EDICAO 164 DIAGRAMACAO - Arquidiocese de Goiânia - Muitos Em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz,

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  • A grande foraevangelizadora daPastoral Familiar

    Cardeal celebra missana Festa do Divino

    Pai Eterno 2017

    O desao da indiferenareligiosa e o resgate de

    uma f genuna pg. 3pg. 2 pg. 7

    ARQUIDIOCESEPALAVRA DO ARCEBISPO VIDA CRIST

    semanalEdio 164 - 9 de julho de 2017 www.arquidiocesedegoiania.org.br Evangelize: passe este jornal para outro leitor

    anos1957 - 2017

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  • Certamente, estamos diante de um dos grandes e graves pro-blemas que a modernidade res-pira. Quais so as razes do afas-tamento de Deus to presentes nos dias de hoje? Em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1 de janeiro de 2016, o papa Francisco tocou na temtica da globalizao da indiferena como um dos obstculos a serem vencidos na promoo da paz mundial.

    Essa indiferena, no tocante experi-ncia religiosa, em muito tem a ver com a difuso de conceitos to nefastos genuna experincia crist, tais como a ideia de Deus, to desligada de uma experincia nica com Deus-Pessoa, encarnado na histria, em Jesus de Nazar, chamado de univer-sal-concreto, como apresentado pelo telogo Claude Geff r, nos tempos conciliares. Sem a concretude histrica de Jesus, o univer-sal que Ele como Pessoa Divina pode perder-se numa abstrao perigosa.

    necessrio lanar luzes sobre o tema da indiferena religiosa que, alm de ser um fenmeno sociocultural com amplos desafi os teolgicos, tambm um risco que pode estar presente na vida cotidiana da Igreja, em nossas parquias, na ao evangelizadora e, sobretudo, quando a Igreja se aproxima das realidades urba-nas, to difceis, to desafi adoras e portadoras de uma complexi-dade prpria.

    O Catecismo da Igreja Catlica constitui uma cristalina verda-de no tocante indiferena religiosa: Pode-se pecar de diversas maneiras contra o amor de Deus: a indiferena negligencia ou re-cusa a considerao da caridade divina, menospreza a iniciativa (de Deus em nos amar) e nega sua fora. A ingratido omite ou se recusa a reconhecer a caridade divina e a pagar amor com amor (CIC, n. 2094). Prossegue a Igreja ensinando que a tibieza uma hesitao ou uma negligncia em responder ao amor divino. Aqui o homem corre o risco de recusar-se a se entregar ao dinamismo da caridade. Acrescenta que a acdia ou preguia espiritual che-ga a recusar at a alegria que vem de Deus e a ter horror ao bem divino. O dio a Deus vem do orgulho. Ope-se ao amor de Deus, cuja bondade nega, e atreve-se a maldiz-lo como aquele que pro-be os pecados e infl ige as penas (CIC, n. 2094).

    Pela indiferena religiosa, a pessoa humana se fecha a Deus. Diretamente, por meio do atesmo, ou indiretamente, por meio do relativismo religioso e da no aceitao serena das orienta-es e determinaes da vida eclesial para a prtica ordinria da f crist. Olha-se com desconfi ana para tudo o que provm da autoridade eclesistica em matria de F. Em decorrncia disso, logo se v cristos participarem de outros movimentos religiosos paralelos vida da Igreja. Essa recusa Caridade faz criar na pessoa humana tambm um certo isolamento indivi- dualizante. preciso a profecia da superao da indiferena e do isolacionismo.

    O homem do nosso tempo carece dos grandes elementos ex-plicativos da f que professa. Uma F explicada o incio para uma F vivida. Se no passado das primeiras comunidades do cris-tianismo o testemunho dos seguidores do Crucifi cado, a escuta da Palavra e a frao do Po expresses da beleza da novidade crist , associados simplicidade da vida dos primeiros cristos, eram, em geral, sufi cientes para converter multides, nos tempos atuais, o dilogo com a racionalidade, ao menos em solo ociden-tal, condio fundamental e desafi adora para que a mensagem crist invada as mentalidades, preencha a vida de verdadeiro e autntico sentido.

    Portanto, faa-se renascer, no homem contemporneo, o Deus vivo, adormecido em meio a tantas cinzas que so jogadas sobre a experincia de F. E volte-se a viver uma religiosidade genu-na, a armazenar dentro de si uma certeza de que os ventos no derrubaro o slido edifcio do grande dom de Deus recebido no Batismo: a F.

    Julho de 2017 Arquid iocese de Go inia

    PALAVRA DO ARCEBISPO2 PALAVRA DO ARCEBISPO2 PALAVRA DO ARCEBISPO2

    EditorialJulho um ms de frias para boa

    parte das pessoas, e muitos se dis-tanciam do cotidiano para descansar. Neste ms, a inteno de orao do papa Francisco remete a um afasta-mento. No entanto, no se trata de descanso ou revigoramento, mas, sim, de uma realidade inerente a todos ns cristos: o afastamento da f. Somos chamados a ser testemunho e cami-nho para redescoberta da vida crist. Isso o que Dom Moacir tambm vai ressaltar em Vida Crist, mostrando a importncia do trabalho e a misso da Pastoral Familiar. Em Arquidiocese

    em Movimento, o destaque para a presena do Cardeal Dom Sergio da Rocha, na missa de encerramento da Festa em Louvor ao Divino Pai Eterno 2017. A Catequese do Papa e a Palavra do Arcebispo so um convite leitura atenta e amorosa dos ensi-namentos de nossos pastores, que iluminam a formao e o amadure-cimento na vida de f. Esta edio pretende, mais uma vez, suscitar o encontro do povo de Deus, que Igreja Viva de Cristo!

    Boa leitura!

    O DESAFIO DAINDIFERENARELIGIOSA

    DOM WASHINGTON CRUZ, CPArcebispo Metropolitano de Goinia

    LOGSTICA E DISTRIBUIO

    Arcebispo de Goinia: Dom Washington CruzBispos Auxiliares: Dom Levi Bonatto e Dom Moacir Silva Arantes

    Fotogra a: Rudger RemgioTiragem: 25.000 exemplaresImpresso: Gr ca Moura

    Contatos: encontrosemanal@gmail.com Fone: (62) 3229-2683/2673

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    De 14 a 16 de julho, a Parquia Imaculado Corao de Maria, do Setor Central, receber a 2 Peregri-nao da Juventude Claretiana do Brasil. Criado em 2010, o movimen-to representado por 35 grupos, dis-tribudos por 26 parquias em todo territrio brasileiro, e busca conciliar assuntos relacionados ao prprio jo-vem, ao meio em que ele vive e es-piritualidade Claretiana.

    A Juventude Claretiana um mo- vimento pastoral dentro da Igreja Catlica, que visa ajudar jovens e adultos a atuar como protagonistas no mundo de hoje. Por meio de ex-perincias novas e de cunho missio-nrio, e guiados pela espiritualidade de Santo Antnio Maria Claret, o movimento quer ser semente viva lanada no corao de muitos. um movimento diferente, ativo e atuan-te, que procura passar a todos a ima-gem de uma Igreja jovem, prepara-da, direcionada a acolher e disposta a ajudar nas diversas difi culdades que o jovem enfrenta.

    Para a coordenadora da peregri-nao, Francyelle Braga, est sendo uma alegria muito grande organi-zar o evento. A peregrinao no

    2 Peregrinao daJuventude Claretiana

    ir acontecer apenas nos trs dias de encontro. Ns j a estamos vivendo a cada dia, ou pelo me-nos tentando viv-la, buscando, em cada momento das nossas vidas, seguir os ensinamentos e exemplos missionrios de Santo Antnio Maria Claret. De acordo com padre Alcimar Lima Silva, missionrio claretiano, muito importante receber esse encon-tro nacional da Juventude Clare-tiana porque um momento de reaproximao do carisma com a juventude.

    No dia 14, o encontro ter in-cio s 19h, na Parquia Imacula-do Corao de Maria, e, no dia seguinte, prosseguir nesse mes-mo local, o dia todo. J no dia 16, s 6h, o grupo caminhar para Trindade, saindo da parquia. Os frutos dessa caminhada so colhi-dos ano a ano, em testemunhos, converses e mudanas concretas de vida, como ressalta Francyelle.

    Quem quiser participar do en-contro deve ter idade mnima de 14 anos. As inscries so no valor de R$ 20,00, e podem ser feitas pelo site www.juventudeclaretiana.com.

    Encontro nacional

    muito importante receber esse encontro nacional daJuventude Claretiana porque um momento dereaproximao do carisma com a juventude

    Padre Alcimar Lima Silva e jovens claretianos

    Coordenadora de Comunicao: Eliane Borges (GO 00575 JP)Consultor Teolgico: Pe. Warlen MaxwellJornalista Responsvel: Talita Salgado (MTB 2162/GO)Redao: Flvio Costa (MTB 8674/DF) e Talita SalgadoReviso: Thais de OliveiraDiagramao: Carlos HenriqueColaborao: Marcos Paulo Mota (Estudante deJornalismo/PUC Gois) e Edmrio Santos

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  • Julho de 2017Arquid iocese de Go inia

    ARQUIDIOCESE EM MOVIMENTO 3

    Missa Solene em Trindade celebrada pelo cardeal Dom Sergio

    No ltimo domingo, 2, s 8h, a Missa Solene da Fes-ta do Divino Pai Eterno, que neste ano teve como tema Maria, serva humilde e fi el ao Pai Eterno, foi presidida pelo carde-al arcebispo de Braslia e presidente da Conferncia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Sergio da Rocha. Durante a celebrao para milhares de fi is, ele enfatizou que o motivo maior da festa e da romaria a Trindade o Pai Eterno. Ns, que aqui estamos, trazemos o corao aberto e a confi ana e esperana em Deus. Devemos, portanto, rezar no s por ns, mas tambm por tanta gente que pede as nossas oraes. O presidente da celebrao convidou o povo a uma refl exo sobre as atitu-des que se tm no decorrer da nossa vida. Ns, reunidos aqui como Igre-ja, durante o ano, estamos unidos com a Igreja, com a nossa comuni-dade? para isso que somos chama-dos: continuar a caminhada unidos com Cristo, disse Dom Sergio.

    No fi nal da celebrao, o arce-bispo de Goinia, Dom Washington Cruz, lanou Carta Pastoral para o povo de Deus presente em nossa Arquidiocese, com o ttulo Creio em Deus em Pai. A carta j destacada na edio anterior do Jornal Encon-tro Semanal (retifi camos que a 15) traz uma refl exo do arcebispo so-

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    MARCOS PAULO MOTA

    bre o amor paterno de Deus. Duran-te o lanamen