apostila de operações bancárias

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CURSO DE CONHECIMENTOS BANCRIOSAULA 01CONCEITO E ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL (SFN)

Conceito de SFN Conjunto de agentes que se dedicam ao trabalho de propiciar condies para a manuteno de um fluxo de recursos entre poupadores e investidores (Assaf Neto, 2001, in Mercado Financeiro).

APLICAO Operao Ativa

Poupadores

Tomadores

IFsCAPTAO Operao Passiva

No SFN, esto reunidos os poupadores, os tomadores e os intermediadores de recursos. Quando uma instituio financeira (IF) capta recursos de poupadores, ela est fazendo uma operao passiva. Por sua vez, quando uma IF aplica os recursos captados, repassando-os aos tomadores, ela est fazendo uma operao passiva. Captando ou aplicando recursos, uma IF est desempenhando uma atividade que lhe tpica. A intermediao financeira. Observe que a figura acima mostra uma IF entre poupadores e tomadores de recursos.

Conceito de Instituio Financeira (IF) A Lei 4.595/64 (Lei que definiu o atual SFN), conceitua instituies financeiras como: as pessoas jurdicas pblicas ou privadas, que tenham como atividade principal ou acessria a coleta, intermediao ou aplicao de recursos financeiros prprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custdia de valor de propriedade de terceiros (Art.17).

Estrutura do SFN

Conforme o prprio Banco Central do Brasil, o SFN est estruturado da seguinte forma:Orgos normativos Entidades supervisoras Operadores

Conselho Monetrio Nacional CMN

Instituies financeiras Demais Outros Banco Central do captadoras instituies intermedirios Brasil - Bacen de financeiras financeiros e depsitos administradores vista de recursos de Comisso de Bolsas de terceiros Bolsas de Valores mercadorias valores Mobilirios - CVM e futuros Superintendncia Entidades de Seguros Sociedades Sociedades abertas de Privados - Susep de seguradoras previdncia capitalizao IRB-Brasil complementar Resseguros Entidades fechadas de previdncia complementar (fundos de penso)

Conselho Nacional de Seguros Privados CNSP

Conselho de Secretaria de Gesto da Previdncia Previdncia Complementar Complementar SPC - CGPC

Fonte: Banco Central do Brasil. Disponvel no site: www.bcb.gov.br

Observem que o quadro acima, segrega o SFN em 3 grandes grupos: os rgos normativos, as entidades normativas e os operadores. Cada rgo normativo tem suas entidades supervisoras que os auxilia na superviso dos operadores. Note que a estrutura no se limita as instituies financeiras propriamente ditas, mas abrange o mercado de seguros, capitalizao e os planos de previdncia privados, sejam abertos ou fechados. Os rgos normativos so os entes superiores dentro de cada subdiviso do SFN. So a instncia decisria e no tm estrutura fsica. So geralmente, entes polticos. As entidades supervisoras so rgos do Governo que implementam e fazem cumprir as decises dos rgos normativos dentro do SFN. Como se ver podem ser constitudos na forma de autarquias, empresas pblicas ou secretrias. Os operadores so as entidades e empresas que operam no SFN, segundo as regras definidas, seja na legislao, seja pelos rgos normativos e entidades supervisoras. Como demonstrado so os bancos, financeiras, corretoras, bolsas, seguradoras etc.

EXERCCIOS1. (BACEN - 2000) Na estrutura do SFN, o Subsistema Operativo, que tem por funo operacionalizar a transferncia de recursos entre poupador para o tomador, inclui a) bancos de investimento. b) sociedades de crdito, financiamento e investimento. c) bancos mltiplos sem carteira comercial ou de crdito imobilirio. d) cooperativas de crdito. e) bancos comerciais. RESPOSTA: TODOS OS ITENS SO VERDADEIROS.

2. Uma instituio financeira segundo a Lei 4.595 aquela que realiza as seguintes funes, exceto: a) Coleta de recursos. b) Emisso de carto de crdito. c) Intermediao financeira. d) Custdia de valores de terceiros. e) Aplicao de recursos. RESPOSTA: O ITEM B A RESPOSTA CORRETA.

3. Na estrutura do SFN, as bolsas de supervisionadas pelo (s): a) CGSP. b) SPC e Susep. c) Bacen, Susep e CMN. d) CMN, CVM e Bacen. e) CNSP, Bacen e CVM.

valores so

normatizadas e

RESPOSTA: O ITEM D A RESPOSTA CORRETA.

4. Quando realizando: a) Uma b) Uma c) Uma d) Uma e) Uma

uma instituio financeira capta recursos junto a populao, est custdia de valores. prestao de servios. operao passiva. operao ativa. operao terceirizada.

RESPOSTA: O ITEM C A RESPOSTA CORRETA.

5. Uma seguradora para funcionar no Brasil, observa obrigatoriamente as regras emitidas pelo: a) CMN e CNSP. b) CNSP e IRB. c) CNSP e Bacen d) CNSP e CVM e) CNSP e Susep. RESPOSTA: O ITEM E A RESPOSTA CORRETA.

AULA 02OS RGOS NORMATIVOS DO SFN So 3 os rgos normativos do SFN: O Conselho Monetrio Nacional CMN; O Conselho Nacional de Seguros Privados CNSP; e O Conselho de Gesto da Previdncia Complementar - CGPC

Para fins de estudo e avaliao de conhecimento preciso saber a composio, a funo e as entidades subordinadas a cada um destes conselhos: O CONSELHO MONETRIO NACIONAL composto por 3 representantes: O ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, Oramento e Gesto e o Presidente do Banco Central do Brasil. A presidncia deste conselho cabe ao Ministro do Planejamento. So funes do CMN, dentre outras: 1. Adaptar o volume dos meios de pagamento s reais necessidades da economia nacional. 2. Regular o valor interno da moeda. 3. Regular o valor externo da moeda. 4. Orientar a aplicao dos recursos das instituies financeiras pblicas ou privadas, de forma a garantir condies favorveis ao desenvolvimento equilibrado da economia nacional. 1. 5.Propiciar o aperfeioamento das instituies e dos instrumentos financeiros, de forma a tornar mais eficiente o sistema de pagamento e mobilizao de recursos. 5. Zelar pela liquidez e pela solvncia das instituies financeiras. 6. Coordenar as polticas monetrias, creditcia, oramentria, fiscal e da dvida pblica interna e externa. O CMN utiliza a estrutura do Bacen para normatizar e acompanhar o mercado financeiro, que abrange bancos, financeiras, cooperativas de crdito, caixas econmicas, empresas de arrendamento mercantil (leasing) etc. Utiliza, ainda, a Comisso de Valores Mobilirios (CVM) para realizar a superviso do mercado de ttulos e valores mobilirios, abrangendo as bolsas de valores e de mercadorias e futuros, as corretoras, distribuidores etc.

O CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS Atualmente o CNSP composto de 6 membros, quais sejam:

1. Ministro de Estado da Fazenda ou seu representante, na qualidade de Presidente; 2. Superintendente da Superintendncia de Seguros Privados (SUSEP), na qualidade de Vice-Presidente; 3. Representante do Ministrio da Justia; 4. Representante do Banco Central do Brasil; 5. Representante do Ministrio da Previdncia e Assistncia Social; 6. Representante da Comisso de Valores Mobilirios. So funes do CNSP, dentre outras: 1. Fixar as diretrizes e normas da poltica de seguros privados; 2. Regular a constituio, organizao, funcionamento e fiscalizao dos que exercerem atividades subordinadas a este Conselho, bem como a aplicao das penalidades previstas; 3. Estipular ndices e demais condies tcnicas sobre tarifas, investimentos e outras relaes patrimoniais a serem observadas pelas Sociedades Seguradoras; 4. Fixar as caractersticas gerais dos contratos de seguros; 5. Fixar normas gerais de contabilidade e estatstica a serem observadas pelas Sociedades Seguradoras; 6. Delimitar o capital do IRB e das Sociedades Seguradoras, com a periodicidade mnima de dois anos, determinando a forma de sua subscrio e realizao; 7. Estabelecer as diretrizes gerais das operaes de resseguro; e 8. Disciplinar as operaes de cosseguro, nas hipteses em que o IRB no aceite resseguro do risco ou quando se tornar conveniente promover melhor distribuio direta dos negcios pelo mercado O utiliza a estrutura da Superintendncia de Seguros Privados (SUSEP), e do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) para normatizar e acompanhar o mercado de seguros, que abrange seguradoras, empresas de capitalizao e os fundos abertos de previdncia complementar.

O CONSELHO DE GESTO DA PREVIDNCIA COMPLEMENTAR (CGPC)

composto por 8 conselheiros, a seguir descritos: 1. o ministro da Previdncia Social (presidente), 2. o Secretrio da Previdncia Complementar, 3. um representante da Secretaria da Previdncia Social, 4. um representante do Ministrio da Fazenda, 5. um representante do Ministrio do Planejamento, Oramento e Gesto, 6. um representante dos patrocinadores e instituidores de entidades fechadas de previdncia complementar 7. um representante das entidades fechadas de previdncia complementar, e

8. um representante dos participantes assistidos das entidades fechadas de previdncia complementar So funes do CGPC, dentre outras: 1. estabelecer as normas gerais complementares legislao e regulamentao aplicvel s entidades fechadas de previdncia complementar, em consonncia com os objetivos da ao do Estado discriminados no art. 3 da Lei Complementar n 109, de 2001; 2. estabelecer regras para a constituio e o funcionamento da entidade fechada, reorganizao da entidade e retirada de patrocinador; 3. normatizar a transferncia de patrocnio, de grupo de participantes, de planos e de reservas entre entidades fechadas; 4. determinar padres para a instituio e operao de planos de benefcios, de modo a assegurar sua transparncia, solvncia, liquidez e equilbrio financeiro; 5. normatizar novas modalidades de planos de benefcios; 6. estabelecer normas complementares para os institutos da portabilidade, do benefcio proporcional diferido, do resgate e do autopatrocnio, garantidos aos participantes; 7. estabelecer normas especiais para a organizao de planos institudos; 8. determinar a metodologia a ser empregada nas avaliaes atuariais; 9. estabelecer regras para o nmero mnimo de participantes ou associados de planos de benefcios; O CGPC utiliza a estrut

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