Producao Material Didatico Impresso Oreste Preti

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Oreste Preti

PRODUO DE MATERIAL DIDTICO IMPRESSO:ORIENTAES TCNICAS E PEDAGGICAS

Cuiab, 2010

Comisso Editorial Dr Ana Arlinda de Oliveira Dr Carlos Rinaldi Dr Gleyva Maria Simes de Oliveira Dr Lucia Helena Vendrusculo Possari Dr Maria Lucia Cavalli Neder Dr Onilza Borges Martins

Ficha Catalogrfica P928p Preti, Oreste. Produo de Material Didtico Impresso: Orientaes Tcnicas e Pedaggicas. / Oreste Preti. Cuiab: UAB/UFMT, 2010. 210 p. : il. Inclui bibliografia ISBN 978-85-61819-98-9 1.Educao Distncia. 2.Texto Didtico. 3.Material Didtico. I.Ttulo. CDU 37

Reviso Diagramao Capa Ilustraes

Germano Aleixo Filho Terencio Francisco de Oliveira Marcelo Velasco Marcelo VelascoCuiab, 2009

COLETNEA EDUCAO A DISTNCIAegundo os dados do INEP, no Brasil, em 2007, eram 408 os cursos a distncia, atingindo mais de 350 mil estudantes; 3.702 os cursos da chamada educao tecnolgica - cursos com durao de at dois anos -, com quase 350 mil matrculas tambm. O Anurio Brasileiro Estatstico de Educao Aberta e a Distncia (2007) confirma estes dados: 225 Instituies autorizadas pelo MEC para oferecer cursos a distncia, atendendo a mais de 770 mil estudantes. Em 1995, a Universidade Federal de Mato Grosso era a primeira instituio a oferecer um curso de graduao a distancia no Pas (Pedagogia), por meio de seu Ncleo de Educao Aberta e a Distncia (NEAD), criado em 1992. Em 2000, eram apenas cinco as universidades, abrigando menos de 5 mil estudantes matriculados. Esses poucos dados podem nos dar de imediato uma ideia aproximativa do crescimento desta modalidade, aqui no Brasil, pois no mundo, desde a dcada de 1970, milhes de estudantes frequentam universidades sem sair de casa ou do local de trabalho. A impulso da EaD em nosso pas pode ser atribuda a pelo menos dois fatores: - o primeiro, como parte do movimento de luta pela democratizao do ensino. H um grito forte e uma luta contnua para que o

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direito constitucional educao se concretize para milhes de brasileiros excludos deste bem social historicamente conquistado. E a modalidade a distncia vem se afirmando como uma das possibilidades para que isto se realize; - o segundo fator pode ser atribudo s novas tecnologias da informao e da comunicao. Essas tecnologias realizaram avanos, e algumas delas, em certo sentido, se popularizaram, permitindo s pessoas ultrapassar as distncias geogrficas e se aproximar cada vez mais. Assim, est ocorrendo uma espcie de rompimento do conceito de distncia. A educao est mais prxima para uma parcela cada vez maior da sociedade (no est mais distante - a distncia). As tecnologias da comunicao permitem o dilogo e a interao entre pessoas, em tempo real, como o telefone, o bate-papo, a video e a webconferncia, tornando sem sentido falar em distncia no campo da comunicao. Por isso, podemos falar em EDUCAO SEM DISTNCIAS! No somente porque possvel ser realizada, como por ser bandeira de luta a ser levada adiante para as prximas dcadas, por ns, educadores! Quando, em 1996, lanvamos o primeiro livro da coletnea Educao a Distncia, havamos pensado nomear esta coletnea de Educao sem Distncia. Porm, naquele momento, avalivamos que isso poderia provocar mal-entendidos e que, diante da necessidade de divulgar essa modalidade de ensino e diante da escassez de material sobre o tema em lngua portuguesa, retratando nossa realidade educacional, social e cultural, seria mais oportuno recorrer expresso consagrada mundialmente: Educao a Distncia. Hoje, com a expanso quantitativa de cursos a distncia e com a necessidade de qualificao de quadros para atuar nesta modalidade, existe produo significativa sobre esta prtica educativa. Educadores brasileiros com experincia nesta modalidade se propuseram escrever, expor suas experincias em EaD como maneira de contribuir na consolidao desta modalidade, aqui no Brasil, e na formao dos que atuam na EaD. So dezenas as teses e dissertaes, centenas os artigos versando sobre Educao a Distncia.

A participao e a contribuio da UFMT, no debate sobre EaD, tambm tm sido significativa, com produo acadmica, abertura da linha de pesquisa em EaD (2000), no Programa de Mestrado em Educao Pblica e a coletnea Educao a Distncia. Em 1996, lanvamos o primeiro nmero da coletnea, com o tema: Incios e indcios de um percurso, trazendo relatos da experincia do NEAD/UFMT na oferta do primeiro curso de graduao a distncia no Brasil (1994). Em 2000, com o segundo nmero da coletnea, Educao a Distncia: construindo significados, amplivamos a discusso sobre esta modalidade, no se restringindo experincia do NEAD. Trouxemos contribuies valiosas de educadores atuando em instituies de renome e com larga experincia em EaD, como G. Rumble, Neil Mercer e F. J. G. Estepa, da Open University da Inglaterra; Walter Garcia, presidente da Associao Brasileira de Tecnologia (ABT); Rosngela S. Rodrigues, da Diviso de Engenharia de Produo, Universidade Federal de Santa Catarina, e do socilogo Pedro Demo, que tambm prefaciou a obra. Eram relatados percursos diferentes, com experincias e vises diversas sobre EaD, que foram trazidas para o debate e ofereceram elementos de reflexo para quem estava atuando ou se propondo iniciar nesta modalidade. Em 2005, foram lanados dois volumes. Em Educao a Distncia: sobre discursos e prticas, discutia-se a Formao de Professores em cursos a distncia, analisando as prticas discursivas sobre a EaD. Na obra Educao a Distncia: ressignificando prticas, discutia-se a questo da gesto da EaD e a produo de material didtico na EaD. Neste ano de 2009, estamos lanando outros quatro volumes: um sobre os Fundamentos da EaD e trs sobre a produo de Material Didtico. Esperamos, assim, com estes novos volumes da coletnea, continuar participando intensivamente do atual debate sobre a modalidade a distncia, num momento em que o governo federal prope e dirige a expanso do ensino superior por meio da modalidade a distncia, com a criao do Sistema Universidade Aberta do Brasil (2006). Trata-se de poltica ostensiva e extensiva para que essa modalidade de ensino se solidifique e se qualifique como parte regular do sistema de ensino superior.

Oreste Preti, organizador da coletnea.

SUMRIO1 O TEXTO DIDTICO NA EaD 1.1 Material didtico impresso 1.2 Texto didtico 1.3 Fundamentos pedaggicos O ato de ler O ato de aprender 2 POR ONDE CAMINHAR 2.1 Possveis etapas 2.2 Ponto de partida 3 PROCESSO DE PRODUO DO TEXTO DIDTICO 3.1 Plano de ensino 3.2 Redao 4 ESTRUTURA E ORGANIZAO DO TEXTO 4.1 Elementos pr-textuais 4.2 Elementos textuais 4.3 Elementos ps-textuais

5 ORIENTAES TCNICAS 5.1 Aspectos tipogrficos 5.2 Ilustraes 5.3 cones 5 OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 5.1 Finalidade 5.2 Formulao 5.3 Objetivos gerais e especficos 5.4 Verbos 6 ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 6.1 Finalidade 6.2 Caractersticas 6.3 Tipos de atividade 6.4 O que evitar ENFIM ... COMO UMA ONDA NO MAR PALAVRAS DE DESPEDIDA APNDICE 1 Guia de estudo 2 Instrumentos de avaliao do material didtico impresso 3 Alguns pecados dos textos acadmicos

ay un consenso generalizado en considerar que los materiales son la columna vertebral de una enseanza que pone el nfasis en el trabajo independiente del alumno y transfiere a los materiales parte de las funciones mltiples que los profesores de la enseanza presencial realizan, non slo en relacin a los alumnos (interesar, facilitar, aclarar, profundizar, retroalimentar...) sino tambin las que realizan con los materiales (contextualizarlos, conexionarlos con la actualidad, completarlos, adaptarlos, etc.). De esas consideraciones se deduce que la elaboracin de materiales didcticos para la EAD se convierte en una tarea compleja y necesitada de todos los auxilios posibles para realizar-se correctamente (BENAVENTE et al., 1994, p. 11-2). O impresso , certamente, um meio de ensino largamente utilizado na formao a distncia e no ensino presencial. um suporte que permite ao estudante ele mesmo escolher seu lugar de estudo, seu horrio e seu ritmo de estudo; alm disso, permite grande nmero de atividades de aprendizagem. Por essas razes, o impresso tem contribudo a individualizar a formao (LANDRY, 1985, p. 255).

Professor CONTEUDISTA ou professor AUTOR?

o se referirem ao professor que escreve texto didtico na EaD, algumas instituies tm utilizado o termo conteudista. Assentado na perspectiva de que o professor no mero produtor de contedo, cabendo-lhe, mais que tudo, por meio do texto, a funo de ensinar, de formar, cham-lo de conteudista reforar a ideia de que a ele compete a tarefa de despejar contedo, reservando ao estudante aquela de reproduzi-lo. No lhe empobreamos a funo. Afinal, a atuao docente vai alm, muito alm, de transferir contedo! Por isso, preferimos nos referir ao professor que escreve texto didtico como AUTOR. Em seu sentido etimolgico, aquele que cria, que produz algo seu, que inova e rompe com o estabelecido. Mais que tudo, aquele que provoca o leitor, que o estimula reflexo, ao dilogo com o autor, convidando-o para, juntos, atriburem novos significados, novas feies ao texto.

Produo de Material Didtico Impresso: Orientaes Tcnicas e Pedaggicas

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APRESENTAOPrezado autor e prezada autora: Parabns por aceitar mais esse desafio em sua vida profissional, o de produzir um texto didtico para estudantes matriculados em cursos a distncia. Sabendo do pouco tempo de que voc dispe, envolvido com as mais diferentes atividades profissionais e domsticas, elaborei esse texto, uma espcie de guia, que contm orientaes bsicas para produo de material didtico impresso para a Educao a Distncia (EaD). Busquei orient-lo no instigante trabalho de reunir duas artes que fazem parte de seu cotidiano: a de escrever e a de ensinar. Sim, porque a funo principal do texto didtico ensinar por meio do texto, possibilitar que voc esteja junto do estudante, no fisicamente, mas por meio de seu texto. Essa presencialidade virtual algo que a modalidade a distncia nos possibilita! Escrever e en