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Aula 02 - Organização da Administração Pública Direta e Indireta

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  • Ponto dos Concursos Curso preparatrio para o INSS Direito Administrativo - Prof. Fabiano Pereira

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    www.pontodosconcursos.com.br

    Ol!

    Em nossa aula de hoje, iremos conhecer a organizao e estruturao da Administrao Pblica brasileira. Trata-se de um tema extremamente importante para concursos pblicos, portanto, fique atento a todas as observaes apresentadas.

    Tentei ser o mais sucinto possvel, mas o tema muito abrangente, o que fez com que a aula ficasse um pouquinho grande. Sei que voc no est preocupado com isso, pois melhor sobrar do que faltar conhecimento, mas, por via das dvidas, prometo que as outras aulas sero um pouco menos extensas.

    A propsito, para no aumentar ainda mais o tamanho da aula, somente irei enviar a relao de questes na segunda-feira, assim, d tempo de voc ler toda a aula no fim de semana e exercitar, posteriormente, todo o conhecimento adquirido.

    No mais, se voc possui alguma sugesto ou crtica que possam aumentar a qualidade do curso, no deixe de envi-las para o e-mail [email protected] ou diretamente para o frum.

    Lembre-se sempre de que o curso est sendo desenvolvido para que voc possa ter um excelente desempenho na prova de Direito Administrativo. O meu grande desejo que voc tambm possa sentir a gratificante sensao de ser um servidor pblico, assim como sinto, todos os dias, ao exercer as minhas funes no Tribunal Regional Eleitoral do Estado de So Paulo.

    Conte comigo nesta bela jornada!

    Bons estudos!

    Fabiano Pereira.

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    ORGANIZAO DA ADMINISTRAO PBLICA DIRETA E INDIRETA

    1. Consideraes iniciais . ........................................................... 03

    2. rgos Pblicos

    2.1. Teorias que buscam justificar a natureza jurdica da relao entre Estado e agentes pblicos

    2.1.1. Teoria do mandato . 04

    2.1.2. Teoria da representao . 04

    2.1.3. Teoria do rgo .05

    2.2. Conceito de rgo pblico . 06

    2.3. Criao e extino dos rgos pblicos .12

    2.4. Capacidade processual . 13

    2.5. Principais caractersticas dos rgos pblicos .14

    2.6. Classificao . 15

    3. Centralizao e descentralizao

    3.1. Centralizao e descentralizao poltica . 18

    3.2. Centralizao e descentralizao administrativas . 18

    3.2.1. Descentralizao Administrativa Territorial . 20

    3.2.2. Descentralizao administrativa por servios ou outorga 20

    3.2.3. Descentralizao por delegao ou colaborao ........... 21

    4. Administrao Pblica Direta e Indireta

    4.1. Administrao Pblica Direta ........................................... 22

    4.2. Administrao Pblica Indireta . 23

    4.3. Criao das entidades da Administrao Indireta .24

    5. Reviso de Vspera de Prova RVP .28

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    1. Consideraes iniciais

    A expresso Administrao Pblica no apresenta um sentido nico, pois pode ser estudada e analisada sob vrios enfoques diferentes. Dentre os vrios sentidos que podem ser atribudos referida expresso, encontram-se o sentido objetivo, material ou funcional e, ainda, o sentido subjetivo, formal ou orgnico.

    Em sentido subjetivo, a Administrao Pblica pode ser entendida como o conjunto de rgos, entidades e agentes pblicos encarregados do exerccio da funo administrativa. Esse um sentido que as bancas examinadoras gostam muito de exigir em suas provas, mas que no apresenta qualquer dificuldade para assimilao.

    A partir de agora, utilizarei a expresso Administrao Pblica somente em seu sentido subjetivo, pois iremos restringir o nosso estudo, neste momento, aos rgos e entidades que a integram. E os agentes pblicos, sero esquecidos? claro que no, iremos estud-los posteriormente, em uma aula especfica, j que tambm integram a Administrao Pblica em sentido subjetivo.

    2. rgos pblicos

    Todos aqueles capazes de contrair direitos e obrigaes so conhecidos como pessoas ou sujeitos de direito, podendo estabelecer relaes jurdicas com outras pessoas ou sujeitos de direito, pois a existncia de uma personalidade que possibilita o estabelecimento de relaes jurdicas.

    O Estado considerado um ente personalizado, ou seja, dotado de personalidade jurdica. Entretanto, no possui vontade prpria, no consegue se expressar diretamente para estabelecer relaes jurdicas com outras pessoas ou sujeitos de direito.

    Sendo assim, obrigado a manifestar a sua vontade atravs da atuao de seus agentes pblicos, cujos atos praticados lhe so diretamente imputados (quando o agente pblico pratica um ato no exerccio da funo pblica, como se o prprio Estado o estivesse praticando e, portanto, o ente estatal que inicialmente

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    dever ser responsabilizado pelos prejuzos que eventualmente forem causados a terceiros).

    Diversas teorias foram criadas para tentar justificar a possibilidade de se atribuir a uma pessoa jurdica (Estado) atos praticados por pessoas fsicas (agentes pblicos). E, como no poderia ser diferente, so frequentes as questes em provas sobre o tema.

    2.1. Teorias que buscam justificar a natureza jurdica da relao entre Estado e agentes pblicos

    2.1.1. Teoria do mandato

    Essa teoria considerava o agente, pessoa fsica, como mandatrio da pessoa jurdica. Tem origem no direito civil, sendo a mais antiga das teorias criadas para explicar a ligao do Estado (que uma pessoa jurdica) a uma pessoa natural (agente pblico).

    Alegavam os seus defensores que os agentes pblicos atuavam em nome do Estado em virtude de uma suposta procurao que lhes havia sido outorgada.

    Vrias crticas surgiram em oposio teoria do mandato. A principal delas afirma que, como o Estado no tem vontade prpria, no poderia outorgar uma procurao a algum.

    Assim, a teoria restou superada e voc precisa saber de sua existncia apenas para fins de concurso pblico.

    2.1.2. Teoria da representao

    Se comparada com a teoria anterior, possui critrios mais sensatos e razoveis, pois afirma que a atuao dos agentes pblicos expressaria a vontade do Estado em decorrncia de lei. O agente pblico seria equiparado a um tutor ou curador e o Estado seria um incapaz.

    Essa teoria tambm foi muito criticada, tendo sido descartada doutrinariamente, pois apresentava a idia de que o Estado estaria escolhendo os seus prprios representantes, o que no acontece na tutela ou curatela. Ademais, se o representante

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    ultrapassasse os poderes de representao e causasse prejuzo a terceiros, o Estado no poderia ser responsabilizado, o que seria inadmissvel.

    2.1.3. Teoria do rgo

    Criada pelo jurista alemo Otto Gierke, a teoria do rgo declara que o Estado manifesta a sua vontade atravs de seus rgos pblicos, que so titularizados por agentes pblicos. Os atos praticados pelos rgos so imputados pessoa jurdica a cuja estrutura esto integrados, o que se convencionou denominar de imputao volitiva.

    A teoria do rgo distingue a entidade, que possui personalidade jurdica, do rgo pblico, que desprovido de personalidade jurdica.

    Ao contrrio das anteriores, a teoria do rgo teve grande aceitao doutrinria e jurisprudencial no Brasil, e, por isso, presena garantida em vrias questes de concursos, exemplos:

    (CESPE AGU Advogado da Unio 2006) A teoria do rgo, atualmente adotada no sistema jurdico, veio substituir as teorias do mandato e da representao.

    (ESAF/PFN/2004) Quanto teoria do rgo e sua aplicao ao Direito Administrativo, aponte a opo correta. a) Consoante tal teoria, o rgo apenas parte do corpo da entidade e, por consequncia, todas as suas manifestaes de vontade so consideradas como da prpria entidade. b) Essa teoria no distingue rgo de entidade, reconhecendo personalidade jurdica a ambos, indistintamente, e, por conseguinte, reconhecendo serem sujeitos de direitos e obrigaes, de forma direta. c) Essa teoria, de ampla aceitao entre os administrativistas ptrios, reconhece personalidade jurdica ao rgo, que passa a ser sujeito de direitos e obrigaes. d) Por tal teoria, o agente (pessoa fsica) atua como representante da pessoa jurdica, semelhana do tutor e do curador de incapazes. e) Essa teoria no tem aceitao entre os publicistas contemporneos, por no explicar, de forma satisfatria, como atribuir aos entes pblicos os atos das pessoas humanas que agem em seu nome.

    A afirmativa do CESPE est c