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Abril de 2016 | Allegro e Vivace 4

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Fabio Mechetti, regente SATIE | Parade DUTILLEUX | As Sombras do Tempo BIZET | Sinfonia em Dó maior DEBUSSY/Molinari | L’isle joyeuse

Text of Abril de 2016 | Allegro e Vivace 4

  • L E U X B I

    D U T I LFORTISSIMO N 7 2016

    S A T I E

    Z E T D E

    B U S S Y

    ALLEGRO

    VIVACE

    28/04

    29/04

  • MINISTRIO DA CULTURA E GOVERNO DE MINAS GERAIS APRESENTAM

    ALLEGRO

    VIVACE

    28/04

    29/04

  • FO

    TO

    : R

    AF

    AE

    L M

    OT

    TA

  • 3A msica francesa sempre primou

    pelo ecletismo, refinamento,

    sofisticao e originalidade.

    Nesta noite, a Filarmnica

    executa quatro obras que

    exemplificam tudo isso e mais.

    Primeiramente, o ecletismo e

    irreverncia de Erik Satie, com o

    seu protesto manifestado em Parade,

    obra que utiliza os mais variados

    instrumentos de percusso, incluindo

    alguns que certamente muitos de

    vocs vero pela primeira vez.

    Celebrando os cem anos de

    Henri Dutilleux, e apresentando

    aqui algo do mais alto refinamento,

    tocamos pela primeira vez em

    Belo Horizonte As Sombras do Tempo,

    Caros amigos e amigas,

    FABIO MECHETTIDiretor Artstico e Regente Titular

    obra que explora uma gama

    infinita dos timbres orquestrais.

    A sofisticao fica por conta de

    Bizet, que, alm de ter sido um

    dos mais importantes compositores

    lricos da histria, deixou igualmente

    verdadeiras joias no campo sinfnico,

    como a Sinfonia em D que ser

    executada neste concerto.

    Por fim, a verso orquestral de

    uma das obras mais populares

    para piano de Claude Debussy:

    a viso idlica de uma ilha feliz.

    Un bon concert tous.

  • 4FO

    TO

    : A

    LE

    XA

    ND

    RE

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    ND

    E

    Desde 2008, Fabio Mechetti Diretor Artstico e Regente Titular da Orquestra Filarmnica de Minas Gerais, sendo responsvel pela implementao de um dos projetos mais bem-sucedidos

    no cenrio musical brasileiro. Com seu trabalho, Mechetti

    posicionou a orquestra mineira nos cenrios nacional e internacional

    e conquistou vrios prmios. Com ela, realizou turns pelo

    Uruguai e Argentina e realizou gravaes para o selo Naxos.

    Natural de So Paulo, Fabio Mechetti serviu recentemente como

    Regente Principal da Orquestra Filarmnica da Malsia, tornando-se

    o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asitica.

    Depois de quatorze anos frente da Orquestra Sinfnica de Jacksonville,

    Estados Unidos, atualmente seu Regente Titular Emrito. Foi

    tambm Regente Titular da Sinfnica de Syracuse e da Sinfnica

    de Spokane. Desta ltima , agora, Regente Emrito.

    Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra

    Sinfnica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos

    no Kennedy Center e no Capitlio norte-americano. Da

    Orquestra Sinfnica de San Diego, foi Regente Residente.

    Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a

    Orquestra Sinfnica de Nova Jersey e tem dirigido inmeras orquestras

    norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester,

    Phoenix, Columbus, entre outras. convidado frequente dos festivais

  • 5FABIO MECHETTIdiretor artstico e regente titular

    de vero nos Estados Unidos, entre

    eles os de Grant Park em Chicago

    e Chautauqua em Nova York.

    Realizou diversos concertos no Mxico,

    Espanha e Venezuela. No Japo dirigiu

    as orquestras sinfnicas de Tquio,

    Sapporo e Hiroshima. Regeu tambm a

    Orquestra Sinfnica da BBC da Esccia,

    a Orquestra da Rdio e TV Espanhola

    em Madrid, a Filarmnica de Auckland,

    Nova Zelndia, e a Orquestra

    Sinfnica de Quebec, Canad.

    Vencedor do Concurso Internacional de

    Regncia Nicolai Malko, na Dinamarca,

    Mechetti dirige regularmente na

    Escandinvia, particularmente a

    Orquestra da Rdio Dinamarquesa e a

    de Helsingborg, Sucia. Recentemente

    fez sua estreia na Finlndia dirigindo

    a Filarmnica de Tampere e na Itlia,

    dirigindo a Orquestra Sinfnica de

    Roma. Em 2016 far sua estreia com a

    Filarmnica de Odense, na Dinamarca.

    No Brasil, foi convidado a dirigir a

    Sinfnica Brasileira, a Estadual de

    So Paulo, as orquestras de Porto

    Alegre e Braslia e as municipais de

    So Paulo e do Rio de Janeiro.

    Trabalhou com artistas como Alicia

    de Larrocha, Thomas Hampson,

    Frederica von Stade, Arnaldo Cohen,

    Nelson Freire, Emanuel Ax, Gil

    Shaham, Midori, Evelyn Glennie,

    Kathleen Battle, entre outros.

    Igualmente aclamado como regente

    de pera, estreou nos Estados Unidos

    dirigindo a pera de Washington.

    No seu repertrio destacam-se

    produes de Tosca, Turandot, Carmem,

    Don Giovanni, Cos fan tutte, La Bohme,

    Madame Butterfly, O barbeiro de

    Sevilha, La Traviata e Otello.

    Fabio Mechetti recebeu ttulos

    de mestrado em Regncia e em

    Composio pela prestigiosa

    Juilliard School de Nova York.

  • 6SDBD

  • FABIO MECHETTI, regente

    Participao vocal: Emanuelle Cardoso, Iolanda Camilo,

    Luciana Alvarenga, Natalie Christine e Polliana Martins.

    Erik SATIEParade: Bal realista sobre um tema de Jean Cocteau

    Choral | Coral

    Prlude du Rideau Rouge | Preldio Cortina Vermelha

    Prestidigitateur Chinois | Ilusionistas Chineses

    Petite Fille Amricaine | Menina Americana

    Acrobates | Acrobatas

    Final | Final

    Suite au Prlude du Rideau Rouge | Sute do Preldio Cortina Vermelha

    Henri DUTILLEUX As Sombras do Tempo

    Les heures | As horas

    Ariel malfique | Ariel malfico

    Mmoire des sombres | Memria das sombras

    Vagues de lumire | Ondas de luz

    Dominante bleue? | Azul dominante?

    Georges BIZETSinfonia n 1 em D maior

    Allegro vivo

    Adagio

    Allegro vivace

    Allegro vivace

    Claude DEBUSSY ORQUESTRAO DE BERNARDINO MOLINARI

    LIsle Joyeuse

    PROGRAMA

    INTERVALO

  • 8 SFrana, 1866 1925O Erik Satie das eternas Gymnopdies e Gnossiennes, que a mdia, os melmanos e os estudantes de piano nos fazem ouvir exausto, no revela um dcimo desse msico estranho que ajudou a fazer a virada do sculo XIX para o sculo XX. Contemporneo de Debussy e de Ravel, em muitos aspectos parece mais jovem e mais arrojado que eles, e sua obra gera polarizaes extremas: de um lado h quem o julgue um grande precursor; de outro, h quem o considere um farsante revestido de ironia. Vim ao mundo muito jovem em um tempo muito velho, foi como ele prprio se definiu. Nesse sentido, sua obra vria: h um Satie arcaizante, que suprime em suas partituras a barra de compasso, que adapta aos modos medievais encadeamentos paralelos de acordes e que revisita as sarabandas barrocas; h o Satie ertico (no sentido mais puro da palavra no na acepo distorcida do mundo contemporneo) das Gymnopdies... velado, mas sem recalque; h um Satie de cabar, como o das canes, deliciosamente ambguo como Toulouse-Lautrec ou Kurt Weil; h o mstico, que compe as Ogivas e as Vxations para piano, ou as Trois Sonneries de la Rose+Croix. No panteo da Histria da msica, o lugar de Satie pequeno, mas importante. Em 1913, com a opereta Le Pige de Mduse, ele dadasta trs anos antes do Dadasmo. Dez anos antes do Surrealismo ele insere em suas peas para piano certas indicaes para o intrprete e certos textos narrativos que tm, para dizer pouco, forte inspirao onrica: vendo a si prprio de longe, ignorando a sua prpria presena, como um rouxinol que tivesse dores de dente. Em pleno auge de Debussy e Ravel, compe obras para piano de um despojamento meticulosamente trabalhado, que ele nomeia com ttulos perturbadores: Descries Automticas, Embries Ressecados, Trs Peas em Forma de Pera. Frequentemente considerado um msico amador por seus contemporneos, entra, em 1905, aos quarenta anos, Erik

    SATIEPARADE: BAL REALISTA SOBRE UM TEMA DE JEAN COCTEAU (1917) 15 min

  • SINSTRUMENTAO

    Piccolo, 2 flautas, 2 obos, corne ingls, requinta, 2 clarinetes, 2 fagotes, 2 trompas, 3 trompetes, 3 trombones, tuba, tmpanos,

    percusso, harpa, cordas.

    PARA OUVIRCD The complete Ballets of Erik Satie Orquestra Sinfnica de Utah Maurice

    Abravanel, regente Vanguard Classics 1993

    PARA ASSISTIROrquestra Filarmnica da Universidade

    Nacional Autnoma do Mxico Eduardo Gonzles, regente | Acesse: fil.mg/sparade

    PARA LERRoland de Cand Histria Universal da

    Msica Vol. 2, p. 248-253 Eduardo Brando, traduo Martins Fontes 1994

    para a Schola Cantorum de Paris.

    Recebe ali, em 1908, um diploma de

    contraponto. Essa postura, ao mesmo

    tempo subversiva e irnica, fez de Satie

    um artista que sempre se recusou,

    por princpio, a vender o peixe.

    Parade , sem dvida, a sua partitura

    mais importante. Esse bal em um

    ato, com argumento de Jean Cocteau,

    costumes desenhados por Picasso

    e coreografia de Lonide Massine,

    foi escrito para os Ballets Russes de

    Sergei Diaghilev, que o estrearam

    no Thtre du Chtelet, em Paris,

    aos dezoito dias de maio de 1917,

    sob a batuta de Ernest Ansermet.

    Sobre a obra, Jean Cocteau escreveu

    que se tratava de uma banda carregada

    de sonho. O prprio Satie, com ironia

    e falsa modstia, a declarou um fundo

    com certos barulhos que Cocteau julga

    indispensveis. Apollinaire disse que

    se tratava de une sorte de surralisme

    (uma espcie de surrealismo), trs anos

    antes de o movimento surrealista surgir

    em Paris. Na msica de Parade, a ironia

    e o sempiterno esprito subversivo de

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