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RESUMÃO DE FILOSOFIA - resumosiggy.files.wordpress.com · RESUMÃO DE FILOSOFIA TRABALHO, ALIENAÇÃO E CONSUMO TRIPALIARE O simpático [e preguiçoso] gato Garfield e a frase clichê

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  • RESUMO DE FILOSOFIA

    TRABALHO, ALIENAO E CONSUMO

    TRIPALIARE

    O simptico [e preguioso] gato

    Garfield e a frase clich odeio

    segunda-feira! representam o

    sentimento quase universal de

    desnimo e/ou averso diante

    do trabalho.

    A prpria palavra trabalhar deriva do latim tripaliare, que

    designava o triplio, um

    instrumento formado por trs paus, prprio para atar os condenados ou manter preso os animais

    difceis de ferrar. A origem etimolgica associa o trabalho tortura.

    Todavia, pelo trabalho que a natureza transformada mediante o esforo coletivo para, por exemplo, arar a terra, colher seus frutos, domesticar animais, modificar paisagens e construir cidades. E no

    somente isso, pois tambm pelo trabalho que se formam instituies

    como a famlia, a escola e at mesmo o Estado; a cincia, a arte e a filosofia.

    possvel dizer, portanto, que o ser humano se faz pelo trabalho, pois a

    partir do momento em que produz algo, constri a prpria subjetividade, ou seja, se modifica e enriquece, desenvolve a

    imaginao, aprende a se relacionar e a superar obstculos. Como

    condio de humanizao, o trabalho liberta, ao viabilizar projetos e concretizar desejos.

    Para se emancipar, a mulher precisou ter amplo acesso ao

    mercado de trabalho, no s

    para garantir sua autonomia financeira, mas tambm para

    formar uma nova identidade e garantir maior liberdade nas

    suas escolhas.

  • O trabalho surge como controvrsia Geografia Determinista de Ratzel, deteriorando a imagem da natureza como fator determinante;

    atuando como uma possibilidade de se sobrepor a ela [natureza].

    Trabalhar uma linha tnue, o contraste, entre a tortura e a emancipao.

    CIO E NEGCIO

    Nas sociedades tribais, a diviso das tarefas se baseia na cooperao e na complementao, e no na explorao, tanto a terra como os frutos

    do trabalho pertencem a toda a comunidade. Para Jean-Jacques Rousseau, filsofo do sculo XVIII, a desigualdade surgiu a partir do momento em que algum cercou um terreno e se lembrou de dizer isto

    meu, criando, assim, a propriedade privada.

    A partir de ento surgiram as guerras, os conflitos ideolgicos, a relao

    de dominao e a desigual apropriao dos frutos do trabalho. Desde as civilizaes mais antigas, como as da Mesopotmia e do Egito, existe a diviso daqueles que mandam [projetam, concebem e inventam] e aqueles que somente obedecem e executam. Apresenta-se assim a

    dicotomia [diviso] entre a concepo e a execuo do trabalho.

    Para os neodarwinistas sociais, essa dicotomia trata-se de um processo

    natural, pois alguns teriam mais talento para pensar, enquanto outros s seriam capazes de realizar atividades braais. Entretanto, a

    sociedade possui mecanismos que mantm a diviso, no conforme a

    capacidade, mas sim de acordo com a classe a que cada um pertence.

    Entre os antigos gregos e romanos, que viviam em sociedades escravagistas, era ntida a diviso entre as atividades intelectuais e braais, com a evidente desvalorizao desta ltima, caracterizando a

    hierarquia social. Um dos indcios da diviso era a educao, por ser privilgio dos proprietrios. Sculos depois, esse fator foi mantido como

    critrio na Idade Mdia, quando a Igreja detinha o poder, ou seja, o conhecimento. No por acaso, a palavra escola na Grcia antiga significava literalmente o lugar do cio, onde as crianas aprendiam

    jogos, msica e retrica, a arte de bem falar.

    Nota: o termo cio no tinha naquele tempo o mesmo significado de hoje. Atualmente, o cio significa o no fazer, o descanso. Para os

    gregos, tratava-se daquilo que os isentavam dos deveres da subsistncia

    para gozarem de tempo livre e se dedicarem a funes mais nobres, como guerrear, fazer poltica, pensar e decidir. Entre os romanos,

    manteve-se o sentido original grego, tanto que o trabalho para

    sustentar a vida era identificado como negcio [nec-otium, no-cio].

  • At a Idade Mdia, a riqueza se restringia a posse de terras. John Locke compreende como cidado aquele que detm a posse da terra, da propriedade privada, estando apto, assim, a dedicar-se poltica e servir ao Estado. Entretanto, durante a Idade Moderna, as atividades mercantis e manufatureiras desenvolveram-se a tal ponto que a riqueza

    passou a abranger tambm a posse do dinheiro, provocando a expanso das fbricas que culminou com a Revoluo Industrial no sculo XVIII.

    Tais acontecimentos decorreram da ascenso da burguesia enriquecida, que valorizava a tcnica e o trabalho, uma vez que estes constituam um segmento originado dos servos libertos dos senhores feudais no fim

    da Idade Mdia. Por isso, a mquina exercia grande fascnio: no sculo XVIII, Pascal inventou a primeira calculadora, Torricelli construiu o barmetro e Galileu inaugurou o mtodo das cincias naturais, baseado na tcnica e no experimento.

    Francis Bacon, com seu lema saber poder, reala o papel histrico da cincia e do saber instrumental, capaz de dominar a natureza. Dessa

    forma, rejeita as concepes tradicionais de pensadores sempre prontos para tagarelar, mas que so incapazes de gerar, pois a sua

    sabedoria farta de palavras, mas estril em obras. Numa linha

    semelhante, Descartes afirma:

    Pois elas [as noes gerais da fsica] me fizeram

    compreender que possvel chegar a conhecimentos

    muito teis vida, e que, em vez dessa filosofia

    especulativa que se ensina nas escolas, se pode

    encontrar uma outra prtica, pela qual [...] poderamos

  • emprega-los da mesma maneira em todos os usos para

    os quais so prprios, e assim nos tornar senhores

    possuidores da natureza.

    Tem incio, ento, o ideal prometeico [relativo a Prometeu, simboliza a valorizao da tcnica e do trabalho humano] da cincia. Embora Bacon

    e Descartes seguissem linhas de reflexo diferentes, ambos destacavam

    a tcnica como capaz de dominar a natureza. Estava ocorrendo uma mudana do enfoque na relao entre o pensar e o fazer.

    No campo poltico e econmico, estavam sendo elaborados os princpios

    do liberalismo. Superando as relaes de dominao entre senhores e servos, foi institudo o contrato de trabalho entre indivduos livres, o

    que significa o reconhecimento do trabalhador no campo poltico.

    O TRABALHO COMO MERCADORIA: ALIENAO

    No sculo XIX, o desenvolvimento da economia capitalista foi capaz de determinar uma curiosa situao. Mesmo produzindo riquezas em um patamar astronmico, o capitalismo ainda estava cercado por desigualdades que indicavam a diferena social e econmica das classes

    burguesa e operria.

    A explorao dos operrios fica

    explcita em extensas jornadas de trabalho em pssimas instalaes, salrios baixos, arregimentao de

    crianas e mulheres como mo de obra barata. Era a mais-valia de Karl Marx, pela qual as empresas garantiam maior lucro atravs da

    mxima explorao do proletariado.

    Para Marx, a pessoa deve trabalhar para si, no sentido de que deve trabalhar para fazer-se a si mesma um ser humano. O que no significa

    trabalhar sem compromisso com outros, uma vez que o trabalho uma

    tarefa coletiva e, como tal, visa o bem comum.

    Marx nega que o liberalismo possa garantir a igualdade entre as partes, pois o operrio perde mais do que ganha, j que produz para outro, e

    no escolhe o salrio, no escolhe o horrio nem o ritmo do trabalho que ir lhe controlar. Como resultado, o indivduo torna-se estranho,

    alheio a si prprio, alienado.

  • Segundo Rousseau, o poder do povo inalienvel, porque s a ele

    pertence; na linguagem comum, a pessoa alienada perde a compreenso do mundo em que vive. Para Karl Marx, a alienao no puramente

    terica, uma vez que se faz presente na vida real quando o produto do

    trabalho deixa de pertencer a quem o produziu.

    No novo contexto capitalista, ao vender sua fora de trabalho mediante salrio, o operrio tambm se transforma em mercadoria. Ocorre ento o que Marx chama de fetichismo da mercadoria e reificao do trabalhador.

    O fetichismo o processo pelo qual a mercadoria, um ser inanimado, adquire vida, uma vez que a mercadoria (manufatura) quando finalizada, no mantinha o seu valor real

    de venda, que segundo ele era determinado pela quantidade de

    trabalho materializado no artigo, mas sim, que esta, por sua vez

    adquiria uma valorao de venda irreal e infundada, como se no fosse fruto do trabalho humano e nem pudesse ser mensurado, o

    que ele queria denunciar com isto que a mercadoria parecia perder sua relao com o trabalho e ganhava vida prpria.

    A reificao [do latim res, coisa] a transformao dos seres humanos em coisas. Em consequncia a humanizao da

    mercadoria leva desumanizao da pessoa, sua coisificao,

    isto , o indivduo transformado em mercadoria.

    DISCIPLINA

    A alienao no se aplica apenas produo do trabalhador, mas tambm s formas do consumo. Outros pensadores investigaram as mudanas decorrentes do capitalismo, analisando-as sob o ngulo da instaurao da era da disciplina. Segundo Michel Foucault, um novo tipo de disciplina facilitou a dominao mediante a docilizao do corpo.

    Em ambientes de trabalho

    normalmente so representados

    dois modelos disciplinares: o religioso [silncio] e o militar [hierarquia, disposio em fileiras].

    A disciplina mantida pelos supervisores, que avaliam a

  • qualidade do servio, evitam conflitos e fazem cumprir os regulamentos

    por meio de proibies [no fale alto, no pronuncie palavras de baixo calo, no fume], regas de horrios [comea a tirania do relgio para entrada, sada e intervalos] e ainda penalidades como multas, advertncias, suspenses e demisses.

    Para Foucault, na estrutura do olhar vigilante, forma-se a sociedade disciplinar, regida por um conjunto de normas de conduta, que conta com a criao de instituies fechadas, voltadas para o controle social.

    As normas, portanto, visam tornar o corpo mais dcil, suscetvel dominao, o que Foucault exemplifica com maestria em sua obra

    Microfsica do poder.

    A TIRANIA DO RELGIO

    O poeta brasileiro Mrio Quintana, em Das ampulhetas e das

    clepsidras, diz o seguinte:

    Antes havia os relgios dgua, antes havia os relgios de

    areia. O tempo fazia parte da natureza. Agora uma

    abstrao unicamente denunciada por um tic-tac

    mecnico, como o acionar contnuo de um gatilho numa

    espcie de roleta russa.

    Na era capitalista, eficcia, organizao e padronizao transformaram-se em palavras de ordem e todo movimento passa a ser

    controlado externa e artificialmente. Foi isso que aconteceu quando os

    proprietrios de fbricas, na busca por maior produtividade,

    implantaram sistemas de racionalizao [economia de tempo].

    O norte-americano Frederick Taylor, no incio do sculo XX, elaborou uma teoria conhecida como Taylorismo. Taylor estabeleceu um

  • controle cientfico, por meio da medio por cronmetros, para que a

    produo fabril fosse cada vez mais simples e rpida.

    A mesma inteno levou

    Henry Ford a instalar as esteiras em suas fbricas, um processo de padronizao da produo

    em srie. Ficava muito mais

    ntida a separao entre a

    concepo e a execuo do trabalho, isto , entre o

    projeto e a sua realizao,

    entre o pensar e o fazer. O Fordismo, como ficou conhecido, consistia no parcelamento das tarefas, que reduzia a atividade a gestos mnimos.

    Cada operrio era responsvel por uma ao especfica, encarregado de

    trabalhar numa determinada parte do produto.

    O operrio no tinha conhecimento do que fazia, no compreendia o processo de montagem como um todo, somente aquilo que era

    encarregado de fazer. Dessa forma, o trabalho era desvalorizado e a produo, maximizada.

    Aliado lgica da produo em srie, o investimento em

    publicidade visava a provocar artificialmente a necessidade de

    compra. Estava nascendo a sociedade de consumo com seus patrocinadores, anunciantes, facilidades de credirio e

    campanhas publicitrias

    veiculadas com o intento de seduzir as massas. Desse modo, as fbricas

    no s produziam o produto, como tambm produziam o consumidor.

    O CAPITALISMO DA GLOBALIZAO

    A partir das dcadas de 70 e 80, mudanas radicais nas maneiras de

    trabalhar repercutiram no modo de vida tanto nas cidades como no campo. Com o surgimento de novos padres de produtividade, a

    tendncia nas fbricas foi de quebrar a rigidez do Fordismo e do

    Taylorismo.

    O novo sistema de produo mais flexvel por atender aos pedidos medida da demanda, com planejamento a curto prazo. No modelo do

  • Toyotismo, ao contrrio do Fordismo, privilegiado o trabalho em equipe, a descentralizao da iniciativa, alm da necessidade da polivalncia da mo de obra, j que o trabalhador deve controlar

    diversas mquinas ao mesmo tempo. Na segunda metade do sculo XX,

    notou-se o deslocamento da mo de obra para o setor de servios. No que isso tenha diminudo a importncia da produo industrial e

    agrcola, acontece que elas tambm dependem do desenvolvimento de tcnicas de informao e comunicao. Hoje, as pessoas consomem em seu cotidiano servios de publicidade, comunicao, comrcio,

    pesquisa, sade, educao, turismo etc.

    SOCIEDADE DE CONSUMO

    A explorao e a alienao da produo estendem-se para a esfera do

    consumo. A organizao dicotmica do trabalho reduz as possibilidades de o trabalhador encontrar satisfao na maior parte da sua vida,

    enquanto se sente obrigado a realizar tarefas desinteressantes. Muitas vezes, essa situao cria a necessidade artificial de se proporcionar prazer pela posse de bens.

    As necessidades so estimuladas artificialmente por meio da publicidade, que leva o indivduo a consumir sempre mais. A nsia do consumo perde toda a relao com as necessidades reais, o que faz com que as pessoas gastem mais do que precisam e, s vezes, mais do que tm, caracterizando o consumo alienado. Os produtos, por exemplo, so expostos nas vitrines, geralmente os mais caros a altura dos olhos das pessoas, sempre com preos destacados, com anncios de

    promoo e/ou liquidao. Mesmo que no precise de tal produto, o indivduo sente-se tentado a compr-lo em razo da oportunidade. o

    famoso dobro pela metade do preo.

    O comrcio facilita a realizao dos desejos ao possibilitar o

    parcelamento das compras, promover liquidaes e ofertas de ocasio.

  • As mercadorias so rapidamente postas fora de moda porque seu design se tornou obsoleto ou porque um novo produto se mostrou indispensvel, seja televiso, geladeira, celular ou carro.

    Sob a questo da produo e do consumo, debruam-se inmeros

    filsofos, dentre os quais os pensadores da Escola de Frankfurt, movimento que surgiu na Alemanha na dcada de 1930. Para eles, a tcnica apresentada no incio como libertadora pode se mostrar, afinal,

    como artfice de uma ordem tecnocrtica opressora. Ao submeter-se

    passivamente aos critrios de produtividade e desempenho no mundo

    competitivo do mercado, o indivduo perde muito do prazer de sua

    atividade. Por isso, Max Horkheimer acrescenta que a doena da razo est no fato de que ela nasceu da necessidade humana de

    dominar a natureza. E mais, que a histria dos esforos humanos

    para subjugar a natureza tambm a histria da subjugao do homem

    pelo homem.

    Na sociedade capitalista, os interesses definem-se pelo critrio da eficcia, uma vez que a organizao das foras produtivas visa atingir

    nveis sempre mais altos de produtividade e competitividade.

    Herbert Marcuse chama de unidimensionalidade a perda da dimenso crtica, pela qual o trabalhador no percebe a explorao de que

    vtima, estando condenado a uma euforia na infelicidade.

    CIVILIZAO DO LAZER

    O lazer uma criao da civilizao industrial e apareceu como fenmeno de massa com caractersticas especficas contrapondo-se ao

    perodo de trabalho. As reivindicaes dos trabalhadores acerca do lazer

    obtiveram alguns xitos muito lentamente a partir da ao dos

  • sindicatos, tais como diminuio da jornada de trabalho para oito horas, semana de cinco dias teis e frias.

    O lazer ativo no um simples deixar passar o tempo livre, mas

    aquele no qual a pessoa pode escolher algo prazeroso. Por exemplo, duas pessoas que assistem ao mesmo filme podem ser ativas ou passivas, dependendo da maneira como se posicionam para comparar, avaliar, julgar e apreciar por si mesmas, independentemente de

    modismos ou de propagandas massificantes.

    O problema est em

    saber se a indstria cultural propicia alternativas de escolhas ou se as

    cidades oferecem infraestrutura que garanta aos mais

    pobres a ocupao do seu tempo livre com

    atividades gratuitas ou

    menos dispendiosas.

    Tais restries reduzem

    as possiblidades de lazer ativo, no alienado.

    De certa forma, nos ltimos anos tem se proliferado o acesso ao entretenimento no que si diz respeito utilizao das mdias sociais. Estas, no entanto, tm sido cada vez mais moldadas em detrimento das vontades de um Estado entregue s mos de um poder oligrquico. A

  • microfsica do poder de Foucault mais uma vez personificada diante

    da tentativa de padronizar comportamentos em meios nos quais outrora

    os indivduos eram ditos como livres, como o caso da internet diante

    do Marco Civil.

    O CONSUMO NA SOCIEDADE PS-MODERNA

    O filsofo francs Gilles Lipovetsky prefere no demonizar o consumo, mas aceita-lo como fenmeno do tempo atual. Ele observa que, desde o

    final dos anos 1970, devido s tcnicas de marketing e de preos mais baixos, os bens se tornaram acessveis a um maior nmero de pessoas,

    inclusive para as de menor poder aquisitivo. Desse modo, surgiu uma

    nova fase de consumo mais intimista e personalizada.

    Para ele, os consumidores esto mais interessados em qualidade de

    vida, comunicao e sade, tm melhores condies de fazer uma

    escolha entre diferentes propostas da oferta, determinando que o consumo ordene-se cada dia um pouco mais em funo de fins, de

    gostos e critrios pessoais.

    Apesar de considerar o consumidor mais crtico, Lipovetsky reconhece o

    poder massificante da publicidade e os malefcios do hiperconsumismo, entendido como a iluso de que a mercadoria proporciona a garantia da felicidade e satisfao pessoal. Ao contrrio, o que preenche a vida o que permite ao ser humano inventar-se a si

    mesmo e inventar coisas.