Resumão Jurídico [TI]xa.yimg.com/kq/groups/24047234/1094266221/name/Resumão+Juríco... · prática

  • View
    226

  • Download
    2

Embed Size (px)

Text of Resumão Jurídico [TI]xa.yimg.com/kq/groups/24047234/1094266221/name/Resumão+Juríco... ·...

  • www.bafisa.com.br

    Processo civil o instrumento de atuao da juris-dio para compor a relao jurdica entre as partesem juizo. realizado por um procedimento (comum-sumri%rdinrio - ou especial) na forma de umaseqncia de atos. Sua finalidade bsica a pacifica-o social.

    Princpios e garantias a serem observados para queseja vlido: imparcialidade do juiz; igualdade; contra-ditrio e ampla defesa; livre convencimento do juiz;motivao das decises judiciais; lealdade processual;economia e instrumentalidade das formas; duplo graude jurisdio.

    Espcies de processoa) Processo de conhecimento: instrumento pelo qual

    o juiz chamado a declarar -em sentido amplo -qual das partes tem razo. Pode veicular pedidos denatureza declaratria, constitutiva ou condenatria,sendo possvel ainda, em alguns casos, a cumula-o deles.

    b) Processo cautelar: veculo assecuratrio da utili-dade do resultado final de outro processo.

    c) Processo de execuo: instrumento para a realizaoprtica do direito que foi inadimplido pelo devedor.

    PROCESSODE CONHECIMENTO

    Jurisdio e aoJurisdio a funo, o poder e a atividade do

    Estado de se substituir aos titulares de interesses em

    conflito para decidir com imparcialidade e gerar apacificao social. norteada pela inrcia: s atuamediante provocao e iniciativa das partes, em regra.. Jurisdio voluntria: administrao pblica de in-

    teresses privados. No h necessariamente conflitoentre as partes, mas o Estado prev a necessidade de ira juzo, porque os interesses envolvidos so relevantes.

    . Jurisdio contenciosa: soluo de situaes deincerteza ou conflitos de interesses estabelecidos

    entre seus pretensos titulares. O Estado definir quemtem razo e lhe atribuir o bem da vida disputado.

    Ao o direito subjetivo e pblico de buscar obterjudicialmente proteo para seus interesses.

    Condies da ao - Exigncias bsicas para opossvel julgamento do pedido:. possibilidade jurdica do pedido (no proibio,

    pelo ordenamento, de sua realizao);. interessede agir (necessidadede ir a juzo para

    obter o interesse e adequao da forma escolhidapara tanto);

    . legitimidade ad causam (titularidade de relaocom o interesse em conflito).Na legitimidade ordinria, o prprio indivduo

    que se alega titular do interesse vai a juzo. Pela legi-timidade extraordinria, h substituio processual- em vez de estar em juzo o alegado titular, outrem,autorizado por lei, prope a ao em nome prpriopara a defesa do direito alheio.

    Elementos da ao - So os componentes que aindividualizam:

    . Partes: pessoas envolvidas na disputa pelo bem ena relao processual para sua discusso.

    . Pedido: providncia pretendida. Pedido imediato a manifestao que se pede ao juiz; pedido media-to o bem da vida pretendido, a utilidade que sedeseja alcanar. Deve ser determinado pelo autor,mas a lei permite que seja genrico em certos ca-sos, quando momentaneamente no se possa fixarseu valor.

    . Causa de pedir: fundamentos para o pedido. Incluitanto os fatos que motivaram a situao de conflito(causa de pedir remota) quanto os fundamentosjurdicos previstos pelo ordenamento para ampararo pedido formulado (causa de pedir prxima).

    ResumoJurdico[TI]

    Fenmenos quanto a aes com similitude de ele-mentos:. Um ou dois elementos iguais: possvel reunio de

    processos junto ao mesmo rgo, para maior eco-nomia e harmonia.

    Hipteses:- Um elemento - conexo: aes com mesmo obje-

    to (bem) ou causa de pedir (fatos).- Dois elementos - continncia: mesmas partes

    (envolvidas) e mesma causa de pedir (fatos),sendo em uma ao a discusso mais ampla,abrangendo a da outra.

    . Trs elementos iguais: identidade total - extinodo segundo processo ("repetido").- Litispendncia: h ao idntica em curso, tendo

    j sido citado o ru.- Coisa julgada: j houve ao versando a situa-

    o em questo e a soluo considerada defi-nitiva, por no mais caberem meios para suaimpugnao.

    PARTESNO PROCESSO

    Para atuao em juzo, devem ter capacidade pro-cessual (aptido para o exerccio pessoal de direitos eobrigaes processuais) ou valer-se dos institutos derepresentao/assistncia.

    LitisconsrcioParticipao de vrios sujeitos, na mesma posio-

    autor ou ru -, em um nico processo.. Facultativo- A reunio de vrias pessoas na

    dcmanda uma opo dos envolvidos nos casosem que:1. ocorrer comunho de direitos ou obrigaes;2. obrigaes ou direitos derivarem do mesmo fun-

    damento de fato ou de direito;3. houver conexo entre causas pelo objeto ou

    causa de pedir;4. houver afinidade de questes por um ponto

    comum de fato ou de direito.. Necessrio - Todos os sujeitos devem participar do

    processo nos casos de imposio legal ou pela natu-reza do prprio objeto.

    . Unitrio - O juiz deve decidir a lide de modo uni-forme para todos os litisconsortes. Ope-se ao sim-ples, em que cabem decises diversas.

    Interveno de terceirosT~rceiro aquele que no faz parte do processo,

    mas pode vir a integr-Io (de forma espontnea ouprovocada) para maior economia e harmonia dedecises.

    Assistncia - Ingresso espontneo de terceiro cominteresse no resultado jurdico favorvel a uma daspartes, para auxili-Ia.. Assistncia simples: no direito prprio, mas

    mero interesse do assistente, que atua como auxiliarda parte principal.

    . Assistncia litisconsorcial: o terceiro assume aposio de assistente na defesa direta de direitoprprio; ter posio de litisconsorte.Oposio - O terceiro espontaneamente compa-

    rece no processo, por meio de uma nova ao, parapretender, no todo ou em parte, o bem sobre quecontrovertem autor e ru. Estes passam a estar jun-tos na condio de opostos, em litisconsrcio passi-vo necessrio.

    Nomeao autoria - Manifestao do ru noprocesso para solicitar sua excluso do plo passivo ea incluso de um terceiro. Ocorre nos casos em quefor mero detentor de coisa alheia e for demandado em

    nome prprio - quando o ru praticou o ato em obe-dincia a ordem de um terceiro.

    Denunciao lide - A parte denuncia a lide a umterceiro para que este, em caso de sucumbncia, pa-gue-lhe o valor da condenao a ttulo de regresso.

    Observao: os artigos citados so do Cdigo de Processo Civil, salvo indicao em contrrio.

    Ocorre nos seguintes casos:. em ao de evico, denuncia-se o vendedor que

    alienou o bem cuja posse ou propriedade foi perdi-da em virtude de deciso judicial; o possuidor dire-to, demandado em nome do bem, deve denunciar oproprietrio ou possuidor indireto;

    . o obrigado a indenizar, por lei ou contrato, aqueleque perder a demanda deve ser denunciado poraquele que tem direito de regresso.Chamamento ao processo - O ru envolve. no

    processo, como litisconsortes seus, todos os respons-veis pelo cumprimento da obrigao. Caso pague aintegralidade do dbito, ter como fazer um acerto decontas com seus co-devedores nesse mesmo processo.

    Ocorre nos seguintes casos:. umfiador,se citado,pode chamar ao processo o

    devedor originrio;. um fiador, se citado, pode chamar outros fiadores:. um dos devedores solidrios da obrigao pode. no

    prazo da contestao, chamar os demais devedorespara figurarem como litisconsortes.

    COMPETNCIA

    Medida de jurisdio atribuda a um rgo julgador. determinada no momento em que a ao propos-ta, sendo irrelevantes posteriores modificaes doestado de fato ou de direito (salvo quando suprimiremo rgo judicirio ou alterarem a competncia emrazo da matria ou da hierarquia).1. Foro geral/comum: domiclio do ru.2. Local dos fatos:

    . ao de reparao de dano (art. 100, V, "a");

    . ao em que for ru Oadministrador ou gestor denegcios alheios (art. 100, V, "b").

    3. Local dos fatos ou domiclio do autor:

    . aes de reparao de dano sofrido em razo dedelito ou acidente de veculos (art. 100, pargra-fo nico).

    4. Alterao em razo das pessoas:. foro do ausente (art. 97);. foro da Unio (art. 99);. foro para aes de separao judicial, alimentos e

    nulidade de casamento (art. 100, I e 11I);. pessoas jurdicas de direito privado (art. 100, IV).

    5. Foro da situao da coisa:. lugar do imvel (art. 95).

    Critrios de competncia.Em razo da matria e da hierarquia: regida pornormas de organizao judiciria, ressalvados oscasos expressos no CPC, inderrogvel por con-veno das partes.

    . Em razo do valor e do territrio: cabe modifica-

    o pelas partes, pela previso de foro de eleio.

    ATOS PROCESSUAIS

    So os atos praticados no processo pelas partes,pelo juiz e por seus auxiliares para atingir de maneirasegura e clere a prestao jurisdicional.

    Frias/feriados forenses - Regra: atos no pratica-dos. Excees: produo de prova antecipada; cita-o/qualquer ato de guarda de bens; atos processadosdurante as frias e que no se suspendem em razodelas (previso no CPC e em leis especiais).

    Prazos - A lei os prev para a prtica de atos; seomissa, o juiz dever determinar o prazo conforme ocaso prtico. Ausncia de determinao pela lei/pelojuiz: prazo de cinco dias.

    Contagem - Sempre com a excluso do dia de incioe incluso do dia final. Dia de incio/do final em sbado,

    domingo ou feriado: prorrogao ao dia til seguinte.Prazos dilatados - Em dobro: para a Fazenda

    recorrer e para as vrias partes, em litisconsrcio, comadvogados envolvidos, falarem nos autos; em qudru-plo: para a Fazenda contestar.

  • ----

    Citao - Ato pelo qual se chama o ru ou interessa-do a fim de se defender. Se praticado sem observnciadas nonnas legais, gera a nulidade do processo. Regrageral: se pessoa fisica, deve ser praticada na pessoa dodemandado, a no ser que se trate de incapaz (receberseu representante legal) ou se constituir procurador paratal fim; se pessoa jurdica, a citao deve ser feita napessoa responsvel pelos atos sociais da instituio.

    Citao indireta - O ato citatrio realizado empessoa diversa da demandada. Ocorre quando odemandado:. est em local incerto ou no sabido, ou em local de