Mediastino e hilos

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  • 1. MEDIASTINO E HILOSRADIOLOGIA E DIAGNSTICO POR IMAGENS R1 LUCAS TEODORO

2. MASSAS DO DESFILADEIRO TORCICO Se evidenciam comumente como massas cervicais ou porsintomas de obstruo das vias areas superiores porcompresso da traquia. Massas da tireide, linfonodos linfomatosos e linfangiomas soas massas mais comuns. 3. MASSAS DA TIREIDE Podem ocorrer devido a bcio, condies malignas oudecorrentes de tireoidite. Os bcios penetram anteriormente traquia em 80 % doscasos e postero-lateralmente em 20 %. Calcificaes grosseiras e aglomeradas so comuns nosbcios. A TC mostra : margens bem definidas, continuidade damassa com a tireide cervical, calcificaesgrosseiras,atenuao TC basal elevada e intensificaoforte ( > 25 H ). 4. Setas mostrando massa em mediastino superior. Nas imagens de TC v-seglndula tireide se estendendo retrotraquealmente e cranialmente;continuidade com o lobo direito da tireide. 5. MASSAS DA PARATIREIDE Podem ocorrer por : Adenoma, hiperplasia e carcinoma. 2% dos pacientes a glndula no se separa do timo e descecom este at o desfiladeiro torcico. Deve ser pesquisada em pacientes comhiperparatireoidismo persistente aps paratireidectomia. 6. Seta mostrando um ndulo mediastinal pr vascular, seta curva imagem de cintilografia mostrando aumento de atividade correspondendo ao ndulona TC. 7. linfangiomas So tumores incomuns constitudos de canais linfticosdilatados. O higroma cstico descoberta no perodo neonatal e seassocia a trissomias ( 13, 18 e 21 ). A TC demonstra uma massa cstica em desfiladeirotorcico ou mediastino superior. A RM mostra uma massa de sinal forte em T2. 8. MASSAS MEDIASTINAIS ANTERIORES TIMOMAS So a segunda neoplasia mediastinal primria So divididos em Timomas (benignos) e Carcinoma tmicos(malignos). A OMS recentemente classificou essas neoplasias em : A, AB, B1,B2, B3 e C, sendo a A Timoma e C Carcinoma tmico. A idade do diagnstico fica entre 45 e 50 anos. Os tumores B3 e C apresentam maior tamanho, margensirregulares, intensificao heterognea, reas de necrose ecalcificaes. Apresentam forte associao com Miastenia Graves, mas podemestar associadas a outras doenas auto imunes ( Graves,Hipogamaglobulinemia e sndrome de Sjogren ) 9. Setas mostrando massa em mediastino compatvel com timoma. 10. Cistos tmicosPodem ser congnitos ou adquiridos. Congnitos : So leses raras e so formadas porremanescentes do ducto timofarngeo. Adquiridos : So multinoculados e tem origem ps-inflamatria e foram associados a AIDS, radioterapia,cirurgias prvias,condies auto-imunes ( Sjogren,miastenia grave e anemia plsica ). 11. TIMOLIPOMAS So neoplasias benignas de ocorrncia rara, que consistemprincipalmente de tecido adiposo e tecido tmico normalentremeado a ele. So assintomticos e apresentam grande tamanho aodiagnstico. A resseco da massa curativa. 12. CARCINIDE TMICO So neoplasias neuroendcrinas raras , sendo originadas nacrista neural ( clulas de kulchitski ) Leso indistinguvel dos timomas no RX e na TC. Pacientes com esse tumor iro apresentar uma sndrome deCushing em 40 % dos casos. 13. HIPERPLASIA TMICA Aumento do tamanho do timo sem alteraeshistopatolgicas. Ocorre principalmente em crianas como um efeito reboteao estresse anterior ( quimioterapia prvia ou tratamento dehipercortisolismo ). Apresenta uma associao com a doena de Graves. Se nos estudos de seguimento se observar diminuio dotumor , elimina-se a necessidade de bipsia. 14. Seta mostrando hiperplasia tmica em criana de 12 anos, aps 3 meses de quimioterapia para rabdomiossarcoma. 15. LINFOMAS Neoplasia mais comum do mediastino. Acomete o trax em 85% dos pacientes com linfoma deHodgkin. Apenas 25 % dos pacientes tem doena limitada ao trax aodiagnstico. Os linfomas Hodgkin ( LNH ) afetam o trax em 40 %dos casos e apenas 10 % esto limitados ao mediastino. Os linfomas de Hodgkin apresentam um padro dedisseminao previsvel enquanto que os LNH apresentampadro imprevisvel. A presena de calcificaes ou uma massa mediastinasldeve nos levar a pensar em outro diagnstico. 16. Radiografia em homem com 35 anos mostrando massamediastinal lobulada . TC com contraste mostrando massamediastinal anterior e mdia. ( LH ) 17. Massa mediastinal invadindo o lobo superior direito e aparede anterior do trax, na bipsia se observou linfomadifuso de clulas B. 18. NEOPLASIA DE CLULAS GERMINATIVAS Incluem os teratomas, seminomas, coriocarcinomas, tumores doseio endodrmico e carcinoma de clulas embrionrias. O diagnstico de uma neoplasia de clulas germinativas nomediastino, torna necessrio afastar um tumor primrio emgnadas. Os teratomas constituem 60 a 70 % das NCG. A maioria ocupa o mediastino anterior, mas 10 % delas podemocupar o mediastino posterior. Leses benignas so redondas ou ovais e com contornosregulares. Margens irregulares , lobuladas ou indistintas sugeremum tumor maligno. Calcificaes ocorrem em at 50 % doscasos, mas s so especificas se tiverem a forma de um dente. 19. Setas na radiografia mostrando ndulos discretos no pulmodireito. Na tomografia se observa grande massa em mediastinoanterior invadindo a veia cava superior ( seta ), alguns ndulos no pulmo direito e um derrame pelural. ( Coriocarcinoma ). 20. TUMORES MESENQUIMAIS. Os lipomas so massas bem definidas com atenuaoadiposa uniforme ( -50 H U ). Lipossarcomas geralmente apresentam invaso deestruturas vizinhas no momento do diagnstico. Hemangiomas so tumores benignos constitudos decanais vasculares um sinal patognomnico nas radiografiasde trax a presena de fleblitos numa massa de tecidomole , regular ou lobulada. Angiossarcomas so raras neoplasias vasculares malignas Leiomiomas so raras neoplasias benignas que se originamdo msculo liso no mediastino. 21. HEMANGIOMA MEDIASTINAL 22. LIPOMAS MEDIASTINAIS 23. MASSAS MEDIASTINAIS MDIAS Massas linfonodais mdias muitas vezes so malignas,constituindo metstase de carcinoma broncognico ou umlinfoma. Massas benignas podem ser observadas em doenas comoa sarcoidose , infeces fngicas ou micobactwrias,heperplasia linfonodalangiofolicular (doena de castleman),linfadenopatia angioimuniblstica. Sempre que se encontrar massas mediastinais essas devemser melhor investigados com TC ou RM. A associao americana de trax padronizou um sistema declassificao padronizado para os linfonodos hilares. 24. DENSIDADE DE LINFONODOS MEDIASTINAIS EHILARES TCCALCIFICAES :Centrais Micobactrias e fungosPerifricas ( casca de ovo ) Silicose, SarcoidoseHipervascularesTumor carcinide, carcinosede pequenas clulas,sarcoma de kaposi,metstases ( renais , tiride) doena de castleman. Micobactrias, fungos,Necrose metstases ( carcinomeade clulas escamosas,seminoma, linfoma ) 25. A fonte mais comum de metstase aos linfonodosmediastinais o carcinoma broncognito. Condies malignas extratorcicas podem levar a aumentode linfonodos mediastinais , sendo as mais comuns ;carcinoma de tireide, tumores de cabea e pescoo,carcinoma de clulas renais ou testicular, condiesmalignas GI, carcinoma de mama, melanoma e sarcoma dekaposi . Na sarcoidose h aumento de linfonodos mediastinais em60 a 90 % dos pacientes em algum momento da doena.Esses linfonodos no coalescem dando um aspectolobulado ao mediastino. 26. Aspecto dos linfonodos em paciente com sarcoidose. 27. DOENA DE CASTLEMAN Aumento de linfonodos mediastinais em andar mdio eposterior. O tipo vascular hialino o mais comum Por sua natureza vascular apresentam forte intensificaona TC. 28. CISTOS DO TRATO DIGESTIVO ANTERIOR E DO MESOTLIO CISTOS BRONCOGNICOS : decorrem da brotaoanmala da rvore traqueobrnquica. Se originam do mediastino prximo a carina traqueal em 80a 90 %. Em geral so assintomticos, mas podem gerar sintomasde compresso traqueobrnquica, como : dispnia ,disfagia, roncos e sibilos. A calcificao da parede do cisto no comum. Na RM h um caracterstico sinal fraco em T1 e sinal forteem T2. 29. Seta mostrando cisto broncognico com baixa atenuao e que no apresenta aumento de atenuao com o uso docontraste. 30. cisto pericrdico So duas vezes mais comuns a direita. Se manifestam como massas arredondadas ou ovais assintomticas,descobertas acidentalmente. Podem ser vistos a US subxifide como cistos simples. 31. OUTRAS MASSAS DO EDIASTINO MDIO Massas da traquia e dos brnquios centrais Hrnias diafragmticas Leses vasculares Leses neurognicas 32. MASSAS DO MEDIASTINO POSTERIORTUMORES NEUROGNICOS So classificados de acordo com sua origem nervos intercostais: neurofibroma schwanoma gnglios simpticos: ganglioneuromaganglioneuroblastoma neuroblastoma clulas paraganglionares: feocromocitoma quemodectomaSo mais freqentes em jovens. 33. Seta na radiografia de trax mostrando massa em mediastino superioresquerdo. Na TC confirmao da massa paravertebral ( neuroblastoma ) 34. Setas na radiografia de trax mostrando massa mediastinal ovalado eorientada verticalmente. A TC mostra massa mediastinal posterior de baixa atenuao ( ganglioneuroma ) 35. LESES ESOFGICAS Ocorrem no tero mdio e inferior do esfago. A maioria das leses neoplsicas acometem a juno esofagogstrica eso carcinoma de clulas escamosas. Geralmente quando so vistas a radiografia j esto causando sintomas. A ausncia de serosa e por terem pra onde crescer sem causarsintomas, so as causas de ao diagnstico estes tumores j estarem emestgio avanado. A sobrevida em 5 anos de 20 %. Podem causar desvio da traquia, alargamento domediastino,espessamento da tira traqueoesofgica. O diagnstico geralmente feito com exame contrastado. A TC pode mostrar : massa intraluminal, espessamento da parede eperda dos planos adiposos entre o esfago e as estruturas mediastinais. 36. DIVERTCULOS DE ZENKEL 37. HRNIA DIAFRAGMTICA 38. ANORMALIDADES VERTEBRAIS Processos neoplsicos, infecciosos,traumticos ou degenerativospodem podem produzir uma massa paraespinhal. Os processos neoplsicos so identificados facilmente pela expanso edestruio dos corpos vertebrais. Os carcinomas broncognicos, carcinoma de mama e carcinoma declulas renais so os principais stios de metstases. A espondilite infecciosa diferncia-se