo necessário

para a total secagem, dois a sete dias. Os espécimes foram analisados macro e microscópicas; a identificação baseou-se em

bibliografia recomendada e a nomenclatura, na base de dados CABI. Os espécimes foram depositados no Herbário Dr. Ary

Tupinambá Penna Pinheiro, localizado no Centro Universitário São Lucas-UniSL. A partir das coletas realizadas, as espécies de

Hymencochaetaceae identificadas até o momento foram: Coltricia hamata (Romell) Ryvarden, Fuscoporia gilva (Schwein.) T.

Wagner & M. Fisch, Fulvifomes merrillii (Murrill) Baltazar & Gibertoni, Hymenochaete luteobadia (Fr.) Höhn. & Litsch., H.

damicornis (Link) Lév. e Phylloporia spathulata (Hook) Ryvarden. Todas as espécies representam novas citações para a área de

estudo na Amazônia brasileira, além de apresentam uma ampla distribuição geográfica conhecida no Semiárido brasileiro, exceto

Coltricia hamata que possui como domínio fitogeográfico a Amazônia.

Apoio: Programa ARPA, CEULJI-ULBRA, UniSL

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

POLYPORACEAE (BASIDIOMYCOTA) DA RESERVA BIOLÓGICA DO JARU, RONDÔNIA

Lidiany Aparecida Scussel Ropelato1; Naiélen Pires de Souza

1; Marcelo Martins Ferreira

1; Francisco Carlos da Silva

1; Lidiane

França da Silva2; Allyne Christina Gomes-Silva

3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná - CEULJI-ULBRA;

2Instituto Chico Mendes de Conservação e

Biodiversidade; 3Centro Universitário São Lucas- UniSL;

Palavras-chave: Amazônia; Diversidade; Macrofungos

A diversidade de Polyporacae Corda (Basidiomycota) da Reserva Biológica do Jarú é desconhecida, e por ser uma área de

proteção integral, possui grande diversidade biológica, sendo de grande importância para a preservação da diversidade. A família

Polyporaceae apresenta aproximadamente 636 espécies com distribuição cosmopolita, sendo caracterizadas pelo basidioma

lignícola, em sua maioria, anual a perene, himênio poróide a lamelar. Até o presente momento, nenhum estudo sobre a diversidade

de fungos foi desenvolvido nesta reserva. Este trabalho tem como objetivo conhecer as espécies de Polyporaceae que ocorrem no

leste rondoniense e ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade micológica. A área de estudo localiza-se no

estado de Rondônia, no limite leste do estado, no município de Ji-Paraná e ocupa uma área de 353.335 hectares de Floresta

Ombrófila Aberta. Na área de estudo, foram percorridas trilhas pré-existentes de julho de 2015 a julho de 2016 e todos os

substratos propícios ao surgimento de fungos macroscópicos foram observados, os representantes encontrados foram coletados

com auxílio de uma faca e acondicionados em sacos de papel. Posteriormente, os basidiomas foram colocados em estufa a 45-

50ºC pelo tempo necessário para a total secagem, dois a sete dias. Os espécimes foram analisados macro e microscopicamente; a

identificação baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura, na base de dados CABI. Os espécimes foram depositados

no Herbário Dr. Ary Tupinambá Penna Pinheiro, localizado no Centro Universitário São Lucas-UniSL. A partir das coletas

realizadas, 17 espécies foram identificadas: Earliella scabrosa (Pers.) Gilb. & Ryvarden, Fomes fasciatus (Sw.) Cooke, Funalia

caperata (Berk.) Zmitr. & Malysheva, Lentinus crinitus (L.) Fr., L. velutinus Fr., Microporellus obovatus (Jungh.) Ryvarden,

Perenniporia stipitata Ryvarden, Polyporus dictyopus Mont., P. leprieurii Mont., Pycnoporus sanguineus (L.) Murrill,

Stiptophyllum erubescens (Berk.) Ryvarden, Trametes cubensis (Mont.) Sacc., T. elegans (Spreng.) Fr., T. modesta (Kunze ex Fr.)

Ryvarden, T. polyzona (Pers.) Justo, T. supermodesta Ryvarden & Iturr. e T. variegata (Berk.) Zmitr., Wasser & Ezhov. Todas as

espécies representam novas citações para a área de estudo na Amazônia brasileira e apresentam uma ampla ocorrência no

Semiárido brasileiro.

Apoio: Programa ARPA, CEULJI-ULBRA, UniSL

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

COMUNIDADE DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NA

CAATINGA, PETROLINA (PE)

Lilian Araújo Rodrigues1; Adriana Mayumi Yano-Melo

2; Danielle Karla Alves da Silva

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Colegiado de Ciências Biológicas, Campus de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Vale do São Francisco,

Petrolina-Pernambuco; 2Programa de Pós-Graduação em Agronomia-Produção Vegetal, Universidade Federal do Vale do São

Francisco, Petrolina-Pernambuco;

Palavras-chave: Glomeromycotina; ecologia; semiárido

A Caatinga é um dos ecossistemas mais ameaçados do país, principalmente pelas ações antrópicas sofridas e por ser pouco

protegido, com apenas 1% de suas áreas inseridas em unidades de conservação (UCs). Geralmente, nessas áreas são consideradas

apenas a fauna e flora, no entanto, a microbiota do solo, embora imprescindível para a manutenção dos ecossistemas terrestres,

ainda é negligenciada. Dentre os organismos do solo, destacam-se os Fungos Micorrízicos Arbusculares (FMA), que formam

associação simbiótica com as plantas, fornecendo nutrientes para as plantas, e em troca recebem carboidratos das plantas.

Considerando a importância desse grupo de fungos para o funcionamento dos ecossistemas terrestres, o objetivo deste trabalho foi

determinar o número de glomerosporos e a composição da comunidade de FMA nas Unidades de Conservação, localizadas no

sertão pernambucano. As coletas de solos foram realizadas em outubro/2016 (seco) e março/2017 (chuvoso) nas UCs: Refúgio de

Vida Silvestre Riacho Pontal e Parque Estadual Serra do Areal, localizadas em Petrolina – PE. Para cada área, oito amostras de

solo foram coletadas, totalizando 32 amostras. Os esporos foram contados, separados em morfotipos, montados em lâminas com

PVLG e PVLG + reagente de Melzer (1:1 v/v) e posteriormente identificados em microscópio. Maior número de glomerosporos

foi observado na UC Serra do Areal em comparação com a UC Riacho Pontal (p<0,05). Houve diferença também entre os

períodos de coleta, sendo observado maior número de glomerosporos no período seco em comparação ao chuvoso (p<0,05). Ao

todo foram identificadas vinte espécies de FMA. O gênero mais representativo foi Acaulospora com nove espécies, seguido

por Glomus (4). Glomus macrocarpum foi a espécie mais frequente e abundante em todas as áreas e períodos. Entrophospora

infrequens, Acaulospora excavata,Cetraspora gilmoreii, Corymbiglomus tortuosum e Gigaspora margarita foram encontrados

apenas na UC Riacho Pontal? enquanto que, Gigaspora gigantea, Racocetra coralloidea e Sacculospora baltica foram exclusivas

da UC Serra do Areal. Acaulospora longula foi a espécie que ocorreu nas duas UCs apenas no período chuvoso,

enquanto Ambispora appendicula ocorreu apenas no período seco. Apesar das UCs estudadas apresentarem o mesmo tempo de

vegetação, elas apresentaram comunidades distintas e com espécies exclusivas ocorrendo em cada uma dela. Esses resultados

evidenciam a importância de se conhecer as comunidades de FMA nesses locais, uma vez que mesmo sob proteção integral esses

ambientes sofrem ainda algum grau de perturbação, o que pode ter ocasionado as diferenças entre as UCs.

Apoio: FACEPE, CNPq, Capes

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

DIVERSIDADE DE FUNGOS PORÓIDES (BASIDIOMYCOTA) EM CANUTAMA, AMAZONAS, BRASIL: DADOS

PRELIMINARES

Luiz Gustavo Ribeiro Pestana1; Uéslei Marques de Oliveira

1; Alisson Martins Albino

1; Saara Neri Fialho

1; Patrícia de Jesus de

Souza1; Allyne Christina Gomes Silva

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Centro Universitário São Lucas-UniSL;

Palavras-chave: Diversidade; Taxonomia; Agaricomycetes

Fungos poróides (Basidiomycota) são popularmente chamados de “orelhas-de-pau” devido ao hábito do basidioma, onde

produzem holobasídios clavados, em himênio geralmente tubular bem definido. A maioria das espécies apresenta um papel

particularmente importante devido à capacidade de degradação de madeira nos diferentes ecossistemas. Com o intuito de

contribuir para o conhecimento da diversidade de fungos poróides no Amazonas, foram realizadas três coletas em 2017 em área de

terra firme na Fazenda W&F de Canutama – AM, que está localizada na mesorregião sul do Estado do Amazonas. A fazenda

compreende uma área de 200 hectares, formado por Floresta Ombrófila Densa em sua maior proporção, e cerca de 20% em área

de vegetação secundária ou pioneira. Na área de estudo, foram percorridas trilhas pré-existentes e todos os substratos propícios ao

surgimento de fungos macroscópicos foram observados, os representantes encontrados foram coletados com auxílio de uma faca e

acondicionados em sacos de papel. Posteriormente, os basidiomas foram colocados em estufa a 45-50ºC pelo tempo necessário

para a total secagem, dois a sete dias. Foram analisadas as características macro e microscópicas dos espécimes; a identificação

baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura, na base de dados CABI. Os espécimes foram depositados no Herbário

Dr. Ary Tupinambá Penna Pinheiro, localizado no Centro Universitário São Lucas-UniSL. Até o presente momento foram

identificadas 15 espécies de fungos poróides, sendo estas: Rhodofomitopsis lilacinogilva (Berk.) B.K. Cui, M.L. Han & Y.C. Dai

(Fomitopsidaceae), Fuscoporia gilva (Schwein.) T. Wagner & M. Fisch (Hymenochaetaceae), Earliella scabrosa (Pers.) Gilb. &

Ryvarden, Fomes fasciatus (Sw.) Cooke, Hexagonia glabra (P. Beauv) Ryvarden, H. hydnoides (Sw.) M. Fidalgo, Perenniporia

martius (Berk.) Ryvarden, Polyporus leprieurii Mont., P. tenuiculus (P. Beauv.) Fr., Pycnoporus sanguineus (L.) Murrill,

Trametes modesta (Kunze ex Fr.) Ryvarden, T. elegans (Spreng.) Fr., Trichaptum byssogenum (Jungh.) Ryvarden (Polyporaceae),

Rigidoporus lineatus (Pers.) Ryvarden e Rigidoporus microporus (Sw.) Overeem (Meripilaceae). Todas as espécies representam

primeiro registro para a área de coleta e para Canutama-AM. Novas coletas serão realizadas para ampliar os dados sobre a

diversidade desse grupo na Floresta Amazônica.

Apoio: UniSL

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102

1. Taxonomia e ecologia de fungos

COMUNIDADE DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM MONOCULTIVO DE MANGA SOB

INFLUÊNCIA DE DIFERENTES DOSAGENS DE PACLOBUTRAZOL NO SEMIÁRIDO PERNAMBUCANO

Luiz Victor de Almeida Dantas1; Danielle Karla Alves da Silva

2; Inácio Pascoal do Monte Junior

3; Welson Lima Simões

4;

Adriana Mayumi Yano-Melo2,5

;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Colegiado de Ciências Biológicas, Campus de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Vale do São Francisco,

Petrolina-Pernambuco; 2Programa de Pós-Graduação em Agronomia-Produção Vegetal, Universidade Federal do Vale do São

Francisco, Petrolina-Pernambuco ; 3Universidade Federal de Pernambuco, Recife-Pernambuco;

4Embrapa Semiárido, Petrolina-

Pernambuco ; 5Colegiado de Zootecnia, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-Pernambuco;

Palavras-chave: Mangifera indica; regulador de crescimento; micorriza

O cultivo de manga (Mangifera indica L.) no nordeste brasileiro é uma atividade econômica que movimenta a economia local e

nacional. Para possibilitar a oferta do fruto em períodos de entressafra e garantir preços mais convidativos, muitos produtores

utilizam reguladores de crescimento, como o paclobutrazol (PBZ), que quando aplicado diretamente no solo retarda o

crescimento, induz a floração e confere proteção a estresse abiótico. O PBZ, entretanto, permanece ativo no solo durante vários

anos podendo afetar processos mediados por micro-organismos do solo. Dentre os micro-organismos que podem ser afetados

estão os fungos micorrízicos arbusculares (FMA) que formam associação simbiótica mutualística com a maioria das espécies

vegetais. Diante disso, objetivou-se investigar o efeito da aplicação de doses crescentes de PBZ sobre as comunidades de FMA

presentes no solo. O experimento foi delineado em blocos casualizados com sete tratamentos em quatro repetições: T0 (controle –

sem aplicação de PBZ); T1 (16 mL); T2 (24 mL); T3 (32 mL); T4 (40 mL) e T5 (48 mL) aplicados via microaspersão; e TC

(Aplicação Convencional – correspondendo a 48 mL por planta aplicado manualmente à lanço), totalizando 28 amostras

compostas (quatro subamostras). Não foram observadas diferenças entre os tratamentos quanto a composição da comunidade de

FMA e índices ecológicos (p>0,05). Ao todo, 27 espécies foram identificadas. Acaulospora mellea (14,36%), Acaulospora

morrowiae (8,59%) e Acaulospora scrobiculata (3,56%) foram as mais abundantes. Algumas espécies se mostraram sensíveis a

aplicação de PBZ: quatro espécies não ocorreram após a adição de PBZ (Acaulospora sp.1, Acaulospora sp.2, Acaulospora

spinossisima e Pacispora scintillans) e três espécies tiveram a sua abundância reduzida (Acaulospora elegans, Acaulospora

morrowiae e Dentiscutata cerradensis). Por outro lado, a aplicação de PBZ favoreceu a ocorrência de algumas espécies

(Acaulospora sp. 3, Acaulospora sp. 4, Acaulospora sp. 5, A. tuberculata, Cetraspora pellucida, Diversispora sp. 1 e Sclerocystis

sinuosa). Os resultados indicam que apesar de não ter sido constatada diferença entre os tratamentos para a composição da

comunidade e índices ecológicos, a aplicação de PBZ influenciou na ocorrência de alguns táxons, reduzindo a sua abundância, o

que pode ocasionar mudança na estrutura da comunidade a longo prazo.

Apoio: CNPq, FACEPE.

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103

1. Taxonomia e ecologia de fungos

FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES (Glomeromycota) ASSOCIADOS A PLANTAS CARNÍVORAS EM

ECOSSISTEMA AQUÁTICO: PRIMEIRO REGISTRO DE OCORRÊNCIA EM Lentibulariaceae (Lamiales)

Mariana Bessa de Queiroz1; Juliana Aparecida Souza Leroy

1; Khadija Jobim

1; Bruno Tomio Goto

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Departamento de Botância e Zoologia;

Palavras-chave: diversidade; micorriza; Utricularia

Fungos Micorrízicos Arbusculares (FMA), filo Glomeromycota, formam associação simbiótica obrigatória com raízes da maioria

das famílias vegetais. Sua ocorrência é reconhecida nos mais variados ecossistemas terrestres, no entanto, registros em

ecossistemas aquáticos, embora escassos, têm revelado uma potencial diversidade. A família Lentibulariaceae (Lamiales)

compreende três gêneros e um grande número de espécies de plantas carnívoras de pequeno porte, hábito epífito, terrestre ou

aquático, amplamente distribuídas em regiões tropicais e subtropicais. Um único trabalho sobre ocorrência de FMA em áreas

alagadas, conduzido em pântanos tropicais da Índia, contemplou um representante da família Lentibulariaceae, Utricularia

reticulata Smith., porém, sem detectar FMA no hospedeiro. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi reportar a ocorrência de

espécies de FMA em representantes de Utricularia foliosa L. e Utricularia resupinata BD Greene ex Bigelow., habitando

ecossistema lêntico oligotrófico do Brasil. Foram obtidas 12 amostras, contemplando ambos representantes vegetais (6 para U.

foliosa e 6 para U. resupinata) na Lagoa de Arituba, APA Bonfim-Guaraíra, litoral sul do estado do Rio Grande Norte, coletadas

em dezembro de 2016, durante o período de estiagem. Os glomerosporos foram extraídos por peneiramento úmido e centrifugação

em água e sacarose (50%), montados em lâminas permanentes em PVLG e PVLG + Reagente de Melzer (1:1), para identificação.

Um total de 36 espécies foram encontradas, distribuídas em 4 ordens (Archaeosporales, Diversisporales, Glomerales e

Gigasporales), 8 famílias (Acaulosporaceae, Ambisporaceae, Dentiscutataceae, Diversisporaceae, Glomeraceae, Gigasporaceae,

Racocetraceae e Scutellosporaceae) e 11 gêneros (Acaulospora, Ambispora, Denstiscutata, Diversispora, Funneliformis,

Gigaspora, Glomus, Racocetra, Rhizoglomus, Scutellospora e Septoglomus). Considerando o ambiente no qual os hospedeiros

estavam inseridos (lagoa interdunar, arenosa e pobre em nutrientes), a presença de significativo número de espécies pode ser

atribuída a uma estratégia das plantas para minimizar os estresses abióticos. No mais, esses resultados revelam o grande potencial

em diversidade de FMA para ecossistemas aquáticos, bem como para esses hospedeiros nessa condição, mostrando que a variação

de seu estado micorrízico pode ser atribuída a fatores ambientais e edáficos como o status trófico do ambiente.

Apoio: Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico- CNPq (Bolsa- PIBIC CNPq).

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

ESTIMATIVA FÚNGICA EM SOLOS DE ÁREA EM RECUPERAÇÃO DO SEMIÁRIDO PERNAMBUCANO

Maiara Adriano da Silva1; Joana D'Arc Alves Leitão

1; Victória Souza Alves

1; Virginia Medeiros de Siqueira

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1 Universidade Federal Rural de Pernambuco- Unidade Acadêmica de Serra Talhada-PE;

Palavras-chave: bioindicadores; extremófilos; microbiota do solo

As ações antrópicas como, por exemplo, desmatamento para extração de madeira e atividades agropecuárias, geram áreas

degradadas nas quais há perda da diversidade, incluindo aquela relacionada aos solos. A microbiota dos solos (composta também

por fungos) pode ser utilizada como bioindicador da qualidade dos mesmos, uma vez que os microrganismos são extremamente

sensíveis às variações do ambiente. Desta forma, este trabalho visou estudar a densidade fúngica de solo coletado em área em

recuperação na Unidade de Conservação Parque Estadual Mata da Pimenteira. O solo foi coletado com auxílio de uma pá numa

profundidade de 20 cm, em cinco pontos equidistantes, acondicionado em sacos plásticos previamente esterilizados, etiquetados,

conservados em caixas de isotérmicas e encaminhados para as análises. O isolamento e quantificação foi realizada seguindo a

técnica da diluição seriada, na qual 25 g de solo foram homogeneizados em 225 ml de água peptonada (1%) e a partir desta

solução foi realizada a técnica da diluição seriada até a diluição 10-8. Das últimas três diluições, foi inoculado 0,1 ml em placas de

Petri pelo método de espalhamento em superfície, em triplicatas. As frações fúngicas analisadas foram: (1) mesófilos totais em

Agar Sabouraud (SAB) incubado a 25 oC, (2) termofílicos em Agar SAB incubado a 45 oC, (3) halofílicos em Agar SAB

acrescido de 10% de NaCl incubado a 25 oC e (4) osmofílicos em Agar SAB acrescido de 18% de glicerol incubado a 25 oC.

Após 7 dias, foi realizada a contagem de Unidades Formadoras de Colônias (UFC) e os resultados expressos em UFC/ml. Como

resultado, o isolamento de fungos mesófilos totais revelou uma quantificação de 2,3 x 107 UFC/ml. As frações de extremófilos

foram quantificadas em: 1,3 x 107 UFC/ml para termofílicos, 9,6 x 106 UFC/ml para halofílicos e 6,6 x 105 UFC/ml para

osmofílicos. Estes resultados sugerem que a comunidade fúngica do solo analisado é quase em sua totalidade composta por fungos

tolerantes a temperaturas mais elevadas, característica de regiões do semiárido pernambucano e também de solos que, por estarem

em área antropizada, ficam mais expostos a incidência solar. Em se tratando de uma área em recuperação, estes dados

preliminares serão úteis para o monitoramento da densidade fúngica neste solo ao longo do tempo e podem, em associação com

futuras análises, serem utilizados como bioindicadores de área recuperada.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Microascus macrosporus (G.F. Orr) M. Sandoval-Denis, J. Gené & J. Guarro EM Syagrus coronata (Mart.) Becc:

PRIMEIRO REGISTRO PARA CIÊNCIA

Maiara Araújo Lima dos Santos1; Nilo Gabriel Soares Fortes

1; Rebeca Leite Barbosa

1; Paloma Quirino Rocha

1; Emanuela de

Almeida Secunda1; Nadja Santos Vitória

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Estado da Bahia;

Palavras-chave: Arecaceae; Caatinga; Microfungos

O gênero Microascus Zukal foi estabelecido por Zukal em 1886, esta incluído na família Microascaceae e ordem Microascales.

Caracteriza-se principalmente por seus ascomas periteciais, ambuliformes a globosos, com ostíolos geralmente de tamanhos

variáveis, perídio escuro de textura angular; ascos globosos, unitunicados, com 8 esporos, evanescentes; e ascósporos tipicamente

assimétricos, reniformes, lunados ou triangulares, dextrinoide quando jovem, muitas vezes com um poro germinativo discreto.

Algumas espécies de Microascus são patógenas de humanos, animais, plantas e até insetos, outras podem ser frequentemente

isoladas como fungos coprófilosos, e mais recentemente encontradas como organismos componentes da microflora do solo. Por

este motivo este táxon apresenta interesse especial em várias áreas. Este trabalho teve como principal objetivo ampliar o

conhecimento sobre microfungos que colonizam a palmeira S. coronata em áreas de Caatinga no sertão da Bahia. Foi realizada

uma expedição no dia 27 de março de 2015, na aldeia Brejo do Burgo, no município de Nova Glória, Bahia. Para levantamento da

micota de S. coronata foram coletadas folhas, caule, frutos, bráctea, inflorescência e serapilheira contendo estruturas fúngicas, que

foram fracionadas e armazenadas em saco de papel tipo Kraft. As amostras foram processadas no laboratório de Ciências

Biológicas da UNEB - Campus VIII. A análise dos ascomas na superfície do hospdeiro foi realizada em estereomicroscópio. As

estruturas fúngicas presentes nas amostras foram removidos e montados em lâminas e lamínulas preparadas com reagente de

Melzer, água e lactofenol com adição de corante (azul de algodão) para observação e caracterização morfológica. Microascus

macrosporus (G.F. Orr) M. Sandoval-Denis, J. Gené & J. Guarro foi identificada de acordo com literatura especializada. Esta

espécie foi primeiramente descrita em solo de deserto como uma variedade de Microascus trigonosporus C.W. Emmons & B.O.

Dodge, porém M. macrosporus possui ascósporos com extremidades arredondadas e conídios maiores. Possui distribuição

conhecida apenas para Califórnia e Estados Unidos sobre solo. Nesta pesquisa, a espécie foi encontradada colonizando folíolos em

decomposição da palmeira S. coronata. Este é o primeiro registro de M. macrosporus para o Brasil em um novo hospedeiro para a

ciência. Os resultados obtidos neste trabalho ampliam os dados de distribuição geográfica para o Brasil e para o mundo. Além de

expandir o conhecimento sobre a micobiota que habita em S. coronata.

Apoio: FAPESB - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia.

PPGBVeg - Programa de Pós-graduação em Biodiversidade Vegetal.

UNEB - Universidade do Estado da Bahia.

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106

1. Taxonomia e ecologia de fungos

PRIMEIRO REGISTRO DE Javaria samuelsii Boise PARA O BIOMA CAATINGA, SERTÃO DA BAHIA EM UM

NOVO HOSPEDEIRO BOTÂNICO PARA CIÊNCIA

Maiara Araújo Lima dos Santos1; Nilo Gabriel Soares Fortes

1; Rebeca Leite Barbosa

1; Paloma Quirino Rocha

1; Emanuela de

Almeida Secunda1; Nadja Santos Vitória

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Estado da Bahia;

Palavras-chave: Ascomycota; Taxonomia; Syagrus coronata

O gênero Javaria Boise pertencente à família Melanommataceae e ordem Pleosporales foi descrito em 1984. Caracteriza-se pelos

ascomas irrompentes, cônicos, papilados, marrons a negros, perídio carbonáceo nos lados, finos na base. Pseudoparáfises

trabeculadas. Ascos bitunicados, 8-esporos. Ascósporos elipsoides-fusoides, hialinos, septados, com bainha mucilaginosa. Javaria

samuelsii e J. shimekii (Ellis e Everh.) M.E. Barr são, na atualidade, as únicas espécies descritas para o gênero. O presente

trabalho teve como principal objetivo documentar a ocorrência de J. samuelsii para o bioma Caatinga, colonizando a palmeira

Syagrus coronata (Mart.) Becc. Para tanto, foram realizadas coletas no Povoado Juá, Paulo Afonso, que está inserido na

Ecorregião Raso da Catarina sertão do estado. Folhas, caule, frutos, bráctea, inflorescência e serapilheira de S. coronata contendo

estruturas fúngicas foram coletadas, fracionadas e armazenadas em saco de papel tipo Kraft. As amostras foram processadas no

laboratório de Ciências Biológicas da UNEB - Campus VIII. A análise dos ascomas dos espécimes na superfície do hospedeiro foi

realizada em estereomicroscópio. As estruturas fúngicas, férteis e estéreis, presentes nas amostras foram removidas com o auxílio

de uma agulha de ponta fina e, em seguida, montadas em lâminas e lamínulas preparadas com reagente de Melzer, água e

lactofenol com adição de corante (azul de algodão) para observação e caracterização morfológica em microscópio de luz. O

Ascomycota J. samuelsii foi identificado de acordo com literatura especializada. A espécie encontrada possui ascósporos um

pouco menores quando comparado à descrição original (25–30 × 7,5–8 μm vs. (43–)46–58(–62) × 6,5–8 μm), porém as demais

características morfológicas estão em conformidade com o táxon. Javaria samuelsii já foi documentada no Brasil, nos estados da

Amazônia sobre uma palmeira não identificada, em Pernambuco colonizando Elaeis guineensis Jacq. e no Ceará sobre hospedeiro

não informado. Neste trabalho, J. samuelsii foi encontrada colonizando pecíolo de S. coronata, um novo hospedeiro botânico do

fungo para a ciência. Trabalhos como este ampliam os dados de distribuição de fungos para o Brasil.

Apoio: FAPESB - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia.

PPGBVeg - Programa de Pós-graduação em Biodiversidade Vegetal.

UNEB - Universidade do Estado da Bahia.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

RIQUEZA RECÉM DESCOBERTA DE ESPÉCIES DE LIQUENS NA REGIÃO SEMIÁRIDA BRASILEIRA

Marcela Eugenia da Silva Cáceres1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Sergipe;

Palavras-chave: Fungos liquenizados; Caatinga; Inventário

No Brasil, o semiárido tem sua predominância na Região Nordeste, representado pelo bioma Caatinga. O estudo de liquens no

semiárido brasileiro teve seu momento de maior expressão com o trabalho sobre liquens crostosos e microfoliosos do Nordeste,

publicado em 2007. Este trabalho, com predominância de registros na Mata Atlântica, também incluiu registros de liquens em

quatro áreas de Caatinga em Pernambuco e Sergipe. Foram citadas 84 espécies de liquens para a Caatinga, sendo que 64% destas

espécies só foram encontradas neste bioma. A continuidade desta pesquisa se deu com projetos de iniciação científica, mestrado e

doutorado, do Laboratório de Liquenologia - LALIQ, Universidade de Sergipe, desde 2008. Até o presente momento, há coletas e

registros de liquens realizados em todos os estados brasileiros onde há vegetação de Caatinga, com exceção do norte de Minas

Gerais. O estado melhor estudado é Sergipe, tanto pelo tamanho reduzido quanto pelo fato de ser a localização do LALIQ,

facilitando o acesso a coletas por um maior número de estudantes e pesquisadores. No semiárido sergipano, até o momento, são

registradas 270 espécies de liquens, com outras em fase de publicação. Foram descritas 52 espécies novas a partir de material

coletado em áreas do semiárido brasileiro, nos estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Sergipe, pertencentes aos gêneros:

Arthonia (Ach.), Astrothelium (Eschw.), Bacidina V?zda, Calopadia V?zda, Caloplaca Th. Fr., Coniarthonia Grube, Cresponea

Egea & Torrente, Crypthonia Frisch & G. Thor, Cryptothecia Stirt., Diorygma Eschw., Echinoplaca, Enterographa Fée,

Eschatogonia Fée, Gassicurtia Fée, Graphis Adans., Gyalideopsis V?zda, Micarea Fr., Opegrapha Humb., Phaeographis Müll.

Arg., Polymeridium (Müll. Arg.) R.C. Harris, Pyrenula Ach., Stirtonia A.L. Sm., Synarthonia Müll. Arg. e Syncesia Taylor. O

gênero Pyrenula apresentou o maior número de espécies novas com 10 espécies descritas. A região semiárida de Pernambuco

apresentou o maior número de espécies novas descobertas, totalizando 21 espécies, seguida de Ceará com 15, sete na Bahia, cinco

na Paraíba e quatro em Sergipe. Novos estudos ainda estão em andamento e muitos estão sendo planejados em áreas de Caatinga

ainda pouco visitadas. O número de espécies liquênicas conhecidas para todo o semiárido é cerca de 500. Em quase uma década

de estudos sobre liquens no semiárido brasileiro, os resultados são bastante expressivos, comprovando que a grande riqueza de

espécies liquênicas na Caatinga era quase totalmente desconhecida. Vale salientar a importância do aumento do esforço de coleta,

e de projetos de estudo da biodiversidade brasileira como o PPBio Semiárido.

Apoio: CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

ESTUDO ECOLÓGICO DE MUCOROMYCOTA EM DOIS BREJOS DE ALTITUDE DE PERNAMBUCO, BRASIL

Maria Eduarda Farias Sena de Lima1; Carlos Alberto Fragoso de Souza

1; Thalline Rafhaella Leite Cordeiro

1; Ingrid Brandão

Cavalcanti1; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago

1; Luciana Melo Sartori Gurgel

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco (UFPE);

2Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA);

Palavras-chave: Diversidade; Mortierollomycotina; Mucoromycotina

Mucoromycota abrange fungos caracterizados pela produção do zigósporo, estrutura de resistência de origem sexuada resultante

da copulação gametangial. Os estados reprodutivos assexuados podem envolver a formação de esporangiosporos, esporangíolos

ou merosporangiosporos. Espécimes de Mucoromycota ocorrem como sapróbios, isolados do solo, de grãos estocados,

excrementos de herbívoros e como parasitas facultativos de plantas, animais e fungos. Relatos de fungos zigospóricos em brejos

de altitude do Brasil são raros, e o pouco que se conhece não reflete a real diversidade e riqueza desses micro-organismos nesses

ecossistemas. Diante disso, o presente estudo teve como objetivos conhecer e comparar a diversidade dos Mucoromycota entre

solos de dois brejos de altitude localizados em Pernambuco, bem como mensurar a riqueza, frequência de ocorrência e abundância

relativa desses fungos nas áreas inventariadas. Três coletas de solo foram realizadas nos brejos de Taquaritinga do Norte e

Triunfo, situados no agreste e sertão de Pernambuco, respectivamente. Para o isolamento, cinco miligramas de solo foram

inoculados em placa de Petri, em triplicata, contendo o meio ágar gérmen de trigo adicionado de cloranfenicol. Dos solos

inventariados foram isolados nove gêneros de Mucoromycota distribuídos em 17 espécies, uma variedade e uma forma: Absidia

sp., A. caatinguensis, A. cylindrospora, Actinomucor elegans, Backusella lamprospora, Cunninghamella echinulata, Gongronella

butleri, Mortierella sp.1, Mortierella sp.2, Mortierella sp.3, Mucor sp., M. circinelloides f. griseocyanus, M. inaequisporus, M.

lanceolatus, Rhizopus arrhizus var. arrhizus, R. stolonifer e Syncephalastrum racemosum. Gongronella butleri foi o táxon mais

abundante e frequente, seguindo por A. caatinguensis e A. cylindrospora. Gongronella butleri apresentou maior número de

unidades formadoras de colônia por grama de solo (7,2 x 103), seguida por A. elegans, C. echinulata, Mortierella sp.2 e

Mortierella sp.3 (4 x 102). Maior riqueza de espécies foi verificada no solo do brejo de Triunfo. Absidia sp., Mortierella sp.1,

Mortierella sp.2, Mortierella sp.3 e Mucor sp. apresentaram características morfológicas que as diferenciam dos outros táxons dos

gêneros e são prováveis espécies novas. Estudos fisiológicos e genéticos estão sendo realizados para a confirmação desses novos

táxons. Os resultados do presente estudo contribuem para o conhecimento da ocorrência de Mucoromycota em brejos de altitude e

para a manutenção ecológica das áreas inventariadas.

Apoio: FACEPE/CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Cladosporium: GÊNERO DE FUNGO ENDOFÍTICO MAIS FREQUENTE EM Pilosocereus gounellei subsp. gounellei

DE UMA ÁREA DE CAATINGA COM AGRICULTURA FAMILIAR

Maria Tamara de Caldas Felipe1; Jadson Diogo Pereira Bezerra

2; Laura Mesquita Paiva

3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, [email protected];

2Universidade Federal de

Pernambuco, Recife, PE, [email protected]; 3Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE,

[email protected];

Palavras-chave: Cactaceae; endófito; floresta tropical seca

Os fungos endófitos tem grande importância biotecnológica e ambiental, e por isso tem ganhado bastante destaque entre a

comunidade científica. As espécies do gênero Cladosporium são cosmopolitas, incluem um número significativo de fungos

pigmentados, sendo o gênero mais comumente isolado nos ambientes. O objetivo deste estudo foi isolar fungos endofíticos de

Pilosocereus gounellei subsp. gounellei de uma área de Caatinga com agricultura familiar. O cacto foi coletado na região de

agricultura familiar da Caatinga, em Itaíba – PE. As amostras foram processadas em 48 horas. Para a assepsia, os fragmentos

obtidos foram desinfestados em etanol 70% por 60s, hipoclorito de sódio (2-2,5% de cloro ativo) por 180s, etanol 70% por 30s e

lavados três vezes em água destilada e esterilizada. Os fragmentos foram cortados em segmentos de cerca de 1 cm2 e transferidos

para placas de Petri contendo meio batata dextrose-ágar (BDA) com cloranfenicol e tetraciclina, e incubados a 28 ± 2 oC por 30

dias. Para a verificação da eficiência da esterilização, 1ml da água da última lavagem foi semeada em placas de Petri contendo o

mesmo meio e submetidas as mesmas condições de incubação. Para a identificação, foram observados os aspectos macro e micro

morfológicos, utilizando metodologia e literatura específica. No total foram obtidos 31 isolados dos quais 10 foram do gênero

Cladosporium. O conhecimento da maior frequência de Cladosporium como fungo endofítico isolado de P. gounellei, sugere a

importância ecológica destes fungos para o hospedeiro, principalmente pelo fato deste pertencer ao grupo de fungos pigmentados.

Porém, estudos mais detalhados para entender a relação deste micro-organismo com o hospedeiro são necessários para se ter

conhecimento da participação desses endófitos na permanência dos cactos no seu ambiente natural.

Apoio: CNPq, Capes e FACEPE

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110

1. Taxonomia e ecologia de fungos

OCORRÊNCIA DE CAMILLEA (XYLARIACEAE-ASCOMYCOTA) NO SUL DA BAHIA

Maryana Borges Pereira1; Jadergudson Pereira

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Estadual de Santa Cruz, Departamento de Ciências Agrárias e Ambientais, Ilhéus, Bahia.;

2Universidade Estadual de Santa Cruz, Departamento de Ciências Agrárias e Ambientais, Ilhéus, Bahia.;

Palavras-chave: Camillea; Taxonomia; Xylariaceae

O gênero Camillea (Xylariaceae, Ascomycota) compreende mais de 40 táxons, possuindo estromas eretos, curtos ou aplanados,

ascósporos levemente coloridos e sem fenda germinativa aparente, com epispório usualmente liso ao microscópio de luz. A

distribuição de Camillea se dá de forma mais ampla na região neotropical, com a maioria das espécies ocorrendo na região

amazônica, sendo relatada na Américas do Sul e Central, América do Norte (temperada), África, Singapura, Malásia, Tailândia e

Papua-Nova Guiné. Este trabalho teve como objetivo identificar os espécimes coletados no sul da Bahia e depositados no Tropical

Fungarium – UESC/TFB. Os espécimes foram coletados durante os anos de 2007 a 2013, nas áreas: Ecoparque de Una (Una-BA)

e na Reserva Particular do Patrimonio Natural “Mãe da Mata” (Ilhéus-BA). A identificação dos espécimes foi feita utilizando-se

chaves dicotômicas e descrições específicas. Foram examinados sete espécimes, os quais foram classificados em três espécies

distintas: Camillea punctidisca (J.D. Rogers) Læssøe, J.D. Rogers & Whalley (4 espécimes), C. stellata Læssøe, J.D. Rogers &

Whalley (1 espécime) e C. cyclops (Mont.) Mont. (2 espécimes). Camillea punctisca foi coletada em ambas as áreas. Este estudo

propiciou o incremento no conhecimento acerca de espécies de Camillea no Estado da Bahia, no qual ainda há carência de estudos

da micobiota existente, especialmente da família Xylariaceae.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

REGISTRO DE PHYLLACHORA EFFIGURATA SOBRE FICUS SP. NO ESTADO NA BAHIA

Cristiano Santana da Silva1; Maryana Borges Pereira

1,2; Jadergudson Pereira

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Estadual de Santa Cruz, Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal;

2Universidade Estadual

de Santa Cruz, Departamento de Ciências Agrárias e Ambientais;

Palavras-chave: Ascomycota; Figueira; Mancha de Piche

Ficus é um gênero da família Moraceae com cerca de 80 espécies registradas no Brasil, sendo várias consideradas de grande

importância para a conservação por fornecerem alimento para diversas espécies frugívoras das florestas tropicais, além de

atrairem dispersores de outras espécies vegetais. Essa planta é bastante comum em áreas de plantações sombreadas de cacau no

sul da Bahia. Phyllachora (Phyllachoraceae, Ascomycota) é um gênero de microfungos de ocorrência mundial conhecidos por

causarem a doença “Mancha de Piche”, mas acredita-se que algumas espécies possuem baixa patogenicidade, no entanto tem-se

sugerido que a infecção prolongada pode facilitar a entrada de patógenos mais agressivos. Phyllachora effigurata Syd. & P. Syd já

tinha sido relatada anteriormente sobre indivíduos do gênero Ficus sp., porém trabalhos citando P. effigurata no Brasil e na Bahia

ainda são escassos. Folhas com sintomas de Mancha de Piche foram coletadas em um indivíduo de Ficus sp. no bairro Salobrinho,

Ilhéus, Bahia, próximo ao campus da UESC, e desidratadas em prensa de madeira por três dias, sendo posteriormente

encaminhadas para estudos dos sintomas e sinais e identificação do fungo a nível específico no TFB Fungarium. Os estromas

foram visualizados e medidos em estereomicroscópio e posteriormente foram preparadas lâminas temporárias com Lactofenol +

Azul de Algodão para visualização das estruturas fúngicas em microscópio de luz e o fungo analisado apresentou as seguintes

características morfológicas: estromas negros, epifilos, abaxiais, circulares, circundados por halos amarelados, geralmente

acompanhando as nervuras da folha, medindo 0,4 a 0,8 mm de diâmetro; ascos 110-125 µm × 7,5-10 µm, cilíndricos, com estipe

curta, unitunicados, ápice arredondado, aparato apical visível ao microscópio de luz; ascósporos (15,5-) 18-20 µm × 6-7.5 µm,

unisseriados, usualmente sobrepostos, hialinos, ovais a elipsoides, com uma extremidade mais aguda, portando bainha

mucilaginosa, sem fenda germinativa visível ao microscópio de luz. O objetivo deste trabalho é trazer o primeiro relato de

Phyllachora effigurata sobre Ficus sp. na Bahia.

Apoio: TFB-Fungarium e UESC

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112

1. Taxonomia e ecologia de fungos

FUNGOS INGOLDIANOS ASSOCIADOS A FOLHAS SUBMERSAS EM RIACHOS DE ERECHIM, RIO GRANDE

DO SUL - BRASIL

Mell Caroline Oliveira Amorim1; Patrícia Oliveira Fiuza

2; Luís Fernando Pascholati Gusmão

3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Estadual de Feira de Santana;

2Universidade Estadual de Feira de Santana;

3Universidade Estadual de

Feira de Santana;

Palavras-chave: Ecossistemas aquáticos; hifomicetos aquáticos; tropical

O grupo dos fungos ingoldianos é constituído por fungos que correspondem à fase assexual de Ascomycota ou Basidiomycota,

esporulam em ambiente aquático e ocorrem nas folhas em decomposição de córregos e rios. Os fungos ingoldianos apresentam

conídios com estrutura tetrarradiada, multirradiada ou sigmóide, que é o principal caráter morfológico utilizado para a taxonomia.

Estes fungos detêm grande importância devido a sua eficiência na ciclagem de nutrientes dos substratos presentes no ambiente

aquático. Estudos com fungos ingoldianos são realizados no Brasil desde o final dos anos 80, mas ainda são bastante pontuais e

escassos. O objetivo foi identificar, descrever e ilustrar as espécies de fungos ingoldianos encontrados em associação a folhas

submersas em riachos de Erechim, Rio Grande do Sul, Brasil. A metodologia utilizada para acesso destes fungos foi a de

incubações submersas, através de agitador orbital. O estudo foi realizado através da filtração e posterior confecção e observação

de lâminas de material previamente coletado em riachos de Erechim (Rio Grande do Sul), em períodos de seca (abril a julho) e

chuva (novembro a março) do ano de 2012. Verificou-se uma maior ocorrência desses fungos em períodos de chuva, em Erechim.

Os gêneros encontrados mais recorrentes foram Anguillospora, Campylospora, Lunulospora, Mycofalcella e Trinacrium, que

constituem novos registros para o estado do Rio Grande do Sul e para a região Sul, visto que não há estudos sobre fungos

ingoldianos nessa área. Os estudos com fungos ingoldianos no Brasil em áreas ainda não observadas são de suma importância para

o conhecimento da diversidade destes fungos nos corpos d’ água, além de possibilitar a identificação de novas espécies para a

região, o país ou a ciência.

Apoio: CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

FUNGOS CONIDIAIS EM SUBSTRATOS SUBMERSOS NA SERRA DE SANTANA, SENHOR DO BONFIM, BAHIA

MILENA CIRIBELE LOPES1; Marcos Fabio Oliveira Marques

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Estado da Bahia;

Palavras-chave: Microfungos tropicais; Micodiversidade; Fungos anamorfos

Os fungos constituem um dos grupos mais diversos do planeta, sendo encontrados nos mais variados ecossistemas. Estes possuem

grande importância por realizarem a degradação da matéria orgânica presente na água, fornecendo nutrientes para uma gama de

organismos do meio aquático. O presente estudo teve como objetivo inventariar os fungos conidiais associados à serapilheira

submersa na Serra de Santana, Senhor do Bonfim, Bahia. Foram realizadas três expedições de coletas no período de outubro/2015

a maio/2016. As amostras foram coletadas em três pontos ao longo de um riacho na Serra de Santana, acondicionas em sacos

plásticos e levados ao Laboratório de Estudos Moleculares e Micológicos (LEMM) da UNEB, Campus VII, onde foram

submetidas à técnica de lavagem em água corrente, secagem em temperatura ambiente, incubação em câmaras-úmidas (placa de

Petri + papel filtro umedecido) e acondicionadas em caixas de isopor. Posteriormente, ocorreu isolamento das estruturas

reprodutivas para montagem das lâminas em resina PVL. A identificação ocorreu por meio de observações sob o microscópio e

com o auxilio da bibliografia básica e especializada. Foram identificados 61 táxons de fungos conidiais, distribuídos em 26

gêneros, associados a decomposição da matéria orgânica em substratos submersos. Os táxons mais comuns foram Beltrania

rhombica Penz., Camposporium antennatum Harkn., Gyrothrix circinata (Berk. & M.A. Curtis) S. Hughes, Henicospora coronata

B. Sutton & P.M. Kirk, Menisporopsis sp., Thozetella gigantea B.C Paulus, Gadek & K.D. Hyde, Verticicladus hainanensis M.T.

Guo & Z.F. Yu, Verticillium sp. e Volutella minima Höhn. Os resultados obtidos evidenciam a riqueza de fungos conidiais

associados à serapilheira em ambiente aquático em uma das áreas de extrema importância biológica, demonstrando a necessidade

de conservação dos ecossistemas presentes no semiárido.

Apoio: PIBIC/CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

FUNGOS CONIDIAIS EM FOLHEDO AÉREO E TERRESTRE NA SERRA DE SANTANA, SENHOR DO BONFIM-

BAHIA

Neiane Conceição da Cruz1; Marcos Fábio Oliveira Marques

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Estado da Bahia- Campus VII;

Palavras-chave: Microfungos; Micodiversidade; Taxonomia clássica

Os fungos estão entre os grupos de organismos mais diversificados do planeta, ocorrendo nos mais diversos habitats. O presente

estudo teve como objetivo investigar os fungos conidiais associados à decomposição de folhedo aéreo e terrestre na Serra de

Santana, Senhor do Bonfim, Bahia. Foram realizadas três expedições de coletas (novembro de 2015 a abril de 2016). As amostras

coletadas foram acondicionados em sacos plásticos com suas respectivas identificações, e posteriormente encaminhados ao

Laboratório de Estudos Moleculares e Micológicos da Universidade do Estado da Bahia. As mesmas foram submetidas à técnica

da lavagem em água corrente. Após esse processo foram colocados sobre papel toalha para secagem, e acondicionados em

câmaras-úmidas (placa de Petri + papel filtro), e depois armazenados em caixa de isopor. Procedeu-se ao isolamento das estruturas

reprodutivas e montagem em lâminas com resina PVL. A identificação ocorreu por meio de observações sob o microscópio e com

o auxílio da bibliografia básica e especializada. Foram identificados 28 táxons de fungos conidiais. Os táxons mais comuns foram

Beltrania rhombica Penz, Gyrothrix circinata (Berk. & M.A. Curtis) S. Hughes, Menisporopsis theobromae Hughes,

Repetophragma filiferum (Piroz) e Speiropsis scopiformis Kuthubutheen e Nawawi. A quantidade de táxons identificados

evidenciam a riqueza de fungos conidiais associados ao folhedo aéreo e terrestre na Serra de Santana, Senhor do Bonfim, Bahia.

Apoio: PIBIC/CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Batista Foray - conhecendo a ascomicobiota da Mata Atlântica de Pernambuco: ascomicetos lignocelulolíticos do Jardim

Botânico do Recife

Nicole Helena de Brito Gondim1; Daniel Barbosa Paula do Monte

2; Roger Fagner Ribeiro Melo

3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Departamento de Micologia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco

([email protected]); 2Departamento de Micologia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco

([email protected]); 3Departamento de Micologia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco

([email protected]);

Palavras-chave: Ascomycota; Divulgação científica; Sordariomycetes

Em excursão realizada como parte do evento de extensão "Batista Foray", organizado pelo Departamento de Micologia da

Universidade Federal de Pernambuco, foram coletados 32 espécimes de ascomicetos sobre solo e madeira em diferentes partes

vegetais e estágios de decomposição. Dentre a diversidade observada, dois gêneros de discomicetos operculados (Pezizales),

ambos membros de Sarcochsyphaceae, foram comuns na área: Cookeina Kuntze, representado por Cookeina sulcipes (Berk.)

Kuntze e C. tricholoma (Mont.) Kuntze, e Phillipsia Kalchbr. & Cooke, representado por P. domingensis Berk. Os apotécios

desses fungos possuem cores e dimensões que atraem constantemente a atenção de alunos e pesquisadores no parque. Em ramos

sobre o solo, há predominânica de histerotécios de Rhytidhysteron rufulum (Spreng.) Speg. (Hysteriales, Dothideomycetes).

Ascomicetos periteciais formam estromas de coloração usualmente escura, prostrados, pulvinados ou eretos em troncos e ramos

sobre o solo e em serrapilheira. Estromas de crescimento indeterminado de Annulohypoxylon spp. (Xylariaceae), Hypoxylon

rubiginosum, H. subgilvum Berk. & Broome e estromas obcônicos fortemente gregários de Kretszchmaria Fr. (K. clavus (Fr.)

Sacc. e K. neocaledonica (Har. & Pat.) J.D. Rogers & Y.M. Ju) foram registrados com frequência sobre madeira morta, e

frutificações de vários representantes de Xylaria Hill ex Schrank foram registradas tanto sobre madeira morta como em raízes e

partes baixas de troncos. A maioria do material coletado e identificado sob esse gênero não continha ascomas férteis,

impossibilitanto sua identificação específica. O conhecimento da diversidade de ascomicetos no Brasil é fragmentado, e eventos

que levem a universidade, incluindo professores, jovens pesquisadores e alunos em diferentes esferas de sua formação,

contribuem para seu conhecimento e divulgação. O evento, que tem como objetivo promover e divulgar o conhecimento sobre os

fungos macroscópicos e fitopatógenos de modo prático, por meio de uma breve introdução sobre técnicas de seu reconhecimento,

coleta, identificação e preservação, teve sua primeira edição em maio desse ano, e mostrou-se promissor na divulgação científica

tanto para o treinamento de novos micologistas como para a formação dos educandos envolvidos.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Syagrus coronata (Mart.) Becc.: NOVO HOSPEDEIRO BOTÂNICO PARA O FUNGO Terriera pandani

Nilo Gabriel Soares Fortes1; Maiara Araújo Lima dos Santos

1; Rebeca Leite Barbosa

2; Paloma Quirino Rocha

2; Emanuela de

Almeida Secunda2; Nadja Santos Vitória

1,2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Vegetal, Universidade do Estado da Bahia, Departamento de

Educação DEDC, Campus-VIII, Paulo Afonso, Bahia. ; 2Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação DEDC,

Campus-VIII, Paulo Afonso, Bahia. ;

Palavras-chave: Ascomycota; Rhytismataceae; Taxonomia

Terriera B. Erikss. é um gênero do filo Ascomycota, pertencente à família Rhytismataceae, com 32 epítetos específicos descritos

e que apresenta abrangência predominantemente tropical, colonizando uma ampla gama de angiospermas e gimnospermas em

todo o mundo. No Brasil, há registro de ocorrência de T. pandani (Tehon) P.R. Johnst. nos estados de Pernambuco e da Bahia,

colonizando a palmeira Syagrus botryophora (Mart.) Mart. e um hospedeiro indeterminado. Neste trabalho, Syagrus coronata

(Mart). Becc. é documentada como novo hospedeiro botânico para T. pandani, ampliando o conhecimento em relação aos dados

de distribuição do fungo, assim como a lista de substratos colonizados pelo mesmo. Pecíolos de S. coronata com esporocarpos

conspícuos foram coletados em maio de 2014 na Estação Ecológica Raso da Catarina, Bahia, Brasil. No Laboratório de Ciências

da Universidade do Estado Bahia–UNEB, Campus VIII, Paulo Afonso-BA a análise topográfica do material foi realizada. Em

seguida, fragmentos das estruturas reprodutivas foram removidos do substrato com o auxílio de uma agulha de ponta fina (tipo

insulina) e montados entre lâmina e lamínula, utilizando-se lactofenol com azul de algodão e água. T. pandani pode ser

identificado a partir do ascoma subcuticular a intra-hipodérmico, irrompente, negro, carbonáceo, fosco, alongado, não ramificado,

com fenda longitudinal. Ascos com 100–112,5 × 5–6,5 μm, 8-esporos, unitunicados, cilíndricos, com ápice arredondado,

pedicelados. Paráfises com 1,5–2 μm de diâmetro, numerosas, septadas, filiformes, hialinas, ramificadas na extremidade.

Ascósporos com 57,5–65 × (1,5–) 2–2,5 μm, filiformes, hialinos, gutulados, lisos, unicelulares. Os resultados obtidos nesta

pesquisa são importantes, pois registram a primeira ocorrência da espécie para o bioma Caatinga.

Apoio: Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Vegetal, Universidade do Estado da Bahia, Campus-VIII; Instituto Chico

Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Neolinocarpon attaleae (ASCOMYCOTA): NOVO REGISTRO DE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA PARA O

BRASIL

Nilo Gabriel Soares Fortes1; Maiara Araújo Lima dos Santos

1; Rebeca Leite Barbosa

2; Paloma Quirino Rocha

2; Emanuela de

Almeida Secunda2; Nadja Santos Vitória

1,2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Vegetal, Universidade do Estado da Bahia, Departamento de

Educação DEDC, Campus-VIII, Paulo Afonso, Bahia. ; 2Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação DEDC,

Campus-VIII, Paulo Afonso, Bahia. ;

Palavras-chave: Caatinga; Taxonomia; Xylariaceae

O gênero Neolinocarpon, pertencente à família Xylariaceae, foi proposto por K.D. Hyde para acomodar espécies similares

a Linocarpon Syd. & P. Syd., mas que diferem-se deste pelos ascomas profundamente imersos, com secção vertical oval-globosa,

sob um clípeo ligeiramente elevado ou achatado. Desde então, segundo dados do Index Fungorum, o gênero compreende 10

espécies, sendo frequentemente reportado em palmeiras. Para o Brasil, a primeira ocorrência do gênero foi reportada pela

descrição da espécie Neolinocarpon attaleae N.S.Vitória & J.L. Bezerra, colonizando folhas mortas (raque) da palmeira Attalea

funifera Mart. Ex Speg. para a Estação Experimental Lemos Maia, em Una, Bahia. No intuito de ampliar o conhecimento sobre a

diversidade de microfungos associados com Arecaceae para o bioma caatinga, este trabalho teve como objetivo documentar o

segundo registro de distribuição do fungo para o Brasil, colonizando a palmeira Syagrus coronata (Mart.) Becc., um novo

hospedeiro botânico para a ciência. As coletas foram realizadas no mês de setembro de 2014, na Estação Ecológica Raso da

Catarina, no estado da Bahia, Brasil. Amostras de folhas inteiras da parte aérea e da serrapilheira do licurizeiro (S. coronata)

foram recolhidas para o levantamento da micota. As análises ocorreram no Laboratório de Ciências da Universidade do Estado

Bahia – UNEB, Campus VIII, Paulo Afonso-BA. Posteriormente, a análise topográfica foi realizada em estereomicroscópio. Os

fragmentos férteis das estruturas fúngicas foram removidos do substrato com o auxílio de uma agulha de ponta fina (tipo insulina)

e montados entre lâmina e lamínula, utilizando-se lactofenol com azul de algodão, a fim de serem visualizadas em microscopia de

luz. O fungo caracteriza-se pelos ascomas visíveis na superfície do hospedeiro como pontos enegrecidos elevados, papilados,

profundamente imersos, subglobosos a esféricos, coriáceos, com ostíolo central. Ascos com (80–) 97,5–112,5 (–132,5) × 7,5–12,5

μm, 8-esporos, unitunicados, cilíndrico-clavados, curvados e pedicelados. Ascósporos com (77,5–) 95–100 × 3–5 μm, filiformes,

ligeiramente curvados a retos, com ápices arredondados, unicelulares, hialinos, lisos e gutulados. Os dados desta pesquisa são

relevantes para a compreensão da distribuição geográfica de N. attaleae no Brasil.

Apoio: Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Vegetal, Universidade do Estado da Bahia, Campus-VIII; Instituto Chico

Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

HIFOMICETOS AQUÁTICOS ASSOCIADOS A FOLHAS DE CALOPHYLLUM BRASILIENSE EM RIACHOS DA

BACIA DO RIO DE CONTAS, BA

Patrícia Oliveira Fiuza1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1(1) Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Ciências Biológicas, Laboratório de Micologia,

Av. Transnordestina, s/n - Bairro: Novo Horizonte, 44036-900, Feira de Santana, Bahia, Brasil;

Palavras-chave: Biodiversidade; fungos aquáticos; tropical

Os hifomicetos aquáticos constituem o principal grupo que auxilia no fluxo de nutrientes em ecossistemas de água doce. O

conhecimento acerca desses fungos no Brasil é escasso, principalmente quanto a sua ecologia, diversidade e padrões de

distribuição. Visando expandir o conhecimento das comunidades destes fungos em riachos da Chapada Diamantina, foi realizada

uma investigação em folhas submersas de C. brasiliense em três riachos na bacia do rio de Contas. Folhas verdes foram coletadas

em 2013 e 2014. O experimento 1 foi realizado com as amostras de 2013 e o experimento 2 com as amostras de 2014, ambos com

duração de oito meses cada. Amostras compostas de cinco folhas foram colocadas em "litter bags" que foram submersos nos

riachos. A cada dois meses as folhas foram coletadas dos "litter bags". Foram coletadas variáveis ambientais (temperatura, pH,

oxigênio dissolvido e velocidade da água) e água para análise da concentração de fósforo e nitrogênio. As amostras de folhas

foram tratadas de acordo com as seguintes metodologias: i) incubação submersa e ii) câmaras úmidas. Para análise de dados

ecológicos foram utilizados o índice de Simpson, ANOVA foi realizada para avaliar as taxas de esporulação, SIMPER e

ANOSIM. Foram registrados 69 táxons, oito espécies são consideradas raras (máximo de dois registros no mundo) e cinco foram

descritas como novas espécies. A metodologia de câmara-úmida apresentou maior riqueza de táxons que as incubações submersas,

56 e 26, respectivamente. As metodologias i e ii apresentaram 13 táxons em comum. As taxas de esporulação e riqueza de fungos

foram significativamente mais altas no período chuvoso. A análise SIMPER indicou para metodologia i) Triscelophorus

acuminatus como a espécie mais influente na dissimilaridade nos riachos; enquanto para a ii) Codinaea simplex; a análise

ANOSIM revelou na metodologia i) que não houve diferença significativa entre as comunidades dos riachos; para a metodologia

ii) houve diferença significativa (p<0,05). Os riachos estudados apresentam alta riqueza de hifomicetos aquáticos quando

comparados a outros estudos no Brasil. O resultado poderá subsidiar estudos futuros de conservação de C. brasiliense e das

nascentes da bacia do Rio de Contas, visto que 7,2% das espécies encontradas são novas. Estes resultados possibilitaram a

publicação de diversos artigos, o que resultou na concessão com uma bolsa de pós-doutorado do CNPq com o projeto que visa

ampliar os estudos deste grupo de fungos no Brasil, em 14 áreas distribuídas pela Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado.

Apoio: CAPES, CNPq e Fapesb

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Botryosphaeriales associados a aceroleira e outras espécies de plantas coletadas próximas à pomares comerciais no Bioma

Caatinga, no Nordeste brasileiro

Patrícia Gonçalves Castro Cabral1; Alexandre Sandri Capucho

2; Alexandre Reis Machado

3; Flávio de França Souza

4; Francine

Hiromi Ishikawa2; Olinto Liparini Pereira

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Viçosa;

2Universidade Federal do Vale do São Francisco;

3Universidade Federal de

Pernambuco; 4Embrapa Semiárido;

Palavras-chave: filogenia; taxonomia; Botryosphaeriaceae

Um dos principais pólos brasileiro de produção de frutas frescas para exportação encontra-se na região semiárida do submédio do

Vale do Rio São Francisco, na região Nordeste do Brasil. Doenças causadas por fungos da ordem Botryosphaeriales tem sido

relatadas ocorrendo em regiões semiáridas, causando os mais diversos sintomas em inúmeros hospedeiros lenhosos. Os objetivos

deste estudo foram identificar, com o auxílio da morfologia e filogenia, as espécies de Botryosphaeriales associadas à seca

descendente de ramos da aceroleira e aquelas associadas a sintomas necróticos em plantas ornamentais, outras frutíferas e plantas

nativas cultivadas próximas a pomares comerciais no submédio do Vale do Rio São Francisco. Além disso, objetivou-se avaliar a

patogenicidade de cada uma destas espécies em seus hospedeiros. Um total de 52 isolados foi coletado. Em aceroleira, um total de

15 espécies, pertencentes a duas famílias e a cinco gêneros diferentes, foram identificadas e a sua patogenicidade comprovada.

Dentre elas, oito espécies pertencentes ao gênero Lasiodiplodia, três espécies de Dothiorella, duas de Botryosphaeria, uma de

Cophinforma e uma de Pseudofusicoccum. Os isolados pertencentes ao gênero Lasiodiplodia foram avaliados quanto a sua

agressividade em mudas e frutos de aceroleira. Em plantas nativas da Caatinga, frutíferas e plantas ornamentais cultivadas em

áreas próximas a pomares comerciais foi identificada e comprovada a patogenicidade de oito espécies pertencentes a duas famílias

(Botryosphaeriaceae e Pseudofusicoccumaceae) e a quatro gêneros diferentes de fungos da ordem Botryosphaeriales. Sete

espécies de fungos Botryosphaeriales identificados representam o primeiro relato de sua ocorrência em sete plantas nativas da

Caatinga, em duas fruteiras e em duas ornamentais. Além disso, três possíveis novas espécies de fungos Botryosphaeriales

identificadas em aceroleira, abacateiro e Agave sp. foram encontradas. Os resultados deste trabalho serão úteis para a escolha de

estratégias de manejo destas doenças, além de auxiliar o programa de melhoramento da aceroleira visando à resistência à seca

descendente de ramos.

Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de

Nível Superior - CAPES Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIG Fundação de Amparo à Ciência

e Tecnologia de Pernambuco - FACEPE Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF Empresa Brasileira de

Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA Semiárido

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

COMUNIDADES FÚNGICAS ASSOCIADAS AO TRATO DIGESTÓRIO DE LARVAS DE Stenochironomus

(Diptera:Chironomidae) EM RIACHOS TROPICAIS

Paula Benevides de Morais1; Ruth Leila Ferreira Kepler

2; Gizelle Amora Gusmão

2; Neusa Hamada

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Tocantins (UFT), Laboratório de Microbiologia Ambiental e Biotecnologia, Campus

Universitário de Palmas; Palmas - TO; 2Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Coordenação de Biodiversidade

(CBio), Laboratório de Citotaxonomia e Insetos Aquáticos. Avenida André Araújo 2936. Manaus, AM - Brasil;

Palavras-chave: Insetos minadores; Floresta Amazônica; Cerrado

Larvas fragmentadoras de insetos aquáticos estão associadas a matéria vegetal colonizada por fungos em ecossistemas aquáticos,

como troncos e folhas. Estudos indicam que esta preferência pode ser resultado de uma relação mutualística em seu trato

digestório (TD), onde podem auxiliar a degradação de compostos lignocelulolíticos. Embora essa relação seja intensamente

estudada em habitats terrestres, pouco é conhecido sobre ela nos ecossistemas aquáticos. Neste trabalho foi investigado as

comunidades fúngicas cultivavéis em TD de larvas de Stenochironomus, de hábito minador de troncos em decomposição em

ecossistemas aquáticos. Trinta larvas de Stenochironomus foram coletadas em 10 riachos de baixa ordem e com vegetação ripária

íntegra em três regiões, duas na Floresta Amazônica (Santarém, PA e Manaus, AM) e uma no Cerrado (Palmas, TO). Após a

coleta, os macroinvertebrados foram desinfetados superficialmente com etanol a 70% e dissecados sob microscópio

estereoscópico, para obtenção do conteúdo do TD, do qual procedeu-se o isolamento dos fungos em placas com meio BDA,

purificação, caracterização morfológica e conservação de espécimes fúngicos. Cerca de 10% (n=3) dos insetos coletados no

Cerrado, no Parque Lajeado (Palmas) não apresentaram populações fúngicas em seu TD; enquanto que, nas áreas de Floresta

Amazônica, foi de 22% (n=6) na Floresta Nacional do Tapajós (Santarém) e 29% (n=8) na Reserva Florestal Ducke (Manaus). No

Cerrado, as populações fúngicas apresentaram média geométrica de 7,75.103 UFC.mL

-1. Já na Flona Tapajós, as populações

alcançaram 3,41.103 UFC.mL

-1 enquanto que na Reserva Ducke, a média foi de 13,26.10

3 UFC.mL

-1. Esses resultados indicam

que as populações fúngicas colonizadoras de troncos são quatro vezes mais altas nos córregos da Amazônia Ocidental do que na

Amazônia Oriental e, quase duas vezes mais altas do que nos córregos do Cerrado. A identificação taxonômica dos espécimes

fúngicos está em andamento por meio de métodos clássicos (caracterização macro e micromorfológica) e moleculares

(amplificação e sequenciamento das regiões espaçadores transcritas internas [ITS] do rDNA). A riqueza de morfoespécies por

larva é baixa, duas nas áreas de Floresta e três na área de Cerrado. A riqueza total média foi de 23 morfoespécies na Floresta, e 40

no Cerrado. Há, portanto, diferenças regionais importantes na micota associada ao TD deste minador de troncos, entre Cerrado e

Amazônia, sugerindo que pode ocorrer especificidade geográfica e interações espécie-específicas, que ainda deverão ser

investigadas.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

POPULAÇÕES FÚNGICAS ASSOCIADAS AO TRATO DIGESTÓRIO DE INSETOS AQUÁTICOS EM RIACHOS NO

CERRADO

Paula Benevides de Morais1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Tocantins (UFT), Laboratório de Microbiologia Ambiental e Biotecnologia, campus

universitário de Palmas; Palmas - TO;

Palavras-chave: Macroinvertebrados fragmentadores; Minadores de folhas; Tocantins

Associações insetos-fungos são baseadas em fatores alimentares e de maturação dos insetos mutualistas. A microbiota fúngica do

trato digestório (TD) de uma variedade de insetos tem sido estudada recentemente. A literatura especializada afirma que os insetos

fragmentadores e minadores alimentam-se preferencialmente de folhas colonizadas por fungos, seja em ambiente aquático ou na

serrapilheira terrestre. Este trabalho investiga as comunidades fúngicas cultivavéis em TD de insetos aquáticos fragmentadores e

minadores de detritos foliares em riachos tropicais. Trinta larvas do gênero Triplectides, trinta larvas de Stenochironomus minador

de folhas e outras trinta de Stenochironomus minador de troncos foram coletados em 10 riachos de baixa ordem e com vegetação

ripária íntegra no Parque Estadual do Lajeado, Tocantins. Após a coleta, os macroinvertebrados foram desinfectados

superficialmente com etanol a 70% e dissecados, com auxílio de microscópio estereoscópico, para obtenção do conteúdo do TD,

do qual procedeu-se o isolamento, purificação, caracterização morfológica e conservação de espécimes fúngicas. Entre os três

fragmentadores, o grupo Stenochironomus minador foliar apresentou o maior percentual de larvas cujo TD não abrigou fungos

cultiváveis (23%), enquanto que apenas 10% das larvas de Stenochironomus minador de troncos e nenhuma larva de Triplectides

apresentaram conteúdo do TD sem fungos. As populações fúngicas no TD variaram de 5.103 UFC.mL

-1 até 94.10

3 UFC.mL

-1 em

larvas de Triplectides, com média geométrica de 14,88.103 UFC.mL

-1. Já em TD de larvas de Stenochironomus de troncos

variaram de 2.103 UFC.mL

-1 até 34.10

3 UFC.mL

-1, com média geométrica de 7,75.10

3 UFC.mL

-1. As populações fúngicas no TD

de larvas de Stenochironomus foliares variaram de 4.102 UFC.mL

-1 até 11.10

3 UFC.mL

-1, com média geométrica de 2,47.10

3

UFC.mL-1

. A identificação taxonômica dos espécimes fúngicos obtidos ainda está em andamento por associação de métodos

clássicos (caracterização macro e micromorfológica) e moleculares (amplificação e sequenciamento das regiões espaçadores

transcritas internas [ITS] do rDNA). O estágio atual aponta para uma riqueza de 7 a 8 morfoespécies de fungos filamentosos por

TD das larvas de Triplectides, entre 6-7 morfoespécies de fungos filamentosos em larvas de Stenochironomus de tronco, e apenas

4 morfoespécies por TD de larvas de Stenochironomus foliares. As frequências de ocorrência e populações significativas de

fungos no TD desses insetos indica uma possível associação seja como componente alimentar, já reconhecido pela literatura, ou

mesmo como mutualistas na decomposição do alimento lignocelulolítico.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

LIQUENS DO REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE MATA DO JUNCO, O SEGUNDO MAIOR REMANESCENTE DE

MATA ATLÂNTICA DO ESTADO DE SERGIPE

Paula Makele Santana dos Santos1; Dannyelly Santos Andrade

2; André Aptroot

3; Robert Lücking

4; Marcela Eugenia da Silva

Cáceres1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Sergipe;

2Universidade Federal de Pernambuco;

3ABL Herbarium;

4Free University Berlin;

Palavras-chave: Fungos liquenizados; Inventário; Diversidade

A Mata Atlântica é um bioma bastante rico em biodiversidade. Em Sergipe, este bioma estava originalmente distribuído pela faixa

litorânea, ocupando uma área de até 40 km de largura em alguns pontos. Atualmente, com a expansão agrícola, pecuária e

imobiliária, as áreas com remanescentes de Mata Atlântica no estado são extremamente prejudicadas e a maioria encontra-se em

alto nível de degradação, com poucos remanescentes grandes. Apesar disso, o estado de Sergipe possui ainda algumas áreas que se

encontram preservadas, das quais destaca-se a Unidade de Conservação Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco, no município

de Capela. Esta área é considerada o segundo maior remanescente de Mata Atlântica do estado, abrigando espécies importantes da

flora e fauna sergipanas, inclusive espécies em extinção como o macaco-guigó. O objetivo deste trabalho foi realizar um

levantamento da diversidade de liquens presentes nessa unidade de conservação, revisando material coletado ao longo dos últimos

anos, assim como realizando novas coletas. Inicialmente, foi feito o levantamento das amostras de liquens depositadas no

Herbário ISE, as quais foram coletadas em 2010 e 2014. Adicionalmente, foi realizada uma nova coleta na área em agosto de

2016. Para a identificação do material estudado, foram realizadas análises macro e microscópicas da morfologia e anatomia dos

talos liquênicos e estruturas reprodutivas. A partir dos estudos realizados, foi identificado um total de 137 espécies de liquens

corticícolas crostosos, distribuídos em 56 gêneros e 22 famílias. As famílias com maior número de espécies foram Graphidaceae,

Malmidaceae, Porinaceae, Pyrenulaceae e Trypetheliaceae. Os gêneros mais representativos foram Chapsa, Diorygma, Graphis,

Malmidea, Ocellularia, Opegrapha, Polymeridium, Porina e Pyrenula. Diante disso, é possível concluir que o R.V.S. Mata do

Junco apresenta um número relativamente significativo de espécies de liquens, apesar de ser uma área de Mata Atlântica mais seca

que outras áreas deste bioma em outras regiões do estado e no Brasil. A predominância de espécies de Graphidaceae e

Trypetheliaceae também condiz com o padrão encontrado eu outras florestas tropicais.

Apoio: CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

PHYLOGENETIC ANALYSIS OF THE EUKARYOTIC INITIATION FACTOR 2 ALPHA (EIF2?) KINASES USING

MAXIMUM-LIKELIHOOD METHOD.

Cláudia Barbosa Assunção1; Vanessa Cristina Silva Vieira

2; Amanda Sanchez Machado

1; Fernando Rodrigues

2; Rachel Basques

Caligiorne1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Núcleo de Pós-Graduação e Pesquisa da Santa Casa de Belo Horizonte, MG, Brazil;

2Instituto de Investigação em

Ciências da Vida e Saúde (ICVS), Escola de Ciências da Saúde, Universidade do Minho, Braga, Portugal.;

Palavras-chave: KINASES ; black yeasts; taxonomia molecular

In all eukaryotes, from yeast to mammals, phosphorylation of the α subunit of eIF2 is a major mechanism to adjust the cellular

gene expression profile in response to specific signals. The eIF2α kinases are a group of serine-threonine kinases that perform

important functions and often essential in response to infection, proteotoxicity, and low levels of nutrients. The role of eIF2α

Kinases have been studied in different species. A kinase eIF2α membrane-associated was identified in Trypanosoma brucei and

has function as extracellular medium sensor and it would also role in parasite differentiation process. In Paracoccidioides

brasiliensis, findings suggest that a down-regulation of eIF2α kinases promotes a significant delay in the morphological transition

from yeast to mycelium. To date, there are no reliable studies about eIF2α kinases of black yeast. Some biological processes

mediated by eIF2α kinases are universally conserved from yeast to humans; in addition, in general, kinases proteins are highly

conserved between taxonomic kingdoms, being an invitation to study the evolution of their genes among fungi, to contribute to

the comprehension of the taxonomy and evolution of species. In this way, this work purpose comparing sequences of eIF2α

kinases in different classes of fungi, in order to design molecular markers for taxonomy and identification of black fungi species

and even for the diagnosis of diseases caused by this species. We compared the eIF2α kinases sequences with known DNA

sequences deposited in the Nonredundant database using BLASTn program. The sequences obtained were aligned using Clustal

v2.0 program. The alignments were analysed by Phylip package (Phylogeny Inference Package) v.3572 by the maximum

likelihood method, to generate the filogenetic trees. The trees generated by the program Phylip v.3572 shown grouping of the

species according to their taxonomic classification, demonstrating that eIF2α kinases present a conserved evolution among

species. These previous findings are inviting us to deepen in the study about kinases genes.

Apoio: CNPq FAPEMIG

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Mycenastrum catimbauense (AGARICALES, BASIDIOMYCOTA), UMA NOVA ESPÉCIE DE "PUFFBALL" PARA

SEMIÁRIDO BRASILEIRO

Rafaela Araújo Ferreira Gurgel1; Gislaine Cristina de Souza Melanda

1; Renato Juciano Ferreira

2; Dônis Silva Alfredo

1; Iuri

Goulart Baseia1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte;

2Universidade Federal de Pernambuco ;

Palavras-chave: Caatinga; Lycoperdaceae ; Taxonomia

Mycenastrum é um gênero de “puffballs” reconhecido pelo perídio duplo e espesso com deiscência por rompimento a partir de um

ponto apical em raios irregulares, gleba pulverulenta e, principalmente, por seus capilícios ramificados, espinhosos e

basidiósporos com ornamentação reticulada. O gênero Mycenastrum foi descrito por Desvaux em 1842, tendo como basiônimo

Lycoperdon corium Guers. recombinado em Mycenastrum corium, que é a espécie tipo do gênero. Apesar de ser considerado,

por alguns autores, como monoespecífico e cosmopolita, algumas subespécies que foram descritas recentemente, demonstram

uma morfologia diversificada. Nesse contexto, há necessidade de uma revisão do gênero Mycenastrum usando taxonomia

integrativa. Este trabalho objetiva ampliar o conhecimento desse gênero com a descrição de uma nova espécie, utilizando para isso

a taxonomia tradicional. A nova espécie aqui proposta foi descoberta no Parque Nacional Catimbau, Pernambuco, Brasil, inserido

em um bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga, que possui uma alta biodiversidade, com espécies endêmicas. Foram feitas

análises macro e microscópicas do perídio e da gleba do basidioma. Mycenastrum catimbauense apresenta características

diagnosticas do gênero. Essa espécie é caracterizada, sobretudo pelo perídio duplo, exoperídio com tomentos, endoperídio glabro

e castanho escuro, gleba pulverulenta, castanho escuro, capilício com espinhos quebradiços e basidiósporos globosos a

subglobosos, reticulados e pedicelados, com 13,3–15,0 μm de diâmetro. Mycenastrum catimbauense é relacionada à M. corium e

M. corium var. diabolicum Homrich & J. E. Wright, diferindo da primeira por esta apresentar exoperídio glabro, gleba de castanho

à roxo e basidiósporos menores (8,7-13,6 μm diam.). Por outro lado, a variedade possui grampos de conexão nas hifas do

exoperídio, os quais não foram encontrados em M. catimbauense. Adicionalmente, M. corium var. diabolicum apresenta a

coloração do perídio marrom avermelhado, gleba roxo escura e basidiósporos com pedicelos medindo 9-10 μm de diâmetro. A

descoberta desta nova espécie para a Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, só comprova a rica biodiversidade e o potencial

em abrigar espécies endêmicas. Alguns gêneros como Myriostoma (Desv. 1809) e Astraeus (Morgan 1889) anteriormente

considerados monoespecíficos, após estudos moleculares revelaram uma ampla diversidade de espécies. Assim, espera-se que

estudos futuros consigam avaliar a verdadeira distribuição de M. corium, estabelecendo caracteres informativos para delimitar

espécies dentro de Mycenastrum. Até o presente momento, foi impossível extrair DNA de nossos espécimes, pois a amplificação

foi contaminada com Aspergillus sp. A junção de caracteres macro e micromorfológicos foram, portanto, determinante neste

trabalho para definir M. catimbauense como uma espécie nova para o gênero.

Apoio: Fontes de pesquisa/bolsa de financiamento: Processo: 121889/2016-5, Pibic - Af 2016/2018; Programa de Capacitação em

Taxonomia (PROTAX/ 440612/2015-2); Projeto de Pesquisa em Biodiversidade do Semiárido (PPBio/457476/2012-5);

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e

Tecnológico (CNPq-Brasil).

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

NOVOS DADOS DE DISTRIBUIÇÃO DE Mycomicrothelia sp. PARA A BAHIA

Rebeca Leite Barbosa1; Paloma Quirino Rocha

2; Emanuela de Almeida Secunda

3; Maiara Araújo Lima dos Santos

4; Nilo Gabriel

Soares Fortes5; Nadja Santos Vitória

6;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Estado da Bahia - Uneb Campus VIII;

2Universidade do Estado da Bahia - Uneb Campus VIII;

3Universidade do Estado da Bahia - Uneb Campus VIII;

4Universidade do Estado da Bahia - Uneb Campus VIII;

5Universidade do

Estado da Bahia - Uneb Campus VIII; 6Universidade do Estado da Bahia - Uneb Campus VIII;

Palavras-chave: Taxonomia; Semiárido; Líquens

Piptadenia moniliformis Benth., popularmente conhecida como Catanduva, quipembe ou angico-de-bezerro, é uma planta da

família Fabaceae comum em regiões de caatinga. estendendo-se aos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco e Piauí. Possui hábito

arbóreo, podendo ser utilizada para alimentação animal, produção de cera, óleos essenciais, obtenção de madeira para móveis e

também na produção de carvão. Na natureza, existe um processo de associação entre fungos (Ascomycota e/ou Basidiomycota) e

fotobiontes denominado liquenização, resultando em uma estrutura denominada líquen. Os líquens desempenham diversas

funções nos ecossistemas, dentre essas agir como biondicadores, sendo utilizados também na culinária de alguns países, na

medicina, na indústria de cosméticos e no monitoramento do aquecimento global. Apesar da sua relevância ecológica, estudos

sobre taxonomia e diversidade de liquens no bioma Caatinga ainda são escassos, devido, principalmente, a carência de

especialistas. Objetivando suprir essa lacuna o presente trabalho visou inventariar os Ascomycota liquenizados que colonizam o

hospedeiro botânico P. moniliformis (quipembe) em áreas da Ecorregião Raso da Catarina, sertão da Bahia. A coleta foi realizada

em julho/2016, no Povoado Juá, Paulo Afonso. Os espécimes foram coletados em serrapilheira e levados ao laboratório de

Ciências da UNEB-Campus VIII, onde foi realizada a análise dos talos liquênicos e das estruturas microscópicas, utilizando-se

lactofenol com adição de corante (azul de algodão), reagente de Melzer e água. Mycomicrothelia sp. foi identificado por meio de

literatura especializada. Trata-se de um Ascomycota liquenizado, pertencente à família Trypetheliaceae, tem 53 espécies válidas,

contendo registro de ocorrência no nordeste brasileiro somente nos estados de Ceará, Paraíba, Pernambuco e Sergipe, nos biomas

caatinga, mata atlântica e carrasco. Este é o primeiro de ocorrência para o estado da Bahia.

Apoio: Laboratório de Biologia e Colegiado de Ciências Biológicas da Universidade do Estado da Bahia - UNEB Campus VIII

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

REVISÃO DAS ESPÉCIES CORTICIOIDES DE LACHNOCLADIACEAE (RUSSULALES, BASIDIOMYCOTA)

DEPOSITADAS NO HERBÁRIO URM

Egryson Souza Pereira1; Renata dos Santos Chikowski

1; Tatiana Baptista Gibertoni

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: Agaricomycetes; fungos corticioides; amiloidia

A ordem Russulales apresenta 12 famílias, 80 gêneros e mais de 1700 espécies, que são agrupados por possuírem sistema

gloeopleural, com hifas oleíferas e lactíferas, além da reação amiloide das paredes dos esporos. De forma geral, o grupo é

heterogêneo, apresentando basidiomas efuso-reflexos, clavados, discoides, pileados ou estipitados, além de himenóforo

corticioide, hidnoide, poroide ou lamelado. Os gêneros Asterostroma, Dichostereum, Scytinostroma e Vararia, pertencentes à

família Lachnocladiaceae, são caracterizados como fungos corticioides por apresentarem basidiomas essencialmente ressupinados

e himenóforo liso. Além disso, exibem dicohifas dextrinoides e gloeocistídios. As espécies de Asterostroma possuem asterosetas,

características ao gênero, além de esporos amilóides e ornamentados. Em Dichostereum as dicohifas são dicotomicamente

ramificadas e os esporos também são amiloides e ornamentados. Espécies de Scytinostroma têm sistema hifálico dimítico e

esporos variavelmente amilóides e ornamentados. Espécies de Vararia são basicamente monomíticas e a amiloidia dos

basidiósporos pode também ocorrer ou não. O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão do material referente a esses gêneros

depositado no Herbário URM Pe Camille Torrend, a maior coleção micológica do Brasil, que possui um acervo com espécies dos

gêneros citados provenientes de várias partes do país e do mundo, e tal revisão é importante para fornecer dados mais precisos a

estudos futuros que possam utilizar esses materiais como referência. A análise dos espécimes foi realizada através de cortes

manuais com lâminas de aço inoxidável, posicionados entre a lâmina e a lamínula em solução aquosa de hidróxido de potássio 3-

5% e floxina 1%, assim como reagente de Melzer, para observação da reação amiloide e dextrinoide, e observados em

microscópio. As características observadas foram comparadas com bibliografia específica. No total, foram encontrados 87

espécimes no URM, sendo 15 de Asterostroma, sete de Dichostereum, 52 de Scytinostroma e 13 de Vararia. Até então, foram

analisados 15 espécimes das seguintes espécies: Dichostereum orientale, Scytinostroma portentosum, Vararia investiens, V.

minispora, V. dussii, V. minidichophysa, V. peniophoroides e V. effuscata. Após a observação dos espécimes, a maioria das

espécies foi confirmada de acordo com a descrição, com exceção de Vararia peniophoroides, que atualmente é aceita como D.

peniophorides. Até o momento nenhum espécime foi descartado, pois estão bem preservados.

Apoio: FACEPE

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

EXPANSION OF KNOWLEDGE OF THE GEOGRAPHICAL DISTRIBUTION OF, DACRYMYCETALES:

DACRYMYCETES IN BRAZIL

Renato Lúcio Mendes Alvarenga1; Tatiana Baptista Gibertoni

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Departamento de Micologia, Universidade Federal de Pernambuco, Programa de Pós-Graduação em Biologia de

Fungos, Av. Nelson Chaves 50760-420, Recife, Brazil. ; 2Departamento de Micologia, Universidade Federal de Pernambuco,

Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Av. Nelson Chaves 50760-420, Recife, Brazil. ;

Palavras-chave: Basidiomycota; First records; , Jelly-Fungi

Dacrymycetes is a sister group of the Agaricomycetes in the Agaricomycotina clade and has two orders and three familys.

Macroscopically, it is characterized by gelatinous or cartilaginous basidioma, ranging from strictly corticoid to pustulate,

cupulate, cyphelloid, stalked-capitate or clavarioid, with color varying from yellowish to orangish and brownish. Microscopically,

it is characterized by marginal hairs, forked (bifurcate) basidia, basidiospores with transverse septation in mature stages, and

germination of microconidia or hyphae, but without secondary spores. In Brazil, 15 species are reported, and the knowledge about

the group is limited to few studies. So, this study aims to expand the knowledge about geographic distribution species of

Dacrymycetes, by analyzing specimens collected in different regions in Brazil. Macro and microscopic features of 48 samples

were analyzed, including the general aspect of the basidioma, hymenial surface, basidia, and basidiopores. A total of 41 samples

were identified to species, three were identified to genera and four could not be identified. Cerinomyces albosporus is the first

record for Brazil; C. lagerheinii for the Northeast region; Dacryopinax maxidorii is first record for the Northeast region and

Rondônia; Calocera arborea for Northeast region and Rondônia; D. elegans for Distrito Federal, Goiás, Pernambuco and

Rondônia, D. spathularia for Alagoas, Goiás, Ceará e Maranhão. Calocera cornea was the most frequent species, representing

27,08% of the occurrences, followed by Dacryopinax elegans (18,75%) and D. spathularia (12.5%). The data presented show the

importance of collections in different areas in Brazil, expanding the knowledge about fungal diversity.

Apoio: The authors thank the CNPq (Processes no. 140283/2016-1) for the PhD scholarship awarded to the first author. The Pós-

Graduação em Biologia de Fungos (UFPE, Brazil), Capes (Capes-SIU 008/13) and FACEPE (APQ 0375-2.03/15) for financing

this research.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

ISOLAMENTO DE MICRO-ORGANISMOS ANEMÓFILOS EM LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA DO CENTRO

DE BIOCIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Rhaldney Felipe de Santana1; Gleicy Kelly de Araújo Gonçalves

2; Júlio César Barbosa Veríssimo

3; Haggy Rodrigues dos Anjos

4;

Gabriella Teixeira de Albuquerque5; Cristina Maria de Souza-Motta

6;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Graduando em Bacharelado em Ciências Biológicas com ênfase em Ciências Ambientais, Centro de Biociências

(CB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Jaboatão dos Guararapes, PE, [email protected]; 2Graduanda em Bacharelado em Ciências Biológicas com ênfase em Ciências Ambientais, Centro de Biociências (CB),

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ipojuca, PE, [email protected]; 3Graduando em Bacharelado em

Ciências Biológicas com ênfase em Ciências Ambientais, Centro de Biociências (CB), Universidade Federal de Pernambuco

(UFPE), Jaboatão dos Guararapes, PE, [email protected]; 4Graduando em Bacharelado em Ciências Biológicas com

ênfase em Ciências Ambientais, Centro de Biociências (CB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Abreu e Lima, PE,

[email protected]; 5Graduanda em Licenciatura em Ciências Biológicas, Centro de Biociências (CB), Universidade

Federal de Pernambuco (UFPE), Camaragibe, PE, [email protected]; 6Professora orientadora, Departamento

de Micologia, Centro de Biociências (CB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, [email protected];

Palavras-chave: Contagem de UFC de fungos; dispersão de esporos; risco biológico.

O sucesso de colonização dos fungos deve-se principalmente, além das suas adaptações morfofisiológicas, ao seu grande potencial

reprodutivo, muito marcado pelos vários mecanismos de dispersão dos esporos. Aos fungos que utilizam o ar atmosférico,

principal meio de dispersão de esporos, como carreador, dá-se o nome de fungos anemófilos. Por estarem em contato direto com

esses propágulos fúngicos presentes no ar, muitas vezes alergênicos, algumas pessoas com o sistema imunológico comprometido

podem desenvolver quadros clínicos como asma, rinites alérgicas e dermatites, o que tem levado, nos anos 2000, a estudos sobre

esses micro-organismos, especialmente em locais públicos climatizados. O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento

quantitativo de Unidades Formadoras de Colônia (UFC) de fungos anemófilos no Laboratório de Informática do Centro de

Biociências da Universidade Federal de Pernambuco, com vista a identificar possíveis riscos biológicos aos frequentadores do

espaço. O Laboratório de Informática é todo climatizado. Nele, foram distribuídas seis placas de Petri, enumeradas de um a seis,

contendo Ágar Sabouraud acrescido de cloranfenicol. As placas foram abertas e expostas ao ar do laboratório por 20 minutos,

fechadas e incubadas a 28°C por sete dias. Observou-se, no total, a formação de 21 UFC de fungos, sendo a Placa 1 com quatro,

Placa 2 com cinco, Placa 3 com uma, Placa 4 com quatro, Placa 5 com uma e Placa 6 com seis UFC. Quatro placas apresentaram

uma maior quantidade de UFC (acima da média aritmética de 3,5) em relação às demais. Essas placas foram dispostas em pontos

considerados como mais propensos à colonização fúngica, como locais mais empoeirados e abaixo da saída de ar do ar

condicionado. Os gêneros encontrados nesse estudo foram: Alternaria, Aspergillus, Cladosporium e Penicillium, muito comuns

em análises em ambientes semelhantes. Com base em outros trabalhos acerca do tema, o Laboratório de Informática do Centro de

Biociências da Universidade Federal de Pernambuco não apresentou quantidades significativas de UFC na sua dependência, não

oferecendo riscos biológicos consideráveis aos seus usuários. Altas taxas de UFC em ambientes fechados estão correlacionadas a

fatores como maus hábitos higiênicos, fluxo de pessoas e limpeza incorreta ou não periódica do ambiente.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Título tem ponto final? Dicas para melhorar nossa redação científica

Roger Fagner Ribeiro Melo1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Departamento de Micologia, Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: Divulgação científica; Escrita científica; Publicação

Quando começar um novo parágrafo? Legenda fica em cima ou embaixo? Qual é a diferença entre apêndice e anexo? E entre

resultado e conclusão? Muitas são as dúvidas na hora da preparação de nossas monografias, artigos, teses e dissertações, e na

maioria das vezes temos tanto o que estudar sobre nossa pesquisa que não temos tempo para estudar como redigir e disponibilizar

essa informação. Essa apresentação visa, de modo interessante e descontraído, abordar regras, dicas, técnicas e recomendações

para melhorar a redação de nossos trabalhos científicos (e em menor escala, em nossas apresentações) em diversas áreas da

micologia e de outras ciências biológicas, tanto no âmbito da gramática, do léxico e da ortografia quanto no que tange à utilização

dos principais editores de texto.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES E NEMATOIDES NA RIZOSFERA DE CANAFÍSTULA (Senna

spectabilis) EM INSELBERG, SERRA DA SANTA NO MUNICÍPIO DE PETROLINA.

Rosimeire Morais cardeal Simão1; Charle Jean Alves da Silva

1; Kallia Pereira dos Santos

1; Marcos Paulo Campos

2; Danielle Karla

Alves da Silva2; Maryluce Albuquerque da Silva Campos

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1UPE;

2UNIVASF;

Palavras-chave: caatinga; namatofauna; micorriza

Inselberg são áreas de elevação isoladas, que apresentam paisagens específicas. Os fungos micorrízicos arbusculares (FMA), que

fazem simbiose com raízes de plantas vasculares (micorriza), é utilizado na avaliação da qualidade do solo, bem como na busca de

metodologias para maximizar a produção de espécies de interesse de conservação. Nematoides do solo participam da cadeia

trófica, podendo ser avaliados, com intuito de definir a qualidade do solo. Na região Nordeste, estudos com fungos micorrízicos

arbusculares e nematóides na caatinga são escassos. O bioma Caatinga apresenta uma grande biodiversidade, entre as mais

variadas espécies nativas deste bioma está a canafístula (Senna spectabilis) pertencente à família Fabaceae, esta espécie, apresenta

potencial para recuperação de áreas degradadas. Estudos relativos à associação da canafístula com FMA até o momento são

inexistentes. Desse modo, o presente estudo teve como objetivo avaliar os FMA e os nematoides do solo presentes na rizosfera de

canafístula localizadas no topo de inselberg, Serra da Santa, Petrolina, PE. Foram coletadas 10 amostras de solo e raízes na

rizosfera de canafistula em área de inselberg, sobre as coordenadas geográficas 89º 82’ 74’’ de latitude e 34º 78’ 35’’ de

longitude, na Serra da Santa em Petrolina-PE. Os pontos de coleta foram aleatórios realizados em até 20 cm de profundidade. A

extração dos esporos e dos nematoides do solo foi realizada utilizando a técnica adaptada de peneiramento úmido e centrifugação

em gradiente de densidade. Em seguida, com o auxílio do microscópio estereoscópico, os esporos foram contados. Os nematoides

obtidos foram quantificados em microscópio e agrupados de acordo com o grupo trófico (bacteriovoros, fungivoros, onívoros e

carnívoros) e quando fitonematoides identificados ao nível de gênero. As raízes foram separadas do solo, em seguida foram

lavadas, sendo clarificadas com hidróxido de potássio 10% e coradas com azul de tripan. Após coloração as raízes foram avaliadas

quanto a percentagem de colonização micorrizica. Foram encontrados em média 82,8 esporos de FMA. A percentagem de

colonização micorrizica das raízes foi 38%. Foram encontrados nematoides: bacterióvoros (328,2), onívoros (56,3), fungívoros

(2,7) e os fitonematóides Helicotylenchus (2,3) e Pratylenchus (1,0), nenhum carnívoro foi encontrado. Os nematoides

bacteriovoros foram o mais representativo, seguido dos onívoros e fungívoros. Na rizosfera de canafistula, a quantidade de

esporos de FMA e a percentagem de colonização micorrízica apresenta-se reduzida, enquanto a população de nematoides

apresenta-se diversa e em quantidades equilibradas. Mais estudos nestas áreas podem auxiliar na criação de estratégias de

conservação.

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131

1. Taxonomia e ecologia de fungos

NOVAS OCORRÊNCIAS DE FUNGOS GASTEROIDES PARA O ESTADO DA BAHIA

Ruane Vasconcelos Bento de Araújo1; Iris Shalon Farias Carneiro

1; Maria Lua Vinhaes Dantas Costa

1; Rafael Rabello Fermiano

1;

Bianca Denise Barbosa da Silva1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal da Bahia;

Palavras-chave: Gasteromicetos; Macrofungos; Taxonomia

Os fungos gasteroides representam um grupo polifilético de Agaricomycetes que, embora não compartilhem da mesma

ancestralidade, possuem similaridades intrigantes, como os basidiomas angiocárpicos que apresentam liberação passiva dos

basidiosporos. Até o momento, foram registradas 9 espécies de fungos gasteroides para o estado da Bahia. A carência de

inventários sobre a diversidade dos fungos, somada com a rápida degradação das formações vegetais do Nordeste, que abrigam

ampla variedade destes organismos, caracterizam a necessidade de estudos intensivos e mais específicos, tendo como alvo o

aumento do conhecimento dessa biodiversidade. Este trabalho objetivou estudar a ocorrência de fungos gasteroides do município

de Salvador e do Recôncavo Sul da Bahia. As coletas foram realizadas, entre os meses de outubro de 2016 a julho de 2017, na

Universidade Federal da Bahia, campus Ondina – SSA e na Serra da Jibóia, no município de Elisio Medrado. Os espécimes foram

coletados e analisados no laboratório de Biologia de Fungos do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia. As

análises macro e microscópicas foram realizadas seguindo a metodologia utilizada tradicionalmente em estudos taxonômicos de

gasteromicetos. Foram confeccionadas lâminas em KOH a 5% e em azul de algodão, e analisadas em microscópio óptico, além de

estudo de análise ao microscópio eletrônica de varredura (MEV). Foram identificados oito gêneros e 16 espécies de fungos

gasteroides. Abrachium floriformes, Bovista sp., Cyathus limbatus, Geastrum hirsutum, G. lloydianum, G. triplex, Morganella

arenicola, M. fuliginea, Mutinus elegans, M. caninus e Vascellum sp. refletem o primeiro registro para o estado da Bahia,

enquanto que Cyathus stercoreus e Phallus merulinus, o primeiro registro para o nordeste brasileiro. Este resultado representa um

avanço no conhecimento dos gasteromicetos neste estado, contribuindo para ampliação da micobiota dessa região.

Apoio: FAPESB-PET0039/2012

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

POLYPORALES (BASIDYOMYCOTA) NO MUNICÍPIO DE ALTO PARAÍSO, RÔNDONIA, BRASIL

Saara Neri Fialho1; Alisson Martins Albino

1; Uéslei Marques de Oliveira

1; Luiz Gustavo Ribeiro Pestana

1; Patrícia de Jesus de

Souza1; Allyne Christina Gomes-Silva

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Centro Universitário São Lucas - UNISL;

Palavras-chave: Macrofungos; Polyporaceae; Amazônia Oriental

Polyporales Gäum. possui aproximadamente 2253 espécies, sendo uma das ordens mais representativas do filo Basidiomycota.

São encontrados nos mais diversos tipos de ambientes, crescendo em diferentes substratos, desempenhando uma grande

importância ecológica ao degradar celulose e lignina (podridão branca) e somente celulose (podridão marrom). Esse trabalho visa

ampliar o conhecimento sobre a diversidade de Polyporales a partir de espécimes coletados em um sítio de Alto Paraíso,

localizado na Mesorregião do Leste Rondoniense. A área de estudo esta situada na zona rural do município, cerca de 30 km de

distância da área urbana, contendo 72 hectares, caracterizando-se por um fragmento de floresta amazônica, cortada por vários

córregos afluentes do Rio Tabócas. Na área de estudo, foram percorridas trilhas pré-existentes em maio de 2017 e todos os

substratos propícios ao surgimento de fungos macroscópicos foram observados, os representantes encontrados foram coletados

com auxílio de uma faca e acondicionados em sacos de papel. Posteriormente, os basidiomas foram colocados em estufa a 45-

50ºC pelo tempo necessário para a total secagem, dois a sete dias. Os espécimes foram analisados macro e microscopicamente; a

identificação baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura, na base de dados CABI. Os espécimes foram depositados

no Herbário Dr. Ary Tupinambá Penna Pinheiro, localizado no Centro Universitário São Lucas-UniSL. A partir da coleta

preliminar realizada, dez espécies foram identificadas, distribuídas em cinco famílias, a saber: Rhodofomitopsis

lilacinogilva (Berk.) B.K. Cui, M.L. Han & Y.C. Dai (Fomitopsidaceae), Amauroderma praetervisum (Pat.) Torrend, Ganoderma

australe (Fr.) Pat. (Ganodermataceae), Fuscoporia gilva (Schwein.) T. Wagner & M. Fisch (Hymenochaetaceae), Rigidoporus

microporus (Sw.) Overeem (Meripilaceae), Funalia caperata (Berk.) Zmitr. & Malysheva, Lentinus velutinus Fr., Polyporus

dictyopus Mont., P. leprieurii Mont., Trametes modesta (Kunze ex Fr.) Ryvarden (Polyporaceae). Todas as espécies registradas

apresentam uma ampla distribuição geográfica no Brasil e no Semiárido brasileiro, sendo primeiro registro para área de estudo,

contribuindo assim para a ampliação do conhecimento sobre a distribuição geográfica de Polyporales na Amazônia brasileira, mas

novas coletas são necessárias para o melhor conhecimento da diversidade neste bioma.

Apoio: Centro Universitário São Lucas - UNISL

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

ADIÇÕES AO CONHECIMENTO SOBRE MACROFUNGOS DA FLORESTA NACIONAL DO JAMARI EM ITAPUÃ

DO OESTE, RONDÔNIA

Samuel Oliveira Almeida1; Allyne Christina Gomes-Silva

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Centro Universitário São Lucas-uniSL;

2Centro Universitário São Lucas-uniSL;

Palavras-chave: Basidiomycota; Amazônia; Diversidade

Estudos com macrofungos na Amazônia brasileira são escassos, apesar de ser considerado um Bioma com alta diversidade. Esse

grupo de fungos é caracterizado por produzirem basidioma macroscópicos visíveis ao olho nú, desempenhando um importante

papel em quase todas as transformações físicas e químicas que acontecem na natureza. Com o objetivo de ampliar o conhecimento

de macrofungos nessa região, novas coletas no período de janeiro de 2016 a fevereiro de 2017 foram realizadas na Floresta

Nacional do Jamari (222.114,24 hectares) em Itapuã do Oeste, Rondônia. Na área de estudo, foram percorridas trilhas pré-

existentes e todos os substratos propícios ao surgimento de fungos macroscópicos foram observados, os representantes

encontrados foram coletados com auxílio de uma faca e acondicionados em sacos de papel. Posteriormente, os basidiomas foram

colocados em estufa a 45-50ºC pelo tempo necessário para a total secagem, dois a sete dias. Os espécimes foram analisados macro

e microscópicas; a identificação baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura, na base de dados CABI. Os espécimes

foram depositados no Herbário Dr. Ary Tupinambá Penna Pinheiro, localizado no Centro Universitário São Lucas-UniSL. Até o

presente momento foram identificadas 60 espécimes, distribuídas em cinco famílias, 13 gêneros e 21 espécies, sendo estas:

Amauroderma schomburgkii (Mont. & Berk.) Torrend, A. exile (Berk.) Torrend, *A. elegantissimun Ryvarden e Iturr., *A.

laccatostipittum Gomes-Silva, Ryvarden e Gibertoni, *A. pratervisum (Pat.) Torrend (Ganodermataceae), *Hexagonia glabra (P.

Beauv) Ryvarden, Hymenochaete damicornis (Link) Lév., H. luteobadia (Fr.) Höhn. & Litsch, *Phylloporia chysita (Berk.)

Ryvarden (Hymenochaetaceae), *Megasporoporia cavernulosus (Berk.) Masuka e Ryvarden, *Microporellus obovatus (Jungh.)

Ryvarden, *Perenniporia martius (Berk.) Ryvarden, Polyporus leprieurii Mont., Pycnoporus sanguineus (L.) Murrill, *Trametes

modesta (Kunze ex Fr.) Ryvarden, T. supermodesta Ryvarden & Iturriaga, *T. elegans (Spreng.) Fr., *Trichaptum perrottetii

(Lév.) Ryvarden (Polyporaceae), *Rigidoporus lineatus (Pers.) Ryvarden, Rigidoporus microporus (Sw.) Overeem

(Meripilaceae), Treschispora thelepora (Lév.) Ryvarden (Hydnodontaceae). Todas as espécies com* representam novas citações

para o município de Itapuã do Oeste e para área de coleta, ampliando o conhecimento sobre a diversidade de macrofungos na

Amazônia.

Apoio: Programa de Apoio a Pesquisa (PAP) do UniSL

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

EXPLORANDO NOVOS HABITATS: DIVERSIDADE DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES

(Glomeromycota) EM ECOSSISTEMA AQUÁTICO LÓTICO NEOTROPICAL

Stephania Ruth Basilio Silva Gomes1; Juliana Aparecida Souza Leroy

1; Ana Larissa Dantas Barbosa

1; Bruno Tomio Goto

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal- Rio Grande do Norte.;

Palavras-chave: Micorrizas; taxonomia; macrófitas aquáticas

Fungos Micorrízicos Arbusculares (FMA), compreendem organismos capazes de desenvolver simbiose obrigatória com diversas

famílias de plantas terrestres, possibilitando ao hospedeiro vegetal maior expansão da sua zona de absorção nutricional e

permitindo tolerância a estresses bióticos e abióticos. Muitos estudos foram conduzidos em ambientes terrestres, entretanto, pouco

se conhece sobre a diversidade de FMA em ecossistemas aquáticos, embora alguns trabalhos tenham mostrado seu potencial em

abrigar alta riqueza de espécies. Dessa forma, o objetivo do trabalho foi avaliar a diversidade do grupo em um ambiente lótico

neotropical, riacho Boa Cica, localizado no município de Nísia Floresta, Rio Grande do Norte, Brasil (APA Bonfim- Guaraíra).

Em fevereiro/2017 um total de dez amostras de solos rizosféricos foram coletadas em representantes de sete famílias de macrófitas

aquáticas (Araceae, Cyperaceae, Hydrocharitaceae, Mayacaceae, Menyanthaceae, Nymphaeaceae e Pontederiaceae).

Posteriormente à secagem do material, os glomerosporos foram extraídos por peneiramento úmido e centrifugação em água e

sacarose (50%) e montados em lâminas permanentes com PVLG e PVLG + MELZER para identificação. Na análise ecológica

levou-se em consideração abundância e frequência de ocorrência, além de índices de diversidade e dominância: Shannon (H’) e

Simpson (D). No estudo foram encontradas 27 espécies de FMA, distribuídas em 6 famílias: Acaulosporaceae, Diversisporaceae,

Entrophosporaceae, Glomeraceae, Racocetraceae e Scutellosporaceae e 9 gêneros: Acaulospora, Cetraspora, Diversispora,

Entrophospora, Glomus, Kuklospora, Rhizoglomus, Scutellospora e Simiglomus. As espécies de FMA com maior

representatividade, foram Acaulospora longula Spain & N.C. Schenck (21%), A. herrerae Furrazola, B.T.Goto, G.A.Silva,

Sieverd. & Oehl (18,38%) e Glomus spinuliferum Sieverd & Oehl (13,23%), sendo a primeira dominante e presente apenas em

Montrichardia linifera (Arruda) Schott e as duas últimas registradas em grande parte das macrófitas analisadas. Diferenças na

composição de espécies de FMA foram verificadas em Cyperus papyrus L., Egeria densa Planch., Nymphoides indica (L.)

Kuntze, Nymphaea pulchella DC. e M. linifera, sendo necessário estudos mais consistentes para confirmar o padrão. As demais

espécies de FMA apresentaram baixa representatividade (10% - 0,7%), enquanto os índices de diversidade e dominância geral,

foram (H´= 1,099 / D= 0,6667). A alta riqueza de espécies encontrada no inventário corrobora com os resultados obtidos em

outros estudos conduzidos em ecossistemas aquáticos sob a ótica molecular, além de ser similar à diversidade estabelecida em

alguns ecossistemas terrestres. Dessa forma, ambientes poucos explorados como os aquáticos, representam áreas de extrema

importância nos estudos de diversidade de FMA, em virtude da alta expressividade de riqueza de espécies, tal como dos

ecossistemas terrestres.

Apoio: Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico- CNPq (Bolsa- PIBIC CNPq).

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

POPULAÇÕES FÚNGICAS ASSOCIADAS AO TRATO DIGESTÓRIO DE INSETOS AQUÁTICOS

FRAGMENTADORES DO GÊNERO Phylloicus (Trichoptera: Calamoceratidae) EM RIACHOS DA AMAZÔNIA

BRASILEIRA

Taides Tavares dos Santos1; Jessica Barros Aguiar Silva

2; Paula Benevides de Morais

3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus universitário de Araguaína; Araguaína - TO; E-mail: ; ;

2Universidade Federal do Tocantins (UFT), Laboratório de Microbiologia Ambiental e Biotecnologia, campus universitário de

Palmas; Palmas - TO; E-mail: ; 3Universidade Federal do Tocantins (UFT), Laboratório de Microbiologia Ambiental e

Biotecnologia, campus universitário de Palmas; Palmas - TO; E-mail: ;

Palavras-chave: Flona Tapajós; insetos aquáticos; interação fungo-inseto

A microbiota fúngica do trato digestório (TD) de uma variedade de insetos tem sido interesse de estudo em anos recentes. A maior

parte das investigações realizadas até agora tem focado especialmente nas interações entre fungos e insetos terrestres, sendo

escassos os estudos envolvendo a microbiota fúngica de insetos aquáticos. No presente estudo, investigou-se pioneiramente a

ocorrência de populações fúngicas cultivavéis a partir do TD de insetos aquáticos do gênero Phylloicus (Trichoptera:

Calamoceratidae), que é um importante fragmentador de detritos vegetais em riachos. Um total de 104 espécimes do

macroinvertebrado Phylloicus foi coletado em treze riachos de baixa ordem e com vegetação ripária íntegra situados na unidade

de conservação Floresta Nacional do Tapajós (10 riachos) e nas proximidades do município de Santarém (03 riachos), no Estado

do Pará. Após as coletas, cada macroinvertebrado foi submetido à desinfecção superficial com etanol a 70%, remoção e

rompimento do TD para dispersão do conteúdo em água destilada estéril, plaqueamento em meio de cultura (BDA acrescido de

cloranfenicol a 0,1 μg.mL-1

), incubação (25 ± 3ºC) e monitoramento por até 10 dias. Os fungos que cresceram foram purificados e

caracterizados com base em caracteres morfológicos. Entre os resultados, comprovou-se que o TD de Phylloicus é comumente

habitado por fungos filamentosos, uma vez que foi verificada a ocorrência desses micro-organismos a partir de 93,3% (n =

97/104) dos macroinvertebrados analisados. Foi observada uma grande variação (de 7,0 a 2,1.103 UFC.mL

-1) na dimensão da

população de fungos entre os macroinvertebrados analisados, com média geométrica igual a 7,5.101 UFC.mL

-1. A elucidação

taxonômica dos espécimes fúngicos obtidos ainda está em andamento e tem se baseado na associação de métodos clássicos

(caracterização macro e micromorfológica) e moleculares (amplificação e sequenciamento das regiões espaçadores transcritas

internas [ITS] do rDNA). Por meio dos esforços taxonômicos realizados até o momento, verificou-se uma nova ocorrência para a

espécie Paraphaeosphaeria arecacearum, assim como a ocorrência de outras espécies de fungos, tais como Penicillium

sclerotiorum e P. simplicissimum, que possuem importância biotecnológica já reconhecida na literatura científica. A ocorrência

frequente de fungos no TD desses insetos indica que, potencialmente, esses micro-organismos exercem papéis importantes na

interface de interação com seus hospedeiros, que pode estar relacionada com a degradação de substratos lignocelulósicos. Nesse

sentido, as linhagens fúngicas associada ao TD de Phylloicus são uma valiosa coleção para o desenvolvimento de estudos com

enfoques taxonômicos, ecológicos e biotecnológicos de fungos.

Apoio: Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo suporte financeiro.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

ISOLAMENTO DE FUNGOS ENDOFÍTICOS DE FOLHAS DE Schinus terebinthifolius e Tamarindus indica NA

BAHIA

Zozilene Nascimento Santos Teles1; Verônica Ribeiro Viana

2; Vanessa Ferreira de Jesus

3; Leonardo de Oliveira Barbosa

4; Thaís

Emanuelle Feijó de Lima5; Ana Cristina Fermino Soares;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Recôncavo da Bahia - UFRB, Cruz das Almas-Bahia, [email protected];

2Universidade do

Recôncavo da Bahia - UFRB, Cruz das Almas-Bahia, [email protected]; 3Universidade do Recôncavo da Bahia - UFRB, Cruz

das Almas-Bahia, [email protected]; 4Universidade do Recôncavo da Bahia - UFRB, Cruz das Almas-Bahia,

[email protected]; 5Universidade do Recôncavo da Bahia - UFRB, Cruz das Almas-Bahia, [email protected];

6Universidade do Recôncavo da Bahia - UFRB, Cruz das Almas-Bahia, [email protected];

Palavras-chave: aroeira-vermelha; micobiota; tamarindo

Fungos endofíticos habitam o interior dos tecidos sadios das plantas sem causar doenças. Schinus terebinthifolius Reddi (aroeira-

vermelha) e Tamarindus indica L. (tamarindo) são plantas bem distribuídas e exploradas na região semiárida do Brasil, sendo

utilizadas para uso medicinal como anti-inflamatório (aroeira) e problemas no aparelho digestivo (tamarindo). Sabendo da

importância desses vegetais, esse trabalho objetivou o isolamento e a identificação de fungos endofíticos isolados de folhas de S.

terebinthifolius e T. indica em Cruz das Almas, Bahia. Folhas de S. terebinthifolius e T. indica foram coletadas no Campus da

UFRB em Cruz das Almas/BA, levadas ao Laboratório de Microbiologia Agrícola onde foram lavadas com água corrente e

detergente neutro, fragmentadas em 5 mm de comprimento e desinfestadas em álcool 70 % (30 segundos), hipoclorito de sódio

(NaOCl) a 3 % (2 minutos) e em seguida lavadas com água destilada esterilizada. Posteriormente, fragmentos foram transferidos

para placas de Petri, em triplicata, contendo meio Batata-dextrose-ágar (BDA) acrescido de cloranfenicol (50 mg/L-1

) e incubados

em temperatura ambiente (28 ± 2 °C) e observados diariamente quanto ao desenvolvimento das colônias fúngicas ao redor do

fragmento. Após crescimento das colônias, fragmentos de micélio foram transferidos para placas contendo meio BDA para

posterior purificação e identificação com base nas características macro e microestruturais dos fungos. Como resultados foram

obtidos dez isolados, distribuídos em quatro espécies fúngicas. Para T. indica foram identificadas três dessas espécies: Aspergillus

niger, Colletotrichum gloeosporioides complexo e Curvularia sp., enquanto que para S. terebinthifolius, foram apenas duas: C.

gloeosporioides complexo e Phyllosticta sp. Os fungos isolados sãoo de ampla distribuição e frequentemente referidos dentre a

micobiota endofítica de diferentes substratos vegetais.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

FUNGOS ENDOFÍTICOS ISOLADOS DE FOLHAS DE Pereskia aculeata (ORA-PRO-NÓBIS) NA BAHIA

Zozilene Nascimento Santos Teles1; Verônica Ribeiro Viana

1; Vanessa Ferreira de Jesus

1; Josilda Cavalcante Amorim

Damasceno1; Thaís Emanuelle Feijó de Lima

1; Ana Cristina Fermino Soares

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Recôncavo da Bahia - UFRB;

Palavras-chave: cactácea; isolamento; micobiota

Fungos endofíticos são aqueles presentes no interior dos tecidos saudáveis das plantas sem causar sintomas aparentes. Esses

fungos são isolados de diferentes tipos e partes vegetais. Pereskia aculeata Mill. (ora-pro-nóbis) é uma cactácea que apresenta

diferentes benefícios e propriedades, apresentando alto valor nutritivo e utilização em processos inflamatórios. Sabendo da

importância desse vegetal esse trabalho objetivou no isolamento e identificação de fungos endofíticos isolados de folhas de P.

aculeata em Cruz das Almas, Bahia. Folhas de ora-pro-nóbis foram coletadas no Campus da UFRB em Cruz das Almas/BA,

levadas ao Laboratório de Microbiologia Agrícola onde foram lavadas com água corrente e detergente neutro, fragmentadas em 5

mm de comprimento e desinfestadas em álcool 70 % (30 segundos), hipoclorito de sódio (NaOCl) a 3 % (2 minutos) e em seguida

lavadas com água destilada esterilizada. Posteriormente, fragmentos foram transferidos para placas de Petri, em triplicata,

contendo meio Batata-dextrose-ágar (BDA) acrescido de cloranfenicol (50 mg/L-1

) e incubados em temperatura ambiente (28 ± 2

°C) e observados diariamente quanto ao desenvolvimento das colônias fúngicas ao redor do fragmento. Após crescimento das

colônias, fragmentos de micélio foram transferidos para placas contendo meio BDA para posterior identificação dos gêneros

fúngicos com base nas características macro e microestruturais dos fungos. Como resultados, três gêneros fúngicos foram isolados

(42 %), sendo dois identificados até o momento: Mirothecium Tode e Phyllosticta Pers.. Esses gêneros já foram mencionados em

pesquisas de fungos de cactáceas, porém novos estudos serão realizados para se identificar mais representantes da micobiota

endofítica presente nesse vegetal, visto que existem poucas ocorrências de fungos nessa planta.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Comunidade de fungos micorrízicos arbusculares em cultivo de melão submetido à diferentes lâminas de irrigação e

aplicação de bioestimulante

Tamires Dália Ferreira da Silva1; Danielle Karla Alves da Silva

2; Welson Lima Simões

3; Adriana Mayumi Yano-Melo

4;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Programa de Pós-Graduação em Agronomia-Produção Vegetal, Universidade Federal do Vale do São Francisco,

Petrolina, PE; 2Programa de Pós-Graduação em Agronomia-Produção Vegetal, Universidade Federal do Vale do São Francisco,

Petrolina, PE; 3Embrapa Semiárido, Petrolina-Pernambuco ;

4Colegiado de Zootecnia, Universidade Federal do Vale do São

Francisco, Petrolina;

Palavras-chave: Glomeromycota; índices ecológicos; Cucumis melo

O manejo da irrigação e uso de bioestimulantes podem afetar a comunidade microbiana, formada por diversos grupos funcionais

do solo. Dentre os grupos funcionais, destacam-se os simbiontes, em especial os fungos micorrízicos arbusculares (FMA), que

podem trazer diversos benefícios às plantas associadas. O trabalho teve como objetivo verificar o efeito da diferenciação de

lâminas de irrigação (60, 80, 100 e 120% da ETc – evapotranspiração da cultura) e uso de bioestimulante (0; 0,5; 1,0; 2,0 e 4,0 L

ha-1) na cultura do melão sobre a comunidade de FMA. Foram realizadas duas coletas na área – antes da instalação do

experimento e após o primeiro ciclo de produção do melão, foram coletadas 80 amostras compostas de solo em cada coleta. Foram

avaliados o número de glomerosporos e a estrutura da comunidade de fungos micorrízicos arbusculares. Não houve interação

entre a aplicação de diferentes lâminas de irrigação e de bioestimulante sobre a esporulação dos FMA, indicando que estes fatores

atuam de forma independente. As lâminas de irrigação não afetaram a esporulação no solo, mas modificaram a composição da

comunidade de FMA, indicando distinção entre as menores e maiores lâminas e redução na diversidade de espécies. Ao contrário,

a adição de bioestimulante reduziu o número de glomerosporos, mas não provocou mudança na estrutura da comunidade de FMA.

Constatou-se que o número de glomerosporos no solo aumentou com a introdução do cultivo, alterando a comunidade de FMA,

principalmente em termos de abundância e frequência das espécies. Foram identificadas 12 espécies de FMA, distribuídas em

cinco gêneros, com destaque para Acaulospora com maior número de espécies. Conclui-se que a redução da lâmina de irrigação

no cultivo de meloeiro não afeta a esporulação, mas altera a composição e reduz a diversidade de FMA. A adição de

bioestimulante pode mitigar, parcialmente, o efeito da redução de água, pois embora afete negativamente a esporulação, mantém a

diversidade de espécies de FMA.

Apoio: Facepe, Capes, CNPq

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

BACKUSELLA SP. NOV. (MUCORALES, MUCOROMYCOTA) ISOLADA DE SOLOS DE BREJOS DE ALTITUDE

EM PERNAMBUCO, BRASIL

Thalline Rafhaella Leite Cordeiro1; Carlos Alberto Fragoso de Souza

1; Diogo Xavier de Lima

1; Catarina Leticia Ferreira de

Lima1; Rafael José Vilela de Oliveira

1; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Biociências, Departamento de Micologia, Recife,

Pernambuco, Brasil.;

Palavras-chave: Backusellaceae; Mata Atlântica; Mucoromycotina

Backusella, pertencente à ordem Mucorales, é constituído por espécimes cujos esporangióforos apresentam-se transitoriamente

curvados (quando jovens) e eretos quando maduros, surgindo diretamente do substrato ou do micélio aéreo. A reprodução sexuada

ocorre pela produção de zigósporos e a assexuada pela formação de esporangíolos uni ou multiesporados em ramos pedicelares e

pela produção de esporangiosporos em esporângios. Para o Brasil, apenas Backusella lamprospora, B. gigacellularis, B. variabilis

e B. constricta foram reportadas. Durante estudos sobre diversidade de Mucorales em solos de brejos de altitude das Serras do

Bituri e de Taquaritinga do Norte, um espécime de Backusella que difere morfologicamente e geneticamente dos outros dentro do

gênero foi isolado, descrito e estudado em diferentes temperaturas nos meios de cultura ágar extrato de malte e batata dextrose

ágar. Análises filogenéticas das regiões ITS, LSU do rDNA e MCM7, RPB1 e TSR1 confirmaram que Backusella sp. nov. não

corresponde a nenhuma outra espécie descrita. Backusella sp. nov. diferencia-se das demais espécies do gênero, principalmente,

por produzir rizóides, que podem ser ramificados e enovelados. Backusella lamprospora é a única espécie que se assemelha

morfologicamante à Backusella sp. nov., por produzir columelas hemisféricas, esporangíolos multiesporados, uniesporados e pela

presença de esporos globosos e subglobosos de até 20 µm em diâmetro. Entretanto, B. lamprospora não produz células gigantes,

ramificações simpodiais constantes, nem rizóides, características marcantes da nova espécie. Apesar de ambas as espécies

produzirem esporos globosos e subglobosos, Backusella sp. nov. também produz esporos cilíndricos e irregulares. Esse estudo

contribui com a elevação do conhecimento da diversidade de Mucorales no Brasil.

Apoio: CAPES, CNPq, FACEPE.

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140

1. Taxonomia e ecologia de fungos

DIVERSIDADE DE MUCOROMYCOTA EM SOLO DE BREJOS DE ALTITUDE DE PERNAMBUCO, BRASIL

Thalline Rafhaella Leite Cordeiro1; Carlos Alberto Fragoso de Souza

1; Maria Eduarda Farias Sena de Lima

1; Ana Lúcia Sabino de

Melo Alves1; Ingrid Brandão Cavalcanti

1; André Luiz Cabral Monteiro de Azevedo Santiago

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Biociências, Departamento de Micologia, Recife,

Pernambuco, Brasil.;

Palavras-chave: Mucoromycotina; ecologia; zygomycetes

Mucoromycota são fungos comumente isolados de solo, excrementos de herbívoros, frutos e grãos estocados. Reproduzem-se

sexuadamente por zigósporos e assexuadamente pela produção de esporangiósporos, merósporos e esporangíolos. Embora

algumas espécies tenham sido reportadas no semiárido de Pernambuco, poucos são os relatos desses fungos em áreas de brejo de

altitude nesse Estado. Desta forma, os objetivos desse trabalho foram conhecer a diversidade, a frequência de ocorrência e

abundância relativa de Mucoromycota em solos de três brejos de altitude, localizados em Pernambuco, Brasil. Oito coletas de solo

foram realizadas entre Abril/2015 e Junho/2016. Para o isolamento, cinco miligramas de solo foram inoculados em placas de Petri

contendo ágar gérmen de trigo adicionado de cloranfenicol, em triplicata. Foram isolados 35 táxons: Absidia sp.1, Absidia sp.2, A.

caatinguensis D.X. Lima & A.L. Santiago, A. cylindrospora Hagem, A. pseudocylindrospora Hesselt. & J.J Ellis, Actinomucor

elegans (Eidam) C.R. Benj. & Hesselt., Backusella sp.1, Backusella sp.2, B. constricta D.X. Lima, de Souza & A.L. Santiago, B.

lamprospora (Lendn.) Benny & R.K. Benj., Cunninghamella bertholletiae Stadel, C. clavata R.Y. Zheng & G.Q. Chen, C.

echinulata var. antarctica (Caretta & Piont.) R.Y. Zheng & G.Q. Chen, C. echinulata var. echinulata (Thaxt.) Thaxt. ex

Blakeslee, C. echinulata var. verticillata (F.S. Paine) R.Y. Zheng & G.Q. Chen, C. elegans Lendn., Gongronella sp.1,

Gongronella sp.2, Gongronella sp.3, G. butleri (Lendn.) Peyronel & Dal Vesco, Lichtheimia corymbifera (Cohn) Vuill,

Mortierella sp.1, Mortierella sp.2, Mortierella sp.3, M. turficola Y. Ling, Mucor sp.1, Mucor sp.2, Mucor sp.3, M. circinelloides

f. circinelloides Tiegh., M. circinelloides f. griseocyanus (Hagem) Schipper, M. fragilis Bainier, M. hiemalis Wehmer, M.

inaequisporus Dade, M. luteus Linnem, Rhizopus arrhizus var. arrhizus A. Fisch., R. stolonifer (Ehrenb.) Vuill., Syncephalastrum

racemosum Cohn ex J. Schröt e Umbelopsis ramanniana (Möller) W. Gams. O brejo de Taquaritinga do Norte apresentou o maior

número de UFC por grama de solo. Dentre os isolados, G. butleri foi mais frequente, seguida por C. bertholletiae. Essa última foi

a espécie mais abundante, seguida por Absidia sp.1. Absidia sp.1, Backusella sp.1, Gongronella sp.1, Mucor sp.1 e Mucor sp.2

diferenciam-se morfologicamente e geneticamente das demais e serão descritas como novas para a ciência. Absidia sp.2,

Backusella sp.2, Gongronella sp.2, Gongronella sp.3 e Mucor sp.3 são prováveis espécies novas, mas ainda serão estudadas

geneticamente. Mortierella turficola está sendo citada pela primeira vez para o Brasil.

Apoio: CNPq, FACEPE.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Diaporthe inconspicua R.R. Gomes, C. Glienke & Crous COMO ESPÉCIE ENDOFÍTICA MAIS FREQUENTE EM

CATINGUEIRA (Poincianella pyramidalis (Tul.) L.P. Queiroz)

Thays Gabrielle Lins de Oliveira1; Greicilene Maria Rodrigues Albuquerque

1; Cristina Maria de Souza-Motta

1; Jadson Diogo

Pereira Bezerra1; Oliane Maria Correia Magalhães

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Departamento de Micologia Prof. Chaves Batista, Centro de Biociências, Universidade Federal de Pernambuco,

Recife, PE;

Palavras-chave: Floresta tropical seca; Fungo endofítico; Taxonomia

Fungos endofíticos são micro-organismos que vivem dentro do tecido vegetal sem causar doença evidente, porém, dependendo

das condições bióticas e abióticas, podem se tornar patogênicos. Diaporthe Nitschke representa um gênero com abundância de

espécies crípticas, que compreende endófitos, patógenos e sapróbios, isolados de diferentes espécies de plantas em regiões

temperadas e tropicais. A Caatinga, floresta tropical seca, consiste de uma diversidade florística, entre as quais está presente a

Poincianella pyramidalis (Fabaceae). Conhecida popularmente como catingueira, P. pyramidalis é uma espécie endêmica da

região semiárida brasileira, bastante utilizada na medicina popular para tratamentos de anemia, infecções digestivas e hepatite. O

objetivo desse estudo foi determinar a diversidade de fungos endofíticos isolados de folíolos e ramos de P. pyramidalis de área de

Caatinga. O material vegetal foi coletado na Fazenda Tamanduá, localizada no estado da Paraíba. Os folíolos e ramos foram

desinfestados superficialmente utilizando álcool 70%, hipoclorito de sódio (2-2,5% de cloro ativo), álcool 70% e três lavagens

sucessivas em água destilada e esterilizada para posterior isolamento dos fungos endofíticos em meio Batata-Dextrose-Ágar

acrescido de antibiótico para redução do crescimento bacteriano. As placas foram incubadas a 28ºC por até 30 dias. Características

macro e micro morfológicas foram utilizadas para a identificação morfológica dos isolados. Para a realização do estudo de

filogenia molecular, o DNA foi extraído da biomassa fúngica e os genes ITS e LSU rDNA e histona (HIS) foram estudados. Os

produtos da amplificação foram sequenciados e as sequências obtidas comparadas com sequências similares na base de dados

GenBank utilizando a ferramenta BLASTn. Para a definição da espécie prevaleceu como critério a identidade de consulta acima

de 98%. O programa MEGA7 foi utilizado para realizar os alinhamentos das sequências e árvores filogenéticas foram construídas

pelo método de Máxima Verossimilhança. As análises prévias demonstraram que entre os 182 fungos endofíticos isolados, 111

foram identificados morfologicamente como pertencentes ao gênero Diaporthe. Os resultados das análises filogenéticas indicaram

que Diaporthe inconspicua foi o endófito mais frequentemente isolado de ramos de catingueira. D. inconspicua foi descrita em

2013 a partir de culturas isoladas como fungo endofítico de Maytenus ilicifolia e Spondias mombin no Brasil. Entretanto, essa

descrição foi baseada em critérios moleculares mostrando alelos fixos únicos em quatro loci e nenhuma descrição microscópica

foi incluída. As análises moleculares permitiram distinguir numerosas espécies e a conexão definitiva de Diaporthe-Phomopsis.

Este é o primeiro relato de D. inconspicua como endófito na Caatinga.

Apoio: CNPq, CAPES, FACEPE

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

AURICULARIACEAE (BASIDIOMYCOTA) NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

Uéslei Marques de Oliveira1; Luiz Gustavo Ribeiro Pestana

1; Saara Neri Fialho

1; Alisson Martins Albino

1; Patrícia de Jesus de

Souza1; Allyne Christina Gomes-Silva

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Centro Universitário São Lucas-UniSL;

Palavras-chave: Macrofungos; diversidade; Basidiomycota

Auriculariaceae Fr. é uma família de Auriculariales (Agaricomycetes) que possui espécies cosmopolitas que desempenham um

papel particularmente importante pela sua capacidade de degradação de madeira nos diferentes ecossistemas. Para ampliar o

conhecimento da família na região amazônica foram realizadas coletas em Rondônia (sítio de Alto Paraíso, localizado na

Mesorregião do Leste Rondoniense) e Amazonas (Fazenda W&F de Canutama, que está localizada na mesorregião sul do Estado

do Amazonas) no período de maio e junho de 2017. Nas áreas de estudo, foram realizadas coletas em trilhas pré-existentes e todos

os substratos propícios ao surgimento dos espécimes foram observados, os representantes encontrados foram coletados com

auxílio de uma faca e acondicionados em sacos de papel. Posteriormente, os espécimes foram colocados em estufa a 45-50ºC pelo

tempo necessário para a total secagem. Os espécimes foram analisados macro e microscopicamente; a identificação baseou-se em

bibliografia recomendada e a nomenclatura, na base de dados CABI. Os espécimes foram depositados no Herbário Dr. Ary

Tupinambá Penna Pinheiro, localizado no Centro Universitário São Lucas-UniSL. A partir das coletas preliminares realizadas, três

espécies foram identificadas para Amazônia brasileira, sendo: Auricularia mesenterica (Dicks.) Pers., *A. delicata (Fr.) Henn.,

**A. fuscosuccinea (Mont.) Henn e ***A. polytricha (Mont.) Sacc. A espécie com *representa primeiro registro para o estado do

Amazonas, **para o estado de Rondônia e *** para os estados do Amazonas e Rondônia. Todas as espécies representam primeiro

registro para as áreas de estudos, contribuindo para a ampliação do conhecimento sobre a diversidade de macrofungos na

Amazônia brasileira.

Apoio: Centro Universitário São Lucas - UniSL

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

QUANTIFICAÇÃO DE FUNGOS TOTAIS E EXTREMÓFILOS DE SOLO EM ÁREA PRESERVADA DO PARQUE

ESTADUAL MATA DA PIMENTEIRA, SERRA TALHADA-PE

Victória Souza Alves1; Maiara Adriano da Silva

2; Joana D?Arc Alves Leitão

3; Virginia Medeiros de Siqueira

4;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal Rural de Pernambuco;

2Universidade Federal Rural de Pernambuco;

3Universidade Federal

Rural de Pernambuco; 4Universidade Federal Rural de Pernambuco;

Palavras-chave: Conservação; Extremófilos; Fungos

A fração biótica do solo é altamente diversa, fazendo parte deste habitat invertebrados, protozoários, microalgas, bactérias e

fungos. Esta microbiota é importante para o equilíbrio de ecossistemas fundamentais a ciclagem de nutrientes. Este trabalho faz

parte do Projeto de Pesquisa “Dinâmica da população e bioprospecção de microrganismos cultiváveis isolados de solos do

semiárido Pernambucano”, objetivou quantificar diferentes frações da comunidade fúngica em solo de área caracterizada como

preservada, na Unidade de Conservação Parque Estadual Mata da Pimenteira, Serra Talhada-PE. O solo foi coletado numa

profundidade de c.a. 20 cm, em cinco pontos equidistantes, acondicionado em sacos plásticos esterilizados, etiquetados,

conservados em caixas de isotérmicas e encaminhados para as análises. O isolamento e quantificação de fungos cultiváveis foi

realizada seguindo a técnica da diluição seriada, onde 25 g de solo foram homogeneizados em 225 ml de água peptonada (1%) a

partir desta solução foi realizada a técnica da diluição seriada até a diluição 10-8

. Das últimas três diluições, foi inoculado 0,1 ml

em placas de Petri pelo método de espalhamento em superfície, em triplicatas. O meio de cultura utilizado foi o Agar Sabouraud

(SAB) acrescido de cloranfenicol e incubado a 25 oC e a 45

oC para quantificação de fungos mesófilos totais e termófilos,

respectivamente, SAB com 10 % de NaCl e 18% de glicerol para quantificação de fungos halofílicos e osmofílicos,

respectivamente. Após até 7 dias, foi realizada a contagem de Unidades Formadoras de Colônias (UFC) os resultados expressos

em UFC/ml. A maior fração quantificada foi de fungos mesófilos totais, revelando 25,6 x 106

UFC/ml. A quantificação de

osmofílicos foi de 19,6 x 106

UFC/ml, representando quase totalidade quando comparado com a quantificação de mesófilos totais.

Já a fração de fungos halofílicos foi menor, com 33,3 x 104

UFC/ml. Não houve registro durante os sete dias de análise de

crescimento de fungos termofílicos. A ausência de fungos termofílicos pode ser explicada por se tratar de um solo preservado,

revestido por serrapilheira, ocasionando o isolamento térmico do solo, evitando altas temperaturas e perda da umidade. Refletindo

na quantificação de fungos halofílicos em menor quantidade, uma vez que solos preservados não apresentam altas salinidades.

Estes resultados em conjunto com dados futuros, permitirão revelar informações sobre a biodiversidade fúngica nestes solos,

comparando-os com solos em recuperação e degradados. Adicionalmente, poderá ser agregado valor biotecnológico aos isolados

utilizando-os em processos de produção de compostos úteis ao Homem.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

FUNGOS CONIDIAIS DECOMPOSITORES DE FOLHEDO EM ÁREAS DE MATA ATLÂNTICA DA ILHA DE

ITAMARACÁ

Wanderson Luiz Tavares1; Elaine Malosso

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: Biodiversidade; Decomposição ; Hifomicetos.

A Mata Atlânica consiste em um dos maiores reservatórios de biodiversidade, sendo considerada um dos 34 hotspots mundiais.

Essa floresta está fragmentada, mas nos fragmentos ainda é encontrada grande quantidade de fungos decompondo a matéria

orgânica, especialmente a serrapilheira constituida principalmente por restos vegetais. A degradação da serrapilheira é um

processo de grande importância para manutenção do equilíbrio dos ecossistemas por garantir a ciclagem dos nutrientes. No

conjunto de seres vivos desse ecossitema, os que realizam a decomposição são micro-organismos dentre os quais se destacam os

fungos conidiais, que são os primeiros colonizadores do substrato. Os fungos conidiais, também conhecidos como hifomicetos,

tem apenas a reprodução assexuada conhecida, sendo disseminados por propágulos conhecidos como conídios. Além dos

conídios, apresentam também células conidiogênicas e conidióforos que são usados para identificação taxonômica. No Brasil,

estudos sobre fungos conidiais em folhedo ainda são escassos. O objetivo deste estudo foi determinar a riqueza de fungos

conidiais em folhedo de Mata Atlântica da Ilha de Itamaracá - PE. Folhedo em decomposição sobre o solo foi coletado às margens

da Lagoa da Mata na Ilha de Itamaracá em duas ocasiões (setembro e dezembro de 2016) em 3 pontos de coleta. O material foi

levado, em sacos plásticos, ao Laboratório de Hifomicetos de Folhedo, no Departamento de Micologia do Centro de Biociências

da Universidade Federal de Pernambuco, as folhas foram lavadas e incubadas em câmaras úmidas e, por meio de observações

diárias, as estruturas dos fungos foram reconhecidas, montadas em lâminas semipermanentes e as espécies identificadas por

comparação com a literatura especializada. No total foram encontrados 34 táxons, sendo os mais abundantes Circinotrichum

maculiforme Ness e Wiesneriomyces laurinus (Tassi) P.M. Kirk. Apesar de inéditos para a Ilha de Itamaracá, todos os fungos

encontrados neste estudo já haviam sido registrados para o Brasil. Com o presente estudo, o conhecimento da riqueza de

microfungos de Pernambuco e do Bioma Mata Atlântica foi ampliado.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

MICROBIOTA FÚNGICA DA MUCOSA ORAL DE Ameivula ocellifera (Squamata: Teiidae) E Nothobachia ablephara

(Squamata: Gymnophthalmidae) DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

Antonio Carlos Santos Ferreira1; Adnailma dos Santos Limoeiro

1; Diego César Nunes da Silva

1; Jadson Diogo Pereira Bezerra

2;

Leonardo Barros Ribeiro1; Virgínia Michelle Svedese

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco;

2Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: Lacertílios; Fungos; Caatinga

Dentre os microrganismos associados com lagartos, alguns patógenos, tais como os fungos, não foram devidamente estudados em

animais silvestres, existindo uma expressiva falta de informação científica que verifique a incidência e a distribuição dos diversos

agentes etiológicos nas populações de vida livre. Diante disto, o presente estudo teve como objetivo, avaliar a microbiota fúngica

oral de dois lagartos, Ameivula ocellifera (Spix, 1825) e Nothobachia ablephara (Rodrigues, 1984) do semiárido brasileiro. As

capturas dos lagartos ocorreram em uma área da zona rural de Petrolina, Pernambuco. Em campo o esforço de captura se deu

através de busca passiva (armadilhas Pitfall traps) e busca ativa. No Laboratório de Microbiologia/UNIVASF, coletou-se o

material biológico com swab introduzindo na mucosa oral, em seguida mergulhado em 3mL de salina estéril. As amostras foram

semeadas em placas de Petri contendo meio de cultura ágar Sabouraud dextrose com cloranfenicol (100mg/mL) e incubada a

temperatura ambiente (28ºC±1ºC) em ciclo natural de luz-escuro para o crescimento das colônias fúngicas. Para a identificação

morfológica as colônias foram isoladas e purificadas. Para visualização macro e microscópica, os fungos foram cultivados nos

meios de cultura batata-dextrose-ágar (BDA) e/ou ágar-extrato de malte contidos em placas de Petri, e incubadas por até sete dias

em ciclo natural de luz-escuro na temperatura de 28ºC±1ºC. As estruturas reprodutivas foram visualizadas e comparadas com

literatura específica utilizando chaves de identificação. Para análise dos dados foram realizadas, frequência absoluta e frequência

relativa. Obteve-se para Ameivula ocellifera, exemplares identificados de cinco gêneros, incluindo a espécie Aspergillus niger

(6%). Os gêneros mais frequentes foram Penicillium (56%) e Mucor (27%), seguido por Aspergillus sp. (11%), Cladosporium

(5%) e Rhizopus sp. (2%). Para o Nothobachia ablephara o gênero mais prevalente foi Aspergillus (99%). Outro isolado,

identificado como Lasiodiplodia sp. (1%), ocorreu apenas em N. ablephara, sendo o primeiro relato desse fungo isolado de

lagarto. O A. ocellifera é uma espécie de ampla distribuição, ocupando diversas comunidades ecológicas, forrageador ativo e de

dieta onívora. Possivelmente estas características influenciaram na frequência e surgimento dos fungos. Além disso, Mucor

sp. ocorreu apenas nesta espécie e foi o segundo gênero mais frequente (27%). O conhecimento dessa diversidade associada com

lagartos da Caatinga, além do potencial patogênico dos gêneros identificados neste trabalho, demonstra a necessidade e a

importância desse levantamento.

Apoio: UNIVASF

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

DIVERSIDADE DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES (FMA) NA RIZOSFERA DE CANAFÍSTULA

(Senna spectabilis) EM INSELBERG, NA SERRA DA SANTA, PETROLINA-PE

Charle Jean Alves da Silva1; Kallia Pereira dos Santos

1; Rosimeire Morais Cardeal Simão

1; Marcos Paulo Campos

2; Danielle

Karla Alves da Silva2; Maryluce Albuquerque da Silva Campos

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade de Pernambuco (UPE);

2Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF);

Palavras-chave: Glomeromycota; caatinga; Vale do São Francisco

Os fungos micorrízicos arbusculares (FMA) formam associação simbiótica mutualística com a maioria das plantas terrestres. Estes

fungos são importantes para a manutenção dos ecossistemas. Inselberg são ilhas de rochas, apresentando paisagem específica e

estando presente em áreas de caatinga. A Serra da Santa, localizada em Petrolina-PE, é caracterizada como inselberg. Nesse local,

existem várias espécies de plantas como facheiro (Pilosocerus pachycladus (Ritter) Zappi), cabeça de frade (Melocactus bahiensis

Werderm.), malva branca (Waltheria bracteosa A.St.-Hil. & Naudin), canafístula (Senna spectabilis (DC.) Irwin & Barneby),

abrigando também uma riqueza faunística. Dentre as plantas presentes nesta área, a canafístula se destaca devido ao elevado

potencial para paisagismo, arborização urbana e plantio em áreas degradadas, sendo importante conhecer a microbiota benéfica

associada a estas plantas para posterior utilização em programas de recuperação. Poucos estudos foram realizados nesta área,

sobretudo em micologia, com isso o objetivo deste trabalho foi identificar os fungos micorrízicos arbusculares presentes na

rizosfera de canafístula. Foram coletadas amostras de solo, escolhidos aleatoriamente, na rizosfera de canafistula, em inselberg, na

Serra da Santa, sobre as coordenadas geográficas 89º 82’ 74’’ de latitude e 34º 78’ 35’’ de longitude. As amostras de solo foram

encaminhadas para o Laboratório de Culturas Agrícolas e Caatinga do Submédio São Francisco (LACACSF) na UPE Campus

Petrolina, para identificação dos FMA. As amostras foram submetidas a peneiramento úmido seguido por centrifugação em água e

sacarose. Os esporos obtidos, foram colocados entre lâmina e lamínula com PVLG ou PVLG+Melzer e identificados em

microscópio utilizando bibliografia especializada. No geral foram encontrados poucos esporos, no entanto, estes representam

cinco gêneros. Foram encontrados os seguintes FMA: Ambispora appendicula (6); Glomus sp. (11); Acaulospora reducta (11);

Dentiscutata sp (8) e Racocetra coralloidea (1). Foi encontrado maior quantidade de esporos de Acaulospora reducta e de

Glomus sp, seguido por Dentiscutata sp e Ambispora appendicula. Foi encontrado apenas um esporo de Racocetra coralloidea. A

diversidade de FMA na rizosfera de canafistula, em área de inselberg (Serra da Santa, Petrolina/PE), apresenta-se reduzida.

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

Levantamento de espécies de Hifomicetos Aquáticos em riachos situados estado do Paraná

LAISA TICIANE BRITO DOS SANTOS1; ADRIANA OLIVEIRA MEDEIROS

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA;

Palavras-chave: hifomicetos ; riachos; subtropicais

Na taxonomia, os gêneros dos hifomicetos aquáticos (HA) são baseados pela morfologia dos conídios que podem ser multi-

tetrarradiados e sigmoides. A esporulação ocorre em substrato submersos sob efeito de turbidez associados a fatores como pH,

oxigenação e temperatura encontrados em concentrações favoráveis. Os HA colonizam as folhas por meio de mucilagem que

permite a degradação atravez da liberação de exoenzimas, tornando-as mais palatáveis para os invertebrados. Este estudo tem

como objetivo avaliar a riqueza de HA em diferentes riachos situados em bioma subtropical no estado do Paraná (PR). As

amostras foram coletadas em diferentes tempos nos riachos e enviadas ao laboratório. Para montagem de lâminas, foi necessário

agitá-las com detergente extran (5%) e em seguida, filtrado 5 ml de cada amostra em membrana de nitrocelulose e adição do

corante azul de algodão. Para análise das lâminas e identificação das espécies foi utilizado microscópio óptico e chaves de

identificação. No total, foram encontradas 44 espécies, distribuídas nos riachos, Enganador, Jequitibar, Macuco e Poço Preto,

sendo elas: Alatospora acuminata Ingold, Alatospora sp. Ingold, Anguillospora aquatica Ingold, Anguillospora crassa Ingold,

Anguillospora filiformis Greath, Anguillospora furtiva Descals, Anguillospora longissima (Sacc. & P. Syd.) Ingold, Anguillospora

sp. Ingold, Articulospora proliferata A. Roldán & W.J.J. van der Merwe, Brachiosphaera jamaiciensis (J. L. Crane & Dumont)

Nawawi, Brachiosphaera tropicalis Nawawi, Campylospora filicladia Nawawi, Campylospora chaetocladia Ranzoni,

Condylospora gigantea Nawawi & Kuthub, Condylospora sp. Nawawi, Clavariana aquatica Nawawi, Clavariopsis aquatica De

Wild, Culicidospora aquatica R.H. Petersen, Culicidospora gravida R.H. Petersen, Flagellospora curvula Ingold, Heliscella

stellata (Ingold & V.J. Cox) Marvanová, Heliscus lugdunensis Sacc. & Therry, Heliscus submersus H. J. Huds, Lemonniera

aquática De Wild, Lemonniera pseudofloscula Dyko Lemonniera terrestris Tubaki, Lunulospora cymbiliformis K. Miura,

Lunulospora curvula Ingold, Mycocentrospora acerina R. Hartig, Mycofalcella calcarata Marvanová, Nawawia filiformis

(Nawawi) Marvanová, Obeliospora basispira Nawawi & Kuthub, Phalangispora constricta Nawawi & J. Webster, Scutisporus

bruneus, Tetrabrachuim elegans Nawawi & Kuthub, Tetrachaetum elegans Ingold, Triscelophorus acuminatus Nawawi,

Triscelophorus monosporus Ingold, Xenosporium berkeleyi M. A. Curtis e cinco conídios desconhecidos. As espécies comuns a

todos os rios foram A. filiformis, A. longissima, B. tropicalis F. curvula, H. submersus, L. curvula e T. monosporus. A maior

diversidade de espécies foi encontrada nos rios Macuco e Poço Preto (28 e 22 espécies, respectivamente). A espécie de maior

abundância foi a L. curvula. Em riachos de clima subtropicais são encontrados fatores como baixas temperaturas e altas

concentração de nutrientes que são fatores que contribuem na colonização, esperulação e diversidade dos HA.

Apoio: FAPESB,CNPq e CAPES

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1. Taxonomia e ecologia de fungos

EXPANDINDO A MICOBIOTA DO RIO GRANDE DO NORTE: NOVO REGISTRO DE Cyathus stercoreus PARA A

CAATINGA

Rhudson Henrique Santos Ferreira da Cruz1; Renan de Lima Oliveira

1; Iuri Goulart Baseia

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Rio Grande do Norte;

Palavras-chave: Basidiomycota; Fungos gasteroides; Nidulariaceae

O gênero Cyathus é o mais representativo da familia Nidulariaceae, sendo caracterizado pela morfologia cônica dos basidiomas,

preenchido internamente por estruturas discoides onde são produzidos os esporos, denominadas de peridíolos. Esta morfologia

singular confere a denominação popular “fungos ninho-de-pássaro”. Para a Região Nordeste do Brasil foram descritas nos últimos

anos sete novas espécies, além de novos registros para o gênero. Entre os domínios vegetacionais desta Região, a Caatinga é o

único que apresenta características únicas de fauna e flora, cobrindo cerca de 54% da área total da Região. Por anos este domínio

foi considerado pobre em diversidade fúngica, porém algumas das novas espécies do gênero, descobertas no Nordeste, tem sua

localidade tipo na Caatinga. Mesmo com esse aumento do conhecimento, algumas espécies ainda permaneciam restritas ao sul do

Brasil, como Cyathus stercoreus. Assim, este trabalho tem como objetivo expandir a área de distribuição de C. stercoreus para o

Nordeste brasileiro, em duas áreas de Caatinga do Estado do Rio Grande do Norte. As expedições de campo foram realizadas

entre os meses de fevereiro a julho nos anos de 2010 a 2017, na Estação Ecológica do Seridó (ESEC Seridó), Serra Negra do

Norte, e na Serra do Torreão em João Câmara. Foi utilizada a metodologia tradicional para o grupo e os basidiomas foram

analisados no Laboratório de Biologia de Fungos da UFRN. Extrações de DNA do material da ESEC Seridó foram realizadas

utilizando os marcadores moleculares ITS e LSU do rDNA e árvores filogenéticas foram geradas através de análises de Máxima

Parcimônia e Bayesiana com dados concatenados. As análises morfológicas do material do RN, em comparativo com o espécime

tipo, foram condizentes à descrição do material original exceto pelo tamanho dos esporos, entretanto os espécimes do nordeste

demonstraram elevado suporte nas análises filogenéticas (100 BS/100% pp) com amostras de outros ambientes do planeta, como a

Ásia, o que, associado ao método de dispersão deste fungo (necessidade de passar pelo trato gastro-intestinal de um herbívoro) e

seu substrato de crescimento (esterco), pode sugerir que espécimes de diferentes lugares do mundo, mesmo com variações no

tamanho do esporo, não sofreram especiação recente e que, provavelmente, a expansão da bovinocultura influenciou a distribuição

de C. stercoreus.

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149

2. Micologia aplicada

Monitoramento tecnológico de produtos e processos para atender necessidades humanas contendo enzimas

queratinolíticas obtidas de fungos

Ana Karoline de Lima Pereira1; Marilia Ribeiro Sales Cadena

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE;

Palavras-chave: queratinases; prospecção tecnológica; patentes

Enzimas queratinolíticas catalisam a hidrólise da queratina que têm sido relacionadas a setores industriais promissores, como a

indústria cosmética. O monitoramento desta tecnologia contribui para o entendimento do estado da arte e pode ocorrer em bancos

de patentes. Esse monitoramento indica projeções da tendência do mercado e a possibilidade de planejamento estratégico em caso

de desenvolvimento de novos produtos e processos.

O objetivo do presente trabalho foi realizar monitoramento tecnológico de produtos e processos para necessidades humanas em

bases de patentes, de acordo com a classificação da International Patent Classification (IPC), contendo enzimas queratinolíticas

de fungos entre os anos de 1995 e 2015.

A metodologia consistiu de buscas por palavras-chave como queratinase, produção de queratinase, prospecção da queratinase,

mercado de queratinase e seus respectivos em língua inglesa, nas bases de patentes do Instituto Nacional de Propriedade

Intelectual (INPI), do European Patent Office (Espacenet - EPO) e do World Intellectual Property Organization (WIPO).

Como resultado da pesquisa, observou-se oito patentes, todas do Espacenet. As patentes identificadas foram de produtos (5) e de

processos (3). Os países de depósito das mesmas foram Índia, China e Coréia, com duas patentes cada, e Japão e Nova Zelândia

com uma patente cada. Os oito documentos de patentes foram depositados por 18 depositantes, 50 inventores. Os fungos

utilizados como fonte enzimática foram Aspergillus parasiticus, Aspergillus oryzae, Candida glabrata, Aspergillus spp. e espécie

de Saccharomycetes não especificada. Os processos descritos foram para: método de clareamento de pérolas, um método de

preparação de queratina e um de preparação de queratinase. Os produtos se aplicam para: tratamento de psoríase com duas

nanoformulações diferentes, uma contendo, nanopartículas de prata e queratinase e outra apenas queratinase, produtos com fins

estéticos antienvelhecimento, e de descamação da pele, e um dispositivo para remoção de cerume humano contendo queratinase.

Pode-se concluir que há tendência em produzir produtos ao invés de processos, especialmente produtos para pele, demonstrando o

espírito competitivo e inovador dos inventores. E no que diz respeito aos detentores das tecnologias, verificou-se um predomínio

de países desenvolvidos e de pessoas físicas, o que manifesta o interesse dos países de investir em inovação, e de

empreendimentos que gerem lucro apenas para as mesmas.

Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

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2. Micologia aplicada

MEIOS DE CULTURA ALTERNATIVOS PARA PRODUÇÃO DE BIOMASSA DE Pleurotus eryngii.

Cleudiane Pereira de Andrade1; Kelly Soares Menezes

2; Thayane Felícia da Silva

3; Larissa de Paiva Silva

4; Larissa de Souza

Kirsch5;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Estado do Amazonas;

2Universidade do Estado do Amazonas;

3Universidade do Estado do

Amazonas; 4Universidade Federal do Amazonas;

5Universidade do Estado do Amazonas;

Palavras-chave: fermentação submersa; Pleurotus eryngii; vegetais amazônicos

Dentre as espécies de cogumelos que são comercializadas para consumo humano, destaca-se o Pleurotus eryngii que pode crescer

em vários substratos, tais como cereais, grãos, bagaço de cana-de-açúcar, entre outros. Em Manaus encontram-se facilmente

diversos vegetais que podem ser relevantes fontes de nutrientes para crescimento fúngico. Entender as condições de cultivo e os

requerimentos nutricionais utilizando espécies vegetais como alternativa contribuirá significativamente para o desenvolvimento de

processos que proporcionem maior rendimento em biomassa e produtos a partir deste basidiomiceto. Sendo assim, esta pesquisa

visou avaliar a potencialidade de P. eryngii quanto à produção de biomassa por fermentação submersa usando meios de cultura

alternativos, considerando também a influência do tempo de cultivo na produção. O cogumelo escolhido foi cultivado em meio

ágar-batata-dextrose (BDA) e mantido a 25ºC, na ausência de luz. Os meios de cultura foram formulados a partir de vegetais

amazônicos, a saber: macaxeira (Manihot esculenta Crantz), batata-doce (casca roxa e casca branca) [Ipomea batatas (L.). Lam] e

cará-roxo (Dioscorea trifida L.f.). Para a preparação dos meios foi utilizada infusão de 200g de cada vegetal e 20g/L de glicose,

pH 6,0. A partir do cultivo do cogumelo em BDA foram retirados três fragmentos de micélio (Ø=1cm) e inoculados em frascos

Erlenmeyers, contendo 50mL de meio, a fermentação submersa foi conduzida durante 15 dias a 25°C sob agitação constante

(150rpm). Após cinco, dez e quinze dias de cultivo foram retirados frascos em triplicada, onde a biomassa micelial foi separada

por filtração a vácuo e desidratada a 60ºC até peso constante. Os resultados mostraram que P. eryngii cresceu em todos os meios

avaliados, destacando-se o meio à base de batata-doce de casca roxa com índices mais altos de biomassa de 4,19g/L-6,68g/L-

8,64g/L, tendo decorridos 5-10-15 dias de cultivo, respectivamente. Outro aspecto observado, no 15º dia de cultivo o fungo

apresentou o maior quantitativo de biomassa em todos os meios, com exceção do formulado com batata-doce de casca branca,

onde a máxima produção de biomassa foi no 10º dia (4,35g/L) e ao 15º dia houve declínio na biomassa em 11,5%. Com base nos

resultados verificou-se que P. eryngii atinge sua máxima produção de biomassa em pouco tempo de cultivo, evidenciando alta

capacidade metabólica e os vegetais amazônicos são fontes naturais promissoras para a produção de biomassa do cogumelo

avaliado.

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2. Micologia aplicada

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE PROTEOLÍTICA DE FUNGOS ENDOFÍTICOS ISOLADOS DE Polyscias fruticosa (L.)

HARMS.

Cleudiane Pereira de Andrade1; Itamara Lima da Silva

2; Larissa de Paiva Silva

3; Larissa de Souza Kirsch

4;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Estado do Amazonas;

2Universidade do Estado do Amazonas;

3Universidade Federal do

Amazonas; 4Universidade do Estado do Amazonas;

Palavras-chave: Índice enzimático; Isolamento; Proteases

Os fungos endofíticos são microrganismos que em algum tempo do seu ciclo de vida são intracelulares de tecidos vegetais, sem

causar sintomas aparentes de doenças. Estes fungos produzem alguns produtos naturais, que uma vez isolados e caracterizados,

possuem ampla aplicação industrial e biotecnológica. Tais organismos já foram identificados como produtores de antibióticos,

substâncias anticancerígenas, além de produtores de enzimas, tais como as proteases, com amplo potencial para utilização na

indústria. Nesse sentido, tal pesquisa visou isolar fungos endofíticos de P. fruticosa, bem como avaliar o potencial proteolítico

destas espécies. A amostra vegetal foi coletada lavada em água corrente para eliminação do excesso de resíduos e microrganismos

epifíticos, adicionados em etanol (70%) durante 60s; em seguida imergidos em NaClO (1,5%) pelo mesmo tempo; imergidos duas

vezes em água destilada esterilizada e secados em papel filtro. Foram cortados aleatoriamente 10 fragmentos de folha e caule

(5mm), aparentemente sadios e inoculados em meio ágar-batata-dextrose (BDA), com adição de 100µg/mL de tetraciclina e

mantidos na ausência de luz a 25°C por sete dias. As colônias que se apresentavam distintas umas das outras, com base nas

características macroscópicas, foram purificadas em meio BDA e utilizadas para a avaliação da atividade proteolítica. Para esta

atividade foram utilizados, em triplicata, os fragmentos de micélio de 6mm das colônias purificadas e inoculados em meio ágar-

leite e foram considerados produtores de proteases os fungos que demonstraram halo de hidrólise após 24 horas de incubação, e a

partir disto foi calculado o índice enzimático (IE); sendo utilizada a equação IE= D/d; onde: D é o diâmetro total (halo mais

colônia) e d é o diâmetro da colônia. Foram isoladas, ao total, 13 colônias e 6 foram purificadas, sendo três provenientes de caule

e três de folha. Todos os isolados foram positivos para atividade proteolítica e considerando o IE, os maiores valores foram

determinados nas colônias purificadas de amostras de caule (IE = 2,46) quando comparados aos de folha (IE = 2,04). A partir dos

resultados obtidos sugere-se que os fungos endofíticos isolados de P. fruticosa podem ser fontes produtoras de proteases, contudo

novos experimentos devem ser realizados visando quantificar e caracterizar tais enzimas para uso futuro.

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2. Micologia aplicada

EFICÁCIA DE PRODUTOS ALTERNATIVOS NO CONTROLE IN VITRO DO Thielaviopsis ethacethica

Caroline Maria Teodoro Loura Macedo1; Daniela Dambrós Amaral

1; Barbara Marchesini Malta

1; Elizabeth Rodrigues Alexandre

1;

Edilaine Alves de Melo1; Sônia Maria Alves de Oliveira

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal Rural de Pernambuco;

Palavras-chave: abacaxizeiro; crescimento micelial; podridão negra

A incidência de doenças na cultura do abacaxi é um dos principais problemas fitossanitários que depreciam a qualidade dos frutos

e diminuem consideravelmente a produção. A podridão negra constitui-se numa das mais importantes doenças pós-colheita que

afetam essa cultura. A espécie Thielaviopsis ethacethica, agente causal dessa doença, é responsável por danos severos aos frutos

de abacaxizeiro devido ao apodrecimento durante o transporte e comercialização, podendo atingir perdas de até 70%. Visando

reduzir danos econômicos, perdas significativas e aumentar o tempo de conservação dos abacaxis na pós-colheita, estudos de

métodos alternativos de controle aos fungicidas, devem ser feitos para o manejo adequado. Dessa forma, o objetivo do trabalho foi

comparar diferentes tratamentos, in vitro, com o uso do fosfito de potássio, cloreto de cálcio, carbonato de cálcio, e o fungicida

Cabrio Top®, sobre a inibição do crescimento micelial de T. ethacethica. Os testes in vitro foram conduzidos no laboratório de

patologia pós-colheita da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Foi utilizado um isolado altamente agressivo do fungo T.

ethacethica (3T), proveniente do Estado do Maranhão. Os tratamentos mencionados foram incorporados ao meio de cultura

batata-dextrose-ágar (BDA) para avaliação da inibição do crescimento micelial. Para cada tratamento foram testados

concentrações de 1%, 0,75%, 0,5%, e 0,25%. Com o meio de cultura solidificado, discos de BDA, contendo o micélio de T.

ethacethica, previamente cultivados por três dias em BDA, foi colocado no centro de cada placa, compondo os respectivos

tratamentos. Como controle, os discos foram colocados em placas, somente com o meio de cultivo. O delineamento experimental

foi inteiramente casualizado, sendo 4 repetições, com 4 unidades amostrais. Os tratamentos com Cabrio Top® e fosfitos de cálcio

diminuíram significativamente o crescimento micelial em todas as concentrações, enquanto, cloreto de cálcio e carbonato de

cálcio não reduziram o crescimento micelial de T. ethacethica. Os fosfitos têm apresentado resultados promissores no controle de

fitopatógenos em diversas culturas, com destaque para o resultado em fruteiras, mostrando-se um controle alternativo importante

que deve ser aprofundado em pesquisas posteriores.

Apoio: Agradecimentos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e CAPES

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2. Micologia aplicada

CONTROLE DE FUNGOS EM CULTURA DE TECIDOS COM ESTERILIZAÇÃO QUÍMICA E TÉRMICA

Cinthia Carolinne de Souza Ferreira1; Joselita Cardoso de Souza

2; Cristiane Domingos da Paz

3; Pedro Alves Ferreira Filho

4;

Brenda Lima Ribeiro5; Kalline Mendes Ferreira

6;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1PPGHI/UNEB, Juazeiro- BA;

2UNEB/DTCS, Campus III-Juazeiro-BA;

3UNEB/DTCS, Campus III-Juazeiro-BA;

4UNIVASF, Petrolina-PE;

5UNEB/DTCS, Campus III-Juazeiro-BA;

6PPGHI/UNEB, Juazeiro- BA;

Palavras-chave: Assepsia; Métodos alternativos; Contaminantes

O estudo de contaminações microbianas contribui para preencher algumas lacunas encontradas na área de biotecnologia vegetal

referente ao cultivo in vitro, podendo ser evitada por meio da esterilização térmica ou por métodos alternativos. O objetivo do

trabalho foi identificar a contaminação causada por fungos no meio nutritivo e comprovar a eficiência da esterilização térmica e

química com NaClO em diferentes etapas da prática, no controle destes patógenos. O experimento foi conduzido em delineamento

inteiramente casualizado com seis tratamentos e quatro repetições, T1-Controle térmico (água, vidrarias e meio autoclavados), T2-

Controle químico (água, meio e vidrarias esterilizados com NaClO), T3- Controle térmico (somente água e vidrarias

autoclavados), T4- Controle químico (somente água e vidrarias esterilizados com NaClO), T5- Controle térmico (somente meio

autoclavado), T6- Controle químico (somente meio esterilizado com NaClO). A água, vidrarias e meio foram esterilizados

conforme o tratamento, no controle térmico a água e as vidrarias foram autoclavadas por 40 minutos a 120 °C, enquanto o meio

foi esterilizado nas mesmas condições de temperatura por 20 minutos. No tratamento químico utilizou-se água clorada com

0,003% de NaClO correspondente a 1,5 mL de água sanitária (2%) em 1 L de água deionizada, para esterilização das vidrarias, no

preparo do meio de cultura acrescentou-se água clorada com 0,0003% de NaClO equivalente a 150 µL de água sanitária (2%) em

1 L de água deionizada. O tratamento térmico em que somente as vidrarias e a água foram esterilizadas (T3) apresentou 100% de

contaminação, 48 horas após a distribuição do meio. Este resultado demonstra a necessidade de autoclavagem do meio de cultura,

porque apenas a esterilização térmica da água e vidrarias não é suficiente no controle de contaminantes, no entanto, a esterilização

química da água e vidrarias foi eficiente na eliminação desses patógenos sem a necessidade de adição do NaClO ao meio de

cultura, reduzindo a quantidade de NaClO minimizando o efeito tóxico nos explantes inoculados. A esterilização do meio de

culturas e a não esterilização da água e vidrarias proporcionou a eliminação dos micro-organismos tanto na esterilização química

quanto na térmica. Diante dos resultados apresentados conclui-se que somente a esterilização do meio foi eficiente no controle de

contaminantes tanto na esterilização química quanto na térmica, demostrando a vantagem de redução de custos, tempo na

execução da técnica e potencial significativo no controle de fungos no cultivo in vitro.

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2. Micologia aplicada

DETECÇÃO DA EXPRESSÃO DA ENZIMA MANGANÊS PEROXIDASE EM Trametes villosa (SW.) KREISEL

Cleidineia Souza de Santana1; Dalila Souza Santos Ferreira

1; Raquel Guimarães Benevides

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Estadual De Feira de Santana;

Palavras-chave: Fungo; lignina; resíduos agroindustriais

A elevada produção de açúcar e etanol tem gerado um grande acúmulo de resíduos agroindustriais, neste sentido, os avanços

tecnológicos têm permitido repensar uma forma de tratamento para esses materiais, uma vez que estes apresentam uma grande

complexidade estrutural em sua matéria prima. Uma alternativa para esse tratamento refere-se à utilização de enzimas

ligninolíticas, presentes principalmente em fungos. Dessas enzimas, as que estão em um maior nível de estudo são as Lignina

peroxidases (LiPs), Manganês peroxidases (MnPs) e Lacases (Lacs). Nesse contexto, esse trabalho propôs detectar a expressão da

enzima MnP (Manganês peroxidase) do fungo Trametes villosa, para sua posterior aplicação na forma recombinante no processo

de deslignificação. Para a realização do trabalho, o fungo T. villosa foi adquirido na Coleção de Cultura de Microrganismos da

Bahia - CCMB, sendo reativado em Agar batata e dextrose (BDA), e em seguida transferido para o meio de cultura ABSA (Agar,

bagaço de cana e sulfato de amônio), para indução da produção de MnP. Após o crescimento por 07 dias à 28ºC, procedeu-se a

extração de RNA total - protocolo do Reagente Trizol (Invitrogen®). Em seguida, foi feita a síntese do cDNA, com posterior

amplificação do produto por meio da reação de polimerização em cadeia (PCR) do tipo convencional. O produto do PCR foi

verificado por eletroforese em gel (1% de agarose). Os primers utilizados na reação foram desenhados com base nas regiões mais

bem conservadas entre as sequências gênicas fúngicas de MnP, disponíveis no Genbank. O fungo, quando cultivado em meio

ABSA, apresentou uma baixa massa micelial mas foi possível evidenciar a expressão da enzima de interesse, sendo determinado

por meio da extração de RNA total. O RNA extraído foi analisado por espectrofotometria e visualizado em eletroforese de gel de

agarose (1% agarose). O anelamento dos primers na região de interesse permitiriam a formação de um produto de 500 pb em

média, conforme esperado, comprovando a indução de MnP nas condições utilizadas. No momento, a clonagem da sequência

completa da enzima em vetor de expressão está em andamento para propiciar sua produção para posterior aplicação em processos

industriais de deslignificação.

Apoio: CNPq, Fapesb, UEFS

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2. Micologia aplicada

Clonagem da quitina sintase do fungo Moniliophthora perniciosa em vetor de expressão

Edjane Bastos Ferreira1; Catiane do Sacramento Souza

1; Raquel Guimarães Benevides

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 11Universidade Estadual de Feira de Santana;

Palavras-chave: Clonagem; quitina sintase; Moniliophthora perniciosa

A quitina é o segundo biopolímero mais abundante da natureza, sendo a principal estrutura da parede celular dos fungos. O fungo

Moniliophthora perniciosa é um basidiomiceto fitopatógeno da cacauicultura, que após sua descoberta, alternativas de controle e

resistência foram testadas para o controle da praga, no entanto não deram resultados significativos. Após o sequenciamento do

genoma, uma nova alternativa de controle para esse fungo é o uso de inibidores de enzimas da rota de síntese da quitina nesse

organismo. Neste trabalho propomos a clonagem da quitina sintase em vetor de expressão como instrumento para investigar

possíveis inibidores contra esse fitopatógeno. Após a análise da sequência da quitina sintase (porções enzimática e

transmembrânica) foram confeccionados os primers para amplificação somente da porção enzimática, a partir do plasmídeo

sintético pF3A_Mop_CHS, disponibilizado pelo laboratório. A amplificação foi analisada por espectrofotometria e eletroforese

(1% agarose). A amostra foi purificada e em sequência digerida por 3 horas a 37°C com enzimas de restrição específicas. O

mesmo procedimento foi feito com o vetor de expressão pF3a. Após a digestão, as amostras foram purificadas e quantificadas. A

ligação do vetor pF3a com o inserto digeridos foi realizada 24 horas a 16°C. Após a confirmação da ligação por eletroforese

(agarose 0,8%), a amostra foi transformada por eletroporação usando cepas de E.coli Top 10, e plaqueadas em Luria-Bertani-Agar

(L.B.) e Ampicilina a 100 µg/mL para seleção das colônias transformadas. Após 24 horas a 37°C, colônias crescidas foram re-

inoculadas em 5 mL de L.B com Ampicilina a 100 µg/mL por mais 24 horas a 37°C sobre agitação. Em seguida foi feita a

extração plasmidial segundo recomendação do fabricante usando o kit de extração E.Z.N.A.® Plasmid Mini Kit II (Omega Bio-

tek®). Houve amplificação da região de interesse, assim como boa concentração após a purificação da inserto (127,25 ng/ µL).

Após a digestão, o vetor pF3a foi purificado a uma concentração de 31,9 ng/ µL e o inserto de 58,95 ng/ µL. A confirmação da

ligação foi evidenciada por eletroforese em gel agarose a 0,8 % e a transformação foi confirmada após o crescimento de colônia

na placa de petri na presença do antibiótico. A clonagem em vetor de expressão permitirá testes de inibidores contra a quitina

sintase do M. perniciosa, apontando uma alternativa para o controle desse fitopatógeno.

Apoio: FAPESB, CNPq E UEFS

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2. Micologia aplicada

ESTUDO PRELIMINAR SOBRE O PERFIL DE PRODUÇÃO DE CELULASE (FPASE) DURANTE UM PROCESSO

DE COMPOSTAGEM

Jaqueline Siqueira Nunes1; Renato França De Araújo Delgado

1; Caio de Azevedo Lima

1; Simone Aparecida da Silva Lins

2;

Adriana de Fátima Meira Vital1; Glauciane Danusa Coelho

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Campina Grande;

2Universidade Federal rural de Pernambuco;

Palavras-chave: Enzima de interesse industrial; fungos filamentosos; prospecção enzimática

Na compostagem os microrganismos atuam liberando enzimas extracelulares que decompõem o material lignocelulósico. Dentre

as enzimas produzidas durante esse processo destacam-se as celulases, que apresentam grande importância industrial. Podendo ser

aplicadas nas indústrias de alimentos, detergentes, farmacêutica, têxtil, bem como na produção de biocombustíveis. O presente

trabalho teve como objetivo o isolamento de fungos com capacidade de produzir enzimas celulase (FPase) durante um processo de

compostagem. Cerca de 1g do composto foi coletado e ressuspenso em 10 mL de água destilada esterilizada. A suspensão foi

diluída em série até a concentração de 10-4

, e 1 mL desta foi usado para inocular as placas de Petri contendo meio BDA,

adicionado de ampicilina na concentração de 200 mg.L-1

. As placas inoculadas foram incubadas a 28°C até o crescimento das

colônias. As colônias foram isoladas em meio BDA e a produção de FPase foi verificada por meio do método de difusão em gel

de ágar, em placas de Petri tendo papel de filtro como substrato. Os índices enzimáticos (IE) foram calculados pela relação entre o

halo de degradação do substrato e o halo de crescimento fúngico. O composto foi coletado a partir do 10° dia após a montagem da

composteira, o que se repetiu a cada 15 dias, totalizando sete (7) coletas. No momento da coleta foi feita a aferição da

temperatura. No decorrer da compostagem a temperatura variou entre 36°C e 46°C, tendo sido obtidos 36 isolados fúngicos, dos

quais 35 apresentaram atividade FPase. Os fungos isolados na fase mesofílica (coletas 1 e 2) apresentaram IEs médio de 20. Os

isolados fúngicos obtidos na fase termofílica (coleta 3) apresentaram IE médio de 12. Os maiores valores de IE foram verificados

para fungos isolados na fase de resfriamento da compostagem, coletas 4 e 5, com IEs de 76,6 e 90, respectivamente. Os resultados

indicam que o tanque de compostagem representa um local potencial para o isolamento de micro-organismos com capacidade de

produzir enzimas de interesse industrial, com o consequente desenvolvimento de tecnologias enzimáticas.

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2. Micologia aplicada

EFECTO INHIBITORIO DE EXTRACTOS DE SIDA ACUTA, SALVIA OFFICINALIS, ALOE VERA SOBRE

CANDIDA ALBICANS, MALASSEZIA FURFUR, DERMATOFITOS y STAPHYLCOCCUS AUREUS

Gladys Paz Moreno; Diana Katherine Salazar Sanchez1; Jennifer Hurtado Leiton

1; Gloria Patricia González Caicedo

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidad santiago de Cali;

Palavras-chave: Plantas; Extractos; Antimicrobiano

En América Latina, Asia y África crece el interés por desarrollar programas tendientes a estudiar las riquezas naturales autóctonas,

para encontrar solución a problemas de la salud o del desarrollo industrial; la medicina tradicional es el método más antiguo para

curar enfermedades e infecciones, diversas plantas han sido utilizadas con este fin. El objetivo fue determinar la actividad

antimicrobiana de extractos de Sida acuta Burman f., Salvia officinalis, y Aloe vera contra Candida spp, Malassezia spp

especies de Dermatofitos y Staphylococcus aureus. Estudio descriptivo, experimental, cuantitativo. Se recolectaron las partes

aéreas de las plantas, lavaron, desinfectaron, maceraron en agua o en etanol 78 h, se trituraron y prepararon los extractos. Para

determinar el efecto inhibitorio los medios de cultivo agar Sabouraud fueron inoculados con 0,1ml de suspensión preparada

en 5ml de solución salina y una asada de micelio o de crecimiento levaduriforme hasta alcanzar una turbidez equivalente al

estándar 0,5 escala de Mac Farland (1,5x109 UFC/ml). Los ensayos se efectuaron con muestras clínicas. Se dispersó el inoculo

con aza en T estéril, se colocaron discos de papel de filtro Whatman de 5 mm, impregnados con extractos acuoso 100% de

Salvia officinalis y Aloe vera y etanolico 5mg /ml de Sida acuta. Los cultivos se incubaron a 25ºC x 5 días, Candida albicans a

37°C y Staphylococcus aureus en agar Mueller Hinton a 37 °C x 24 h Se hizo control positivo con Fluconazol y negativo con

aceite mineral. Para Malassezia furfur la zona de inhibición promedio con extracto de Salvia officinalis fue de 13mm, con Aloe

vera de 7mm, Candida albicans con extracto acuoso de Salvia officinalis presento halos de 10 mm, con Aloe vera de 7mm,

Trichophyton rubrum con extracto acuoso de Salvia officinalis presento halos de 6 mm y con Aloe vera de 12mm,

Microsporum canis con extracto acuoso de Salvia officinalis presento halos de 7 mm, con Aloe vera de 10mm. Rhodotorula

spp con extracto acuoso de Salvia officinalis presento halos de 11 mm, con Aloe vera de 5 mm. Con extracto etanolico de Sida

acuta, Candida albicans y Staphylococcus aureus presentaron halos de inhibición entre 12 y 14 mm, no hubo inhibición de

Malassezia furfur. Los extractos de las plantas estudiadas tienen efecto significativo sobre la mayoría de los microorganismos

ensayados. Siendo por tanto promisorias para obtener nuevos compuestos antimicrobianos.

Palabras Clave. DeCS: Plantas, Extractos, Antifúngicos, Antimicrobianos, Inhibición.

Apoio: El proyecto esta financiado por la Dirección General de Investigaciones de la Universidad Santiago de Cali

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2. Micologia aplicada

POTENCIAL ANTIBACTERIANO DE PENICILLIUM SP. ISOLADO DE HEMIDACTYLUS MABOUIA

(SQUAMATA: GEKKONIDAE)

Glícia Silva de Moraes1; Antonio Carlos Santos Ferreira

1; Adnailma dos Santos Limoeiro

1; Carlos Henrique Araújo Dias

1;

Virgínia Michelle Svedese1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco;

Palavras-chave: Bactérias patogênicas; Caatinga; lagartixa-de-parede

Hemidactylus mabouia, conhecido como lagartixa-de-parede, é uma espécie exótica de lagarto geconídeo bastante associado a

habitações humanas, podendo ser reservatório de microrganismos patogênicos ao homem. Os objetivos do trabalho foram isolar e

identificar fungos da mucosa oral de H. mabouia e verificar o potencial antibacteriano do gênero fúngico mais frequente. Foram

capturados 05 lagartos em um sítio de fruticultura localizado no Projeto de Irrigação Senador Nilo Coelho e posteriormente foram

encaminhados ao laboratório de Microbiologia/Univasf para coleta de secreção oral. As amostras foram coletas com o auxílio de

swab e homogeneizadas em solução salina para semeio em placa de Petri contendo meio de cultura ágar Sabouraud com

cloranfenicol (100mg/mL), em duplicata. As placas foram incubadas a temperatura ambiente (28ºC±1ºC), em ciclo natural de luz-

escuro, por até 30 dias, para acompanhamento do crescimento das colônias fúngicas. A identificação morfológica foi feita

segundo a literatura específica. Para avaliação do potencial antibacteriano, o fungo selecionado foi suspenso em Tween 80 e

cultivado em forma de “tapete” em placas de Petri contendo BDA por sete dias. Após este período, discos de seis mm de diâmetro

do cultivo fúngico foram dispostos em meio ágar Nutriente semeados com cepas ATCC das bactérias: Staphylococcus aureus,

Salmonella entérica, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Enterococcus faecalis e Staphylococcus epidermidis. O controle

foi feito utilizando os discos antibióticos de tetraciclina (30µg) e cloranfenicol (30µg). Todos os ensaios foram realizados em

duplicata. Foram isolados da mucosa oral os gêneros fúngicos Penicillium sp (63%), Cladosporium sp. (33%) e Rhizopus sp.

(4%). Os resultados revelaram que Penicillium sp. não demonstrou atividade antibacteriana contra as bactérias testadas e novos

testes podem ser realizados com outras cepas bacterianas.

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159

2. Micologia aplicada

Leveduras como fonte alternativa de energia

Helinando Pequeno de Oliveira1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco;

Palavras-chave: Leveduras; fonte alternativa de energia; célula combustível

A escassez de fontes fósseis e recursos hídricos para geração de energia elétrica tem forçado a humanidade a estabelecer novas

possibilidades para geração de energia elétrica. Uma alternativa às grandes centrais de geração de energia tem sido a expansão de

pequenas centrais de geração por via fotovoltaica ou mesmo biológica. Neste último caso, as células combustíveis biológicas

representam um grande avanço por permitir com que matéria orgânica possa ser convertida em energia e água limpa. O processo

de geração de energia consiste na produção de células de duas câmaras nas quais se tem o anodo com material biológico (que

podem ser leveduras ou bactérias), o meio nutritivo e um transportador de elétrons. Este último, junto aos eletrodos, é um

elemento crucial para o bom desempenho da célula combustível: a sua capacidade de transportar elétrons do processo respiratório

e produzir uma corrente elétrica possibilita com que prótons sejam transportados através de membranas semipermeáveis,

produzindo água no catodo. Neste trabalho, será apresentado o projeto completo de uma célula combustível à base de

Saccharomyces cerevisiae assim como os resultados mais recentes que envolvem desde a otimização do material biológico usado

à tecnologia de novos separadores e membranas trocadoras de prótons.

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160

2. Micologia aplicada

OTIMIZAÇÃO DE BIOMASSA DE Talaromyces sp. ISOLADO COMO ENDÓFITO DA CAATINGA PARA

PRODUÇÃO DA ENZIMA ANTICANCERÍGENA L-ASPARAGINASE

Gianne Rizzuto Araújo Magalhães1; Jadson Diogo Pereira Bezerra

2; Karla Torres Lins de Sousa Freire

2; Laura Mesquita Paiva

2;

Cristina Maria de Souza-Motta2; Keila Aparecida Moreira

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, Pernambuco;

2Universidade Federal de Pernambuco, Recife,

Pernambuco;

Palavras-chave: Fungos; influência de fatores; planejamento

A enzima L-asparaginase é utilizada no tratamento do câncer, atuando num processo que hidrolisa o aminoácido L-asparagina em

ácido aspártico e amônia, resultando na morte das células cancerígenas por impedi-las de um elemento essencial para a produção

de proteínas. A L-asparaginase comercializada atualmente é produzida por micro-organismos procariontes, entretanto, pesquisas

utilizando fungos filamentosos estão apresentando resultados promissores. A produção dessa enzima por fungos pode sofrer

influência de fatores como pH, temperatura, quantidade de inóculo, substrato, agitação, entre outros. Espécies do gênero

Talaromyces já foram descritas como produtoras da enzima L-asparaginase. O presente estudo teve como objetivo avaliar as

melhores condições de produção de biomassa seca do isolado do gênero Talaromyces, para posteriormente utilizar na produção da

enzima L-asparaginase. A otimização da biomassa foi composta por um planejamento fatorial 23, com as variáveis nas seguintes

condições: pH (6, 7 e 8), quantidade de L-prolina (1, 1,5 e 2%) e concentração de inóculo (1 x 106, 5,05 x 10

7, 1 x 10

8 esporos mL

-

1). A biomassa fúngica foi produzida em meio Czapex Dox’s modificado (CDM), 1mL de suspensão de esporos foi inoculada em

frascos de Erlenmeyer contendo 100 mL de meio CDM, os quais foram incubados a 30°C, 120 rpm por 96 horas. Após esse

período o micélio foi filtrado e secado em estufa a 60ºC por 24hrs. Em seguida, a biomassa seca foi pesada. A melhor condição de

produção de biomassa seca foi encontrada no ensaio com pH 6, concentração de L-prolina de 2% e quantidade de inóculo de 1 x

108 esporos mL

-1, onde foi possível obter uma biomassa seca de 0,74g. Os resultados desse planejamento são fundamentais para

encontrar a melhor condição para produção de biomassa pelo isolado Taralomyces e consequentemente uma maior produção

enzimática. Pesquisas afirmam que a produção da enzima L-asparaginase por fungos é realizada intracelularmente, por isso a

importância de se obter grande quantidade de biomassa. Estudos para a caracterização e purificação da enzima devem ser

realizados posteriormente. Assim, a L-asparaginase produzida por fungos filamentosos, em especial, do gênero Talatomyces

poderá posteriormente ser comercializada e auxiliar, combinado a outros medicamentos, no tratamento do câncer, como a

Leucemia Linfoide Aguda (LLA).

Apoio: UFRPE, UFPE, Micoteca URM, CNPq, CAPES, FACEPE

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2. Micologia aplicada

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE DA L-ASPARAGINASE POR ESPÉCIES DE Penicillium ISOLADOS DE Tillandsia

catimbauensis DE ÁREA DE CAATINGA

Leticia Francisca da Silva1; Jadson Diogo Pereira Bezerra

1; Karla Torres Lins de Sousa Freire

1; Gianne Rizzuto Araújo

Magalhães1; Laura Mesquita Paiva

1; Cristina Maria de Souza-Motta

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco;

Palavras-chave: Anticâncer; biotecnologia; fungo endofítico

L-asparaginase é uma enzima utilizada no tratamento do câncer que hidrolisa o aminoácido L-asparagina em ácido aspártico e

amônia. O mecanismo de ação desta enzima resulta na morte das células tumorais por privá-las de um elemento essencial para

síntese de proteínas. As asparaginases utilizadas clinicamente são derivadas das bactérias Escherichia coli e Erwinia

chrysanthemi. Devido à importância da utilização de L-asparaginase no tratamento de diversos cânceres é fundamental a busca

por novas fontes de produção desta enzima para aumentar sua disponibilidade como fármaco. Estudos realizados verificaram o

potencial de fungos endofíticos produzirem esta enzima. Endófitos são micro-organismos que habitam o interior das plantas, em

ao menos uma fase do ciclo de vida, sem lhes causar prejuízos aparentes. Este estudo teve como objetivo avaliar a atividade da

enzima L-asparaginase produzida por espécies de Penicillium isolados da bromélia Tillandsia catimbauensis, presente no Parque

Nacional do Catimbau. Foram utilizados 10 isolados do gênero Penicillium para seleção quanto à produção da enzima L-

asparaginase. Para produção da enzima foi utilizado o meio Czapex Dox’s modificado (CDM). Na etapa de pré-fermentação 1 mL

de suspensão de esporos foi inoculada em frascos de Erlenmeyer contendo 50 mL do meio CDM, os quais foram incubados a

30°C, 120 rpm por 96 horas. Em seguida, para fermentação, o micélio coletado na pré-fermentação foi inoculado em frascos de

Erlenmeyer contendo 50 mL do meio CDM, estes, foram submetidos às mesmas condições mencionadas anteriormente.

Posteriormente, as culturas foram filtradas e a biomassa obtida foi utilizada para determinar a atividade enzimática. Para a

obtenção da atividade enzimática as amostras foram lidas em espectrofotômetro a 500 nm. Dentre os dez isolados de Penicillium

testados, oito apresentaram atividade enzimática, destacando-se Penicillium brasilianum com atividade de 1,28 Ug-1

. Outros

estudos também destacaram cepas do gênero Penicillium como boas produtoras da enzima L-asparaginase. Estirpes de Penicillium

isolados de Tillandsia catimbauensis de área de Caatinga apresentaram potencial de produzir a enzima L-asparaginase,

destacando-se P. brasilianum. Os resultados apresentados são de grande importância para fins farmacológicos, visto a necessidade

de encontrar novas fontes de produção dessa enzima. Além disso, alguns estudos sugerem que micro-organismos eucarióticos

podem produzir L-asparaginase com menores efeitos adversos. Penicillium brasilianum isolado como endófito da bromélia T.

catimbauensis em área de Caatinga, é indicado para futuros estudos de otimização da produção e purificação da enzima L-

asparaginase.

Apoio: CNPq, Micoteca URM, UFPE, CAPES, FACEPE

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2. Micologia aplicada

CARACTERIZAÇÃO ENZIMÁTICA E MICOTOXIGÊNICA DE FUNGOS ESTOCADOS NA COLEÇÃO DE

CULTURAS DA MICOTECA URM

Joenny Maria da Silveira de Lima1; Marcela Vanessa Dias da Costa

1; Ana Cristina Regis de Barros Correia

1; Débora de Souza

Pereira Silva1; Cristina Maria de Souza-Motta

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: Amilase; Penicillium; Aspergillus

Os fungos se encontram entre os organismos mais abundantes e amplamente distribuídos na Terra e por isso adaptam-se à ampla

variedade de ambientes aquáticos e terrestres, além de produzirem uma enorme diversidade de metabólitos. Os gêneros

Penicillium e Aspergillus são bastante importantes economicamente, pois seus diversos metabólitos possuem excelentes

aplicações biotecnológicas. Dentre a variedade de enzimas produzidas por estes gêneros, destaca-se as amilases que hidrolisam

moléculas de amido liberando diversos produtos incluindo dextrinas e progressivamente pequenos polímeros compostos por

unidades de glicose. Por essas qualidades, são muito utilizadas na indústria de alimentos, indústria de papel e celulose, indústria

têxtil, indústria de detergentes, entre outras. O potencial micotoxigênico dos fungos deve ser também investigado para que os

mesmos possam ser utilizados com segurança principalmente na indústria de alimentos e farmacêutica. O objetivo deste trabalho

foi detectar a produção de amilase e o potencial micotoxigênico de fungos filamentosos estocados na Micoteca URM da

Universidade Federal de Pernambuco. Para a detecção enzimática foi realizado um screening em meio sólido Ágar Czapek

modificado (NaNO3 3g, MgSO4 0,5g, FeSO4 + 7H2O 0,01g, K2HPO4 1g, 10g de amido e 16g de ágar para 1L de água destilada)

com os isolados Aspergillus niger 6329 URM, Penicillium oxalium 6448 URM e Penicillium chrysogenum 6832 URM durante 5

dias a 30ºC. Já para a análise micotoxicológica, os isolados foram inoculados em placa de Petri contendo meio Ágar coco e

incubados por 5 dias a 35°C. De acordo com a produção de amilase, apenas P. oxalium 6448 URM e P. crysogenum 6832 URM

apresentaram halos ao redor das colônias de 3,6 cm e 2 cm, respectivamente. Quanto ao potencial micotoxigênico, apenas A.

niger 6329 URM indicou produção e por isso, pode ser indicada no combate contra outros fungos ou até outros organismos

indesejáveis. Além disso, em vista da capacidade apresentada, as espécies P. oxalium 6448 URM e P. chrysogenum 6832 URM

estão sendo indicadas para estudos de otimização da produção de amilase, pois as mesmas apresentam viabilidade para sua

utilização em processos biotecnológicos.

Apoio: Apoio: UFPE, CNPq, CAPES e FACEPE.

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2. Micologia aplicada

PRODUÇÃO DE TANASE POR ESPÉCIES DE Penicillium EM FERMENTAÇÃO EM ESTADO SÓLIDO

Julyanna Fonseca Cordoville1; Joenny Maria da Silveira de Lima

1; Cristina Maria de Souza-Motta

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: Pitomba; Enzima; Vegetais

Espécies de Penicillium são de extrema importância no ecossistema, pois participam de forma ativa nos ciclos biogeoquímicos,

atuando na decomposição de matéria orgânica. Devido à sua elevada competência metabólica, não são muito exigentes

nutricionalmente, tolerante uma imensa variedade de condições físico-químicas. Tanase é uma enzima extracelular, induzível

produzida por fungos filamentosos, leveduras e bactérias através da fermentação sólida ou submersa. Os taninos são compostos

fenólicos provenientes do metabolismo secundário de vegetais podendo ser encontrado em todas as partes da planta, desde

vacúolos celulares, folhas, casca, frutos, semente à seiva. A fermentação sólida para a produção desta enzima oferece um grande

número de vantagens sobre o método de fermentação submersa convencional. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a

capacidade de produção de tanase por 10 isolados de Penicillium em fermentação em estado sólido utilizando a casca da pitomba

(Talisia esculenta) como substrato. Para a produção enzimática, as cascas da pitomba foram lavadas, secadas e trituradas,

posteriormente colocadas 5,0 g em frascos de Erlenmeyers de 125 mL e 5 mL de solução de sais na composição (g/L): KH2PO4,

1.0 g; NH4NO3, 5g, NaCl 1g, MgSO4.7H2O 1g e ácido tânico 40g. O pH foi ajustado para 5,5, sendo os frascos contendo as cascas

esterilizados a 121°C por 20 min. Os frascos foram inoculados com 1 mL da solução de esporos na concentração 5x108

esporos/mL e incubados a 30°C em estufa BOD durante 120h. A atividade enzimática (U/mL) foi determinada

espectrofotometricamente a 530 nm, onde uma unidade de atividade de tanase foi definida como a quantidade de enzima requerida

para hidrolisar 1µm de ácido tânico por minuto. Todas os isolados testados foram produtores de tanase, com atividade variando

entre 0,17 U/ml e 0,21 U/ml, produzidas por Penicillium janthinellum e Penicillium comunne, respectivamente. Diante dos

resultados, a espécie Penicillium comunne mostrou-se promissora para produção de tanase e por isso está sendo indicada para

futuros estudos de melhoramento da produção enzimática.

Apoio: Apoio: UFPE, CNPq, CAPES e FACEPE.

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2. Micologia aplicada

Potencial bioativo de extratos PBS em três espécies de Geastrum Pers. (Basidiomycota) encontrados na Mata Atlântica

Julimar Freire de Freitas Neto1; Geovanna Maria de Medeiros Moura

1; Antônio Moreira Marques Neto

2; Iuri Goulart Baseia

3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Centro de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Norte;

2Departamento de Bioquímica, Universidade

Federal do Rio Grande do Norte; 3Departamento de Botânica e Zoologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte;

Palavras-chave: Inibidores de Protease; Anticoagulante; Geastraceae

Existe um interesse crescente nos fungos como fonte de compostos biologicamente ativos de valor medicinal, tais como, agentes

anticancerígenos, antivirais, antibacterianos, anticoagulantes, imunopotenciadores e hepatoprotetores. Em estudos recentes, vem

sendo encontrado nos fungos um repertório de moléculas ativas com enorme potencial para a medicina nas próximas décadas. Os

extratos obtidos a partir dos corpos de frutificação são, muitas vezes, ricos em metabólitos bioativos de polissacarídeos e

inibidores de protease. Novas espécies de fungos basidiomicetos estão sendo descobertas no Nordeste do Brasil e estão sendo

estudadas como fontes promissoras dessas moléculas. O presente trabalho tem como objetivo avaliar as atividades

hemaglutinantes, inibitórias, anticoagulantes e antibacterianas presentes em extratos de basidiomas do gênero Geastrum. Três

extratos em PBS da espécie Geastrum rusticum nos estágios imaturos (GRI) e maturos (GRM) e a espécie Geastrum

entomophilum (GEM) foram submetidos a ensaios de hemaglutinação e inibição da protease; Quantificação de proteínas e

carboidratos; Ensaio de coagulação da via intrínseca (aPTT) e extrínseca (TP); Atividade antibacteriana contra Escherichia coli e

Staphylococcus aureus. O perfil protéico dos extratos também foi avaliado por SDS-PAGE. GRI e GRM apresentaram resultados

positivos para atividades hemaglutinantes e inibidoras da protease (tripsina e quimotrispsina), bem como concentrações

significativas de proteína, enquanto GRI aumentou o tempo de coagulação da via extrínseca (PT). Somente o GEM obteve

quantificação detectável de carboidratos. Nenhum extrato mostrou atividade antibacteriana e interferência na coagulação da via

intrínseca (APTT). Os dados atuais corroboram a necessidade de mais estudos aprofundados, focados no isolamento de moléculas

bioativas potencialmente novas.

Apoio: CNPQ

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2. Micologia aplicada

BIOSÍNTESE EXTRACELULAR DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA MEDIADA POR Aspergillus

Ageu Pereira Filizola do Nascimento1; Larissa de Paiva Silva

1; Dib Mady Diniz Gomes

1; Taciana de Amorim Silva

1; Maria

Francisca Simas Teixeira1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Amazonas - UFAM;

Palavras-chave: Biosíntese; Nanopartículas de Prata; Otimização

As nanopartículas de Prata (AgNPs) revelam propriedades físico-químicas extraordinárias e atividades biológicas. Estas

propriedades conferem efeitos antibacterianos, antifúngicos, antivirais e anti-inflamatórios. A biossíntese de AgNPs têm sido uma

alternativa vantajosa visto que a capacidade biogênica para catalisar reações é melhor em relação a síntese química e física. Neste

trabalho foi investigada a influência de fatores como pH, temperatura, tempo de incubação e concentração de substrato na

biossíntese de nanopartículas de prata intermediada por Aspergillus flavo-furcatis DPUA 1451. Foi realizado experimento fatorial,

totalizando 11 ensaios. Para preparo da biomassa, a partir do cultivo em meio sólido, foi feita uma lavagem dos esporos com água

destilada esterilizada. Dessa água de lavagem, foi preparada uma suspensão de esporos na concentração final de 10^6 esporos/mL

e esta foi transferida para 500 mL do meio de cultura MGYP [extrato de Malte 0,3% (p/v); glicose 1% (p/v); extrato de levedura

0,3% (p/v) e peptona 0,5% (p/v)]. A fermentação foi conduzida por 96h, a 25 ºC, 180 rpm. A biomassa foi então separada por

filtração a vácuo, foi lavada com água deionizada e acondicionada em Erlenmeyer de 1000 mL contendo 200 mL de água, e

deixado nas condições de fermentação. No extrato micelial aquoso recuperado foi adicionado solução de AgNO3 (1 mM) em 50

mL de extrato micelial de A. flavo-furcatis, incubada por 96h, sem luz a 180 rpm, respeitando às condições delimitadas nos

ensaios. Foram retiradas alíquotas de 4 mL para a leitura UV-Vis. Nos ensaios 2, 4, 6 e 8 ocorreu a mudança de coloração e a

formação da banda correspondente a Ressonância Plasmônica de Superfície (RPS) na faixa de 455 nm a 480 nm, confirmando a

formação de nanopartículas de prata. Dos fatores analisados, o pH possui influência significativa, seguido pela combinação de

pH*concentração e pH*temperatura na biossíntese de AgNPs, sendo o pH ótimo situado em 9,0 a temperatura 30 ºC e a

concentração 1,2 mM. Estes são os primeiros dados registrados de biossíntese de nanopartículas de prata intermediado por A.

flavo-furcatis.

Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq

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2. Micologia aplicada

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE PROTEOLÍTICA DE ESPÉCIES DE Penicillium

Ana Kezia Pimentel de Brito1; Laynah Pimenta

1; Larissa de Paiva Silva

2; Maria Francisca Simas Teixeira

2; Larissa Kirsch

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Estado do Amazonas;

2Universidade Federal do Amazonas;

Palavras-chave: Penicillium; ; Enzimas;; Proteases

O gênero Penicillium é um grupo de fungos filamentosos que compreende cerca de 200 espécies, reconhecidos como produtores

de metabolitos secundários, tornando-se fonte de enzimas biocatalisadoras, nas quais se destacam as proteases possuindo grande

relevância industrial. A elevada demanda referente ao uso de proteases no setor industrial tem estimulado pesquisas que testem a

viabilidade de fungos como novas fontes destas enzimas frente a outros microrganismos. O objetivo deste trabalho foi determinar

a atividade proteolítica do extrato de Penicillium citrinum DPUA987, P. simplissicimum DPUA567, P. puberulum DPUA945, P.

lividum DPUA789 e P. verruculosum DPUA604, as espécies foram cedidas pela Coleção de Culturas DPUA da Universidade

Federal do Amazonas. A autenticação foi realizada com base nas características macro e micro morfológicas. Para confirmação

das características, as espécies foram cultivadas em ágar CYA (Czapek-Dox + extrato de levedura) em placas de Petri (10mm x

90mm), mantendo-se os cultivos a 25oC, durante sete dias. Foi determinada a atividade proteolítica qualitativa em meio sólido por

método de difusão em ágar. De cada cultura obtida foi retirado discos miceliais de 4mm de diâmetro e inoculado na superfície de

ágar leite 5% (p/v). As placas foram mantidas a 37 ºC por 18 horas. A atividade proteolítica foi determinada em milímetros. Para a

determinação da atividade proteolítica quantitativa, dos cultivos obtidos foram retirados 05 discos miceliais (8mm) para serem

inoculados em 50 mL de MGYP [(glicose 2% (p/v) + peptona 1% (p/v) + extrato de levedura 0,5% (p/v), pH 6,0]. A fermentação

em meio líquido foi conduzida a 25 ºC, 150 rpm. Após cinco dias o extrato foi filtrado a vácuo em papel de filtro (Whatman

No.1). Para a determinação da atividade enzimática utilizou-se 150 µL do extrato e 250 µL de azocaseina 1% em tampão Tris-

HCl, pH 7,2, realizando-se leitura a 440nm. Uma unidade de atividade proteolítica foi definida como a quantidade de enzimas

capaz de produzir aumento na absorbância de 0,1 em 1 hora. Nos testes de autenticação, as análises morfológicas confirmaram a

identificação das espécies. A atividade proteolítica foi determinada para todos os extratos, sendo o maior valor 171,83±16,49

U/mL, nos extratos obtidos de P. puberulum DPUA945 e o menor valor 9,433±1,722 U/mL, de P. verruculosum DPUA604. A

partir destes resultados observou-se que o gênero é fonte de enzimas proteolíticas, sendo a espécie mais promissora P. puberulum.

Apoio: CNPQ

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2. Micologia aplicada

PRODUÇÃO DE BIOMASSA MICELIAL E EXOPOLISSACARÍDEOS DE COGUMELOS COMESTÍVEIS

Laynah Pimenta1; Ana Kezia Pimentel de Brito

1; Larissa de Paiva Silva

2; Maria Francisca Simas Teixeira

2; Larissa de Souza

Kirsch1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Estado do Amazonas;

2Universidade Federal do Amazonas;

Palavras-chave: Basidiomicetos; Fermentação Submersa; Pleurotus

O Reino Fungi é muito diversificado, podendo ser encontradas formas bastante heterogêneas, como os representantes do filo

Basidiomycota que são fontes inesgotáveis de substâncias bioativas, biomassa micelial e metabólitos secundários, bem como os

exopolissacarídeos (EPS), que possuem ação farmacológicas comprovadas. Algumas espécies do gênero Pleurotus estão entre as

mais comercializadas no mundo por seu valor nutricional e medicinal. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de

produção de biomassa micelial e exopolissacarídeos de três espécies de cogumelos comestíveis. Estas foram cedidas pelo acervo

da Coleção de Culturas DPUA da Universidade Federal do Amazonas: Pleurotus albidus DPUA1692, Pleurotus eryngui

DPUA1461 e Pleurotus ostreatus DPUA1533. A reativação das culturas preservadas em óleo mineral foi realizada transferindo-se

um fragmento do micélio para a superfície de meio ágar Batata Dextrose com extrato de levedura (0,5%). Da cultura estoque

foram retirados três fragmentos de micélio e adicionados em meio de cultura líquido GYP (extrato de levedura, peptona e glicose)

e a fermentação submersa foi conduzida durante 15 dias a 25°C sob agitação constante de 150 rpm. Ao término do processo

fermentativo, a biomassa foi separada por filtração a vácuo em papel de filtro, lavada com água destilada esterilizada e desidratada

a 60ºC, até peso constante. Os EPS foram recuperados utilizando-se etanol 96% resfriado e em seguida, a amostra foi

centrifugada, o sobrenadante descartado e assim os EPS foram desidratados a 60 ºC, até peso constante. Os experimentos foram

realizados em triplicata. Verificou-se que houve crescimento, produção de biomassa e EPS em todas as três espécies, apresentando

os valores, respectivamente: P. albidus 20,74 ±1,80g/L e 0,60±0,10g/L, P.eryngui 30,64±1,76g/L e 0,60±0,09g/L, P.ostreatus e

41,74±1,13g/L e 6,66±0,40g/L. Tratando-se da produção desses EPS por fungos do gênero Pleurotus pode ser descrita em

diferentes condições de cultivo líquido POL , adequando-se melhor, conforme a literatura ao meio GYP. Além disso,possuindo

como o 15º dia o melhor dia para produção de biomassa e EPS, uma vez que após isso ocorre a fase estacionária e de morte

celular dos fungos do gênero Pleurotus em cultivo submerso.Dessa forma, o melhor produtor de biomassa e exopolissacarídeos

foi a espécie P.ostreatus demonstrando melhor crescimento em cultivo submerso e produção de EPS, tendo valor na indústria

alimentícia que investe em alternativas de cultivo e aplicação de EPS na industrial farmacêutica.

Apoio: FAPEAM - Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas

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2. Micologia aplicada

O USO DE Metharizium anisopliae (METSCHNIKOFF) SOROKIN, NO CONTROLE BIOLÓGICO DE CUPINS

URBANOS DA ESPÉCIE Nasutitermes corniger (MOTSCHULSKY)

Leonardo Firmino da Silva1; Érica Caldas Silva de Oliveira

1; Valéria Veras Ribeiro

1; Daniella Gomes Soares

1; Daiana Costa

Pereira1; Mayara Tavares

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Estadual da Paraíba;

Palavras-chave: Fungo entomopatogênico; Cupins; Biocupinicida

O controle biológico constitui em uma relevante ferramenta para a manutenção do balanço populacional de pragas. Tomando

como base o uso de organismos no controle de pragas, esta pesquisa objetivou usar Metharizium anisopliae no controle de cupins

urbanos da espécie Nasutitermes corniger. Os cupins foram coletados em áreas urbanas do município de Campina Grande – PB,

durante o mês de maio de 2017. No experimento inóculos liofilizados de M. anisopliae, apresentados na concentração de 5x1010

por grama, foram suspendidos em água destilada utilizando agitador magnético até obtenção de soluções com esporos. Partindo da

concentração de 5x1010

por grama de inóculo, foram realizados quatro tratamentos sendo: Tratamento 2 (concentração – 5x109

conídios/ml) tendo sua diluição mínima por mililitros indicada pelo fabricante; Tratamento 3 (concentração – 10x109

conídios/ml); Tratamento 4 (concentração – 15x109 conídios/ml) e Tratamento 5 (concentração – 20x10

9 conídios/ml) de inóculos,

com quatro repetições e leituras realizadas entre 24 e 96 horas. As soluções foram pulverizadas sobre soldados da espécie N.

corniger acondicionados em placas de Petri, cada placa com 10 indivíduos adultos. Os dados resultantes da sobrevivência foram

transformados pela raiz quadrada de (X+5) e analisados estatisticamente pela análise de variância e médias pelo teste de Tukey.

Com os resultados obtidos, verificou-se que não houve significância estatística para as variáveis tratamentos e horas, sendo apenas

significativo pelo teste de Tukey a 1% a interação entre as mesmas. O T2 (5,43) apresentou menor média na sobrevivência de

cupins após 24 horas de inoculação, diferido estatisticamente de T1 (7,61) e não diferindo de T3 (5,96), T4 (6,47) e T5 (7,18).

Considerando o desenvolvimento micelial, em 72 horas o T2 e T3 apresentaram micélio reprodutivo, nos demais tratamentos o

micélio apresentou fase vegetativa. Pode-se inferir da importância do uso deste fungo para controle de cupins, na perspectiva de

produção de um biocupinicida.

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2. Micologia aplicada

O USO DE Beauveria bassiana (BALS.-CRIV.) VULL. NO CONTROLE BIOLÓGICO DE CUPINS URBANOS DA

ESPÉCIE Nasutitermes corniger (MOTSCHULSKY)

Leonardo Firmino da Silva1; Érica Caldas Silva de Oliveira

1; Valéria Veras Ribeiro

1; Daniella Gomes Soares

1; Daiana Costa

Pereira1; Mayara Tavares

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Estadual da Paraíba;

Palavras-chave: Áreas urbanas; Biocupinicida; Insetos

A partir da conscientização acerca dos riscos dos pesticidas químicos e com a necessidade de reduzir o uso destes, tem-se

procurado obter produtos eficientes no controle de pragas, principalmente por meio de microrganismos. Nesta pesquisa objetivou-

se utilizar o fungo Beauveria bassiana no controle de cupins urbanos da espécie Nasutitermes corniger, coletados em áreas

urbanas do município de Campina Grande – PB durante o mês de maio de 2017. No experimento inóculos de B. bassiana foram

suspendidos em água destilada até obtenção de solução homogênea, posteriormente a solução contendo os inóculos foi

pulverizada sobre soldados da espécie N. corniger acondicionados em placas de Petri, cada placa com 10 indivíduos adultos. Os

blocos experimentais foram distribuídos em quatro concentrações: Tratamento 1 (Água Destilada – controle, concentração 0

conídios) Tratamento 2 (concentração – 5x109

conídios/ml); Tratamento 3 (concentração – 10x109 conídios/ml); Tratamento 4

(concentração – 15x109 conídios/ml) e Tratamento 5 (concentração – 20x10

9 conídios/ml) de inóculos, com quatro repetições e

leituras realizadas em 24, 48 e 72 horas. Os dados de sobrevivência resultantes dos tratamentos e suas repetições foram

transformados pela raiz quadrada de (X+5) e analisados estatisticamente pela análise de variância e as médias comparadas pelo

teste de Tukey. Com os resultados da análise de variância, verificou-se que não houve significância estatística para a variável

horas e interação entre tratamentos e horas, houve resultado significativo a 1% pelo teste de Tukey apenas para tratamentos,

constatando menor média de sobrevivência no T5 (5,71), diferindo do T1 (7,36) e T2 (6,99) e não diferindo de T3 (6,85) e T4

(6,23). Em relação ao crescimento micelial, em 72 horas os T2 e T3 demonstravam colonização de micélio vegetativo e os T4 e

T5 micélio reprodutivo. Com os resultados obtidos, pode-se considerar que o fungo Beauveria bassiana possa ser utilizado como

estratégia preconizada no controle biológico de cupins.

Palavras chave: Áreas urbanas; Biocupinicida; Insetos.

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2. Micologia aplicada

ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE FUNGOS ENDOFÍTICOS ISOLADOS DE Euphorbia tirucalli L.

ENCONTRADAS NO SEMIÁRIDO DO NORDESTE BRASILEIRO

Luana Kelly Carvalho da Silva1; Lívio Carvalho de Figueirêdo

1; Daniela Rayane da Silva Morais

1; Francisca de Chagas da Silva

Paula Neta1; Pablo Igor Lima Vieira

1; Isabel Cabral de Medeiros

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA);

Palavras-chave: Avelós; Atividade Bactericida; Planta medicinal

Fungos endofíticos são fungos capazes de colonizar o tecido vivo de vegetais e viver em relações de mutualismo e simbiose com a

espécie que coloniza. Estes fungos são amplamente estudados e investigados por apresentar a capacidade de produzir diversos

metabólitos de interesse biotecnológico, uma vez que, esses podem conferir ao vegetal resistência a doença e a fatores abióticos,

como estresse hídrico. Fungos endofíticos foram encontrados e isolados na maioria das espécies vegetais estudadas até o presente

momento, independente de clima ou região. Euphorbia tirucalli L. é uma espécie nativa do continente Africano, que pode chegar

a medir 7 metros de altura, pertence a família Euphorbiaceae. Apresenta arbustos quase desnudos de folhas e possui em

abundância um látex tóxico que possui propriedades medicinais comprovadas e está efetivamente adaptada ao clima semiárido,

sendo facilmente encontrada em toda a região Nordeste. O presente estudo teve como objetivo investigar a presença de fungos

endofíticos em Euphorbia tirucalli, realizar o isolamento dos exemplares encontrados e conduzir testes de atividade

antimicrobiana frente a cepas bacterianas pertencentes a gêneros capazes de causar alguma enfermidade a animais e humanos. O

isolamento dos endofíticos foi realizado através de prospecção em meio Batata Dextrose Ágar (BDA) natural e os testes de

atividade bactericida se deram através da produção de extratos de metabólicos de cada exemplar, obtidos atraves do cultivo

líquido em agitação dos endofíticos com posterior extração dos metabólitos produzidos. A partir de cada extrato, testou-se 8

concentrações diferentes, sendo estas, 100%, 87.5%, 75%, 62.5%, 50%, 37.5%, 25% e 12,5%. Destas foram realizadas duas

frações, a primeira denominada extrato bruto e a segunda denominada fração acetato de etila. Esses foram analisados através de

testes de microdiluição para definir a concentração inibitória mínima dos extratos metabólicos obtidos utilizando a técnica de

microdiluição em micropoços. Foram encontrados 10 isolados fúngicos, que produziram dez extratos metabólicos, fracionados em

fração extrato bruta e extrato Acetato de Etila. O fungo endofítico, nomeado EET1 foi capaz de inibir cepas bacterianas de

Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Salmonella sp., para as duas frações de extrato produzidas, extrato metabólico bruto e

fração acetato de etila e o endofítico EET6 que apresentou inibição de Escherichia coli na fração acetato de etila, com

concentração 100%. Ambas as frações foram capazes de inibir as cepas testadas em, pelo menos, uma concentração testada,

mostrando que os endofíticos isolados produzem metabólitos secundários de interesse biotecnológico capazes de inibir o

crescimento bacteriano.

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2. Micologia aplicada

Caracterização parcial de protease de compósito a base de Lentinus citrinus e tubérculo amazônico

Luciana dos Santos Ipiranga Rodrigues1; Larissa de Paiva Silva

1; Ana Rita Gaia Machado; Maria Francisca Simas Teixeira;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Amazonas;

Palavras-chave: Lentinus citrinus; enzimas; proteases

Cogumelos são fonte de compostos bioativos, dentre eles destacam-se as proteases que são um conjunto de enzimas que atuam

como reguladores fisiológicos e metabólicos. Proteases possuem aplicações nas indústrias químicas e farmacêuticas e sua

utilização contribui para o aumento da produtividade e diminuição de resíduos agroindustriais. Lentinus citrinus é um cogumelo

comestível que pode ser cultivado em resíduos agroindustriais. Na região amazônica, tubérculos de Manihot

esculenta (macaxeira) são abundantes, apresentando características nutricionais para o cultivo de cogumelos. O objetivo deste

estudo foi caracterizar proteases produzidas por L. citrinus por fermentação em estado sólido em macaxeira. O cogumelo foi

cultivado em GYP [glicose, peptona e extrato de levedura 0,5%(p/v)] por 5 dias a 25º C 150 rpm, a biomassa foi filtrada e

inoculada nos tubérculos esterilizados. Foi realizada suplementação com farelo de arroz na proporção: macaxeira 100:0,

macaxeira + farelo de arroz 90:10 e 80:20. A fermentação foi conduzida durante 5 dias a 25º C, na ausência de luz. Os tubérculos

miceliados foram desidratados e as enzimas extraídas. Para a determinação da atividade enzimática foi transferido 0,25 mL de

azocazeína, em tampão TRIS-HCl pH 7,2 ao extrato bruto e incubados no escuro por uma hora. A reação foi interrompida com 1,2

mL de ácido tricloroacético 10% (p/v) seguido de centrifugação. Posteriormente, 0,8 mL do sobrenadante foi adicionado em 1,4

mL de hidróxido de sódio 1M. A mistura da reação foi preparada em triplicata, incluindo branco. Uma unidade de atividade

proteolítica foi definida como a quantidade de enzima que produz um aumento na absorbância a 440 nm em 1 hora. O pH ótimo

foi determinado na faixa na faixa de 5,0 a 10,0 utilizando solução tampão acetato 0,1 M (pH 5 e 6), tampão Tris-HCl 0,1 M (pH 7

e 8) e tampão Glicina-NaOH 0,1 M (pH 9 e 10). A temperatura ótima foi determinada em diferentes temperaturas (25ºC a 80ºC)

analisando a atividade com o pH determinado como ótimo. Os melhores resultados foram obtidos para macaxeira + farelo de arroz

90:10 apresentando atividade de 5,5933 ±0,017, seguido de 80:20 (6,6466±0,069) e 100:0 (4,4666 ±0,009). Houve atividade em

todas as faixas pH e temperatura analisadas, contudo melhores resultados em pH 5,0 em 50 °C. O cultivo de L. citrinus em

macaxeira se mostrou eficiente na produção de proteases nas condições analisadas.

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2. Micologia aplicada

POTENCIAL AFLATOXIGÊNICO DE LINHAGENS DE Aspergillus

Dib Mady Diniz Gomes1; Larissa de Paiva Silva

1; Diego Ximendes da Silva

1; Elliza Emily Perrone Barbosa

1; Heitor Smyth

Maricaua Lira1; Maria Francisca Simas Teixeira

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Amazonas;

Palavras-chave: Micotoxinas; Aflatoxinas; Aspergillus

Aspergillus é um dos gêneros mais utilizados em processos biotecnológicos, sendo um importante produtor de biocompostos.

Muitos representantes desse gênero são conhecidos por produzirem aflatoxinas. Aflatoxinas são metabólitos

secundários, responsáveis por intoxicações e difícil degradação. Dentre as aflatoxinas produzidas por Aspergillus, destacam-se

B1 e B2, G1 e G2, que apresentam fluorescência azul, violeta e esverdeada, respectivamente, quando analisadas por cromatografia

em camada delgada e utilizando luz ultravioleta em 365 nm. Dado o contexto, é necessária a realização de estudos acerca da

produção de aflatoxinas por linhagens de Aspergillus, a fim de selecionar linhagens não-produtoras, ideais para processos

biotecnológicos. Este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial aflatoxigênico de duas linhagens comumente utilizadas no

Laboratório de Micologia Médica e Industrial: Aspergillus flavo-furcatis DPUA 1540 e Aspergillus niger DPUA 0398. As

linhagens, mantidas em ágar Czapeck, foram inoculadas em placas de Petri, contendo meios indutores para produção de

aflatoxinas (ágar coco, ágar PMS [peptona-sais minerais] e ágar YES [extrato de levedura-sacarose). Os cultivos foram realizados

em duplicata. As placas foram incubadas em estufa BOD a 25ºC por sete dias. Após o período de incubação, as placas foram

reveladas por dois métodos: exposição a vapor de amônio e sob luz ultravioleta 365 nm. Quando expostas ao vapor de amônio,

nenhuma das placas incubadas apresentou mudança de coloração para rosa, indicativo para produção de aflatoxinas. Quando

expostas à luz ultravioleta, nenhuma das placas expressou fluorescência azul-violeta e/ou esverdeada, correspondente à produção

de aflatoxinas. Pode-se concluir que as linhagens de A. flavo-furcatis DPUA 1540 e A. niger DPUA 0398 não são produtoras de

aflatoxinas, portanto, seguras para o uso em processos biotecnológicos.

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2. Micologia aplicada

AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE AMILASE EM FUNGOS ENDÓFITOS ISOLADOS DE AVELÓS (Euphorbia

tirucalli L.)

Daniela Rayane da Silva Morais1; Lívio Carvalho de Figueirêdo

1; Luana Kelly Carvalho da Silva

1; Pablo Igor Lima Vieira

1; Lara

Raquel Cunha1; Isabel Cabral de Medeiros

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal Rural do Semi-Árido;

Palavras-chave: Avelós; Enzimas; Metabólitos fúngicos

Fungos endófitos são micro-organismo que vivem no interior de plantas, não causando problemas aparentes no funcionamento

desse organismo hospedeiro, podendo ser encontrados nas partes aéreas da planta, como caules e folhas, bem como nas suas

raízes. Tais fungos podem evoluir com seu hospedeiro, havendo assim uma associação que traz benefícios para ambas espécies,

como: controle biológico de pragas, bioherbicida e produção de diversos metabólitos ativos. Esses micro-organismos são

conhecidos por apresentar alta capacidade de produção de enzimas extracelulares de interesse biotecnológico, sendo amplamente

aplicado na indústria têxtil, de alimentos e fármacos. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade

enzimática de amilase extracelular em isolados endofíticos de Avelós (Euphorbia tirucalli L). Em trabalho realizado

anteriormente, foram isolados 10 fungos endofíticos de espécimes de Avelós na cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte. Tais

fungos foram previamente cultivados em meio BDA (batata dextrose ágar) por sete dias à 28° C em câmara BOD. Posteriormente,

foram retirados dois discos de micélio com meio de 6 mm de cada isolado e cultivado por 5 dias em meio ágar amido. Em

seguida, os isolados foram submetidos ao teste enzimático para amilase, realizados em duplicata. Para o teste enzimático como

mencionado acima, foi utilizado o meio ágar amido, no qual consistia em 1,8% de ágar e 1% de amido diluídos em Tampão

Citrato Fosfato a 0,1 M com pH 5.0, para revelação, foi utilizado vapor de iodo. Como resultado, foi observado que, dos dez

isolados, oito (80%) apresentaram ação enzimática, e dois não apresentaram, sendo esses os isolados 7 (sete) e 8 (oito). Dentre os

que apresentaram a formação de halo de degradação, o isolado 6 (seis) apresentou maior índice enzimático (IE = diâmetro da

colônia / diâmetro da colônia mais a área do halo de degradação), com média de 2,28; o segundo maior índice de degradação

avaliado foi do isolado 3 (três) com um IE= 1,78, em seguida veio o isolado 1 (um), com IE= 1,46. Os demais isolados

apresentaram IE inferior, sendo o isolado 10 (dez) o mais baixo, com IE=1,10. De acordo com os resultados apresentados pelo

estudo, conclui-se que isolados de Avelós (Euphorbia tirucalli), apresentam atividade de amilase extracelular, com halos de

degradação significativos, destacando, assim, o grande potencial biotecnológico do estudo de isolados endófitos e sua importância

para a indústria.

Apoio: Laboratório de Biotecnologia de Fungos (LABFUNGI - UFERSA); Universidade Federal Rural do Semi-Árido

(UFERSA)

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2. Micologia aplicada

TESTE DE ATIVIDADE ENZIMÁTICA DE PROTEASE DE FUNGOS ENDOFÍTICOS DE Euphorbia tirucalli L.

Lara Raquel Cunha1; Francisca das Chagas da Silva Paula Neta

1; Lívio Carvalho de Figueirêdo

1; Luana Kelly Carvalho da Silva

1;

Pablo Igor Lima Vieira1; Daniela Rayane da Silva Morais

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal Rural do Semi-Árido;

Palavras-chave: Avelós; Enzimas; Metabólitos Fúngicos

Um fungo endofítico é aquele que vive total ou parcialmente no interior das plantas, habitando de modo geral suas partes aéreas

sem aparentemente causar danos a seus hospedeiros, vivendo em simbiose com o vegetal. Ao se alojar no interior de uma planta

esses fungos adquirem nutrição e proteção do hospedeiro e como num mecanismo de troca eles disponibilizam metabólitos

específicos e funcionais para as plantas, além de possibilitar que o vegetal tenha uma maior absorção de determinados elementos

necessários para o seu desenvolvimento. Esses fungos podem evoluir com seu hospedeiro, havendo assim uma associação que traz

benefícios para ambas espécies, como: controle biológico de pragas, bioherbicida e produção de diversos metabólitos ativos.

Também apresentam alta capacidade de produção de enzimas extracelulares de interesse biotecnológico podendo servir como

bioindicadores, controladores de pragas e doenças e ainda serem usados para biorremediação, o que os tornam amplamente

aplicáveis na indústria têxtil, de alimentos e fármacos. Este trabalho teve como objetivo analisar a atividade enzimática de

protease pelos fungos endofíticos isolados de Euphorbia tirucalli L., uma planta conhecida popularmente como avelós e que

possui uma grande variedade de estudos decorrentes de suas características medicinais. Em trabalho realizado anteriormente,

foram isolados 10 fungos endofíticos de espécimes de Avelós na cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte. Esses fungos foram

previamente cultivados em meio BDA (batata dextrose ágar) a 28° C em câmara BOD para crescimento por sete dias.

Posteriormente, os fungos foram incubados em meio específico, no qual consistia em 1,8% de ágar, 1% de gelatina e 1% de leite

desnatado diluídos em Tampão Citrato Fosfato a 0,1 M com pH 5.0. Os testes foram realizados em duplicata. No oitavo dia de

crescimento dos microrganismos em laboratório, foram observados e medidos com régua o diâmetro da colônia e do halo de

degradação, possibilitando a determinação do índice enzimático (IE), onde houve a produção de protease. Apenas o isolado

nomeado ETT8 apresentou atividade proteásica tendo um índice enzimático (IE) igual a 7,5. A atividade proteolítica possui

diferentes papéis em diversos processos fisiológicos, incluindo a regulação da expressão gênica e a degradação proteica. Essa

enzima pode ser aplicada em diferentes meios industriais desde a panificação até a formulação de detergentes. É possível concluir

que dentre os fungos endofíticos de Euphorbia tirucalli L. existe pelo menos um produtor de protease.

Apoio: Laboratório de Biotecnologia de Fungos (LABFUNGI - UFERSA); Universidade Federal Rural do Semi-Árido

(UFERSA)

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2. Micologia aplicada

EFEITO DA INOCULAÇÃO COM FMA NO CARBONO DA BIOMASSA MICROBIANA EM CULTIVO DE FEIJÃO-

CAUPI

Marco Aurélio Gabriel da Silva1; Ingrid Alexssandra Neris Lino

2; Indra Elena Costa Escobar

3; Leonor Costa Maia

4; Adriana

Mayumi Yano Melo5;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Uberlândia;

2Universidade Federal de Pernambuco;

3Universidade Federal de Pernambuco;

4Universidade Federal de Pernambuco;

5Universidade Federal do Vale do São Francisco;

Palavras-chave: cultivar Miranda IPA-207; solo inóculo; Micorriza arbuscular

O carbono da biomassa microbiana (CBM) é influenciado por diversos fatores bióticos e abióticos. Dentre os bióticos destacam-se

os fungos micorrízicos arbusculares (FMA) que formam associação simbiótica com a maioria das plantas terrestres. Os FMA

atuam em processos fundamentais no solo, os quais levam ao aumento da produtividade vegetal quando há baixa fertilidade

edáfica. O presente trabalho teve como objetivo determinar o efeito da inoculação com FMA no CBM durante um ciclo de cultivo

de feijão-caupi [Vigna unguiculata (L.) Walp.] em casa de vegetação. O CBM foi determinado em amostras fumigadas e não

fumigadas com clorofórmio utilizando o método de fumigação-extração. O experimento foi conduzido no Departamento de

Micologia/UFPE utilizando a cultivar Miranda IPA-207. Foram utilizados como inóculos, isolados dos FMA: Acaulospora

longula URM-FMA 07 (AL), Claroideoglomus etunicatum URM-FMA 03 (CE) e Gigaspora albida URM-FMA 11 (GA). A

inoculação consistiu de solo-inóculo com cerca de 3.000 propágulos infectivos por vaso, aplicados abaixo das sementes. O solo

utilizado no experimento não foi autoclavado. As plantas foram regadas diariamente. Ao final do ciclo da planta (70 dias) foram

determinados o CBM no solo e a massa seca da parte aérea (MSPA). Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA)

e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5%. Não foram observados efeitos significativos da inoculação com CE e AL no

CBM e na MSPA quando comparados ao controle. Menor CBM foi observado nos vasos inoculados com Gigaspora albida. As

plantas inoculadas com GA também apresentaram menor MSPA. Não foi observada correlação entre o CBM e a MSPA. Os FMA

são micro-organismos que agem direta e diretamente sobre a comunidade microbiana do solo interferindo na formação do solo e

conferindo maior absorção de nutrientes pelas plantas, desse modo, estimulando a biomassa microbiana e favorecendo o aumento

nos parâmetros de crescimento vegetal. A inoculação com FMA pode interferir nos parâmetros microbianos e na massa vegetal,

entretanto, a inoculação dos vasos com as diferentes espécies de FMA não incrementa os parâmetros avaliados (CBM e

MSPA) no primeiro ciclo de cultivo do feijão-caupi.

Apoio: FACEPE

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2. Micologia aplicada

Associações Micorrízicas em Orquídeas Neotropicais: Biodiversidade e Aplicação

Maria Catarina Megumi Kasuya1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1 Departamento de Microbiologia, Universidade Federal de Viçosa;

Palavras-chave: Micorrízicas ; Orquídeas Neotropicais; Biodiversidade

Em condições naturais, as orquídeas associam-se com fungos micorrízicos para germinação de suas sementes, fornecendo-lhes

nutrientes essenciais. Mesmo em fase adulta essa associação permanece. Assim, isolar e identificar os fungos formadores de

associações micorrízicas com as orquídeas, bem como conhecer a diversidade de fungos e entender essa associação é muito

importante, pois fornece informações para futuros projetos de conservação e manejo de populações, especialmente aquelas em

risco de extinção. Assim, serão apresentados metodologias de estudos e as estratégias desenvolvidas pelo nosso grupo,

apresentando os resultados iniciados em 1999 até a presente data, mostrando a importância destes estudos e o potencial

biotecnológico para propagação de orquídeas em risco de extinção e também para propagação comercial.

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2. Micologia aplicada

SELEÇÃO DE CULTURAS DE Penicillium DA MICOTECA URM QUANTO A PRODUÇÃO DA ENZIMA

ANTICANCERÍGENA L-ASPARAGINASE

Marcela Vanessa Dias da Costa1; Joenny Maria Silveira de Lima

2; Alexandre Henrique Bispo Silva

3; Vitória Ferreira de Siqueira

4;

Cinthya Arruda de Lima5; Cristina Maria Souza Motta

6;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

2Universidade Federal de Pernambuco;

3Universidade Federal de

Pernambuco; 4Universidade Federal de Pernambuco;

5Universidade Federal de Pernambuco;

6Universidade Federal de

Pernambuco;

Palavras-chave: Anticâncer; biotecnologia; enzima extracelular.

A L-asparaginase é uma enzima que vem obtendo destaque nos últimos tempos devido ao seu potencial no tratamento de doenças

cancerígenas. É importante observar a relevância dos micro-organismos, especialmente dos fungos filamentosos, já que são

providos de características bastante diversas e são capazes de se adaptar a vários substratos favorecendo a produção de várias

enzimas, entre elas a L-asparaginase. Devido à importância econômica e farmacológica dessa enzima, vem-se buscando novas

fontes para aumentar sua forma de produção. Este estudo buscou analisar a capacidade de produção da L-asparaginase a partir de

culturas de Penicillium depositadas na Micoteca URM da UFPE. Nesta abordagem metodológica para produção de L-asparaginase

foram utilizadas as culturas Penicillium chrysogenum URM 6832 e Penicillium oxalicum URM 6448 preservados em óleo mineral

na Micoteca URM, Departamento de Micologia, Centro de Biociências da Universidade Federal de Pernambuco. Cada um dos

fungos foi inoculado em duplicata em placas de Petri contendo o meio de cultura Czapek dox modificado (retirado a sacarose e

adicionada a L-asparagina para a fermentação submersa) e incubados a 30°C por 120 horas. Para verificação da capacidade de

produção da enzima, foi observado o halo de indicação enzimática circundando a colônia fúngica. Os resultados da verificação da

capacidade de produção de L-asparaginase em meio sólido demonstraram que Penicillium chrysogenum URM 6832 e Penicillium

oxalicum URM 6448 apresentaram, respectivamente, halos de indicação da produção enzimática de 2,5 cm e 3,5 cm. Os

resultados do presente estudo demonstraram que fungos do gênero Penicillium são indicados para o estudo da enzima L-

asparaginase e para processos de produção e purificação da enzima anticancerígena.

Apoio: UFPE, CNPq, CAPES, FACEPE

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2. Micologia aplicada

POTENCIAL ENZIMÁTICO DE Trithirachium oryzae QUANTO À PRODUÇÃO DE LIPASES

Marcela Vanessa Dias da Costa1,2,3,4

; Jadson Diogo Pereira Bezerra; Joenny Maria Silveira de Lima; Cristina Maria de Souza

Motta;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

2Universidade Federal de Pernambuco;

3Universidade Federal de

Pernambuco; 4Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: Basidiomycota, ; Biotecnologia; Taxonomia de fungos.

A produção de enzimas é uma área da biotecnologia que movimenta indústrias. O seu uso implica no desenvolvimento de

processos tecnológicos eficientes, pois atuam como catalisadores em diversas reações com alta especificidade e rendimento. O

presente estudo teve como objetivo a seleção de um isolado de Tritirachium oryzae para o teste de produção lipásica, a fim de

desenvolver ferramentas de estudo para futuras aplicações em escala industrial. O fungo foi isolado como contaminante de

produto feito com farinha de trigo, e identificado com base em características morfológicas e de parte da região ITS do rDNA.

Para o teste enzimático foi utilizado o screening em meio sólido utilizando ágar-extrato de carne adicionado de azeite de oliva, e

as placas foram incubadas por até sete dias a 30ºC. Observações morfológicas das características macro e microscópicas do

isolado foram similares àquelas da diagnose de T. oryzae (colônias de crescimento lento, violácea; conidióforo longos,

ramificados e pigmentados; células conidiogênicas em “zig-zag”; conídios hialinos, globosos para subglobosos), e resultado de

buscas BLASTn no banco de dados GenBank do NCBI demostrou 100% de identidade com sequências do tipo da mesma espécie.

Em seguida foi realizada fermentação líquida submersa (FLS) para produção lipásica utilizando o mesmo meio de cultura sem

adição de ágar. A FLS ocorreu por 96h a 30° C e 120 rpm. Após este período o micélio foi separado por filtração e o filtrado foi

utilizado para detecção lipásica através do método de titulação. O teste enzimático demonstrou que T. oryzae apresentou halos, em

meio sólido, atingindo até 2cm de diâmetro e 1,3305 U/ml de atividade lipásica na FLS. Os resultados indicam que T. oryzae

isolado de produto a base de farinha de trigo possui potencial para estudos futuros de otimização da produção de enzimas

lipolíticas.

Apoio: UFPE, FACEPE, CNPq, CAPES.

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179

2. Micologia aplicada

Pichia kudriavzevii SD5: LEVEDURA TERMOTOLERANTE COM CAPACIDADE DE DEGRADAÇÃO DO

AZOCORANTE PRETO REATIVO 5

Elina Isaque Delane1; Norma Suely Evangelista Barreto

2; Marcia Luciana Cazetta

3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Recôncavo da Bahia;

2Universidade Federal do Recôncavo da Bahia;

3Universidade

Federal do Recôncavo da Bahia;

Palavras-chave: biodegradação; corantes industriais; biotoxicidade

Os corantes são substâncias amplamente utilizadas nos mais diferentes setores industriais como alimentício, farmacêutico e,

especialmente, têxtil. O tratamento dos efluentes dessas indústrias é uma preocupação crescente, uma vez que a legislação vem

aumentando as exigências quanto ao descarte adequado destas substâncias em função de seus efeitos tóxicos para o homem e o

meio ambiente. Uma das alternativas mais viáveis e de menor custo é a degradação microbiana dos corantes e, sendo assim,

estudos com leveduras vêm demonstrando o elevado potencial destes microrganismos na biodegradação destas moléculas. Dessa

forma, o objetivo deste trabalho foi estudar a descoloração do azocorante Preto Reativo 5 pela levedura Pichia kudriavzevii SD5.

Para isso, foram realizados experimentos utilizando o Delineamento Composto Central Rotacional (DCCR) 23, totalizando 17

ensaios, a 150 rpm durante 24 horas. Os parâmetros estudados foram: pH (4 a 8), temperatura (40 °C a 48 °C) e concentração do

corante (350 ppm a 1000 ppm) e, como resposta, a taxa de descoloração (%). O perfil de absorbância dos metabólitos produzidos

foi realizado por meio de varredura em espectrofotômetro UV/VIS na faixa de 400 nm a 800 nm.Também foram realizados testes

de toxicidade dos metabólitos produzidos após 16 h e 24 h de cultivo utilizando o microcrustáceo Artemia salina. Após a

otimização do processo, foram obtidas taxas de descoloração próximas de 100% na concentração de 650 mg.L-1

do corante, pH 6 e

temperatura de 45 ºC; entretanto, apenas a temperatura foi o fator que apresentou influência estatisticamente significativa

(p<0,05). O perfil de absorbância dos metabólitos produzidos apontou para um mecanismo degradativo de descoloração, uma vez

que o pico de absorbância que aparecia em 600 nm desapareceu a partir de 16 horas de cultivo. Além disso, a biomassa não

apresentou adsorção do corante, mantendo sua cor original. Os bioensaios de toxicidade demonstraram que ocorreu diminuição da

toxicidade após 24 h de cultivo, o que demonstra o potencial da levedura P. kudriavzevii SD5 para degradação de azocorantes.

Apoio: CAPES FAPESB

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2. Micologia aplicada

AVALIAÇÃO PRELIMINAR DO POTENCIAL DE FUNGOS FILAMENTOSOS NA DEGRADAÇÃO DE ÓLEO

VEGETAL

Marina Tito Pereira Rocha1; Olga Souza Abel Moura

1; Carlos Henrique Araujo Dias

1; Marlos Gomes Martins

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco;

Palavras-chave: Biorremediação; Contaminantes; Hidrocarbonetos

O descarte inadequado de óleo vegetal tem causado sérios danos econômicos, ecológicos e à saúde humana, sendo caracterizado

como um poluente de difícil remoção devido à presença de hidrocarbonetos em sua composição. A biorremediação, a partir da

biodegradação desses compostos, apresenta-se como uma alternativa à sua remoção, sendo muitas vezes, o processo de

biodegradação resultante da adaptação natural da microbiota do solo na presença de contaminantes. No município de Petrolina/PE,

há despejo de esgoto na orla da cidade em direção ao rio São Francisco, contaminando o solo e a água. O objetivo foi realizar uma

avaliação preliminar no potencial de fungos obtidos de solo contaminado por esgoto na degradação de óleo vegetal. Para obtenção

dos isolados foram coletadas duas amostras de 10g de solo contaminado com esgoto na orla de Petrolina/PE, as quais foram

encaminhadas ao laboratório de microbiologia da Univasf. No laboratório, as amostras foram suspendidas em Erlenmeyer

contendo 90mL de solução salina. O plaqueamento se seguiu transferindo-se 0,2mL da suspensão para cinco placas de Petri

contendo Ágar Sabouraud Dextrose, sendo incubadas a 25ºC por cinco dias. Os fungos emergentes foram isolados e identificados

pelas técnicas de colônia gigante e microcultura. Para os ensaios de assimilação, cada fungo foi repicado por picada central (106

conídeos/mL) para cinco placas contendo Ágar Sabouraud Dextrose e posteriormente foram adicionados 4mL de óleo de soja

esterilizados. Placas sem óleo constituíram o grupo controle. As placas foram incubadas a 25ºC por dez dias e a mensuração do

tamanho do micélio ocorreu a cada dois dias. O potencial dos fungos foi avaliado pelo crescimento do micélio nas placas teste em

comparação ao grupo controle. Os dados foram avaliados pela média de crescimento, desvio padrão, linha de tendência e

coeficiente de determinação. Neste estudo foram isoladas três espécies fúngicas: Penicillium vinaceum, Neocosmospora

vasinfecta var. africana e Aspergillus terreus, e apresentaram, respectivamente, crescimento de micélio 15, 11 e 74% maior nas

placas em tratamento, com R2>0,95. Também foi percebida uma grande redução no volume do óleo nas placas ao longo do

experimento. O potencial uso como biorremediadores de ambientes impactados já foi citado em outros trabalhos para as espécies

estudadas, sendo Aspergillus terreus já relatado como potencial biorremediador de solos impactados por hidrocarbonetos. As três

espécies isoladas neste estudo possuem potencial para biodegradar hidrocarbonetos, sendo Aspergillus terreus a espécie de maior

destaque para este fim.

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2. Micologia aplicada

EFEITOS DOS GRADIENTES DE CAMPO MAGNÉTICO EM Saccharomyces Cerevisiae

Milena Oliveira Kalile1; Raquel Guimarães Benevides

1; Mirco Ragni

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Estadual de Feira de Santana;

Palavras-chave: Levedura; Radiação; Interação magnética

Inúmeros trabalhos empenharam-se para demonstrar os efeitos da radiação em sistemas biológicos, principalmente pela constante

exposição das pessoas à fontes de radiação, mas também pelo crescente interesse em métodos biotecnológicos que otimizem a

produtividade dos microrganismos envolvidos. Neste contexto, este trabalho propôs o uso de Saccharomyces cerevisiae por ser

um excelente arquétipo de pesquisa, para fornecer informações que ajudem a compreender a interação entre sistemas biológicos e

gradientes de campo magnéticos (PMFG). Por ser organismo de interesse biotecnológico, pode também oferecer dados que

aumentem a eficiência dos meios de produção industriais, a partir de estudos posteriores dos efeitos sobre atividades enzimáticas.

Foram realizados experimentos para analisar o crescimento S. cerevisiae em presença de PMFG gerados por ímãs de neodímio

comercializados a baixos custos e utilizados em grande parte dos fones de ouvido. A intensidade do gradiente de campo

magnético que atinge as células durante a exposição é estimada com uso de um gaussímetro. Foram utilizadas cepas de S.

cerevisiae CCMB355 cedidas pela Coleção de Culturas de Microrganismos da Bahia (CCMB-UEFS). O gradiente de campo

magnético gerado foi analisado em duas posições em placas de petri com 9 cm de diâmetro: na lateral e na superfície externa

oposta à tampa, sendo posicionado um imã por placa e comparados aos controles. Também foi comparado o melhor meio para

cultivo usando Ágar e Ágar Sabouraud Dextrose. Foi verificado que o meio Ágar Sabouraud dextrose propiciou maior

crescimento em 24 horas de S. cerevisiae em cinco diferentes concentrações de células em caldo nutriente (50, 40, 30, 20 e 10 µL)

em comparação ao meio ágar. Também verificou-se redução visual do número de células nos meios com imãs posicionados na

superfície externa oposta à tampa em comparação às placas controles e placas com imã na lateral em ambas as duplicatas

realizadas. Isso pode ser explicado pela orientação do PMFG ao atingir as células. Os resultados preliminares obtidos evidenciam

a interação entre sistemas biológicos e gradientes de campo magnéticos permanentes e espera-se que a interação seja mais

evidente quando o PMFG for mais forte. Posteriormente, pretende-se analisar seus efeitos sobre as atividades de enzimas de

interesse biotecnológico, como α-amilase e β-glicosidase.

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2. Micologia aplicada

TESTE DE ATIVIDADE DE LIPASE DE FUNGOS ENDOFÍTICOS DE Euphorbia tirucalli L.

Pablo Igor Lima Vieira1; Luana Kelly Carvalho da Silva

1; Lívio Carvalho de Figueirêdo

1; Francisca das Chagas da Silva Paula

Neta1; Lara Raquel Cunha de Souza

1; Daniela Rayane da Silva Morais

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal Rural do Semi-Árido;

Palavras-chave: Metabólicos fúngicos; Enzimas; Avelós

Euphorbia tirucalli L, vulgarmente conhecida como "avelós", é uma planta de origem africana bastante disseminada nas regiões

Norte e Nordeste brasileira. É comumente estudada devido às suas características medicinais. Um fungo endofítico é aquele que

emprega todo ou parte do seu ciclo de vida entre as células de um tecido vegetal ou de forma intracelular, podendo vir a causar

doenças ou vivendo em simbiose. Os fungos endofíticos obtém nutrição e proteção do hospedeiro e em troca eles conferem

metabólitos específicos e funcionais para as plantas, além de permitir uma maior absorção de elementos necessários para o

desenvolvimento do vegetal, como o fósforo e o nitrogênio. Estes fungos são conhecidos como produtores de enzimas

extracelulares que podem ser utilizadas de forma industrial. Desta forma, este trabalho teve como objetivo a análise de atividade

lipolítica pelos fungos endofíticos de Euphorbia tirucalli L. Em trabalho realizado anteriormente, foram isolados 10 fungos

endofíticos de espécimes de avelós na cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte. Estes fungos foram cultivados em meio BDA

(batata dextrose ágar) durante sete dias a 28ºC em incubadora BOD. Posteriormente, foram retirados dois discos de micélio de 4

mm de cada isolado e esses fungos foram inoculados em duplicata em meio específico para a observação de atividade lipolítica. O

meio utilizado consistiu em 15 g de ágar, 500 μL de Tween 20, 5 g azeite, 5 g de peptona, 2,5 g de NaCl e 0,05 g de CaCl2, não

sendo necessário protocolos para revelação do halo. A análise foi realizada no sétimo dia de crescimento dos microrganismos, em

que se observou que dentre os dez fungos isolados, quatro (40%) apresentaram a formação de halos de degradação, sendo os

isolados 1 (um), 3 (três), 4 (quatro) e 6 (seis), que foram medidos, assim como as colônias, para que fosse determinado o índice

enzimático (IE). O isolado 6 (seis) apresentou o maior IE, no valor de 1,38. O menor índice enzimático avaliado foi do isolado 3

(três), com IE = 1,2. Os outros dois isolados produtores de lipase, isolados 1 (um) e 4 (quatro), apresentaram IE = 1,25 e IE = 1,3,

respectivamente. De acordo com os dados apresentados pelo estudo, pode-se concluir que isolados de Avelós (Euphorbia tirucalli

L) apresentam atividade de lipase extracelular, representando o potencial biotecnológico destes fungos no meio industrial, além da

importância do estudo de endofíticos.

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2. Micologia aplicada

ESTUDO DA PRODUÇÃO DE GLUCOAMILASE A PARTIR DO FARELO DE ARROZ EM CULTIVO SUBMERSO

DE Monascus ruber CCT 3802

Priscilla dos Santos de Oliveira1; Denise Estevez Moritz

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Tecnologia, Departamento de Engenharia Química e Alimentos

Caixa Postal 5040, 88.040-970 Florianópolis - SC - E-mail: [email protected];

Palavras-chave: glucoamilase; Monascus ruber ; cultivo submerso

O uso de enzimas em processos industriais é de grande interesse, em especial devido à facilidade de obtenção biotecnológica e a

sua elevada especificidade frente a substratos. A glucoamilase é uma enzima que hidrolisa ligações glicosídicas α-1,4 e α-1,6 em

polissacarídeos, levando à produção de glicose. Sua maior aplicação encontra-se na indústria de alimentos, como na produção de

xaropes com alto teor de glicose, na panificação e no processamento de cerveja. Na natureza existem muitos microrganismos

produtores de enzimas como fungos e bactérias. Algumas espécies do fungo filamentoso Monascus são capazes de produzir

glucoamilases em diferentes proporções. O Monascus ruber tem sido amplamente estudado devido à grande produção de

pigmentos vermelhos. Porém, nenhuma pesquisa relacionando a produção de glucoamilase pelo Monascus ruber em cultivo

submerso foi encontrada. Para a produção comercial de enzimas, fontes de carbono comuns como dextrina, glicose, maltose e

amido apresentam um preço relativamente alto. Assim, vários subprodutos agroindustriais são empregados. Alguns exemplos são

bagaço de cana, farelo de trigo e farelo de arroz. Monascus sp. são tradicionalmente cultivados em arroz. Neste trabalho, estudou-

se a produção de glucoamilase a partir do farelo de arroz no cultivo submerso de Monascus ruber CCT 3802. Frascos aletados de

Erlenmeyer com o meio a ser avaliado foram dispostos em incubador rotatório a 160 min-1

. A partir do planejamento

experimental, variando valores de pH do meio (5.0, 6.0 e 7.0) e temperatura de incubação (25, 35 e 45°C), identificaram-se as

amostras que apresentaram maior atividade enzimática, verificando a influência de tais parâmetros na produção da enzima. A

determinação da atividade de glucoamilase realizou-se a partir de técnica colorimétrica (método peroxidase-glicose oxidase) e a

dosagem proteica pelo método de Bradford. A superfície de resposta gerada apontou os maiores valores de atividade nos cultivos

a 25°C a pH 7.0 (11,07 U/mL), 35°C a pH 5.0 (28,05 U/mL) e 45°C a pH 6.0 (12,92 U/mL) nos quais os teores de proteínas totais

apresentaram valores de 68,96 μg/mL, 73,75 μg/mL, 78,45 mg/ml, respectivamente. Os resultados apontam que não há relação

entre a quantidade de proteínas presentes nas amostras e ação catalítica da glucoamilase. Verificou-se também uma correlação

entre a atividade enzimática com a temperatura e pH ideal para o crescimento do Monascus ruber CCT 3802, demonstrando seu

potencial para a produção da enzima.

Apoio: Os autores agradecem a CAPES e a Universidade Federal de Santa Catarina pelo apoio financeiro para a realização deste

trabalho.

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2. Micologia aplicada

DETECÇÃO DE QUITINASES EM Moniliophthora perniciosa (STAHEL) AIME & PHILLIPS-MORA

Raquel Aguiar Da Silva1; Raquel Benevides Guimarães

1; Sandra Aparecida Assis

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana-BA;

Palavras-chave: Expressão Heteróloga; Enzima Termoestável; vassoura-de-bruxa

As enzimas quitinolíticas encontradas em quase todos os tipos de seres vivos são alvos de interesse na biotecnologia, pois

permitem a degradação da quitina em derivados úteis para diversos setores produtivos da economia. Uma das enzimas líticas de

paredes celulares mais importantes, quitinases tem sido purificadas a partir de numerosas espécies de fungos. Além disso,

desempenham função de defesa contra patógenos. Diante disso, este estudo tem como objetivo detectar a expressão de diferentes

quitinases de Moniliophthora perniciosa, visando a produção recombinante de uma enzima termoestável de alta aplicabilidade na

indústria, na medicina e, sobretudo na agropecuária. O M. perniciosa foi cedido pela Coleção de Culturas de Microrganismos da

Bahia (CCMB). Para o crescimento do fungo foi utilizado o meio WY, cultivado a 27ºC. Foram realizadas extrações de RNA

total, a partir do micélio, analisadas por espectofotometro e eletroforese. Os primers específicos foram desenhados a partir de

sequencias codificantes obtidas do genoma de M. Perniciosa ou de sequencias depositadas no GenBank. Foram testados, para

determinar a condição ótima de síntese do cDNA e reações de PCR, os diferentes pares de primers desenhados, temperaturas de

anelamento (57, 58, 59 e 60 °C) e DNA Polimerases (Invitrogen ou Qiagen). O tempo de crescimento dessa cepa em WY com

massa micelial suficiente para extração de RNA foi de 8 a 10 dias. Foi possível a verificação, em eletroforese, da integridade do

RNA extraido, onde foi demonstrado a banda referente aos RNAr 28s e 18s, cuja presença e integridade reforçam sua qualidade.

Os melhores resultados da extração de RNA foram obtidos utilizando o método tradicional com reagente Trizol (Invitrogen), pois

forneceu um RNA sem tanto arrasto, com fragmento de tamanho esperado. Os melhores resultados de amplificação foram obtidos

com temperatura de anelamento a 58ºC para os pares de primers Chit TEIX F e Chit TEIX R, com a polimerase Platinum Taq

DNA Polimerase (Invitrogen). Com base no produto obtido, após a reação de PCR dos produtos de cDNA, foi possível verificar

fragmentos referente à amplificação da região específica esperada, confirmando que houve a indução da expressão de quitinase. A

partir dos resultados obtidos, por meio da extração de RNA, conclui-se que o meio WY foi favorável para expressão da enzima

quitinase pelo fungo M. perniciosa. No momento, está sendo desenvolvida a clonagem da sequência completa da enzima em vetor

de expressão para propiciar sua produção para posterior aplicação na degradação de quitina.

Apoio: CAPES

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2. Micologia aplicada

OTIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE COMPOSTOS ANTIBACTERIANOS DE FUNGOS ENDOFÍTICOS

Ruth Terezinha Rodrigues1; Isnaelia Gonçalves Leite

1; Gabryelly Miranda de Lima

1; Ariane Susan Santos Freires

1; Márcia

Marília de Souza Silva1; Virgínia Medeiros de Siqueira

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal Rural de Pernambuco- Unidade Acadêmica de Serra Talhada ;

Palavras-chave: Fungos Endofíticos ; Compostos Bioativos ; Atividade Antimicrobiana

O interior de tecidos vegetais representa um importante habitat de microrganismos, denominados de endofíticos, os quais são

comprovadamente produtores de compostos bioativos. Os fungos endofíticos destacam-se como uma importante fonte de novos

compostos, incluindo aqueles com atividade antimicrobiana. Este estudo teve como objetivo otimizar a produção de compostos

antibacterianos de fungos endofíticos previamente isolados de Sorghum bicolor. A otimização foi realizada com quatro isolados

fúngicos (2 Aspergillus niger, 1 Syncephalatrum sp. e 1 ainda não identificado) que apresentaram melhores resultados em testes

prévios de atividade antimicrobiana em meio de cultura sólido. Nesta etapa, a otimização visa determinar em meio de cultura

líquido qual o melhor tempo de produção do composto bioativo. Para tal, foram preparados pré-inóculos dos isolados fúngicos em

Agar Sabouraud acrescido de cloranfenicol. Após 7 dias de crescimento a temperatura ambiente, 5 discos (Ø = 15mm) da cultura

fúngica foram transferidos para Erlemeyers contendo 300 mL de Caldo Sabouraud e submetidos a agitação a temperatura

ambiente. Após 72, 96 e 120 horas de cultivo, foram retiradas alíquotas do extrato bruto para avaliação de atividade antibacteriana

contra Staphylococcus aureus, Bacillus subtilis, Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae pelo método de difusão em disco. Para

cada período de análise, 1 mL do líquido fermentado foi centrifugado a 10.000 rpm por 10 min para separação da biomassa

fúngica; 20 µl do sobrenadante foram adicionados a discos de papel filtro de 6 mm (Ø) e estes colocados sobre o meio de cultura

Agar Mueller Hinton previamente semeado em tapete com as bactérias teste. Todo o experimento foi conduzido em triplicata e os

resultados expressos em mm. Todos os isolados testados mostraram atividade antibacteriana, destacando-se A. niger (Isolado 56)

o qual apresentou halo médio de inibição de 26,3 mm contra E. coli, após 120 horas. Os resultados obtidos possibilitam concluir

que os fungos endofíticos testados produzem metabólitos extracelulares com atividade antibacteriana, com melhor tempo de

produção de120 horas. Porém novas condições, como diferentes meios de cultura e utilização de solventes para a extração do

metabólito do fermentado bruto, necessitam ser testadas.

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2. Micologia aplicada

Imobilização de enzimas fúngicas para uso como biocatalisadores

Sabrina Feliciano Oliveira1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Viçosa;

Palavras-chave: Lignina peroxidase; Nanotubos de carbono; Corantes têxteis

Nas recentes décadas, os processos biocatalíticos enzimáticos em geral têm se despontado, sendo impulsionados pela necessidade

de produzir produtos químicos a partir de matéria-prima renovável de baixo custo, adotar rotas sintéticas mais verdes e mais

baratas, gerar menos resíduos, enquanto assegura a qualidade do produto. Aliada a essa tendência de aplicação dos catalisadores

enzimáticos em diversos processos, está a crescente a conscientização a respeito dos efeitos da poluição, bem como a pressão

pública sobre indústrias e governos, resultando em uma crescente demanda por processos sustentáveis, menos ou não poluentes.

Como potenciais biocatalisadores, as enzimas lignolíticas fúngicas se destacam, uma vez que, apresentam aplicações em um

grande número de áreas, incluindo a química, combustível, alimentos, agricultura, papel, têxtil, e indústria de cosméticos. Entre as

enzimas lignonlíticas, a lignina peroxidase apresenta grande potencial de aplicação, uma vez que é uma enzima inespecífica,

podendo degradar diversos compostos recalcitrantes, além de apresenta maior potencial redox quando comparada com as

peroxidases clássicas, o que a torna um forte oxidante. Entretanto, apesar das enzimas estarem sendo cada vez mais utilizadas para

realizar diversas reações químicas, esses biocatalisadores naturais muitas vezes não são perfeitamente adaptados para aplicações

industriais. Para impulsionar o uso de enzimas em processos industriais, é preciso atender uma série de requerimentos técnicos,

dentre eles a estabilidade e capacidade do catalisador ser reutilizado no processo. Assim, a imobilização de enzimas surge como

uma tecnologia chave que permite a viabilidade prática e comercial desses biocatalisadores. O desenvolvimento desses

biocatalisadores imobilizados é benéfico para todo tipo de aplicação industrial de enzimas, mas é decisivamente importante em

um setor de baixo valor agregado da bioeconomia como os de serviços ambientais. A biorremediação a partir de enzimas livres,

por exemplo, não é viável, uma vez que, as enzimas é o fator determinante no custo do tratamento. A biocatálise heterogênea, por

sua vez, permite a reciclagem do biocatalisador, resultando em tratamentos ambientais de custos reduzidos. Nesse contexto, os

nanomateriais podem servir como excelentes suportes para a imobilização de enzimas, uma vez que, eles oferecem características

ideais para o balanceamento de fatores chaves que determinam a eficiência da biocatálise. Entre as várias nanoestruturas,

atualmente, os nanotubos de carbono têm sido interesse de muitas pesquisas. Dessa forma, desenvolvemos protocolos de

imobilização da lignina peroxidase em nanotubos de carbono para explorar o potencial desse dispositivo como biocatalisador para

diversas aplicações no âmbito ambiental, como por exemplo, no tratamento de efluentes contendo corantes.

Apoio: CNPq CAPES

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2. Micologia aplicada

PATOGENICIDADE DE Metarhizium anisopliae E SUA ASSOCIAÇÃO COM EXTRATO DE JUAZEIRO PARA O

CONTROLE DA MOSCA DAS FRUTAS (Ceratitis capitata)

Samara Castro Fonseca1; Virgínia Michelle Svedese

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco ;

Palavras-chave: plantas nativas; controle biológico; fungos entomopatogênicos

A mosca das frutas, Ceratitis capitata, tem causado grandes prejuízos, principalmente nas plantações de uva e manga, no Vale do

São Francisco e o uso abusivo e indiscriminado de agrotóxicos tem causado sérios prejuízos a população e ao meio ambiente.

Uma alternativa a isso poderá ser o uso de fungos entomopatogênico, destacando-se, Metarhizium anisopliae, isolado ou em

associação com extrato de plantas nativas da caatinga. Diante do exposto, o objetivo do trabalho foi testar a ação do extrato de

Ziziphus joazeiro (juazeiro) separadamente e em associação com uma linhagem fúngica compatível para o controle da C. capitata.

Os experimentos foram realizados no Laboratório de Microbiologia/UNIVASF. Foi utilizada a linhagem de M. anisopliae URM

6128, procedente da Micoteca URM/UFPE e selecionado em estudos prévios de compatibilidade com o extrato de juazeiro. O

extrato aquoso foi elaborado a partir de folhas saudáveis coletadas no campus da Univasf. Adultos de C. capitata foram obtidos da

Embrapa Semiárido. A linhagem foi cultivada em arroz por 12 dias e, em seguida, foram elaboradas suspensões contendo 108

conídios/mL. Foram colocados nos recipientes do primeiro tratamento, frutos de acerola e algodão embebidos com a suspensão

fúngica e o extrato vegetal na concentração de 10%; no segundo tratamento apenas o extrato vegetal. 25 adultos de C. capitata

foram transferidos para cada gaiola, em quatro repetições, totalizando 100 moscas por tratamento. A análise da mortalidade foi

feita diariamente durante 10 dias, e as moscas mortas foram transferidas para câmara úmida pra confirmação da mortalidade. A

análise estatística, utilizando o teste Tukey com nível de significância a 5%, demonstrou que houve diferença significativa entre os

tratamentos sendo observada uma maior mortalidade de moscas no tratamento que associou o extrato vegetal com a linhagem

fúngica, em todas as repetições 93% de mortalidade, no primeiro dia enquanto no tratamento com apenas extrato, a mortalidade

foi de 47%. Em trabalho avaliando a toxidade de extrato de juazeiro às larvas de Ceratitis capitata, observou-se uma elevada taxa

de mortalidade larval e eficiência de controle, 99% e 98,6% respectivamente. Os resultados da pesquisa demonstram que a

associação do fungo com o extrato de juazeiro pode ter um efeito sinérgico e são eficientes no controle da C. capitata.

Apoio: Financiamento da bolsa de iniciação: Facepe

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188

2. Micologia aplicada

DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE PROTEOLÍTICA DE FUNGOS FILAMENTOSOS ISOLADOS DE POLPAS DE

FRUTA COMERCIALIZADAS EM PETROLINA-PE

Suzane Gomes de Assis1; Lucas Tadeu da Silva Neves

1; Maryluce Albuquerque da Silva

1,2; Mariane Louise Marinho Mendes

1,3;

Ricardo Kenji Shiosaki1,2,4

;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade de Pernambuco;

2Universidade Federal de Pernambuco;

3Universidade Federal da Paraíba;

4Faculdade

de Filosofia do Recife;

Palavras-chave: Apergillus niger; Polpa de fruta; Protease

A produção de polpas de frutas tornou-se meio favorável para o aproveitamento das frutas na época da safra, e a comercialização

do produto demonstra grande variabilidade de características organolépticas, porém a qualidade microbiológica não atende a

legislação. As espécies Aspergillus niger e Aspergillus flavus destacam-se dentre os fungos de maior incidência na deterioração de

alimentos, mas frisa-se a importância econômica relacionada à produção de enzimas utilizadas na indústria. Considerando a

demanda pelo produto o estudo objetivou avaliar as características físico-químicas e microbiológicas das polpas produzidas e

comercializadas no município e a determinação da capacidade dos fungos isolados na produção de protease. Foram coletadas 16

amostras de dois estabelecimentos comerciais, de duas marcas distintas (A e B), dos sabores caju e maracujá, avaliando-se 8

amostras de cada fabricante, sendo 4 de cada sabor. Encaminhadas ao laboratório em suas embalagens originais e acondicionadas

em isopor térmico. Quanto à análise físico-química, avaliaram-se parâmetros como pH e Sólidos Solúveis Totais (ºBrix). Para

avaliação microbiológica as amostras foram submetidas à técnica de diluição seriada, inoculadas em placas com meio de cultura

BDA (Batata-Agar-Dextrose) acrescido de antibiótico, após isoladas as populações em UFC e identificadas através do

microcultivo em lâmina, as linhagens foram introduzidas em meio com substrato específico (leite desnatado) para determinação

da atividade proteásica, evidenciada através da medida da zona de precipitação (PZ), onde valores inferiores a 0,64 indicam forte

atividade enzimática. Todos os testes foram realizados em triplicata e submetidos a análises descritivas qualitativas, avaliando-se

média e desvio-padrão. Apenas as amostras do sabor maracujá apresentaram pH em conformidade, e as de caju da marca A

alcançaram os valores preconizados de Sólidos Solúveis Totais. Quanto a qualidade microbiológica a marca A apresentou maior

contaminação, as amostras de maracujá totalizaram 340 UFC/mL para 11 UFC/mL da marca B e as de caju 45 UFC/mL para 7

UFC/mL. Os fungos de maior expressão pertenciam ao gênero Aspergillus (206 UFC/mL), encontrados em regiões de clima

quente, com predomínio no campo, com destaque a espécie Aspergillus niger que evidenciou maior potencial enzimático com

valores de PZ entre 0,37 a 0,41 com desvio-padrão de apenas ±0,02. Embora os resultados obtidos reforcem a necessidade de uma

maior fiscalização frente às polpas produzidas na região, a microbiota encontrada nestes produtos e em outras fontes ambientais

demonstra-se de grande valia e aplicabilidade biotecnológica.

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2. Micologia aplicada

DESCOLORAÇÃO DE CORANTE ÍNDIGO CARMIM POR FUNGOS FILAMENTOSOS ISOLADOS DE ÁGUA

MINERAL

Diana Duarte de Lira1; Augusto Ferraz da Silva Rosa

1; Valéria Ferreira da Silva

1; Erik Jonne Vieira de Melo

1; Patrícia Barbosa

Rodrigues Silva1; Norma Buarque de Gusmão

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: biorremediação; efluentes; Fungos

A indústria têxtil se expande conforme aumento populacional e o despejo de diversos corantes em corpos d’água causam sérios

impactos ecológicos. Dentre desses poluentes o índigo carmim é um corante sintético de coloração azul bastante utilizado, que

tem como característica uma estrutura química estável que lhe confere recalcitrância no ambiente, causando problemas como

toxicidade a organismos vivos. O corante índigo carmim é um corante da classe dos indigoides utilizado principalmente no

tingimento de jeans e seu descarte incorreto por meio de efluentes pode provocar severos danos ambientais. A utilização de fungos

filamentosos que visam a descoloração do corante é uma maneira eficaz para promover a biorremediação de corantes e efluentes

têxteis. Diante disto, este estudo avaliou o potencial de descoloração de corante índigo carmim por dez fungos filamentosos do

Laboratório de Microbiologia Ambiental e Industrial (LAMAI-UFPE) isolados de água mineral. Os fungos (FA1, FA2, FA3, FA4,

FA5, FA6, FA7, FA8, FA9, FA10) foram semeados em ágar Saboraud e mantidos a 30°C durante 7dias. Após esse período foram

inoculados três blocos de gelose (Ø8mm) em frascos Erlenmeyers (250 mL) contendo 50 mL de caldo: água destilada (49,5 mL),

0,02% de extrato de levedura e 500 µL de solução (50 mg/L) de corante índigo carmim. E incubados por sete dias a 30ºC, todos os

experimentos foram realizados em condição estática e em triplicata. A descoloração foi obtida por meio de reduções da

absorbância, o percentual de descoloração (%D) foi calculado com base no cálculo de descoloração %D = (Absorbância inicial –

Absorbância final / Absorbância inicial) x 100. Os resultados obtidos revelaram descoloração de corante por todos os fungos

testados. Entretanto, tendo maior relevância na descoloração os isolados FA1, FA10, FA9 e FA6 que descoloriram ao final do

experimento 40,3%, 41,6%, 47,6% e 64,1%, respectivamente. Os fungos destacados são considerados promissores em virtude das

condições em que foram impostas onde se faz necessária uma otimização de parâmetros do experimento como estado aerado e

suplementação de nutrientes para promover maior descoloração do corante índigo carmim.

Apoio: UFPE, Departamento de Micologia, Departamento de Antibioticos, CNPq, CAPES e FACEPE

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2. Micologia aplicada

DESCOLORAÇÃO DE CORANTE ÍNDIGO CARMIM POR FUNGOS FILAMENTOSOS ISOLADOS DO SOLO DE

MATA ATLÂNTICA DE PERNAMBUCO

Valéria Ferreira da Silva1; Diana Duarte de Lira

1; Augusto Ferraz da Silva Rosa

1; Erik Jonne Vieira de Melo

1; Leonor Alves de

Oliveira Silva1; Tatiana Baptista Gibertoni

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: Corantes; Remediação; Fungos

A indústria têxtil é responsável pelo despejo irregular de corantes sintéticos no ambiente. O corante índigo carmim pertencente à

classe dos indigoides é utilizado com frequência no tingimento de tecidos e seu descarte inadequado pode provocar severos danos

ambientais. Para remediação desses ambientes são utilizados técnicas físico-químicas, entretanto, a técnica biológica é empregada

de maneira eficaz e limpa na degradação de corantes e efluentes têxteis. Diante disto, este estudo avaliou a eficácia na

descoloração de corante índigo carmim por dez fungos filamentosos isolados do solo da Mata de Dois Irmãos de Recife-PE. Os

fungos (01, 02, 03, 04, 05, 06, 07, 08, 09, 10) foram isolados de solo e estão mantidos em meio de cultura no LAMAI-UFPE

(Laboratório de Microbiologia Ambiental e Industrial). foram semeados em ágar Saboraud. Após crescimento de 7dias, três

blocos de gelose foram inoculados em frascos Erlenmeyers (250 mL) contendo 50 mL do caldo: água destilada (49,5 mL), 0,02%

de extrato de levedura e 500 µL de solução (50 mg/L) de corante índigo carmim. O material foi incubado por sete dias a 30ºC,

todos os experimentos foram realizados em condição estática e em triplicata. Para determinar a descoloração foi realizada a leitura

da absorbância após o período de cultivo. Os resultados obtidos revelaram descoloração do corante por todos os fungos analisados

com mais ou menos intensidade. Os fungos 02 e 05 descoloriram 45,1% e 53,5% do corante índigo, respectivamente. Os fungos

02 e 05 são considerados promissores por serem provenientes de regiões não impactadas e terem descolorido o corante em valores

acima de 40%.

Apoio: CNPq, CAPES e FACEPE

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2. Micologia aplicada

PROTEÍNAS DO SOLO RELACIONADAS À GLOMALINA AO LONGO DE GRADIENTE VEGETACIONAL DE

CERRADO

Vilma Maria dos Santos1; Sandra Mara Barbosa Rocha

1; Nilza da Silva Carvalho

1; Ingrid Silva Setubal

1; Danielle Karla Alves da

Silva2; Ademir Sérgio Ferreira de Araújo

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Piauí;

2Universidade do Vale do São Francisco;

Palavras-chave: Cerrado; fitofisionomias; fungo micorrízico arbuscular

Fungos micorrízicos arbusculares (FMA) produzem glomalina, uma glicoproteína presente na parede de esporos e hifas,

quantificada em amostras de solo como proteína do solo relacionada à glomalina (PSRG). Diversos fatores podem afetar a

produção de PSRG como a diversidade de plantas, as condições climáticas, as propriedades físico-químicas e os sistemas de uso e

manejo do solo. Assim, o principal objetivo deste trabalho foi avaliar a produção de PSRG ao longo de um gradiente vegetacional

do Cerrado preservado no Parque nacional de Sete Cidades, PI. Amostras de solo foram coletadas no gradiente composto por

Campo Graminóide, Cerrado sensu stricto e Cerradão durante o período chuvoso (maio/2015) e seco (outubro/2015). Em cada

formação vegetal foram retiradas nove amostras simples na profundidade de 0-10 cm. A partir dessas amostras avaliaram-se duas

frações de PSRGs: facilmente extraível (PSRG- FE) e total (PSRG-T), as quais foram quantificadas pelo método de Bradford. A

fração facilmente extraível foi obtida após autoclavagem do solo (121 ºC/ 30 min.) com citrato de sódio 20 mM, pH 7,0. Para

obtenção da fração total utilizou-se citrato de sódio 50 mM, pH 8,0 seguindo-se a extração em autoclave (121 ºC/1 h). A produção

de PSRGs variou entre as diferentes formações vegetais do Cerrado. Maiores valores de PSRG-FE e PSRG-T foram observados

no solo sob Cerrado sensu stricto e menores no Campo Graminóide nos dois períodos de amostragem. Os resultados demonstram

que a produção de PSRGs é fortemente influenciada pelas diferentes formações vegetais do Cerrado e que no Cerrado sensu

sctricto há maior atividade de FMA no solo. Apoio: FAPEPI, CNPq, UFPI.

Apoio: FAPEPI, CNPq, UFPI.

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2. Micologia aplicada

ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE EXTRATOS ORGÂNICOS DE FUNGO ENDOFÍTICO ISOLADO DE

Humirianthera ampla

Vitória Shiévila dos Santos Gonçalves1; Raissa Mariane de Souza Ribeiro

1; Reinan Nascimento Barbosa

1; Akenaton Onassis

Cardoso Viana Gomes2; Natália Nogueira Saraiva

1; Maria da Conceição Ferreira de Oliveira

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Sergipe, Lagarto-SE, Brasil. ;

2Universidade Federal do Ceará, Fortaleza-CE, Brasil. ;

Palavras-chave: Atividade antifúngica; Extratos fúngicos; Métodos de extração

Os fungos, assim como a maioria dos produtos naturais, são capazes de produzir metabólitos secundários bioativos. Dessa forma,

há um grande interesse no estudo de atividades biológicas de extratos orgânicos obtidos a partir de fermentações fúngicas. Com

isso, esse trabalho teve como objetivo a otimização da produção de extratos a partir da fermentação do fungo endofítico B4-3L

isolado de Humirianthera ampla e avaliação da atividade antifúngica. O fungo foi crescido nos meios de cultura caldo batata-

dextrose (BD), caldo saboraud-dextrose (SBD) e caldo de carne e peptona (MEP), durante 22 dias em temperatura ambiente. Os

extratos orgânicos foram também obtidos por diferentes métodos de extração: maceração (M), ultrassom (U), ultrassom +

maceração (UM) e partição líquido-líquido. Para extração do micélio foi utilizado uma mistura binária dos solventes acetato de

etila e metanol na proporção 1:1 e para as partições do meio líquido foi utilizado acetato de etila. O perfil cromatográfico foi

analisado por cromatografia em camada delgada analítica (CCDA) e a avaliação da atividade antifúngica dos extratos foi realizada

frente a cepa Candida albicans pelo método de difusão em ágar, utilizando discos de papel filtro estéril embebidos com soluções

de extratos fúngicos na concentração de 20 mg/mL. Todos os experimentos foram realizados em triplicata e analisados

estatisticamente usando o programa STATISTICA 7.0. O extrato orgânico que obteve metabólitos intracelulares com maior massa

foi adquirido pela fermentação em meio SBD e extraído por maceração, apresentando média das triplicatas de 0,08 g entre as

condições testadas e diferença significativa (p<0,05) da maioria das combinações de meio de cultura e método de extração

avaliada. A partir da análise em CCDA, foi verificado um perfil semelhante nos extratos orgânicos obtidos nos meios de cultura

BD e SBD. Na atividade antifúngica verificou-se que os extratos obtidos por partição líquido-líquido pelos caldos dos meios BD e

SBD, apresentaram halos de inibição frente ao crescimento da C. albicans, respectivamente, 10,13 mm ± 0,25 mm e 9,60 mm ±

0,51 mm. Possivelmente, a cepa libera metabólitos antifúngicos para o meio extracelular. Foi possível identificar que o fungo B4-

3L é um promissor produtor de extratos orgânicos para uma investigação de metabólitos com atividade antifúngica. Além disso, o

estudo ressalta a importância da otimização de parâmetros de crescimento e produção de extratos orgânicos na investigação de

substâncias bioativas.

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2. Micologia aplicada

ANTAGONISMO DE LINHAGENS DE Saccharomyces cerevisiae FRENTE À Pseudomonas aeruginosa.

Leonardo Matheus Pereira Aguiar1; Viviane Maia da Silva

2; Suzana Ferreira Magalhães Gadéa

3; Hélio Mitoshi Kamida

4;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Estadual de Feira de Santana;

2Universidade Estadual de Feira de Santana;

3Universidade Estadual de

Feira de Santana; 4Universidade Estadual de Feira de Santana;

Palavras-chave: Leveduras; Bactérias; Inibição

O gênero Saccharomyces, assim como outros microrganismos, é utilizado desde os primórdios das civilizações para a produção de

alimentos como pães, e bebidas , vinhos e cervejas. Ao longo do tempo, essas leveduras passaram pelos processos de

domesticação e aprimoramento das técnicas de uso e cultivo, tornando-se um dos micro-organismos de maior importância para o

homem, sendo utilizada também na fabricação de biocombustível, probióticos, ou como micro-organismo padrão em ensaios

biológicos. Desta forma, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o potencial antagônico, in vitro, de 15 linhagens de

Saccharomyces cerevisiae isoladas de fermentações espontâneas da produção de cachaça artesanal, depositadas na Coleção de

Cultura de Micro-organismos da Bahia (CCMB) frente à Pseudomonas aeruginosa. Para a realização do teste in vitro,foi

utilizado o método da dupla camada. Uma alíquota de 5 µL da cultura da levedura crescida em caldo Yeast Peptone Glucose

(YPG) durante 24 horas, a 37ºC, foi alocada no centro da placa de Petri contendo ágar Sabouraud Dextrose. Após incubação a

37ºC, por 48 horas, estas foram colocadas em posição invertida e em cada tampa foi adicionado 0,5 mL de clorofórmio (100%).

Depois de 30 minutos, foram abertas para evaporação do clorofórmio residual em capela de exaustão e uma sobrecamada de 3,5

mL de ágar Brain Heart Infusion (BHI) semi-sólido (0,8% de ágar) acrescido de 10 µL de uma cultura da bactéria reveladora,

crescida por 24 horas a 37ºC em caldo BHI, foi colocada sobre o ágar. Após incubação a 37ºC por 24 horas, efetuou-se a leitura de

formação de halos de inibição. O critério de determinação dos resultados foi a presença ou ausência do referido halo,

independente da sua dimensão. Todos os testes foram realizados em triplicatas.Como resultado, dentre as 15 linhagens testadas,

07 apresentaram halos de inibição, cerca de 46,6% das linhagens. A atividade antagônica produzida pelas linhagens de S.

cerevisiae, poderia ser explicada por meio da produção de etanol, proteases ou modificações das condições físico-quimicas do

ambiente por parte das leveduras. Porém, ensaios mais aprofundados devem ser realizados para uma maior investigação sobre os

resultados obtidos. Os resultados do ensaio, demonstram a potencial utilização dessas leveduras no combate a P. aeruginosa e

outros possíveis patógenos e a importância do desenvolvimento de estudos nessa linha de pesquisa.

Apoio: UEFS/ CNPq

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3. Fungos de importância agropecuária

CONTROLE ALTERNATIVO DO MOFO PRETO DO CAJUEIRO EM ÁREA DE TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA

Amanda Lucia Alves1; Luis Felipe Barbosa da Silva

1; João Paulo dos Santos de Carvalho

1; Patricia Vieira Tiago

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade Universitária, Recife, PE.;

Palavras-chave: Agroecologia; Anacardium occidentale; Pilgeriella anacardii

Áreas em processo de transição agroecológica podem apresentar perdas de produtividade devido a pragas e doenças nos seus

primeiros anos de manejo, pois necessita-se de tempo para restaurar mecanismos ecológicos que promovam o controle biológico.

Os controles biológico e alternativo são um dos princípios orientadores nesse processo. O Mofo Preto, causado por Pilgeriella

anacardii (=Perisporiopsella anacardii), é uma doença comum em folhas de cajueiro (Anacardium occidentale) presentes no

Assentamento Chico Mendes III que está em processo de transição agroecológica. As folhas dos cajueiros apresentam uma massa

escura constituída pelas estruturas reprodutivas do fungo. Este emite haustórios que penetram o tecido do hospedeiro que

resultarão em manchas cloróticas com posterior necrose do tecido. Este trabalho tem como objetivo verificar o efeito da calda a

base de leite e cinza no controle do Mofo Preto do cajueiro em uma área de transição agroecológica. O Assentamento Chico

Mendes III está localizado entre os municípios de São Lourenço da Mata e Paudalho – PE. Inicialmente foram identificados

cajueiros que apresentavam características da doença. Para a confecção da calda, para cada 10 litros de água utilizou-se 150g de

cinzas de madeira, 150g de esterco fresco bovino, 150g de açúcar e 250 ml de leite, sendo a mistura obtida coada antes de ser

utilizada. A preparação e aplicação da calda foi realizada com os agricultores a cada quinze dias entre os meses de agosto à

novembro de 2014. A aplicação foi no início da manhã ou final da tarde, evitando-se dias chuvosos. Foi observado uma

diminuição da massa escura do Mofo Preto do cajueiro e a calda também proporcionou o aparecimento de folhas sadias. Essa

calda funciona como um biofertilizante, apresentando efeitos fungistático, bacteriostático e repelente sobre insetos, conferindo as

plantas maior resistência a agentes patogênicos e aspectos saudáveis. A aplicação da calda foi eficaz no controle de P. anacardii,

sendo uma alternativa segura e de baixo custo para os agricultores.

Apoio: PROExc - UFPE

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3. Fungos de importância agropecuária

EFEITO DO ÓLEO ESSENCIAL DE Schinopsis brasiliensis (ANACARDIACEAE) SOBRE O CRESCIMENTO

MICELIAL DE Colletotrichum gloeosporioides

Ceres Suely Campos Sena1; Alyne de Oliveira Amorim

1; Virton Rodrigo Targino de Oliveira

1; Jéssica Nayara Costa e Silva

1;

Francisco Fábio Mesquita Oliveira1; Ramiro Gustavo Valera Camacho

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ;

Palavras-chave: baraúna; crescimento micelial ; óleo essencial

O controle alternativo de fungos fitopatogênicos utilizando-se óleos essenciais mostra-se bastante promissor em função da sua

eficácia e pelo fato de não apresentar efeitos residuais nocivos. Os óleos essenciais, assim como seus constituintes, podem atuar

como agentes fungistáticos e/ou fungicidas, dependendo das concentrações utilizadas e da constituição química. O Bioma

Caatinga é bastante rico em espécies vegetais produtoras de óleos essenciais, embora esse potencial ainda permaneça praticamente

inexplorado. Dentre as espécies produtoras de óleos essenciais destaca-se a Schinopsis brasiliensis , cujo potencial dos seus

metabólitos permanecem praticamente desconhecidos. Nesse sentido esse trabalho objetivou avaliar a ação do óleo essencial da S.

brasiliensis (OESb) sobre o desenvolvimento do micélio de Colletotrichum gloeosporioides. A partir de folhas frescas, o óleo

essencial extraído por hidrodestilação, foi misturado ao meio batata dextrose e ágar (BDA), ainda fundente, nas concentrações de

0,05%; 0,1% e 0,15% (v/v). Os controles positivo e negativo foram o fungicida comercial Captan® SC (0,0001%, v/v) e água

destilada, respectivamente. O meio BDA contendo os tratamentos foi vertido em placas de Petri, onde após a solidificação, os

discos miceliais de C. gloeosporioides com aproximadamente 6 milímetros de diâmetro foram inoculados no centro das placas de

Petri. Após isso avaliou-se o crescimento micelial, onde o término das avaliações ocorreu quando o tratamento controle negativo

atingiu 75% do seu crescimento dentro da placa de Petri. A percentagem de inibição do crescimento micelial foi determinada por

meio da aplicação da seguinet fórmula: PIC = [(CFC - CFT)/CFC] x 100, Onde: PIC = porcentagem de inibição; CFC =

crescimento do fungo no controle; CFT = crescimento do fungo no tratamento. Os dados foram analisados com base em um

delineamento inteiramente casualizado, com 5 tratamentos e 12 repetições. Foram submetidos a análise de variância, seguida pelo

teste de Tukey a 1%, para detectar diferenças significativas. Conforme os resultados obtidos, o controle negativo apresentou maior

desenvolvimento micelial em relação aos demais tratamentos avaliados, apresentando um crescimento de 100%. Em relação aos

demais tratamentos, o controle positivo provocou uma inibição de 80%, enquanto o OESb a 0,5% não afetou de forma

significativa o crescimento do fungo. Por outro lado, o OESb nas doses de 0,1% e 0,15% provocaram inibições de 62,22% e

68,78%, embora não diferindo entre si. Esses valores de inibição, mostra que o OESb teve um efeito fungitóxico dose-dependente,

evidenciando a utilização desse metabólito no controle alternativo do fitopatógeno.

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3. Fungos de importância agropecuária

ATIVIDADE PROTEOLÍTICA DE FUNGOS FITOPATOGÊNICOS AO FEIJOEIRO

Amanda Cupertino de Queiroz Brito1; Maria Eduarda Francine Souza de Lima

2; Juliana Ferreira de Mello

1; Thayza Karine de

Oliveira Ribeiro3; Antonio Félix da Costa

3; Luciana Gonçalves de Oliveira

3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

2Faculdade São Miguel;

3Instituto Agronômico de Pernambuco;

Palavras-chave: Enzimas; Phaseolus vulgaris ; Vigna unguiculata

Doenças provocadas por fungos, principalmente os de solo, estão entre os principais problemas que acometem a cultura do feijão.

Além de reduzir a qualidade do produto podem causar perda na produtividade, repercutindo no preço e comercialização. Muitos

microrganismos fitopatogênicos produzem proteases extracelulares que exercem importante papel na patogênese. Em vista disso,

o trabalho teve como objetivo analisar a atividade proteolítica de Rhizoctonia solani, Sclerotium rolsfii e Sclerotinia sclerotiorum,

patogênicos aos feijões comum (Phaseolus vulgaris) e caupi (Vigna unguiculata). Para análise da atividade proteolítica foram

transferidos discos de micélio, com cinco milímetros de diâmetro, para placas de Petri contendo meio ágar caseína do leite, em

cinco repetições, e posteriormente foram incubadas em BOD (26 ± 1 °C e 80 ± 10% UR) por 96 h. A revelação dos halos de

degradação enzimática foi feita por meio da adição de ácido tricloroacético (10%) às placas de Petri e a atividade proteolítica foi

determinada pelo Índice de Relação Enzimática (IRE = D/d), onde D representa a soma do diâmetro total da colônia com o

diâmetro do halo de degradação e d equivale ao diâmetro da colônia sem o halo. Sendo assim, índices que variam entre 1,0 e 1,5

são considerados positivos para a atividade proteolítica (caseinase). A degradação da protease foi observada, em S. rolfsii (IRE=

1,034) e R. solani (IRE= 1,326). Diferentemente, não foi observada formação de halo de degradação por Sclerotinia sclerotiorum.

A produção de proteases é um fator de patogenicidade fúngica, pois essas enzimas promovem a hidrólise da parede e da

membrana celular vegetal, permitindo a penetração e infecção do fungo nas plantas hospedeiras. Quanto mais baixo o IRE maior é

a atividade enzimática dos fungos. S.rolfsii e R. solani demonstram potencial para a produção de proteases em meio de cultura

contendo caseína do leite.

Apoio: CNPq

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3. Fungos de importância agropecuária

ATIVIDADE FUNGITÓXICA DE EXTRATOS VEGETAIS SOBRE FUNGOS FITOPATOGÊNICOS AO FEIJOEIRO-

COMUM

Amanda Cupertino de Queiroz Brito1; Juliana Ferreira de Mello

1; Thayza Karine de Oliveira Ribeiro

2; Emmanuelle Rodrigues

Araújo2; Antonio Félix da Costa

2; Luciana Gonçalves de Oliveira

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

2Instituto Agronômico de Pernambuco;

Palavras-chave: Allium sativum L; Rosmarinus officinalis L; Ruta graveolens

O uso de extratos vegetais tem sido uma alternativa ao controle de diversos patógenos, pois permitem a substituição de

agroquímicos no ambiente, além de ter baixa toxidez e rápida degradação no ambiente. Em vista disso, o trabalho teve como

objetivo avaliar o efeito fungitóxico de bulbilhos de alho (Allium sativum L.), folhas de alecrim (Rosmarinus officinalis L.) e

arruda (Ruta graveolens) sobre fungos patógenos ao feijoeiro-comum (Phaseolus vulgaris). Para a obtenção dos extratos, os

bulbilhos e as folhas foram secos a 50°C durante 96h, em estufa. Para o extrato vegetal aquoso, foi feita uma solução estoque a

30%, posteriormente esterilizada e conservada a 4°C. Quanto ao extrato hidroalcoólico, 300g do material vegetal foram

adicionados a 1000 ml de álcool 70% durante duas horas, posteriormente a solução foi filtrada e colocada em banho-maria (45°C)

por 16h para evaporação do álcool e o volume final ajustado com água destilada. Foram utilizados quatro tratamentos (0%, 5%,

10% e 20%) em que os extratos foram adicionados em meio BDA fundente. Discos de micélio foram transferidos para o centro

das placas de BDA com extrato vegetal e incubadas a 26°C por 96 h. A medição do crescimento micelial foi realizada após sete

dias de inoculação dos patógenos no meio de cultura. Para os extratos aquoso e hidroalcoólico de alho foi observada diminuição

no crescimento micelial à medida que as concentrações aumentavam para Colletotrichum dematium, Curvularia eragrostidis,

Fusarium equiseti, F. lateritium, F. oxysporum f sp. phaseoli e F. solani. Por outro lado, não foi evidenciada ação fungitóxica dos

extratos de alho para Macrophomina phaseolina e Sclerotium rolfsii. Quanto aos extratos aquoso e hidroalcoólico de alecrim,

também houve decréscimo no crescimento micelial das espécies estudadas, contudo o extrato de alecrim hidroalcoólico foi mais

eficiente no controle dos fitopatógenos, principalmente para M. phaseolina, nas concentrações de 10% e 20%, onde não se

observou o crescimento do fungo. Para os extratos aquoso e hidroalcoólico de arruda, a ação fungitóxica foi evidenciada para

maioria das espécies estudadas, exceto para M. phaseolina. Não foi observado crescimento micelial deS. rolfsii no extrato aquoso

de arruda a 20% e, para o extrato hidroalcoólico de arruda a ação fungitóxica foi evidenciada em 50% das espécies analisadas a

partir da concentração 10%. Os extratos vegetais de alho, arruda e alecrim são uma alternativa ao controle de patógenos do

feijoeiro-comum.

Apoio: CNPq

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3. Fungos de importância agropecuária

RELATO DE OCORRÊNCIA DE "CARVÃO DO MILHO" (Ustilago maydis) NO SERTÃO PERNAMBUCANO

Amanda Vieira de Barros1; Airton de Lima Gomes

1; Virgínia Medeiros de Siqueira

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal Rural de Pernambuco / Unidade Acadêmica de Serra Talhada;

Palavras-chave: Ensino em micologia; Fitopatologia; Ustilago maydis

O fungo Ustilago maydis (Eukaryota; Fungi; Dikarya; Basidiomycota) é conhecido por provocar a doença “carvão do milho’’ em

espécies de Zea mays. Esta fitopatologia é classificada como de importância secundária no Brasil, pois o número de espigas

infectadas na produção não chega a 10% da área total cultivada. Porém, nos últimos anos o número de casos vem aumentando

significativamente. O presente trabalho teve por objetivo relatar a ocorrência de U. maydis no município de Santa Cruz da Baixa

Verde -Pe, destacando as principais carcteristicas do fungo, fitopatologia e métodos de combate. Em maio de 2017 foram

coletadas espigas de milho em uma pequena produção em Santa Cruz da Baixa Verde, PE, localidade onde ocorreu mudança

rápida de verão seco para condições de elevada disponibilidade de água, fator este predisponente para o surgimento da doença. As

espigas apresentavam tumores (hiperplasia) contendo em seu interior uma massa pulverulenta negra. Através da microscopia

óptica, foram observados teliosporos elipsóides, equinulares, de cor preta, característicos de U. maydis. Diante do caso registrado

no sertão do Pajeú, levantou-se informações a partir de publicações científicas sobre a espécie, buscando fundamentação teórica.

Em pesquisa, constatou-se que o fungo é um fitopatógeno biotrófico, responsável por infecções em espigas de Z. mays

sob condições debilitadas, como estresse hídrico, deficiência nutricional e temperaturas entre 26 e 34 °C, que favorecem seu

crescimento. Apesar de ser considerado uma iguaria mexicana conhecida como ''huitlacoche'', o qual é cultivado em espécies

de Zea mexicana, alguns autores relatam que o consumo de espigas infectadas pode causar envenenamento, tanto no homem como

em animais. Visto que, atualmente não representa grande ameaça à produção de milho, sua habilidade de infectar plantas e

apresentar sintomas em curto prazo, necessita de acompanhamento. Desta forma, aconselha-se o controle de boas práticas

agrícolas, evitando o estresse hídrico e altas doses de N (Nitrogênio). O uso de cultivares de milho resistentes à Ustilago maydis é

recomendado, entretanto, essa resistência é pouco conhecida nas cultivares comerciais. O bom empalhamento, rotação de culturas,

redução de injúrias e de lagartas nas espigas também podem contribuir para a reduzir a ocorrência da doença. Diante deste relato,

conclui-se que é de extrema relevância o estudo sobre o fungo, pouco conhecido por produtores e pesquisadores do interior de

pernambucano. Adicionalmente, salienta-se a importância deste relato no ensino de Microbiologia, Micologia e Fitopatologia em

cursos de graduação na UFRPE/UAST.

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3. Fungos de importância agropecuária

PARASITISMO DE Cordyceps sp. (ASCOMYCOTA: HYPOCREALES) EM ABELHA

Vanessa Lopes Lira1; Ana Carla da Silva Santos

1; Deyse Viana dos Santos

1; Romero Marinho de Moura

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1 Departamento de Micologia, Centro de Biociências, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil. ;

Palavras-chave: Associação fungo-inseto; Biocontrole; Fungo entomopatogênico

Cordyceps (Fr.) Link é um gênero de fungos entomopatogênicos que compreende cerca de 400 espécies, cujas fases assexuadas

correspondentes estão distribuídas em mais 25 gêneros anamorfos, dentre os quais estão os mais utilizados em programas de

controle de insetos-praga, tais como Beauveria Vuill., Isaria Fr., Lecanicillium W. Gams & Zare e Metarhizium Soroki. O

objetivo deste trabalho foi registrar a ocorrência de Cordyceps sp. parasitando abelha. O fato foi constatado em Reserva de Mata

Atlântica, no Vale dos Macacos, município de Camaragibe, Pernambuco, Brasil durante o período chuvoso de 2016. O material

foi coletado, acondicionado em pote de plástico de 70 mL e transportado para o Laboratório de Fungos Fitopatogênicos e

Biocontroladores do Departamento de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. O exemplar foi colocado em

câmara úmida, umidificada a cada três dias, durante um período de 10 dias, para o melhor desenvolvimento das estruturas

fúngicas. Do inseto colocado em câmara-úmida desenvolveu-se um micélio hialino, septado, cobrindo as regiões torácica e

cefálica. Foi possível observar longo estroma crescendo a partir da região anterior do tórax, bastante comprometido pelo fungo. A

região abdominal, aparentemente, não foi afetada. Por se encontrarem imaturos, os estromas não revelaram ascósporos e, por isso,

o fungo não foi identificado em nível de espécie. Embora Cordyceps apresente ampla distribuição geográfica, há poucos registros

de ocorrência para o Brasil e não há para a América do Sul relatos deste fungo atacando abelhas. A distribuição, diversidade e

ecologia de Cordyceps no Brasil ainda são pouco conhecidas e precisam ser melhor estudadas, visando a ampliação do

conhecimento sobre esses fungos e sua aplicabilidade.

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3. Fungos de importância agropecuária

ISOLADOS DE Fusarium ASSOCIADOS A LESÕES DE Puccinia psidii EM JAMBO-DO-PARÁ (Syzygium malaccense)

Ana Carla da Silva Santos1; Vanessa Lopes Lira

1; Patricia Vieira Tiago

1; Neiva Tinti de Oliveira

1; Romero Marinho de Moura

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco;

Palavras-chave: Complexos de espécies Fusarium fujikuroi e Fusarium solani; Ferrugem amarela; Micoparasitismo

Syzygium malaccense (L.) Merryl et Perry, conhecido como jambo-do-Pará é uma espécie arbórea, frutífera e ornamental,

utilizada na produção de corante e na medicina tradicional. Uma das principais doenças do jambo-do-Pará é a ferrugem amarela,

causada por Puccinia psidii Winter, que ocasiona lesões em folhas e caules em desenvolvimento, afetando os processos

fisiológicos do hospedeiro. Assim sendo, métodos de controle são necessários e o controle biológico é uma alternativa

recomendável. Os objetivos deste trabalho foram reportar o micoparasitismo (hiperparasitismo) de isolados de Fusarium spp. em

P. psidii e caracterizar estes isolados por meio de marcadores morfológicos e moleculares. Folhas de S. malaccense com pústulas

aparentemente hiperparasitadas foram coletadas na Granja Visgueiro, Vale dos Macacos, Camaragibe, Pernambuco, Brasil e

conduzidas a laboratório. Havia uma correlação aparente entre a paralisação da evolução das lesões de ferrugem e a presença de

micélio claro de um fungo hiperparasita. Propágulos destes fungos foram assepticamente transferidos, com auxílio de agulha, para

placas de Petri contendo meio de cultura batata-dextrose-ágar (BDA). Após a purificação das colônias, dois isolados, um de cada

morfotipo observado, foram selecionados para a caracterização morfológica e molecular. De acordo com o blast da sequência de

DNA da região TEF na base de dados FusariumMLST, um isolado pertence ao Complexo de espécies Fusarium fujikuroi (FFSC),

espécie Fusarium concentricum (com 99,52% de similaridade) e o outro ao complexo de espécies Fusarium solani, apresentando

99,26% de similaridade com uma espécie filogenética ainda não descrita morfologicamente. Em meio BDA, estes fungos

apresentaram coloração roxo acinzentado e cinza vináceo, respectivamente. EM meio SNA Fusarium concentricum produziu

macroconídios medindo 20 (30,38) 40 µm com 3 a 5 septos, e microconídios clavados, obovóides ou piriformes medindo 5 (7,5)

10 µm e produzidos sobre falsas cabeças. Os microconídios apresentavam de 0 a 1 septo, 0 em grande maioria. A filoespécie

FSSC27 apresentou macroconídios retos, medindo 20 (27,88)37,5 µm e microconídios ovais ou obovóides com a base truncada,

apresentando de 0 a 1 septo, produzidos sobre fiálides relativamente longas, em falsas cabeças. Clamidósporos não foram

observados. O registro da ocorrência destas duas espécies de Fusarium parasitando uredósporos de P. psidii pode levar a outros

estudos de viabilidade de uso destes hiperparasitas em controle biológico da ferrugem amarela.

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3. Fungos de importância agropecuária

ANTAGONISMO DE ISOLADOS DE Trichoderma spp. SOBRE PATÓGENO DO FEIJOEIRO COMUM

Ana Cláudia Tenório do Amaral1; Anderlechi Barbosa da Silva

1; Patrícia Vieira Tiago

1; Neiva Tinti de Oliveira

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco/ Depto de Micologia, Av. Prof. Nelson Chaves, s/n, Cidade Universitária,

CEP 50670-420, Recife-PE. ;

Palavras-chave: Controle biológico; Fitopatógeno; Phaseolus vulgaris

Espécies pertencentes ao gênero Trichoderma spp. apresentam potencial de biocontrole de doenças fúngicas em plantas. Este

trabalho teve por objetivo avaliar o controle in vitro de isolados de Macrophomina phaseolina agente causador da podridão

cinzenta do feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) por espécies de Trichoderma. Foram utilizados 15 isolados de Trichoderma (T)

provenientes de solo de sistemas agroflorestais, todos já previamente coletados e dois isolados de M. phaseolina (M2 e M3)

obtidos de feijoeiro comum, fornecidos pelo Instituto Agronômico de Pernambuco. Para avaliar o antagonismo dos isolados

de Trichoderma contra fungos fitopatogênicos foi utilizado o método de cultura pareada, onde patógeno e antagonista foram

inoculados opostamente em cada placa em meio de cultura BDA. As placas foram incubadas à temperatura de 25°C em BOD por

7 dias. As avaliações foram realizadas através medições do crescimento radial das colônias do patógeno aos sete dias após

repicagem dos antagonistas. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com quatro repetições, cada parcela foi

representada por quatro placas de Petri. Os dados obtidos foram submetidos a análises de variância e as médias, comparadas pelo

teste de Tukey. A partir da avaliação dos confrontos diretos constatou-se potencial antagônico contra M. phaseolina os isolados

pertencentes às espécies: T5 - T. atroviride (65%), T6 - T. atroviride (55,84%), T4 -T. atroviride (54,44%) para o isolado

patogênico M3 e T9 - T. atroviride seguido de T3 – T. harzianum, ambos com 51,39% para o isolado M2. Os menores percentuais

foram registrados nos isolados T7 - T. harzianum e T11 - T. brevicompactum com 30% respectivamente. Em todos os tratamentos

avaliados constatou-se sobreposição do antagonista sobre o patógeno, evidenciando seu alto potencial de competição. A partir dos

resultados obtidos neste trabalho concluímos que dos 15 isolados de Trichoderma, cinco foram eficazes na redução do

crescimento micelial dos fitopatógenos em meio de cultura, T3, T4, T5, T6 e T9. O conhecimento do potencial antagônico entre

estes isolados é de extrema importância para a seleção de agentes de biocontrole eficientes para posteriores testes in vivo.

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3. Fungos de importância agropecuária

AVALIAÇÃO DO ANTAGONISMO IN VITRO DE ISOLADOS DE Trichoderma spp. CONTRA Sclerotinia

sclerotiorum (LIB.) DE BARY

Ana Cláudia Tenório do Amaral1; Anderlechi Barbosa da Silva

1; Rafael Leão Soares de Oliveira

1; Antônio Félix da Costa

2;

Patrícia Vieira Tiago1; Neiva Tinti de Oliveira

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco/ Depto de Micologia, Av. Prof. Nelson Chaves, s/n, Cidade Universitária,

CEP 50670-420, Recife-PE. ; 2Instituto Agronômico de Pernambuco, Av. Gen. San Martin, 1371 - Bongi, CEP 50761-000, Recife

- PE. ;

Palavras-chave: Biocontrole; Feijoeiro; Fungos fitopatogênicos

Sclerotinia sclerotiorum (Lib.) de Bary agente causador do mofo branco é capaz de infectar mais de 400 espécies de plantas,

sendo este responsável por grandes perdas anuais a grandes culturas, dentre elas a do feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.). Espécies

pertencentes ao gênero Trichoderma estão entre as mais utilizadas práticas de biocontrole contra doenças de plantas em todo

mundo. O efeito supressor de doenças por Trichoderma spp. é atribuído aos efeitos antagônicos contra o fungo patogênico, em

alguns casos sua capacidade de produzir metabólitos, competição por nutrientes, além do hiperparasitismo. Este trabalho teve por

objetivo avaliar o potencial controle in vitro de isolado de Sclerotinia sclerotiorum por espécies de Trichoderma. Foram utilizados

15 isolados de Trichoderma provenientes de solo de sistemas agroflorestais, todos já previamente coletados e um isolado de S.

sclerotiorum obtido de feijoeiro comum, fornecido pelo Instituto Agronômico de Pernambuco. Para avaliar o antagonismo dos

isolados de Trichoderma contra o fungo fitopatogênico foi utilizado o método de cultura pareada, onde patógeno e antagonista

foram inoculados opostamente em cada placa em meio BDA. As placas foram incubadas à temperatura de 25 °C em BOD por 12

dias. As avaliações foram realizadas através de medições do crescimento radial das colônias do patógeno, 12 dias após repicagem

dos antagonistas. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com quatro repetições, cada parcela foi representada

por quatro placas de Petri. A partir da avaliação dos confrontos diretos constatou-se potencial antagônico contra S. sclerotiorum os

isolados pertencentes às espécies: T10 - T. atroviride (56,9%), T1 - T. longibrachiatum (55,8%) e T14 -T. brevicompactum (52,5%).

Os menores percentuais foram registrados nos isolados T13 - T. asperellum com 44,7% e T11 - T. brevicompactum com 38,61%. A

partir dos resultados obtidos concluímos que dos 15 isolados de Trichoderma, três T1, T10, e T14 foram eficazes na redução do

crescimento micelial do fitopatógeno. O potencial antagônico destes isolados os indica para testes in vivo como possíveis

controladores do mofo branco no feijoeiro.

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3. Fungos de importância agropecuária

COMBINAÇÃO DE EXTRATOS DE PAU-BRASIL A ISOLADOS DO COMPLEXO DE ESPÉCIES Fusarium

incarnatum-equiseti NO CONTROLE DE Dactylopius opuntiae

Athaline Gonçalves Diniz1; Ana Carla da Silva Santos

2; Rafael Leão Soares de Oliveira

3; Antonio Félix da Costa

4; Mariele Porto

Carneiro Leão5; Patrícia Vieira Tiago

6;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco, Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade Universitária Recife-PE.;

2Universidade Federal de Pernambuco, Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade Universitária Recife-PE.;

3Universidade Federal de

Pernambuco, Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade Universitária Recife-PE.; 4Instituto Agronômico de Pernambuco, Av. Gen.

San Martin, 1371 - Bongi, Recife-PE. ; 5Universidade Federal de Pernambuco, Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade

Universitária Recife-PE.; 6Universidade Federal de Pernambuco, Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade Universitária Recife-PE.;

Palavras-chave: Extratos vegetais; Fungos entomopatogênicos; Inseto-praga

A palma forrageira (Opuntiae ficus-indica), adaptada às condições semiáridas do nordeste brasileiro e utilizada na alimentação de

animais e humanos, vem sofrendo com a ação da cochonilha-do-carmim (Dactylopius opuntiae). Este inseto se alimenta da seiva

vegetal acarretando na morte de plantações inteiras. Para o seu controle, os agricultores fazem uso de agrotóxicos, porém, devido

aos riscos decorrentes da utilização destes produtos, buscam-se alternativas de controle que sejam mais seguras ao meio ambiente,

a saúde do homem e de animais, eficientes e de baixo custo. Dessa forma, objetivou-se analisar a eficácia de extratos de pau-brasil

(Paubrasilia echinata) combinados a três isolados do complexo de espécies Fusarium incarnatum-equiseti (FIESC - 20) no

controle da cochonilha-do-carmim in vitro e em casa de vegetação. Em ambas as condições, os isolados e extratos também foram

testados de forma individual. A seleção dos isolados e da concentração dos extratos de pau-brasil utilizados foram baseados em

estudos anteriores de compatibilidade entre eles. A combinação que apresentou o maior valor de mortalidade foi testada em casa

de vegetação. Foram testadas as seguintes combinações in vitro: URM6777 + extrato aquoso 5%, URM6779 + extrato aquoso

20%, URM6776 e URM6777 + extrato hidroalcoólico 5% e URM6779 + extrato hidroalcoólico 20%. Palmas contendo insetos

foram pulverizadas com quatro mL da suspensão de conídios (1 x 107 conídios/mL) + extrato vegetal utilizando-se pulverizador

manual e mantidas em recipientes plásticos com abertura coberta por um pano de algodão a 28ºC. Após 10 dias, foi observada a

quantidade de insetos mortos e vivos em estereomicroscópio e aplicada a fórmula para a mortalidade corrigida. No bioensaio in

vitro com extrato aquoso, os maiores valores de mortalidade corrigida foram obtidos pelo emprego individual dos isolados

URM6779 (89,26 %) e URM6777 (88,99%). O mesmo ocorreu para o extrato hidroalcoólico, destacando-se o isolado URM6777

(86,77%). Para estudo em casa de vegetação, foi selecionada a combinação URM6779 + extrato aquoso de pau-brasil 20%. Como

observado in vitro, a mortalidade causada pelo uso individual do fungo (76,26%) foi mais eficaz do que o seu uso combinado com

extrato. Desta forma, a eficácia na mortalidade dos insetos é maior para os isolados FIESC - 20 testados individualmente do que

combinados a extratos de pau-brasil, logo o isolado URM6779 é indicado para testes futuros contra a cochonilha-do-carmim em

campo.

Apoio: CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico)

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3. Fungos de importância agropecuária

PATOGENICIDADE DE ISOLADOS DO COMPLEXO DE ESPÉCIES Fusarium incarnatum-equiseti E Isaria sp. NO

CONTROLE DA MOSCA-NEGRA-DOS-CITROS

Athaline Gonçalves Diniz1; Ana Carla da Silva Santos

2; Patricia Vieira Tiago

3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco, Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade Universitária Recife - PE.;

2Universidade Federal de Pernambuco, Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade Universitária Recife - PE.;

3Universidade Federal

de Pernambuco, Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade Universitária Recife - PE.;

Palavras-chave: Praga dos citros; Fungos entomopatogênicos; Controle biológico

Aleurocanthus woglumi Ashby (Hemiptera: Aleyrodidae), conhecido como mosca-negra-dos-citros, é um dos principais insetos-

praga de plantas citrícolas no Brasil, sendo responsável por grandes perdas econômicas. O controle desse inseto é realizado por

meio da aplicação de inseticidas químicos, os quais trazem riscos para a saúde de humanos e outros animais, além de danos para o

meio ambiente. Uma forma de minimizar o uso de inseticidas químicos é a utilização do controle biológico, o qual faz uso de

organismos vivos, tais como fungos entomopatogênicos, para o controle de insetos-praga. Esse estudo teve como objetivo avaliar

a patogenicidade de isolados do complexo de espécies Fusarium incarnatum-equiseti (FIESC 17) e Isaria sp., obtidos a partir de

A. woglumi, contra o referido inseto. Foram utilizados dois isolados de Isaria sp. e dois isolados do FIESC 17. O delineamento

experimental foi inteiramente casualizado envolvendo 5 tratamentos (4 fungos + controle) e cinco repetições (folhas de citros

contendo 40 ninfas de 3° e 4 ° instar). As folhas de citros infestadas foram coletadas em sistema de policultivo em Paudalho, e o

excesso de ninfas retirado com o auxílio de uma agulha utilizando estereomicroscópio. Foi pulverizado 150 µL de uma suspensão

de 1x107

conídios/mL de cada isolado sobre as folhas contendo A. woglumi. No controle aplicou-se apenas solução tween 80% a

0,02%. As folhas foram acondicionadas em câmaras úmidas por oito dias. Após, os insetos passaram por processo de

desinfestação em álcool 70%, hipoclorito de sódio 4% e água destilada esterilizada e foram transferidos para placas de Petri

contendo meio Batata-Dextrose-Ágar+clorafenicol e incubados em BOD a 28 ± 2ºC para a avaliação da mortalidade confirmada.

Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e médias comparadas pelo Teste de Tukey a 5% de probabilidade. Os

quatro isolados testados foram patogênicos a mosca-negra-dos-citros, com uma variação na mortalidade confirmada entre 32 a

57%, não havendo diferenças entre os fungos, de modo que qualquer um deles poderá ser selecionado para o controle de A.

woglumi. Estudos futuros serão conduzidos, visando testar a eficiência dos fungos no controle desse inseto em condições de

campo.

Apoio: CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico)

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3. Fungos de importância agropecuária

EFEITO DE ÓLEOS ESSENCIAIS NO CONTROLE IN VITRO DE Aspergillus niger

Camila de Oliveira Almeida1; Monaliza Marques Morais

1; Marcia Ferreira Queiroz

1; Jéssica Bezerra de Souza

1; Ana Rosa

Peixoto1; Karol Alves Barroso

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Estado da Bahia;

Palavras-chave: Controle alternativo; Crescimento micelial; Podridão pós-colheita

Aspergillus niger está entre as principais espécies fúngicas causadoras de podridões pós-colheita em uvas de mesa. Diversos

métodos alternativos que sejam menos agressivos ao meio ambiente e a saúde humana, eficientes e de baixo custo vêm sendo

amplamente estudados no controle de fitopatógenos, tais como, os óleos essenciais. Nesse sentido, objetivou-se avaliar o efeito

dos óleos essenciais de cravo e gengibre sobre o crescimento micelial do fungo Aspergillus niger. O experimento foi realizado no

laboratório de Fitopatologia da Universidade do Estado da Bahia, Campus III. Utilizou-se um isolado de Aspergillus niger obtido

de uva da variedade Cotton candy. Os óleos essenciais de cravo e gengibre foram utilizados em quatro concentrações: 0,5%;

0,75%; 1% e 2%. O meio BDA (Batata-dextrose-ágar) misturado a cada óleo emulsionado com tween 20 (1:1), em sua respectiva

concentração, foi vertido em placas de Petri de 9 cm de diâmetro. Cada placa foi inoculada, no centro, com um disco de 5 mm de

diâmetro do micélio do patógeno. As placas foram vedadas e mantidas em temperatura ambiente. A testemunha consistiu do disco

do fungo cultivado em meio BDA sem adição de óleo essencial. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em

esquema fatorial 2 x 5 (dois óleos essenciais x cinco concentrações), com cinco repetições por tratamento, sendo cada repetição

representada por uma placa de Petri. As avaliações foram realizadas por meio de medições do diâmetro das colônias

desenvolvidas em meio BDA (média de duas medidas diametralmente opostas) iniciadas 48 horas após instalação do experimento

e efetuadas até quando o crescimento micelial da testemunha cobriu totalmente a superfície do meio de cultura (48 horas). Para o

cálculo da taxa de inibição do crescimento micelial, utilizou-se a fórmula: ICM= (crescimento na testemunha – crescimento no

óleo essencial Y). 100/ crescimento na testemunha. Os óleos essenciais de cravo e gengibre em todas as concentrações testadas

inibiram o crescimento do patógeno, diferindo significativamente da testemunha (P≤0,05), mas não entre si. Portanto, os óleos

essenciais de cravo e gengibre são eficientes na inibição do crescimento micelial de Aspergillus niger, ainda que, utilizados na

menor concentração.

Apoio: Universidade do Estado da Bahia, Campus III, Juazeiro.

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, FAPESB.

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3. Fungos de importância agropecuária

CONTROLE DE FUNGOS NO CULTIVO IN VITRO DE GÉRBERA HIBRIDA CV. ESSANDRE COM

HIPOCLORITO DE SÓDIO

Cinthia Carolinne de Souza Ferreira1; Joselita Cardoso de Souza

2; Cristiane Domingos da Paz

3; Pedro Alves Ferreira Filho

4;

Brenda Lima Ribeiro5; Anderson Rodrigues dos Santos

6;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1PPGHI/UNEB, Juazeiro- BA;

2UNEB/DTCS, Campus III-Juazeiro-BA;

3UNEB/DTCS, Campus III-Juazeiro-BA;

4UNIVASF, Petrolina-PE;

5UNEB/DTCS, Campus III-Juazeiro-BA;

6UNEB/DTCS, Campus III-Juazeiro-BA;

Palavras-chave: Esterilização; Cloro ativo; Antifúngico

A contaminação microbiana é o principal fator limitante na prática do cultivo in vitro, sendo responsável por perdas significativas,

em que os fungos filamentosos são os contaminantes mais frequentes. Interferem no desenvolvimento do explante inoculado

competindo por nutrientes do meio e liberam toxinas que inibem o desenvolvimento da planta levando a sua morte. A inibição

desses agentes contaminantes na fase de estabelecimento in vitro é importante, pois nesta fase os danos são mínimos por serem de

fácil percepção. Para evitar a proliferação desses microrganismos, se faz necessário a esterilização do meio nutritivo, água e

vidrarias. Atualmente, busca-se descobrir técnicas alternativas para esterilização visando à redução de custos, tornando a

micropropagação de plantas viável economicamente. O controle químico com o hipoclorito de sódio (NaClO), é uma opção

devido a sua atividade biocida contra fungos. O trabalho fundamentou-se na esterilização química proveniente do uso de NaClO,

nas vidrarias, água e meio MS, sendo utilizado o produto comercial Qboa® (

hipoclorito de Sódio) com concentração de 2% de

cloro ativo em sua composição. Os dados foram obtidos na fase de enraizamento, sendo observada a influência do tempo

associado à volatilização do cloro, efeito tóxico na planta e o controle de contaminantes. O objetivo do trabalho foi avaliar o

potencial antifúngico, o efeito da volatização e toxidez do NaClO na concentração de 2%, seguindo protocolo pré-existente. O

experimento foi realizado no laboratório de Biotecnologia da Universidade do Estado da Bahia, utilizou-se o delineamento

inteiramente casualizado com três tratamentos , T1( esterelização térmica), T2( esterilização com a espera de 10 minutos para

volatilização do cloro ativo) e T3( esterilização quimica sem a espera de 10 minutos para volatilização do cloro ativo) ,com

quatro repetições , em que os explantes com tamanho e nº de folhas padronizado , foram inoculados em três intervalos de tempo

diferentes com 24, 48 e 72 horas após procedimentos de esterilização e preparo do meio, totalizando 36 amostras experimentais.

Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e quando significativos (P<0,05), as médias foram comparadas pelo

teste de Tukey a 5% de probabilidade. Concluiu-se não há interação significativa em relação ao tempo de inoculação e que a

esterilização química com NaClO com a concentração de 2% apresenta elevado potencial no controle de fungos sem causar

efeito tóxico deletério durante o estabelecimento da cultura in vitro da Gérbera hibrida Essandre.

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3. Fungos de importância agropecuária

ASSINALAMENTO DE TRÊS FERRUGENS EM PLANTAS SILVESTRES NO ESTADO DE PERNAMBUCO

Vanessa Lopes Lira1; Deyse Viana dos Santos

1; Romero Marinho de Moura

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Departamento de Micologia, Centro de Biociências, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil. ;

Palavras-chave: Fitopatógeno; plantas invasoras; Puccinia spp

Este trabalho reporta três casos de ferrugens em plantas silvestres (plantas invasoras) no estado de Pernambuco. As incidências

ocorreram no período de maio a agosto na propriedade Visgueiro, município de Camaragibe. As hospedeiras foram: Spermacoce

verticillata (Asteraceae), Synedrella nodiflora (Rubiaceae) e Emilia fosbergii (Asteraceae). As ferrugens das duas primeiras foram

assinaladas no ano de 2015 e a terceira em 2016. Tratava-se de ferrugens microcíclicas, com fase patogênica constituída pela

presença de teliossoros, contendo teliósporos livres. Em S. nodiflora o fungo produzia livremente as basídias. Não foram vistos

basidiósporos. Os teliósporos são bicelulares e binucleados, morfologicamente distintos, típicos da família Pucciniaceae

(Eumycota: Dicaryomycota: Basidiomycotina: Teliomycetes), gênero Puccinia. A morfologia dos teliósporos indicou que se

tratava de ferrugens causadas por três diferentes espécies do gênero Puccinia e posteriormente serão realizados testes moleculares

para o diagnóstico da espécie. Foram observados raros uredossoros contendo uredosporos, exceto em S. verticillata. De acordo

com a literatura e a Bases de Dados de Fungos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, essas ferrugens ainda não

foram assinaladas no estado de Pernambuco, e das três hospedeiras, apenas a S.verticillata foi assinalada no Brasil apresentando a

doença ocasionada por uma espécie do gênero Puccinia. Em todos os três casos, os sintomas apresentavam-se severos e tinham

início com a formação de pontos cloróticos na face dorsal das folhas, que evoluíam para manchas igualmente cloróticas. Na face

ventral, os sintomas foram igualmente vistos como pontos clorótico, correspondentes aos pontos de penetração e infecção. Nesses

locais, após a progressão da patogênese, surgiam os sinais da doença, formados pelos teliossoros marrom-claros, que evoluíam

para marrom-escuros em S.verticillata ou para cor negra, em S. nodiflora e E. fosbergii. Plantas atacadas perdiam vigor, o

desenvolvimento era afetado e sofriam desfolhamento precoce.

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3. Fungos de importância agropecuária

AÇÃO DO FUNGO PREDADOR Arthrobotrys sp. SOBRE Pratylenchus coffeae

Deyse Viana dos Santos1; Romero Marinho de Moura

1; Vanessa Lopes Lira

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Departamento de Micologia, Centro de Biociências, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil.;

Palavras-chave: Biocontrole; doenças do inhame; fungo nematófago

O controle biológico dos fitonematoides é uma técnica utilizada nos agrossistemas modernos e os fungos parasitas, assim como os

predadores, se destacam como os micro-organismos mais utilizados. Entre os predadores, espécies do gênero Arthrobotrys, são

comercializadas na condição de produto nematicida, com eficiência comprovada. O objetivo deste trabalho foi registrar

Arthrobotrys sp predando o nematoide Pratylenchus coffeae, causador da síndrome da casca-preta dos inhames (Dioscorea spp).

As maiores severidades dessa doença ocorrem por ocasião do armazenamento das túberas comerciais. Para constatação do

antagonismo predatório, fragmentos de inhame-da-costa (Dioscorea cayenensis), altamente infestados por P. coffeae, foram

acondicionados em placa de Petri, contendo água destilada. Esse conjunto foi colocado em câmara-úmida. Após sete dias, foi

observado a formação de colônias fúngicas sobre os tecidos, com predominância de um tipo predador de nematoide. As hifas

eram hialinas, septadas e portavam anéis constritores. Não foram observados conidióforos nem conídios. Pelos elementos

morfológicos disponíveis, só foi possível identificar o fungo ao nível de gênero; Arthrobotrys sp. Foram observados espécimes de

P. coffeae capturados e mortos por meio das armadilhas fúngicas, além de hifas assimilativas consumindo o conteúdo do corpo

dos nematoides. De acordo com os resultados, conclui-se que o fungo Arthrobotrys é um forte candidato a agente biológico de P.

coffeae. Este nematoide é um fitopatógeno, que inflige altas perdas consideráveis ao inhame-da-costa anuais à cultura,

especialmente durante o armazenamento. Os resultados reforçam a necessidade de mais estudos voltados ao controle biológico

com fungos nematófagos, principalmente por ser uma técnica que não causa fortes impactos ambientais, não deixa resíduos em

alimentos e não favorece o surgimento de espécies resistentes.

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3. Fungos de importância agropecuária

Evaluación in vitro de hongos solubilizadores de roca fosfórica en presencia de suelos con mineralogías contrastantes

Dorcas Zúñiga Silgado1; Nelson Walter Osorio Vega

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Institución Universitaria Colegio Mayor de Antioquia;

2Universidad Nacional de Colombia Sede Medellín;

Palavras-chave: Bioacidulación; Fosfodisolución; BIoabsorción

Introducción: El fósforo (P) es el macronutriente de menor disponibilidad para las plantas en la mayoría de los suelos tropicales

factor que limita el crecimiento vegetal. La baja movilidad de iones fosfato se debe a su retención por los constituyentes

coloidales minerales del suelo que determina que sólo una pequeña proporción esté presente en solución. La aplicación de roca

fosfórica (RP) ha sido ampliamente estudiada para satisfacer su requerimiento en los cultivos pero la cantidad de P liberado es

demasiado baja para satisfacer su demanda. Una alternativa viable para manejar este problema es usar microorganismos

rizosféricos que solubilizan P a partir de formas químicamente no disponibles. Objetivo: Evaluar el efecto de la capacidad de

sorción de P del suelo, de la inoculación individual, doble y triple con PSM (Mortierella sp., Aspergillus sp., Trichoderma sp.) y

la concentración de PSM sobre la solubilización in vitro de RP. Métodos: Para evaluar las diferentes interacciones entre el tipo de

suelo (Alfisol, Ultisol y Andisol), la densidad y composición del inoculo sobre la eficiencia de solubilización in vitro de RP, 64

tratamientos fueron establecidos a partir de cuatro (4) niveles de suelo (sin suelo, Alfisol, Ultisol, Andisol), 8 niveles de

composición del inoculo (sin microorganismo –control-, individual (Mortierella sp. –M; Aspergillus sp.-A-; Trichoderma sp. –T-

), dual (MA, MT, AT), triple (MAT), y tres (3) densidades de inoculo (102, 10

4, 10

6 esporas por Erlenmeyer). Cada tratamiento

tuvo cuatro (4) réplicas. En medios líquido, se inocularon los hongos con y sin RP y/o alícuotas de suelos. En éstos se cuantifico

la cantidad de P soluble y el pH. Resultados y Discusión: La triple interacción entre los factores (i) suelo, (ii) tipo de inoculo y

(iii) concentración fúngica fue evaluada para determinar su efecto sobre la disolución in vitro de la RP resulto altamente

significativa (p≤0.01). El efecto de la bioacidulación sobre la biosolubilización in vitro de RP presentó diferencias significativas

(p≤0.05). La concentración de P (H2PO4-) en el medio de cultivo dependió de la presencia de suelo, de la composición y la

densidad del inoculo. Consideraciones finales: El pH de los medios fue inversamente proporcional a la cantidad de P soluble.

Por consiguiente, es probable que el principal mecanismo de disolución de RP sea la producción de ácidos orgánicos. La

capacidad de sorción del suelo y la inoculación fúngica inciden directamente sobre la eficiencia fungica de disolución de RP.

Apoio: Investigación Doctoral financiada por Institución Universitaria Colegio Mayor de Antioquia y Universidad Nacional de

Colombia.

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3. Fungos de importância agropecuária

ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE EXTRATO DE ANGICO NO CONTROLE DE Sclerotium rolfsii NA CULTURA DO

FEIJÃO COMUM

Emmanuelle Rodrigues Araújo1; Luciana Gonçalves de Oliveira

1; Nayara de Araújo Lopes Ferreira

2; Shuelen Maria Menezes

Silva2; Amanda Cupertino de Queiroz Brito

3; Antonio Félix da Costa

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Instituto Agronômico de Pernambuco - IPA, Av. Gen. San Martin, n° 1371, Bongi, Recife - PE;

2Universidade de

Pernambuco, Instituto de Ciências Biológicas - ICB; 3Departamento de Micologia, Universidade Federal de Pernambuco - UFPE,

Rua Prof. Nelson Chaves, S/N - Cidade Universitária, 50670-420, Recife, PE;

Palavras-chave: Anadenanthera colubrina var. cebil; Phaseolus vulgaris; Sclerotium rolfsii

A podridão do colo, ocasionada por Sclerotium rolfsii Sacc., é uma das principais doenças de solo do feijoeiro comum. Este

fitopatógeno é de extrema relevância por ser um fungo cosmopolita, chegando a causar podridão e murcha em mais de 500

espécies de plantas, além de sobreviver no solo, na forma de escleródios, por períodos de até três anos, sendo, desta forma, um

patógeno de difícil controle. Estudos têm demonstrado que extratos de folhas de algumas espécies vegetais são eficientes no

controle de doenças de plantas. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de extrato de Anadenanthera colubrina

var. cebil (angico) sobre o fungo Sclerotium rolfsii. Avaliou-se a atividade do extrato hidroalcoólico de folhas de angico sobre o

crescimento micelial do fitopatógeno in vitro, pelo teste de difusão em ágar. Os tratamentos consistiram em três concentrações do

extrato (0, 5 e 10%). Os extratos foram incorporados separadamente em meio de cultura batata-dextrose-ágar (BDA), a 45°C,

sendo o meio vertido, posteriormente, em placas de Petri. Cada placa recebeu um disco de BDA com 0,5 cm de diâmetro,

contendo estruturas do patógeno, sendo estas, posteriormente, mantidas em câmara B.O.D. a 28+2°C, em fotoperíodo de 12 horas.

Após dez dias de incubação, quando o crescimento do fungo na concentração zero atingiu a borda da placa de Petri, foram

aferidos os valores médios do diâmetro de crescimento micelial do patógeno, com o auxílio de um paquímetro (em centímetros) e

as percentagens (%) de inibição do crescimento micelial (PIC). O delineamento experimental utilizado foi inteiramente

casualizado, com três tratamentos e seis repetições. Cada repetição foi constituída por uma placa de Petri. Utilizou-se o programa

Assistat versão 7.7 beta para a realização das análises. Observou-se, no presente trabalho, que não houve diferença significativa

entre os tratamentos avaliados. Os resultados obtidos indicam que o extrato de angico, nas concentrações avaliadas, não foi

eficiente no controle de S. rolfisii, tendo este crescido e atingido toda a placa de Petri (8,5cm). Diversos estudos têm demonstrado

que extratos de plantas, em especial extrato de angico, apresentam potencial para o controle alternativo de diferentes

fitopatógenos, entretanto, no presente trabalho, o resultado insatisfatório da utilização do extrato testado pode ser atribuído a uma

possível inadequação das concentrações empregadas, sugerindo, desta forma, que trabalhos futuros sejam realizados utilizando-se

concentrações superiores do extrato de angico no controle de S. rolfsii.

Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico -CNPq;

Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco - FACEPE.

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3. Fungos de importância agropecuária

EXTRATO DE Anadenanthera colubrina var. cebil NO CONTROLE DE Fusarium oxysporum f. sp. tracheiphilum NA

CULTURA DO FEIJÃO-CAUPI

Emmanuelle Rodrigues Araújo1; Luciana Gonçalves de Oliveira

1; Mariele Porto Carneiro Leão

1; Juliana Ferreira de Mello

2;

Thayza Karine de Oliveira Ribeiro1; Antonio Félix da Costa

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1¹Instituto Agronômico de Pernambuco - IPA, Av. Gen. San Martin, n° 1371, Bongi, 50761-000, Recife, PE;

2Departamento de Micologia, Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, Rua Prof. Nelson Chaves, S/N - Cidade

Universitária, 50670-420, Recife, PE;

Palavras-chave: Angico; murcha de fusário; Vigna unguiculata

A murcha de fusário em feijão-caupi, ocasionada por Fusarium oxysporum f. sp. tracheiphilum, é uma doença importante no

Nordeste do Brasil, que provoca murcha e a consequente morte das plantas afetadas, gerando grandes prejuízos econômicos. Aa

utilização de produtos naturais no controle de doenças de plantas tem se tornado um meio eficiente para a redução do uso

indiscriminado de defensivos químicos. Desta forma, objetivou-se, neste trabalho, avaliar o efeito de extrato de Anadenanthera

colubrina var. cebil (angico) sobre o fungo F. oxysporum f. sp. tracheiphilum. Avaliou-se a atividade do extrato hidroalcoólico de

folhas de angico sobre o crescimento micelial do fitopatógeno in vitro, pelo teste de difusão em ágar. Os tratamentos consistiram

em três concentrações do extrato (0, 5 e 10%). Os extratos foram incorporados separadamente em meio de cultura batata-dextrose-

ágar (BDA), a 45°C, sendo o meio vertido, posteriormente, em placas de Petri. Cada placa, com o meio de cultura acrescido dos

tratamentos, recebeu um disco de BDA com 0,5 cm de diâmetro, contendo estruturas do patógeno, sendo estas, posteriormente,

mantidas em câmara B.O.D. a 28+2°C, em fotoperíodo de 12 horas. Após 10 dias de incubação foram aferidos os valores médios

de diâmetro de crescimento micelial do patógeno (em centímetros) e as percentagens (%) de inibição do crescimento micelial

(PIC). O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, com três tratamentos e seis repetições. Cada repetição

foi constituída por uma placa de Petri. Utilizou-se o programa Assistat versão 7.7 beta para a realização das análises. Observou-se

diferença significativa pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. As concentrações de 5 e 10% diferiram

estatisticamente da testemunha, porém o extrato de angico a 10% apresentou menor diâmetro de colônia do fitopatógeno in vitro

(3,99cm e 2,03cm, respectivamente), como também um PIC superior ao extrato a 5%, chegando a uma percentagem de inibição

do crescimento micelial de 76,08% (extrato de angico a 10%). Outras pesquisas comprovaram a ação antifúngica e antibacteriana

de extratos da folha de angico in vitro, como no controle de Fusarium moniliformis, F. solani, F. oxysporum, Rhizopus stolonifer,

Xanthomonas campestris pv. campestris, entre outros. Conclui-se, portanto, que o extrato hidroalcoólico de A. colubrina var.

cebil, na concentração de 10%, poderá ser uma alternativa viável para o controle da murcha de fusário do feijão-caupi.

Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq;

Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco - FACEPE.

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3. Fungos de importância agropecuária

OS OOMYCOTAS QUE AFETAM CULTURAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO

Edna Dora Martins Newman Luz1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Centro de Pesquisas do Cacau, Itabuna, Bahia;

Palavras-chave: Peronosporales; Semiárido; Culturas vulneráveis

Estudos filogenéticos realizados na últimas décadas afirmam que os oomicetos tiveram sua origem no mar e o padrão de

crescimento hifal e a aquisição da reprodução oogâmica surgiram, provavelmente, após a migração desses organismos para os

ambientes estuarinos e terrestre. No entanto, eles já trouxeram consigo a adaptação ao parasitismo, a ponto de o saprotrofismo ser

considerado nos Peronosporomycetes como um estado derivado. A classe Peronosporomycetes, engloba as ordens Albuginales,

Peronosporales sensu lato e Rhipidiales. Os oomycetos patogênicos às plantas da ordem Peronosporales serão objeto desta

abordagem. Todos eles necessitam de água livre na superfície dos órgãos vegetais para a penetração e estabelecimento do

processo de patogênese, bem como para a sua disseminação nas culturas por eles parasitadas. Pergunta-se então: seriam eles

adaptáveis a proliferarem no semiárido nordestino? Em quais condições? Quais cultivos são mais vulneráveis? Como combate-los

e como dificultar a sua disseminação? Estas e outras questões serão abordadas e discutidas nesta palestra.

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3. Fungos de importância agropecuária

O USO DE FITOEXTRATOS PARA CONTROLE DE Aspergillus flavus

Emily Araújo Porto1; Priscila Mendes

1; Monica Mattos dos Santos

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Laboratório de Pesquisas Micológicas - EMEVZ - Universidade Federal da Bahia;

Palavras-chave: antifúngicos; fungos; plantas

O Aspergillus flavus é um fungo filamentoso e ubíquo, produtor de metabólitos secundários denominados aflatoxinas, que causam

intoxicações agudas ou crônicas a saúde humana e animal. Ainda não existe um processo eficaz para evitar a contaminação de

grãos e cereais pelo A. flavus e seus metabólitos, por este motivo diversas pesquisas vêm sendo continuamente realizadas para

encontrar uma alternativa mais eficaz, natural e de baixo custo para o controle desses fungos. Assim, o objetivo deste trabalho foi

avaliar os efeitos de fitoextratos aquoso e metanólico de Cissampelos fasciculata, Mimosa tenuiflora, Gliricidia sepium e Lantana

camara sobre o crescimento de Aspergillus flavus. A C. fasciculata foi adquirida em feiras livres no Território de Identidade da

Região Metropolitana de Salvador e as demais plantas foram coletadas no Território de Identidade do Recôncavo. Para preparação

dos extratos botânicos, as amostras foram secas à temperatura ambiente, pesadas, trituradas e misturadas à agua destilada, para

obtenção do extrato aquoso, ou com metanol, para obtenção do extrato metanólico. As concentrações obtidas foram de 291,6

mg/mL para C. fasciculata, 200 mg/mL para M. tenuiflora, 158,3 mg/mL para G. sepium e 77,7 mg/mL para L. câmara. A

atividade antifúngica dos extratos foi avaliada através de bioensaio de difusão em ágar, em que o A. flavus ATCC 4123 foi

inoculado em ágar batata dextrose, após a confecção de poços de 7 mm de diâmetro, onde foram instilados 25 e 50 µL dos

extratos, em duplicata. As placas foram incubadas em estufa BOD à 25oC e observadas diariamente durante 5 a 7 dias. Os

resultados revelaram a ausência de inibição de crescimento do Aspergillus flavus. Desta forma, conclui-se que apesar de não terem

sido observados efeitos destes fitoextratos sobre cepa de A. flavus, estes ainda devem ser avaliados em outras espécies de fungos

filamentosos e leveduriformes, além de continuar a investigação para a identificação de plantas com potencial inibitório sobre

cepas aflatoxigênicas.

Apoio: Programa PIBIC-AF - Universidade Federal da Bahia

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3. Fungos de importância agropecuária

CARACTERIZAÇÃO DA MICOBIOTA DE AMOSTRAS DE RAÇÕES COMERCIALIZADAS A GRANEL

Flávia Roberta Pereira Abbude Carvalho1; Emily Araújo Porto

1; Priscila Fernandes Mendes

1; Monica Mattos dos Santos

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Laboratório de Pesquisas Micológicas - EMEVZ - Universidade Federal da Bahia;

Palavras-chave: Aspergillus; fungos; aves

A cadeia produtiva da avicultura constitui uma importante atividade no Brasil, sendo este considerado o terceiro maior produtor e

o principal exportador de carne de frango. Todo esse plantel é alimentado com rações comerciais compostas por 70% de grãos,

dentre estes milho e sorgo, passíveis de contaminação fúngica. O isolamento destes microorganismos na ração pode ser um

indicativo da presença de micotoxinas, substâncias resultantes do metabolismo secundário fúngico, que quando ingeridas podem

reduzir o desempenho e afetar o estado geral de saúde do animal. Visando contribuir para obtenção de dados sobre a qualidade da

ração consumida no estado da Bahia, o objetivo do presente trabalho foi caracterizar a micobiota fúngica, identificando os gêneros

de fungos contaminantes presentes em amostras de ração comercializadas a granel. Foram obtidas um total de 20 amostras de

rações de aves comercializadas a granel na cidade Salvador, feito o isolamento da micobiota de acordo com o protocolo de PITT E

HOCKING, 1997, e realizada a identificação fúngica, macroscopicamente (colônias) e microscopicamente (das hifas e estruturas

de frutificação), através do exame microscópico direto. Do total de 20 amostras de ração analisadas, todas apresentaram

contaminação fúngica. Foram isoladas 147 cepas fúngicas pertencentes aos gêneros Fusarium, Aspergillus, e outos fungos. O

Aspergillus foi isolado em todas as amostras sendo o gênero de maior prevalência (46,25%). A contaminação das amostras de

ração no presente trabalho revelou-se de 100%, corroborando o estudo realizado por Aquino (2013), em grãos utilizados em

rações a granel para animais domésticos, onde foi observado também uma contaminação de 100% por diversos gêneros fúngicos.

Em estudos realizados por Coradi (2010) e Aquino (2013) o Aspergillus foi o gênero mais encontrados, com a maior prevalência.

Fusarium é considerado um fungo de campo, Os Aspergillus considerados fungos de armazenamento. Essa característica está

intimamente ligada na alta prevalência desses fungos em ração comercializada a granel devido as possíveis condições de

armazenamentos das suas matérias primas e posteriormente da própria ração. Esses resultados confirmam a importância e a

atenção requerida em todas as fases do processamento dos grãos destinados as rações até a sua comercialização, na colheita pela

possível contaminação por Fusarium e no armazenamento pela possível contaminação por Aspergillus, além disso como forma de

evitar consequências como, perda de qualidade nutricional e micotoxicoses.

Apoio: Programa PIBIC - Universidade Federal da Bahia

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3. Fungos de importância agropecuária

CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E DE CRESCIMENTO DO FUNGO Macrophomina phaseolina EM

DIFERENTES MEIOS DE CULTURA

Erik Micael da Silva Souza1; Francine Hiromi Ishikawa

2; Yanna Vallesca Oliveira de Sá

3; Alexandre Sandri Capucho

4; Jerônimo

Constantino Borel5;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Graduando em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, e-mail:

[email protected]; 2Docente do Colegiado de Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Vale do São Francisco,

Petrolina-PE, e-mail: [email protected]; ; 3Graduando em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Vale

do São Francisco, Petrolina-PE, e-mail: [email protected]; 4Docente do Colegiado de Engenharia Agronômica da

Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, e-mail: [email protected]; 5Docente do Colegiado

de Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, e-mail:

[email protected] ;

Palavras-chave: Macrophomina phaseolina; caracterização; Meio de cultura

O fungo Macrophomina phaseolina é o agente causal da podridão cinzenta do caule, uma importante doença que acomete mais

500 espécies vegetais em todo mundo. Este fungo pode apresentar variação morfológica em função do meio de cultura. Portanto, o

objetivo deste estudo foi avaliar caracteres morfológicos e de crescimento de Macrophomina phaseolina em diferentes meios de

cultura. O experimento foi realizado no Laboratório de Fitopatologia em esquema fatorial 2x8, em delineamento inteiramente

casualizado com 5 repetições. Os fatores corresponderam aos meios, batata-dextrose-agar (BDA) e agar-nutriente (AN), e aos

isolados de M. phaseolina, JB03, 24, 16, N102, N105, 2106, 2700 e 2684. Os meios com pH 6,0 ajustado foram autoclavados e

vertidos para placas de Petri de 9 cm. Posteriormente, foram repicados discos de 0,5 cm de diâmetro de cada isolado para as

placas e incubadas em BOD a 25ºC no escuro. Durante seis dias, foram medidos os diâmetros médios das colônias para

determinar o índice de velocidade de crescimento micelial (IVCM) dos isolados. Ao sexto dia, foram determinadas as variáveis:

presença/ausência de picnídios, microescleródios e conídios; diâmetros médios dos conídios, picnídios, hifas e microescleródios; e

coloração e formato da colônia. Não foi observada presença de picnídios e conídios para todos os tratamentos. A coloração da

colônia predominante foi preta, em 62,5% dos isolados em ambos os meios. O formato das colônias variou entre radial a irregular,

sendo o primeiro predominante no meio BDA. No meio BDA, os maiores IVCM (cm/dia) foram para os isolados 24 (3,85),16

(3,89) e 2106 (3,99). Para o meio AN o isolado 2700 teve maior IVCM (3,90). O diâmetro final dos isolados foi superior em meio

BDA, exceto para os isolados 2700 e N105. Não se observou microescleródios para os isolados 2684 e 2700 em meio BDA, e

para os isolados 2106, 2700 e JB03 no meio AN. Os diâmetros médios dos microescleródios variaram com isolado e meio, sendo

que os isolados JB03, 24 e 2106 apresentaram os maiores diâmetros em meio BDA e os isolados 16, 102 e 2684 em meio AN.

Para o diâmetro das hifas, houve diferença significativa somente para os meios de cultura, sendo que os maiores diâmetros foram

observados no meio BDA (6,61 µm). Portanto, conclui-se que há variação para os caracteres avaliados em função do isolado e

meio de cultura, sendo que, para maioria dos isolados, o meio BDA mostrou-se mais adequado.

Apoio: Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE) pelo financiamento do projeto de

pesquisa.

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3. Fungos de importância agropecuária

MÉTODOS DE INOCULAÇÃO DE Macrophomina phaseolina EM LINHAGENS DE FEIJÃO CAUPI (Vigna

unguiculata)

Erik Micael da Silva Souza1; Francine Hiromi Ishikawa

2; Yanna Vallesca Oliveira de Sá

3; Alexandre Sandri Capucho

4; Jerônimo

Constantino Borel5;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Graduando em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, e-mail:

[email protected]; 2Docente do Colegiado de Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Vale do São Francisco,

Petrolina-PE, e-mail: [email protected]; ; 3Graduando em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Vale

do São Francisco, Petrolina-PE, e-mail: [email protected]; 4Docente do Colegiado de Engenharia Agronômica da

Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, e-mail: [email protected]; 5Docente do Colegiado

de Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, e-mail:

[email protected] ;

Palavras-chave: Macrophomina phaseolina; Método de inoculação; Vigna unguiculata

O fungo Macrophomina phaseolina é o agente etiológico da podridão cinzenta do caule, uma das mais importantes doenças na

cultura do feijão caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp). Nas regiões norte-nordeste do Brasil pode ocasionar perdas de até 100%

em áreas de produção deste grão. O controle da doença com uso de cultivares resistentes é a forma mais eficiente. Entretanto,

atualmente não há registro de cultivares de feijão caupi resistentes a essa doença no Brasil. Diante disso, o objetivo deste trabalho

foi avaliar a reação de linhagens de feijão caupi a Macrophomina phaseolina por meio de três metodologias distintas de

inoculação. Foi realizado um experimento em casa de vegetação, o qual avaliou a reação de acessos de feijão caupi e determinou

qual a metodologia de inoculação mais agressiva. O experimento foi realizado em esquema fatorial 2x3x4 correspondente a: duas

linhagens de feijão caupi (Canapú e Bico de Ouro); três metodologias de inoculação (i) infestação do substrato com grãos de arroz

colonizados pelo patógeno, (ii) perfuração do caule com palito de dente colonizado pelo patógeno, (iii) inoculação pelo corte da

haste; e três isolados (2106, 2684 e 80), mais a testemunha sem o fungo. O experimento foi realizado em DIC com 5 repetições

por tratamento. Os resultados foram significativos e submetidos ao teste de Scott-knott a 5% de probabilidade. Ambas linhagens

foram suscetíveis a doença, no entanto, a testemunha de cada método não apresentou sintoma ou lesão. A metodologia de

infestação do substrato não foi eficiente, visto que apenas 7,5 % das plantas inoculadas apresentaram sintoma da doença. O

método de inoculação do palito de dente provocou os maiores comprimentos de lesão para as linhagens Canapú (6,42 cm) e Bico

de Ouro (5,15 cm), sendo estes valores 4,4 vezes superiores aos comprimentos de lesão ocasionados pelo método do corte da

haste. O método do palito também afetou o crescimento das plantas inoculadas em comparação ao método do corte da haste ao

longo do experimento. Dentro do método do palito de dente, o isolado 2106 foi o mais agressivo e apresentou comprimento médio

de lesão de 9,7 cm, seguido pelos isolados 80 (8,1 cm) e 2684 (5,3 cm). Portanto, é possível concluir que a metodologia de

inoculação pelo palito de dente colonizado por M. phaseolina foi a mais agressiva para avaliação da doença na cultura do feijão

caupi e o isolado 2106 o mais agressivo dentre os avaliados.

Apoio: Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE) pelo financiamento do projeto de

pesquisa.

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217

3. Fungos de importância agropecuária

PROPÁGULOS INFECTIVOS DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM ÁREA COM DIFERENTES

MANEJOS DE COBERTURA VEGETAL

Esther Novic Silva1; Danielle Karla Alves da Silva

2; Adriana Mayumi Yano-Melo

3;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Colegiado de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Vale do São Francisco. Petrolina -PE, Email:

[email protected]; 2Programa de Pós-Graduação em Agronomia-Produção Vegetal Universidade Federal do Vale do São

Francisco. Petrolina - PE, Email: [email protected] ; 3Colegiado de Zootecnia, Universidade Federal do Vale do São

Francisco. Petrolina-PE, e-mail: [email protected];

Palavras-chave: Caatinga; Semiárido; Simbiose

A diversidade de plantas tem forte influência sobre a composição da comunidade de fungos micorrízicos arbusculares e algumas

práticas agrícolas vêm sendo testadas visando selecionar combinações de espécies vegetais favoráveis à qualidade edáfica. Desta

forma, este estudo teve como objetivo determinar a influência dos diferentes manejos de cobertura vegetal sobre o número de

propágulos infectivos dos fungos micorrízicos arbusculares (FMA). O experimento foi conduzido em área experimental do

Campus Ciências Agrárias da Univasf, o delineamento adotado foi em blocos ao acaso (DBC) com oito tratamentos, sendo seis

tratamentos compostos por plantas de cobertura em monocultivo ou consorciado com gramíneas (GRA) e leguminosas (LEG): T1

– monocultivo com uma espécie de GRA, T2 – monocultivo com uma espécie de LEG, T3 – consórcio com uma espécie de GRA

e uma de LEG, T4 - consórcio com duas espécies de GRA e duas de LEG, T5 – consórcio de três espécies de GRA e uma de LEG,

T6 – consórcio de três espécies de LEG e uma de GRA, T7 – sem cobertura vegetal e T8 – vegetação espontânea. Foram testadas

as espécies Crotalaria juncea L., Canavalia ensiformes (L.) DC e Cajanus cajan (L.) Huth., representando as leguminosas

(Fabaceae) e, as espécies Zea mays L., Cenchrus americanus (L.) Morrone e Sorghum bicolor (L.) Moench., pertencentes a

família Poaceae (Gramíneas). Cada tratamento possuía quatro parcelas e em cada parcela uma amostra composta (quatro

subamostras) foi coletada em novembro/2016, totalizando 32 amostras compostas. Foram avaliadas a colonização micorrízica e o

número mais provável (NMP) de propágulos infectivos do solo. A colonização micorrízica não apresentou diferença estatística

entre os tratamentos (p>0,05), encontrando-se valores que variaram de 29 a 94%. No entanto, o NMP de propágulos infectivos de

FMA foi maior nos tratamentos T5 (3 GRA + 1 LEG) e T6 (1 GRA + 3 LEG), ambos com maior riqueza de espécies vegetais

consorciadas. Os resultados indicam que o manejo adotado pode não interferir na colonização micorrízica e que o aumento na

disponibilidade de plantas em consórcio afeta positivamente a produção de propágulos infectivos de FMA.

Apoio: Capes e Facepe

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218

3. Fungos de importância agropecuária

Avaliação do óleo essencial de Eugenia brejoensis como alternativa no controle do fungo fitopatogÊnico Macrophomina

phaseolina

Fabíola Gomes da Silva1; Albérico Real do Espírito Santo Filho

2; Ana Paula Sant'anna Silva

3; Márcia Vanusa da Silva

4; Antonio

Félix da Costa5; Vera Lúcia de Menezes Lima

6;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil;

2 Universidade Federal de Pernambuco, Recife,

Pernambuco, Brasil; 3Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil;

4Universidade Federal de Pernambuco,

Recife, Pernambuco, Brasil; 5Instituto Agronômico de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil;

6Universidade Federal de

Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil;

Palavras-chave: Caatinga; Fungicida; Sustentabilidade

Os fungicidas químicos ainda são a opção mais utilizada no controle de doenças fúngicas em diversas culturas. Apesar da

significativa contribuição desses produtos para a produção agrícola, pois apresentam resultados imediatos satisfatórios, seu uso

contínuo acarreta vários problemas para a saúde humana e para o meio ambiente. A utilização de óleos essenciais de plantas pode

constituir uma importante alternativa para viabilizar a substituição e/ou a diminuição de agroquímicos, uma vez que apresentam

em sua composição substâncias que podem agir como fungicidas e/ou fungitóxicas. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar o

potencial antifúngico do óleo essencial de Eugenia brejoensis, planta coletada na região da Caatinga pernambucana, sobre

Macrophomina phaseolina, fungo causador da podridão cinzenta do caule em feijoeiro. A atividade antifúngica foi estudada pela

determinação da concentração mínima inibitória (CMI), através da microdiluição em placa de 96 poços, com concentrações que

variaram de 4,0 mg/mL a 0,500 mg/mL. Provenientes de plantas de feijão comum (Phaseolus vulgaris), com sintomas da doença,

seis isolados de M. phaseolina foram testados, sendo 2 de cada respectivo munícipio: Belém do São Francisco, Serra Talhada e

Araripina, localizados em Pernambuco. Os valores da CMI foram de 4,0 mg/mL e 1,0 mg/mL para os espécimes de Belém do São

Francisco. Uma CMI igual a 1,0 mg/mL foi observada para ambos indivíduos de Serra Talhada. A CMI também apresentou

variação entre os espécimes de Araripina, visto que o valor para um foi 2,0 mg/mL e para o outro foi 0,500 mg/mL. Com base nos

resultados, pode-se concluir que o óleo essencial de E. brejoensis apresenta potencial para controlar o desenvolvimento do fungo

fitopatogênico M. phaseolina e a menor CMI entre todos os isolados testados foi de 0,500 mg/mL.

Apoio: Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco - FACEPE

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219

3. Fungos de importância agropecuária

Micotoxicoses em equinos e o uso de levedura (Saccharomyces cerevisiae) como aditivo antimicotoxina.

Fernanda Melo Pereira Taran1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco;

Palavras-chave: adsorvente; cavalos; micotoxinas

O objetivo foi promover conhecimento sobre micotoxinas relevantes para equinos, caracterizando as condições de formação e

alimentos associados na dieta, bem como descrever os impactos na saúde desses animais e alternativas para minimizar os efeitos

negativos da ingestão e absorção dessas toxinas através do uso de aditivo antimicotoxina (Saccharomyces cerevisiae).

Micotoxinas são compostos químicos tóxicos provenientes do metabolismo secundário de fungos filamentosos conhecidos pelos

danos causados à saúde humana e animal. Os principais gêneros de fungos que podem produzir micotoxinas são Aspergillus,

Penicillium, Fusarium e Claviceps, dentre os quais destacam-se a formação das classes de aflatoxinas, ocratoxinas, zearalenonas,

fumonisinas, tricotecenos e alcaloides do ergot. Podem ser formadas tanto no campo, antes, durante e após a colheita, no

transporte, processamento e armazenagem, em determinadas condições ambientais para seu desenvolvimento. Devido à

diversidade dos efeitos tóxicos e de propriedades sinérgicas, as micotoxinas são consideradas grande fator de risco ao consumo

alimentar, bem como estão associadas a perdas econômicas, uma vez que são encontradas em grãos, subprodutos de grãos de

cereais e forragens. Além de estarem presentes na matéria-prima, podem ser encontrados resíduos tóxicos nos tecidos de animais,

como carne, leite e ovos. Os equinos são animais monogástricos com digestão enzimática no estômago e intestino delgado e

fermentação microbiana no intestino grosso, os quais além de consumirem forragens são tradicionalmente alimentados com grãos

de cereais, como milho, aveia, trigo e cevada. Animais submetidos ao consumo de alimentos contaminados estão sujeitos as

micotoxicoses, cuja gravidade está relacionada à toxicidade da micotoxina, dose administrada, grau de exposição, idade e estado

nutricional do indivíduo, e dos possíveis efeitos sinérgicos de outros compostos existentes. Os principais efeitos estão associados à

redução no crescimento e eficiência reprodutiva, imunossupressão, neuropatias, alterações carcinogênicas e em muitos casos

morte. Além disso, alguns países são consumidores de produtos de origem equina, como carne e leite. Dentre as alternativas

utilizadas em previnir e/ou diminuir os efeitos tóxicos de micotoxinas, Saccharomyces cerevisiae é utilizada como aditivo

antimicotoxina, descrita pela eficácia em reduzir a disponibilidade e absorção de micotoxinas em solução através da interação da

toxina aos sítios de ligações da parede celular e eliminação através das fezes. O conhecimento sobre a contaminação por fungos e

micotoxinas na alimentação e processos digestivos de equinos, bem como formas de minimizar o impacto dos efeitos tóxicos

ainda são escassos, o que torna de grande relevância o estudo sobre a influência das micotoxinas nesta espécie.

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3. Fungos de importância agropecuária

INOCULAÇÃO DE MELANCIA USANDO ESPOROS E CLAMIDÓSPOROS DE Fusarium oxysporum f. sp. niveum

Antonio Elton Silva Costa1; Fábio Sanchez da Cunha

1; Kecia Mayara Galvão de Araújo

1; Alexandre Sandri Capucho

1; Francine

Hiromi Ishikawa1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco;

Palavras-chave: Citrullus lanatus; Fusariose; Resistência

Na inoculação de Fusarium oxysporum f. sp. niveum (Fon) em melancia, o método “dipping” é usado como padrão. Entretanto, no

Brasil esse método não tem produzido os resultados esperados nas inoculações, requerendo assim, testar diferentes metodologias.

Nesse estudo objetivou-se avaliar a eficácia de três métodos de inoculação de Fon em três genótipos de melancia (‘Sugar Baby’,

‘Charleston Gray’ e o acesso BGH398). No primeiro método as inoculações foram feitas usando o método “dipping” com

modificações no tempo de crescimento do fungo (quatro dias) usando suspensão conidial (106 conídios/mL) em mudas com a

terceira folha definitiva expandida. Outro método foi a inoculação com transplantio de mudas (mesmo estádio descrito

anteriormente) em substrato infestado com clamidósporos, e no terceiro método, inoculação com semeio em substrato infestado

com clamidósporos. Usaram-se também plantas como testemunhas (sem inoculação). A condução foi em delineamento

inteiramente casualizado com cinco repetições e uma planta por parcela no esquema fatorial 3x3 (métodos x genótipos). Semeio e

transplantio foram realizados em copos de 200 mL. Após inoculadas as plantas foram mantidas à sombra por quatro dias e

posteriormente, em ambiente protegido. Após 22 dias da inoculação avaliaram-se os sintomas de fusariose nas plantas usando

escalas de notas e comprimentos aéreo e radicular. As plantas semeadas em substrato infestado obtiveram as maiores médias de

severidade nos três genótipos. A interação acessos x métodos de inoculação foi significativa para o comprimento de raízes. Houve

diferença significativa entre acessos somente para o método de inoculação com semeio em substrato infestado, onde ‘Charleston

Gray’ e ‘Sugar Baby’ apresentaram menor comprimento médio, diferindo estatisticamente de BGH398 pelo teste de Scott-Knott

(p<0,05). Para métodos dentro de genótipos, o comprimento não diferiu significativamente para o acesso BGH398, para ‘Sugar

Baby’ e ‘Charleston Gray’ nos métodos com semeio em substrato com clamidósporos e “dipping” foram observadas as menores e

as maiores médias de comprimento de raízes, respectivamente. Não ocorreu interação entre genótipos x métodos para o

comprimento da parte aérea. A cultivar ‘Charleston Gray’ teve a maior média de comprimento para a variável, diferiu

estatisticamente de ‘Sugar Baby’ e BGH398. No método com semeio em substrato com clamidósporos as plantas obtiveram

menor crescimento da parte aérea, diferindo significativamente dos demais. O método de inoculação com semeio em substrato

com clamidósporos foi o mais agressivo na inoculação, sendo portanto o mais eficaz na inoculação para avaliação de resistência à

fusariose em melancia.

Apoio: CAPES e CNPq

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3. Fungos de importância agropecuária

CARACTERIZAÇÃO DA AGRESSIVIDADE DE ISOLADOS DE Rhizoctonia solani PROVENIENTES DE

MELANCIA

Fábio Sanchez da Cunha1; Antonio Elton da Silva Costa

1; Kecia Mayara Galvão de Araújo

1; Alexandre Sandri Capucho

1;

Francine Hiromi Ishikawa1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco;

Palavras-chave: damping-off; patogenicidade; virulência

A melancieira é uma das principais olerícolas cultivadas que pode ter sua produção afetada pela rizoctoniose. O objetivo deste

trabalho foi caracterizar a agressividade de seis isolados de Rhizoctonia solani (CMM1053, CMM2967, CMM1052, CMM2983,

CMM2971 e CMM3890) provenientes de melancia. Os isolados foram obtidos da coleção de Fungos Fitopatogênicos “Maria

Menezes” da UFRPE. A agressividade foi determinada pela inoculação dos isolados na cultivar de melancia, Crimson Sweet. O

delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado com seis isolados mais testemunha e cinco repetições. Para o preparo do

inóculo, Erlenmeyers de 250 ml contendo 50 g de arroz parbolizado e 30 ml de água destilada foram autoclavados (120 ºC, 15

min, 1 atm). Após resfriados foram adicionados 3 discos de micélios de 3 mm de diâmetro do fungo crescido em BDA por cinco

dias em BOD a 25 ºC com fotoperíodo de 12 horas. Após sete dias de incubação, o arroz colonizado pelo patógeno foi utilizado

como inóculo. Para o semeio foi utilizado copos de 80 ml contendo substrato comercial Topstrato. A desinfestação das sementes

foi com hipoclorito de sódio 1% por 30 segundos e lavadas em água destilada. A inoculação, de cada isolado, ocorreu quando as

plântulas apresentaram seu primeiro par de folha verdadeira. Este procedimento foi realizado acondicionando dois grãos de arroz

colonizados próximo ao hipocótilo das plântulas e posterior cobertura dos grãos com o substrato. A avaliação ocorreu sete dias

após a inoculação. Para isto foi utilizada uma escala de notas variando de 0 a 4. Sendo que a nota 0= sem sintomas; 1= hipocótilo

com pequenas lesões; 2= hipocótilo com grandes lesões, sem constrição; 3= hipocótilo totalmente constrito, mostrando

tombamento; 4= sementes não germinadas e/ou plântulas não emergidas. Foi realizada análise de variância para as notas e

verificada a diferença significativa a 5% de probabilidade. Pelo teste de Duncan a 5% de probabilidade foi verificado que os

isolados CMM1053 e CMM1052 foram considerados os mais agressivos com nota média de 4,0 e 3,8, respectivamente. Os

isolados CMM2983, CMM2971 e CMM3890 tiveram desempenho estatisticamente igual aos isolados CMM1053 e CMM1052,

com notas médias de 3,6, 3,4 e 3,2 respectivamente. Enquanto que o isolado CMM2967 obteve nota média 2,8 sendo considerado

o menos agressivo. Portanto, esse estudo permitiu identificar os isolados mais agressivos que poderão ser utilizados em trabalhos

futuros para avaliação da resistência à rizoctoniose.

Apoio: CNPq, CAPES, FACEPE e UFRPE

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3. Fungos de importância agropecuária

Estudos sobre leveduras Saccharomyces cerevisiae em uvas e vinhos tropicais do Vale do São Francisco

Giuliano Elias Pereira1; Camila Munique Paula Baltar Silva de Ponzzes Gomes

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Embrapa Uva e Vinho/Semiárido, Petrolina-PE;

2UFS, Feira de Santana-BA;

Palavras-chave: leveduras; vinhos tropicais; composição fenólica e aromática

Os vinhos tropicais elaborados no Vale do São Francisco apresentam características únicas, quando comparados a vinhos

tradicionais, elaborados em regiões temperadas, tanto do Brasil quanto do mundo. A diferença mais importante é que uma planta

de videira produz duas safras por ano, enquanto que em outras regiões ocorre somente uma safra por ano. Para a elaboração dos

vinhos tropicais do Nordeste brasileiro, a maioria das empresas vinícolas utilizam leveduras comerciais, normalmente francesas

ou australianas, de renome internacional. Mas sabe-se que as uvas possuem leveduras selvagens que podem fermentar, o que

reforçaria a tipicidade dos vinhos da região. Com isso, o objetivo deste estudo foi selecionar linhagens de Saccharomyces

cerevisiae isoladas do mosto fermentado de uvas (Vitis vinifera L.) cultivadas no Vale do Submédio do São Francisco (VSF),

como iniciadoras do processo fermentativo na elaboração de vinhos, bem como avaliar as características físico-químicas dos

vinhos obtidos, em comparação com leveduras comerciais. Foram obtidos 368 isolados, sendo 259 S. cerevisiae e 109 não-

Saccharomyces. Por meio da análise de restrição do DNA mitocondrial (RFLP-mtDNA) foi possível identificar 184 S. cerevisiae

indígenas e 75 representando linhagens comerciais. Das 184 S. cerevisiae indígenas, 46 não produziram H2S. Microfermentações

de 80 S. cerevisiae indígenas e seis comerciais foram realizadas em mosto sintético. No final da fermentação alcoólica foram

determinados os compostos secundários produzidos. Nove linhagens indígenas de S. cerevisiae foram selecionadas. Além dessas,

duas S. cerevisiae comerciais foram utilizadas para a produção dos vinhos em pequena escala. Os parâmetros fermentativos das

leveduras foram semelhantes durante a produção dos vinhos. Trinta e quatro compostos voláteis foram identificados, sendo que

alguns vinhos apresentaram melhores concentrações dos compostos aromáticos frutados. O trabalho permitiu mostrar o potencial

de leveduras selvagens na elaboração de vinhos tropicais do Vale do São Francisco, com potencial para melhorar a tipicidade dos

vinhos da região.

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3. Fungos de importância agropecuária

Avaliação da patogenicidade de isolados de Fusarium spp em melancia

Isabela Araujo de Lima1; Amanda Rodrigues da Silva

1; Antonio Elton da Silva Costa

2; Francine Hiromi Ishikawa

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Colegiado Engenharia da Agronômica, Petrolina-PE. [email protected]; [email protected];

[email protected]; 2Mestre em Agronomia - Produção Vegetal, Petrolina-PE. [email protected];

Palavras-chave: Fusarium oxysporum; Fusarium solani; clamidósporo

A fusariose é uma doença ocasionada por fitopatogeno habitante de solo do gênero Fusarium. Na melancia relatos mostram a

ocorrência de duas espécies principais F. oxysporum f sp niveum (Fon) e F. solani causando a murcha. Este trabalho avaliou a

patogenicidade de isolados por meio da inoculação artificial do patógeno em substrato contendo clamidósporos. O trabalho foi

desenvolvido no Laboratório de Fitopatologia da UNIVASF e em telado. Os dez isolados avaliados foram cedidos pela

EMBRAPA Semiárido e foram isolados de plantas de melancia com sintomas de murcha na região. Para produção dos

clamidósporos, os isolados foram repicados para placas de Petri com meio BDA crescidos por sete dias. Posteriormente foram

repicados três discos de micélio e colocados em meio líquido Batata Sacarose (BS). Os Erlenmeyers foram levados ao shaker por

quatro dias à temperatura de 25ºC e rotação de 130 rpm Após esse período foi retirado 10 mL da suspensão e colocado em

vermiculita para infestar durante 30 dias, tendo que homogeneizar o substrato nos sete primeiros dias. Posteriormente os sacos

foram abertos para secagem, sendo colocado papel filtro na abertura. Após a infestação do substrato, sementes das cultivares de

melancia Sugar Baby e Charleston Gray, consideradas suscetível e resistente a raça 0 de (Fon), respectivamente, foram

desinfestadas em hipoclorito de sódio 1% por 30 segundos e lavadas em água destilada por 60 segundos. Foram utilizadas 10

repetições para cada cultivar em delineamento inteiramente casualizado (DIC). Cada semente foi semeada em copos de 200 mL

contendo a vermiculita infestada. Os copos permaneceram por quatro dias em sala contendo iluminação artificial continua e

temperatura ambiente, posteriormente, foram levados ao telado com sombrite 50% por 21 dias, sendo irrigados diariamente.

Foram semeados também os tratamentos controle em substrato não infestado. Foi utilizada escala de notas atribuindo-se as

seguintes notas: 0 - Planta sadia; 1 - planta com ligeira descoloração no colo; 2 - planta com moderada descoloração e/ou lesões

no colo; 3 - planta apresentando moderada necrose no colo; 4- planta apresentando necrose severa com destruição dos tecidos.

Média das notas menor ou igual a 2 foi considerada como resistente e média maior que 2 como suscetível. Após avaliação

observou-se que para os isolados 01 e 06 obtivemos o mesmo resultado, sendo ambas cultivares suscetíveis. Para os isolados 05 e

10, a cv. Sugar Baby foi suscetível e Charleston Gray resistente. Para os demais isolados não se observou sintomas.

Apoio: Agradecimentos: Embrapa Semiárido pelos isolados e CNPq pela bolsa.

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3. Fungos de importância agropecuária

ESTUDO MORFOLÓGICO E ENZIMÁTICO DE LINHAGENS DE Isaria fumosorosea

Isaias Sandes Telis1; Janecléia Ribeiro das Neves

1; Rafaela Gregório de Souza

1; Lyvia Barreto Santos

1; José Diego Magalhães

2;

Ana Paula de Almeida Portela da Silva1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Alagoas/ UFAL/ U. E. Penedo- AL;

2Instituto Federal de Alagoas/ IFAL/ Campus Penedo-

AL;

Palavras-chave: Isaria fumosorosea; Controle biológico; Quitinase

Bioprodutos à base do fungo entomopatogênico Isaria fumosorosea são utilizados na Europa e na América do Norte no controle

de pulgões, mosca-branca e trips de forma exitosa, contudo, no Brasil ainda não existe nenhum produto comercializado à base

deste entomopatógeno. Desta forma, são necessários mais estudos de base que possam dar suporte a bioensaios de patogenicidade

utilizando a referida espécie. O presente trabalho teve como objetivo avaliar os parâmetros biológicos de Isaria fumosorosea

ESALQ1296 e Isaria fumosorosea ESALQ1297 e sua atividade enzimática em meio de cultura específico. Os parâmetros foram

avaliados em quatro etapas: análise de microestruturas, crescimento vegetativo, produção de conídios e detecção de atividade

enzimática. Na Cultura sobre lamínula, a cada 24 horas, uma lamínula foi retirada, montada e observada ao microscópio óptico. O

diâmetro da colônia foi medido após 6 dias de crescimento. Para a quantificação de conídios, foi retirado um disco central (4 mm)

da colônia, transferido para um tubo de ensaio contendo solução de Tween 80 (0,02%). Após agitação e diluição(10-1

) a

contagem dos conídios foi realizada em câmara de Neübauer. Para detecção enzimática, foi adicionado ao meio de cultura

carapaça de camarão (1%). Após 6 dias de incubação, o halo de degradação foi mensurado. Os experimentos consistiram de três

repetições e foram realizadas em meio BDA (Batata-Dextrose-Ágar), MERCK, a 27±1ºC. As linhagens ESALQ1296 e

ESALQ1297 apresentaram formação de hifas e formação inicial de micélio nas primeiras 24h; com 48 horas, ambas as linhagens

já continham micélio; com 72h, observaram-se conidióforos e conídios, com maior concentração na linhagem EALQ1296; por

último, nas 96h, as estruturas já mencionadas estavam presentes nas duas linhagens, sendo mais abundante na linhagem

ESALQ1296. O crescimento vegetativo médio da linhagem ESALQ1296 foi de 2,6cm, enquanto que a linhagem ESALQ1297

apresentou 3,6 cm de diâmetro da sua colônia. A linhagem ESALQ1296 apresentou esporulação de 1,6 x105conídios/ml, enquanto

que esporulação da linhagem ESALQ1297 foi 2,13 x 105conídios/ml. O halo de degradação da linhagem ESALQ1297 mediu

0,5cm, sendo assim, teve uma maior atividade enzimática que a linhagem ESALQ1296, cujo halo mediu 0,15cm. Logo, pode-se

concluir que a linhagem ESALQ1297 apresentou melhores parâmetros que a linhagem ESALQ1296. Estudos com linhagens de

fungos parasitas de insetos são importantes, pois podem ser utilizados por Institutos, Universidades, empresas e outros

interessados que trabalham com microrganismos entomopatogênicos visando o melhoramento genético e a seleção de espécies

mais virulentas.

Apoio: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) - UFAL

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3. Fungos de importância agropecuária

CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E ENZIMÁTICA DE LINHAGENS DE Isaria farinosa

Janecléia Ribeiro das Neves1; Lyvia Barreto Santos

1; Isaias Sandes Teles

1; Rafaella Gregório de Souza

1; José Diego Magalhães

Soares2; Ana Paula de Almeida Portela da Silva

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Alagoas/ Unidade Educacional Penedo;

2 Instituto Federal de Alagoas/Campus Penedo;

Palavras-chave: Controle Biológico;; Isaria farinosa; Quitinas

Os insetos-praga trazem danos que às vezes podem ser irreparáveis para uma plantação e/ou até mesmo a perda total de um

cultivo. Isso resulta em pouca ou nenhuma lucratividade para o agricultor, além da baixa qualidade do produto, dificultando sua

comercialização. Desta forma, é relevante a busca por meios alternativos para o combate a essas pragas. O uso de

microrganismos, em especial os fungos entomopatogênicos tem sido uma alternativa para conter esse problema, já que além de

controlar aqueles insetos indesejados, não causam danos à planta, nem tampouco para o solo e o meio ambiente. Destaca-se que

esses agentes de controle podem infectar todas as fases do hospedeiro, desde ovos, larvas, pupas e adultos. Este trabalho tem como

objetivo caracterizar as linhagens fornecidas pela coleção de culturas MICOTECA/URM/UFPE, Isaria farinosa ESALQ1205 e

Isaria farinosa ESALQ1355 isolados de insetos parasitados: Bemisia tabaci (mosca-branca) e Brassolis sopharea (lagarta do

coqueiro), respectivamente. Foram utilizadas as técnicas de análise de microestruturas, crescimento vegetativo, esporulação e

germinação de conídios, em meio de cultura Batata-Dextrose-Ágar (Merck). Para análise da atividade quitinolítica, foi adicionada

ao meio com carapaça de camarão (1%). O resultados da análise das microestruturas de ambas as linhagens foram: com 24 horas-

hifas e formação micélio; com 48 horas- formação inicial de conidióforos e conídios; com 72 horas- conidióforos ramificados e

conídios abundantes e 96 horas, apressórios e todas as estruturas citadas anteriormente, em maior quantidade. No crescimento

vegetativo, a ESALQ 1205 apresentou 2,68cm, sendo um resultado maior do que a ESALQ 1355 com 2,20cm, ao final de 6 dias, à

28±1ºC. Na contagem de conídios observou-se que ambas as linhagens apresentam valores médios iguais de 2,13x105

conídios/mL. A análise quitinolítica revelou que a linhagem Isaria farinosa ESALQ1355 apresentou um maior halo de

degradação (0,35 cm), em relação a Isaria farinosa ESALQ1205 (0,12cm). Deste modo com relação ao crescimento vegetativo

destacou-se a ESALQ1205; na esporulação as linhagens apresentaram resultados iguais; e no resultado da atividade enzimática

a linhagem Isaria farinosa ESALQ1205 se destacou. É de fundamental importância o estudo dos parâmetros biológicos de

linhagens de entomopatógenos, visando à seleção daquelas mais produtivas e virulentas para utilização no Manejo Integrado de

Pragas (MIP); além disso, esses estudos antecedem a elaboração de cartilhas ilustradas que serão distribuídas entre os agricultores

e produtores, abordando e incentivando seu uso, como ferramenta sustentável para o agronegócio.

Apoio: PIBIC/UFAL

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226

3. Fungos de importância agropecuária

ATIVIDADE MICROBIONA E FMA AUTÓCTONE EM RIZOSFERA DE PLANTAS DE CAPIM-BUFFEL cv.

?Biloela? ADUBADAS COM RESÍDUO DA VITICULTURA1

Jorge Messias Leal do Nascimento21; Gabriel Ravi Gama Fontes3

2; Karen Mirella Souza Menezes4

3; Mário Adriano Àvila

Queiroz54; Adriana Mayumi Yano-Melo5

5; Ana Cristina Fermino Soares6

6;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano, Docente efetivo da Faculdade São

Francisco de Juazeiro e Tutor da Secretária de Educação à Distância da Universidade Federal do Vale do São Francisco-Univasf,

Petrolina-PE, Brasil; 2Discente de graduação em Zootecnia, Universidade Federal do Vale do São Francisco - Univasf, Petrolina-

PE, Brasil. ; 3Mestre em Ciência Animal, Univasf, Petrolina - PE, Brasil. ;

4Docentes do Colegiado de Zootecnia, Campus

Ciências Agrárias, Univasf, Petrolina-PE, Brasil. ; 5Docentes do Colegiado de Zootecnia, Campus Ciências Agrárias, Univasf,

Petrolina-PE, Brasil. ; 6Docente do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas, UFRB, Cruz das Almas-BA, Brasil.;

Palavras-chave: Cencrhus ciliaris; Glomeromycota; Resíduo vegetal

Resíduos orgânicos conferem melhorias no sistema solo-planta-animal, reduzindo os custos com fertilizantes químicos e dos

impactos gerados pelo uso excessivo destes produtos. O resíduo da viticultura apresenta potencial para aplicação na produção de

plantas forrageiras, além de constituir fonte de energia para os micro-organismos do solo. Objetivou-se neste estudo verificar a

influência da adubação de plantas de capim-buffel cv. ‘Biloela’ com o resíduo da poda de videiras - RPV (var. Itália Muscat)

sobre a atividade microbiana e fungos micorrízicos arbusculares (FMA) autóctones em Neossolo Quartzarênico da Caatinga.

Realizou-se experimento em casa de vegetação em delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos (0; 10,0; 20,0

e 30,0 %) de adição de RPV, em nove repetições, por 120 dias. Foram avaliados o número de glomerosporos (NG), Colonização

micorrízica (CM), Número Mais Provável de Propágulos Infectivos de FMA (NMP), Identificação dos Táxons, Respiração

Edáfica (RE), Carbono da Biomassa Microbiana (C-BM) e Quociente metabólico (qCO2). Constatou-se que, à aplicação do RPV

na dose 23,0 % incrementou a esporulação das espécies de FMA autóctones presentes no Neossolo Quartzarênico de Caatinga,

sendo recuperados 24,48 glomerosporos/25 g de solo. Por outro lado, constatou-se redução no percentual de CM, sendo

verificados 16,71 % com aplicação de 27,0 % de RPV. Para o NMP, não houve influência do RPV, independentemente da dose

aplicada. Verificou-se que a aplicação das doses de 10,0 e 20,0% do RPV promoveu a diversidade de espécies de FMA na

rizosfera das plantas de capim-buffel cv. ‘Biloela’, com predominância de táxons do gênero Glomus. Foram constatados 106,93

µg/g de solo seco dia-1

na dose de 30,0% de RPV, possibilitando incrementos de aproximadamente 100,0% nas taxas de RE. Para

a C-BM constatou-se 4015,073 µg de C g-1

solo na dose de 16,0% de RPV. Para o qCO2, constatou-se ausência de significância

entre as doses de RPV testadas no presente estudo. Conclui-se que, o resíduo da poda de videiras favorece a esporulação de FMA

autóctones e atividade microbiana em Neossolo Quartzarênico de Caatinga. Espécies pertencentes ao gênero Glomus apresenta

predominância de ocorrência em Neossolo Quartzarênico de Caatinga adubados com o resíduo da poda de videiras.

Apoio: CAPES (Bolsa de Doutorado) - Programa de Pós-graduação em Ciências Agrárias da Universidade Federal do Recôncavo

da Bahia

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227

3. Fungos de importância agropecuária

MANEJO DE PASTAGEM (CAPIM-BUFFEL cv. ?BILOELA?) EM CLIMA SEMIÁRIDO: EFEITOS SOBRE À

ASSOCIAÇÃO MICORRÍZICA E ATIVIDADE MICROBIANA DO SOLO1

Jorge Messias Leal do Nascimento2*1; Mário Adriano Àvila Queiroz3

2; Adriana Mayumi Yano-Melo3

3; Ana Cristina Fermino

Soares44;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano, Docente efetivo da Faculdade São

Francisco de Juazeiro e Tutor da Secretária de Educação à Distância da Universidade Federal do Vale do São Francisco-Univasf,

Petrolina-PE, Brasil; 2Colegiado de Zootecnia, Campus de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Vale do São Francisco -

Univasf, Petrolina-PE, Brasil.; 3Colegiado de Zootecnia, Campus de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Vale do São

Francisco - Univasf, Petrolina-PE, Brasil.; 4Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas, UFRB, Cruz das Almas-BA,

Brasil.;

Palavras-chave: Altura de corte; Cencrhus ciliares; Glomeromycota

Manejos aplicados na produção vegetal podem influenciar simbiose entre plantas e comunidade microbiana do solo. Nesse

sentido, a elucidação dos efeitos de cortes em pastagem de capim-buffel cv. ‘Biloela’ irá auxiliar na determinação de manejos

menos impactante à comunidade e atividade microbiana do solo, além de possibilitar melhorias no nível de produção das plantas,

consequentemente, à obtenção de equilíbrio nos sistemas de produção vegetal. Objetivou-se avaliar os efeitos da realização de

cortes em diferentes alturas em pastagem de capim-buffel cv. ‘Biloela’ sobre a produção de biomassa aérea, associação

micorrízica e atividade microbiana, em condições semiáridas. Realizou-se experimento em Neossolo Quartzarênico, adotando

delineamento em blocos ao acaso em parcela subdividida, sendo na parcela as alturas de cortes (5,0; 10,0; 15,0 e 20,0 cm) e a

subparcela os números de cortes (04), em três repetições. As plantas foram mantidas sob irrigação e fertilização do solo. Ao final

de cada ciclo de produção das plantas (29 dias), procederam-se cortes da parte aérea das plantas localizadas na área útil da

pastagem, para determinação da produção de biomassa fresca aérea (BFA) e como atributos de indicação da qualidade do solo

determinaram-se o percentual colonização micorrízica (CM), respiração edáfica (RE), carbono da biomassa microbiana (C-BM) e

quociente metabólico (qCO2). A realização de cortes da parte aérea de plantas de capim-buffel cv. ‘Biloela’ à altura de 5,0 cm

possibilitou à obtenção de maior valor de BFA (10,75 Kg ha-1

), enquanto que, para a RE e C-BM do solo, a análise de regressão

demonstrou maiores valores nas alturas de cortes entre 8,64 a 10,75 cm, apresentando respectivamente 16,0 µg/g de solo seco dia-1

para RE e 6712,09 μg de C g-1

solo para C-BM. Verificou-se efeito do número de cortes sobre o percentual da colonização

micorrízica constatando valor mínimo de 38,46% no último corte em comparação ao valor obtido no primeiro corte (50,80%).

Para o qCO2 houve interação entre as alturas e números de cortes, verificando-se no corte 2 maior valor de qCO2 (0,0349),

resultando em efeito estressante na comunidade microbiana do solo. Alturas de cortes entre 8,64 a 10,75 cm resultam em plantas

de capim-buffel cv. ‘Biloela’ maior produção de biomassa aérea e beneficiam à atividade microbiana do solo, enquanto que o

número de cortes afetam negativamente a colonização radicular por fungos micorrízicos arbusculares autóctones em solo de

Caatinga.

Apoio: CAPES (Bolsa de Doutorado) - Programa de Pós-graduação em Ciências Agrárias da Universidade Federal do Recôncavo

da Bahia

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228

3. Fungos de importância agropecuária

ATIVIDADE FUNGITÓXICA DE EXTRATO DE CRAVO-DA-ÍNDIA (Syzygium aromaticum) IN VITRO NO

CONTROLE DE Fusarium oxysporum f sp. phaseoli

Juliana Ferreira de Mello1; Amanda Cupertino de Queiroz Brito

1; Thayza Karine de Oliveira Ribeiro

2; Antonio Felix da Costa

2;

Luciana Gonçalves de Oliveira2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco, Recife-PE.;

2Instituto Agronômico de Pernambuco, Recife-PE.;

Palavras-chave: Controle alternativo; Extrato vegetal; Murcha de fusarium

Os fungos fitopatogênicos são causadores de doenças consideradas graves nas plantas, pela ação de seus metabólitos que

interferem no metabolismo celular e afetam diretamente as funções essenciais ao desenvolvimento das plantas. Espécies de

Fusarium são patogênicas em diferentes plantas de importância econômica, como o feijoeiro, destacando-se Fusarium oxysporum

f sp. phaseoli, agente etiológico da murcha-de-fusarium, que provoca nas plantas perda de turgescência, amarelecimento, seca e

queda progressiva das folhas. O controle da doença é feito principalmente por uso de produtos químicos que muitas vezes são

eficazes na destruição do agente patogênico, contudo, eles apresentam efeitos negativos, devido a seu grau de toxicidade, afetando

o ambiente, além de oferecer riscos à saúde humana. Tendo em vista os riscos causados pelos produtos químicos, surgiu à

necessidade de medidas alternativas para o controle de diversos agentes patogênicos, utilizando extratos vegetais que muitas vezes

apresentam substâncias antimicrobianas e não apresentam riscos à saúde e nem ao meio ambiente. O presente estudo teve como

objetivo verificar a inibição do crescimento micelial e esporulação de F. oxysporum f sp. phaseoli por extratos aquoso e

hidroalcoólico de cravo-da-índia em diferentes concentrações (5%, 10% e 20%). Os fungos foram isolados de feijoeiro com

sintomas da doença no município de São João no Estado de Pernambuco (Agreste Meridional). O município é localizado a uma

latitude 08º52'32" sul e uma longitude 36º22'00" oeste. Os bioensaios foram realizados no Laboratório de Controle Biológico do

Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Três linhagens de F. oxysporum f sp. phaseoli foram utilizadas no experimento. Para

obtenção dos extratos vegetais foram utilizados botões florais de cravo-da-índia (Syzygium aromaticum) adquiridos no comércio

local. O extrato aquoso de cravo-da-índia se mostrou eficiente no controle de todas as linhagens do fungo em todas as

concentrações estabelecidas (5%,10% e 20%), não sendo observados crescimento micelial e esporulação. De forma similar, o

extrato hidroalcoólico de cravo-da-índia apresentou eficácia no controle desse patógeno, inibindo 100% o crescimento micelial e a

esporulação das linhagens estudadas nas três concentrações estabelecidas. Os resultados obtidos foram similares a outros estudos

que utilizaram o cravo-da-índia no controle natural de outras espécies de fungos fitopatogênicos, comprovando o potencial

fungicida desse extrato. Esses resultados indicam que os extratos aquoso e hidroalcoólico de cravo-da-índia são alternativas

eficazes no controle de F. oxysporum f sp. phaseoli in vitro.

Apoio: CNPq

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229

3. Fungos de importância agropecuária

TOXICIDADE DOS EXTRATOS DE Libidibia ferrea var. ferrea SOBRE LINHAGENS DE Isaria farinosa

Rosineide da Silva Lopes1; Luciana Gonçalves de Oliveira

1; Juliana Ferreira de Mello

2; Antonio Félix da Costa

1; Elza Áurea de

Luna Alves Lima2; Vera Lúcia Menezes Lima

2;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Instituto Agronômico de Pernambuco/IPA, Recife, PE;

2Universidade Federal de Pernambuco/UFPE, Recife, PE;

Palavras-chave: Controle biológico; Extratos vegetais; Fungos entomopatogênicos

O controle de insetos-praga é realizado com produtos químicos que podem ocasionar a contaminação do meio ambiente e animais.

O controle biológico por meio de fungos entomopatogênicos é uma alternativa eficiente e segura contra insetos. A aplicação

combinada destes patógenos com extratos vegetais pode ampliar sua ação no controle biológico, reduzindo danos ao meio

ambiente. O trabalho teve por objetivo analisar o efeito dos extratos aquoso e metanólico de folha e vagem de Libidibia ferrea var.

ferrea sobre as linhagens de Isaria farinosa (ESALQ1205, URM5016 e UM5060), visando à utilização destes agentes no controle

de insetos-praga. O efeito dos extratos foi avaliado por meio dos experimentos de germinação, crescimento vegetativo e

esporulação das linhagens, sendo estes adicionados ao meio Ágar Sabouraud (SAB) e à solução Tween 80 (0,1%), nas

concentrações de 10, 25, 50, 100 e 200mg/mL com ensaios em quintuplicata. Para a análise da germinação, 0,1mL de suspensão

1x107 conídios/mL de cada linhagem, confeccionada em solução Tween com os extratos, foi inoculada em placa de Petri contendo

SAB e incubadas em BOD (26 ± 1º C e 80 ± 10 % UR). A germinação foi determinada após 16 horas, através da contagem dos

conídios germinados e não germinados e o percentual germinativo foi calculado pela fórmula (G = n x 100/500). Para a avaliação

do crescimento micelial, discos de 0,3 mm de papel filtro com 0,01mL da suspensão 1x107 conídios/mL de cada linhagem foram

inoculados em placa de Petri com SAB, acrescido das concentrações dos extratos. Estas foram incubadas em BOD (26±1º C e 80

± 10% UR) por 12 dias, sendo crescimento micelial determinado pelo diâmetro da colônia. Fragmentos das colônias foram

transferidos para um tubo de ensaio contendo 10mL de solução Tween 80 (0,1%), sendo as suspensões agitadas por dois minutos

em Vórtex e a esporulação das linhagens quantificadas em câmara de Neübauer. A toxicidade dos extratos foi classificada pelo

Índice Biológico, obtido pela fórmula IB= 47[CV]+43[ESP]+10[GERM]/100.Os extratos não causaram efeito negativo no

desenvolvimento das linhagens. Estes foram classificados como compatíveis às linhagens, exceto nas maiores concentrações (100

e 200 mg/mL),visto que apresentaram IB moderadamente tóxico a tóxico. Os dados sugerem que os extratos nas menores

concentrações, podem ser associados às linhagens de I. farinosa e posteriormente testados no controle de insetos-praga em áreas

agrícolas e urbanas.

Apoio: CNpQ, FACEPE

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230

3. Fungos de importância agropecuária

AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE RESISTÊNCIA DE ACESSOS DE ABÓBORA À ALTERNARIOSE

Karol Alves Barroso1; Natália Campos da Silva

1; Manoel Abilio de Queiróz

1; Ana Rosa Peixoto

1; Graziela da Silva Barbosa

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA;

Palavras-chave: Curcubita sp.; Alternaria sp.; Doenças

A abóbora (Cucurbita moschata) é considerada uma importante fonte econômica para pequenos e grandes produtores em todo o

território nacional. Entretanto, alguns fatores são responsáveis pela redução na produção da cultura. Entre eles destaca-se a

alternariose, ou mancha de alternária, causada pelo fungo Alternaria sp. Desse modo, objetivou-se avaliar o nível da resistência de

acessos de abóbora à alternariose. O experimento foi conduzido no campo experimental da Universidade do Estado da Bahia –

UNEB, localizado no município de Juazeiro-BA, no período de fevereiro a maio de 2017. Foram avaliados quinze acessos de

abóbora, e o híbrido Tetsukabuto (C. maxima x C. moschata), utilizado como testemunha por ser suscetível à alternariose. Aos

120 dias após o transplantio, foi observado o aparecimento de sintomas característicos da alternariose e então foi avaliada a sua

severidade em campo. Para esta avaliação foi utilizada uma escala de notas que variava de 0 a 4, em que a Nota 0 constituía-se de

planta sem sintomas; Nota 1: leve encharcamento nos bordos do limbo foliar, seguido de pequena área amarelada com tecido de

consistência coreácea e alguns pontos necróticos a partir do centro da mancha; Nota 2: Lesões necróticas nos bordos das folhas

mais velhas e jovens, apresentando círculos concêntricos ou não, afetando até 10% da área foliar; Nota 3: Lesões necróticas nos

bordos do limbo das folhas mais velhas e jovens, apresentando área de tecidos necróticos, afetando > 10% e ≤ 50% de área foliar;

Nota 4: As lesões coalescem, formando áreas extensas de tecido necrosado, afetando as folhas mais velhas e jovens em > 50% e ≤

100% da área foliar das plantas, incluindo a seca prematura das folhas. O nível de resistência de cada acesso foi expresso por meio

de índice de doença. Observou-se diferença significativa entre os acessos avaliados quanto ao nível de resistência à alternariose

causada pela Alternaria sp. Diante disso, nota-se a variabilidade quanto à resistência a essa doença nos acessos avaliados. O

híbrido Tesukabuto, bem como os acessos A2, A3, A4, A6, A7, A8, A13 e A17, foram altamente suscetíveis, por apresentarem

maior valor de índice de doença. Os acessos de C. moschata A1, A9, A10, A11 e A15 apresentaram os maiores índices de

resistência à doença, sendo considerados possíveis fontes de resistência para programas de melhoramento visando a obtenção de

cultivares resistentes em regiões onde a alternariose é um fator limitante à produção.

Apoio: CNPq, Universidade do Estado da Bahia - UNEB, Programa de pós-graduação em Agronomia: Horticultura Irrigada -

PPGHI

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231

3. Fungos de importância agropecuária

AVALIAÇÃO DE RESISTÊNCIA À Didymella bryoniae EM ACESSOS DE ABÓBORA

Natália Campos da Silva1; Karol Alves Barroso

1; Xênia Bastos de Oliveira

1; Manoel Abílio de Queiróz

1; Graziela da Silva

Barbosa1; Ana Rosa Peixoto

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade do Estado da Bahia;

Palavras-chave: Cancro das hastes; Lesões; Micosferela

Dentre os problemas fitossanitários que afetam as abóboras (Cucurbita moschata Duch.) o fungo Didymella bryoniae é de grande

importância, pois vem ocasionando elevados prejuízos para os produtores. Esse fungo pode se manifestar em condições de cultivo

irrigado e em solos que apresentam baixa drenabilidade. Assim, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a resistência de

acessos de abóbora quanto à Didymella bryoniae. O experimento foi realizado em área experimental no Departamento de

Tecnologia e Ciências Sociais – DTCS, da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, em Juazeiro-BA, no período de fevereiro a

maio de 2017. O delineamento experimental utilizado foi de blocos ao acaso, com três repetições e cinco plantas por parcela.

Foram avaliados quinze acessos de abóbora (A1, A3, A4, A5, A6, A7, A8, A9, A10, A11, A12, A13, A14, A15 e A17) e o híbrido

interespecífico Tetsukabuto (C. maxima x C. moschata), utilizado como testemunha. As plantas foram avaliadas quando estavam

completamente desenvolvidas (120 dias após o transplantio), por meio de uma escala de notas. As notas foram atribuídas por três

avaliadores treinados que atribuíram notas específicas para cada planta. A escala de notas variou de 0 a 4, em que a Nota 0

constituiu-se da ausência de sintomas visíveis; Nota 1: lesão encharcada na haste da planta até 1 cm de diâmetro; Nota 2: lesão

encharcada na haste da planta com mais de 1 cm de diâmetro; Nota 3: lesão parcialmente necrosada na haste com murcha parcial

da planta; e Nota 4: necrose da haste da planta com murcha total e morte da planta. O nível de resistência de cada acesso foi

expresso em índice de doenças. Observou-se diferença significativa entre os acessos de abóbora quanto ao nível de resistência à

D. bryoniae. Com exceção do acesso A6, todos os acessos de C. moschata e o híbrido Tetsukabuto apresentaram maiores valores

no índice de doença. Assim, o acesso A6 foi considerado uma possível fonte de resistência para programas de melhoramento

visando à obtenção de cultivares resistentes em condições de solos pouco drenáveis, no qual o fungo é um fator limitante à

produção.

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232

3. Fungos de importância agropecuária

CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DE ISOLADOS DE RHIZOCTONIA SOLANI PROVENIENTES DE

MELANCIA

Fábio Sanchez da Cunha1; Kecia Mayara Galvão de Araújo

1; Antonio Elton da Silva Costa

1; Erik Micael da Silva Souza

1;

Alexandre Sandri Capucho1; Francine Hiromi Ishikawa

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco;

Palavras-chave: Crescimento Micelial; Meio de cultura; Rizoctoniose

O objetivo foi caracterizar isolados do fungo Rhizoctonia solani quanto ao crescimento, coloração e formação de escleródios em

diferentes meios de cultura. Foram utilizados seis isolados do fungo: CMM1053, CMM2967, CMM1052, CMM2983, CMM2971

e CMM3890, provenientes da coleção de Fungos Fitopatogênicos “Maria Menezes” da UFRPE, e três meios de cultura: BDA

(Batata Dextrose Agar), BSA (Batata Sacarose Agar) e NA (Nutriente Agar). O experimento fatorial 6 (isolado) x 3 (meios de

cultura) foi inteiramente casualizado com 5 repetições. Para isto os meios de cultura foram padronizados em pH=7,0 e

esterilizados em autoclave, após este procedimento foram adicionados 15 ml do meio em placas de Petri com 9 cm de diâmetro.

As repicagens foram realizadas com discos de micélios com 3 mm de diâmetro. O diâmetro da colônia fúngica foi medido

diariamente com um paquímetro digital e 15 dias após à repicagem, foi realizada a descrição morfológica da colônia, descrevendo

a cor e formação de escleródio. Também foi calculado o índice de velocidade de crescimento micelial (IVCM) onde: IVCM= (D-

Da)/N; onde: D=diâmetro médio atual da colônia; Da= diâmetro médio da colônia no dia anterior; N= número de dias após a

repicagem. O IVCM foi submetido ao teste de normalidade dos erros de Shapiro-Wilk a 5%, verificada a normalidade dos dados

foi realizada a análise de variância e as médias foram submetidas ao teste de agrupamento de média de Scott-Knott a 5% de

probabilidade. O meio BSA foi o que obteve os maiores IVCM, sendo os isolado CMM2967 e CMM2971 que mais cresceram

neste meio com IVCM médio de 49,09 e 51,90 mm/dia, respectivamente. Em segundo lugar o meio BDA obteve os maiores

índices para os isolados e neste meio os isolados que mais cresceram foram o CMM1053, CMM3890, CMM2971 e CMM2967

com índices de 43,61, 43,88, 42,20 e 42,26 mm/dia, respectivamente. O NA foi o que teve os menores índices de velocidade

crescimento e nele os isolados que tiveram maior média de IVCM foram os isolados CMM1053, CMM2971, CMM2967 e

CMM3890 com índice de 45,51, 42,60, 41,91 e 39,30 mm/dia. Os resultados mostram que a depender do meio cultura pode haver

diferença no crescimento entre os isolados. Não houve formação de escleródio. Houve variação da coloração de branca à parda

dependendo do meio e o isolado avaliado.

.

Apoio: UFRPE, CNPq, CAPES e Facepe

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233

3. Fungos de importância agropecuária

AVALIAÇÃO DA REAÇÃO À FUSARIUM OXYSPORUM F. SP. NIVEUM EM ACESSOS AUTOFECUNDADOS DE

MELANCIA

Kecia Mayara Galvão de Araújo¹1; Fábio Sanchez da Cunha¹

1; Antonio Elton da Silva Costa¹

1; Francine Hiromi Ishikawa¹

1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF);

Palavras-chave: Citrullus lanatus; fusariose; melhoramento vegetal

A cultura da melancia pode ser afetada pelo patógeno Fusarium oxysporum f.sp. niveum (FON), portanto a busca por fontes de

resistência é necessária. O objetivo deste trabalho foi avaliar 12 acessos do Banco de Germoplasma de Hortaliças da Univasf

previamente classificados como resistentes à Fusariose e submetidos autofecundação. Foram utilizadas as cultivares comerciais

Sugar Baby (controle suscetível) e Charleston Gray (controle resistente). Para a realização do experimento foi realizado a

repicagem do isolado FON-10 para placas de Petri contendo meio BDA. Após crescidos, retiraram-se 3 discos de micélio com 3

mm de diâmetro que foram adicionados aos Erlenmeyers contendo o meio liquido BS. Os Erlenmeyers foram mantidos sob

agitação continua a 130 rpm durante quatro dias a 24 °C para esporulação do fungo e obtenção da suspensão de conídios.

Adicionou-se 2 L de vermiculita em sacos plásticos e realizado o enriquecimento da vermiculita, adicionando o meio liquido BS

na proporção de 2 ml de caldo por grama de vermiculita. Após o enriquecimento, os sacos foram esterilizados. Após a

esterilização foi realizada a infestação da vermiculita com a inoculação de 10 ml da suspensão de conídios para cada saco de

vermiculita enriquecida. Estes sacos foram vedados e homogeneizados por 7 dias. Após este período os sacos foram abertos para a

secagem e estimulação da produção de clamidósporos, colocando um filtro de papel na abertura dos sacos para evitar

contaminação, permanecendo por 21 dias nesta condição. Após esta etapa, as sementes foram semeadas em copos descartáveis

preenchidos com a vermiculita infestada e permaneceram em uma sala de inoculação por 4 dias sob iluminação artificial e

irrigação diária, passado este período os recipientes foram transferidos para um telado. A avaliação ocorreu aos 21 dias após a

inoculação, sendo utilizada uma escala de notas variando de 0 a 4. O experimento foi disposto em DIC com 10 repetições por

acesso. Os dados foram submetidos ao teste de normalidade dos erros de Shapiro-Wilk a 5% de significância. Os dados não

apresentaram distribuição normal e o coeficiente de variação foi 54,8%. Todos os tratamentos, exceto o tratamento Charleston

Gray, obtiveram nota média superior a 2, sendo portanto classificados como suscetíveis a Fusariose. Como ocorre polinização

cruzada em melancia é possível que as sementes foram coletadas de plantas suscetíveis, pois não foram utilizadas para

autofecundação plantas previamente inoculadas e classificadas como resistentes. Consequentemente os resultados não foram os

esperados.

Apoio: CNPq, Capes e Facepe

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3. Fungos de importância agropecuária

AVALIAÇÃO DE PARÂMETROS BIOLÓGICOS E DETECÇÃO ENZIMÁTICA DE Fusarium incarnatum-equiseti

(COMPLEXO FIESC)

Lyvia Barreto Santos1; Janecléia Ribeiro das Neves

2; Isaias Sandes Telis

3; Rafaela Gregório de Souza

4; José Diego Magalhães

Soares5; Ana Paula de Almeida Portela da Silva

6;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Graduanda do curso de Ciências Biológicas (licenciatura), da Universidade Federal de Alagoas/ UFAL/ U. E.

Penedo- Alagoas. E-mail: [email protected]; 2Graduanda do curso de Ciências Biológicas (licenciatura), da

Universidade Federal de Alagoas/ UFAL/ U. E. Penedo- Alagoas. ; 3Graduando do curso de Ciências Biológicas (licenciatura), da

Universidade Federal de Alagoas/ UFAL/ U. E. Penedo- Alagoas. ; 4Graduanda do curso de Ciências Biológicas (licenciatura), da

Universidade Federal de Alagoas/ UFAL/ U. E. Penedo- Alagoas. ; 5 Professor do IFAL/Campus Penedo-AL;

6 Professora do

curso de Ciências Biológicas da UFAL/ U. E. Penedo, orientadora.;

Palavras-chave: Controle Biológico; Complexo FIESC; Quitinase

O presente trabalho trata-se de um estudo feito com fungos entomopatogênicos, que desempenham um importante papel na

economia do Brasil e no mundo para o controle biológico de pragas. O objetivo do trabalho foi avaliar os parâmetros biológicos

(microestruturas, crescimento vegetativo e germinação) e detectar a atividade enzimática, utilizando carapaça de camarão, de duas

espécies do complexo FIESC - Fusarium incarnatum-equiseti: (FIESC 28-A URM6777 e FIESC 17-C URM6798), ambas obtidas

originalmente de Dactylopius opuntiae (Colchonilha do carmim). As espécies foram fornecidas pela MICOTECA-

URM/CCB/UFPE. Para analisar as microestruturas, foram inoculados fragmentos fúngicos, cobertos com lamínula e a cada 24h,

uma lamínula foi retirada, montada e observada ao microscópio óptico. Para avaliar o crescimento vegetativo, foi inoculado no

centro da placa uma alícota de cada fungo. Após 6 (seis) dias, o diâmetro da colônia foi mensurado, com uma régua milimétrica.

Para contagem de conídios, foi retirado um disco central (4mm) da colônia, transferindo-o para tubo de ensaio, contendo 10ml de

solução twenn 80. Após agitação, a contagem foi realizada ao microscópio óptico, em câmera de Neubauer. Para detecção de

quitinase, foi acrescentado ao meio de cultura BDA (batata, dextrose, ágar), MERCK, carapaça de camarão (1%). Os fungos

foram inoculados no centro das placas, permanecendo na estufa incubadora durante 6 dias. No sexto dia, o halo de degradação da

quitina foi mensurado com régua milimétrica. Todos os experimentos foram realizados em triplicata, em temperatura controlada

(27±1ºC). Na análise das microestruturas, as linhagens (URM6777 e URM6798) cresceram igualmente: com 24h observou-se

hifas, 48h hifas e micélio, 72h micélio e conidióforos e 96h micélio, conidióforos, macroconídios e microconídios. No

crescimento vegetativo, a linhagem URM 6777 apresentou uma média de 8, 01cm e a URM6798 média de 5,21cm, ou seja, a

linhagem URM6777 mostrou maior crescimento em relação a outra espécie. Na esporulação, a URM6777 apresentou uma média

de 36,8x104 conídios/ml e a URM6798 uma média de 208x10

4 conídios/ml, sendo um desenvolvimento maior do que a outra

espécie. Na detecção de quitinase, a URM 6777 apresentou uma média de halo de degradação menor, sendo de 0,26cm, enquanto

que a URM6798 apresentou halo de 0,60cm. Sendo assim, nos experimentos feitos, a espécie URM 6798 mostrou melhores

resultados em comparaçao à URM6777. Estes experimentos são de suma importância para selecionar fungos mais produtivos que,

após bioensaios, poderão ser utilizados no controle biológico de pragas.

Apoio: PIBIC/UFAL

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3. Fungos de importância agropecuária

COMBINAÇÃO DE EXTRATO DE TAMBORIL COM ISOLADOS DO COMPLEXO DE ESPÉCIES Fusarium

incarnatum-equiseti NO CONTROLE DA COCHONILHA-DO-CARMIM.

Luiz Felipe Silva Barbosa1; Rafael Leão Soares de Oliveira

1; Ana Carla da Silva Santos

1; Antonio Félix da Costa

2; Patricia Vieira

Tiago1;

E-mail para correspondência: [email protected]

Instituições: 1Universidade Federal de Pernambuco ;

2Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA);

Palavras-chave: Fungos Entomopatogênicos; inseto-praga; Biocontrole

A palma forrageira (Opuntia ficus-indica) é originária do México e foi introduzida no Brasil em meados do século XVIII,

encontra-se bem adaptada e distribuída na região semiárida e é utilizada como ração animal nas bacias leiteiras do Nordeste, sendo

a principal fonte alimentar dos rebanhos bovinos. Estima-se que em cultivos bem conduzidos a produtividade desta cultura pode

alcançar cerca de 40 toneladas de matéria seca por hectare. Esta atividade está ameaçada pela cochonilha-do-carmim (Dactylopius

opuntiae) que suga as raquetes da palma inoculando toxinas resultando no enfraquecimento das plantas com danos econômicos

que podem alcançar 100% de perdas na